Reavivados por Sua Palavra


MATEUS 05 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
3 de maio de 2021, 0:45
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“Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste” (v.48).

Jesus iniciou o Seu ministério público aos trinta anos, a idade inaugural do ministério sacerdotal. Foi batizado nas águas, peregrinou no deserto por quarenta dias e, de lá, “subiu ao monte” (v.1). A vida do nosso Salvador representou passo a passo a libertação de Israel, que passou pelas águas do Mar Vermelho, peregrinou no deserto por quarenta anos e do monte Sinai, recebeu as leis do Senhor. O sermão do monte é o manual de Cristo para uma vida cristã vitoriosa. E em Suas primeiras palavras, encontramos o princípio que precede todos os demais: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (v.3). Todo aquele que reconhece a sua indignidade e confessa: “Eu não consigo”, pode encontrar em Jesus a força para vencer, pois Ele mesmo disse: “sem Mim, nada podeis fazer” (Jo.15:5).

As bem-aventuranças nos dizem que nem sempre as aparências revelam o que de fato acontece. Na verdade, elas contradizem por completo a ideia humana de uma vida feliz e bem sucedida. Chorar, ser manso e ser perseguido, são exemplos de situações que contrariam o modo de vida da sociedade como um todo. São considerados, respectivamente, sintomas de fraqueza, ingenuidade e de algo que deve ser evitado a todo custo. Ainda assim, Jesus afirmou que é mediante essas características que somos verdadeiramente felizes e nos tornamos um testemunho que ilumina o mundo com a glória do “Pai que está nos céus” (v.16). Dessa forma, o cumprimento da Lei de Deus já não é um fardo, e sim a mais íntima expressão de uma vida submissa a Ele.

Mediante a forte acusação que enfrentaria, que colocaria em dúvida a Sua obediência aos mandamentos de Deus, Jesus tratou logo de deixar claro o objetivo de Sua missão, que, certamente, não incluía “revogar a Lei ou os Profetas” (v.17), mas cumprir toda a Lei, engrandecê-la “e fazê-la gloriosa” (Is.42:21). O discurso de que Jesus apresentou um evangelho brando não combinam em nada com o fato de que “Não matarás” (v.21) também significa “Não odiarás” e que “Não adulterarás” (v.27) vai muito além do contato físico e nos diz: “Não terás pensamentos lascivos”. Aquele que ousam afirmar que revogou a Lei que é a revelação de Seu caráter e que Ele mesmo esculpiu em pedras (Êx.31:18), na verdade a ampliou até alcançar o que o Senhor vê em nós: as nossas intenções. “ATÉ QUE O CÉU E A TERRA PASSEM, nem um i ou um til jamais passará da Lei” (v.18, destaque meu) deveria ser o suficiente para entendermos que Jesus não veio “para revogar”, mas “para cumprir” (v.17) a Lei que tantos insistem em ignorar.

Jesus revolucionou o entendimento do povo sobre os Seus mandamentos e mostrou um estilo de vida completamente diferente daquele que ensinavam os doutores da Lei. Não se tratava apenas de uma estrita obediência à letra da Lei, mas em que ela estivesse nos corações (Dt.6:6), efetuando uma mudança que só é genuína se realizada de dentro para fora. Por isso que “se a [nossa] justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais [entraremos] no reino dos céus” (v.20). Se a observância dos dez mandamentos não é precedida do amor, de nada adianta, pois “o cumprimento da Lei é o amor” (Rm.13:10). Portanto, para que nos tornemos filhos do nosso Pai celeste (v.45), a prática dos mandamentos devem ser o resultado de amarmos uns aos outros como Deus nos amou “pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm.5:8).

Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” (v.44). Ora, parece que Jesus nos deixou não um evangelho brando, mas um evangelho praticamente impossível de ser vivido. Fica mais fácil agora compreender porque Ele começou o Seu sermão dizendo: “Bem-aventurados os humildes de espírito” e concluiu a Sua primeira ideia com um pedido humanamente impossível: “sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste” (v.48). Se tivermos o Filho em nossa vida, se Jesus habitar em nosso coração, as nossas “boas obras” (v.16) serão tão-somente o resultado do que Ele realiza em nós. A perfeição que Ele requer de nós não significa nunca errar, mas, ainda que falhemos, perseveremos em permanecer em Sua presença e sermos inundados pelo amor que redime e que nos salva de nós mesmos. A perfeição que Ele nos pede, portanto, é que olhemos para o nosso semelhante com a perspectiva do Céu; que amemos uns aos outros tendo sempre em conta a graça, a misericórdia e o perdão que recebemos a cada dia.

Você deseja ser perfeito como o Senhor é perfeito? Então, antes de olhar para o erro do teu irmão, olhe para a cruz de Cristo. Vigiemos e oremos!

Bom dia, bem-aventurados!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Mateus5 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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