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Comentário devocional:
O livro de Jeremias contém muitas profecias. Este capítulo é dirigido a cinco povos que tinham relações com o povo de Judá.
A primeira seção é a profecia contra a capital dos amonitas, que eram os descendentes de Ben-Ami, filho da filha mais nova de Ló. Eles viviam no lado oriental do rio Jordão. Os amonitas tinham seu próprio deus, Moloque, que significa “Rei Divino.” No tempo dos juízes os amonitas eram hostis contra os israelitas (Juízes 3:13). Eles ridicularizavam Israel, dizendo que Israel perdera o domínio da terra que havia sido concedida à tribo de Gade e agora o deus Moloque morava lá (v. 1). Eles trouxeram contra si o desagrado de Deus porque mostraram-se infiéis (v. 4) ao verdadeiro Deus.
A segunda parte deste capítulo é a profecia contra Edom. Os edomitas eram os descendentes de Esaú. Quando os israelitas estavam no Egito, a cidade de Temã, em Edom, era famosa por sua sabedoria. Deus, através do Seu Espírito atuou nas pessoas em Temã enquanto os israelitas estavam adorando ídolos no Egito (Josué 24:14). Infelizmente, Edom acabara se tornando como Sodoma e Gomorra (v. 18) porque os edomitas se deixaram enganar por seu orgulho e coragem (v. 16).
A terceira seção é a profecia contra Damasco, a qual era uma antiga cidade aramaica na beira do deserto que prosperara por causa de seu oásis fértil. Esta cidade teve verdadeiros adoradores de Deus, como Naamã e Hazael, no passado. No entanto, como eles haviam abandonado ao verdadeiro Deus, esta “cidade da alegria” (v. 25 NVI) de Deus seria abandonada.
A quarta seção é a profecia contra Quedar e Hazor. Quedar era filho de Ismael (Gên 25:14). A tribo de Quedar era famosa por suas ovelhas (v. 29) e seus arqueiros hábeis (Isaías 21:17). No tempo dos juízes Israel não foi capaz de conquistar a forte cidade canaanita de Hazor [provavelmente também ismaelita]. Mais tarde, Nabucodonosor, rei da Babilônia, conquistou ambas as cidades.
A quinta profecia é contra o Elão, terra a leste da Babilônia. Esta profecia foi cumprida quando o Elão tomou o lado dos babilônios, que mais tarde foram derrotados pelos assírios. Se os elamitas tivessem se arrependido, Deus os teria restaurado e os abençoado com prosperidade.
Todas as profecias mencionadas acima eram condicionais. Naquela época, Deus queria que as pessoas – individualmente e como um povo – se arrependessem e retornassem para Deus. Deus tem o mesmo desejo para nós hoje.
Yoshitaka Kobayashi
Japão
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/49/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Jeremias 49
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Comentário devocional:
Quando o profeta Jeremias acabou de apresentar as palavras de Deus, os capitães dos judeus lhe disseram: “Você está mentindo! O Senhor não lhe mandou dizer que não fôssemos residir no Egito. Mas é Baruque, filho de Nerias, que o está instigando contra nós para que sejamos entregues nas mãos dos babilônios, a fim de que nos matem ou nos levem para o exílio na Babilônia” (v. 2 NVI).
Joanã e outros capitães de campo não acreditaram nas palavras de Jeremias. Eles tinham que admitir que Jeremias havia predito corretamente a destruição de Jerusalém e do reino de Judá, mas era difícil para eles acreditarem numa invasão do exército babilônico ao Egito.
Na história do Antigo Oriente Próximo nenhum exército da Mesopotâmia jamais havia viajado mais de 1600 km a pé, através do Crescente Fértil, para atacar o Egito. Então Joanã e os outros capitães de campo, tomaram todas as pessoas que estavam com eles, incluindo Jeremias e seu secretário Baruque, e rumaram para Tafnes, a leste do Delta do Nilo, no Egito. Sua mudança para o Egito era um “memorial da estultícia [loucura] de deixar os conselhos de Jeová pela sabedoria humana” (Profetas e Reis 461).
Então, Deus ordenou a Jeremias que profetizasse contra o povo de Judá com uma ação simbólica de enterrar grandes pedras na calçada de tijolos quadrangulares em frente da casa real egípcia. As pedras escondidas em frente da casa real egípcia simbolizavam os capitães dos judeus e o povo de Judá que vieram buscar refúgio sob a proteção do rei egípcio.
Jeremias, então, transmitiu ao povo o que o Senhor lhe dissera a respeito da destruição que o rei Nabucodonosor da Babilônia faria contra eles e os egípcios. Nabucodonosor iria ferir a terra do Egito, matar uma parte deles e levar algum deles para o cativeiro na Babilônia. Ele também iria quebrar as imagens dos ídolos no Egito.
“Um texto fragmentário que agora pertence ao Museu Britânico de Londres declara que Nabucodonosor levou a efeito uma expedição punitiva ao Egito no seu 37º ano (568-567 a.C.), durante o reinado do Faraó Amásis (v. Ez 29.17-20).” Comentários da Bíblia NVI Vida [nt].
O que podemos aprender com este capítulo? Desde o momento em que Deus fez um pacto com o povo de Israel, Ele sempre foi fiel ao Seu povo tentando resgatar a Si os infiéis, não desistindo facilmente deles. Ele sempre tentou manter o relacionamento com eles. Somos gratos porque Ele ainda manifesta este comportamento conosco, hoje.
Yoshitaka Kobayashi
Japão
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/43/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Jeremias 43
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Comentário devocional:
Neste capítulo existe uma questão de importantes implicações teológicas: Jeremias compra de um primo uma propriedade na cidade natal de ambos, Anatote, próxima a Jerusalém. Aparentemente, este poderia parecer mais um assunto comum de família. Jeremias era o parente mais próximo e teve a primeira oportunidade para a compra da propriedade. Mas, se olharmos melhor, este realmente não era um bom momento para investir em imóveis, porque os babilônios estavam prestes a ocupar a terra. Jeremias, portanto, não era obrigado a comprar essa propriedade.
A vinda dos babilônios para ocupar a terra tinha sido profetizada pelo próprio Jeremias ao rei Zedequias e aos habitantes de Jerusalém e da terra de Judá. Mas Deus se envolve na compra da propriedade (v. 6-15). Jeremias é informado antecipadamente que Hananel, seu primo, lhe fará um pedido para que ele compre essa propriedade. Mesmo que não seja o melhor momento para investir em imóveis, Deus queria ensinar uma lição através desta compra da propriedade pelo profeta: quando Deus faz promessas, Ele garante que elas se cumpram. As pessoas irão retornar à terra, ocuparão novamente as suas casas, e isto é garantido através da experiência pessoal do profeta em comprar uma propriedade.
Deus gosta de nos ajudar nas escolhas que fazemos, não somente nas grandes decisões, mas também nas pequenas. Quando vamos comprar uma casa ou uma propriedade nem sempre recebemos um claro “assim diz o Senhor”. Mesmo assim é importante buscarmos a Sua orientação.
Portanto, fazemos bem em passar tempo em oração antes de comprar uma casa ou fazer qualquer investimento substancial. Poderá ser necessário investir algum tempo revendo os princípios da Palavra de Deus e como eles se relacionam com o negócio que estamos planejando. Em seguida, com base nestes princípios, podemos considerar os demais fatores envolvidos. Não há dúvida de que quando Jeremias atendeu à ordem de Deus e adquiriu o campo do seu primo em Anatote, ele estava concedendo a Deus o primeiro lugar.
Não fazia muito sentido comprar um terreno numa época em que Jerusalém estava prestes a ser invadida e subjugada pelos babilônios. Mas o profeta obedeceu, mesmo sem entender tudo o que estava envolvido. Através desta ação Jeremias demonstrou a sua confiança na promessa de Deus de que um dia o seu povo voltaria do cativeiro e propriedades voltariam a ser negociadas na terra.
Fazemos bem em obedecer a Deus em todas as coisas, pois suas orientações são seguras e visam apenas o nosso bem.
“Querido Deus, ajuda-me a ser fiel e obediente a Ti em todas as ocasiões, nas pequenas e grandes decisões da vida. Amém.”
Michael Sekupa
África do Sul
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/32/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Jeremias 32
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Contexto histórico:
“Nos capítulos 21 e 22, Jeová dirigiu uma mensagem à pessoa do rei de Judá. Anunciou ao rei que ele pusera à sua frente o caminho da vida e o caminho da morte (21.8). O caminho da vida era a obediência (22.3) e traria bênçãos. Zedequias reinou em 597-587 a.C., preferiu o caminho da morte, que lhe causou a rejeição de sua família como dinastia de descendentes e herdeiros do trono de Davi (22.24-30). Pasur, filho de Malquias, deve ser distinguido do Pasur anterior, filho de Imer (20.1). Cerca de vinte anos se haviam passado entre estes capítulos e o anterior [cap. 20] … Zedequias é como a maioria dos homens: usa a religião apenas quando está em situação cujos recursos humanos não são suficientes para obter-se uma solução favorável ao problema que enfrenta; quando não, permite que até os fiéis sejam perseguidos. … Ezequiel, nessa época, estava pregando a mesma coisa na Babilônia (Ez 7.22)”. Comentários da Bíblia Shedd, sobre Isaías 21.
Comentário devocional:
Tempos de desespero pedem medidas desesperadas. A advertência de Jeremias de que Deus iria destruir o país através dos babilônios já se evidenciava pela presença dos exércitos de Nabucodonosor a circundar a cidade. Então o rei Zedequias enviou uma delegação a Jeremias, em busca da Palavra do Senhor, que ele recentemente havia desprezado e rejeitado. Ele fez isso não por conta de um arrependimento verdadeiro ou uma mudança de coração, mas numa tentativa desesperada de evitar o desastre e sobreviver.
Em resposta, Jeremias envia uma mensagem de volta ao rei. A nação havia ido longe demais e a mensagem de condenação e julgamento não só é ratificada, mas ampliada. Não há esperança para a cidade, o rei ou os príncipes, mas ele indica um caminho para que as pessoas comuns sofram menos. Ele diz que Zedequias deveria deixar de lado o instinto de lutar ou fugir e se entregar aos babilônios, porque, então, ele viveria! “Fique aqui e lute, e você vai morrer!” é a mensagem de Jeremias. Deus sempre dá a oportunidade de escolher a vida.
Jeremias lembra à Casa de Davi, o rei e os seus príncipes, que a razão para isso estar acontecendo é a total corrupção dentro da estrutura dirigente da nação. Deus faz aqui uma apaixonada defesa em prol da justiça, honestidade e compaixão como sendo uma obrigação da liderança para com as pessoas. Os líderes que não atenderem a este apelo de Deus sofrerão as conseqüências de sua maldade.
Isso me faz lembrar de um princípio que procurei incutir em meus filhos enquanto eles cresciam: tomem boas decisões e coisas boas acontecerão; tomem decisões ruins e coisas ruins acontecerão! Quanto mais boas decisões você tomar, mais coisas boas acontecerão. E o oposto também é verdadeiro: quanto mais cedo você parar de tomar más decisões e começar a tomar boas decisões, coisas boas vão acontecer mais rapidamente!
A boa notícia neste capítulo é que o amor e a justiça de Deus não permitirão que a corrupção do pecado dure para sempre. Se você sofre com injustiça e opressão, saiba que um dia Ele fará o acerto de contas e estabelecerá uma nova ordem de coisas em que habita a justiça. Louvado seja Deus!
Dan Houghton
Centro de Pesquisa Hart
Califórnia, EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/21/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Jeremias 21
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Comentário devocional:
Dan Houghton
Centro de Pesquisa Hart – http://www.hartresearch.org/
Comentário devocional:
Como um magnífico nascer do sol, um novo dia iria amanhecer para o povo redimido de Deus depois de uma noite de terrível escuridão. O exílio babilônico levaria o povo de Deus a um dos pontos mais baixos em sua experiência como a nação escolhida. Eles se sentiriam totalmente abandonados por Deus (v.15) e desprezados pelas nações, cobertos, por assim dizer, por uma espessa mortalha negra. Muitos anos antes deste desastre finalmente acontecer, Deus enviou ao Seu povo uma mensagem que iria fazer brilhar uma luz no fim do túnel. Como o nosso Deus é gracioso em fazer isso!
Em capítulos anteriores de Isaías encontramos a promessa de Deus de que Ele iria levantar um “messias”, Ciro da Pérsia, para livrá-los do cativeiro físico. Muito mais importante, porém, Ele lhes promete que o Messias há muito esperado os livraria do cativeiro moral, da escuridão espiritual de sua cegueira, rebelião e idolatria. O Servo Sofredor consertaria o relacionamento quebrado deles com Deus. Verdadeiramente a glória do Senhor se levantaria sobre eles com a cura em Suas asas.
Por ocasião da criação, quando as trevas cobriam a terra, após a ordem divina: “Haja luz!”, um novo mundo começou a surgir. De modo semelhante, a obra salvadora do Messias traria a promessa de um “novo céu e uma nova terra”. Os fundamentos do Reino de Deus seriam postos.
O batimento cardíaco do novo reino será a adoração. Deus expressa Sua esperança de que o remanescente, ao retornar, seja um testemunho vivo das bênçãos de viver em harmonia com Deus. Isaías descreve a “vida abundante” que eles teriam por serem uma nação governada por Deus e obediente a Sua Lei de Amor. Seria um tempo de prosperidade, saúde e alegria tão convincentes que nações e reinos afluiriam para lá a fim de tributarem honra ao Senhor Deus, o Santo de Israel.
Jerusalém seria uma cidade de paz e louvor, de justiça e retidão; uma cidade cujas “portas permanecerão abertas; jamais serão fechadas, dia e noite” (v. 11 NVI). Tristeza e alienação não mais existiriam (v. 15, 20). Não haveria necessidade de sol nem de lua, porque Deus seria sua luz eterna, a sua glória eterna (v. 19). O universo inteiro seria parte deste poderoso e maravilhoso Reino.
A visão deixa claro que nenhuma falha humana impedirá os propósitos finais de Deus, tanto para este planeta quanto para o universo. Qualquer indivíduo ou comunidade que aceita a redenção de Deus se retira das trevas para a aurora gloriosa da Verdade de Deus. Para eles, o Reino de Deus chegou (60:1)! Eles desfrutarão da “vida abundante” prometida por Jesus (João 10:10).
Cheios da presença da “Luz do Mundo”, levantar-se-ão e brilharão, como luzes neste mundo escuro (Mt 5:14,15). Serão como brotos plantados por Deus para manifestação da Sua glória (v. 21b).
Neste assunto não existem dúvidas. Tão certo como o grande “Eu Sou” existe, isso de fato acontecerá … mas , “na hora certa” (v. 22 b NVI)!
Aleta Bainbridge
Sydney, Austrália
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/60/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Isaías 60
Filed under: sabedoria | Tags: consequências, decisões, escolhas, orientação
Comentário devocional:
Ao você meditar sobre Provérbios 14, hoje, qual verso te pareceu mais familiar? Deixe-me adivinhar. Foi o versículo 12? “Há caminho que parece certo ao homem, mas no final conduz à morte” (NVI).
Ou, talvez, para você que é fazendeiro, seja a passagem bem-humorada que sugere que se você tem um boi terá que jogar fora muito estrume com uma pá (“Onde não há bois o celeiro fica vazio, mas da força do boi vem a grande colheita”, verso 4 NVI). Com a força de um boi, um agricultor pode fazer muito, mas certamente, há “consequências” que precisam ser retiradas para fora. Isso me faz lembrar o ditado de que minhas decisões nem sempre são limpas e corretas, mas meu trabalho é manter minha vida limpa.
Eu estou lutando para aprender a agradecer sempre a Deus pelas escolhas na minha vida, principalmente as que precisam de posterior correção. Em quase todos os casos onde coisas erradas aconteceram foi porque eu tinha opções e haviam decisões que precisavam ser tomadas. Faço isso, aquilo, ou, até mesmo outra coisa?
Cada escolha tem suas consequências, algumas das quais não são muito boas. Tendo um boi eu posso ter mais terra arada, mas haverá sempre pilhas de estrume para limpar (e certamente o boi precisa comer mais feno…). Ter a liberdade de escolha é uma bênção incrível, uma razão para agradecer a Deus. Pense no que seríamos se não tivéssemos esta capacidade.
A vida trancafiado na solitária de uma pequena cela, sem poder escolher nada, é livre de decisões. Uma vida lutando pela próxima respiração em uma cama de hospital, totalmente dependente das habilidades e recursos da equipe médica, tem muito menos opções ainda. Então, agradeço a Deus pelas escolhas que posso fazer, mesmo que nem sempre opte pelas mais acertadas. No entanto, pela graça de Deus, ainda sou livre para fazer escolhas.
Para cada decisão que eu faço na vida, creio que Provérbios 14:12 seja um dos mais importantes guias de vida ou morte. Salomão, o homem mais sábio que já viveu, está dizendo que aquilo que me parece certo pode me levar à morte eterna. Provérbios 3:6 afirma o mesmo de uma forma positiva: “Reconhece-O [o Senhor] em todos os teus caminhos, e Ele endireitará as tuas veredas” (ARA).
Senhor, que todas as escolhas que eu fizer hoje sejam guiadas pelo Espírito Santo. Amém.
David A. Steen
Professor Emérito
Universidade Andrews
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/pro/14/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: Provérbios 14
Comentário devocional:
O salmo 53 é uma cópia quase exata do salmo 14. Davi escreveu o Salmo 14 como o temos agora, mas o salmo 53 foi adaptado deste para refletir uma nova situação. Ambos os Salmos se direcionam aos tolos malfeitores que dizem que Deus não existe, mas cada capítulo responde a um grupo diferente daqueles que negam a existência de Deus. Este Salmo diz que eles foram “tomados de pavor, quando não existe motivo algum para temer! Pois foi Deus quem espalhou os ossos dos que atacaram você” (v. 5, NVI). Podemos imaginar isto sendo escrito após Senaqueribe ter atacado Jerusalém, só para ter seu exército de 185 mil soldados destruído por um anjo de Deus, que deixou seus ossos espalhados do lado de fora das muralhas da cidade.
“Diz o tolo em seu coração: ‘Deus não existe!’ ” Isto não quer dizer que o tolo realmente nega a existência de Deus – no mundo antigo praticamente ninguém era ateu, todos acreditavam na existência de seres sobrenaturais. Mas o tolo vive sem a referência de Deus. Para ele, Deus pode interferir na vida dos humanos, mas preferiria não fazer isso. Entretanto, quando as coisas vão mal, o tolo instintivamente se volta para um poder maior do que ele próprio.
Se nós conduzimos nossas vidas diárias como se Deus não existisse, nós somos os maiores tolos de todos. Isto também é verdade se mantemos Deus associado somente ao Sábado e prosseguimos nosso atrapalhado e egoísta modo de vida pelos próximos seis dias, com quase nenhum pensamento dirigido a Ele até o próximo Sábado.
Os tolos que dizem que Deus não existe “corromperam-se e cometeram injustiças detestáveis; não há ninguém que faça o bem” (v. 1b, NVI). Remova Deus do cenário e não mais haverá ponto de referência moral. Todo mundo faz o que é correto aos seus próprios olhos. Os ateus acreditam que a moralidade está inteiramente relacionada com a cultura social ou à consciência do indivíduo, mas ambos os conceitos têm se mostrado não confiáveis e incapazes de levar à moralidade.
Num mundo governado pelo conceito evolutivo da lei do mais forte [original: tooth and claw – dentes e garras], a regra é “cada um por si”, independente do meio utilizado. A auto-preservação é a lei básica desse conceito em que Deus é excluído. Auto- promoção é o seu maior objetivo; porém no final temos a auto-destruição. No entanto, eles utilizam qualquer argumento que desvincule o universo de seu Criador.
Mas Deus não se separa de Sua criação: “Deus olha lá dos céus […] para ver se há alguém que tenha entendimento, alguém que busque a Deus” (v. 2 NVI). Ele não está longe de nós; Ele se preocupa conosco e quer que saibamos que o melhor da vida gira em torno dEle . A arrogância intelectual de uma ciência que rejeita a noção de Deus nunca pode satisfazer a fome de verdade da alma ou restaurar a profunda fragilidade de nosso mundo. Mas onde quer que se busque e se encontre a Deus há uma sensação de paz e plenitude, de propósito e esperança.
Senhor, neste tempo de tanta descrença, eu Te busco. Restaura-me! Restaura o Teu povo!
Garth Bainbridge
Australia
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto original em: http://revivedbyhisword.org/en/bible/Psa/53/
Texto bíblico: Salmo 53
Comentário devocional:
Josafá era um bom rei e líder espiritual, e corajosamente chamou seu povo à reforma espiritual e obediência a Deus. Por isso, o Senhor abençoou com “riquezas e honra” (2 Cr. 18:01). No entanto, no auge de sua prosperidade, Josafá permitiu que seu filho Jorão se casasse com a filha de Acabe, Atalia. Desta forma, Josafá e sua esposa se tornaram parentes de Acabe e Jezabel, o mais famoso casal perverso de Israel. Como conseqüência Deus retirou as Suas bênçãos.
Deus não tem favoritos (v. 7). Podemos esperar para nós o mesmo tratamento que nosso santo e consistente Deus dispensou a Josafá se persistirmos em andar nos caminhos da nossa própria vontade.
Por meio de Seu profeta Jeú, Deus tornou claro seu descontentamento pela ligação de amizade de Josafá com o próspero, secular e sincrético Acabe (v 2-3). Embora Josafá continuasse a trabalhar no reavivamento espiritual e reforma para o seu povo, a conseqüência dessa transgressão à ordem explícita de Deus é que a apostasia se alastrou no reino de Judá. A “pequena desobediência” aos mandamentos de Deus desfez anos de reformas de Josafá.
Um casamento fora da fé nunca é uma boa ideia. Assim como também não é bom qualquer tipo de conformação da vontade de Deus ao espírito e ensinamentos do mundo. Reavivamento e reforma começam em nossas próprias vidas à medida que diariamente entregamos nossa vontade a Deus e escolhemos viver de acordo com “toda palavra que procede da boca de Deus” (Mateus 4:4).
Fernando Canale
Andrews University
Trad JAQ/JDS
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Texto bíblico: II Crônicas 19
Fonte: Blog da Bíblia