Filed under: Amor de Deus, batismo, crescimento espiritual, humildade | Tags: glória de Jesus, humildade, Jesus, Lava-pés
13.1 – 17.26 O relato dos acontecimentos no cenáculo registrado em João é muito maior que o constante em todos os demais evangelhos… …devemos a João a maior parte das informações sobre o que o Senhor disse a Seus discípulos naquela noite. Uma característica do relato é a ênfase que Jesus dá ao amor. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Este amor é ilustrado na comovente cena do lava-pés, na qual o Filho de Deus não desdenha realizar o mais humilde trabalho de um servo (Fp 2.7-8). Bíblia de Genebra.
1 amou-os até ao fim. A expressão ainda pode ser traduzida como “ao extremo”, significado que pode ser aplicado aqui, embora a tradução literal, “até ao fim”, também seja apropriada ao contexto. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 1142.
2-5 Um contraste vivo entre Judas que serve a si mesmo e Jesus, que Se dá a Si mesmo. Bíblia de Genebra.
3 sabendo. Este que o Pai tudo confiara às Suas mãos. A humilde conduta de Jesus não foi porque ele tivesse esquecido a sua condição de Filho encarnado de Deus. Seu ato demonstra que condição superior e privilégio não são razão para a arrogância, porém são altas credenciais para o serviço. Bíblia de Genebra.
viera de Deus.Isto é mencionado para ressaltar que, enquanto lavava os pés empoeirados dos discípulos, Jesus estava plenamente consciente de Sua divindade. O ato foi, assim, uma suprema demonstração de humildade. CBASD, vol. 5, p. 1142.
5 lavar os pés aos discípulos. O lava-pés era um elemento comum de hospitalidade num país poeirento, onde as pessoas usavam sandálias (cf. Lc 7.44). Esta tarefa era geralmente realizada pelo membro mais humilde da casa. Bíblia de Genebra.
10 Que já se banhou. A lavagem completa do discípulo simboliza-se no batismo; nesse ato o crente se identifica pela fé com o batismo de Cristo na cruz (cf 3.3, 5; At 2.38; Rm 6.1-11; Tt 3.5; Hb 10.22; 1 Pe 3.18ss). Bíblia Shedd.
não necessita senão lavar os pés. Representa a necessidade da confissão diária dos pecados para manter a comunhão com Cristo. Bíblia Shedd.
11 Ele sabia quem era o traidor. A ação de Judas foi de sua própria decisão, livre e responsável, contudo foi levada a efeito de acordo com o plano de Deus. Bíblia de Genebra.
15 Eu vos dei o exemplo. A humildade de Cristo é um padrão para seus discípulos. Ao invés de aspirar a dominar, eles devem estar ávidos a servir (Mt 20.26-28; Fp 2.5-8; 1Pe 2.21). Bíblia de Genebra.
A ordenança [do lava-pés] tem um triplo significado: (1) Simboliza a purificação do pecado. O batismo simboliza a primeira purificação experimentada pelo crente. A purificação das contaminações que se acumulam posteriormente é simbolizada pelo lava-pés. Como no caso do batismo, o rito não tem nenhum significado a menos que o participante, pelo arrependimento e pela conversão, tenha renunciado ao pecado em sua vida. Não há nenhum mérito em si no lava-pés. Só quando há um adequado preparo preliminar é que a cerimônia passa a ter significado. (2) Simboliza uma renovada consagração ao serviço. O que participa e se inclina para lavar os pés de seus irmãos indica, desta forma, que está disposto a se empenhar no serviço do Mestre, não importa quão humilde seja esse serviço. (3) Tipifica o espírito de companheirismo cristão. A ordenança é, assim, um serviço preparatório adequado para a participação na Ceia do Senhor (ver DTN, 642-651). CBASD, vol. 5, p. 1144.
17 se as praticardes. …nossas obras … são a evidência da verdadeira fé. Confiança e obediência são inseparáveis. Bíblia de Genebra.
18 que se cumpra. A profecia não havia decretado que Judas devia trair o Senhor. A presciência divina previra o que aconteceria (ver com de Jo 12:39). CBASD, vol. 5, p. 1145.
19 antes que aconteça. Se Jesus não tivesse dito de antemão aos discípulos que Judas desertaria, eles poderiam ter concluído que Ele cometera um erro de julgamento ao permitir que Judas fosse um dos doze. A escolha de Judas tinha sido uma ideia, não de Jesus, mas dos próprios discípulos (ver com. de Mc 3:19). CBASD, vol. 5, p. 1145.
A veracidade de uma predição anterior era a marca de um verdadeiro profeta, e a falsa predição era o caminho seguro para discernir o falso profeta (Dt 18.18-22). Bíblia de Genebra.
22 sem saber a quem ele se referia. Judas tinha ocultado seu propósito traidor tão cuidadosamente que os outros discípulos nada perceberam. Cada discípulo começou a temer que ele pudesse ser o elo fraco (Mt 26.22). Bíblia de Genebra.
26 É aquele a quem Eu der o pedaço de pão molhado. No médio oriente, ainda hoje, receber primeiro um bocado da mão do hospedeiro significa uma grande honra. Judas continuou como o alvo da graça de Cristo até que “saiu” (30). Bíblia Shedd.
27 Tão logo Judas comeu o pão. Se dar o pão a Judas era sinal de honra, parece também ter sido um último apelo – ao qual Judas não aceitou. Bíblia de Estudo NVI Vida.
A recusa de Judas em responder ao apelo de Jesus abriu o seu coração para o controle de Satanás. Bíblia de Genebra.
30 Judas saiu. E era noite. Considerando o realce que João atribuía ao conflito entre a luz e as trevas, essa anotação pode ser mais que uma referência ao horário – também uma referência às trevas na alma de Judas. Bíblia de Estudo NVI Vida.
31-32 glorificado. O verbo é repetido cinco vezes. Podia-se esperar a palavra oposta (“humilhado”), porque, na linguagem de Paulo, Jesus desceu ao último degrau de Sua profunda “humilhação”, sendo pendurado na cruz sob a maldição divina (Gl 3.13). Porém, João faz o foco incidir sobre a glória de Deus através de Cristo, para mostrar a glória de Deus revelada especialmente na cruz. Bíblia de Genebra.
Aqui, a ideia da glória compreende uma referência à morte sacrifical de Jesus na cruz e à salvação dela resultante. Bíblia de Estudo NVI Vida.
34 Um novo mandamento. Em certo sentido, era antigo (v. Lv 19.18), mas para os discípulos de Cristo era novo, por ser sinal da fraternidade gerada entre eles pelo grande amor de Cristo por eles (cf. Mt 22.37-39; 12.30, 31; Lc 10.27). Bíblia de Estudo NVI Vida.
O novo elemento é a mudança de “próximo” para “uns aos outros” e a mudança de “a si mesmo” para “como Eu vos amei”. O amor cristão tem o amor sacrifical de Cristo como seu modelo e a comunidade de crentes como o primeiro lugar (ainda que certamente não exclusivo) onde esse amor se expressa (cf. Mt 25.40; Gl 6.10; Ef 5.25). Bíblia de Genebra.
36 mais tarde, porém, me seguirás. Esta é uma profecia a respeito do martírio de Pedro (21.18-19). Bíblia de Genebra.
Filed under: Bíblia, crescimento espiritual, Estudo devocional da Bíblia, Evangelho, Sem categoria | Tags: Evangelho de João
Bom dia, amigos!
Hoje começamos a ler juntos o Evangelho de João!
Filed under: Bíblia, crescimento espiritual, Tempo do Fim | Tags: leitura devocional da Bíblia
Amigos,
a Meditação Matinal de hoje traz um tema que nos é muito caro: a leitura e o entendimento da Palavra de Deus, valorizada por um homem que decidiu entendê-la versículo por versículo, aplicando-a à sua vida espiritual.
Equipe Reavivados
Lâmpada para os meus pés é a Tua palavra e luz para os meus caminhos. Salmo 119:105
Embora tivesse feito várias leituras durante seu período deísta, ao se converter ao cristianismo em 1816, Miller se tornou essencialmente um homem de um livro só: a Bíblia. Alguns anos depois, ele escreveu a um jovem amigo pastor: “Você deve pregar a Bíblia, provar todas as coisas pela Bíblia, falar da Bíblia, exortar segundo a Bíblia, orar conforme a Bíblia, amar a Bíblia e fazer tudo o que estiver ao seu alcance para que os outros também a amem.”
Em outra ocasião, ele declarou que as Escrituras são “um tesouro que o mundo não é capaz de comprar”. Além de trazer paz e “firme esperança no futuro”, “sustenta a mente” e “provê uma arma poderosa para derrubar a infidelidade”. Também “fala sobre os acontecimentos futuros e revela quais são os preparativos necessários para estar pronto”. O desejo de Miller era que os jovens pastores estudassem a Bíblia, em vez de serem doutrinados em “algum credo sectário”. “Eu os faria estudar as Escrituras por si mesmos. […] Caso não tenham opinião própria, eu lhes imprimiria a mente de outro escreveria ‘beatos’, em sua testa e os enviaria como escravos!”
Além de levar outros à Bíblia, Miller praticava o que pregava. Foi seu estudo intensivo das Escrituras que o levou a conclusões surpreendentes. Sua abordagem era completa e metódica. Sobre seu estudo inicial da Palavra de Deus, ele comentou que começou com Gênesis e lia cada versículo. Só prosseguia “à medida que o significado das diversas passagens era desvendado, para que eu me livrasse dos empecilhos a respeito de qualquer misticismo ou de quaisquer contradições”. Explicou: “Sempre que encontrava algo enigmático, minha prática era comparar com textos correlatos. Com a ajuda de Cruden, examinei todos os textos da Bíblia nos quais havia alguma palavra importante em partes obscuras. Então, ao deixar cada uma ter sua importância própria no assunto do texto, caso minha visão sobre ela harmonizasse com todas as passagens correlatas nas Escrituras, deixava de ser uma dificuldade.”
O estudo da Bíblia por parte de Miller foi intensivo e também extensivo. Da primeira vez, levou cerca de dois anos no que parece ter sido um estudo em tempo integral. A partir de então, ele se deu por convencido “de que [a Bíblia] é sua própria intérprete”, trata-se de um “sistema de verdades reveladas de maneira tão clara e simples que mesmo o tolo não tem necessidade de se confundir”.
Podemos agradecer a Deus porque Ele continua a nos guiar por Sua Palavra.
http://cpbmais.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2015/frmd2015.php
Filed under: arrependimento, conversão, correção, crescimento espiritual, escolhas, restauração, salvação | Tags: Zaqueu
Comentário devocional:
Zaqueu era um homem pequeno. Ele não só era baixo fisicamente, mas também agia com outras pessoas aquém do esperado, tomando delas mais do que deveriam em impostos. Como chefe da coleta de impostos da cidade de Jericó, ele recolhia as taxas aduaneiras de todos que cruzavam o rio Jordão. E, neste trabalho, ele era realmente pequeno na honestidade. Seus companheiros judeus odiavam até seu nome, que significava “Puro”. Que paradoxo alguém cuja riqueza veio da injustiça ser chamado de “puro”!
Contudo, Zaqueu não era totalmente pequeno em termos de pureza. Ele tinha ouvido falar de Jesus, o rabino que gostava de cobradores de impostos. Quando lhe disseram que Jesus estava chegando a Jericó, Zaqueu decidiu vê-Lo. Mas ele era muito baixo para ver por cima das cabeças das pessoas. “Assim, correu adiante e subiu numa figueira brava para vê-lo, pois Jesus ia passar por ali.” (Lucas 19:4 NVI).
Dali a poucos momentos Jesus passou debaixo daquela árvore, parou e olhou para cima. Uma risada se espalhou pela multidão quando perceberam o que Jesus tinha encontrado sentado na árvore. Mas Zaqueu ouviu apenas as palavras de Jesus: “Zaqueu, desça depressa. Quero ficar em sua casa hoje.” (v. 5 NVI). Zaqueu, então, desceu rapidamente da árvore, abriu o caminho para a sua casa e acolheu Jesus com alegria. A multidão, entretanto, se queixava de Jesus, dizendo: “Ele Se hospedou na casa de um pecador” (v. 7 NVI). Sem dúvida, muitos na multidão haviam tido seu suado dinheiro roubado por Zaqueu. Eles o consideravam um ladrão.
Antes de condenarmos a multidão, pensem no murmúrio que se espalha através de uma igreja – da qual fazemos parte – quando certos pecadores entram por seus corredores. Quanto à multidão que condenava Zaqueu, esta se silenciou quando Zaqueu se levantou e fez uma promessa surpreendente: Ele restituiria em quatro vezes tudo o que tinha tomado de forma desonesta e daria metade de seus bens aos pobres. Quem poderia duvidar da veracidade de tal arrependimento?
Quando você vem para Jesus, você também deve corrigir alguns aspectos de sua vida. Não se preocupe com o que a multidão irá dizer, ou pensar. É a aprovação de Jesus que conta. Sua reputação ou os seus bens podem se perder, mas Deus pode abrir as comportas do céu e dar-lhe maiores riquezas espirituais, bem mais do que você recebeu até agora. O que Zaqueu recebeu naquele dia foi a inestimável garantia de Jesus: “Hoje houve salvação nesta casa! Porque este homem também é filho de Abraão.” (Lucas 19: 9).
A salvação não é apenas uma mudança nos registros do céu. A salvação se processa dentro de nós e vêm na pessoa de Jesus. Ele Se convida à nossa casa, para comer e viver conosco. Ele quer realizar em nós o que disse ser a Sua missão: “Pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido.” (v 10 NVI). Como Zaqueu, receba Jesus com alegria e conceda a Ele o controle de sua vida e o que você tem.
Douglas Jacobs, D.Min.
Professor do Ministério e Homilética
School of Religion, Southern Adventist University
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/luk/19/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: Lucas 19
Comentário em áudio
Filed under: bens materiais, crescimento espiritual, dinheiro, escolhas | Tags: espiritualidade, materialismo
1 O tema do cap 12 de Lucas é a sinceridade e a devoção que caracterizariam o verdadeiro seguidos de Jesus, em contraste com a hipocrisia dos fariseus. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 876.
miríades. A palavra significa rigorosamente “dez mil”, mas é geralmente empregada para significar um grande número. Bíblia de Genebra.
Acautelai-vos. No incidente no lar do fariseu, os discípulos viram o fermento dos fariseus em ação (ver Lc 11.37-54). CBASD, vol. 5, p. 876.
fermento. A influência que corrompe. Bíblia Shedd.
5 temei. O temor reverente de Deus libera de todos os outros medos. Andrews Study Bible.
tem poder para lançar no inferno. Só Deus tem este poder. A palavra traduzida “inferno” aqui é Gehena, o lugar de punição final (e não Hades, que designa o lugar de todos os mortos). Gehena deriva-se de uma palavra hebraica que significa vale de Hinom, localizado fora de Jerusalém. Bíblia de Genebra.
6 pardais. Faziam parte da alimentação do pobre. Bíblia Shedd.
8 confessar. Literalmente, “concordar com” e “reconhecer”. CBASD, vol. 5, p. 876.
11, 12 não vos preocupeis. A melhor defesa é um coração dominado pelo Espírito Santo (cf 1 Pe 3.15). Bíblia Shedd.
13 um homem. Isto é, alguém da “multidão” (ver v. 1) que aguardava Cristo na rua, fora da casa do fariseu que o hospedava (ver Lc 11:37). Este homem que se dirigiu a Jesus tinha ouvido as acusações contra os escribas e fariseus (ver Lc 11:39-52; PJ, 253) e o conselho aos discípulos sobre o comparecimento diante de magistrados (ver Lc 12:11; cf PJ, 252). Ele concluiu que se Jesus falasse com seu irmão com a mesma autoridade, ele não se atreveria a fazer diferentemente do que Jesus ordenasse. ele imaginou o evangelho do reino apenas como um meio de promover interesses egoístas (comparar com a atitude do mago Simão, em At 8:9-24). CBASD, vol. 5, p. 877.
A regra para a herança foi dada em Dt 21.17, e casos em disputa eram frequentemente resolvidos pelos rabinos. Este homem queria claramente uma decisão só a seu favor; ele não estava procurando um julgamento justo. Bíblia de Genebra.
ordena a meu irmão. Os dois irmãos eram ambiciosos; do contrário, haveria pouca possibilidade de briga entre eles. CBASD, vol. 5, p. 877.
14 juiz ou partidor. O reino que Jesus proclamou “não era deste mundo” (ver Jo 18:36). Ele não comissionou os discípulos como agentes de justiça social, importante como ela o seja, e em qualquer momento fez qualquer tentativa para agir judicialmente entre as pessoas (ver Jo 8:3-11). CBASD, vol. 5, p. 877.
15 avareza. A avareza pode ser definida como afeição indevida às coisas materiais. … A maior necessidade das pessoas não é de salário ou lucros maiores. Elas precisam de uma mudança de coração e mente que as levará a buscar primeiro o reino de Deus e Sua justiça, em plena confiança de que as necessidades da vida “serão acrescentadas” (ver com. de Mt 6:33). … O apego aos bens materiais é a raiz dos grande problemas do mundo. Ele está na base de grande parte das filosofias políticas e econômicas, sendo, assim, responsável pela maioria dos conflitos nacionais e de classes. A insatisfação com o que se possui gera o desejo de ter mair e conduz à exploração dos outros. Em vez disso, deve-se trabalhar honestamente. A avareza é a causa de muitos dos problemas mundiais insolúveis. CBASD, vol. 5, p. 877.
O tema de 12.13-34 é o contraste entre possuir e viver. … A única riqueza duradoura é possuir a Deus (v 21; Jo 17.3). Bíblia Shedd.
O pedido do homem foi induzido pelo mesmo espírito que leva empregadores a buscar mais rendimentos, a despeito dos meios pelos quais serão assegurados, e que leva trabalhadores a exigir salário crescente à revelia da contribuição deles para a produção da riqueza e da capacidade do empregador para pagá-los. … Jesus exortou a ver as coisas materiais na perspectiva correta e a subordiná-las às coisas de valore eteno (ver com. de Mt 6:24-34; Jo 6:27). Contrariamente à opinião da maioria, ter mais “coisas” não traz necessariamente mais felicidade. a felicidade depende não de “coisas”, mas da realização pessoal que inclui a relação com Deus (ver com. de Ec 2.1-11). CBASD, vol. 5, p. 877, 878.
16 uma parábola. Esta parábola, relatada apenas por Lucas, ilustra o princípio do v. 15, de que as “coisas” materiais não são o objetivo final da vida (ver também com. de Mt 19:16-22). CBASD, vol. 5, p. 878.
18 meu produto. Os pronomes possessivos revelam seu caráter: “meu frutos”, “meus celeiros”, “meus bens”, “minha alma” (cf Os 2:5). os pensamentos dele eram todos sobre si mesmo. CBASD, vol. 5, p. 878.
19 alma. A palavra grega pneuma se refere à vida de uma pessoa como um todo (Pv 10:3; At 2:41), mas às vezes se refere especificamente com a vida interna e pensamentos de alguém (Lc 10.27). Andrews Study Bible.
descansa. Ele construiu uma fortuna e estava pronto para se aposentar. Então, se entregaria ao consumo das boas coisas da vida, sem pensar mais em produção. CBASD, vol. 5, p. 878.
20 Louco (ARA. NVI: Insensato). Aquele cujo coração não é grato a Deus se torna “nulo” em seus “raciocínios”, e o “coração insensato” será “obscurecido” (ver Rm 1:21). O que é sábio aos próprios olhos torna-se louco aos olhos de Deus (ver Rm 1:22). Se ele persiste em tal procedimento, finalmente rejeita a Deus e se entrega à busca da felicidade material e do prazer físico (ver Rm 1:23-32); torna-se mais amigo dos prazeres que amigo de Deus (2Tm 3:4). CBASD, vol. 5, p. 878.
22 Por isso. A seção seguinte ensina a maneira sábia de encarar a vida em contraste com a maneia louca da parábola anterior. Bíblia Shedd.
33 Vendei os vossos bens. Aquilo que for impedimento para buscar e adentrar o reino (cf Mc 10.21-27), quando investido no bem dos necessitados e na obra remidora de Deus, torna-se uma ajuda (1 Tm 6.9, 18). Bíblia Shedd.
Alguns dos seguidores de Jesus tinham, pelo menos, riquezas moderadas (10.38, Jo 19.27), e Ele não está exigindo que todos os Seus discípulos sejam pobres. Mas eles devem ser generosos e não colocar seus corações nas posses terrenas. Bíblia de Genebra.
34 tesouro. Não ouro e jóias, mas almas redimidas e eternamente gratas. Bíblia Shedd.
35 cingido. Isto é, pronto para o serviço. Longa túnicas atrapalhavam os movimentos livres e eram mantidas acima dos joelhos com um cinto, quando necessário. Bíblia de Genebra.
Este versículo é um resumo da parábola das dez virgens. Bíblia Shedd.
37 há de cingir-Se. Esta é uma inversão de papéis, o senhor tomando o lugar do servo (cf 22.27). Bíblia de Genebra.
39 ladrão. Cf 21.34; 1 Ts 5.2; 2 Pe 3.10; Ap 3.3; 16.15. Vigiar significa guardar a fé e servir o Senhor. Bíblia Shedd.
50 batismo. Não o batismo de Jesus pelas mãos de João, que então já fazia mais de três anos, mas o “batismo” de Sua morte. CBASD, vol. 5, p. 879.
Liturgicamente, o batismo veio a simbolizar um velho estilo de vida e inaugurar um novo estilo. Jesus aceitou Sua própria morte como o plano divino para trazer a salvação aos pecadores. Bíblia de Genebra.
estou angustiado até que ele se realize. Jesus desejava que a hora do sofrimento já estivesse no passado. Bíblia de Estudo NVI Vida.
54-56 O povo podia discernir que um vento ocidental (do Mediterrâneo) significava chuva e um vento sul (do deserto) significava calor. Mas não era capaz de discernir o que Deus estava fazendo no meio deles. Bíblia de Genebra.
… não sabiam reconhecer os sinais da crise espiritual, a vinda do Messias, a iminência de Sua morte, a confrontação futura com Roma e as consequências eternas que esses fatos teriam para a vida delas mesmas.Bíblia de Estudo NVI Vida.
57-59 Em assuntos legais, qualquer um com um mau caso faz bem em obter um acordo extrajudicial, antes que o caso vá a julgamento. Os pecadores devem reconciliar-se com Deus agora, ou perecerão se esperarem até o Dia do Juízo. Bíblia de Genebra.
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Comentário devocional:
A questão de testemunhar por Deus é destacada na história do endemoninhado registrada em Marcos 5:1-20. Marcos e Lucas descrevem somente um homem possuído por um demônio, mas Mateus refere-se a dois. Dos dois, um deles era mais agressivo e estava prestes a atacar a Jesus.
Nessa experiência, Jesus foi confrontado por dois homens selvagens. A possessão demoníaca era tão grave que a própria semelhança humana quase se apagara neles “pela presença dos demônios que os possuíam, parecendo mais feras que criaturas humanas” (O Desejado de Todas as Nações, 234).
Um deles veio correndo na direção de Jesus, mas Jesus se manteve firme. Sob Seu comando os espíritos malignos deixaram os dois homens. Eles foram completamente transformados e ficaram em paz.
Quando Jesus se preparava para sair daquele lugar de barco, os dois ex-endemoniados quiseram ficar com Ele. Eles se sentiam seguros na Sua presença. Eles tentaram entrar no barco, mas Jesus disse: “Vá para casa, para a sua família e anuncie-lhes quanto o Senhor fez por você e como teve misericórdia de você” (verso 19 NVI).
Estes homens haviam conhecido Jesus por apenas algumas horas. Aparentemente, não sabiam sobre Ele muito que pudessem compartilhar. No entanto, quando contaram ao povo da região de Decápolis a sua experiência “todos ficavam admirados” (verso 20 NVI).
Enquanto testemunhamos a favor do nosso Senhor, devemos lembrar a lição ensinada pela experiência desses homens: “Podiam dizer o que sabiam; o que eles próprios tinham visto e ouvido, e experimentado do poder de Cristo. É o que a todo aquele cujo coração foi tocado pela graça de Deus, é dado fazer” (O Desejado de Todas as Nações, 236).
Jamais devemos pensar que não temos nada para compartilhar a respeito de Jesus. Deus precisa que digamos aos outros o que Jesus fez por nós, não importa o quão simples ou quão grande seja. Ao fazermos isso, Ele irá alcançá-los com o Seu amor.
David Smith
Pastor da Igreja da University Collegedale
Tennessee, EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mrk/5/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Marcos 5
Comentário em áudio
Filed under: confiança em Deus, crescimento espiritual, parábolas, Reino de Deus | Tags: confiança em Deus, Marcos, parábolas
1 entrou num barco. Afastando-se da multidão, Jesus podia, do palco do barquinho, ser ouvido por muito mais gente. Bíblia Shedd.
2 parábolas. Em geral continham continham uma verdade central, e não precisava haver significado em cada detalhe. Bíblia de Estudo NVI Vida.
8 Outra … caiu em boa terra … e cresceu, produzindo. Quando interpretando parábolas narrativas, o que é dito por último é usualmente a chave para entender a parábola. É a chamada “tensão final”. A parábola quer dizer que o reino de Deus triunfará extraordinariamente, a despeito de tentativas para deter o seu sucesso. Isto fica claro a partir do contexto do capítulo anterior: primeiro, os oponentes de Jesus estavam observando se Ele iria curar no sábado para que eles O acusassem; depois, eles O acusaram não só de ser insano, mas de estar operando em nome de Satanás; terceiro, mesmo Sua mãe e irmãos tiveram dúvidas. Mas a parábola ensina que o reino de Jesus terá sucesso extraordinário. Uma boa colheita na Palestina seria aquela que rendesse dez vezes mais. Trinta, sessenta e cem vezes mais seria realmente extraordinário. Andrews Study Bible.
9 Quem tem ouvidos. Esta frase é uma chamada para ficar atento. Bíblia de Genebra.
11 mistério. Significa “fechado” ou “escondido” no grego. Popularmente o termo dava nome ao tipo de ritos religiosos místicos. No NT trata da verdade de Deus, outrora oculta, mas agora revelada. Bíblia Shedd.
14-20 O “mistério” da parábola não é o seu ensino moral a respeito da dureza dos corações humanos. O “mistério” está no paradoxo que a vinda do reino de Deus deve ser comparada com uma frágil semente. Bíblia de Genebra.
19 ambições. Do gr. epithumia, “desejo ardente”, “anelo”, “anseio”. Foi “com desejo [gr epithumia]” que Jesus desejou celebrar a última Páscoa com os doze (Lc 22:15). O desejo é errado apenas quando é dirigido às coisas más. Aqui se trata de interesses mundanos, tais como o desejo de riquezas, que torna o “desejo” um mal. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 654, 655.
21 candeia. Neste caso, é uma ilustração da verdade revelada nos próprios ensinos de Jesus, especialmente mediante o uso de parábolas. Em Lucas 11:33 a 36 ela ilustra a forma em que os indivíduos percebem e recebem a verdade. CBASD, vol. 5, p. 654.
alqueire. Do gr modios. Uma medida de capacidade para secos, de aproximadamente 9 litros … A “candeia”, o “alqueire” e a “cama” eram peças do mobiliário encontradas em cada casa, tornando assim a ilustração mais vívida. CBASD, vol. 5, p. 654.
velador. Literalmente “suporte de lâmpada”. CBASD, vol. 5, p. 654.
22 nada está oculto … senão para ser revelado. Durante o ministério terreno de Cristo, coisas estão encobertas; mas virá o dia, da ressurreição em diante, quando tudo será revelado (Mt 10.26-27; Lc 12.2-3). Bíblia de Genebra.
24 no que ouvis. Há certas coisas que é melhor o cristão não ver ou ouvir; há outras que é sábio “ouvir”. CBASD, vol. 5, p. 654.
25 ao que tem se lhe dará. Este princípio é ilustrado nas parábolas dos talentos (Mt 25.14-30) e das minas (Lc 19.11-27). Bíblia de Genebra.
26-29 Somente Marcos registra esta parábola [da semente]. Enquanto a parábola do semeador ressalta a importância do solo apropriado para o crescimento da semente e o sucesso da colheita, aqui se ressalta o poder misterioso da própria semente. A mensagem do evangelho tem em si mesma o seu poder. Bíblia de Estudo NVI Vida.
27 dormisse e se levantasse. Tendo plantado a semente, o agricultor se preocupará de outros afazeres. Porém, o processo de crescimento prossegue independentemente de sua presença ou ausência, quer ele durma ou fique acordado. Ele pode cultivar e irrigar a semente enquanto ela cresce até ficar madura, mas não pode fazê-la crescer. CBASD, vol. 5, p. 654.
28 a terra. A planta cresce da terra e a terra contribui para o seu crescimento, mas é a própria planta que produz fruto. CBASD, vol. 5, p. 654.
por si mesma. Do gr authomate, “movida por seu próprio impulso”; de onde se deriva a nossa palavra “automático”. CBASD, vol. 5, p. 654.
29 passa [a foice] (NVI). Do gr. apostello, “enviar”, de onde se origina a palavra “apóstolo”, que significa “enviado” (ver com. de Mc 3:14). Em outra passagem, a obra dos apóstolos é comparada à dos ceifeiros. (Jo 4:35-38). CBASD, vol. 5, p. 654.
30 com que parábola … ? Cristo consulta os Seus ouvintes, por assim dizer,. Sua audiência foi convidada a participar na busca da verdade. CBASD, vol. 5, p. 654.
31-32 semente de mostarda. Assim como a parábola do semeador, esta parábola enfatiza a comparação entre o começo humilde do reino de Jesus e seu extraordinário final. O que faz isto extraordinário não é só o seu crescimento desproporcionalmente grande comparado a início, mas que é suficientemente expansivo para trazer a si não-judeus para fazerem parte do movimento. Andrews Study Bible.
33 muitas parábolas semelhantes. Marcos provavelmente se refere apenas às parábolas pronunciadas nessa ocasião, embora o mesmo também fosse verdade sobre todas as parábolas de Cristo. CBASD, vol. 5, p. 654, 655.
Marcos faz apenas uma pequena coletânea, selecionada de todo o ensino parabólico de Jesus. O tema principal dessas parábolas é o crescimento da semente, apontando para a tarefa principal de evangelização na igreja. Bíblia Shedd.
segundo o que podiam compreender (ARC). Cristo não falava por parábolas para ocultar a verdade, mas para revelá-la CBASD, vol. 5, p. 655.
34 Não lhes dizia nada sem usar alguma parábola (NVI). Jesus usava parábolas para ilustrar verdades, estimular pensamentos e despertar a percepção espiritual. O povo em geral não estava pronto para perceber a plena verdade do evangelho. Bíblia de Estudo NVI Vida.
35 para o outro lado (NVI). Jesus partiu do território da Galileia a fim de ir até a região dos gadarenos (5.1). Bíblia de Estudo NVI Vida.
outra margem (ARA). Seria a margem leste do mar da Galileia. Bíblia Shedd.
36 outros barcos. Estes estavam lotados de pessoas que ainda seguiam ansiosamente a Jesus (cf. DTN, 334). CBASD, vol. 5, p. 655.
37 grande temporal. O mar da Galileia fica a cerca de 213 m abaixo do nível do mar, tem cerca de 21 km de comprimento por cerca de 13 km de largura. Na sua extremidade meridional [sul], há um vale profundo cercado por rochas escarpadas. O vento, afunilando-se através de colinas que o cercam e através deste vale, pode açoitar o lago, provocando repentinas e violentas tempestades. Bíblia de Genebra.
O ar mais frio do Mediterrâneo desce pelos desfiladeiros estreitos entre as montanhas e é lançado fortemente contra o ar quente e úmido existente por cima do lago. Bíblia de Estudo NVI Vida.
38 dormindo. Jesus não era imune ao cansaço. Bíblia Shedd.
não Te importa […]? A súplica deles reflete uma impaciência que chegava ao limite do desespero. CBASD, vol. 5, p. 655.
com a cabeça sobre o travesseiro (NVI). O retrato de Jesus exausto e dormindo sobre o travesseiro normalmente guardado embaixo do assento do timoneiro é típico do toque humano que Marcos oferece. Bíblia de Estudo NVI Vida.
39 Acalma-te, emudece! As mesmas palavras pronunciadas por Jesus em 1.25 contra os demônios. Um dia, todo o mal espiritual e material ainda será afastado dos fiéis em Cristo (cf Ap 21.3, 4). Bíblia Shedd.
O ato de acalmar a tempestade parece-se com o seu poder de exorcizar: há a expressão demoníaca de violência (1.26; 5.4, 13), a ordem para a natureza aquietar-se (1.25, nota) e a calma resultante (5.15). Jesus amarra “o valente” (3.23-27) e corrige com Seu poder a criação física. Bíblia de Genebra.
41 Quem é este …? Tendo em vista o que Jesus acabara de fazer, a única resposta a essa pergunta era: Ele é o próprio Filho de Deus! Foi demonstrada a presença de Deus, e não somente o Seu poder (v. Sl 65.7; 107.25-30; Pv 30.4). Marcos dá a sua resposta na primeira linha do seu evangelho (1.1). Por meio de semelhantes milagres, Jesus procurava procurava firmar e aumentar a fé que os discípulos tinham na Sua divindade. Bíblia de Estudo NVI Vida.
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Amado irmão, amada irmã!
Temos tido uma média de 2.000 acessos em nosso blog “ReavivadosPorSuaPalavra.org“.
Além disso, hoje tivemos a bênção de chegarmos a 1.500 inscritos a receber os novos posts em seus e-mails (newsletter).
Louvado seja Deus por este interesse em Sua Palavra!
Cremos, entretanto, que podemos alcançar ainda mais pessoas para a glória do Reino dos céus.
Que tal você enviar um email a pelo menos um amigo especial convidando-o a participar conosco do estudo do livro de Marcos?
Conte a ele as bênçãos que você tem recebido ao participar deste programa de leitura da Bíblia!
Com a sua divulgação novas pessoas poderão também ser “Reavivadas Pela Palavra de Deus”!
Obrigado por sua companhia e apoio.
Equipe Reavivados
Filed under: bens materiais, crescimento espiritual, parábolas, Reino de Deus, salvação | Tags: reino dos céus, salvação pela fé, salvação pela graça
Comentário devocional:
No capítulo anterior, Jesus começa a expor as características dos cidadãos do reino dos céus: inocência e submissão como às das crianças, o amor pelo próximo e a Deus, acima mesmo das riquezas e relacionamentos humanos. Neste capítulo Jesus complementa este tema, apresentando a parábola dos trabalhadores da vinha (v. 1-16). Nela, alguns trabalharam o dia todo e outros trabalharam apenas uma hora, mas todos receberam a mesma recompensa. Na verdade, aqueles que se comprometem com o serviço de Deus e dos outros, mesmo nas últimas horas da vida, recebem o mesmo dom da vida eterna.
Aqui, o Mestre deixa claro o conceito da salvação pela graça: a recompensa eterna é concedida não aos que trabalham a vida toda por Deus ou ao menos 51% dela; é concedida àquele que aceita o convite de maneira completa, sem restrições e decide seguir ao Senhor, não importa em que momento da vida esta decisão é tomada.
Você já foi tentado a adiar a decisão de seguir ao Senhor? Por que não desfrutar os prazeres do pecado por mais alguns temporadas e, em seguida, colocar-se ao lado de Jesus? Não é muito melhor ganhar a mesma recompensa, depois de trabalhar apenas na última hora, em vez de todo o dia?
O grande perigo de adiar essa escolha vital é não conseguir fazê-la mais tarde. Ninguém sabe por quanto tempo estará vivo. Além disso, os hábitos formados ao longo dos anos podem ser muito difíceis de quebrar. Depois de uma vida inteira dizendo “não” à liderança do Espírito Santo será que a pessoa conseguirá dizer “sim”, na última hora? Só Deus sabe o que vai no coração, mas algumas decisões no “leito de morte”, podem ser mais frutos de egoísmo ou do medo do que do amor a Deus. Agora é o dia de aceitarmos a salvação (2 Cor. 6: 2).
Na próximos versos, 17 a 19, Mateus registra a última viagem de Jesus a Jerusalém (v. 17-19) para enfrentar a sua própria execução cruel nas mãos de agentes de Satanás. Pior ainda, ele sentiria o peso esmagador dos pecados de todos os que seriam salvos e o sofrimento intenso de separação de Deus por causa do pecado. O Criador do universo tinha plena consciência do ódio e da dor que o aguardavam. Mas sabia, também, que este era o único caminho para provisionar a salvação àqueles que decidissem aceitá-la.
Cabe a nós, hoje, escolher nos unirmos a este Deus maravilhoso que fez e continua fazendo de tudo para nos salvar. Aqueles que aceitarem o seu amor e passarem a viver para servir aos outros (v. 20-24) um dia receberão a recompensa da vida eterna e se alegrarão em Sua presença.
Leo Van Dolson, Jr.,
Califórnia, E.U.A.
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mat/20/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Mateus 20
Comentário em áudio
Filed under: amor, crescimento espiritual, perdão, relacionamento, religião viva | Tags: disciplina, resgate
Nota: Observe que o Comentário Bíblico Adventista deixa muito clara a belíssima interpretação de que todo o capítulo 18 compõe a resposta de Jesus à pergunta: “Quem é o maior?”. A resposta é: Aquele que é capaz de perdoar de coração, como uma criança…
1-35 Este capítulo é o quarto dos cinco grandes discursos, em Mateus. Bíblia de Genebra.
1 Naquela hora. Esta instrução foi dada no mesmo dia em que ocorreu o incidente sobre o tributo no templo. … A discussão entre os discípulos .. atingiu o clímax no momento em que o grupo entrou em Cafarnaum. A referência de Jesus sobre ir novamente a Jerusalém (ver Mt 16:21), de onde Ele tinha estado ausente por quase um ano e meio (ver com. de Jo 7:2), tinha reavivado no coração dos discípulos esperanças equivocadas … de que havia chegado o tempo de Jesus estabelecer Seu reino. … Todo o discurso [cap 18] pode muito bem ser intitulado: “Como lidar com as diferenças de opinião e conflitos que surgem na igreja”. O grande problema que tornou necessário o discurso foi um grave choque de personalidades entre os doze. Era necessário resolver isso para que a unidade do grupo fosse preservada. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 469.
Quem … é o maior? Os discípulos se consideravam os mais altos oficiais do reino. No reino da própria imaginação, a posição ocupava o primeiro lugar, fazendo-os esquecer o que Jesus lhes dissera sobre o sofrimento e a morte. A opinião preconcebida efetivamente isolava a mente contra a verdade. CBASD, vol. 5, p. 470.
3 Este não é um chamado para ser “infantil”. Era deste modo que os discípulos estavam agindo em sua disputa para ser o maior. O chamado de Jesus é para ser “como uma criança” – desenvolver a humildade, inocência e dependência que é facilmente encontrada nas crianças. Andrews Study Bible.
6 fizer tropeçar. Aqui, Jesus Se refere principalmente a qualquer coisa que possa causar desunião entre os irmãos. Paulo admoesta os cristãos maduros a não fazer nada que leve um cristão imaturo a tropeçar (1Co 8:9-13). CBASD, vol. 5, p. 470.
pedra de moinho. Do gr. mulos onikus, literalmente, “uma pedra de moinho de jumento”, isto é, uma pedra tão grande que era necessário um jumento para movê-la. CBASD, vol. 5, p. 470.
Isto é, pedra de moinho girada por jumento – bem maior e mais pesada que as pequenas (24.41), manipuladas pelas mulheres todas as manhãs em casa [24.41]. Bíblia de Estudo NVI Vida.
8 corta-o. Jesus não está sendo literal aqui. Ele está enfatizando a seriedade de fazer com que um irmão fraco se extravie. Infelizmente, alguns cristãos através dos séculos entenderam literalmente este ensino de Jesus e se mutilaram, no que consideraram ser uma obediência à instrução de Jesus neste verso e em outros similares (5:29; 19:12). O exemplo mais famoso foi Orígenes, o pai da igreja do terceiro século, que se castrou por causa de seus pensamentos lascivos [de forte desejo sexual]. Andrews Study Bible.
10 A referência aos pequeninos pode ser tanto à criança quanto aos neófitos da fé. O escândalo e o desprezo a estes novos teria efeito negativo no exemplo ou ensino, afastando-os da fé. Bíblia Shedd.
12-14 A parábola da ovelha perdida também se acha em Lc 15.3-7. Ali se aplica aos incrédulos, mas aqui aos crentes. Jesus usou a mesma parábola para ensinar verdades diferentes em situações diferentes. Bíblia de Estudo NVI Vida.
12 indo procurar. A salvação consiste não na busca do homem por Deus, mas na busca de Deus pelo homem. O raciocínio humano vê na religião nada mais do que tentativas humanas de encontrar paz e resolver o mistério da existência, encontrar uma solução para as dificuldades e incertezas da vida. É verdade que no fundo do coração humano há um desejo dessas coisas, mas o ser humano, por si só, nunca pode encontrar a Deus. A glória da religião cristã é que ela conhece um Deus que tanto Se preocupa com o ser humano que deixou tudo a fim de “buscar e salvar o perdido” (Lc 19:10). CBASD, vol. 5, p. 472.
a que se extraviou. Do gr. planao, “desviar-se”, “vagar” ou “levar ao erro”. Nossa palavra “planeta” vem da palavra grega relacionada planetes, que significa “errantes” (ver Jd 13). os planetas do sistema solar receberam esse nome porque parecem vagar sem rumo, entre as estrelas aparentemente “fixas”. CBASD, vol. 5, p. 472.
15 pecar. Evidentemente, o “irmão” que “erra” é o mesmo que a “ovelha” que “se extraviou”. CBASD, vol. 5, p. 472.
mostre-lhe o erro (NVI). Esta é mais do que uma advertência sábia, é um mandamento. “Somos tão responsáveis pelos males que poderíamos haver reprimido, como se fôssemos nós mesmos culpados da ação” (DTN, 441). CBASD, vol. 5, p. 472.
entre ti e ele só. Fazer circular relatos sobre o que “teu irmão” possa ter feito tornará mais difícil, talvez mesmo impossível, chegar até ele. Aqui, talvez mais do que em qualquer outro aspecto das relações interpessoais, é nosso privilégio aplicar a regra de ouro … Quanto menos publicidade for dada a um ato errôneo, melhor. CBASD, vol. 5, p. 472.
ganhaste teu irmão. Alguém já disse que a melhor forma de nos desfazer de nossos inimigos é fazer deles nossos amigos. CBASD, vol. 5, p. 472.
Estes três estágios para tratar com o cristão em pecado constituem o coração de toda disciplina eclesiástica. O objetivo é levar ao arrependimento, enquanto procura reduzir a consciência pública do referido pecado ao mínimo. Em hipótese alguma deve este assunto ser propagado ao mundo em geral. Bíblia de Genebra.
16 uma ou duas pessoas. Estas “mais uma ou duas pessoas” não estão pessoalmente envolvidas, portanto estão em posição melhor para expressar uma opinião imparcial e aconselhar o irmão ofensor. CBASD, vol. 5, p. 472.
17 considera-o como gentio ou publicano. Caso haja desrespeito à igreja, o culpado deve ser excluído da comunhão e tratado como a um pagão (o que não deixa de estar dentro do objetivo do amor). Bíblia Shedd.
pagão (NVI). Para os judeus, significava qualquer tipo de gentio. Bíblia de Estudo NVI Vida.
A sociedade judaica geralmente não se socializava com gentios ou coletores de impostos. A remoção do corpo de membros da igreja é o primeiro passo no processo que visa trazer pessoas ao arrependimento e reconciliação. … Contudo, os termos usados por Jesus nos lembram do Seu exemplo ao tratar com pecadores e coletores de impostos (9:9-11; 11:19). Seu cuidado amoroso e perdão demonstram como a igreja deveria tratar aqueles que estão desligados, buscando a restauração definitiva de todos os pecadores. Andrews Study Bible.
19-20 Estes versículos devem ser tomados no seu contexto mais amplo, como tratando ainda da disciplina na igreja. Bíblia de Genebra.
20 A declaração de Mt 18:20, é claro, é verdadeira em sentido geral, embora, no contexto do capítulo (v. 16-19) se refira principalmente à igreja em sua capacidade oficial de lidar com um membro ofensor. CBASD, vol. 5, p. 473.
A congregação que se reúne em nome de Cristo é a que O tem em seu meio. Bíblia Shedd.
21 até sete vezes? Pedro quis ser generoso, pois as tradições dos rabinos falavam em perdoar até três vezes. A resposta de Jesus, tomando-se em consideração o que Pedro disse, significa que o espírito de perdão vai muito além dos mesquinhos cálculos humanos. Bíblia Shedd.
O perdão, seja da parte de Deus, seja da parte do homem, é muito mais do que um ato judicial, é a restauração da paz onde havia conflito (cf. Rm 5:1). mas o perdão vai além e envolve o esforço de restaurar o próprio irmão que erra. CBASD, vol. 5, p. 474.
22 até setenta vezes sete. Se o espírito de perdão age no coração, a pessoa está tão pronta a perdoar aquele que se arrepende pela oitava vez como na primeira vez, tão pronta a perdoar na 491ª vez como na oitava. O verdadeiro perdão não se limita a números; além disso, não é o ato [do perdão] que importa, mas o espírito que precede o ato. CBASD, vol. 5, p. 474.
23-25 A parábola do credor sem compaixão ensina a Pedro o motivo pelo qual deve-se perdoar sem limites. Deus perdoou-nos tanta coisa ao nos conceder o dom gratuito da Salvação em Cristo, que qualquer ofensa que outro ser humano possa praticar contra nós é irrisória em comparação a isto. Perdoá-lo seria o mínimo que poderíamos fazer, refletindo, assim, algo da bondade divina que tem sido derramada em nossas vidas (6.14, 15). Bíblia Shedd.
24 dez mil talentos. Um talento era a mais alta medida monetária da moeda corrente, e era equivalente a seis mil denários ou dracmas. … Uma tal soma de dinheiro era praticamente incontável e ilustra a enorme dívida do pecado em que todos temos incorrido diante de Deus. Bíblia de Genebra.
Cerca de 215 toneladas de prata, o suficiente para contratar 10 mil trabalhadores por 18 anos. CBASD, vol. 5, p. 474.
Cerca de 60 milhões de vezes o salário de um dia de um trabalhador. Andrews Study Bible.
O verdadeiro perdão: 1) Cristo ensinou-nos a perdoar sempre; 2) Isto refere-se especialmente a ofensas praticadas contra nós mesmos; 3) Pelo fato de também sermos pecadores, não nos compete julgar com demasiado rigor às faltas do nosso próximo; 4) Deus, finalmente, julgará a todos segundo Sua reta justiça: que será de nós se não praticarmos misericórdia? (Tg 2.13). Bíblia Shedd.
28 cem denários. Cerca de 100 vezes o salário de um dia de um trabalhador. Andrews Study Bible.
35 perdoar. O ensino principal da parábola. Bíblia de Estudo NVI Vida.
do íntimo. O problema na pergunta de Pedro … foi que o tipo de perdão a que ele se referia não era do coração, mas, sim, um tipo mecânico e legalista de “perdão”, com base no conceito de obtenção de justiça pelas obras. Como foi difícil para Pedro entender o novo conceito de obediência do coração, motivada pelo amor a Deus e aos seus semelhantes! Isso completa a resposta de Jesus à pergunta de Pedro (v. 21), resposta que também trata indiretamente da pergunta: “Quem é o maior no reino dos céus? (v. 1). O “maior” é simplesmente aquele que, “de coração”, reflete sobre a misericórdia do Pai celestial e que faz “o mesmo” em relação a seus semelhantes. … As palavras de perdão, por mais importantes que sejam, não são de primordial importância aos olhos de Deus. Pelo contrário, é a atitude de coração que dá às palavras a plenitude de sentido que, de outra forma, lhes faltaria. A aparência de perdão, motivada por circunstâncias ou por objetivos escusos, pode enganar aquele a quem é atribuída, mas não Aquele que vê o coração (1Sm 16:7). O perdão sincero é um aspecto importante da perfeição cristã. CBASD, vol. 5, p. 475, 476.