Filed under: amor, Amor de Deus, Evangelho, Julgamento de Jesus, Páscoa | Tags: Getsêmani, Páscoa, Pedro, traição, unção
1 a Páscoa. A Páscoa era uma das mais importantes das festas judaicas, pois celebrava a libertação do povo da escravidão do Egito, quando o anjo da morte “passou por cima” das casas do povo de Israel (Êx 12.1-30). No tempo de Jesus, a Páscoa era celebrada no décimo quinto dia [14, cf outras fontes] do primeiro mês do calendário judeu (Nisan, que corresponde ao fim de março ou começo de abril). Era observada no último dia antes da primeira lua cheia, depois do equinócio da primavera [dia da primavera em que o dia e a noite tinham o mesmo tempo de duração]. Desde aquele dia, quando os cordeiros pascais eram sacrificados e comidos, todo fermento (que simbolizava o pecado) era removido da casa e só pão sem fermento (asmo) devia ser comido, durante sete dias. Bíblia de Genebra.
não durante a festa. Sendo uma das festas de peregrinação dos judeus, a Páscoa levava grande número de pessoas a Jerusalém. Josefo calculou que a população de cinquenta mil aumentava para três milhões de pessoas. Ainda que esses números sejam considerados muito exagerados (duzentos e cinquenta mil é o número mais provável), havia razão para as autoridades tremerem. Bíblia de Genebra.
Pães asmos. A festa judaica que durava oito dias após a Páscoa (8.15n). Bíblia Shedd.
2 durante a festa. O grego do original indica “no meio da multidão”. Bíblia Shedd.
3 uma mulher. De Jo 12.3, sabemos que era Maria, irmã e Marta e Lázaro. Bíblia Shedd.
alabastro. Alabastro é um tipo de gesso em sua forma pura ou translúcida, encontrado em depósitos de calcário, em cavernas e em saídas de correntes de água. Era usado frequentemente para se fazer vasos de unguento e era considerado um item de luxo. Bíblia de Genebra.
frasco de alabastro (NVI). Frasco lacrado com gargalo longo, o qual era partido na hora de usar o conteúdo e continha unguento suficiente para uma só aplicação. Bíblia de Estudo NVI Vida.
nardo. Perfume feito de um óleo aromático extraído da raiz de uma planta cultivada especialmente na Índia [Bíblia de Genebra: Himalaia]. Bíblia de Estudo NVI Vida.
cabeça. Em Jo 12.3 frisa-se a unção dos pés de Jesus. Bíblia Shedd.
derramou sobre a cabeça. Quando um convidado chegava a uma festa, era costume do anfitrião ungir a cabeça do convidado com perfume. Simão parece que não havia feito isso para Jesus. Andrews Study Bible.
5 trezentos denários. Quase o valor de um ano de trabalho. Bíblia Shedd.
7 tende os pobres convosco sempre. Esta não é uma determinação para negligenciar os pobres. A citação é de Dt 15:11. Neste contexto, Deus fala aos filhos de Israel que se eles obedecessem os Seus mandamentos não haveria pobre entre eles. Mas se existissem pobres, o povo deveria estender suas mãos para ajudá-los. Ao longo dos Evangelhos, Jesus sempre está ao lado dos pobres. Mas neste momento, em termos de prioridade, a mulher fez a coisa certa. Andrews Study Bible.
8 Ela fez o que pôde. Ou seja, a mulher fez o melhor uso possível do que tinha nas mãos. Isso é o que Deus espera de todos, nada mais e nada menos. CBASD – Comentários Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 716.
ungir-Me para a sepultura. Jesus se refere à unção de cadáveres, com especiarias e perfumes, amplamente praticada na Palestina naqueles dias. Bíblia de Genebra.
10 Judas. Motivado pela avareza, trai ao seu Mestre. Maria, motivada pelo amor, oferece o preciosíssimo perfume (v 3). Bíblia Shedd.
12 primeiro dia da Festa dos Pães Asmos. Era 14 de Nisã (corresponde a Abril, época de nossa Páscoa). O cordeiro era sacrificado à tarde (c. 15 h) e comido por pelo menos 10 pessoas, entre o pôr-do-sol e a meia-noite. Bíblia Shedd.
Pães Asmos. Esta festa simbolizava a remoção do pecado na vida dos crentes israelitas (Êx 12.14-20). A refeição da Páscoa caía no primeiro dia desta festa …, o décimo quarto dia depois do começo do ano judaico (Êx 12.6). Bíblia de Genebra.
sacrifício do cordeiro pascal. Jesus morreu na Páscoa, a festa que celebra o modo como o sangue de um cordeiro protegeu os israelitas do juízo de Deus no Egito. A morte de Jesus mostra a profunda continuidade no plano divino da redenção (cf 1Co 5.7). Bíblia de Genebra.
13 Dois dos Seus discípulos. Pedro e João (Lc 22.8). Bíblia Shedd.
homem trazendo um cântaro de água. Podia ser facilmente indicado, porque em geral somente as mulheres carregavam potes de água. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Jesus quis manter secreto o local. Bíblia Shedd.
14 Onde é o meu salão de hóspedes … ? (NVI). Era costume que quem tivesse um salão disponível em Jerusalém o cedesse, mediante solicitação, a qualquer peregrino que desejasse celebrar a Páscoa. Parece que Jesus tinha combinado previamente com o dono da casa. Bíblia de Estudo NVI Vida.
15 Façam ali os preparativos. Isso incluiria os alimentos para a refeição: pães sem fermento, vinho, ervas amargas, molho e o cordeiro. Bíblia de Estudo NVI Vida.
18 Comendo, reclinados à mesa (NVI). A princípio, a refeição da Páscoa era comida de pé (Êx 12.11), mas nos tempos de Jesus o costume era comê-lo em posição reclinada. Bíblia de Estudo NVI Vida.
19 Porventura, sou eu? Em gr espera-se resposta negativa. Bíblia Shedd.
20 mete comigo a mão no prato. Pão ou carne eram mergulhados numa tigela central cheia de molho.O detalhe dá ênfase à profunda traição pessoal, uma vez que a comunhão à mesa era uma prova de genuína amizade (cf. 2.16). Bíblia de Genebra.
23 deu graças (NVI). palavra “eucaristia” [Gr Eucharist, Ing Thanksgiving, cf Andrews Study Bible] deriva do termo grego usado aqui. Bíblia de Estudo NVI Vida.
26 Tendo cantado um hino. Um dos salmos (114-118 ou 136), cantado antes das duas orações finais de celebração da Páscoa. Bíblia Shedd.
28 para a Galileia. O anjo, no túmulo, lembra esta promessa e alude à negação por parte de Pedro (16.7). Bíblia de Genebra.
30 hoje. Segundo o cômputo judaico, ao pôr do sol já havia começado o sexto dia da semana, e o julgamento e a crucifixão ocorreriam antes do pôr de sol seguinte. CBASD, vol. 5, p. 717.
32 Getsêmani. Jardim ou pomar na encosta inferior do monte das Oliveiras, um dos locais prediletos de Jesus (v. Lc 22.39; Jo 18.2). O nome é hebraico e significa (prensa de azeite”, lugar para espremer o azeite de oliva. Bíblia de Estudo NVI Vida.
33 E, levando consigo. Jesus levou os discípulos mais chegados, desejoso de companhia e conforto destes. Anos depois, eles escreviam tudo o que ali se passou. Bíblia Shedd.
tomado de pavor. Esta expressão é única em Marcos e expressa profundo sofrimento emocional (9.15; 16.5-6). Bíblia de Genebra.
34 vigiai. A oração alerta, urgente e relevante é o único caminho seguro para vencer a tentação (cf 1Pe 5.8s). Bíblia Shedd.
36 Aba. Uma palavra coloquial aramaica para “pai”, que expressa o estreito relacionamento de Jesus com Deus, o Pai. Bíblia de Genebra.
41 Basta! Nos papiros, a palavra grega assim traduzida ocorre em recibos para indicar que o pagamento integral fora efetuado … . Jesus quis dizer que os discípulos haviam dormido o suficiente ou que o debate desse assunto específico estava terminado. CBASD, vol. 5, p. 717.
43 turba. Era um bando composto de guardas do templo comandados por ordem do Sinédrio, juntamente com os servos (escravos) do sumo sacerdote. Bíblia Shedd.
João (18.3) mostra que pelo menos alguns soldados da corte romana estavam no grupo enviado para prender Jesus, junto com os guardas do templo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
44 beijar. Um sinal de respeito que os discípulos mostravam para com os mestres. Depois de comer no mesmo prato (v. 20, nota), Judas agora finge submissão e respeito. Bíblia de Genebra.
48 salteador. …em vista da acusação feita contra Jesus, em Seu julgamento (Lc 23.2), a tradução “insurrecionista” fica melhor. Bíblia de Genebra.
49 todos os dias. Temos aqui uma sugestão confirmando que o ministério de Jesus em Jerusalém foi mais amplo do que Marcos relata. Só João nos fornece dados mais completos sobre a atividade de Jesus na Judeia. Bíblia Shedd.
50 todos fugiram. O abandono vergonhoso de Jesus por parte dos discípulos adverte a futuros crentes da urgência de vigiar e orar para não escaparem de Sua presença. Bíblia Shedd.
51 um jovem. Teria sido o próprio Marcos (cf At 12.12, 25; 13.13; 15:37-39; Cl 4.10; 2Tm 4.11). Possivelmente, Judas e a turba foram primeiro à casa de Marcos (local do cenáculo, vv 14 ss) para prender a Jesus. Marcos, acordado depressa, sem tempo para vestir, os teria acompanhado até o jardim. Quase foi preso nessa ocasião. Bíblia Shedd.
55-65 É provável que tenhamos, aqui, um relatório do procedimento que houve no Sinédrio, por parte de um dos líderes que ali estivera e que mais tarde se tornou crente em Cristo (cf At 6.7). Bíblia Shedd.
61. Bendito. Uma forma de designar a Divindade, a fim de evitar o uso do sagrado nome de Yahweh (ver vol. 1, p. 149, 150). CBASD, vol. 5, p. 717.
62 És tu o Cristo, o Filho do Deus Bendito? Segundo a opinião comum dos judeus, o Messias não seria divino. Jesus reivindica Sua plena divindade. Bíblia Shedd.
65 cuspir nele. Cuspir no rosto indicava exclusão do grupo (Nm 12.14-15), como se fosse por impureza ritual. Neste ponto o Sinédrio rompeu definitivamente com Jesus. Bíblia de Genebra.
vendaram-Lhe os olhos (NVI). Uma antiga interpretação de Is 11.2-4 sustentava que o Messias podia julgar pelo olfato, sem a ajuda da vista. Bíblia de Estudo NVI Vida.
66-72 Estes vv procedem, diretamente, das palavras de Pedro, principal fonte de informações deste evangelho de Marcos. Não esqueçamos que, ainda que Pedro tivesse negado a Cristo, foi ele quem ainda teve coragem de seguir a Jesus até à corte de Caifás e ali ficar durante longas horas. A história de sua negação é contada em todos os evangelhos para mostrar a graça perdoadora do Senhor desprezado. Bíblia Shedd.
68 Não o conheço, nem sei do que você está falando (NVI). Forma comum no direito judaico de apresentar uma negação formal e jurídica. Bíblia de Estudo NVI Vida.
70 galileu. Os judeus da Judeia desprezavam os judeus da Galileia, pois eram considerados cultural e religiosamente inferiores. Os modos e o sotaque de Pedro denunciaram-no, especialmente no pátio de um aristocrata saduceu. Bíblia de Genebra.
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1. Sexta-feira – A chegada em Betânia. Jo 12.1
Jesus chegou a Betânia seis dias antes da Páscoa, a fim de passar uns dias com Seus amigos, Maria, Marta e Lázaro.
2. Sábado – Dia de repouso.
Não mencionado nos evangelhos.
3. Domingo – A entrada triunfal. Mt 21.1-11; Mc 11.1-11; Lc 19.28-44; Jo 12.12-29
No primeiro dia da semana, Jesus entrou em Jerusalém cavalgando um jumento, cumprindo uma profecia antiga (Zc 9.9).
A multidão deu-lhe as boas vindas, dizendo “Hosana” e as palavras de Sl 118.25, 26, atribuindo a Ele, portanto, um título messiânico como agente do Senhor, o Rei vindouro de Israel.
4. Segunda-feira – Purificação do Templo. Mt 21.10-17; Mc 11.15-18; Lc 19.45-48
No dia seguinte, voltou ao templo e viu o átrio dos gentios cheio de comerciantes e cambistas faturando lucros pesados ao distribuírem moedas judaicas em troca do dinheiro “pagão”.
Jesus expulsou-os e derrubou as suas mesas.
5. Terça-feira – Dia de controvérsia e parábolas. Mt 21.23; Mc 11.27-13.37; Lc 20.1-21-36
Em Jerusalém: Jesus evitou as ciladas montadas pelos sacerdotes;
No Monte das Oliveiras, com vista para Jerusalém: ensinou em parábolas e advertiu o povo a respeito dos fariseus.
Predisse a destruição do grande templo de Herodes e relatou aos discípulos os acontecimentos que haveriam de se dar no futuro, dentre os quais a Sua própria volta.
6. Quarta-feira
Não mencionado nos evangelhos.
Num cenáculo, Jesus preparou a Si mesmo e a seus discípulos para a morte que Ele experimentaria.
Deu novo sentido à refeição da Páscoa. O pão e o cálice do vinho representavam seu corpo, que em breve seria sacrificado, e seu sangue, que em breve seria derramado. E assim Ele instituiu a “Ceia do Senhor”.
Depois de cantarem um hino, saíram até o jardim do Getsêmani, onde Jesus orou em agonia, sabendo o que O aguardava.8. Sexta-feira – Crucificação. Mt 27.1-66; Mc 15.1-47; Lc 22.66-23.56; Jo 18.28-19.37
Depois de ter sido traído, detido, abandonado, processado ilegalmente, negado, condenado, açoitado e ter sofrido zombarias, Jesus foi obrigado a carregar Sua cruz até o “Lugar da Caveira”, onde foi crucificado com dois outros presos.
9. Sábado – No túmulo.
O corpo de Jesus foi colocado no túmulo antes das 18 horas, ao fim da sexta-feira, quando se iniciava o sábado e todo o trabalho cessava, e ficou no túmulo todo o sábado.
10. Domingo – Ressurreição. Mt 28.1-13; Mc 16.1-20; Lc 21.1-49; Jo 20.1-31
Cedo de manhã, algumas mulheres foram até o túmulo e descobriram que a pedra que fechava a entrada havia sido revolvida.
Um anjo contou-lhes que Jesus estava vivo e deu-lhes um recado.
Jesus apareceu a Maria Madalena no jardim, a Pedro, a dois discípulos no caminho de Emaús e, mais tarde naquele dia, a todos os discípulos, exceto Tomé.
Ficou assim demonstrada a veracidade da Sua ressurreição.
Fonte: Bíblia de Estudo NVI Vida.
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Comentário devocional:
Jesus tinha acabado de compartilhar a parábola da vinha de Deus. O copo dos 490 anos do tempo concedido a Israel, de que falara o profeta Daniel, estava quase cheio. Tudo o que Deus poderia fazer para chamar as pessoas do perigo para a segurança havia sido feito.
Marcos 13 começa com Jesus e os discípulos deixando o templo pela última vez. Descobrimos mais da profundidade deste momento ao lermos o texto correspondente em Mateus 23:37.
Pouco antes de Jesus sair do templo, Ele Se dirigiu aos líderes na nação uma última vez, chamando-os de “guias cegos.” Suas palavras seguintes foram proferidas com muita dor: “Jerusalém, Jerusalém, você, que mata os profetas e apedreja os que lhe são enviados! Quantas vezes eu quis reunir os seus filhos, como a galinha reúne os seus pintinhos debaixo das suas asas, mas vocês não quiseram”. (Mt 23:37 NVI).
Mt 23:29 e 30 diz que os fariseus e mestres da lei erigiam e adornavam os túmulos dos profetas de Deus mortos por seus pais, dizendo que nunca tomariam parte nestes homicídios, mas “ao mesmo tempo estavam planejando tirar a vida de Seu Filho” (DTN, 618).
Deus tinha feito tudo ao Seu alcance ao dar repetidos avisos através de Seus profetas. Seu maior desejo era o de reunir Seu povo sob Seu poderoso cuidado protetor e mantê-los a salvo dos ataques ferozes do inimigo, mas eles não quiseram ouvir.
II Crônicas 20:20 diz: ““Escutem-me, Judá e povo de Jerusalém! Tenham fé no Senhor, o seu Deus, e vocês serão sustentados; tenham fé nos profetas do Senhor, e terão a vitória” (NVI). Entretanto, eles não quiseram dar ouvidos aos profetas, deixando de receber Suas bênçãos. Assim, sua casa seria deixada desolada! O templo seria destruído. A nação perderia toda a proteção tão livremente oferecida por Deus.
O destino de Israel revelado por Jesus naquele dia iria em breve se realizar. Os líderes de Israel não seguiram o conselho Divino e acabaram sendo liderados por Satanás a matar o Filho de Deus.
Caro leitor, como você está nesta questão? Você ouve os profetas e segue tudo o que eles dizem? Pelo Espírito Santo você terá poder para obedecer às orientações de Deus – o seu destino eterno depende disso!
Deus nos enviou Seus profetas para nos conduzir do perigo para a segurança. Você os ouvirá e os seguirá?
Jim Ayer
Vice-Presidente Rádio Mundial Adventista
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mrk/11/
Traduzido por JAQ/JDS/GASQ
Texto bíblico: Marcos 11
Comentário em áudio
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1-37 Este capítulo em Marcos, como seus paralelos (Mt 24, Lc 21), tem sido um desafio aos intérpretes ao longo dos séculos. Está Jesus falando sobre a queda de Jerusalém em 70 d.C., ou sobre os eventos precedentes à Segunda Vinda, ou uma combinação dos dois? Muitos estudantes dos Evangelhos acreditam que esta passagem combina os dois eventos, constituindo os eventos relacionados à queda de Jerusalém uma prefiguração do que acontecerá no retorno de Cristo. Andrews Study Bible.
1 Este capítulo que se inicia, chamado por alguns de “o pequeno Apocalipse”, recebe uma boa ampliação em Mt 24 e Lc 21 e no Apocalipse. Isto se deve ao fato de as verdades aqui reveladas não nos foram dadas para responder a todas as perguntas acerca do futuro, mas para encorajar os crentes a resistir ao mal, ficar firmes na perseguição e esperar sempre em Cristo. Bíblia Shedd.
Este capítulo … faz predições em três áreas: a próxima destruição do templo (vs 1-4); futuras perseguições (vs. 5-25) e a vinda do Filho do Homem (vs. 26-37). Bíblia de Genebra.
Que pedras enormes! (NVI). Segundo Josefo (Antiguidades, 15.11.3), eram brancas, e algumas delas tinham 11,5 metros de comprimento, 3,7 de altura e 5,5 de largura. Bíblia de Estudo NVI Vida.
2 não ficará pedra sobre pedra. Jerusalém foi saqueada e o templo foi queimado e destruído no ano de 79 d.C. por Tito, general romano (depois feito imperador). O Arco de Tito, comemorando a sua vitória, ainda existe em Roma. Bíblia de Genebra.
4 quando sucederão estas coisas. A pergunta dos discípulos tem em vista a destruição do templo. A resposta de Jesus parece incluir tanto este evento específico como o tempo que conduz à vinda do Filho do Homem (v. 26; cf Mt 24.3). Os eventos em torno da destruição do templo parecem anteceder e tipificar aqueles momentos associados à segunda vinda. Bíblia de Genebra.
que sinal haverá. Jesus deixa claro que perturbações como guerras e desastres não são os “sinais” ou indicadores do tempo em que Ele retornará. Eles não nos dizem quando Ele voltará, mas que Ele voltará. Andrews Study Bible.
5 Vede. Vigiai! Esteja alerta! Esteja de guarda! O maior foco deste capítulo. Existe o perigo da decepção e o perigo da complacência. Andrews Study Bible.
6 Muito virão. No ano 130 d.C., Bar Kochba – líder de uma rebelião judaica contra os romanos – reivindicava ser o Messias e era aceito como tal por seus seguidores, e a lista (de supostos messias) tem crescido desde então. Bíblia de Genebra.
Sou eu. Esta expressão é também o nome de Deus (Êx. 3.14) e é o título escolhido por Jesus (Jo 8.28, 58). Bíblia de Genebra.
9-13 Perseguições aguardam àqueles que se lançam à proclamação do evangelho em todo o mundo (v. 10). Bíblia Shedd.
9 tribunais. Sem dúvida, uma referência ao sinédrio local, ou tribunais, que se reuniam nas diversas sinagogas. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 713.
açoitados. A infração dos regulamentos judaicos era sujeita ao castigo com açoites, sendo a pena máxima 39 açoites (v. 2Co 11.23, 24). Bíblia de Estudo NVI Vida.
10 é necessário que o evangelho seja primeiro pregado a todas as nações. Perturbações e desastres acontecerão até que Jesus retorne. Mas nenhum destes é um indicador que Ele está próximo de chegar. O único indicador é que o evangelho será pregado a todas as nações. Mas somente saberá quando este sinal estiver cumprido. Andrews Study Bible.
nações. Gr ethne “gentios”, “nações”. Os gentios ouvirão o evangelho, e não apenas os judeus (cf Ap 7). Não há, entretanto, a mínima indicação relativa à eficiência da pregação, nenhuma sugestão de que o mundo se tornará cada vez mais cristão. Bíblia Shedd.
11. não vos preocupeis. Isto é, “não andeis ansiosos”. CBASD, vol. 5, p. 713.
13 perseverar até o fim. Esta afirmação pode também significar o fim da vida de cada pessoa. Bíblia de Genebra.
será salvo. Não da perseguição mas do juízo divino. Bíblia Shedd.
Esta perseverança não é para merecer a salvação, mas é a prova de que a verdadeira salvação, em certo sentido, já aconteceu (Rm 8.24). Bíblia de Genebra.
14 abominável da desolação. … a destruição de Jerusalém que aconteceu em 70 d.C. [cf. nota em Mt 24:15]. Andrews Study Bible.
fujam para os montes. Quando os romanos, em sua marcha para Jerusalém, no ano 69 d.C., saquearam Qumran, os membros desta comunidade esconderam seus manuscritos em cavernas, no alto das montanhas, acima do mar Morto. Eusébio, historiador da igreja, no século IV, afirma que os cristãos deixaram Jerusalém, naquele tempo, e fundaram a igreja em Pella, a leste do Jordão, cerca de 78 km ao norte de Jerusalém. Bíblia de Genebra.
18 no inverno. A estação em que as densas chuvas deixavam os riachos transbordantes e impossíveis de ser atravessados, de modo que muitos seriam impedidos de alcançar um lugar de refúgio. Bíblia de Estudo NVI Vida.
19 aqueles dias serão de tamanha tribulação. Este e os versos precedentes parecem ser referências à queda de Jerusalém, em 70 d.C. Contudo, a perseguição ao povo de Deus continua da tribulação do período de 1.260 anos (Ap 13:24-27). Logo antes da volta de Jesus o mal alcançará o seu auge, como nos dias de Noé (Gn 6:1-7). Andrews Study Bible.
21 Cristo. Literalmente, o Messias. A palavra é usada aqui como um título e não como um nome pessoal. CBASD, vol. 5, p. 713.
24-26 A ênfase, aqui, focaliza claramente a segunda vinda do Senhor (cf Dn 7.13). Bíblia Shedd.
25 cairão. Ver com. de Mt 24.29. O texto grego ressalta o sentido de continuidade, como uma chuva de estrelas cadentes (ver com. de Ap 6.13). CBASD, vol. 5, p. 713.
30 esta geração. O cumprimento da promessa das profecias relativas à destruição de Jerusalém foi visto pela geração contemporânea de Jesus. Bíblia Shedd.
34 dá autoridade. Os dons do Espírito capacitam todo crente sincero a servir ao seu Senhor (cf 1Co 12; Rm 12; 1Pe 4.10s). Bíblia Shedd.
35 à tarde, … à meia noite, …ao cantar do galo, … pela manhã. Os quatro termos aqui utilizados se referem às quatro vigílias da noite, de acordo com o sistema romano que se empregava na Palestina. CBASD, vol. 5, p. 713.
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Comentário devocional:
Poderíamos chamar esse de o capítulo das uvas amargas. O plano de Deus era estabelecer a mais espetacular vinha do mundo na terra de Israel, no sentido espiritual de um povo amoroso e dedicado a Ele. Essa vinha seria tão incrível e produziria uma colheita tão abundante de uvas doces que pessoas de todas as nações desejariam descobrir o segredo do seu sucesso.
Mas não houve sucesso. O profeta Isaías lamentou: “A vinha do Senhor dos Exércitos é a nação de Israel, e os homens de Judá são a plantação que ele amava. Ele esperava justiça, mas houve derramamento de sangue; esperava retidão, mas ouviu gritos de aflição” (Isaías 5:7, NVI).
Aqueles que foram deixados a cargo da vinha não aceitaram nenhuma instrução, apesar dos muitos conselheiros enviados a eles por parte do proprietário da vinha. Os profetas foram apedrejados, espancados e até mesmo serrados ao meio por oferecerem consultoria para o cultivo das uvas.
Deus havia suportado a teimosia do povo por muito tempo. Chegara a hora de entregar uma mensagem final através de Daniel: “Setenta semanas estão decretadas para o seu povo e sua santa cidade a fim de acabar com a transgressão, dar fim ao pecado, expiar as culpas, trazer justiça eterna, cumprir a visão e a profecia, e ungir o santíssimo” (Dan 9:24, NVI).
Israel desperdiçou o tempo de misericórdia concedido. A qualidade dos frutos da vinha de Deus não melhorou, mas piorou. Então Deus enviou o seu próprio filho para resgatá-los. Agora que o Santo Filho de Deus estava diante deles, eles tramaram a sua morte. Mas Deus, em Seu amor, lhes fez um último apelo para que se tornassem uvas doces: “Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento e de todas as suas forças” (Marcos 12:30, NVI).
Você e eu também recebemos um valioso tempo de misericórdia para nos tornarmos como Jesus, a fim de representá-Lo corretamente ao mundo. Como está a sua condição perante Deus? Está você seguindo as instruções entregues por Seus mensageiros? Está você permitindo que o Criador lhe transforme de uva amarga em uva doce?
Jim Ayer
Vice-presidente da Rádio Mundial Adventista
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mrk/12/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Marcos 10
Comentário em áudio
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1 entrou Jesus a falar-lhes. Marcos omite as parábolas dos dois filhos e a das bodas. Ambas se encontram em Mateus e Lucas neste contexto. Aparentemente, Marcos escolheu o que mais o impressionou como uma representação das verdades que Cristo procurava ilustrar nessas parábolas finais. CBASD – Comentários Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 708.
lhes. Este pronome, aparentemente, se refere aos principais sacerdotes e escibas, uma vez que concorda com a terceira pessoa do plural (“eles”), no v. 12 (os que buscavam um meio de prendê-Lo). Bíblia de Genebra.
Um homem plantou uma vinha. Esta parábola usa a linguagem do cântico em Is 5:1-2. Nas duas passagens a vinha claramente simboliza Israel. Andrews Study Bible.
lagar. Do gr hupolenion, a vasilha ou recipiente sobre o qual se espremia o suco das uvas. CBASD, vol. 5, p. 708.
2 servos. Frequentemente, um termo para designar os profetas (Êx 14.31; 2Cr 1.3; Is 20.3; Am 3.7). Bíblia de Genebra.
6 Seu Filho amado. É provável que Jesus pensasse nas palavras do Pai por ocasião do Seu batismo [e a transfiguração, Mc 9.7]. CBASD, vol. 5, p. 709.
8. mataram-no e o atiraram para fora. A parábola descreve a rejeição dos líderes judeus a Jesus. Andrews Study Bible.
9 e passará a vinha a outros. Mt 21.43 lê: “Será entregue a um povo que lhe produza os respectivos frutos”, sugerindo tanto a comunidade dos discípulos que estavam em torno de Jesus (Lc 22.29-30) quanto a missão dos gentios (Mt 8.11-12; Rm 9.22-26). Bíblia de Genebra.
12 desistindo, retiraram-se. Ver Mt 22:15. Isto é, depois de Jesus ter apresentado a parábola do homem sem a veste nupcial. CBASD, vol. 5, p. 709.
13-17 Esse episódio ocorreu provavelmente na terça-feira da Paixão, num dos átrios do templo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
13 fariseus … herodianos. Os fariseus eram nacionalistas religiosos que se opunham à dominação romana do povo judeu. Os herodianos eram provavelmente um grupo político que aprovava a acomodação de Herodes o Grande e de seu sucessor a Roma. Tanto os fariseus quanto os herodianos se opunham a Jesus e O consideravam um ameaça – os primeiros, porque Sua autoridade messiânica não se encaixava com a sua expectativa; os últimos temiam que Ele abalasse a estrutura política através de uma desestabilização do poder de Roma. Andrews Study Bible.
14 tributo. A taxa do censo ou “por cabeça”. Era uma fonte de discussão àquele tempo. Os herodianos a apoiavam; os fariseus não gostavam, mas pagavam; era impopular perante o povo comum; os zelotes se recusavam a pagá-la. Os esforços dos zelotes finalmente levaram à destruição de Jerusalém em 70 d.C. Se Jesus dissesse “sim”, Ele estaria ofendendo às multidões e perderia Sua popularidade. Se tivesse dito “não”, Ele poderia ser acusado de traição perante o poder imperial. Andrews Study Bible.
17 Deem a César o que é de César. Existem obrigações para com o estado que não entram em choque com nossas obrigações para com Deus (v. Rm 13:1-7; 1Tm 2.1-6; Tt 3.1,2; 1Pe 2.13-17). Bíblia de Estudo NVI Vida.
18 saduceus. Partido aristocrático no judaísmo cujos membros eram ricos, sempre ocupavam a posição de sumo sacerdote, aceitavam somente os cinco livros de Moisés (Gênesis – Deuteronômio: o Pentateuco), e não acreditavam na ressurreição ou em anjos. Andrews Study Bible.
… e rejeitavam categoricamente a tradição oral … Tais crenças colocavam-nos em conflito com os fariseus e a piedade comum judaica. Bíblia de Estudo NVI Vida.
24 Não provém o vosso erro …? A forma interrogativa em grego significa que Jesus esperava uma resposta afirmativa. CBASD, vol. 5, p. 709
28 um dos escribas … vendo. O escriba escolhido para este complô final dos fariseus a fim de prender Jesus (ver com. de Mt 22:34, 35) parecia ser de coração sincero. Ele foi justo em reconhecer que “Jesus lhe houvera respondido bem”. CBASD, vol. 5, p. 709.
28 qual é o mais importante? Os rabinos judeus contavam 613 estatutos na lei, e procuravam diferenciar entre mandamentos “pesados” (ou “mais importante”) e “leves” (ou “menos importantes”). Bíblia de Estudo NVI Vida.
29 Ouve, ó Israel. Palavras iniciais da confissão judaica de fé chamada Shema (Dt 6:4). O judeu piedoso a repetia a cada manhã e tarde, afirmando sua crença em um único Deus (monoteísmo). Jesus reafirma isto. Andrews Study Bible.
O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor! Ver com. de Dt 6:4. A passagem das Escrituras aqui citada tem sido a senha sagrada de Israel através de sua extensa história. Ela reflete a crença distintiva dos judeus no Deus único e verdadeiro, em contraste com os múltiplos deuses das outras nações. Estas palavras eram pronunciadas para iniciar o serviço de oração pela manhã e à tarde no templo, e são uma parte regular das reuniões nas sinagogas até o dia de hoje. CBASD, vol. 5, p. 709.
A unidade do Deus único (fato que nega o politeísmo) implica no Seu absoluto direito sobre toda a Criação em geral, e sobre o homem em particular. … Agostinho proclamou: “Ama a Deus e faze o que queres”, porque o amor purifica as intenções. Bíblia Shedd.
[Nota: A Lei do Thelema, divulgada pelo satanista Alester Crowley – filósofo base da Sociedade Alternativa/Movimento Hippie – prega: “Faze o que queres e cumprirás a lei”. Altera a frase de Agostinho, retirando dela o essencial: o amor a Deus.]
30 de todo o teu entendimento. Jesus expande o texto de Dt 6:5 para incluir o entendimento. Ele chama Seus discípulos a uma religião holística: o coração e a alma (emocional), o entendimento/mente (intelecto) e a força (físico). Andrews Study Bible.
31 Jesus acrescentou ao shema’ o mandamento de Lev 19.18, para demonstrar que o amor ao próximo é o fruto natural e lógico do amor a Deus. Bíblia de Estudo NVI Vida.
O primeiro e o segundo mandamentos não podem se separar. Bíblia Shedd.
Amarás o teu próximo [vizinho, NJKV] como a ti mesmo. Jesus fala de três objetos de amor: Deus, o próximo e a si mesmo. Se alguém não tem um senso positivo de auto-estima, o amor pelo próximo estará longe do ideal que Deus requer. Andrews Study Bible.
É fato conhecido da psicologia que quem não valoriza a si mesmo não pode valorizar ao seu próximo. Bíblia Shedd.
32 com verdade disseste. O escriba reconheceu que as respostas de Jesus eram precisas e adequadas … e, então, honestamente elogia a Jesus. CBASD, vol. 5, p. 709.
33 holocaustos. Comparar com 1Sm 1:22. Esta admissão voluntária por parte do escriba demonstra sua percepção da importância relativa e do significado do ritual do templo. CBASD, vol. 5, p. 709.
todos os sacrifícios e ofertas (NVI). Sem dúvida, a comparação foi inspirada pelo fato de o debate ter-se dado no átrio do templo (v. 11.27). Bíblia de Estudo NVI Vida.
34 Não estás longe do reino de Deus. O escriba discernia a verdade (ver v. 33) e sinceramente a reconhecia como verdade (ver v. 32). Ele estava no limiar do reino. CBASD, vol. 5, p. 709.
35 os mestres da lei dizem que o Cristo é filho de Davi. A maioria do povo sabia que o Messias viria da família de Davi. Bíblia de Estudo NVI Vida.
36 O Senhor disse ao meu Senhor (NVI). Deus disse ao Senhor de Davi, i.e., o superior de Davi – em última análise, o Messias (v.nota em Sl 110.1). O propósito da citação era demonstrar que o Messias era mais que descendente de Davi – era Senhor de Davi. Bíblia de Estudo NVI Vida.
O primeiro “senhor” traduz a palavra Yahweh, enquanto o segundo, o termo Adonai (lit “meu senhor”), ambos do AT. Destaca-se, aqui, a impossibilidade de acontecer que um filho apenas humano seja senhor do seu pai. Davi declara, assim, que o Cristo é divino. Bíblia Shedd.
Disse o Senhor ao meu Senhor (ARA). Esta citação de Sl 110:1 quer deixar claro que o Messias não era meramente um descendente de Davi, mas Ele é o Senhor. Ele existe antes de Davi na Sua origem e é divino. Mas também, de forma paradoxal, Ele é o filho humano de Davi. Esta é a apresentação da teologia de Marcos de Deus Se tornando homem que João apresenta de uma forma diferente no prólogo de seu Evangelho (Jo 1:1-18). Andrews Study Bible.
Jesus mostra que, conquanto o Messias descenda de Davi, sua dignidade real e poder sobrepujam os de Davi, porque Davi se dirige a este Rei, chamando-O de “meu Senhor” 9Sl. 110.1). … Uma tal interpretação clara e fiel das Escrituras é ouvida “alegremente”. Bíblia de Genebra.
38-40 O desafio e as duras palavras de Jesus são reservadas para aqueles que se orgulham de sua piedade e ao mesmo tempo oprimem o socialmente marginal, como o pobre e as viúvas indefesas. Andrews Study Bible.
38 Guardai-vos dos escribas. Marcos apresenta somente um resumo do que foi um discurso bastante longo sobre a hipocrisia dos escriba e fariseus. CBASD, vol. 5, p. 710.
vestes talares (ARA. NVI: roupas especiais). Os mestres da lei usavam túnicas compridas de linho branco que tinham franjas e quase chegavam ao chão. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Estas vestes longas chegavam até os pés e faziam parte da vestimenta geralmente usada pelos doutores da lei como uma identificação de sua profissão. CBASD, vol. 5, p. 710.
39 lugares mais importantes nas sinagogas. Referência aos assentos defronte à “arca” que continha os rolos sagrados. Os que se assentavam ali podiam ser vistos na sinagoga por todos os adoradores. Bíblia de Estudo NVI Vida.
41 gazofilácio (ARA). Marcos … se refere aqui … às arcas das ofertas que se encontravam no amplo átrio das mulheres. CBASD, vol. 5, p. 710.
caixas de ofertas (NVI).Localizadas no átrio das mulheres. Tanto homens quanto mulheres tinham permissão de entrar nesse átrio, mas as mulheres não podiam ultrapassá-lo para adentrar o recinto do templo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
42 viúva pobre. Do gr. ptochos, “mendigo” ou “indigente”. Lucas usa penichros, uma forma poética tardia de penes, que indica aquele que vive apenas com o essencial e precisa trabalhar cada dia a fim de ter alimento para o dia seguinte (cf Lc 21:2). CBASD, vol. 5, p. 710.
moedas. Gr. lepta “finas”. Bíblia Shedd.
… uma moeda de cobre que pesava menos de um grama e valia poucos centavos …. O lepton [singular] era a menor moeda judaica de cobre em circulação. CBASD, vol. 5, p. 710.
quadrante. Do gr kodrantes, que equivale a dois lepta, ou “moedas” … e que equivalia a 1/64 de um denário romano, o salário de um dia no tempo de Cristo … Com frequência se tem dado ênfase à pequenez intrínseca da oferta da viúva, mas se deveria dar mais ênfase à comparativa grandeza de seu sacrifício. CBASD, vol. 5, p. 710.
43 mais do que … todos. Significa que ela deu mais do que todos os doadores ricos juntos. Em realidade, à vista de Deus não é realmente a extensão da dádiva que conta, e sim o motivo que a impulsiona. Deus está interessado na magnitude do amor e da consagração que a dádiva representa, não em seu valor monetário. Esta é a única base que Deus emprega para recompensar as pessoas, como Jesus ilustrou na parábola dos trabalhadores na vinha (ver com. de Mt 20:15). O louvor de Jesus a essa viúva estava baseado no espírito que impulsionou sua oferta. CBASD, vol. 5, p. 710.
44 sobrava. Do gr. perisseuma, que significa “abundância”, mas também “o que sobra” ou “o excesso”. Os ricos tinham dinheiro de sobra;tinham mais do que necessitavam. Eles deram de seu excedente, e isso não lhes custava nada. O valor de suas ofertas em termos de amor e consagração era pequeno ou nada, porque elas não representavam abnegação. CBASD, vol. 5, p. 710.
tudo o que possuía. Uma evidência do máximo amor possível e da consagração a Deus. CBASD, vol. 5, p. 710.
sustento (ARA. NVI: tudo o que possuía para viver). Do gr. bios, “subsistência”. … Com toda segurança, a viúva não sabia de onde proviria sua próxima refeição. CBASD, vol. 5, p. 710.
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Comentário devocional:
O capítulo 11 significa uma mudança de pensamento e de direção – foi o ponto de virada não só para o livro de Marcos, mas para toda a humanidade. Todo o céu estava atento a esta semana final, em que Jesus caminhou para a cruz do Calvário. Os acontecimentos fluíram definitivamente em direção ao confronto cataclísmico entre o bem e o mal como as águas caudalosas do rio Amazonas em direção à sua foz.
Cristo pôs de lado Suas vestes reais e tornou-se o Servo dos homens (Fp 2). O Filho de Deus caminhou entre a humanidade curando, libertando das amarras do mal, chamando a um relacionamento com Ele, secando lágrimas e atraindo pessoas para Seu lado, em amor e compaixão. Mas agora havia chegado o momento de Se concentrar no sacrifício – a definitiva e eterna dádiva de amor.
O Criador do Universo navegou pelo mar da Galileia em um barco emprestado, comeu a Páscoa em uma casa emprestada e seria sepultado em um sepulcro emprestado. E neste dia ele entrou em Jerusalém montado em um jumento emprestado. Ele nunca havia montado em um animal em todo o Seu ministério – pelo que saibamos – mas agora optou por entrar em Jerusalém sobre um jumentinho – o verdadeiro emblema da realeza!
O clamor do povo era para coroá-lo rei! Eles estavam cegos à Sua verdadeira missão. O diabo tentou fazer Cristo se concentrar na coroa, mas não pode haver coroa antes da cruz! O amor de Cristo pela humanidade caída foi tão grande que nada iria impedi-lo de aceitar a cruz para nos salvar! Este foi Seu percurso pré-estabelecido na eternidade.
A alegre procissão parou em um ponto alto, onde Cristo, olhando através do vale de Cedrom, em direção ao templo de mármore brilhando de Jerusalém, começou a chorar. Embora eles estivessem prontos a coroá-lo como rei da terra, não estavam dispostos a coroá-Lo rei em seus corações. Como resultado, Jesus não poderia protegê-los das consequências dos seus pecados.
Eu oro para que as escolhas que fazemos na vida sejam motivadas pelo desejo de agradar a Deus em todas as coisas. Jesus se entregou por amor. Sigamos o Seu exemplo vivendo para servir.
Jim Ayer
Vice-Presidente Rádio Mundial Adventista
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mrk/11/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Marcos 11
Comentário em áudio
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1 guiado pelo Espírito Santo. O tempo verbal grego indica que a condução do Espírito Santo não se limitou à viagem ao deserto, mas continuou durante a Sua permanência ali. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 798.
O Espírito Santo desceu sobre Jesus no batismo e permaneceu com Ele, O enchendo e guiando. Andrews Study Bible.
2 quarenta dias. Mateus deixa claro que as três maiores tentações ocorreram no final dos 40 dias (ver com. de Mt 4:2, 3), um fato evidente também a partir de Lc 4:2. Quando Jesus entrou no deserto, estava rodeado pela glória do Pai e, quando a glória partiu, Ele foi deixado sozinho para lutar com a tentação (DTN, 118). As tentações de Satanás continuaram durante todos os 40 dias de jejum de Jesus. As três mencionadas nos v. 3 a 13 representaram o clímax das tentações, no final do período (ver SP2, 90). CBASD, vol. 5, p. 798.
sendo tentado. Os ataques do diabo são contra o Messias, o cabeça da Nova Humanidade (cf Cl 2.15) … Em contraste com Adão, o cabeça da velha humanidade, que caiu, ainda que vivendo em condições ideais, o Segundo Adão venceu o diabo em total fraqueza da carne (cf 40 dias de jejum). Bíblia de Genebra.
3-13 O diabo procura desviar Jesus de Sua missão divinamente estabelecida. … A narrativa de Lucas realça o paralelo entre a tentação de Jesus e as provações de Israel no deserto. Jesus foi tentado por 40 dias no deserto e Israel peregrinou por quarenta anos no deserto (Nm 14.34). Israel falhou no teste da obediência, enquanto Jesus foi plenamente obediente ao Pai. Bíblia de Genebra.
3 manda esta pedra transformar-se em pão. O diabo sempre faz com que suas tentações pareçam atraentes. Bíblia de Estudo NVI Vida.
4 Não só de pão viverá o homem. O contexto de Deuteronômio [Dt 8:3] que Jesus cita, frisa a completa dependência do homem para com o Senhor. Sem Sua bênção, a fartura material de nada adianta. Bíblia de Genebra.
5-8 Esta tentação [a 2ª] vem em terceiro lugar em Mateus. A razão para esta diferença de ordem não é conhecida. A tentação é para Jesus estabelecer um poderoso império mundial, mas ao custo de cultura Satanás. Outra vez Jesus repele a tentação, citando as Escrituras (Dt 6.13). Bíblia Shedd.
6 Compare 1Jo 5.19. A tentação era inaugurar o Reino sem a cruz. Bíblia de Genebra.
ela me foi entregue. Isto é, por Adão quando ele pecou. Depois da Queda, Satanás denominou a si mesmo o “príncipe” deste mundo (DTN, 114), esquecendo-se que Adão mantinha o título apenas em virtude da obediência ao Criador. Satanás insinuou que Adão o escolheu como soberano e como seu representante no Céu. CBASD, vol. 5, p. 798.
9 Se é o Filho de Deus. Deus acabara de declarar esse fato (3.22). O diabo ainda usa a artimanha de suscitar dúvidas a respeito da Palavra de Deus (Gn 3.1). Bíblia de Genebra.
o pináculo. Este pode ter sido o topo do muto do templo, de onde se podia ver o vale de Cedrom ou, talvez, pode ter sido o ponto mais alto do próprio templo. Jesus foi tentado a demonstrar publicamente o Seu poder miraculoso, mas reponde citando outra vez as Escrituras (v. 12). A passagem citada (Dt 6.16) novamente recorda a experiência de Israel no deserto. Bíblia Shedd.
10 Pois está escrito. Dessa vez, Satanás também citou as Escrituras, embora tenha aplicado erroneamente Sl 91.11, 12. Bíblia de Estudo NVI Vida.
13 até momento oportuno. Isto é, até o tempo conveniente, quando outra oportunidade se apresentasse. Desde os primeiros anos, Cristo foi atacado pelo tentador (DTN, 71, 116). CBASD, vol. 5, p. 798.
14 Então, Jesus, … regressou para a Galileia. Aqui começa o ministério de Jesus na Galileia, e que termina em 9.50. Bíblia de Genebra.
Jesus realizou um intensivo ministério antes de retornar a Nazaré. Bíblia Shedd.
poder do Espírito (cf 5.17). A mesma palavra “poder”, gr dunamis, aparece na promessa do Espírito em At 1.8, mas é traduzida como “milagres” em Lc 10.13; 19.37, etc., indicando que o poder sobrenatural de Deus é oferecido ao crente, pelo Espírito. Bíblia de Genebra.
15 E ensinava. O ensino era o modo costumeiro com o qual Jesus transmitia a verdade . … O ensino tende a ser mais eficaz do que a pregação, pois os ouvintes são participantes, enquanto na pregação eles são passivos. … Feliz é o pregador que consegue dar à sua pregação a qualidade adicional de ensino. CBASD, vol. 5, p. 799.
glorificado. Ou “honrado”, “louvado”. A Galileia era um campo mais favorável à obra do Salvador do que a Judeia (DTN, 232). Para onde Jesus ia, “grande multidão O ouvia com prazer” (Mc 12:37). CBASD, vol. 5, p. 799.
16-20 Esta narrativa é o mais antigo registro conhecido a respeito da ordem do culto no serviço de uma sinagoga. O culto incluía uma leitura da Lei e uma dos Profetas. Jesus ou o dirigente da sinagoga pode ter escolhido Is 61.1-2 e 58.6. Era costume levantar-se para a leitura, numa demonstração de respeito para com a Palavra de Deus e, em seguida, sentar-se para o sermão. A leitura escolhida mostra uma forte preocupação para com o pobre (1.51-53; nota; Sl 9.18, nota). Bíblia Shedd.
16 Indo para Nazaré. Esta foi a primeira visita de Cristo a Nazaré, desde que Ele deixou a carpintaria no outono de 27 d.C. para se dedicar ao ministério público (DTN, 236). Este seria, possivelmente, o final da primavera de 29 d.C., e quase metade do período de Seu ministério público já havia se passado. Uma ano mais tarde, possivelmente no inicio da primavera de 30 d.C., Jesus fez Sua última (DTN, 241) visita a Nazaré. … Em Nazaré ainda moravam a mãe, os irmãos e irmãs de Jesus (DTN, 236), que, sem dúvida, estavam entre os adoradores na sinagoga, nesse sábado, em especial. CBASD, vol. 5, p. 799.
Provavelmente todos os acontecimentos de Jo 1.19-4.42 se deram entre Lc 4.13 e 4.14. Bíblia de Estudo NVI Vida.
entrou, num sábado, na sinagoga, segundo o Seu costume. A simples declaração de Lucas de que Jesus frequentava as reuniões sagradas da sinagoga no dia de sábado, o qual Ele especifica como o sétimo dia da semana (Lc 23:56-24:1), deixa claro o dever do cristão que ama seu Mestre e quer seguir os Seus passos (ver Jo 14:15; 1Pe 2:21). O fato de Cristo pessoalmente ter observado o mesmo dia da semana que os demais judeus observavam é evidência de que a contagem do tempo não havia sido perdida desde o Sinai, ou mesmo desde a criação. Cristo é “Senhor também do sábado” (Mc 2:28); isto é, Ele o fez (Gn 2:1-3; cf Mc 2:27) e o reivindica como Seu guia. Seu exemplo ao observá-lo é um modelo perfeito para o cristão, tanto com relação ao tempo como quanto à maneira de observá-lo. … observar o sétimo dia da semana é guardar o sábado como Cristo o fez. Desde aquela época, há milhões de judeus espalhados por todo o mundo civilizado, e seria impossível que todos eles, simultaneamente, cometessem o mesmo erro ao calcular o sétimo dia da semana. … Cristo tinha o hábito de frequentar as reuniões regulares da sinagoga aos sábados. A esta sinagoga em Nazaré, Ele havia sido regularmente convidado na juventude, para ler os Profetas, e Ele extraía lições de Seu profundo conhecimento das Escrituras, as quais comoviam o coração dos adoradores (DTN, 74; cf 70). CBASD, vol. 5, p. 799.
levantou-se. A reverência pela Palavra escrita exigia que aquele que a lesse publicamente permanecesse em pé. A Lei e os Profetas eram lidos dessa forma, mas não os Escritos [poéticos], que não desfrutavam de conhecimento semelhante. CBASD, vol. 5, p. 800.
17 Então, Lhe deram. Isto é, pelo diácono ou chazzan, cujo dever era tirar os rolos sagrados e entregá-los ao leitor, e retorná-los à arca após a a leitura (ver p. 44). Dessa forma, em harmonia com o ritual da sinagoga, o chazzan tirou da arca o rolo dos Profetas, removeu a cobertura e o entregou, fechado, a Jesus. É evidente que Jesus não apenas falava a linguagem comum do povo [aramaico], como também lia bem em hebraico – naquela época, uma linguagem quase morta, exceto nas reuniões religiosas. A lição para o dia era sempre lida em hebraico. CBASD, vol. 5, p. 800.
Esta é a única referência à Sua capacidade de ler. teria lido o trecho em hebraico, traduzindo-o para o aramaico, antes de pregar. Bíblia Shedd.
18 ungiu. Referência ao Messias, que significa “ungido” (9.2n). A profecia foi cumprida no batismo (3.22). Bíblia Shedd.
No contexto messiânico, esta passagem pode ser traduzida desta forma: “Ele me fez o Cristo” ou “Ele me fez o Messias” (ver com. de Is 61:1). CBASD, vol. 5, p. 800, 801.
19 ano aceitável. Isto é, a era do evangelho… lembra o ano do jubileu, quando os escravos eram libertados, os débitos eram cancelados e as terras herdadas eram devolvidas aos proprietários originais. … Neste ponto, Jesus concluiu a leitura de Isaías 61:1 e 2. a frase seguinte, que era o clímax da passagem para o judeu patriota – “o dia da vingança do nosso Deus” – Ele não leu. Os judeus ingenuamente criam que a salvação era para eles, e a retribuição, para os gentios (ver Sl 79:6). A ideia judaica de que a salvação era uma questão de nacionalidade em vez de uma submissão pessoal a Deus, cegou o povo para a verdadeira natureza da missão de Cristo e os levou a rejeitá-Lo. … Gostavam de pensar na ideia que o julgamento de Deus estava reservado para os outros e, possivelmente, surpreenderam-se quando Jesus não mencionou isso. Quando, em Seu sermão, Jesus exaltou a fé dos pagãos, indicando a falta de fé dos judeus, o público ficou fora de si, cheio de ressentimento e fúria. CBASD, vol. 5, p. 802.
20 Tendo fechado o livro. Isto é, enrolando o livro de Isaías em seu cilindro. CBASD, vol. 5, p. 802.
sentou-Se. …para o sermão, que se seguia a leitura, o orador se sentava num lugar especial, algumas vezes chamado “a cadeira de Moisés”. … Com frequência, Cristo Se assentava enquanto pregava e ensinava (Mc 4:1; Lc 5:3; Jo 8:2), um costume também seguido, pelo menos ocasionalmente, pelos Seus discípulos (ver At 16:13, ver p. 45). CBASD, vol. 5, p. 802.
21 passou Jesus a dizer-lhes. Jesus popularmente era considerado um rabino ou professor (ver Jo 1:38, 49; 3:2; 6:25). Era de se esperar que, como rabino visitante, fosse solicitado que Ele fizesse o sermão, principalmente em vista do fato de que Nazaré era Sua cidade natal … É evidente que Lucas fez um esboço dos comentários de Cristo nesta ocasião, selecionando os que produziram o efeito registrado no v. 22 e a violenta reação dos v. 28 e 29. CBASD, vol. 5, p. 802, 803.
Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir. Este comunicado conscientizou as pessoas de que Jesus as considerava pobres, quebrantadas de coração, cativas, cegas e oprimidas (DTN, 237). CBASD, vol. 5, p. 803.
22 Não é este o filho de José? Eles recusavam crer que Jesus, a quem conheciam tão bem, fosse o Prometido,. CBASD, vol. 5, p. 803.
23 Sem dúvida. Assim como Jesus lia os rostos e corações da audiência, Ele bem conhecia os pensamentos que os perturbavam. Sua tentativa de revelar aos ouvintes sua verdadeira atitude e condição (ver Lc 4:23-27), os enfureceu ainda mais e os levou a atentar contra Sua vida. Jesus, com frequência deixava claro que lia os pensamentos das pessoas e, desse modo, evidenciava Sua divindade. … Foi essa parte do discurso de Jesus (v. 23-27) que evidenciou que Ele lia os pensamentos secretos (DTN, 238). … Alguns tem sugerido que Ele interpretava os pensamentos deles como significando: “Você tem mostrado muitos sinais de cura e milagres relacionados a outros [significando o povo de Cafarnaum], agora mostre um sinal em favor de Si mesmo [isto é, ao povo de Nazaré]. Você afirma ser o Messias da profecia; deixe-nos ver alguns “milagres”. … Essa exigência silenciosa deixa claro que Jesus não realizou milagres durante Sua infância e juventude, como reivindicam os evangelhos apócrifos. CBASD, vol. 5, p. 803, 804.
26 e a nenhuma delas. Deus não pode fazer nada pelos que têm o coração endurecido e são incrédulos, que não sentem sua necessidade. … A falta de fé dos cidadãos de Nazaré impediu que Jesus realizasse milagres ali (Mc 6:5, 6). Não que Ele fosse incapaz de realizá-los, mas porque estavam despreparados para receber as bênçãos que Ele desejava lhes outorgar. CBASD, vol. 5, p. 804.
Jesus queria dizer que quando Israel rejeitou o mensageiro da redenção enviado por Deus, este o enviou aos gentios – e assim acontecerá de novo caso se recusarem a aceitar Jesus (v. 10.13-15; Rm 9-11). Bíblia de Estudo NVI Vida.
28 Todos na sinagoga, ouvindo estas coisas. A repreensão implícita do Senhor caiu pesadamente sobre seus corações relutantes. Conscientes, por um instante, de seu caráter falho e de sua necessidade do verdadeiro arrependimento e conversão, o coração deles se rebelou (ver Rm 8:7). CBASD, vol. 5, p. 804, 805.
se encheram de ira. Conscientes de que as palavras de Jesus os descrevia perfeitamente, eles não desejavam mais ouvi-Lo. Para aceitá-Lo, deveriam admitir que não eram melhores que os pagãos, a quem consideravam como cães. … Embora tivessem sido tocados, sua consciência culpada se ergueu rapidamente para silenciar as penetrantes palavras da verdade. O forte orgulho nacional se ressentiu do pensamento de que as bênçãos do evangelho deveriam estar disponíveis aos pagãos e, em seu preconceito irracional, estavam prontos a assassinar o Príncipe da vida (ver at 3:15). CBASD, vol. 5, p. 805.
29 levantando-se. O povo de Nazaré parou de ouvir antes que Jesus parasse de falar. Eles “não O receberam” (Jo 1:11). O assassinato estava no coração deles, mesmo no dia de sábado, e eles estavam prontos a destrui-Lo. CBASD, vol. 5, p. 805.
O levaram até o cima do monte … para, de lá, O precipitarem abaixo. CBASD, vol. 5, p. 805.
30 passando por entre eles. Os anjos O cobriram e O levaram a um local seguro, como fizeram noutra ocasião (cf Jo 8:59), como regularmente protegeram as testemunhas celestiais em todas as épocas (ver DTN, 240). CBASD, vol. 5, p. 805.
31 desceu a Cafarnaum. Do vilarejo de Nazaré, no alto das colinas, até Cafarnaum, … é literalmente uma “descida” de 349 m acima do nível do mar para 209 m abaixo dele. CBASD, vol. 5, p. 805.
os ensinava no sábado. Como era a prática do Senhor (ver com. do v. 16). CBASD, vol. 5, p. 806.
32 se maravilhavam. Em contraste com os fariseus e mestres da lei, que apelavam para a tradição e mestres anteriores, Jesus provocou um sentimento de admiração no povo, porque não citava autoridades. Bíblia Shedd.
33 Há poucos exemplos de possessão demoníaca no Antigo Testamento ou no Novo Testamento, fora dos Evangelhos. Nas Escrituras, tal possessão é, primariamente, parte da oposição do mal à vinda do Filho de Deus. Bíblia Shedd.
38-39 Mateus e Marcos, ambos, registram este milagre, porém, só Lucas menciona a febre alta, o que pode indicar o seu interesse médico. O fato de Jesus “repreender” a febre pode significar que Ele viu Satanás por trás disso, de algum modo. Bíblia Shedd.
40 Era ao pôr do sol que o sábado terminava, possibilitando assim o transporte dos doentes sem se contrariar a lei mosaica. Bíblia Shedd.
cada um. Cristo nunca perde de vista o indivíduo, mesmo quando as massas o envolvem (42; 5.1; cf 8.42-48). Cumpriu-se literalmente a profecia de Isaías, citada nos vv 18, 19. Bíblia Shedd.
41 os repreendia [aos demônios]. Ou “não os permitia”. Jesus passou imediatamente a silenciá-los, talvez porque o testemunho poderia ser entendido como significando que Ele estava em aliança com os demônios. CBASD, vol. 5, p. 806.
Jesus nega aos demônios o direito de anunciá-Lo, porque nada têm em comum com Ele. As testemunhas de Jesus devem ser puras. Bíblia Shedd.
o Cristo. Ou, o Messias. O artigo definido faz da palavra um título em vez de um nome pessoal (ver com de Mt 1:1). CBASD, vol. 5, p. 806.
42 Instavam. isto é, eles queriam impedir que Cristo os deixasse, aparentemente fazendo o que podiam para dificultar Sua partida. CBASD, vol. 5, p. 806.
43 reino de Deus. Esta é a primeira menção de Lucas a respeito do reino de Deus, o mais frequente tema da pregação de Jesus. Bíblia Shedd.
também às outras cidades. Quando a oportunidade de ouvir de Jesus é limitada a um grupo, contrariamos tanto o mandamento como a prática de Jesus (Mt 28.19, 20; Jo 3.16). Bíblia Shedd.
Judeia. Alguns manuscritos bem como os relatos paralelos (Mt 4.23; Mc 1.39) trazem Galileia, e não Judeia [cf tb nota textual NVI]. Bíblia de Estudo NVI Vida.
2 ninguém montou. Para cumprir Zc 9.9 e pelo fato que o uso real ou sagrado exigia que o artigo não fosse usado (cf Nm 19.2; Dt 21.3). Bíblia Shedd.
4 do lado de fora. Muitas habitações orientais eram construídas em forma quadrangular, com um pátio aberto no centro. A partir desse pátio havia uma passagem para a rua. De acordo com o costume, o asno e o jumentinho estariam amarrados no pátio em vez de no portão da rua. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 703.
9 Hosana. Uma transliteração das palavras aramaicas”Oh! Salva-nos, SENHOR” (Sl 118.25). A multidão está gritando frases deste salmo. Bíblia de Genebra.
10 Este verso indica que os peregrinos creram que Jesus era o Messias. Bíblia Shedd.
11 no templo. Este era o centro da vida nacional e religiosa judaica, o lugar natural para o Messias-Rei ser coroado; o primeiro lugar onde Sua autoridade deveria ser reconhecida e de onde deveria sair a convocação oficial para que o povo reconhecesse a Sua soberania (ver vol. 4, p. 14-17). Os sacerdotes e anciãos de Israel deveriam ter sido os primeiros a reconhecer a autoridade do Messias. No entanto, é dito que Ele “veio para o que era Seu, e os Seus não O receberam”. CBASD, vol. 5, p. 703.
tendo observado tudo. Como o templo era Sua casa, Jesus andou por seus átrios, inspecionando o que era Seu por direito. Porém, aqueles a quem o templo fora confiado tinham se apropriado dele para seus próprios fins egoístas (ver Mt 21:33-39). CBASD, vol. 5, p. 703.
11 saiu para Betânia. Quando a multidão finalmente chegou a Jerusalém já era demasiado tarde e, em vão, procurou a Jesus para que pudesse coroá-Lo como rei (ver DTN, 581). Porém, assim como em ocasiões anteriores, quando Sua missão foi confrontada com uma crise, Jesus passou a noite inteira em oração. CBASD, vol. 5, p. 703.
12 No dia seguinte. Este foi “o dia seguinte”, depois da entrada triunfal …, portanto, uma manhã de segunda-feira. Seguindo uma ordem estritamente cronológica, Marcos registra a purificação do templo (v. 15-19) entre a maldição da figueira (v. 12-14) e a descoberta de que ela havia secado (v. 20-26). Mateus, que frequentemente segue uma ordem temática em vez de cronológica (ver p. 276), narra todo o episódio da figueira estéril como uma unidade, sem mencionar que se passaram umas 24 horas entre a maldição e a descoberta de que a árvore se secara. CBASD, vol. 5, p. 704.
13 com folhas. Uma figueira frondosa prometia frutos bem desenvolvidos, embora não necessariamente maduros. Por outro lado, as árvores sem folhas, como era o caso de outras do pomar, não levantavam falsas expectativas de frutos, portanto não causavam decepção.. Nesta parábola…, a figueira frondosa representava a nação judaica, e as outras árvores, as nações gentílicas. É verdade que os gentios não produziam frutos, porém nada se esperava deles, pois não tinham a pretensão de produzi-los. … Essa figueira precoce, no entanto, tinha folhas que indicavam figos. CBASD, vol. 5, p. 704.
senão folhas. Era uma promessa sem cumprimento. De todos os defeitos, não havia um mais ofensivo do que a hipocrisia (ver com. de Mt 6:2; 23:13). Como a figueira estéril, a religião judaica estava destituída de frutos. Ela estava repleta de forma e cerimônias, mas lhe faltava a verdadeira piedade (ver com. de Mc 7:2, 3; ver col. 4, p. 17-20). CBASD, vol. 5, p. 704.
não era tempo de figos. No clima da Palestina, a primeira colheita de figos geralmente amadurece em junho, e a última, em setembro. O incidente ocorreu perto da Páscoa, provavelmente em abril, portanto, apenas algumas semanas antes da primeira colheita. Embora fosse incomum esperar figos tão prematuros, no entanto, uma árvore cheia de folhas poderia ter frutos prontos a amadurecer. CBASD, vol. 5, p. 704.
14 Nunca jamais. No texto grego, o duplo negativo torna a maldição ainda mais enfática. A esterilidade da árvore representava a improdutividade de Israel, e a maldição, o juízo que Jesus pronunciaria no dia seguinte: “Eis que a vossa casa vos ficará deserta”. CBASD, vol. 5, p. 705.
Nunca jamais coma alguém fruto de ti! Jesus não está tendo um acesso de raiva a respeito da falta de figos. Em vez disso, o episódio é uma demonstração simbólica do Seu desprazer a respeito do templo e sua liderança. Esta é uma parábola encenada de julgamento sobre a estrutura social de Jerusalém. Andrews Study Bible.
15 templo. Isto é, o átrio dos gentios, o átrio mais afastado no complexo de estruturas que cercam o templo propriamente dito. Era a única área em que se permitia a presença dos gentios (cf. v. 17). Bíblia de Genebra.
vendiam e compravam. Somente animais comprados dentro da área do templo, a preços exorbitantes, diga-se de passagem, recebiam o visto de “sem defeito”, que os sacrifícios exigiam. Bíblia Shedd.
16 pelo templo. Ao entrar nos recintos sagrados do templo, as pessoas deviam deixar de lado, como um sinal de reverência, qualquer carga que estivessem conduzindo. Aparentemente, os que levavam cargas estavam usando os átrios do templo como um atalho para evitar um trajeto mais longo. CBASD, vol. 5, p. 705.
17 salteadores. isto é, assaltantes organizados e não apenas ladrões. CBASD, vol. 5, p. 705.
18 A indignação dos sacerdotes é compreensível, uma vez que foram eles e seus chefes, Anás e Caifás, que embolsavam o lucro do comércio no templo. Bíblia Shedd.
20 desde a raiz. Um detalhe observado apenas por Marcos. Este é o único milagre de Jesus que se pode dizer ter causado algum dano. … As circunstâncias em que Jesus fez secar a figueira mostram uma explicação satisfatória de Seu propósito. Nesse mesmo dia, os líderes da nação confirmariam sua decisão de rejeitar a Jesus como o Messias, que, por Sua vez, anunciaria que o Céu os havia rejeitado. CBASD, vol. 5, p. 705.
23 Ergue-te e lança-te no mar. Jesus mesmo nunca moveu montanhas literais, nem pretendia que Seus seguidores vissem qualquer necessidade de fazê-lo. Aqui as montanhas são metáforas das dificuldades. CBASD, vol. 5, p. 706.
24 tudo quanto em oração pedirdes. Esta não é uma ampla garantia de que Deus nos dará tudo que Lhe pedirmos, se tivermos fé. Jesus pediu para que não tivesse que passar pelo sofrimento da cruz, mas não era vontade de Deus remover esta dor (13:36). O contexto da declaração de Jesus sobre “tudo o que pedirdes” é o incidente da figueira e a oposição da liderança de Jerusalém (ver 11:27-33). … o que Ele pode ter desejado assegurar aos discípulos é que mesmo sob oposição, Deus está ao lado deles e lhes concederá sucesso. Andrews Study Bible.
26 se não perdoardes. A falta de vontade de perdoar faz com que Deus não ouça e atenda as orações. CBASD, vol. 5, p. 706
28 Com que autoridade…? A “autoridades” de Jerusalém procuram expor Jesus como um arrogante, sem nenhum status oficial para agir dentro do templo. Bíblia de Genebra.
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Comentário devocional:
Paulo diz: “No passado, todas essas coisas valiam muito para mim; mas agora, por causa de Cristo, considero que não têm nenhum valor. E não somente essas coisas, mas considero tudo uma completa perda, comparado com aquilo que tem muito mais valor, isto é, conhecer completamente Cristo Jesus, o meu Senhor. Eu joguei tudo fora como se fosse lixo, a fim de poder ganhar a Cristo”(Filipenses 3:7-8 NTLH). Quem mostrou a Paulo que as “coisas” dessa vida não tem nenhum valor? O Espírito Santo, é claro!
Neste capítulo, um jovem correu em direção a Jesus. Ele era muito rico e desejava a vida eterna. Mas antes de abordar a profundidade das necessidades desse homem, Jesus viu o seu coração e “o amou”. Ele tinha o seu maior bem em mente quando lhe disse: “Venda tudo o que tem e de o dinheiro aos pobres.” Jesus podia ver que as riquezas deste jovem acabariam por sufocar a “amizade” dele com o doador da vida.
Eu tenho tido a oportunidade de compartilhar muitas histórias de milagres ocorridos ao redor do mundo, alguns deles quase inacreditáveis, com as pessoas dos Estados Unidos. A seguir, geralmente me perguntam: “Por que não vemos esses milagres acontecendo neste país?” Eu respondo, apontando para a história de Pedro e João quando eles se encontraram com o paralítico nos degraus do templo. O homem aleijado pensou que Pedro poderia dar-lhe algum dinheiro, mas Pedro disse: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda” (Atos 3:6, ACF).
Ele não tinha prata nem ouro, mas o que ele tinha? O Espírito Santo! Pedro possuía intimidade com Deus. Ele finalmente percebeu que nada era mais importante do que sua amizade eterna com Cristo. Infelizmente, o jovem rico não aceitou trocar a sua riqueza pela habitação do Espírito Santo, o qual concede poder para a realização de milagres.
Se você deseja que milagres aconteçam em sua vida e na vida das pessoas ao seu redor, você não pode buscar apenas a prata e o ouro. Você não pode passar por cima dos outros com o objetivo de se tornar o maior no reino. Você não pode amar a Jesus apenas da boca para fora. Se agir dessa maneira, você também deixará a presença de Deus com tristeza.
Em vez disso, seja como Bartimeu (versículo 47), que clamava para que Jesus o curasse de sua cegueira. E quando o Criador respondeu, ele pôs de lado a sua túnica, a sua única posse, praticamente a sua prata e o seu ouro, e correu até Jesus. Ele não queria que nada ficasse entre ele e o “Filho de Davi”.
Dois encontros com Jesus tiveram resultados completamente diferentes devido ao poder da escolha. Qual será a sua decisão hoje? O Senhor lhe ama e está lhe chamando para ser um amigo íntimo dEle. Não deixe que o “lixo” dessa vida faça com que você se afaste, “triste”, de Jesus.
Jim Ayer
Vice-presidente da Rádio Mundial Adventista
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mrk/10/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Marcos 10
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