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SALMO 30 – Só quem ora constantemente a Deus em meio às incertezas da vida chora apenas por um momento. Quem ora em dias turbulentos, canta louvores ao Criador em todo o tempo.
• O salmista celebra a Jeová pelo livramento concedido (vs. 1-3);
• O salmista convida outros agraciados pelo favor divino a celebrar ao Salvador (vs. 4-5);
• O salmista confessa sua fragilidade e culpabilidade confiando na segurança divina (vs. 6-7);
• O salmista ora a Deus com base em Sua compaixão e graça, não nos próprios méritos (v. 8-10);
• O salmista conclui apresentando o resultado da oração, cantando louvores e, prometendo adoração perpétua a Deus (vs. 11-12).
Este mundo é “vale de sombra e de morte” (Salmo 23:4), onde a perseguição oprime aos adeptos do bem e da justiça (v. 1); onde o pecado promete prazeres e liberdades, mas escraviza e inferniza nossa alma. Contudo, Deus livra e cura profundamente (v. 2), reaviva e sustenta a vida (v. 3).
Assim, quando se chora enquanto ora, as tristezas logo viram histórias gravadas na memória que servem para motivar aos mortais a renderem louvores ao Rei da glória.
Todos nós somos pecadores e sofredores neste mundo; além disso, devido à santidade de Deus e Sua perfeita justiça, estamos condenados por suscitarmos Sua ira e indignação; entretanto, Seu favor e compaixão nos curam – tornando-O mais digno de louvor (vs. 4-12).
As notas fúnebres das músicas de quem confia em Deus se transformam em melodias de alegria:
• Moisés cometeu assassinato, fugiu do Egito e perdeu sua alta posição, permanecendo no deserto por 40 anos (noite); depois, com Deus sua vida foi um sucesso e uma bênção (manhã de alegria).
• José foi vendido pelos próprios irmãos, tornou-se escravo de Potifar, foi preso por acusação falsa ao tomar a mais nobre atitude (noite); contudo, ele saiu da prisão para governar o Egito e ser bênção ao mundo (amanhecer alegre).
• Jesus entrou na história amarga da humanidade, amou ao pecador ao máximo, foi traído, abandonado e morto (noite); porém, ao terceiro dia voltou à vida para nos dar a vitória sobre o pecado e a morte (alegria matutina).
• Muitos cristãos foram perseguidos, e, por fim, martirizados (noite), mas graças à vitória de Cristo, eles ressurgirão para a vida eterna (na manhã da ressurreição).
“Senhor, cura-nos, reaviva-nos!” – Heber Toth Armí
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“… Ao anoitecer pode vir o choro, mas a alegria vem pela manhã” (v.5).
Comentando com meu filho mais velho que o sol se põe mais tarde no Sul do país, ele me disse:
— Que legal! Gostaria de morar lá porque o dia dura mais!
Parece que tudo fica melhor quando os primeiros raios do sol apontam no horizonte. A luz traz consigo a vida. Tanto, que quando um bebê está para nascer, dizemos que a gestante está para dar à luz. Já a noite traz consigo a escuridão, que por sua vez dá ideia de morte. Davi fez um contraste entre sentimentos e emoções, ao comparar a noite com a tristeza e o pranto, e a manhã com a alegria e com festa.
Costumamos ser muito rápidos e diligentes para pedir, mas lentos e negligentes para agradecer. Cada manhã que acordamos com vida é motivo mais do que suficiente para darmos graças a Deus. Enquanto muitos desceram à sepultura, nossa vida foi, mais um dia, preservada (v.3). A noite é como se fosse um “vale da sombra da morte” no tempo (Sl.23:4). Por mais que os santos de Deus (v.4) tenham que enfrentar situações escuras, por mais que as adversidades os façam chorar, a noite “não passa de um momento” (v.5), isto é, o sofrimento dos filhos de Deus é passageiro. Logo vem a manhã trazendo a alegria e o favor de Deus que “dura a vida inteira” (v.5).
Anoiteceu em sua vida? Tudo se converteu em choro? Clame ao Senhor por socorro (v.2) e Ele lhe tirará “das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe.2:9). Ele converterá o seu pranto em festa e tirará as suas vestes de luto e lhe vestirá de alegria (v.11). Você sempre terá um cântico no coração e a sua vida será uma melodia em gratidão ao Deus da sua salvação. O que quer que esteja escurecendo a sua vida, que lhe faça pensar que não tem mais jeito, que faça com que inimigos se deleitem em seu sofrimento, se Deus for o seu auxílio, é só uma questão de tempo até que a sua alegria torne-se em “dia perfeito” (Pv.4:18).
De certa forma, fazendo um paralelo, todos nós vivemos em um “mundo noite”. Doenças e morte nos cercam por todos os lados. Mas os que esperam no Senhor e na preciosa e fiel promessa da segunda vinda de Cristo, sabe que o choro pode até durar na noite que é este mundo, mas a alegria no mundo onde “já não haverá noite” (Ap.22:5) durará para sempre. Apeguemo-nos, pois, a esta promessa certa e verdadeira, clamemos ao Senhor por auxílio e compaixão (v.10)! Então, muito em breve, estaremos rendendo graças para sempre (v.12) na cidade que “não precisa nem do sol, nem da lua, para lhe darem claridade, pois a glória de Deus a iluminou, e o Cordeiro é a sua lâmpada” (Ap.21:23). Vigiemos e oremos!
Bom dia, santos do Altíssimo!
Desafio da semana: Enquanto muitos países fecham as portas aos imigrantes, aguardamos um país que tem doze portas abertas em todas as direções (Ap.21:12-13). Façamos uma corrente de oração todos os dias, às 6h da manhã, por nossos irmãos que estão nas fronteiras e nos campos de refugiados para que recebam os cuidados que necessitam e encontrem em Jesus a esperança de um lar eterno.
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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366 palavras
Este é um salmo de gratidão que comemora o livramento de um grande perigo, talvez de uma enfermidade grave. O significado das palavras do subtítulo “dedicação da casa”é incerto. … O salmo é evidentemente pessoal. O poeta expressa profunda gratidão a Deus por Sua bondade e detalha sua experiência durante a enfermidade. Na sinagoga moderna, o salmo é lido da Festa de Dedicação (Hanukah). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 790.
1 Exaltarei. Tornar supremo em pensamento e afeição. CBASD, vol. 3, p. 790.
3 Cova. A explicação mais natural é considerar que o salmista esteve gravemente enfermo de modo que sentiu estar perto da morte. CBASD, vol. 3, p. 790.
5. Não passa de um momento. A ira de Deus é passageira no caso de alguém que peca, se arrepende e confessa, pedindo misericórdia (v. 8-10). CBASD, vol. 3, p. 790.
O Seu favor. Diferente da ira, o favor divino é duradouro, por toda a vida (ver Sl 16:11). CBASD, vol. 3, p. 790.
Dura. Do heb. lin, “passar a noite”. A ideia expressa pelo hebraico é de que “o choro chega ao anoitecer para passar a noite, mas pela manhã há alegria”. CBASD, vol. 3, p. 790.
Alegria. Se tivermos comunhão com Deus, a noite de tristeza sempre se dissipará com a manhã de alegria. CBASD, vol. 3, p. 790.
7 Voltaste o rosto. A enfermidade ou o perigo foi para o salmista um sinal de que Deus tinha retirado dele Seu favor (ver com. de Sl. 13:1). CBASD, vol. 3, p. 791.
9 Que proveito … ? O argumento “sugere um comovente quadro de confiança e intimidade infantil que o salmista tinha com Deus” (Oesterley). Esse tipo de súplica é tipicamente hebraica. CBASD, vol. 3, p. 791.
10 Sê Tu, SENHOR, o meu auxílio. Com o sofrimento ele aprendeu que seu único auxílio estava em Deus. CBASD, vol. 3, p. 791.
11 Folguedos. Evidência de alegria. As crianças dão pulos quando estão felizes e agradecidas (ver Êx 15:20; Jr 31:4, 13; ver com. de 2Sm 6:14). CBASD, vol. 3, p. 791.
Pano de saco. O traje do que está pesaroso (ver Jó 16:15; Is 3:24). CBASD, vol. 3, p. 791.
12 Para sempre. Literalmente, “por uma idade”, isto é, durante a vida do salmista. Ele se propõe a agradecer a Deus em todas as suas atividades; aprendeu a lição da adversidade, que o habilita a se manter firme na prosperidade. CBASD, vol. 3, p. 791.
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/sl/29
Gosto de como esse salmo enfatiza a palavra “glória”. Gosto disso porque todo o salmo se refere à glória como algo que só vem de Deus.
Nesse salmo, até a natureza dá glória a Deus quando Ele fala. Isso me diz algo realmente importante – não importa o que eu faça, nunca devo receber a glória porque fui criado por Quem veio a glória.
Não recebemos nenhuma glória porque não a merecemos. Contudo, podemos glorificar Seu nome em tudo o que fazemos e, como resultado, de acordo com o salmista, Deus nos dará força e paz.
Prefiro ter a paz e a força que Deus pode me dar do que toda a glória que o mundo pode oferecer.
Ruber Raul Alvarez Matos
Presidente da Associação de Estudantes
Southwestern Adventist University, Texas EUA
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=753
Tradução: Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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SALMO 29 – Convocados todos nós somos neste salmo. O salmista Davi, inspirado pelo Espírito Santo, conclama a todos os seres humanos a adorar ao Senhor Deus, o soberano Rei do Universo.
O Salmo começa com quatro imperativos (vs. 1-2):
1. Atribuam ao Senhor filhos dos poderosos;
2. Atribuam ao Senhor glória e força;
3. Atribuam ao Senhor glória ao Seu nome;
4. Adorem ao Senhor na beleza de Sua santidade.
O Salmo revela-nos as razões pelas quais Deus merece adoração da toda a humanidade (v. 3):
1. A voz do Senhor está sobre as águas;
2. A voz do Senhor troveja sobre muitas águas;
3. O Senhor está sobre muitas águas.
O Salmo nos apresenta a voz de Deus superior a qualquer outra voz poderosa existente no universo (vs. 4-9):
1. A voz do Senhor está sobre as águas. Deus troveja sobre as muitas águas;
2. A voz de Deus é poderosa;
3. A voz de Deus é majestosa;
4. A voz do Senhor quebra os cedros, arrebenta cedros do Líbano e os faz saltar como bezerros. Líbano e Siriom como pequenos bezerros selvagens;
5. A voz do Senhor despede labaredas de fogo;
6. A voz do Senhor faz contorcer o deserto. O Senhor faz tremer o deserto de Cades;
7. A voz do Senhor faz procriar corças. E desnuda bosques.
Os seres celestiais glorificam ao Senhor no Templo – o centro de comando do Universo. Nada abala ao Seu reino (vs. 9-11). Assim, nas tempestades da vida, o povo de Deus encontra força e paz, segurança e esperança, em Seu poder insuperável.
A voz do Senhor é mais poderosa que os mais fortes cataclismos naturais; ela é destruidora, inquietante. Ela traz fogo consigo, faz tudo estremecer, cria e destrói. Assim ela evoca a glória do Criador.
Um exemplo do poder da voz divina está em Mateus 8:25-26, onde fica evidente a paz que essa voz pode oferecer quando enfrentamos grandes tumultos na vida.
O Deus de voz poderosa e temível tem o compromisso de fortalecer e abençoar com a paz ao Seu povo. Os sete trovões em Apocalipse 10 referem-se ao cuidado de Deus ao Seu amado povo, presente no turbulento tempo do fim para promover paz nos coração atribulados de Seus filhos.
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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“A voz do Senhor é poderosa; a voz do Senhor é cheia de majestade” (v.4).
Davi convocou os filhos de Deus a tributar “ao Senhor glória e força” (v.1), a render-Lhe homenagens, dedicar-Lhe “a glória devida ao Seu nome” (v.2). Mas esta convocação não se referia à gratidão por bênçãos alcançadas, e sim para reconhecer o poder e a “beleza da santidade” (v.2) da “voz do Senhor” (v.4), mesmo em meio a fortes tempestades.
A voz de Deus que, no princípio, pairava sobre a face das águas (v.3; Gn.1:2), é a mesma que é poderosa (v.4) para acalmar tempestades (Leia Lc.8:24). A mesma voz que com poder criou todas as coisas (Jo.1:1-3; Hb.11:3), é a mesma que em breve fará novas todas as coisas (Ap.21:1). A voz que “despede chamas de fogo” (v.7), é a mesma que livra do fogo (Dn.3:25). A voz que “faz tremer o deserto” (v.8), é a mesma que no deserto fez Satanás tremer (Mt.4:11). A voz do Senhor que “faz dar cria” (v.9) aos animais, é a mesma que nos criou (Gn.1:26).
Deus dá a conhecer a Sua voz a todo aquele que O segue e não dá ouvidos a estranhos (Jo.10:4,5). Ele pode até permitir que Seus filhos passem por tempestades, porém, jamais permitirá que eles pereçam. Pois até as tempestades na vida dos cristãos são presididas por Ele. O Senhor nos diz: “Eu estou no controle de tudo, lhes darei forças e os abençoarei com paz”.
Precisamos falar menos e ouvir mais. Como está escrito: “cale-se diante dEle toda a Terra” (Hc.2:20). O Senhor deseja falar conosco por meio de Sua Palavra e, para ouvirmos a Sua voz precisamos nos submeter à Sua vontade e seguir os Seus passos. As ovelhas de Cristo O seguem porque reconhecem a Sua voz. Se buscarmos ouvi-Lo todos os dias, quando vier a tempestade, a Sua voz ficará ainda mais familiar. Se permitirmos que Deus presida os “dilúvios” que parecem que vão nos submergir, então Ele nos estenderá a Sua destra e nos conduzirá ao lugar seguro (Leia Mt.14:31, 32).
Permita que a sua vida seja guiada pela voz do Senhor, então você será sempre um templo de Deus a tributar ao Senhor: “Glória!” (v.9). Vigiemos e oremos!
Bom dia, guiados pela voz do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo29 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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422 palavras
O Salmo 29 foi chamado de “Cântico da tormenta”e “Cântico dos sete trovões”. Ele representa todos os salmos hebreus referentes à natureza. O poeta hebreu … sempre vê na natureza o poder e a glória de seu Criador. … Descreve-se de form vívida uma tempestade: seu início, sua intensidade máxima e seu fim. … O salmo descreve a fúria de uma grande tempestade que se origina no mar e é acompanhada por ventos tempestuosos, por estrondos de trovão e por clarões de relâmpagos. Ela vem desde o Líbano e Anti-Líbano e perde sua força no deserto oriental. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 787.
2 Beleza da Santidade. Literalmente, “em adornos de santidade”. … Nenhuma beleza exterior pode ser comparada à beleza de um caráter santo (ver 1Pe 3:3, 4). CBASD, vol. 3, p. 787, 788.
3 A voz do SENHOR. Na sinfonia verbal dos v. 3 a 9, o salmista sem dúvida descreve o que contemplou: a tempestade que sai desde o mar Mediterrâneo, cai com fúria sobre o Líbano e desaparece no leste, deixando o deserto tranquilo. Para ele, o trovão é “a voz do SENHOR” (ver Sl 18:13). CBASD, vol. 3, p. 788.
4 Poderosa. Literalmente, “com poder”. O salmista vê na tempestade alguns dos atributos divinos. CBASD, vol. 3, p. 788.
5 Quebra os cedros. A tempestade cai com fúria sobre as montanhas do Líbano, famosas pelos cedros, e o vento forte quebra as poderosas árvores. CBASD, vol. 3, p. 788.
6 Ele os faltar saltar. As montanhas do Líbano parecem saltar sob o impacto da tempestade. CBASD, vol. 3, p. 788.
Siriom. Nome sidônio do monte Hermon, o mais alto da cadeia do Antilíbano, cujo topo se eleva cerca de 3 mil metros acima do nível do mar (ver com. de Dt 3:9). CBASD, vol. 3, p. 788.
7 Despede. Literalmente, “corta”, “talha”. O versículo descreve o vívido serpentear dos relâmpagos. CBASD, vol. 3, p. 788.
9 Seu templo. É provável que não esteja se referindo ao tabernáculo, e sim à natureza. CBASD, vol. 3, p. 788.
Tudo. Depois da descrição deste versículo, a tempestade diminui, o salmista se volta para uma tranquila meditação e declara a soberania de Deus e Seu maravilhoso dom da paz. CBASD, vol. 3, p. 789.
10 Dilúvios. … a forte chuva que acompanha a tormenta e seus resultados. CBASD, vol. 3, p. 789.
Rei … para sempre. Assim como Deus estava na tempestade que passou, Ele governará como soberano absoluto para sempre. A declaração traz calma e confiança para a alma após a comoção e consternação da tempestade. CBASD, vol. 3, p. 789.
11 Paz. Assim, a sinfonia do Salmo 29, que havia chegado a um crescendo ensurdecedor termina com o mais suave pianíssimo …, “Paz seja convosco” (Jo 20:21, 26), diz o Príncipe da Paz. CBASD, vol. 3, p. 789.