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926 palavras
1-10 A queda de Babilônia é descrita com imagens vívidas: uma mulher em trabalho de parto, aflita, consternada e assustada [v. 3]. A idolatria de Babilônia é mencionada. A nação foi conquistada enquanto seus líderes faziam um banquete (v. 5; Dn 5; ver outros importantes anúncios da queda de Babilônia em Jr 51:8; Ap 14:8). Bíblia de Estudo Andrews.
1 O deserto do mar. A nação contra a qual de dirige esta mensagem solene, embora o título não contenha o seu nome, é evidentemente Babilônia… Alguns traduzem esta expressão como “deserto arenoso”.
Ele virá. Não está claro se o que vem é a “sentença”ou a invasão medo-persa a Babilônia (v. 2). O último parece mais provável, pois o v. 2 diz que os elamitas e médios devem subir e sitiar. Neste caso, essa invasão é comparada a um tufão que vem do sul (do heb. negeb; ver com. [CBASD] de Gn 12:9), e a terra da Média seria a “horrível terra”à qual Isaías se refere.
2 Dura visão. O profeta tem uma visão dura e terrível de um poder saqueador, traidor, violento e destruidor. Esse era Babilônia (ver Is 14:4, 6), “o opressor”. Elão e Média foram chamados a subir contra ela para pôr fim ao gemido e miséria que causava.
3 Desfaleço-me. A cena de destruição apresentada ao profeta é tão horrível que ele fica completamente desfalecido.
4 O meu coração cambaleia. Isto é, “minha mente está confusa”.
A noite que eu desejava. O temor do profeta reflete o de Belsazar e dos babilônios na noite do banquete (ver v. 5), a qual Isaías previu nessa “dura visão” (v. 2; ver PR, 531).
5 Põe-se a mesa. Ver Dn 5:1-4; Jr 51:39. Uma festividade desenfreada marcou a noite da queda de Babilônia nas mãos dos exércitos da Média e da Pérsia.
Estendem-se os tapetes. … isto é, arrumem-se os tapetes ou sofás nos quais os convidados se reclinariam durante o banquete.
6 Põe-se o atalaia. Primeiro, mostrou-se a Isaías a aproximação do exército elamita e médio (v. 2), depois, os festivos babilônios (v. 4, 5) e, então, a entrada das forças invasoras na cidade (v. 6-9). O profeta se identifica como um atalaia nos muros de Babilônia antes de sua queda, e como tal relata o que vê.
7 Uma tropa de cavaleiros de dois a dois. Provavelmente, “cavaleiros a par” (ARC). Isaías vê o inimigo avançando para o ataque.
9 Ergueu ele a voz e disse. O atalaia ainda está falando.
Caiu Babilônia. Este é o clímax da cena que o profeta relata (ver com. do v. 6). Os ídolos de Babilônia foram humilhados até ao pó; eles não conseguiram proteger a orgulhosa cidade (Jr 50:2; 51:17, 18, 47, 52; cf. Is 47:13-15; comparar com Jr 51:8; Ap 14:8; 18:2).
10 Debulhado. … Na Bíblia, com frequência, o juízo é comparado a uma colheita.
11, 12 Edom recebe o nome simbólico de “Dumá”, que significa silêncio. Dumá também era uma cidade de Edom. Em Isaías, há várias acusações contra Edom (11:14; 34:1-17; 63:1-6). Bíblia de Estudo Andrews.
11 Sentença contra Dumá. … A LXX diz “Edom”em vez de “Dumá”.
A que hora estamos da noite? Literalmente, “o que da noite?”, talvez significando “que hora é da noite?”(ver T6, 407). Alguns em Edom perguntam com urgência e insistência ao profeta quais são as novas. A hora é de escuridão e perigo, e eles estão ansiosos para saber quando a manhã virá, trazendo alívio da ansiedade e do medo.
12 Vem a manhã. A resposta do atalaia é misteriosa e prevê coisas ruins. Ele não dá nenhuma resposta definitiva, simplesmente diz que, embora a manhã possa vir, haverá noite outra vez. Há pouca luz ou esperança no porvir. As horas adiante são escuras, lúgubres e incertas. Assim seria o futuro de Edom: ser pisado sob os pés por uma sucessão de conquistadores e, finalmente, reduzido à completa desolação. O atalaia de Deus sobre os muros de Sião hoje deve estar pronto para responder àqueles que perguntam que hora é da longa noite da Terra, e para quando se pode aguardar o alvorecer do dia eterno (ver GC, 632).
13-17 O povo e os lugares mencionados nesta profecia [v. 13-17] estão todos ligados à Arábia ou aos árabes: dedanitas (ver Ez 27:15), a terra de Tema, Quedar.
13 Sentença contra a Arábia. Ver com. [CBASD] de Is 13:1. Esta é outra profecia difícil de compreender. Caravanas de dedanitas passariam a noite no deserto Árabe. …
14 Traga-se água. As palavras indicam o pedido dos dedanitas (v. 13), que foram forçados a fugir do inimigo sem provisões. Seus vizinhos, os temanitas, foram chamados a se compadecer de sua sede e fome.
Terra de Tema. Tema e Dumá são alistadas como descendentes de Ismael (ver Gn 25:13-15; 1Cr 1:29, 30). Tema está situada no deserto Árabe, 264 km a sudoeste de Dumá, e 480 km a leste da ponta da península do Sinai.
16 Tal como o de jornaleiro. Ver com. de Is 16:14. Um jornaleiro trabalharia apenas o tempo pelo qual foi contratado. O significado é que a queda de Quedar não seria adiada. Dentro de um ano, o juízo certamente cairia.
Quedar. Isaías proclama um longo juízo que cairia dentro de um ano sobre toda a região desértica do norte da Arábia. Tiglate-Pileser III declara que impôs duro castigo sobre Samsi, uma rainha árabe. Afirma ter matado 1,1 mil de seu povo e tomado 30 mil camelos e 20 mil cabeças de gado. Da mesma forma, Sargão declara ter recebido tributo de uma rainha árabe na forma de pó de ouro, marfim, cavalos e camelos, e declara também ter dominado outras tribos árabes que nunca tinham pagado tributo. Contudo, não se sabe o ano exato em que isso ocorreu.
17 restante. Do heb. she’ar, “remanescente” (ver Is 10:20, 21, 22; 11:11, 16; 14:22; 16:14; 17:3). Sargão declara que, ao derrotar as tribos árabes de Tamud, Ibadidi, Marsimanu e Haiapa, deportou os restantes e os estabeleceu em Samaria.
Fonte principal: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.
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“Pois assim me disse o Senhor: Vai, põe o atalaia, e ele que diga o que vir” (v.6).
Com dolorosos sintomas físicos e emocionais, Isaías revelou grande sensibilidade diante do que estava por vir. Sua comunicação com Deus receberia o reforço de uma terceira pessoa, um atalaia, que relataria o que o profeta não podia ouvir e nem ver (v.3). O Senhor conhece bem a estrutura de Seus filhos, e mesmo a Seus profetas, só pede o que sabe que podem realizar. Dia e noite, o atalaia aguardava o anúncio a ser proclamado. E a queda de Babilônia foi predita e proclamada como o rugido do símbolo de sua arrogância: “Caiu, caiu Babilônia” (v.9).
Enquanto a profecia anterior é clara, a profecia seguinte possui um requinte de mistério diante de uma pergunta sem uma resposta precisa: “Guarda, a que horas estamos da noite?… Respondeu o guarda: Vem a manhã, e também a noite; se quereis perguntar, perguntai; voltai, vinde” (v.11, 12). Já a sentença contra a Arábia revela detalhes de um cenário de batalha, com fuga para os bosques, escassez de água e alimento e a presença de armas de guerra. Para o profeta, eram palavras difíceis de falar e que, pela sua reação inicial, profecias que ele compreendeu em seu sentido mais fiel.
Assim declara a segunda voz angélica: “Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição” (Ap.14:8). O vinho sedutor da grande meretriz espiritual dos últimos dias logo dará lugar ao “vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da Sua ira” (Ap.14:10). Eis uma revelação que também deve ter feito o profeta João tremer. Se a justiça de Deus aplicada às nações antigas já era considerada com temor, que dirá a Sua justiça final mediante o clímax de Sua ira. Certamente se cumprirá o que está escrito: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos” (Mt.5:6).
Mesmo diante de mensagens tão fortes e decisivas, não há o que temer para os que aguardam com perseverança o tempo de seu resgate; para os que, movidos pelo saudosismo de alcançar uma pátria superior, aguardam com expectativa o cumprimento da promessa: “Guarda, a que horas estamos da noite?” (v.11). Mesmo que não tenhamos uma resposta específica, mesmo que não saibamos o tempo exato da vinda do nosso Senhor e Salvador, precisamos permanecer em nossa “torre de vigia” (v.8), até que do alto possamos ouvir “a voz do Arcanjo” (1Ts.4:16).
“Tocai a trombeta em Sião e dai voz de rebate no Meu santo monte; perturbem-se todos os moradores da Terra, porque o Dia do Senhor vem, já está próximo” (Jl.2:1). Como derradeiros atalaias de Deus, precisamos gritar “como um leão” (v.8) que Jesus está voltando. Que Ele está às portas! Que este mundo está em contagem regressiva e não aguentará por mais tempo os destrutivos resultados do pecado. Ergamos as nossas cabeças, pois a nossa redenção se aproxima! E tão perto como estamos deste momento glorioso, se fizermos parte do seleto grupo dos salvos vivos, enfrentaremos o cenário da grande última batalha e nos sentiremos exaustos “diante do furor da guerra” (v.15). Mas teremos a nosso favor o Senhor dos Exércitos, poderoso nas batalhas, que de nossa fraqueza tirará forças. Ele nos sustentará até que do alto surja o raiar da tão desejada manhã gloriosa.
Enquanto aguardamos, amados, confiemos na confortante e fortalecedora promessa: “Reprime a tua voz de choro e as lágrimas de teus olhos; porque há recompensa para as tuas obras, diz o Senhor, pois os teus filhos voltarão da terra do inimigo. Há esperança para o teu futuro, diz o Senhor” (Jr.31:16, 17). Vigiemos e oremos!
Bom dia, atalaias dos últimos dias!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Isaías21 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ISAÍAS 21 – A revelação é progressiva. Assim que Deus revela, a mensagem vai ampliando. Quanto mais estudarmos a totalidade da Bíblia, mais amplo será nosso conhecimento.
O capítulo em análise é um complemento dos capítulos 13 e 14. O profeta Daniel e o historiador Heródoto registram o cumprimento dessas profecias que tratam da queda do megalomaníaco Império babilônico.
Babilônia (vs. 1-10) e seus aliados: Duma e Arábia (vs. 11-17) estão contemplados na mensagem de juízo de Deus. Daí aprendemos:
• Após revelar Deus revelar Seus planos, Sua ação é imediata, rápida e impossível interceptá-la. Como os tufões do Sul e as tempestades varrem repentinamente, assim seria varrida Babilônia resultando em sua queda fatal. O poder babilônico descrito no Apocalipse também não impedirá a varredura de Deus no mundo (ver Apocalipse 17 e 18).
• Os poderes do mundo atuam porque os poderes do Céu lhes dão permissão. Elão e a Média foram instrumentos de Deus na destruição do Império Babilônico; deste modo também os reis da terra se unirão para provocar a derrota da Babilônia mundial no tempo do fim.
• Da festa, bebedeiras e diversões, o pecado leva ao terror numa só noite (Daniel 5). Somente será preservado por Deus aquele que for fiel como Daniel.
• Vários textos de Apocalipse são baseados nos textos apocalípticos de Isaías. O mesmo anúncio da queda de Babilônia literal é ouvido na queda da Babilônia escatológica (Apocalipse 14:8; 18:2-4).
• O juízo contra os inimigos de Deus e opressores de Seu povo é a esperança de libertação dos fieis que confiam na promessa divina. O desespero e destruição de uns é a esperança e salvação de outros.
• A idolatria aponta para a proliferação da religião falsa, além de revelar a quantidade de deuses inválidos diante da ação do verdadeiro Deus Todo-poderoso.
• Os árabes (vs. 13-17) estão sob atento olhar de Deus; os mulçumanos deveriam humilhar-se e reconhecer a soberania do Deus da Bíblia se quiserem verdadeira salvação.
Deus quer salvar os perdidos, mas não poderá fazê-lo por aqueles que não querem salvar-se. Deus instou os babilônicos a vigiarem: Em vez de festejarem deveriam aprontar-se para a batalha. Dumá e Arábia também receberam graça (tempo e aviso), mas preferiram a desgraça.
E quanto a nós, que faremos das solenes mensagens de Deus? – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO ISAÍAS 20 – Primeiro leia a Bíblia
ISAÍAS 20 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
ISAÍAS 20 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO ROSANA GARCIA BARROS
COM. VÍDEO PR ADOLFO SUAREZ (link externo)
COM. VÍDEO PR EVANDRO FÁVERO (link externo)
VÍDEO PR WEVERTON CASTRO E EQUIPE (link externo)
VÍDEO PR VALDECI JÚNIOR (link externo)
VÍDEO PR RONALDO DE OLIVEIRA (link externo)
VÍDEO PR MICHELSON BORGES (link externo)
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/Is/20
Onde podemos depositar nossa confiança? Alguns confiam no dinheiro, outros, em pessoas. Judá confiava em nações aparentemente estáveis, indestrutíveis: Egito e Etiópia. Contudo, estas nações não conseguiram se protegerem diante dos ataques assírios.
Quando enfrentamos desafios, onde podemos nos refugiar? O que fazer diante de situações ameaçadoras? Quando até as grandes potências mundiais falham, “como, pois, escaparemos nós?” (v. 6).
O profeta Isaías andou praticamente despido e descalço durante três anos para mostrar a humilhação que as potências humanas e mundanas enfrentariam (vs. 1-5). Jesus Se humilhou ainda mais do que Isaías para salvar a humanidade. Ele se tornou homem, viveu entre nós durante 3 1/2 anos, morreu numa cruz desprovido de roupas e proveu o único modo para nossa salvação.
Se os judeus atentassem para a mensagem do profeta estariam salvos. Nós, também, estaremos salvos se atentarmos para a mensagem do próprio Deus que Se humilhou (Fp 2:5-11).
Aceitemos a Cristo como nosso Salvador – o único que pode nos salvar.
Heber Toth Armí
Pastor Distrital em Fraiburgo, SC, Brasil
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=945
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli
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581 palavras
1-6 O juízo é contra o Egito e a Etiópia. Contudo, Deus estava tentando dissuadir seu povo de colocar a confiança em reinos sem futuro. Bíblia de Estudo Andrews.
1 Tartã. Literalmente, “comandante”, sendo tartã o título do comandante-em-chefe dos exércitos assírios, não seu nome pessoal. Nos anais do 11o. ano de Sargão (711 a.C.), registra-se que Azuri, rei de Asdode [da Filístia], se rebelou contra a Assíria e que Sargão imediatamente enviou um exército, depôs Azuri, e colocou seu irmão mais novo, Aimiti, no trono de Asdode. Contudo, os asdoditas se recusaram a aceitar o rei que a Assíria os impôs, e em lugar dele colocaram um aventureiro grego no trono. De acordo com os anais de Sargão, outras cidades filisteias se juntaram na batalha contra a Assíria. Enviaram um pedido a “Pir’ u [faraó?], rei do Musru [Egito?], para que fosse aliado deles, mas [que era] incapaz de salvá-los”. Quando Sargão atacou Asdode, o usurpador grego fugiu “para o território de Musru, que pertence à Etiópia”, e um assírio foi feito governador. O rei da Etiópia estava atemorizado com o avanço de Sargão e, rapidamente, tomou medidas para fazer paz com a Assíria: prendeu o grego e o enviou à Assíria.
Sargão. Por muitos anos, a única referência disponível a esse importante rei assírio foi esta declaração [da Bíblia]. Antes, céticos contestavam a exatidão histórica deste texto, mas durante as escavações em Khorsabad, nos anos de 1843 a 1845, Paul-Émile Botta descobriu o palácio de Sagão, junto com suas famosas inscrições que falam da história deste importante rei.
2 Solta de teus lombos o pano grosseiro. Em geral se usavam panos de saco em sinal de luto, e soltá-lo era, portanto, um sinal de alegria (Sl 30:11). Mas, neste caso, o pano de saco parece ter sido a veste distintiva de Isaías, como as vestes de pelo de camelo de João Batista (Mt 3:4) e o cinto de couro e pelos de Elias (2Rs 1:8).
Despido. A palavra ‘arom, “despido”tanto pode significar completamente nu ou parcialmente vestido. neste caso (como em Is 58:7; Ez 18:7, 16; Mq 1:8), aponta-se o último significado. Isaías deixou de lado sua veste exterior e usou apenas as vestes interiores, uma prática comum no Oriente até hoje, principalmente entre os trabalhadores. O ato seria sinal de humilhação, privação e vergonha.
Três anos. Não está claro se Isaías se vestiu continuamente assim por três anos ou apenas em vários intervalos durante um período de três anos, para recordar ao povo a humilhação que viria do Egito.
4 Levará os presos do Egito. Sargão não deixou registros de sua invasão ao Egito, mas se “Musru”, para onde o usurpador grego fugiu, era o Egito (ver com. do v. 1), é provável que muitos egípcios que fizeram parte do movimento contra a Assíria tenham sido do mesmo modo enviados à Assíria em humilhação, como retratados aqui. No entanto, nos reinados de Assurbanípal (669-627?), o Egito foi, em várias ocasiões, invadido pelos exércitos assírios, e muitos cativos, mesmo da linhagem real, foram levados à Assíria.
6 Ilha (ARC) [ARA: “desta região”]. Do heb, ‘i, “ilha”, ou, como neste caso, “costa”. os povos de toda a costa da Palestina, incluindo a Filístia e Fenícia, e talvez Chipre, fizeram parte da revolta contra os assírios, mas foram duramente dominados. Eles descobriram, para sua tristeza, que nem com a ajuda do Egito e da Etiópia poderiam resistir ao poder assírio.
Fugimos. O rolo 1QIsa. do Mar Morto diz “confiamos [no apoio]”. De qualquer forma, o significado será o mesmo.
Fonte principal: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.
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“Então, se assombrarão os israelitas e se envergonharão por causa dos etíopes, sua esperança, e dos egípcios, sua glória” (v.5).
De tempos em tempos, diante da ameaça de nações vizinhas, Israel estabelecia alianças políticas com países de considerável influência e força bélica. Essas alianças, contudo, eram feitas sem a aprovação de Deus ou, até mesmo, desconsiderando por completo o auxílio divino. O papel do profeta em meio a essa insensatez consistia em apelar ao povo através de mensagens incisivas e objetivas, sendo muitas vezes a sua própria experiência um recado vivo e claro da decadência espiritual da nação.
De todas as ordens dadas pelo Senhor aos Seus profetas, certamente andar nu e descalço durante três anos foi a mais vexatória. Isaías poderia ter se negado a passar tamanha vergonha ou reclamado o peso de sua função, mas a Bíblia diz que “Assim ele o fez, indo despido e descalço” (v.2), exatamente como o Senhor lhe havia ordenado. A obediência do profeta era a mais clara oposição à desobediência dos filhos de Israel. A fidelidade de Isaías era um constante e incômodo lembrete a um povo que se negava a dar ouvidos a Deus e a Seus profetas.
Desde o surgimento das primeiras nações da Terra, a História relata inúmeros registros de alianças políticas, guerras e pactos que foram quebrados por desacordo das partes. Nações que eram consideradas imbatíveis, ruíram como uma cidade indefesa. Nações que eram consideradas frágeis, impactaram o cenário da época. Líderes com forte voz ativa se tornaram como meninos diante do fracasso de suas ambições. Líderes vistos como pouco promissores avançaram em conquistas surpreendentes. A História revela o caráter falível e vacilante dos acordos humanos e a nossa real necessidade de olhar para o alto, para o único Rei que não falha, e almejar o único reino que “subsistirá para sempre” (Dn.2:44).
Tão perto como estamos da reta final do grande conflito, e considerando os últimos acontecimentos como precursores do que ainda está por vir, a nossa segurança não deve estar firmada em palavras de homens, mas na “Palavra de Deus, a qual vive e é permanente” (1Pe.1:23). Amados, Deus não deixaria o Seu último povo na Terra sem a palavra profética. E “falou o Senhor por intermédio de” (v.2) Sua serva, Ellen G. White, a fim de abrir os nossos olhos para a exata compreensão das Escrituras e fortalecer a nossa fé na verdade presente. Lembremos das palavras inspiradas: “Crede no Senhor, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos Seus profetas e prosperareis” (2Cr.20:20).
Satanás é oportunista e se aproveita das fragilidades humanas “para roubar, matar e destruir” (Jo.10:10). “Como, pois, escaparemos nós?” (v.6). Revistamo-nos “de toda a armadura de Deus… com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Ef.6:11, 18). Que “o espírito da profecia” (Ap.19:10), conferido a irmã White, em íntima comunhão com a Palavra de Deus e uma vida de oração, fortaleça a nossa fé todos os dias. E, muito em breve, a nossa exaustão será trocada pela vitalidade e nossas lágrimas por vivas de júbilo. Vigiemos e oremos!
Bom dia, povo perseverante!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Isaías20 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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1302 palavras
1-17 Profecias contra o Egito. As acusações contra o país são as seguintes: idolatria, influência de encantadores, médiuns e feiticeiros, e um espírito de perversão. Bíblia de Estudo Andrews.
1 Sentença contra o Egito. Este capítulo pode ser considerado como uma continuação do 18, pois nessa época a Etiópia (a Núbia) e o Egito era um, sendo que o Egito era governado por vários reis etíopes (ver com de Is 18:1). Contudo, a descrição tem um contraste marcante com a apresentada no v. 18. No cap. 19, Deus é descrito cavalgando “sobre uma nuvem ligeira”, trazendo juízo sobre essa terra infeliz. Num sentido figurado, até os deuses do Egito estremeceriam diante do Deus dos céus.
2 Egípcios se levantem contra egípcios. Esta é uma descrição exata do tipo de desastre que com frequência significava derrota para os egípcios. Se os egípcios tivessem permanecido unidos, nenhuma nação da Antiguidade poderia derrotá-los. Ao sul eram protegidos pelas cataratas do Nilo, ao leste e oeste, pelas areias do deserto, e, ao norte, pelo mar. Suas defesas naturais eram ideais. No entanto, os egípcios provaram ser seus piores inimigos. A inquietação interna e as dissensões provaram ser seus piores inimigos. A inquietação interna e as dissensões resultaram em fraqueza e ruína. …o resultado era no mínimo anarquia e caos e, às vezes, conquista por um inimigo estrangeiro. Mais tarde, os governantes egípcios contrataram mercenários estrangeiros para protegê-los de outros egípcios e, como resultado disso, os gregos começaram a ter considerável influência sobre os egípcios. Finalmente, Cambises, da Pérsia, marchou contra o Egito e foi coroado o primeiro faraó da 27a. dinastia, Os dias de glória e independência egípcias chegaram ao fim.
4 Um senhor duro. Estas palavras não se referem necessariamente a um único governante, pois foram muitos os reis duros e cruéis. Elas podem se referir à Assíria como nação em vez de a um único rei; e, mais tarde, ao domínio babilônico, persa, macedônico, romano, árabe ou britânico sobre a terra do Egito. No seu orgulho e esplendor, os egípcios tinham recusado por completo o conselho do Senhor, que então permitiu que caíssem nas mãos de tiranos.
5 O rio. O Egito dependia do Nilo. Sempre que o nível do rio estava baixo demais para fluir aos canais de irrigação, ocorria um desastre econômico (ver com. [CBASD] de Gn 41:34). O nível baixo do Nilo deixava todo o sistema de irrigação completamente seco.
8 Os pescadores. A pesca era uma das mais importantes ocupações do Egito. Com o nível baixo de água, o suprimento de peixe seria restrito, e os egípcios seriam privados de um importante item da alimentação.
9 Linho fino. Aqui se descreve a falência da indústria de linho, mas, possivelmente, a referência seja, de forma figurada, à falência de toda a indústria.
10 Todos os jornaleiros. A leitura literal do texto hebraico consonantal (ver vol. 1 [CBASD], p. 1, 2) é “todos os trabalhadores contratados enfrentarão problemas”.
11 Os príncipes de Zoã. Estava situada no Delta, num dos braços orientais do Nilo. Esta cidade se tornou a capital de Ramsés II, no século 13 a.C. Um século depois de Isaías, o profeta pronunciou um severo juízo sobre a cidade.
12 Determinou. Enquanto os idólatras conselheiros do faraó planejavam e prediziam grandes coisas para o Egito, Isaías revelava a intenção do Senhor de humilhar o país.
13 Os príncipes de Mênfis. Ver Jr 46:19; Ez 30:13, em que o Senhor decreta juízo contra esta capital egípcia e seus ídolos. Esta era uma das principais cidades reais do baixo Egito, e foi o primeiro ponto de ataque quando os assírios invadiram o país.
14 Espírito estonteante. Literalmente, “um espírito oscilante”, isto é, de incerteza, não de sabedoria. Toda a verdadeira sabedoria procede de Deus. Os líderes do Egito se tornaram tolos e se encontravam num estado de completa confusão. Sua perversidade e confusão não procediam de Deus, mas da recusa em andar nos caminhos divinos.
15 Cabeça ou cauda. Isto é, toda classe de pessoas, líderes orgulhosos e pobres humildes. Na confusão e angústia, nada podiam fazer.
16-25. Naquele dia. Ao longo da passagem, esta expressão é usada seis vezes (19:16, 18, 19, 21, 23, 24). A profecia contra o Egito faz uma reviravolta incomum e surpreendente. O Egito passa por libertação e cura. Um poderoso Salvador é enviado para libertar a nação. Os egípcios recebem a oportunidade de conhecer o Senhor. Eles adoram o Deus da aliança ao lado de Israel. Aquilo que começou como um oráculo contra o Egito atinge o auge na forma de uma reunião de inimigos, todos abençoados pelo Senhor: o Egito, a Assíria e Israel. Bíblia de Estudo Andrews.
17 Espanto para o Egito. Judá era uma das nações mais fracas do antigo Oriente, e o Egito uma das mais fortes. Mas, quando o Senhor mandasse juízos sobre o Egito, sua autoconfiança se perderia.
18 Naquele dia. Isto é, quando o Egito compreender a tolice e a futilidade de se opor à vontade de Deus… “Naquele dia” parece ser uma expressão típica dos profetas acerca do tempo quando Deus Se revelar às nações e estabelecer seu reino messiânico. O restante de Isaías 19 (v. 18-25) é uma profecia condicional do tempo quando, de acordo com o plano original de Deus para a evangelização do mundo (ver p. 16, 21 [CBASD]), os egípcios reconhecerem o verdadeiro Deus e O servirem como o povo hebreu fazia (ver v. 25).
Cinco cidades. Poderiam ser cinco cidades específicas, cujos nomes não estão aqui (sugeriu-se Heliópolis, Leontópolis, Elefantina, Dafne e Mênfis), ou poderia ser simplesmente um número simbólico.
Juramento. Isto é, fariam um voto de lealdade ao Senhor, reconhecendo o verdadeiro Deus.
Cidade do Sol. Do heb. ‘ir haheres, literalmente, “a cidade da destruição”. … O nome da cidade egípcia de Heliópolis significa “a cidade do sol”. Heliópolis é o nome grego da cidade de Om, mencionada em Gênesis 41:45 e 50. … Jeremias se refere à cidade como Bete-Semes, palavra hebraica para “casa do sol”(Jr 43:13). Esta cidade era o centro da adoração ao Sol. Se ‘ir haheres estiver correto, Isaías está comentando o fato de que, das “cinco cidades que “farão juramento ao SENHOR dos Exércitos”, uma seria a Cidade do Sol, centro egípcio de culto ao Sol.
19 O SENHOR terá um altar. … A profecia dos v. 18 a 25 é estritamente condicional (ver com. do v. 8). Os egípcios nunca juraram lealdade ao verdadeiro Deus (v. 18) e nunca se tornaram Seu povo (v. 25). … Se Israel tivesse sido leal, povos de todas as nações, incluindo o Egito, teriam se voltado para o Senhor (ver Zc 14:16-19). Centros de adoração ao verdadeiro Deus teriam substituído aqueles nos quais deuses pagãos eram adorados. O profeta previu um tempo quando o mundo se voltaria para o Senhor e O serviria. Contudo, com o fracasso de Israel, essa profecia condicional não pôde se cumprir. Mas, na Terra renovada, todas as nações dos salvos adorarão ao Senhor (Is 11:9; 45:22, 23; Dn 7:27).
20 Ele lhes enviará um salvador. A profecia condicional continua (ver com. do v. 18).
21 Conhecerão o SENHOR. “Naquele dia”(v. 18). As bênçãos do evangelho não seriam possessão exclusiva de Israel.
22 Ferirá, mas os curará. A mensagem de Isaías para o Egito começou com uma profecia de juízo e destruição (v. 1-17). O Senhor, porém, é Deus de misericórdia.
23 Do Egito até à Assíria. Isaías predisse o dia quando o Egito e a Assíria adorariam ao Senhor (ver com. do v. 18). As nações viveriam juntas em paz e irmandade, com júbilo em servir ao Senhor. Esta profecia terá seu cumprimento na Terra renovada, quando todos O conhecerão “desde o menor até o maior deles”(Jr 31:34; cf. Is 11:16; 35:8).
25. Egito, Meu povo. Os israelitas chegaram a se considerar o povo exclusivo do Senhor. Eles se esqueceram de que Ele é o Deus de toda a Terra e que deseja que todas as nações sejam salvas. Isaías mostra ao povo de Israel suas oportunidades e responsabilidades. O tempo viria quando a Assíria pagã, bem como o Egito, conheceriam a Deus. Oseias teve uma visão semelhante (Os 1:10).
Quando não identificados, os comentários se referem ao Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.
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TEXTO BÍBLICO ISAÍAS 19 – Primeiro leia a Bíblia
ISAÍAS 19 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
COM. TEXTO ROSANA GARCIA BARROS
COM. VÍDEO PR ADOLFO SUAREZ (link externo)
COM. VÍDEO PR EVANDRO FÁVERO (link externo)
VÍDEO PR WEVERTON CASTRO E EQUIPE (link externo)
VÍDEO PR VALDECI JÚNIOR (link externo)
VÍDEO PR RONALDO DE OLIVEIRA (link externo)
VÍDEO PR MICHELSON BORGES (link externo)
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/Is/19
Falsos deuses e falsas religiões não podem ajudar em nada em tempos de crise. De fato, toda sabedoria e religião desprovidas da revelação divina são verdadeiramente insensatez e ilusão.
O juízo pronunciado sobre o Egito atingiria a religião, a economia e a política; a religião definharia, as indústrias parariam, e uma guerra civil ocorreria (vs. 1-15). Embora os egípcios fossem responsáveis pelo próprio fracasso, seu juízo é implementado por Deus. Assim também para nós: no dia do juízo cada um colherá aquilo que plantou.
Falsas religiões não podem melhorar a vida moral de uma nação, nem podem moldar positivamente uma sociedade, muito menos livrá-la do juízo. Rituais pagãos, ídolos, encantamentos, necromancias, feitiçarias confundem as pessoas que buscam a verdade.
A profecia dos versos 16 a 25 cobre três aspectos: uma colônia de judeus no Egito; a conversão dos egípcios ao Senhor; e a aliança espiritual entre Egito, Assíria e Israel.
Deus anseia pela conversão das grandes nações pagãs. Ele trabalha nos bastidores da história de cada nação visando a salvação delas. Unamo-nos a Sua missão!
Heber Toth Armí
Pastor Distrital em Fraiburgo, SC, Brasil
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=944
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli