Filed under: crescimento espiritual, cuidado de Deus, Espírito Santo, paz | Tags: dificuldades, Espírito Santo, paz, paz interior
Comentário devocional:
Jesus estava indo embora! Os discípulos estavam aterrorizados. Sua presença trouxe-lhes a paz e Ele prometera mais ainda desta paz (Jo 14:27). Estar com Ele e conhecê-Lo era a primeira prioridade deles (Mc 3:14) para que pudessem fazer as obras de Deus (Jo 6:28,29). Então, Ele anuncia: “virá o tempo quando quem os matar pensará que está prestando culto a Deus” (v 2 NVI). Ele também disse: “Agora … vou para aquele que me enviou” (16:5a NVI). Imagine a frustração e confusão dos discípulos! Ele irá embora enquanto eles têm de ficar e serem mortos!
Jesus comunica aos discípulos a próxima fase do plano: enviar a eles um “Advogado”, ou um “Consolador.” O palavra grega, Parakletos, significa “aquele que vem para estar junto”. E isto deveria ser para o bem dos discípulos (v. 7). Eles ainda não estavam convencidos? Jesus diz: “Tenho ainda muito que lhes dizer, mas vocês não o podem suportar agora” (v 12 NVI). O quê, Senhor, será que entendemos corretamente? O Senhor acaba de nos dizer que as pessoas tentarão nos matar em nome de Deus e o Senhor não ficará conosco? Tente imaginar o que os discípulos devem ter sentido naquele momento.
Todos nós temos aqueles momentos de frustração e confusão a respeito dos planos de Deus E isto pode ser muito desgastante. Como você lida com isso? A sua fé se enfraquece ou você se achega a Jesus mais fortemente do que nunca?
Se praticarmos a fé nos pequenos desafios da vida, Deus nos prepara para as provas maiores que virão ao nosso caminho. As dificuldades estão acontecendo em sua vida agora? Você está firmemente ligado a Jesus?
O Espírito Santo está com você, se esta é a sua vontade e seu pedido. O Pai dará tudo o que pedirmos em nome de Jesus. Jesus diz: “Meu Pai lhes dará tudo o que pedirem em meu nome. … Peçam e receberão, para que a alegria de vocês seja completa.” (vv 23-24).
Jesus prediz que os discípulos iriam se dispersar, mas diz: “Eu lhes disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo” (v 33 NVI).
Você tem algum problema? Anime-se, receba a paz, seja ungido pelo Espírito ungido, e segure-se firme a Jesus, pois Ele venceu o mundo!
Christopher Bullock
Pastor em Atlanta, Georgia
Estados Unidos da América
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jhn/16/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: João 16
Comentário em áudio
Filed under: Sem categoria
1 para que não vos escandalizeis. Lit “tropeceis”. Os discípulos não devem perder a coragem ao enfrentar as perseguições judaicas (executadas “em nome de Deus”, At 22.3, 4). Bíblia Shedd.
2 virá o tempo quando quem os matar pensará que está prestando culto a Deus. Pessoas religiosas têm muitas vezes perseguido o próximo com a forte convicção de que isso é o correto (v. At 26.9-11; Gl 1.13, 14). Bíblia de Estudo NVI Vida.
4 quando a hora chegar (cf Lc 22.53; Jo 17.1). A hora do mundo perseguir os santos. Bíblia Shedd.
5 nenhum de vocês me pergunta: “Para onde vais?” Pedro tinha feito tal pergunta (13.36), mas rapidamente voltara a atenção a outro assunto. Sua preocupação tinha sido com o que aconteceria com ele mesmo e com os demais, não com o destino de Jesus. Bíblia de Estudo NVI Vida.
7 A conveniência da partida de Jesus para o Pai se percebe na formação do Corpo universal de Cristo por intermédio do Espírito Santo. O Consolador colocará à disposição dos crentes o amor e poder de Cristo como se Ele estivesse em toda parte junto com eles (Mt 18.20; 28.20). Bíblia Shedd.
8 convencerá o mundo. É a obra que o Espírito realiza no mundo (v. nota textual NVI). O NT normalmente fala da sua obra no interior dos crentes. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Ou “exporá ao mundo o pecado, a justiça e o juízo”. Nota textual NVI.
8-11 A obra do Espírito Santo é: 1) convencer o mundo que o pecado fundamental é rejeitar a Cristo; 2) aplicar a justiça imputada pela morte e ressurreição de Cristo ao crente (Rm 4.25); 3) mostrar que o juízo que Cristo sofreu venceu a Satanás, o príncipe deste mundo (33; 1 Jo 5.4s). Bíblia Shedd.
9 do pecado. Sem a obra do Espírito Santo, de convencimento, as pessoas nunca se perceberão pecadoras. Bíblia de Estudo NVI Vida.
12 Tenho ainda muito que voz dizer. Jesus deu de antemão o seu endosso ao NT. Muitas coisas ainda não tinham sido reveladas (12). Tudo o que faltava da revelação seria suprido pelo Espírito (13) que “vos guiará a toda verdade”. Bíblia Shedd.
13 o Espírito da verdade … vos guiará a toda verdade … dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que há de vir. O Espírito guiou os escritores do Novo Testamento que prepararam a nova revelação escrita, que tomaria o seu lugar ao lado do Antigo Testamento. O Espírito lembrará os escritores do passado (14;26; os Evangelhos), interpretará o evangelho para o presente (14:26; 15:26; Atos e Epístolas) e revelará coisas que ainda virão a acontecer (Ap 1:19). Bíblia Shedd.
16 um pouco… outra vez um pouco. Enigma com duplo sentido: (1) Sua morte e ressurreição; e (2) Sua ascensão e retorno final. Andrews Study Bible.
20 O mundo se alegraria com a morte de Cristo, mas a ressurreição e a segunda vinda transformarão essa alegria em tristeza (Ap 6.15-17). O contrário se dará com os filhos de Deus. Bíblia Shedd.
22 vossa alegria ninguém poderá tirar. O gozo inabalável que domina o coração do crente é aquele que o Espírito suscita nesse coração (Gl 5.22). Bíblia Shedd.
23 Naquele dia, nada me perguntareis. Naquele dia se refere ao derramamento do Espírito no dia de Pentecostes. Então os discípulos passariam a depender completamente do Espírito. Bíblia Shedd.
24 Até agora vocês não pediram nada em Meu nome. Anteriormente, tinham feito seus pedidos ao Pai ou a Cristo, mas não tinham pedido ao Pai em nome de Cristo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
25 vem a hora em que não vos falareis por meio de comparações. Refere-se ao ensino de Jesus após a ressurreição (cf Lc 24.27, 45). Bíblia Shedd.
26 e não vos digo que rogarei ao Pai por vós. Jesus não está dizendo que cessará de orar por eles (Rm 8.34; Hb 7.25; 1Jo 2.1). Ele está dizendo que os discípulos terão alcançado uma certa maturidade na oração, de modo que Ele não necessitará de orar em lugar deles. Bíblia Shedd.
27 o próprio Pai vos ama. As três Pessoas da Trindade estão unidas em Seu amor pelos crentes (3.16). Os crentes respondem com fé e amor às três Pessoas da Trindade. Bíblia Shedd.
28 mundo. Dependendo do contexto, pode significar o universo, o planeta, a humanidade ou a humanidade que se opõe a Deus [com de Jo 3.16]. Aqui significa o planeta físico. Andrews Study Bible.
29-30 Os discípulos manifestam a tola confissão de que tinham entendido o sentido das palavras de Jesus. Andrews Study Bible.
31-32 Jesus desafia a confiança recém manifestada pelos discípulos com a advertência que que eles estão prestes a abandoná-Lo. Andrews Study Bible.
32 vocês serão espalhados. Os discípulos tinham fé, mas não suficiente para ficarem firmes diante da calamidade. Jesus sabia que falhariam naquela hora, mas Sua igreja não se edifica na força das pessoas, e sim na capacidade de Deus usar as pessoas mesmo depois de haverem falhado. Bíblia de Estudo NVI Vida.
não estou só. Na maior parte de Seus sofrimentos, Cristo não estava sozinho. Mas Seu clamor de dor “Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?” (Mt 27.46; Mc 15.34) torna claro que Jesus suportou uma real separação do Pai. Este foi o clímax daquilo que Ele suportou como portador do nosso pecado. Bíblia Shedd.
33 para que tenhais paz em Mim. A paz é fundamentada em um relacionamento com Jesus. Andrews Study Bible.
Filed under: Sem categoria
1 Escandalizeis. Antes Jesus fizera admoestações a respeito da perseguição a fim de evitar o desânimo dos discípulos. CBASD, vol. 5, p. 1164.
2 Tributar culto a Deus. Os judeus que perseguiram os apóstolos argumentavam que esses evangelistas eram blasfemos e pretendiam derrubar a religião que Deus havia estabelecido. CBASD, vol. 5, p. 1164.
4 Eu estava convosco. Não houve necessidade de dizer isso antes, se a perseguição tivesse vindo Jesus estaria com eles para incentivá-los. De fato, enquanto Jesus estava na Terra, a perseguição foi dirigida contra Ele; mas, depois de Sua partida, recairia sobre Seus representantes. CBASD, vol. 5, p. 1165.
5 Nenhum de vós Me pergunta. Eles estavam absortos em pensamentos egoístas e não pensavam na alegria do Mestre de voltar para o Pai e completar o plano da Salvação. CBASD, vol. 5, p. 1165.
7 Eu vo-lo enviarei. De acordo com o plano de Deus, Jesus deveria completar Sua obra na Terra e ascender ao trono do Pai antes que o Espírito pudesse vir. CBASD, vol. 5, p. 1165.
8 Convencerá. Do verbo gr. elegchõ, “para condenar”, “convencer”. O verbo também é traduzido por “reprovar”, “repreender” e “corrigir”. CBASD, vol. 5, p. 1165.
Do pecado. Uma das primeiras evidências da operação do Espírito Santo é a profunda convicção de ser um pecador. CBASD, vol. 5, p. 1165.
Da justiça. O Espírito exorta o ser humano a aceitar a justiça de Cristo. CBASD, vol. 5, p. 1165.
Do juízo. O temor do julgamento não deve ser o motivo principal para se fazer o que é correto. O Espírito convence os crentes de seus pecados, guia-os à salvação e à justiça, que é Jesus, e os adverte das conseqüências da permanência no pecado e de se negligenciar a salvação pela graça. CBASD, vol. 5, p. 1165.
9. Não crê em Mim. Deus proporcionou apenas um meio de salvação, a saber, a fé em Jesus Cristo. CBASD, vol. 5, p. 1166.
16. Um pouco, e não Me vereis. O primeiro “um pouco” é geralmente compreendido como referência ao curto espaço de tempo até a cruz, e o segundo “um pouco”, ao período entre a crucifixão e a ressurreição. CBASD, vol. 5, p. 1166.
20 O mundo se alegrará. Os inimigos de Jesus se alegraram quando Ele morreu. Contudo, o regozijo deles durou pouco, o que também ocorreu em relação à tristeza dos amigos de Jesus. CBASD, vol. 5, p. 1167.
22 Ninguém. Do gr. oudeis, “nenhum”, inclusive o diabo e seus anjos. A alegria dos discípulos seria completa e permanente na comunhão espiritual com o Senhor ressuscitado, que estaria com eles “todos os dias até à consumação do século” (Mt 28:20). CBASD, vol. 5, p. 1167.
31 Credes agora? Cristo não nega que eles haviam crido. Ele simplesmente sugere que a fé manifestada por eles era ainda imperfeita. CBASD, vol. 5, p. 1168.
32 E Me deixareis só. Todos eles, “deixando-O, fugiram” (Mt 26:56). CBASD, vol. 5, p. 1168.
Não estou só. A comunhão de Cristo com o Pai nunca falhara. CBASD, vol. 5, p. 1168.
33 Tende bom ânimo. Do gr. tharseõ, “para ter bom ânimo”, “estar cheio de coragem”. CBASD, vol. 5, p. 1168.
Eu venci o mundo. Jesus olhou à frente, em direção à cruz com confiança, plenamente seguro de que triunfaria sobre os poderes das trevas (ver Cl 2:15). O príncipe deste mundo seria derrotado e os discípulos não tinham nada a temer. CBASD, vol. 5, p. 1168.
Filed under: crescimento espiritual, Jesus, parábolas, religião viva | Tags: amor, amor de Deus, frutos, Jesus, religião viva, videira
Comentário devocional:
Não é bom não produzir frutos. Quem quer ser infrutífero? No entanto, aqui Jesus diz que alguns serão encontrados infrutíferos. Então, o Pai, como jardineiro, irá cortar fora estes ramos da videira.
Esta parábola pode trazer um sentimento de preocupação. Afinal, como é que vamos realmente saber se somos frutíferos ou não? Dentro do Reino de Deus, muitas vezes nosso fruto não se mostra imediatamente. Muitas vezes, como diz a Bíblia: um planta, outro rega, e ainda um outro colhe! Ou um estabelece uma base enquanto outro edifica sobre ele (1Co 3:5-10). Aqui Jesus usa a analogia de uma videira e um ramo. Trabalhe um pouco em jardinagem e a preocupação começará a se dissipar.
No meu quintal, há árvores e arbustos. Meus dois favoritos são a macieira e um arbusto especial. O arbusto me traz grande alegria, porque, naturalmente, atrai muitos tipos de borboletas. Mas ele exige um trabalho cuidadoso de poda. A macieira também requer muito cuidado. Ao longo dos anos, ao cuidar dessas duas obras de Deus, tenho notado que os ramos que não produzem frutos são os que não se desenvolveram da maneira certa. O que quero dizer? Eles não cresceram para cima, para o sol, então não produzem frutos.
Nenhuma planta produz frutos a menos que olhe para o sol. Nenhuma pessoa dá frutos a menos que olhe para o Filho de Deus. “Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês. Nenhum ramo pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Vocês também não podem dar fruto, se não permanecerem em mim” (Jo 15:4 NVI). Você está mantendo seus olhos em Jesus?
Jesus disse: “Como o Pai me amou, assim eu os amei; permaneçam no meu amor. Se vocês obedecerem aos meus mandamentos, permanecerão no meu amor, assim como tenho obedecido aos mandamentos de meu Pai e em seu amor permaneço. Tenho lhes dito estas palavras para que a minha alegria esteja em vocês e a alegria de vocês seja completa” (vv 9-11 NVI).
Christopher Bullock, M.Div.
Pastor, em Atlanta, Georgia
Estados Unidos da America
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jhn/15/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: João 15
Comentário em áudio
Filed under: Sem categoria
1 Agricultor. Anteriormente, Deus tomara "uma videira do Egito" (SI 80:8), plantando-a na terra de Canaã. Então, Ele tomou outra vinha, Seu próprio Filho, e a plantou na terra de Israel (ver DTN, 675). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 1159.
2 todo ramo. …o cristão é dependente da união com Cristo para uma vida espiritual frutífera. CBASD, vol. 5, p. 1159.
Não der fruto. Daquele que professa estar em Cristo espera-se a produção de frutos adequados. Esses frutos também são chamados de "frutos do Espírito" (Gl 5:22; E f 5:9) ou "frutos de justiça" (Fp 1:11; cf. Hb 12:11), que são evidentes no caráter e na vida. Quando esses "bons frutos" (Tg 3:17) estão ausentes, torna-se necessário cortar o ramo infrutífero. CBASD, vol. 5, p. 1159.
Corta . Do gr. airo, "remover", "tirar". Limpa . Do gr. kathairo, "para limpar", neste caso, por meio da remoção de crescimento inútil. Há um jogo de palavras no grego entre airõ ("cortar") e kathairo ("limpar") que não pode ser reproduzido em português. O caráter é "purificado" através de testes e provações da vida. O Pai, o lavrador celeste, supervisiona o processo. E, embora pareça dolorosa, a disciplina "produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados" (Hb 12:11). CBASD, vol. 5, p. 1159.
Mais fruto. Não pode haver vida sem crescimento. Enquanto há vida, existe a necessidade de desenvolvimento contínuo. O aperfeiçoamento do caráter é obra da vida inteira (ver PJ, 65, 66; ver com. de Mt 5:48). CBASD, vol. 5, p. 1159.
3 palavra. Resume a mensagem de Jesus. Bíblia de Estudo NVI Vida.
4 permaneçam em Mim. O ramo sem contato com a videira não tem vida. Bíblia de Estudo NVI Vida.
6 Se alguém não permanecer. Esta condição desfaz a ilusão "uma vez salvo pela graça, salvo para sempre". É possível àqueles que estão em Cristo romperem a conexão com Ele e se perderem (ver com. de Hb 6:4-6). A condição para ser salvo é permanecer em Cristo até o fim. CBASD, vol. 5, p. 1159.
7 Se permanecerdes em Mim. A permanência é recíproca, como se expressa no v. 4. Enquanto permanece em Cristo, Ele habita no ser humano e este se torna participante da natureza divina (2Pe 1:4). Seus pensamentos se identificam tanto com a vontade divina que apenas pedidos que estejam em harmonia com essa vontade são feitos (ver lJo 5:14; DTN, 668). Além disso, nenhum pecado interfere para impedir a resposta favorável. CBASD, vol. 5, p. 1160.
as Minhas palavras permanecerem. Isto mostra que a habitação de (ou permanência em) Cristo não é uma experiência mística ou inexplicável. As pessoas recebem a Cristo pela aceitação de Sua palavra. Enquanto se alimentam da Palavra, essas pessoas têm a mente iluminada por ela (ou pelo Espírito Santo). E, quando elas escolhem inteligentemente seguir e obedecer a Palavra, pelo poder capacitador do Céu, Cristo, a esperança da glória, transforma-as interiormente (Cl 1:27). Além disso, para essa experiência ser constante, elas precisam se alimentar diariamente da Palavra (ver com. de Jo 6:53). CBASD, vol. 5, p. 1160.
8. Muito fruto. O agricultor é honrado quando suas plantas produzem bem. Da mesma forma, a glória é dada a Deus quando Sua imagem é refletida na vida de Seus seguidores. Satanás alega que as exigências de Deus são severas e que a humanidade não pode atingir o ideal da perfeição cristã. Portanto, o caráter de Deus é vindicado quando o ser humano, pela graça de Deus, se torna participante da natureza divina. CBASD, vol. 5, p. 1160.
9 permanecei no Meu amor. Permanecer em Cristo significa estar abrigado em Seu amor. E animador saber que o amor de Cristo por nós é tão permanente quanto o amor do Pai para com o Filho. Mais do que isso, "o próprio Pai vos ama" (Jo 6:27) da mesma forma que ama o Filho (Ellen White, RH, 04/11/1890). CBASD, vol. 5, p. 1160.
10 mandamentos de Meu Pai. Sua vida sem pecado provou que é possível ao ser humano, com a ajuda divina, guardar os mandamentos (ver DTN, 24). CBASD, vol. 5, p. 1160.
11 Meu gozo. A alegria de Cristo repousava na consciência de uma missão cumprida com fidelidade. O Salvador se alegrava em cumprir o propósito divino na redenção do ser humano, a fim de que a humanidade pudesse ser salva. O objetivo de Sua vida era glorificar o Pai. CBASD, vol. 5, p. 1160.
O caminho do cristão nunca é enfadonho. Bíblia de Estudo NVI Vida.
vosso gozo. A alegria é o segundo fruto do Espírito alistado por Paulo (Gl 5:22).A verdadeira alegria não está no riso frenético ou no entusiasmo passageiro causados pelos prazeres superficiais do mundo. O cristão encontra alegria em desfrutar o amor de Cristo, nas vitórias conquistadas e no auxílio desinteressado ao próximo. A completa alegria só será alcançada no mundo por vir, mas grande alegria pode ser experimentada aqui e agora por aqueles que permanecem em Cristo. CBASD, vol. 5, p. 1160.
13. maior amor. O "novo mandamento” (Jo 13:34; cf. 15:12) ordenado aos discípulos é amar uns aos outros como Jesus os amou Jesus veio revelar a extensão desse amor, que O levou a dar a vida por eles. No entanto, Seu amor excedeu aquilo que Ele recomenda: "Enquanto nós ainda éramos pecadores" Ele morreu por nós (cf. Rm 5:6-8). CBASD, vol. 5, p. 1159, 1161.
18 se o mundo vos odeia. Eles sofreriam o ódio do mundo, mas entre os crentes deveria haver amor (v. 17). Eles seriam capazes de enfrentar o amargo conflito com o mundo, sem temor (Lc 22:24). O mundo odeia aqueles cujos interesses e simpatias estão em desacordo com ele (ver com. de Jo 7:7). CBASD, vol. 5, p. 1161.
19 se vós fôsseis. A condição não é confortável, de acordo com o sentido do texto grego. Eles tinham sido do mundo, mas atenderam ao apelo de Jesus para sair do mundo. CBASD, vol. 5, p. 1161.
odeia. Os motivos que despertam o ódio do mundo são: "permanecer" em Cristo (v. 4),
produzir frutos da justiça (v. 5) e manifestá-los (v. 16). As obras do mundo são reprovadas pela vida justa e pelo testemunho do cristão (Jo 7:7; IJo 3:13). Robertson faz a seguinte indagação: "Será que o mundo nos odeia? Se não, por que não? Será que o mundo tem se tornado mais mais cristão ou os cristãos, mais mundanos?" CBASD, vol. 5, p. 1161.
perseguirão a vós. Jesus já tinha avisado isto anteriormente (ver Mt 10:17-23). Ele não queria que os discípulos se desanimassem quando enfrentassem forte perseguição. Quão efetivamente essa lição fora aprendida seria visto mais tarde na coragem com o qual eles enfrentariam espancamento, prisão, tortura e morte (At 5:41; 16:22-25; etc.). Ao enfrentar perseguição (ICo 11:23-28; 2Co 4:8-12), Paulo pôde dizer: "Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória" (2Co 4:17). CBASD, vol. 5, p. 1161.
22 pecado não teriam. “Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância" (At 17:30). Uma vez que Jesus veio e revelou o caminho da salvação, os judeus não tinham desculpa. Que maior revelação de Si mesmo Deus poderia ter-lhes dado? Pecaram em não aceitar Jesus, "o caminho, e a verdade e a vida" (Jo 14:6). "Aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, nisso está pecando" (Tg 4:17). No julgamento, as pessoas serão condenadas, não por terem errado, mas por terem "negligenciado as oportunidades enviadas pelo Céu, para conhecer a verdade" (DTN, 4 9 0 ) .CBASD, vol. 5, p. 1162
Filed under: Sem categoria
1 Videira verdadeira. Como em outros lugares neste Evangelho, “verdadeira” significa genuína. Jesus é a “videira” final e real, quando comparado a Israel, que era um tipo que prefigurava a realidade. Bíblia de Genebra.
Israel era a videira de Deus no A.T. (Sl 80.8-16; Is 5.1-7; Jr 2.21, etc.), mas sempre visto em termos de degeneração e destruição. Falhou na missão de produzir o fruto desejado por Deus. Cristo é o verdadeiro Israel (Gl 3.16) substituindo esta nação na missão de trazer salvação ao mundo. A "Videira" de Jo 15 equivale ao "Corpo" de Cristo nas Epístolas de Paulo. Bíblia Shedd.
2 fruto. Nenhum ramo que está em Cristo pode ser totalmente infrutífero. Porém, todo ramo que pertence a Cristo produzirá fruto e sofrerá a poda necessária para aumentar. … o fruto se refere a uma vida como a de Cristo, produzida pelo Espírito Santo (Gl 5.22-23), mais do que o número de pessoas convertidas sob o ministério do crente. Bíblia de Genebra.
Uma videira tem somente duas utilidades: produzir comida e bebida ou ser cortada e servir de combustível. Andrews Study Bible.
3 Produção maior de fruto vem do coração purificado pela Palavra. Bíblia Shedd.
4 permanecei. Continuar, ficar. Andrews Study Bible.
em Mim. Somente quando os nutrientes fluem livremente para os ramos é que os frutos aparecem. Bíblia de Genebra.
A contínua conexão com Cristo é essencial para o crescimento e a fecundidade. A dedicação eventual aos interesses religiosos não é suficiente. Experimentar elevado fervor religioso num dia apenas para cair num período de negligência no seguinte não promove a força espiritual. Permanecer em Cristo significa que a pessoa deve estar em constante comunhão diária com Ele e viver a Sua vida (Gl 2:20). Não é possível um ramo depender de outro para a vitalidade; cada um deve manter sua relação pessoal com a videira. Cada membro deve produzir seus frutos. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 1159.
5, 6 O contraste entre permanecer ou não na videira. Bíblia Shedd.
7 As palavras vivas de Cristo comunicam Sua pessoa. Bíblia Shedd.
8 que deis muito fruto; e assim vos tornareis Meus discípulos. As obras referidas não são a base da nossa aceitação por parte de Deus, mas são o resultado da união salvífica com Cristo, recebida através da graça e não do mérito. Bíblia de Genebra.
Ver 13.35. “…deis muito fruto”, aqui, faz paralelo com “amor”. Andrews Study Bible.
11 Meu gozo. Muitos imaginam que a obediência a Cristo é algo extremamente pesado, porque exige submissão sacrificial e serviço (Rm 12.1-2). Jesus ensina o oposto, associando a obediência à alegria. Bíblia de Genebra.
16 e o vosso fruto permaneça. Uma característica distintiva do serviço cristão é que seus resultados têm significação eterna. Bíblia de Genebra.
Tudo quanto pedirdes ao Pai. Em relação á produção de frutos. Genuíno crescimento da igreja é fundamentado na oração. Andrews Study Bible.
18 o mundo vos odeia. O ódio do mundo não se deve àquilo que os discípulos fazem de errado, mas àquilo que eles fazem de certo. Bíblia de Genebra.
A oposição aos discípulos nasce porque eles não se conformam com os caminhos do mundo. O “mundo” não tolera a mínima ameaça ao seu controle. Andrews Study Bible.
Servo … Senhor. Aqueles em íntimo relacionamento com Jesus experimentarão a mesma oposição do mundo que Jesus experimentou. (ver 11:47-53; 18:1-3, 6, 15). Andrews Study Bible.
22 pecado não teriam. O pecado aqui é o pecado específico do ódio a Jesus e àqueles que Lhe pertencem, e não pecado em sentido geral (v. 24). Bíblia de Genebra.
24 obras. As obras culminantes quais nenhum outro fez, foram a Sua entrega à morte e a ressurreição. Bíblia Shedd.
Filed under: Amor de Deus, Espírito Santo, fé, paz | Tags: caminho, chamado, Espírito Santo, fé, paz, paz interior, verdade, vida
Comentário devocional:
Pessoalmente, este capítulo significa muito para mim. Deus usou o verso 1 para revelar Jesus para mim, e usou o verso 27 para confirmar o meu chamado para o ministério.
Eu fui ateu por cerca de 5 anos e então comecei a acreditar em um “Poder Superior”. Então, eu me matriculei na Southern Adventist University [Universidade Adventista do Sul], e uma das matérias que escolhi fazer era Doutrinas Cristãs. Eu estava interessado em saber mais sobre a religião cristã, uma vez que eu já conhecia outras religiões do mundo. O primeiro tema em sala de aula foi a importância da Palavra de Deus. A segunda lição foi sobre Deus Pai. Não tive nenhum problema com as duas primeiras aulas, mas a terceira, que focou em Deus, o Filho, realmente me incomodou! Por que tanta ênfase em Jesus?
“Quem é esse Jesus? E o que é que isso tem a ver comigo?”, eu me questionava. Um dia eu fui passear no bosque da escola, parei junto à maior árvore, e fiquei perguntando a Deus estas duas questões vez após vez. Então ouvi uma voz: “Tome sua Bíblia, Eu quero lhe dizer uma coisa”. Eu peguei a minha Bíblia, orei, e com os meus olhos ainda fechados, a abri com o dedo sobre João 14:1. Este verso respondeu às minhas duas perguntas! “Credes em Deus, crede também em mim” (ARA). Naquele momento eu recebi Jesus em meu coração e coloquei a minha fé nEle como meu Deus e Salvador.
O verso 27 também é um dos meus favoritos. Eu sempre estivera à procura de paz na minha vida, mas nunca conseguia encontrá-la. Como Deus estava me chamando para o ministério pastoral, tarde da noite eu Lhe contei todos os medos quanto a esse chamado. Mais uma vez Ele falou comigo: “Abra a sua Bíblia para que eu possa lhe dizer algo.” Orei, e com os olhos ainda fechados, coloquei meu dedo sobre João14:27. Através daquele verso Deus me disse: “Chris, você tem a minha paz (o Espírito de Jesus), portanto não tenha medo. Então eu disse “SIM!” ao chamado para me tornar um pastor. Alguns anos mais tarde, o mesmo Professor que me ensinara sobre Jesus, ordenou-me ao Ministério do Evangelho.
Em João 14: 6, Jesus disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida.” Jesus é a instrução de Deus para a humanidade: acerca de Seu amor, Seu modo de agir, verdade e vida.
Senhor, quero aprender a obedecer as Tuas instruções diárias. Através do Espírito Santo, ajuda-me a dizer SIM para todas as orientações de Jesus.
Christopher Bullock
Pastor em Atlanta, Georgia.
Estados Unidos da América.
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jhn/14/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: João 14
Comentário em áudio
Filed under: caráter de Deus, Deus, Espírito Santo, Jesus | Tags: caminho, Consolador, Espírito Santo, obediência, verdade, vida
O discurso de João 14 foi feito no cenáculo, antes da saída para o monte das Oliveiras e para o Getsêmani. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 1149.
1 Não se turbe o vosso coração. Ou, “parai de deixar que o vosso coração se turbe”. Os discípulos estavam perturbados porque Jesus tinha anunciado que os deixaria (Jo 13:33). Ele então passa a dizer-lhes que Sua ausência seria apenas temporária e que Sua partida seria para benefício deles. CBASD, vol. 5, p. 1149.
Esta passagem de supremo conforto é oferecida por Jesus numa hora enegrecida pela sombra da traição de Judas e pela negação de Pedro, apenas algumas horas antes da agonia do Getsêmani e da morte na cruz (13.21). Contudo, a afirmação transmite um sentido de sublime paz e visa ministrar aos temores dos discípulos, ao invés das próprias necessidades de Jesus. Bíblia de Genebra.
2 Na casa de Meu Pai. Uma bela representação do Céu. … Jesus estava voltando para o lar; e, por fim, os discípulos poderiam se juntar a Ele ali. CBASD, vol. 5, p. 1150.
voltarei. O grego expressa esta promessa no tempo presente. Este chamado presente futurístico dá ênfase à certeza do evento. O fato é considerado como se já estivesse ocorrendo. CBASD, vol. 5, p. 1150.
3 onde Eu estou. Os discípulos foram dirigidos ao tempo do segundo advento como sendo o momento em que se reuniriam novamente com o Senhor. Não há alusão aqui à doutrina popular de que os crentes vão para junto do Senhor no momento da morte, noção sem apoio nas Escrituras. Paulo também dirigiu a atenção dos crentes para o tempo do segundo advento como sendo o momento do grande reencontro (1Ts 4:16, 17). … Quando Sua imagem for perfeitamente representada em Seu povo, então Ele virá (PJ, 69). CBASD, vol. 5, p. 1151.
4 E vós sabeis o caminho para onde Eu vou (ARA). ARC: “E conheceis o caminho”. …o texto da ARC deve ser preferido. Jesus havia deixado claro o caminho para a casa do Pai, mas a lentidão dos discípulos em compreender os impedia de apreender o significado de Suas palavras. CBASD, vol. 5, p. 1151.
5 não sabemos para onde vais. Deviam saber, pois isso lhes havia sido dito claramente (ver com. do v. 4). Era difícil para eles se desvencilharem do conceito judaico do reino messiânico. CBASD, vol. 5, p. 1151.
6 Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Jesus é o caminho para Deus, a revelação do que Deus é (v. 9), e a fonte da vida (1:4-5; 10:10; 20:31). Andrews Study Bible.
ninguém vem ao Pai senão por Mim. Esta é uma forte afirmação de que só Cristo é o caminho da salvação. Imaginar e proclamar que há outros caminhos é enganar o povo e esquecer a necessidade de sua vinda e redenção (At 4.12; Rm 10.14-15; 1Jo 5.12). Bíblia de Genebra.
8 Filipe … mostra-nos o Pai. Talvez Filipe esperasse uma revelação da glória divina como a que foi dada a Moisés (Êx 33:18-23). CBASD, vol. 5, p. 1151.
9 Quem vê a Mim, vê o Pai. Cristo revelou o caráter de Deus ao universo (ver com. de Jo 1:18). CBASD, vol. 5, p. 1151.
12 e outra maiores fará. Isto é, maiores em quantidade, não em qualidade. A atividade de Cristo esteve limitada a uma área relativamente pequena (do mundo). Após Sua ascensão, o evangelho se espalharia por todo o globo. CBASD, vol. 5, p. 1152.
13 tudo quanto pedirdes em Meu nome. Enquanto cooperassem com o Céu na proclamação do evangelho, os discípulos podiam ter a certeza de que os ilimitados recursos da Onipotência estariam à sua disposição. CBASD, vol. 5, p. 1152.
Isso não garante que Deus fará tudo o que pedirmos só pelo fato de adicionarmos à nossa oração as palavras “em nome de Cristo”. Orar em nome de Cristo é identificar-se com os propósitos de Cristo na proporção em que nossa vontade tiver se tornado identificada com a vontade de Deus (1Jo 5.14). Aqueles que não obtêm aquilo que pedem especificamente, frequentemente são surpreendidos por uma resposta diferente – porém melhor. O “não” é, ás vezes, a melhor resposta. Bíblia de Genebra.
15 Se Me amais. A obediência que procede da compulsão ou do medo não é a forma ideal. Pode haver ocasiões em que o motivo impelente do amor se encontre ausente ou seja frágil. Nessas circunstâncias, é preciso obedecer somente por princípio. Enquanto isso, o amor deve ser cultivado. A falta do requisito do amor nunca deve servir de desculpa para a desobediência. CBASD, vol. 5, p. 1152.
guardareis. A prova de amor a Cristo não é uma profissão oral, mas uma obediência viva. Bíblia de Genebra.
As orações recebem poder da obediência. Andrews Study Bible.
16 outro Consolador. A palavra grega traduzida por “Consolador” ou “Auxiliador” [parakletos] era usada em linguagem jurídica para o advogado de defesa (1Jo 2.1) e, de modo mais geral, por alguém de quem se pedia ajuda. Jesus foi um tal ajudador para os discípulos; e depois de Sua ascensão, o Espírito Santo tomaria para si esta tarefa. Bíblia de Genebra.
17 Espírito da verdade. A ênfase parece estar no fato de que o Espírito define, comunica e defende a verdade. CBASD, vol. 5, p. 1153.
Não O vê. O mundo não possui percepção espiritual. “O homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus” (1Co 2:14). CBASD, vol. 5, p. 1153.
18 Não vos deixarei órfãos. …a ideia é que Jesus não deixaria os discípulos despojados de Seu Mestre. Ele voltaria para eles. A referência aqui não é à segunda vinda (v. 1-3), mas à presença de Cristo com os discípulos por meio do Espírito. CBASD, vol. 5, p. 1154.
19 vós, porém, Me vereis. Depois da crucifixão e do sepultamento, o mundo não mais veria a Cristo, mas os discípulos O veriam em Seu corpo ressuscitado. As palavras, sem dúvida, também possuem um significado espiritual. CBASD, vol. 5, p. 1154.
Vivereis. Tanto no sentido espiritual quanto no literal (Jo 6:57). CBASD, vol. 5, p. 1154.
20 Naquele dia. Isto é, no dia em que o “Consolador” viesse para estar com eles (ver v. 16). Havia muitas coisas no âmbito espiritual que os discípulos ainda não entendiam e que lhes seriam esclarecidas mais tarde. CBASD, vol. 5, p. 1154.
21 Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama. Esta declaração é a recíproca do v. 15. O amor se manifesta na obediência, e a obediência evidencia o amor (cf 1Jo 2:3-6).
Aqui temos uma bela descrição joanina do crente salvo. Bíblia Shedd
23 Não só o Espírito habita no crente (17), mas o Deus triúno mora nele. … Deus morando no crente, ou na igreja, torna ambos templos santificados (1 Co 3.16; 6.19). Bíblia Shedd.
23-24 O Pai Se revela ao obediente. Andrews Study Bible.
26 e vos fará lembrar de tudo. Estas promessas feitas aos apóstolos foram cumpridas na pregação apostólica e na composição final das Escrituras do Novo Testamento. Elas continuam a ser cumpridas à medida que o povo de Deus aprende das Escrituras inspiradas. Bíblia de Genebra.
28 o Pai é maior do que Eu. Enquanto Jesus é igual ao Pai por natureza … em Sua humanidade Ele se relaciona com o Pai de nosso ponto de vista. Andrews Study Bible.
O Filho voluntariamente encobriu a Sua glória para seguir o caminho de Sua humilde obediência (Fp 2.6-11). Bíblia de Genebra.
30 nada tem. Os direitos do diabo se baseiam na rebelião de suas vítimas contra Deus. Cristo era puro de todo pecado. Bíblia Shedd.
Cristo é o único membro da raça humana de quem se pode dizer isto. Bíblia de Genebra.
31 vamo-nos. “Discursos pelo Caminho” (caps 15, 16) foram pronunciados a caminho do Getsêmani. Bíblia Shedd.
Filed under: humildade, sofrimento | Tags: humildade, Lava-pés, Paixão de Cristo, Santa Ceia, sofrimento
Comentário devocional:
Neste capítulo, encerra-se o ministério público de Jesus. Os cristãos costumam chamar essa semana, entre o Domingo de Ramos e a Páscoa, de “Semana da Paixão”. O significado atual da palavra Paixão não corresponde ao original, que vem do latim passio, que significa “sofrimento”. Então esta é, na verdade, a “Semana do Sofrimento de Cristo”.
Jesus fez planos para celebrar o jantar de Páscoa com os seus discípulos em um quarto alugado. Parecia seguro o suficiente. Todos estavam presentes, mas faltava um servo para lavar os pés. Os discípulos convenientemente ignoraram a sujeira de seus pés calçados por sandálias abertas. O costume era reclinar-se em divãs ou almofadas em redor da mesa na qual se alimentava, com os pés no mesmo nível do corpo. Um servo deveria lavar os pés empoeirados de todos os convidados. Mas sem o servo, a sujeira foi ignorada por todos, exceto por Jesus.
Nesta noite, a mais crítica antes da crucificação de Jesus, como Jesus fez uso do tempo? Ele explicou uma lista de doutrinas? Falou sobre os eventos do final dos tempos? Não, Jesus lidou com a sujeira. Ele lhes lavou os pés.
As igrejas que praticam o lava-pés o chamam de “Cerimônia da Humildade”. No entanto, Jesus, o Rei, se tornou definitivamente um servo humilde e nos ordena que tratemos uns aos outros da mesma forma (Fp 2:5-8). Jesus lidou com a sujeira de Seus discípulos e, em seguida, os instrui a fazer o mesmo no relacionamento com os outros, concedendo um novo mandamento para que amassem uns aos outros com o mesmo amor que Ele havia demonstrado para com eles.
É preciso humildade para admitir que estamos sujos e precisamos ser lavados. É também necessário muito amor para perdoarmos repetidas vezes. Mas como chegaremos lá?
Talvez do mesmo modo que o autor João, que colocou a cabeça junto ao peito de Jesus, à mesa, ouvindo a cadência do Seu coração. Isto é o que transformou um “filho do trovão” (Mc 3:17) em “o discípulo amado” (Jo 19:26), aquele “a quem Jesus amava” (v. 23).
Você sabe realmente o que você é ser amado por Jesus? Que o seu coração também bata no mesmo ritmo do coração de Jesus.
Christopher Bullock, M.Div.
Pastor em Atlanta, Georgia.
Estados Unidos
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jhn/13/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: João 13
Comentário em áudio
Filed under: Amor de Deus, batismo, crescimento espiritual, humildade | Tags: glória de Jesus, humildade, Jesus, Lava-pés
13.1 – 17.26 O relato dos acontecimentos no cenáculo registrado em João é muito maior que o constante em todos os demais evangelhos… …devemos a João a maior parte das informações sobre o que o Senhor disse a Seus discípulos naquela noite. Uma característica do relato é a ênfase que Jesus dá ao amor. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Este amor é ilustrado na comovente cena do lava-pés, na qual o Filho de Deus não desdenha realizar o mais humilde trabalho de um servo (Fp 2.7-8). Bíblia de Genebra.
1 amou-os até ao fim. A expressão ainda pode ser traduzida como “ao extremo”, significado que pode ser aplicado aqui, embora a tradução literal, “até ao fim”, também seja apropriada ao contexto. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 1142.
2-5 Um contraste vivo entre Judas que serve a si mesmo e Jesus, que Se dá a Si mesmo. Bíblia de Genebra.
3 sabendo. Este que o Pai tudo confiara às Suas mãos. A humilde conduta de Jesus não foi porque ele tivesse esquecido a sua condição de Filho encarnado de Deus. Seu ato demonstra que condição superior e privilégio não são razão para a arrogância, porém são altas credenciais para o serviço. Bíblia de Genebra.
viera de Deus.Isto é mencionado para ressaltar que, enquanto lavava os pés empoeirados dos discípulos, Jesus estava plenamente consciente de Sua divindade. O ato foi, assim, uma suprema demonstração de humildade. CBASD, vol. 5, p. 1142.
5 lavar os pés aos discípulos. O lava-pés era um elemento comum de hospitalidade num país poeirento, onde as pessoas usavam sandálias (cf. Lc 7.44). Esta tarefa era geralmente realizada pelo membro mais humilde da casa. Bíblia de Genebra.
10 Que já se banhou. A lavagem completa do discípulo simboliza-se no batismo; nesse ato o crente se identifica pela fé com o batismo de Cristo na cruz (cf 3.3, 5; At 2.38; Rm 6.1-11; Tt 3.5; Hb 10.22; 1 Pe 3.18ss). Bíblia Shedd.
não necessita senão lavar os pés. Representa a necessidade da confissão diária dos pecados para manter a comunhão com Cristo. Bíblia Shedd.
11 Ele sabia quem era o traidor. A ação de Judas foi de sua própria decisão, livre e responsável, contudo foi levada a efeito de acordo com o plano de Deus. Bíblia de Genebra.
15 Eu vos dei o exemplo. A humildade de Cristo é um padrão para seus discípulos. Ao invés de aspirar a dominar, eles devem estar ávidos a servir (Mt 20.26-28; Fp 2.5-8; 1Pe 2.21). Bíblia de Genebra.
A ordenança [do lava-pés] tem um triplo significado: (1) Simboliza a purificação do pecado. O batismo simboliza a primeira purificação experimentada pelo crente. A purificação das contaminações que se acumulam posteriormente é simbolizada pelo lava-pés. Como no caso do batismo, o rito não tem nenhum significado a menos que o participante, pelo arrependimento e pela conversão, tenha renunciado ao pecado em sua vida. Não há nenhum mérito em si no lava-pés. Só quando há um adequado preparo preliminar é que a cerimônia passa a ter significado. (2) Simboliza uma renovada consagração ao serviço. O que participa e se inclina para lavar os pés de seus irmãos indica, desta forma, que está disposto a se empenhar no serviço do Mestre, não importa quão humilde seja esse serviço. (3) Tipifica o espírito de companheirismo cristão. A ordenança é, assim, um serviço preparatório adequado para a participação na Ceia do Senhor (ver DTN, 642-651). CBASD, vol. 5, p. 1144.
17 se as praticardes. …nossas obras … são a evidência da verdadeira fé. Confiança e obediência são inseparáveis. Bíblia de Genebra.
18 que se cumpra. A profecia não havia decretado que Judas devia trair o Senhor. A presciência divina previra o que aconteceria (ver com de Jo 12:39). CBASD, vol. 5, p. 1145.
19 antes que aconteça. Se Jesus não tivesse dito de antemão aos discípulos que Judas desertaria, eles poderiam ter concluído que Ele cometera um erro de julgamento ao permitir que Judas fosse um dos doze. A escolha de Judas tinha sido uma ideia, não de Jesus, mas dos próprios discípulos (ver com. de Mc 3:19). CBASD, vol. 5, p. 1145.
A veracidade de uma predição anterior era a marca de um verdadeiro profeta, e a falsa predição era o caminho seguro para discernir o falso profeta (Dt 18.18-22). Bíblia de Genebra.
22 sem saber a quem ele se referia. Judas tinha ocultado seu propósito traidor tão cuidadosamente que os outros discípulos nada perceberam. Cada discípulo começou a temer que ele pudesse ser o elo fraco (Mt 26.22). Bíblia de Genebra.
26 É aquele a quem Eu der o pedaço de pão molhado. No médio oriente, ainda hoje, receber primeiro um bocado da mão do hospedeiro significa uma grande honra. Judas continuou como o alvo da graça de Cristo até que “saiu” (30). Bíblia Shedd.
27 Tão logo Judas comeu o pão. Se dar o pão a Judas era sinal de honra, parece também ter sido um último apelo – ao qual Judas não aceitou. Bíblia de Estudo NVI Vida.
A recusa de Judas em responder ao apelo de Jesus abriu o seu coração para o controle de Satanás. Bíblia de Genebra.
30 Judas saiu. E era noite. Considerando o realce que João atribuía ao conflito entre a luz e as trevas, essa anotação pode ser mais que uma referência ao horário – também uma referência às trevas na alma de Judas. Bíblia de Estudo NVI Vida.
31-32 glorificado. O verbo é repetido cinco vezes. Podia-se esperar a palavra oposta (“humilhado”), porque, na linguagem de Paulo, Jesus desceu ao último degrau de Sua profunda “humilhação”, sendo pendurado na cruz sob a maldição divina (Gl 3.13). Porém, João faz o foco incidir sobre a glória de Deus através de Cristo, para mostrar a glória de Deus revelada especialmente na cruz. Bíblia de Genebra.
Aqui, a ideia da glória compreende uma referência à morte sacrifical de Jesus na cruz e à salvação dela resultante. Bíblia de Estudo NVI Vida.
34 Um novo mandamento. Em certo sentido, era antigo (v. Lv 19.18), mas para os discípulos de Cristo era novo, por ser sinal da fraternidade gerada entre eles pelo grande amor de Cristo por eles (cf. Mt 22.37-39; 12.30, 31; Lc 10.27). Bíblia de Estudo NVI Vida.
O novo elemento é a mudança de “próximo” para “uns aos outros” e a mudança de “a si mesmo” para “como Eu vos amei”. O amor cristão tem o amor sacrifical de Cristo como seu modelo e a comunidade de crentes como o primeiro lugar (ainda que certamente não exclusivo) onde esse amor se expressa (cf. Mt 25.40; Gl 6.10; Ef 5.25). Bíblia de Genebra.
36 mais tarde, porém, me seguirás. Esta é uma profecia a respeito do martírio de Pedro (21.18-19). Bíblia de Genebra.