Reavivados por Sua Palavra


Romanos 2 by jquimelli
28 de fevereiro de 2015, 1:00
Filed under: Sem categoria

Comentário devocional:

No capítulo 1, depois de anunciar o poder do evangelho que é para todo aquele que crê, Paulo descreve a depravação total dos ímpios. Porém, aqueles de nós que têm um conhecimento de Deus podem ser tentados a dizer: “Senhor, eu Te agradeço porque não sou como esses pagãos perversos”.

No entanto, no capítulo 2 de Romanos, Paulo descreve o pecado dos que têm um conhecimento de Deus. No verso 1 ele mostra que nós, que estamos julgando a maldade dos outros, somos também culpados de pecar. E no verso 3 esclarece que assim como os ímpios serão julgados, aqueles que conhecem a verdade, mas transgridem em algum aspecto não escaparão do juízo de Deus.

Somos lembrados no verso 4 que é a bondade de Deus que nos leva ao arrependimento e é evidente que todos nós precisamos aceitar a Sua bondade.

Ao chegarmos aos versos 10 e 11 vemos que Paulo está a provar que Deus não desculpa os pecados de qualquer classe de pessoas. Não importa se você é judeu ou gentio, cristão ou um não-cristão, a sua profissão de fé não irá te poupar do julgamento.

Paulo então começa a demonstrar nos versículos 17-24 que o nome de Deus é desonrado entre as nações por crentes que pregam e ensinam a lei de Deus, enquanto a quebram ao mesmo tempo. Muitas vezes não percebemos, como cristãos, o quanto o nosso desrespeito pela lei de Deus leva à desonra do Seu nome entre os incrédulos.

Neste capítulo, Paulo mostra que tanto os professos crentes quanto os ímpios precisam do poder transformador do Evangelho. Não importa se alguém é um viciado em drogas sem-teto que vive nas ruas de alguma cidade ou um destacado ministro ordenado de uma igreja cristã todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus. E necessitam do poder transformador de Jesus Cristo. 

Paulo encerra nos dizendo que a justiça de Deus não é meramente uma experiência legal exterior, mas uma conversão interior, a circuncisão do coração. Isso é o que significa ser um verdadeiro crente, um judeu espiritual da descendência de Abraão. Isso vai ficar mais claro em maiores detalhe em Romanos 4.

Norman McNulty
Neurologista, TN, EUA

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/rom/2/
Traduzido e adaptado por JAQ/JDS
Texto bíblico: Romanos 2 
Comentário em áudio 



Romanos 2 – Comentários selecionados by jquimelli
28 de fevereiro de 2015, 0:00
Filed under: Israel, Juízo, salvação

  1 És indesculpável. Os judeus eram rápidos em condenar os gentios, mas, tendo em vista que, por séculos, os judeus foram tão favorecidos com maior luz que os gentios, eles eram indesculpáveis por cometer os mesmo pecados. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 528.
Praticas. Uma questão comumente observada: aqueles que são rápidos em criticar e acusar os outros são culpados dos mesmos crimes. Ás vezes, as pessoas são particularmente zelosas na oposição a esses delitos que eles mesmos praticam secretamente. CBASD, vol. 6, p. 528.
2 Segundo a verdade. Seu juízo se fundamenta no conhecimento das motivações das pessoas e da verdadeira natureza de sua conduta, e é imparcial. Até os pecados mais secretos são colocados sob Seu escrutínio (Ec 12:14). CBASD, vol. 6, p. 529.
3 Pensas. Em outras palavras, “você acha que, por causa de seu elevado conhecimento da verdade, ou por causa de sua ligação com a ascendência divina, ou com o povo escolhido, ficará livre do juízo?”. Essa esperança ilusória de livramento pessoal do juízo é uma forma comum de autoengano. CBASD, vol. 6, p. 529.
4 Longanimidade. Embora Deus odeie o pecado, em Sua longanimidade, Ele não agirá imediatamente para punir o pecado no momento em que é cometido. Ao contrário, Ele poupa as pessoas no dia a dia para lhes dar a oportunidade de se arrepender e ser salvas (2 Pe 3:9). CBASD, vol. 6, p. 530.
5 Coração impenitente. Ou seja, um coração que se recusa a se arrepender. Não havia mudança de atitude no coração. As pessoas continuavam e cresciam voluntariamente no endurecimento do coração, apesar do apelo de Deus. CBASD, vol. 6, p. 530.
9 Sobre a alma de qualquer homem. Ou seja, em cada ser humano. Este versículo tem sido usado para apoiar a ideia de que a alma, e não o corpo, sofrerá a penalidade. No entanto, a palavra “alma” (psuche) frequentemente denota toda a pessoa. CBASD, vol. 6, p. 532.
12 Sem lei. Esta expressão significa, evidentemente, sem lei revelada ou escrita, pois os gentios não estão sem a lei não escrita da consciência. Os gentios não serão julgados por uma lei que não possuem. No entanto, se transgredirem a lei não escrita da consciência, estarão perdidos, assim como os que pecaram contra a luz maior.A falta de mais luz não dá a ninguém o direito de pecar contra a luz menor. Os pagãos que pecaram estarão perdidos, mesmo que não tenham a lei escrita de Deus. Eles pecaram contra a lei que possuem, e a punição segue como consequência inevitável. CBASD, vol. 6, p. 533.
13 Simples ouvidores. Os judeus tinham a oportunidade de ouvir a lei, lida regularmente nas sinagogas. Mas chegaram a supor que o conhecimento teórico da lei, em si, constituía justiça. A vontade de Deus não só deve ser conhecida, mas obedecida. CBASD, vol. 6, p. 534.
16 De conformidade com o meu evangelho. Alguns entendem que isso significa que Paulo estava tão confiante na veracidade de sua mensagem que podia afirmar que seu evangelho seria o padrão no juízo final. No entanto, Paulo pode ter pretendido dizer simplesmente que o fato observado é apresentado no evangelho, isto é, que as pessoas não só serão julgadas, mas que o julgamento será feito por Jesus Cristo. CBASD, vol. 6, p. 536.
19 Estás persuadido. O proposito de Deus era que os judeus fossem testemunhas e mestres da verdade para o mundo. O pecado estava em apenas desfrutar seus privilégios sem cumprir a responsabilidade correspondente. CBASD, vol. 6, p. 537.
21 Pois. Uma vez que os judeus faziam uma profissão tão elevada de piedade e reivindicavam essa superioridade, era certo que se deveria esperar muito deles. Mas Paulo revela a incoerência entre suas reivindicações e sua conduta real. Eles “dizem e não fazem” (Mat 23:3). CBASD, vol. 6, p. 537.
25 Circuncisão. Os judeus davam grande importância ao rito da circuncisão, como se a cerimonia exterior garantisse um favor divino especial. Deus instituiu esse rito como um sinal de Sua aliança com Abraão e seus descendentes. Como marca e memorial dessa relação, a circuncisão poderia ter sido uma benção para os judeus. Mas, visto que, em tão grande medida, eles não tinham conseguido fazer jus ás exigências essenciais da aliança, a circuncisão se tornou em nada mais que uma forma vazia. CBASD, vol. 6, p. 538.
26 Considerada. Ou, “contada”. Se um gentio obedece ás exigências da lei, a incircuncisão não torna menos aceitável sua obediência. A circuncisão era um rito simbólico destinado por Deus. Se os gentios, sem o beneficio desse rito simbólico, praticassem as coisas contidas na lei, eles também compartilhariam as promessas feitas aos judeus. CBASD, vol. 6, p. 539.
28 Não é judeu. A mera conformidade exterior com a lei não faz da pessoa um verdadeiro judeu, de acordo com a definição da Bíblia, mesmo que seja descendente de Abraão e tenha sido circuncidado. CBASD, vol. 6, p. 539.
29 Do coração. O rito incluía a renuncia e o abandono de todos os pecados, a separação de tudo que era ofensivo  a Deus. Essa obra era claramente “do coração”. CBASD, vol. 6, p. 539.



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