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MATEUS 6 – Jesus veio ao mundo instalar Seu reino no coração dos escravizados no reino do pecado.
O capítulo pode ser dividido em dois tópicos, conforme sugere Merril F. Unger:
• Os herdeiros do reino e a oração (vs. 1-18);
• Os herdeiros do reino e o mundo (vs. 19-34).
É fácil parecer cristão, difícil é ser cristão. Parecer é fruto dos próprios esforços, ser é milagre divino. Assim inicia o capítulo: “Quando fizerem o bem, tenham cuidado para que seu gesto não vire peça de teatro. Pode até ser um grande espetáculo, mas Deus não vai aplaudir”.
• É fácil ser crente hipócrita! É fácil parecer cristão, praticar atitudes cristãs sem de fato morrer para o eu e os desejos pecaminosos. Como é teu cristianismo?
Jesus nos deixou um legado sobre oração em seu primeiro sermão. Pois, orar é o respirar da alma. Sem oração não há paixão espiritual. Augusto Cury, autor de dois volumes sobre o “Pai-nosso”, declarou que esta oração “rima nos extremos: é singela e complexa, inofensiva e desafiadora. Jamais palavras simples tiveram tanta profundidade. Jamais um texto tão pequeno foi tão revolucionário”.
Oração, jejum , perdão e sinceridade com Deus é a receita para o sucesso na vida cristã. A força adquirida com estas atitudes tornam possíveis os seguintes alvos:
• Tirar o foco das riquezas deste mundo para colocar nos tesouros celestiais (vs. 19-21);
• Tirar os olhos das coisas do reino das trevas para contemplar as belezas do reino da luz (vs. 22-23);
• Tirar do coração os deuses deste mundo, principalmente o dinheiro, a fim de servir dignamente ao Deus verdadeiro (v. 24).
Aquele que, verdadeiramente se rende a Deus, terá como padrão de vida estes ditos de Jesus: “Quero convencê-los a relaxar, a não se preocuparem tanto em adquirir [alimentos, bebidas, vestimentas]. Em vez disso, prefiram dar, correspondendo, assim, ao cuidado de Deus. Quem não conhece Deus e não sabe como Ele trabalha é que se prende a essas coisas…” (vs. 25-34).
• Você conhece Deus?
Mais que desafio de vida, esse sermão de Jesus é o estilo de vida dos súditos do reino divino! Pedir pela vinda do reino de Deus significa abandonar a vontade pessoal para que a vontade de Deus seja feita na Terra como é feita no céu! – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO MATEUS 5 – Primeiro leia a Bíblia
MATEUS 5 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
MATEUS 5 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
COM. VÍDEO PR. ADOLFO SUÁREZ (link externo)
COM. VÍDEO PR. VALDECI JÚNIOR (link externo)
COM. VÍDEO PR WEVERTON CASTRO E EQUIPE (link externo)
COM. VÍDEO PR RONALDO DE OLIVEIRA (link externo)
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/mt/5
Quando foi a última vez que você experimentou uma alegria profunda? O que lhe traz verdadeira felicidade?
Jesus começa Seu Sermão da Montanha com uma lista de declarações acerca da felicidade. Tente ler esses versículos substituindo a palavra “bem-aventurado” pela palavra “feliz”. Como você pode explicar isso: Você fica feliz quando chora? Fica feliz quando é pobre? Não parece fazer sentido. Na verdade, em suas declarações acerca do reino, Jesus apresenta conceitos que parecem contradizer a natureza humana, mas é exatamente por isso que este sermão é tão poderoso e transformador. Ele atinge os cantos mais profundos de nossas vidas.
O Sermão da Montanha que ocupa os capítulos cinco, seis e sete do Evangelho de Mateus pode ser chamado de manifesto do reino de Jesus, as intenções do Seu governo. Em outras palavras, Jesus está dizendo: “É disso que trata o reino dos céus que veio a este mundo”.
O Sermão da Montanha é considerado a mais bela declaração do Cristianismo, mas é muito difícil de praticar. Leia Mateus 5 novamente e pense em como você pode viver este sermão em sua vida hoje.
Oleg Kostyuk
Docente, Advent Health University, Orlando, Flórida, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1180
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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1485 palavras
1 multidões. Ao que tudo indica, essas multidões eram as “numerosas multidões” de Mateus 4:25 que seguiam Jesus depois de Sua primeira viagem missionária pelas cidades e vilas da Galileia. O Sermão do Monte foi feito provavelmente no fim do verão (MDC, 2, 45) do ano 29 d.C., por volta da metade de Seus três anos e meio de ministério. … o Sermão do Monte é a o mesmo tempo o discurso inaugural de Cristo como Rei do reino da graça e também a constituição do reino. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 333.
monte. Mateus continua a traçar paralelos entre Cristo e Moisés. Andrews Study Bible.
O monte no qual Cristo proferiu o Sermão do Monte é chamado de “Sinai do Novo Testamento”, visto que ele é para a igreja cristã o que o monte Sinai foi para a nação judaica. CBASD, vol. 5, p. 333.
O conteúdo deste sermão é semelhante ao sermão da planície, registrado em Lc 6. Bíblia de Genebra.
Apesar de algumas diferenças no relato do sermão e sobre as circunstâncias de seus ouvintes, … não se pode questionar o fato de que esses dois relatos se refiram à mesma ocasião. … os relatos não são excludentes, mas complementares. … Várias outras partes do Sermão do Monte apresentadas em Mateus ocorrem em pontos diferentes do evangelho de Lucas, sem dúvida porque Cristo repetiu esses pensamentos em ocasiões posteriores. O Sermão do Monte apresenta um contraste notável entre o cristianismo e o judaísmo da época de Cristo. CBASD, vol. 5, p. 334.
discípulos. Lit., “alunos”. … pode ter sido empregado aqui em sentido mais amplo, não se referindo somente aos doze. Bíblia de Estudo NVI Vida.
3-12 bem-aventurados. gr. makarios. Bíblia Shedd.
A palavra significa mais que “feliz”, porque a felicidade é um sentimento que muitas vezes depende das circunstâncias externas. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Nas primeiras palavras do Sermão do Monte, Cristo enfatiza o desejo supremo de todo coração humano: felicidade. Esse desejo foi implantado no ser humano pelo próprio Criador e, originalmente, tinha o propósito de levá-lo a encontrar verdadeira felicidade por meio da cooperação com o Deus que o criou. O pecado acontece quando o ser humano tenta alcançar a felicidade como um fim em si mesma, sem considerar a obediência a Deus. … A felicidade está no coração daqueles que estão em paz com Deus (cf Rm 5:1) e com seu próximo (cf. Mq 6:8), que caminham de acordo com os dois grandes mandamentos da lei de amor (ver Mt 22:37-40). CBASD, vol. 5, p. 335.
Inclui bem-estar espiritual, tendo a aprovação de Deus e, assim, um destino mais feliz (Sl 1). Bíblia de Genebra.
Se as bem-aventuranças forem divididas em dez (uma para cada verso), elas podem ser divididas de modo similar às duas tábuas a lei dada no Monte Sinai: as primeiras quatro tratam do relacionamento do homem com Deus e as seis últimas do relacionamento do homem com seus semelhantes. Andrews Study Bible.
3 pobres “em” espírito (NVI). Os pobres “em espírito” podem se referir a todos que dependem de Deus, não importa seu status social ou econômico. Andrews Study Bible.
…[O termo] se refere àqueles que são extremamente pobres no sentido espiritual e sentem necessidade daquilo que o reino dos céus tem a lhes oferecer (cf. At 3:6; ver com. de Is 55:1). CBASD, vol. 5, p. 336.
Reino dos céus. Os judeus imaginavam que o reino dos céus se baseava na força que obrigaria as nações da terra a se submeterem a Israel. Mas o reino que Cristo veio estabelecer começa no coração do ser humano, permeia a vida e transborda para o coração de outras pessoas
O reino não é algo merecido por serviços prestados. É mais uma dádiva que uma recompensa. Bíblia de Estudo NVI Vida.
5 mansos. A mansidão aqui referida é de natureza espiritual, uma atitude de humildade e submissão a Deus. Nosso modelo de mansidão é Deus. Bíblia de Genebra.
13 sal. O sal era utilizado para dar sabor e preservar (em uma sociedade sem refrigeração). A metáfora é um chamado evangelístico para se misturar com o mundo e transformá-lo. Andrews Study Bible.
Os depósitos de sal, ao longo do mar Morto, contêm não só o cloreto de sódio, mas uma variedade de outros minerais também. Este sal pode tornar-se sem utilidade quando a chuva lava sua salinidade, tornando-o insípido no correr dos anos. Bíblia de Genebra.
17 lei … profetas. Os cinco primeiros livros do AT e todos os demais da Escritura hebraica. Jesus não está fazendo distinção entre as leis cerimoniais, civis e morais. Ele está aqui confirmando toda a vontade de Deus registrada nas Escrituras hebraicas e mostrando sua continuidade. E mais, Ele as cumpre. Andrews Study Bible.
cumprir. Jesus cumpriu a lei no sentido de dar a ela seu significado pleno. Bíblia de Estudo NVI Vida.
20 escribas e fariseus. Eles eram exatos e escrupulosos em seguir as 613 leis encontradas na Torah. Mas a justiça que Jesus exigia estava acima das particularidades externas da lei. Ia ao cerne da intenção. Jesus dá seis exemplos nos vv. 21-48. Andrews Study Bible.
21-48. As questões abordadas nestes versos foram chamadas tradicionalmente de “as seis antíteses” (ou declarações por contraste), porque cada uma se inicia com “Vocês tem escutado o que foi dito… mas Eu digo a vocês“. Jesus toma um ensino ou entendimento de uma passagem da Escritura e lhe dá um entendimento mais profundo, completo e cristão. Andrews Study Bible.
22 inferno de fogo. Literalmente, “o geena [gr. geena] de fogo”, ou “o inferno de fogo”. Geena, inferno, é uma transliteração do heb. ge’ ben hinnom, “vale de Hinom” ou “vale do Filho de Hinom” (Js 15:8). Esse vale está ao sul e a oeste de Jerusalém e se encontra com o vale de Cedrom ao sul da Cidade de Davi e do tanque de Siloé (ver com. de Jr 19:2). O ímpio rei Acaz (ver vol. 2, p. 70) parece ter introduzido o rito pagão bárbaro de queimar crianças a Moloque num lugar chamado Tofete, no vale de Hinom (2Cr 28:3; cf. PR, 57), no tempo de Isaías … Manassés, neto de Acaz, retomou essa prática (2Cr 33:1, 6; cf. Jr 32:35). … Como punição por essa e outras maldades, Deus advertiu Seu povo de que o vale de Hinom um dia se tornaria “o vale da Matança” para os cadáveres deste povo” (Jr 7:32, 33; 19:6; cf. Is 30:33). Da mesma forma, o fogo de Hinom se tornou símbolo do último grande dia de juízo e punição dos ímpios (cf. Is 66:24). No pensamento escatológico judaico, derivado em parte da filosofia grega, geena era o lugar onde as almas dos pagãos eram mantidas sob punição até o dia do juízo final e das recompensas. A tradição que diz que o vale de Geena era um lugar onde se queimava lixo e, portanto, um símbolo do fogo do último dia, parece ter se originado com o Rabbi Kimchi, um erudito judeu dos séculos 12 e 13. CBASD, vol. 5, p. 347,
27, 28 não adulterarás. Adulterar, para o judeu, observando-se a letra de Êx 20.14, seria deitar-se com a mulher do seu próximo. Para Jesus, é isto e ainda algo mais. Bíblia Shedd.
31-32 divórcio. Duas escolas rabínicas tinham interpretações diferentes para Dt 24:1, quanto ao divórcio: Hillel o permitia para qualquer motivo; Shammai o permitia apenas por adultério. Jesus está mais próximo ao pensamento de Shammai. … Além disso, Ele corrige o mau uso da passagem bíblica acentuando a importância e permanência do matrimônio. Andrews Study Bible.
34 de modo algum jureis. Jesus está se referindo a um legalismo estreito e enganador, que exige um juramento específico para obrigar o cumprimento daquilo que foi falado. A implicação de uma tal abordagem com relação à honestidade, é que só necessitamos ser verdadeiros sob juramento. Bíblia de Genebra.
38-42 Jesus está ensinando um pacifismo ativo. Ele rejeita vingança violenta e retaliação. Andrews Study Bible.
40 túnica … capa. A túnica era uma roupa interna, e a capa, uma roupa solta, externa. Bíblia de Estudo NVI Vida.
41 se alguém te obrigar. A possibilidade de um soldado romano coagir uma pessoa a servir como guia ou transportador de carga era real. Mesmo se compelido por força a fazer alguma coisa por alguém, a pessoa pode demonstrar liberdade para fazer voluntariamente mais do que foi exigido, ao invés de fazer o serviço de má vontade. Bíblia de Genebra.
42 Provavelmente, não uma referência de dar a todos os que pedirem, mas uma referência específica aos pobres (cf. Dt 15.7-11; Sl 112.5, 9). Bíblia de Estudo NVI Vida.
43 odeie o seu inimigo. …o ódio para com os inimigos era parte aceitável na ética judaica da época. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Isto não está no Antigo Testamento, mas era uma falsa conclusão derivada do ensino dos escribas, inferido da estreita compreensão daquilo que significava “próximo”, que para eles era simplesmente um outro judeu. Jesus mostra que a verdadeira intenção de Lv 19.18 é incluir até os inimigos (Lc 10.29-37). Bíblia de Genebra.
Esta expressão pertence à tradição popular dos judeus, à época. Bíblia Shedd.
Nota: Infelizmente, por questões práticas de tempo disponível e espaço, tivemos que restringir a compilação dos excelentes comentários do Comentário Bíblico Adventista, vol 5, que apresenta 22 páginas sobre o cap. 5, o qual em muito recomendamos.
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“Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste” (v.48).
Jesus iniciou o Seu ministério público aos trinta anos, a idade inaugural do ministério sacerdotal. Foi batizado nas águas, peregrinou no deserto por quarenta dias e, de lá, “subiu ao monte” (v.1). A vida do nosso Salvador representou passo a passo a libertação de Israel, que passou pelas águas do Mar Vermelho, peregrinou no deserto por quarenta anos e do monte Sinai, recebeu as leis do Senhor. O sermão do monte é o manual de Cristo para uma vida cristã vitoriosa. E em Suas primeiras palavras, encontramos o princípio que precede todos os demais: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (v.3). Todo aquele que reconhece a sua indignidade e confessa: “Eu não consigo”, pode encontrar em Jesus a força para vencer, pois Ele mesmo disse: “sem Mim, nada podeis fazer” (Jo.15:5).
As bem-aventuranças nos dizem que nem sempre as aparências revelam o que de fato acontece. Na verdade, elas contradizem por completo a ideia humana de uma vida feliz e bem sucedida. Chorar, ser manso e ser perseguido, são exemplos de situações que contrariam o modo de vida da sociedade como um todo. São considerados, respectivamente, sintomas de fraqueza, ingenuidade e de algo que deve ser evitado a todo custo. Ainda assim, Jesus afirmou que é mediante essas características que somos verdadeiramente felizes e nos tornamos um testemunho que ilumina o mundo com a glória do “Pai que está nos céus” (v.16). Dessa forma, o cumprimento da Lei de Deus já não é um fardo, e sim a mais íntima expressão de uma vida submissa a Ele.
Mediante a forte acusação que enfrentaria, que colocaria em dúvida a Sua obediência aos mandamentos de Deus, Jesus tratou logo de deixar claro o objetivo de Sua missão, que, certamente, não incluía “revogar a Lei ou os Profetas” (v.17), mas cumprir toda a Lei, engrandecê-la “e fazê-la gloriosa” (Is.42:21). O discurso de que Jesus apresentou um evangelho brando não combinam em nada com o fato de que “Não matarás” (v.21) também significa “Não odiarás” e que “Não adulterarás” (v.27) vai muito além do contato físico e nos diz: “Não terás pensamentos lascivos”. Aquele que ousam afirmar que revogou a Lei que é a revelação de Seu caráter e que Ele mesmo esculpiu em pedras (Êx.31:18), na verdade a ampliou até alcançar o que o Senhor vê em nós: as nossas intenções. “ATÉ QUE O CÉU E A TERRA PASSEM, nem um i ou um til jamais passará da Lei” (v.18, destaque meu) deveria ser o suficiente para entendermos que Jesus não veio “para revogar”, mas “para cumprir” (v.17) a Lei que tantos insistem em ignorar.
Jesus revolucionou o entendimento do povo sobre os Seus mandamentos e mostrou um estilo de vida completamente diferente daquele que ensinavam os doutores da Lei. Não se tratava apenas de uma estrita obediência à letra da Lei, mas em que ela estivesse nos corações (Dt.6:6), efetuando uma mudança que só é genuína se realizada de dentro para fora. Por isso que “se a [nossa] justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais [entraremos] no reino dos céus” (v.20). Se a observância dos dez mandamentos não é precedida do amor, de nada adianta, pois “o cumprimento da Lei é o amor” (Rm.13:10). Portanto, para que nos tornemos filhos do nosso Pai celeste (v.45), a prática dos mandamentos devem ser o resultado de amarmos uns aos outros como Deus nos amou “pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm.5:8).
“Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” (v.44). Ora, parece que Jesus nos deixou não um evangelho brando, mas um evangelho praticamente impossível de ser vivido. Fica mais fácil agora compreender porque Ele começou o Seu sermão dizendo: “Bem-aventurados os humildes de espírito” e concluiu a Sua primeira ideia com um pedido humanamente impossível: “sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste” (v.48). Se tivermos o Filho em nossa vida, se Jesus habitar em nosso coração, as nossas “boas obras” (v.16) serão tão-somente o resultado do que Ele realiza em nós. A perfeição que Ele requer de nós não significa nunca errar, mas, ainda que falhemos, perseveremos em permanecer em Sua presença e sermos inundados pelo amor que redime e que nos salva de nós mesmos. A perfeição que Ele nos pede, portanto, é que olhemos para o nosso semelhante com a perspectiva do Céu; que amemos uns aos outros tendo sempre em conta a graça, a misericórdia e o perdão que recebemos a cada dia.
Você deseja ser perfeito como o Senhor é perfeito? Então, antes de olhar para o erro do teu irmão, olhe para a cruz de Cristo. Vigiemos e oremos!
Bom dia, bem-aventurados!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Mateus5 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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MATEUS 5 – Após jejuar e orar, Jesus venceu a tentação, operou milagres, e investiu profusamente no ministério da pregação.
No final do capítulo anterior, Mateus registrou numerosas multidões afluindo de diversos lugares para seguir a Jesus.
Então foi pregado o sermão do monte, o primeiro sermão longo de Jesus registrado. Através dele, Jesus tinha como objetivo tirar os pecadores do reino das trevas e introduzi-los no reino da luz. Seus princípios são contrários às filosofias mundanas. Jesus declara que felizes (makários, bem-aventurados) são os…
• …Humildes de espírito; não os orgulhosos.
• …Que choram; não os insensíveis.
• …Mansos; não os nervosos.
• …Insaciados; não os cheios de si.
• …Misericordiosos; não os indiferentes/intolerantes.
• …Limpos de coração; não os maliciosos/imorais/corruptos.
• …Pacificadores; não os briguentos.
• …Justos; não os desonestos/infiéis/fraudulentos.
• …Perseguidos por causa de Cristo; não os perseguidores.
Após apresentar a satisfação no coração do cristão genuíno (vs. 1-12), Jesus revelou o impacto da aplicação dos princípios divinos na sociedade (vs. 13-16).
Em seguida, Jesus apresentou a legislação do reino de Deus. A Lei e os profetas incluem os Dez Mandamentos, porém, vai além deles. Jesus mostrava que o Antigo Testamento não era cultura judaica; era a cultura do Céu, que os judeus não aderiram.
O Antigo Testamento não perdeu sua autoridade, nem caducou com a vinda de Cristo; pelo contrário, brilhou ainda mais as Suas sublimes mensagens. Em Seu poderoso sermão, Jesus citou…
• …O sexto e o sétimo mandamentos da Lei Moral (vs. 21-32);
• …A lei levítica para falar do falso juramento e das promessas feitas a Deus (vs. 33-37);
• …A Lex Talionis (lei da retaliação) para falar do respeito e amor ao próximo (vs. 38-48).
O seguidor de Cristo, liberto do reino das trevas, conduzido ao reino dos céus, torna-se súdito do Soberano do Universo; portanto, deve refletir o caráter dEle (v. 48) e proclamar a justiça e a legislação desse novo reino (vs. 17-20).
Nisto consiste o segredo das bem-aventuranças. Os reinos deste mundo contrastam com o reino de Deus, o mesmo contraste deve haver entre os seguidores de Cristo e o mundo. Como os profetas, o cristão pode sofrer perseguição, mas o galardão será tão grande quanto o deles (v. 12).
Sejamos súditos do reino de Deus e auxiliemos na libertação dos súditos do reino do diabo! – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO MATEUS 4 – Primeiro leia a Bíblia
MATEUS 4 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
MATEUS 4 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
COM. VÍDEO PR. ADOLFO SUÁREZ (link externo)
COM. VÍDEO PR. VALDECI JÚNIOR (link externo)
COM. VÍDEO PR WEVERTON CASTRO E EQUIPE (link externo)
COM. VÍDEO PR RONALDO DE OLIVEIRA (link externo)
COM. VÍDEO PR MICHELSON BORGES (link externo)
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/mt/4
Como cristãos, todos conhecemos a palavra arrepender-se. Conhecemos o arrependimento como “uma tristeza pelo pecado e o afastamento dele”. Isso é verdade, embora signifique muito mais do que isso. Tirado de seu contexto religioso, arrepender-se significa simplesmente repensar, pensar novamente, mudar de idéia. Eu gostaria de ampliar esse significado considerando-o no contexto da fé.
É fácil ver a proclamação de Jesus em Mateus 4:17, “Arrependam-se, pois o Reino dos céus está próximo”, apenas como um aviso para que os pecadores mudem seu modo de agir. A longa história humana atesta do nosso relacionamento quebrado com Deus e da culpa que carregamos. Foi exatamente essa culpa que fez as pessoas terem medo de Deus e evitarem ter um relacionamento com Ele. Jesus veio para mudar isso. Ele deseja que as pessoas abandonem seus pecados porque ele deseja que elas se voltem para ele.
Vamos tentar ouvir desta forma: “Mude a sua maneira de pensar a respeito de Deus porque estou aqui para mostrar a você como o céu realmente é.” Ele está dizendo que, uma vez que o tivermos visto, saberemos como Deus realmente é. Ele veio para mudar a maneira como as pessoas pensam. Pense diferente hoje e siga-O.
Karen D. Lifshay
Secretária de Comunicações da Igreja de Hermiston, Oregon, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1179
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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1776 palavras
1-11 A importância das tentações de Jesus, ainda mais por terem ocorrido no início do Seu ministério público, pode ser mais bem entendida se levarmos em conta o tipo de Messias que Ele haveria de ser. Não levaria a efeito a Sua missão usando Seu poder sobrenatural para necessidades próprias (primeira tentação), usando-o para conquistar muitos seguidores mediante milagres ou magias (segunda tentação) ou fazendo concessões a Satanás (a terceira tentação). Bíblia de Estudo NVI Vida.
1 tentado. A tradição aponta o Monte da tentação no sul da Judeia. Diabo. Gr diabolos, “maldizente”, o que lança uma pessoa contra a outra. Na mesma narrativa, Marcos emprega a palavra Satanás (Mc 1.13), que é uma transliteração da palavra hebraica sãtãn, “adversário”, “acusador”. Bíblia Shedd.
Foi das alturas do monte Nebo que “O Senhor lhe mostrou [ a Moisés] toda a terra” Dt 31:1-4; PP, 471-477), e pode ter sido do mesmo ponto, “um monte muito alto”, que o diabo apresentou a Cristo “todos os reinos do mundo” (Mt 4:8); CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 316.
Ainda que Deus mesmo não tente ninguém (Tg 1.13), as tentações que sofremos estão incluídas no plano soberano de Deus para nosso bem. Se vencermos, seremos fortalecidos; se sucumbirmos, reconheceremos mais claramente a necessidade que temos de mais santificação e graça. Bíblia de Genebra.
Jesus assumiu a natureza humana e, com ela, a possibilidade de ceder ao pecado (DTN, 117). … Só assim poderia ser dito que “foi Ele tentado em todas as coisas, mas sem pecado” (Hb 4:15). De outro modo, se, como afirmam alguns, por ser divino, Jesus não pudesse ser tentado, então Sua tentação teria sido uma farsa. CBASD, vol. 5, p. 317.
2 jejuar quarenta dias e quarenta noites. Somente Mateus menciona o jejum. Ele traça um paralelo com o jejum de Moisés de 40 dias e noites no Monte Sinai (Dt 9:9-18). E também com os 40 anos que os israelitas vaguearam no deserto acossados por tentações e testes (Dt 8:2-3). Andrews Study Bible.
O ministério de Jesus começou com jejum, uma preparação espiritual para a luta com o diabo: destacam-se também as 40 noites, por causa do costume árabe de observar o jejum durante o dia. … A arma usada por Jesus nesta batalha de três etapas, era a Palavra de Deus. “Está escrito”; através dessa arma o diabo foi golpeado e vencido. Bíblia Shedd.
3 Se és o Filho de Deus. Um claro eco das palavras do Pai no Jordão, 40 dias antes. … Com insolente desprezo, Satanás se dirigiu Àquele contra quem tinha falado tão desafiadoramente no Céu antes de ser expulso. … As palavras de Satanás nessa ocasião foram, mas tarde, ecoadas pelo líderes judeus ao zombarem de Cristo na cruz (Mt 27:40). CBASD, vol. 5, p. 318.
pedras se transformem em pães. O tentador primeiramente ataca Jesus no ponto de Sua maior necessidade. De modo similar, somos tentados em nossas maiores vulnerabilidades – por exemplo, materialismo no mundo desenvolvido e poder (religioso e politico) no mundo em desenvolvimento. As tentações de materialismo e poder foram as duas grandes tentações de Jesus de acordo com Mateus. Andrews Study Bible.
4 Está escrito. A fé de Cristo em Deus e o conhecimento de Sua vontade estavam fundamentados nas Escrituras. … Cristo afirma que obedecer à Palavra escrita de Deus tem mais valor e importância até mesmo do que realizar milagres. As citações que Cristo fez das Escrituras nessa ocasião foram todas extraídas de Deuteronômio [Dt 6:13; 6:16 e 8:3]. … As palavras usadas por Cristo para frustrar o tentador foram originalmente ditas por Moisés com referência à primeira ocasião no deserto quando os filhos de Israel murmuravam por causa da falta de água (ver Êx 17:1-7). CBASD, vol. 5, p. 319, 321.
Toda Palavra. …é de vital importância considerar toda a Palavra de Deus. O homem não tem a liberdade de escolher partes da Palavra de Deus que lhe agradam e rejeitar outras. CBASD, vol. 5, p. 320.
5 Então. Em Lucas, a ordem da segunda e terceira tentações é diferente. Não se sabe qual foi a real ordem cronológica, mas há razão para se crer que as três tentações ocorreram na ordem dada por Mateus. … A sequência de eventos apresentada em um dos evangelhos sinóticos [Mateus, Marcos e Lucas] com frequência difere da ordem dada nos outros. Deve-se observar que nenhum dos evangelistas afirma ter disposto a narrativa numa sequência estritamente cronológica,. CBASD, vol. 5, p. 320.
6 Satanás cita as Escrituras, mas usa o Sl 91.11-12 de um modo exatamente oposto ao do sentido original. O Sl é uma exortação para se confiar em Deus; Satanás tenta substituir a confiança por um teste, lançando dúvida sobre a fidelidade de Deus. Não há lugar para a presunção em uma grande fé. Fé e presunção são incompatíveis. Bíblia de Genebra.
Jamais devemos nos colocar desnecessária ou descuidadamente numa posição em que Deus tenha que fazer um milagre a fim de nos salvar dos resultados adversos de uma conduta tola. Não devemos esperar que Deus nos resgate quando sem necessidade nos precipitamos para o perigo. A maturidade da fé nos levará a viver em harmonia com o que Deus já nos revelou e, então, confiar nEle quanto ao restante. CBASD, vol. 5, p. 322.
8 reinos do mundo. Mateus coloca esta tentação por último. No grego, o mais importante é colocado por último ou em primeiro. Para Mateus, o reinado de Jesus é a chave de seu evangelho. Andrews Study Bible.
Satanás afirmou ter substituído a Adão como governante legítimo deste mundo (ver Gn 1:28; Jó 1:6, 7), mas governava como usurpador. Contudo, Cristo não contestou diretamente a reivindicação de Satanás, apenas negou que ele tivesse qualquer direito de ser adorado. CBASD, vol. 5, p. 322.
9 Tudo isto. Satanás de forma eficiente exercia controle sobre os assuntos religiosos e políticos do mundo (Lc 4:6). … [porém] O controle de Satanás da raça humana não era completo. Ainda havia alguns que não lhe eram fiéis. Ele percebeu o desafio implícito na natureza perfeita de Cristo. CBASD, vol. 5, p. 322.
10 Ao Senhor, teu Deus, adorarás. A crença de que alguém pode servir a dois senhores é um engano do diabo (ver Mt 6:24). Qualquer filosofia de vida que ofereça “tudo isto” e também o céu faz parte da doutrina do próprio diabo. CBASD, vol. 5, p. 323.
12 A prisão de João Batista encerra o ministério de Jesus na Judeia, passando então a exercer Seu ministério na Galileia, estabelecendo o centro das Suas atividades messiânicas em Cafarnaum, importante cidade da Galileia. Bíblia Shedd.
A despeito da aparente popularidade e êxito de Cristo (ver DTN, 181), Seu ministério na Judeia deu poucos frutos (DTN, 194, 245). Embora os breves comentários de João sejam toda a informação que se tem do que ocorreu durante esse período, fica claro que transcorreu um tempo considerável (cf. DTN, 214, 231). … A rejeição de Jesus pelo Sinédrio após a cura em Betesda (Jo 5:16, 18) resultou no término de Sua obra na Judeia e fez com que partisse para a Galileia, quando se deu o início formal de Seu ministério ali. Outro fator contribuinte foi a prisão de João Batista (Mt 4:12; Mc 1:14; vem com. de Jo 4:1). CBASD, vol. 5, p. 324.
Retirou-se. Isto é, transferiu Seu campo de ministério para aquela região. Isso aconteceu na primavera de 29 d.C., após a Páscoa, e foi pelo menos a terceira vez, desde Seu batismo, que Jesus saiu da Judeia para a Galileia. A primeira vez em que partiu para Galileia foi no inverno de 27-18 d.C. (ver Jo 1:43) e a segunda, um ano depois, no inverno de 28-29 d.C. (ver com. de Jo 4:1-4). Após deixar a Judeia, depois da Páscoa de 29 d.C., Jesus não retornou para lá até a Festa dos Tabernáculos, no outono de 30. d.C (DTN, 393, 395, 450-452). … Ao conduzir Sua obra primeiramente na Judeia, Jesus propôs dar aos líderes judeus a oportunidade de aceitá-Lo como o Messias. Se tivessem feito isso, sem dúvida a nação judaica teria se unido a Ele e tido o privilégio de representá-Lo diante das nações do mundo, conforme o plano original previsto nos profetas (ver vol. 4, p. 12-15). CBASD, vol. 5, p. 324, 325.
15 Galileia dos gentios! Depois da deportação das dez tribos para a Assíria, em 722 a.C., a região conhecida como Galileia (ver Is 9:1) foi habitada quase que exclusivamente por não judeus. Na época de Cristo muitos judeus tinham se estabelecido ali, resultando numa população mista de judeus e gentios. CBASD, vol. 5, p. 326.
Mateus realça o enfoque de Jesus sobre a nação de Israel, durante o Seu ministério terreno (10.5-6). Contudo sua observação de que o ministério de Jesus cumpre Is 9.2 mostra que o mandato de ir aos gentios, em Mt 28.19, não é uma reflexão posterior; o propósito último sempre incluiu as nações. Bíblia de Genebra.
16 O povo que jazia em trevas. Sua situação é descrita por “trevas”, sem iluminação espiritual, e só na expectativa da morte. A vida, por mais movimentada que seja, é apenas o prelúdio da morte, quando se desconhece o gozo das realidade espirituais que Cristo veio oferecer. Bíblia Shedd.
17 Daí por diante passou Jesus a pregar.Isto é, na Galileia. A frase não implica necessariamente que essa tenha sido a primeira ocasião em que Jesus pregou. Seu ministério público já tinha um ano e meio (ver com. do v. 12). CBASD, vol. 5, p. 326.
Arrependam-se. Jesus começou Seu ministério público com a mesma mensagem de João Batista (3.2). O povo devia arrepender-se porque o reino de Deus se aproximava na pessoa e ministério de Jesus Cristo. O arrependimento é mais que uma mudança de opinião ou sentir tristeza pelos pecados. É uma reviravolta radical e deliberada, um retorno a Deus, que resulta em mudanças e ações morais e éticas. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Próximo. Gr eggiken, “chegou”, “aproximou-se”, “está perto” no tempo ou espaço. Era o ponto vital da história da redenção, o cumprimento de tudo aquilo que é o reino de Deus. Agora forma-se um povo especialmente de Deus pela obra de Cristo. Bíblia Shedd.
19 vinde a Mim. No sentido de se tornar um discípulo em tempo integral. CBASD, vol. 5, p. 329.
23. Percorria Jesus toda a Galileia. Mateus nem sempre segue uma sequência cronológica estrita de eventos. … Ele tende a reunir os incidentes de acordo com a natureza deles, em vez de o tempo em que ocorreram. A narrativa de Mateus da cura da sogra de Pedro e dos doentes e aflitos que se reuniram à porta da casa de Pedro no findar do sábado em Mateus 8:4 a 17 deveria ser inserida entre os v. 22 e 23 do cap. 4, a fim de apresentar uma sequência cronológica. CBASD, vol. 5, p. 330.
ensinando … pregando … curando. A missão e o evangelismo de Jesus era holístico – englobava proclamação, assim como preocupação social e física. Andrews Study Bible.
24. lunáticos [ARA; epiléticos, NVI]. A palavra grega assim traduzida … reflete a superstição antiga de que as crises era provocadas pelas mudanças da lua. Bíblia de Genebra.
25 Decápolis. Liga de cidades livres caracterizadas por alto nível de cultura grega. Todas, exceto uma – Citópolis (Bete-Seã) – , ficavam a leste do mar da Galileia e do rio Jordão. Bíblia de Estudo NVI Vida.
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“Daí por diante, passou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (v.17).
Após o Seu batismo, “foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo” (v.1). Ao sair das águas, as palavras do Pai e a presença do Espírito Santo O fortaleceram para o que estava por vir. Era necessário que o Filho do Homem fosse provado e vencesse exatamente onde o primeiro homem havia falhado. Ninguém na Terra acompanhou tão de perto a vida e o crescimento do Salvador do que Satanás. Ao perceber que chegada era a hora de Sua revelação, as primeiras palavras do inimigo a Jesus visavam lançar dúvida sobre Sua origem divina: “Se és Filho de Deus” (v.3). O período de “quarenta dias e quarenta noites” (v.2) sem comer parecia ser uma vantagem, de forma que não somente o apetite foi posto à prova, como também a tentativa de fazer com que Jesus usasse o Seu poder para benefício próprio.
Em Sua humanidade, Cristo havia aprendido a ser completamente dependente do Pai. Desde a infância, Seus pais terrenos O ensinaram a manter essa comunhão pessoal diária e constante. O sol nunca encontrava o nosso Salvador dormindo, mas a entreter com Deus um relacionamento que se fortalecia a cada dia. As Escrituras tinham sido sempre o primeiro alimento da manhã em Seus trinta anos de anonimato, de forma que Sua privação de alimento material não pôde superar a Sua nutrição espiritual: “Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (v.4). A aparição de Satanás não foi manifestada em sua ira e indignação, mas como nos advertiu o apóstolo Paulo: “E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz” (2Co.11:14).
A sutileza do maligno foi seguida por outro engano que há tantos tem seduzido: a mistura da verdade com a mentira. Conhecedor exímio das Escrituras, Satanás ousou usar o Texto Sagrado para enganar Aquele que era a própria encarnação da Palavra: “E o Verbo Se fez carne e habitou entre nós” (Jo.1:14). A vitória de Cristo neste sentido torna-se a vitória de todo sincero e fiel estudante das Escrituras. Muitos, porém, têm se contentado apenas com a simples citação de porções bíblicas aplicadas de forma a aplacar a consciência culpada. Buscam um evangelho fácil que se amolde aos seus gostos pessoais e são vencidos exatamente onde Cristo lhes deu o poder para vencer. Precisamos estudar a Bíblia pedindo ao Espírito Santo que a possamos compreender em sua verdadeira luz. Somente assim, podemos obter o verdadeiro conhecimento, aquele que transforma e enobrece o caráter.
“Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares” (v.9), revela a origem da idolatria. As glórias deste mundo, suas riquezas, o desejo por fama e poder, as diversões insanas e projetos que visam engrandecer a criatura no lugar do Criador, são os artifícios de Satanás para aprisionar a muitos como seus súditos e adoradores, ainda que estes não façam ideia disso. Na verdade, a maior estratégia do inimigo é fazer com que o mundo acredite que ele não existe, que não passa de uma lenda e invenção da mente humana. Assim, ele tem o caminho mais livre para destruir vidas enquanto estas estiverem alheias ao conflito espiritual em que todos estamos envolvidos. Mas através do trio espiritual — oração, jejum e conhecimento das Escrituras — pela vitória de Cristo, somos também habilitados a vencer e com a autoridade dada pelo Céu declarar: “Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a Ele darás culto” (v.10).
Como foi com Jesus, todo aquele que resiste ao diabo recebe do Céu o auxílio dos anjos, que são “enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação” (Hb.1:14); tornando-se verdadeiras testemunhas dAquele que os “chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe.2:9). Em Cristo, irrompeu grande luz na Galileia, “e aos que viviam na região e sombra da morte resplandeceu-lhes a luz” (v.16). “Daí por diante, passou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (v.17). O arrependimento é o primeiro passo do homem em direção à vitória. É pelo reconhecimento de nossa degradante condição que nos achegamos Àquele que “é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo.1:9).
Amados, como Jesus chamou os discípulos e, “no mesmo instante” (v.22), eles O seguiram, Ele nos faz o mesmo convite agora: “Vinde após Mim” (v.19). Foi ensinando, pregando e curando, que nosso Mestre, Pastor e Médico nos deixou o perfeito legado da obra redentora. É olhando para Ele, observando a Sua vida e Sua íntima comunhão com o Pai que “somos transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2Co.3:18). Perseveremos em contemplar as obras do nosso Redentor e meditar em Suas palavras até que sejamos “dia perfeito” (Pv.4:18). Se nos sujeitarmos a esta santa modelagem, certamente o diabo fugirá de nós (Tg.4:7). Vigiemos e oremos!
Feliz semana, transformados à imagem de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Mateus4 #RPSP