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“Não o olharás com piedade: vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé” (v.21).
Estamos diante de um contexto difícil de se conceber, partindo do princípio de que “Deus é amor” (1Jo.4:8). Um dos maiores questionamentos de muitos tem sido justamente este: Se Deus é amor, como explicar os Seus atos no Antigo Testamento? Como harmonizar este Deus com Jesus e Suas obras? Na verdade, havia uma real necessidade de impor estreitos limites que evitassem a tolerância com o pecado e a prática da injustiça; uma urgência de instruir um povo prestes a cruzar as fronteiras de Canaã.
As cidades de refúgio eram uma irrefutável representação da misericórdia e da justiça de Deus. Não é o ato do pecado em si que fere o coração de Deus, mas a intenção ao praticá-lo. O mandamento é claro: “Não matarás” (Êx.20:13), mas se alguém transgredisse tal mandamento “sem o querer” (v.4), teria a oportunidade de encontrar abrigo em uma das cidades refúgio para que fosse conservada a sua vida. O pecado, no entanto, é tão cruel, que mesmo o cometendo sem intenção, acabamos colhendo as suas ruins consequências, afinal, mesmo que o homicida tivesse para onde ir, teria de deixar para trás o seu lar e aqueles a quem amava.
A famosa lei do “olho por olho, dente por dente” (v.21), apesar de ser considerada severa e hostil, fora uma maneira de impor limites a fim de evitar excessos na hora de punir. Diante de um povo de dura cerviz, não houvesse o Senhor instruído Moisés a limitar as sanções, e Canaã se tornaria um covil de assassinos. O real desejo do Senhor para Israel era que a nação aprendesse a viver em paz uns com os outros e que, por seu exemplo, as demais nações convertessem “as suas espadas em relhas de arados e suas lanças, em podadeiras”; [que] uma nação não [levantasse] a espada contra outra nação, nem [aprendesse] mais a guerra” (Is.2:4).
O ministério terrestre de Cristo foi o cumprimento e o supremo exemplo do que Deus deseja seja o Seu povo na Terra, “para que viva” (v.4), “para que te vá bem” (v.13) e receba por herança a “terra que o Senhor, teu Deus, te dá para a possuíres” (v.14). Jesus foi a personificação do Pai, a perfeita manifestação do caráter do grande EU SOU. Ele mesmo afirmou: “Quem me vê a Mim vê o Pai” (Jo.14:9). Ainda há “uma porta aberta no céu” (Ap.4:1). Ainda há uma oportunidade de graça. Deus nos chama para fazermos dEle o nosso refúgio e foi Ele mesmo que “deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16). Aceitemos, hoje, a Sua oferta de graça e, enquanto aguardamos a nossa futura herança, vigiemos e oremos.
Bom dia, alvos da graça de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Deuteronômio19 #RPSP
Comentário em áudio:
https://www.youtube.com/user/nanayuri100
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