Filed under: amor, fé, fidelidade, Justiça, trabalho | Tags: fé, Miqueias, trabalho
Comentário devocional:
Se Miqueias estivesse escrevendo para nós, hoje, ele poderia perguntar: “Você acha que o Senhor ficaria satisfeito somente com a sua presença em todos os cultos, com o fato de você trabalhar como diácono ou como um ancião ou mesmo por dar uma oferta de alta porcentagem de sua renda?”
“Ele mostrou a você, ó homem, o que é bom e o que o Senhor exige: pratique a justiça, ame a fidelidade e ande humildemente com o seu Deus”(Mq 6:8).
É muito mais fácil fazer coisas que são facilmente mensuráveis (como ofertar boa parte de sua renda ou trabalhar pela igreja) do que agir com justiça. É mais fácil discutir sobre a idade da Terra ou outros pontos controversos da doutrina do que ser misericordioso para com todos. A prática de certas ações exteriores podem nos fazer sentir especiais e espiritualmente satisfeitos.
“Sempre que a mensagem de verdade se apresenta às almas com especial poder, Satanás suscita seus instrumentos para disputarem sobre qualquer ponto de somenos importância. Procura assim desviar a atenção do verdadeiro assunto. Quando quer que se comece uma boa obra, há pessoas prontas a suscitar discussões sobre formas e detalhes de técnica, para desviar as mentes das realidades vivas. Quando parece que Deus está prestes a operar de maneira especial em benefício de Seu povo, não se empenhe este em disputas que só trarão ruína de almas. Os pontos que mais nos interessam, são: Creio eu com salvadora fé no Filho de Deus? Está minha vida em harmonia com a lei divina?” (O Desejado de Todas as Nações, p. 396).
Não são as grandes obras, mas, sim, aquelas feitas pela fé, com espírito justo, fiel e humilde que mais agradam a Deus. Quando as fazemos pela fé, é Ele Quem as faz por nós. Que, ao trabalharmos por Deus, foquemos menos nos detalhes e mais na salvação e o bem estar de nosso próximo. Que Deus nos conceda esta experiência hoje!
Gordon Bietz
Presidente da Southern Adventist University
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mic/6/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Miqueias 6
Comentário em áudio
Filed under: confiança em Deus, fé, profecias | Tags: Daniel, fé, profecias
Comentário devocional:
Daniel recebeu várias visões sobre a sucessão das potências mundiais, cada uma agregando mais informações que a anterior (caps. 2,7,8,9,10-12). Os capítulos 10 a 12 formam uma unidade e, em 11:1, Gabriel continua sua fala, iniciada em 10:19, informando que um ou dois anos antes, no primeiro ano de Dario, o havia apoiado pessoalmente. Quem sabe não foi Gabriel quem acalmou os leões, em seu trabalho para garantir a vitória de Daniel contra seus acusadores?
Gabriel, olhando agora para o futuro, descreve (v. 2) os próximos 4 reis da Pérsia, ressaltando o poder e ambição do quarto. Este não foi ninguém menos que Xerxes (a pronúncia grega de Ashuerosh, ou Assuero, 486 a 465 aC), a quem conhecemos como o marido de Ester. A grande festa de Ester 1 mostra o esforço de Assuero em conseguir apoio militar para sua campanha contra a Grécia. Sua derrota nas batalhas de Salamina (480 aC) e Plateia (479 aC) enfraqueceu a Pérsia e fortaleceu as cidades-estado gregas que, mais tarde, sob o domínio de Alexandre, expandiriam o domínio helênico até o Egito e ao ocidente da Índia (v. 3) [1, Maxwell, p. 298].
Nos versos 4 a 14, Gabriel descreve os embates políticos e militares entre dois dos quatro reinos resultantes da divisão do império de Alexandre pelos seus quatro principais generais: Cassandro (Grécia e Macedônia), Lisímaco (Trácia e norte da Turquia), Seleuco (sul da Turquia, Síria, Babilônia, Pérsia, até à Índia) e Ptolomeu (Egito, Líbia e Palestina). Estes dois últimos, ao norte – o Selêucida – e ao sul da Palestina – Ptolemaico-, que alternaram entre si a posse da Terra Santa no período que conhecemos como intertestamentário, são o foco destes versos.
Já a partir do verso 15 pode-se identificar a ascenção e domínio de Roma, o novo império que chegaria a partir do norte, onde podem- se identificar as referências a Cleópatra (v, 17), Júlio César (v. 17-19), Augusto (v. 20), e a morte de Jesus, o Príncipe da Aliança, (v. 22).
Do verso 21 até o verso 39, podemos ver a progressiva atuação espiritual de Roma, com clara identificação com a atividade do chifre pequeno das visões dos cap. 7 e 8 [2, Andrews]. Destaque ao ataque ao Santuário, e o seu serviço, símbolos da intercessão de Jesus, e a introdução de um sistema de salvação baseado em obras e intercessão humanas, a “abominação desoladora”.
Nos emociona ver Gabriel contar a Daniel sobre um “povo que conhece ao seu Deus … forte e ativo” (v. 32), que mesmo sob cruéis ditaduras ensinaram “a muitos” (v. 33), perseguidos “até o tempo do fim” (v. 34). Valdenses, lolardos, hussitas, luteranos, anabatistas, huguenotes e católicos romanos sinceros que “preferiram morrer afogados ou enforcados ou queimados na estaca ou torturados ou aprisionados, a abdicar de sua fé” em resistência ao “espírito de tirania medieval” [1,Maxwell, p. 311]. A reforma protestante foi o “pequeno socorro” do verso 34. [3, CBASD].
É interessante notar que nestes versos, foram revelados a Daniel os aspectos históricos do poder opositor a Deus durante a Idade Média e do remanescente de Deus, enquanto João, em Apocalipse 13, destaca os aspectos religiosos, estendendo este período até o fim.
É oportuno dizer que a Igreja Adventista não tem uma interpretação oficial quanto aos versos 36-45, em especial aos versos 40-45, que são claramente profecias a serem cumpridas. É mera especulação dizer que o verso 45 mostra que os EUA, enquanto segunda besta de Apoc. 14, instalará a sede de seu domínio em Jerusalém (Monte Santo), entre os mares (Mediterrâneo e Morto)
Cabe aqui, com muita propriedade, o comentário da Bíblia de Andrews [2]: “Este texto destaca as tentativas, nos últimos tempos, do inimigo de Deus em estabelecer um controle duradouro sobre todo o mundo. Os precisos eventos na Terra são agora conhecidos apenas por Deus. Predições proféticas são dadas na Bíblia não para que se façam especulações a respeito do futuro, mas para a construção da fé após eles terem passado (ver as palavras de Jesus em João 14:29)”.
Querido Deus,
Ao vermos o fiel cumprimento dos eventos preditos na profecia, nossa fé é fortalecida. No entanto, diante da demora e da incerteza acerca dos eventos futuros pedimos que mantenhas viva a nossa fé e a certeza de que em breve Tu, ó Deus, triunfarás e haveremos de desfrutar da eterna herança contigo. Amém.
Referências:
1. Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel. C. Mervyn Maxwell. Casa.
2. Comentários da Andrews Study Bible. Andrews University Press.
3. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4. Casa.
Texto do blog mundial: http://revivedbyhisword.org/en/bible/dan/11/
Texto bíblico: Daniel 11
Comentário em áudio
Linhagem simplificada das dinastias gregas Selêucida (reino do norte, Síria) e Ptolemaica (do sul, Egito):
Seleuco I Nicátor (311 – 280 aC) Ptolomeu I Lagi Sóter (323 – 285 aC)
Antíoco I Sóter (280-261 aC) Ptolomeu II Filadelfo (285 – 246 aC)
Antíoco II Téos (261 – 246 aC)
Casou-se com Leodice e, depois com Berenice –> <—- Filha Berenice casou-se com Antíoco II Téos
Seleuco II Calínico (246 – 226 aC) Ptolomeu III Euergetes I (248 – 221 aC)
Antíoco III – O Grande (223-187) Ptolomeu V Epifânio (203 – 181)
Filha Cleópatra, casou-se com Ptolomeu Epifânio –> <—- Casou-se c/ Cleópatra, próxima rainha do Egito
Antíoco IV Epifânio (175 – 164 aC)
Antíoco V Eupátor (163-162 aC) Pttolomeu VI Filometor (181 – 146 aC)
Fonte: Bíblia de Estudo NVI Vida
Comentário selecionado:
6 a filha do rei do sul casará com o rei do norte … ele não permanecerá. Os reis Ptolomeu Filadelfo do Egito e Antíoco Theos da Síria intentaram garantir a paz entre seus países mediante o casamento de Antíoco com Berenice, a filha de Ptolomeu. Antíoco [da Síria] já possuía uma esposa, chamada Laodice. Uma parte do tratado entre os dois reis, previa que Antíoco se divorciaria de sua primeira esposa. Desta forma o divórcio foi arranjado, celebrado o novo casamento, e no devido tempo nasceu um garoto do casamento de Antíoco com Berenice, o qual viria futuramente a ser rei. Infelizmente, em breve Antíoco descobriu que não apreciava muito Berenice. Fazia frequentes comparações entre ela e Laodice. Quando faleceu Ptolomeu [do Egito], o pai de Berenice , Antíoco divorciou-se dela e fez de Laodice outra vez a sua esposa. Mas Laodice tornara-se amargurada. Ela temia, igualmente, os próximos passos que seu esposo poderia dar. Portanto utilizando- os seus poderes reais de uma forma que era muito comum naqueles dias, ela tomou providências para que Antíoco, Berenice, o filhinho desta e todas as suas servas fossem assassinadas. … o anjo apresentou toda esta situação ao profeta quase trezentos anos antes que os fatos ocorressem. Maxwell, Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel, p. 291, 292.
Filed under: adoração, confiança em Deus, cuidado de Deus, fidelidade, idolatria, louvor, música, vitória | Tags: adoração, fé
Comentário devocional:
Daniel 3 poderia ser resumido pela frase: “Ouse fazer a diferença”. Quando tivermos este direcionamento, Deus nos sustentará e nos ajudará, mesmo que um milagre seja necessário.
Nabucodonosor erigiu uma imensa estátua de ouro (ao menos inteiramente folheada de ouro) em desafio à estátua de quatro materiais que vira no sonho, anos atrás, significando os reinos que se sucederiam. A ideia de poder total e eterno sempre seduziu os ditadores. O maior pesadelo deles, por outro lado, era serem eles vítimas de conspirações ou de envenenamento. A maioria tinha provadores de comida e chegavam a dormir cada noite em uma cama diferente para evitar o assassinato. Possivelmente Nabucodonosor temia que houvesse alguma rebelião em curso e uma adoração apoteótica de todos os seus liderados serviria para afirmar seu poder. O castigo para a não demonstração de sujeição seria a morte na fornalha.
A falsa adoração geralmente anda de mãos dadas com música alta e envolvente de forma a utilizar as emoções para envolvimento total dos adoradores. Assim aconteceu na planície de Dura. Todos os instrumentos conhecidos foram trazidos para que a adoração ao rei fosse total.
Os três amigos de Daniel perceberam que estavam sendo impelidos para uma zona de adoração que pertence somente ao verdadeiro Deus e decidiram firmemente não se curvar a outro deus. Seus inimigos, provavelmente invejosos pelos destaque deles na administração do reino, aproveitaram imediatamente a oportunidade para acusá-los perante o rei.
O fato de Nabucodonosor, apesar de irado, dar uma nova chance aos três hebreus indica que ele os conhecia e os respeitava. Porém seu ego falou mais forte ao ser novamente contrariado em público e ordenou que fossem jogados na fornalha, extremamente aquecida.
Da plataforma onde estava, o rei contemplou assustado que os três hebreus não morreram, mas estavam passeando dentro do fogo, acompanhado por um quarto ser de aparência celestial (v. 23). A compreensão de estar diante de uma manifestação divina fez com que Nabucodonosor caísse em si e percebesse que não era nada diante do poder e majestade de Deus (v. 24). Então o rei aproximou-se da abertura da fornalha, a uma distância segura, e chamou os hebreus para fora: “Servos de Deus Altíssimo, saiam!” (v. 26 NVI).
A fidelidade dos três hebreus mesmo correndo o risco de serem mortos teve forte impacto no reino de Nabucodonosor e muitos oficiais devem ter se convertido ao Deus verdadeiro naquele dia. O registro do milagre, em aramaico, passou a fazer parte dos registros oficiais do palácio, como testemunho irrefutável. Apesar de ainda manifestar crueldade em seu decreto (v. 29), a conversão do rei estava a caminho.
Querido Deus,
Somos, a todo tempo, submetidos a influências para desviar de Ti toda a nossa adoração. Que nossa adoração seja verdadeira, conduzida pela suave voz do Teu Espírito, nos mantendo serenamente fiéis à Tua vontade expressa em Tua Palavra. Amém
Koot van Wyk
Universidade Nacional Kyungpook, Coreia do Sul
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/dan/3/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Daniel 3
Palestra sobre Daniel 3
Comentário devocional:
Quando eu comecei a buscar a vontade de Deus em minha vida, as pessoas me cumprimentavam com curiosidade durante minhas primeiras semanas na igreja: “Qual o seu nome?”; “De onde você é?”; “Quantos anos você tem?”; “Você é casado?”
Quando perceberam que eu tinha 33 anos e ainda solteiro, as perguntas se tornaram mais diretas: “Como você pode ser tão velho e não ter se casado?”
Expliquei que na situação em que estava, ser solteiro era até bom porque somente naquele momento eu começava a procurar seriamente a Deus e provavelmente estaria enfrentando grandes problemas se tivesse empreendido esta busca por Deus já casado, muito provavelmente com uma mulher não-cristã.
A resposta satisfez meus novos amigos. Por aproximadamente seis meses. Então eles disseram: “Você já está frequentando a igreja por seis meses. Este tempo é mais do que suficiente para encontrar uma boa esposa cristã!”
Agora, quase uma década já se passou, e eu ainda estou solteiro. Eu gostaria de saber a vontade de Deus para a minha tão claramente quanto Jeremias soube. Aqui está o que Deus disse a Jeremias: “Então o Senhor me dirigiu a palavra, dizendo: ‘Não se case nem tenha filhos ou filhas neste lugar’ ” (Jeremias 16:1, 2 NVI).
Deus então passou a explicar que Jeremias deveria permanecer solteiro por que um destino horrível aguardava todos os pais e crianças daquela terra: “Eles morrerão de doenças graves; ninguém pranteará por eles; não serão sepultados, mas servirão de esterco para o solo. Perecerão pela espada e pela fome, e os seus cadáveres serão o alimento das aves e dos animais” (v. 4).
Não sei ainda por quanto tempo Deus quer que eu fique sem casar. Talvez eu permanecer solteiro seja uma maneira de evitar que alguma tragédia caia sobre a minha potencial família. Mesmo que Deus não tenha revelado Sua vontade quanto a este aspecto da minha vida, sei que Ele tem um plano para mim – assim como Ele tinha para Jeremias.
No primeiro capítulo de seu livro Jeremias relata que o Senhor lhe disse: “Antes de formá-lo no ventre Eu o escolhi; antes de você nascer, Eu o separei e o designei profeta às nações” (Jer 1:5).
Antes que nos transformássemos em fetos no útero de nossa mãe, Deus nos conhecia. Antes de nascermos, Deus nos abençoou e nos convidou a partilhar com os outros a mensagem de arrependimento do pecado e de esperança na Sua vinda.
Oração: “Querido Deus, nem sempre sei exatamente qual o Seu plano. Mas sei que Tens um plano para mim. Mantenha-me no centro da Tua vontade, independente de eu ser solteiro, casado, divorciado ou viúvo. Meu desejo é descobrir e seguir esse plano para a Tua glória. Amém”.
Andrew McChesney
Jornalista na Rússia.
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/16/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Jeremias 16
Comentário devocional:
Como jornalista na Rússia, tenho tido a oportunidade de me encontrar com alguns dos mais ricos e poderosos homens de negócio do país. Esses milionários são inteligentes, astutos e perspicazes. Alguns até mesmo professam o cristianismo. Mas muitas dessas pessoas ricas construíram suas fortunas através de táticas cruéis, incluindo roubo e assassinato. Suas vidas públicas podem ser objeto de inveja, mas suas vidas pessoais estão sendo destruídas por suas táticas imorais.
Às vezes me pergunto por que esses líderes da indústria receberam tanta prosperidade. Por que Deus permite que eles possuam e desperdicem dinheiro que poderia ser usado, por exemplo, para construir igrejas e alimentar os famintos?
Jeremias fez uma pergunta semelhante no capítulo 12: “Tu és justo, Senhor, quando apresento uma causa diante de Ti. Contudo, eu gostaria de discutir contigo sobre a Tua justiça. Por que o caminho dos ímpios prospera? Por que todos os traidores vivem sem problemas? Tu os plantaste, e eles criaram raízes; crescem e dão fruto. Tu estás sempre perto dos seus lábios, mas longe dos seus corações” (v. 1, 2 NVI).
Não há nada de errado em questionar os caminhos de Deus. Deus acolhe nossos questionamentos como oportunidades dEle revelar o Seu amor e misericórdia: “Peçam, e lhes será dado; busquem e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta”(Mat. 7:7 NVI).
Oração: “Querido Deus, eu não entendo por que ímpios prosperam, enquanto justos passam por dificuldades. Eu não consigo entender por que uma pessoa má vive até os 90 anos de idade, enquanto uma pessoa justa morre jovem. Mas estou feliz porque estás disposto a me ouvir e a dialogar sobre minhas perguntas. Abre meus olhos enquanto procuro entender os Teus juízos e mantenha firme a minha fé em Ti. Amém”.
Andrew McChesney
Jornalista na Rússia.
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/12/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Jeremias 12
Filed under: oração | Tags: dificuldades, emergência, fé, livramento, oração
Traduzido por JAQ/JDS
Comentário devocional:
Foi muito triste o que aconteceu na esquina perto da minha casa, onde morava uma jovem família com três crianças entre as idades de seis meses a seis anos. Mark, o marido, foi diagnosticado com câncer. Em menos de seis meses, ele morreu em sua casa, nos braços de Beth. Logo após, Beth perdeu o emprego. Em seguida, veio um tornado que quase pôs abaixo a sua casa. E, para completar, uma das crianças foi diagnosticada com uma doença que exigia cuidados constantes. Que situação difícil!
Hoje Beth está casada com um homem de Deus, um marido e pai maravilhoso, e eles vivem felizes juntos em um novo lar.
Apesar de gostar de finais felizes, não é a vida nova de Beth que mais me fortaleceu espiritualmente nessa história toda. É a confiança inabalável que minha amiga Beth tem em Deus, tanto nos bons quanto nos maus momentos. Nem uma única vez durante os tempos difíceis eu a ouvi reclamar, desistir, ou questionar o porquê de tantas dificuldades. Em meio a tudo o que atravessou, ela sempre soube que iria se recuperar e que seus maus momentos eram apenas um revés temporário. “Pois ainda que o justo caia sete vezes, tornará a erguer-se” (Provérbios 24:16a NVI).
Esse não é apenas um provérbio agradável a ser usado como consolo a quem passa por dificuldades. É a verdade, experimentada e testada por milhares de pessoas que sofreram o pior da vida na Terra. Se você está passando por uma situação difícil sinta-se consolado com a certeza do amor de Deus por você e a promessa de dias melhores à frente, seja neste mundo ou no porvir.
Querido Senhor, Tu guiaste os filhos de Israel quando eles enfrentaram situações difíceis. Por favor, guia também a minha vida. Dê-me a coragem que eu preciso para atravessar momentos difíceis sempre confiando em Tuas promessas. Amém.
Fylvia Fowler Kline
Hope Channel, USA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/pro/24/
Traduzido por JAQ/GASQ/JDS
Texto bíblico: Provérbios 24
Comentário devocional:
Um amigo russo uma vez me perguntou o quanto de dízimos eu devolvia. E eu, assustado com a pergunta, respondi: “Um dízimo, é claro”.
Meu amigo, em seguida, me desafiou a dar “três dízimos”, um princípio praticado pelos israelitas, embora isso não fosse exigido deles. A Igreja Adventista em sua doutrina sobre mordomia enfatiza a devolução de um dízimo.
No entanto, no livro “Nisto Cremos”, que apresenta as principais crenças dos Adventistas, encontrei um pensamento que me fez pensar: “Os israelitas provavelmente contribuíam com cerca de um terço de suas rendas para propósitos religiosos e de caridade.” Um pouco adiante, o texto pergunta: “Deveríamos nós doar tanto quanto os israelitas…? […] Em parte alguma, o Novo Testamento repele ou descuida deste sistema. Quando comparamos nossos privilégios e bênçãos com aqueles do antigo Israel, compreendemos que em Jesus nossa porção é consideravelmente maior” (p. 340, 341).
O princípio do dízimo compartilhado pelo meu amigo russo era simples: 10 por cento para o dízimo normal da igreja, 10 por cento para ofertas voluntárias para ajudar a igreja com suas necessidades e 10 por cento para caridade. A ideia de abrir mão de um terço da minha renda me surpreendeu inicialmente. Mas, pensei, se os israelitas deram esse montante, certamente eu poderia fazer o mesmo. Então, eu me comprometi a fazer isso por seis meses.
Deus me permitiu participar deste ministério expandido de uma forma nova, surpreendente. Não apenas sinto satisfação em ver o nosso fundo de construção da igreja crescer de forma constante, mas também tive a alegria de ajudar vários estudantes africanos a voar para casa para passar o verão com a família e de ajudar um pai da Moldávia a adquirir um carro para melhor cuidar de seu filho autista de 7 anos de idade.
Por incrível que pareça, nunca mais tive falta de dinheiro. Na verdade, consegui poupar mais do que eu já tinha feito antes.
Salomão, um dos homens mais ricos de todos os tempos, conhecia o segredo desse princípio do dízimo. É por isso que ele disse: “Há quem dê generosamente, e vê aumentar suas riquezas; outros retêm o que deveriam dar, e caem na pobreza. O generoso prosperará; quem dá alívio aos outros, alívio receberá” (v. 24, 25 NVI) .
Andrew McChesney
Jornalista na Rússia
Texto original em: http://revivedbyhisword.org/en/bible/pro/11/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: Provérbios 11
Comentário devocional:
A quem recorremos quando enfrentamos situações difíceis, algumas até com risco de vida? Às vezes (sejamos honestos) recorrer ao Libertador não é a nossa primeira ação. Gostamos de “consertar” as dificuldades no trabalho, em casa ou na igreja com nossa própria sabedoria e experiência. E muitas vezes apenas reagimos aos problemas que surgem em vez de nos adiantarmos aos problemas e orarmos por livramento de Deus antes que precisemos dEle.
Eu aprendi algumas aplicações importantes para a minha vida neste Salmo:
1. Em nenhum lugar o salmista reclama de Deus por permitir que os homens maus o façam sofrer. Como é fácil reclamar quando as coisas não vão bem! Ajuda-me a não reclamar, Senhor!
2. A expressão da fé e confiança que o salmista tem em Deus (v. 6) me inspira a ter mais fé . “Tu és o meu Deus!” Querido Jesus, me ajudaste e protegeste no passado e sei que o farás novamente!
3. A importância de escolher bem as palavras é ressaltada no verso 3. As palavras podem ser usadas como armas para destruir e derrubar (Efésios 4:29; Tiago 3:1-10) ou para curar e construir. Senhor, eu quero utilizar palavras que dão vida e trazem cura (Provérbios 18:21; Provérbios 12:18; 15:4).
4. O salmo termina (v. 13) com uma bela garantia que encontra eco em Apocalipse 22:3-4.Obrigado porque o justo viverá para sempre na Tua presença, nosso Deus. Amém.
Thandi Klingbeil
Tennessee , EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/psa/140/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Salmo 140
Comentário devocional:
Este salmo tem uma dupla, e até mesmo tripla, aplicação. Por um lado, vemos Davi repartindo a sua própria experiência de dor e angústia. Visto a partir da perspectiva messiânica, este Salmo expressa o que Cristo passou no lugar do pecador e como alcançou uma grande vitória na cruz. O Salmo pode ainda ser compreendido a partir da perspectiva relacional e experiencial, a qual nos traz valiosas informações sobre a melhor forma de lidar com difíceis experiências da vida.
O Salmo 22 tem sido chamado de “O Salmo da Cruz” por causa de suas referências óbvias aos sofrimentos experimentados pelo Messias. Os escritores do Novo Testamento aplicam diversos versos desse Salmo aos sofrimentos de Cristo e Sua crucificação. Toca o coração imaginar a agonia de Cristo, apesar de sua confiança em Deus, quando Seu Pai O abandonou por causa da sua identificação com os pecadores e do seu propósito de levar sobre sí o peso do pecado que lhes pertencia.
O Salmo é um convite à reflexão acerca dos sofrimentos de Cristo e Seu amor por nós. Somos incentivados por Ellen White a rever frequentemente as cenas finais da vida de nosso Redentor. ”Far-nos-ia bem passar, diariamente, uma hora a refletir sobre a vida de Jesus, da manjedoura ao calvário. Devemos tomá-la ponto por ponto, e deixar que imaginação se apodere de cada cena, especialmente, as finais. Ao meditar assim em seu grande sacrifício por nós, nossa confiança nele será mais constante, nosso amor, vivificado e, seremos mais, profundamente imbuídos de seu espírito”. (White, DTN, p. 83).
Há muita autenticidade neste Salmo. Nele, o salmista expressa sua enorme dor. Ele fala acerca de como ele tem necessidade de ter Deus perto de sí, porque o seu problema o está sufocando e não há nenhum sistema de apoio humano para socorre-lo. Ele descreve como está carente e ferido. Adversários terríveis se opõem a ele de tal forma que sua energia e vitalidade se esgotaram. Seus inimigos são muitos e têm grande força. O que ele pode fazer? Onde ele deveria buscar ajuda? O que nós fazemos? Onde buscamos ajuda? Então ele avança para o reconhecimento de que há apenas uma fonte de apoio a quem recorrer — o próprio Deus!
O salmista faz um fervoroso apelo suplicando a presença e a proteção de Deus. Por quê? Porque ele sabe que se Deus está próximo e envolvido, então, independentemente do resultado, ele ficará bem. Ele não esconde a sua tristeza e depressão, mas suplica: “Tu, porém, Senhor, não fiques distante! Ó minha força, vem logo em meu socorro!” (verso 19) Então, embora ainda esteja no meio do problema, ele acrescenta: “E tu me respondeste” (verso 21). Isto é realmente surpreendente.
Talvez tenhamos que passar por situações semelhantes um dia na vida. Quando tudo aparentemente estiver fora de controle, o crente que coloca em prática os princípios do Salmo 22 pode declarar a vitória antes da vitória realmente acontecer. Como? Através da fé! Os filhos de Deus não precisam ver para crer, Deus lhes prometeu a vitória e isso é suficiente para eles. Este é o exemplo Messiânico, o exemplo de Cristo, e essa pode ser a nossa experiência.
Delbert Baker
Vice-presidente da Igreja Adventista do Sétimo Dia
Traduzido por JDS
Texto original em: http://revivedbyhisword.org/en/bible/Psa/22/
Texto bíblico: Salmo 22