Reavivados por Sua Palavra


I CORÍNTIOS 6 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
13 de junho de 2018, 0:30
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“Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?” (v.19).


Duas coisas afetavam a igreja de Corinto e estavam tomando grandes proporções. Havia ali sérios litígios entre irmãos e imoralidade sexual, pecados que foram postergados e tornaram-se do conhecimento de todos, inclusive dos incrédulos. As dissensões tornaram-se tão graves que alguns ousavam levar suas causas diante dos tribunais seculares. Não estavam dispostos a crucificar o próprio eu e colocavam “perante incrédulos” (v.6) litígios que deveriam ser julgados “no meio da irmandade” (v.5). Certamente aquela igreja precisava dar ouvidos às palavras de Paulo, ou continuaria sendo uma vergonha em sua comunidade.

Só o fato de existirem demandas no meio do povo de Deus é denominado por Paulo de “completa derrota” (v.7). O orgulho não permitia que sofressem as injustiças, e sim que buscassem de todas as formas possíveis a satisfação da justiça própria. Provavelmente, alguns casos foram levados diante de magistrados e outros ameaçavam fazer o mesmo. Na questão da imoralidade, havia promiscuidade tal que Paulo mesmo afirmou que “nem mesmo entre os gentios” se via tanta imoralidade (Rm 5:1). Em Seu ministério terrestre, Jesus nunca excluiu ninguém e sempre procurou Se misturar com os pecadores, mas Sua palavra de ordem não era “Permaneçam como estão!”, e sim, “Vai e não peques mais” (Jo 8:11).

Não recebemos de Deus a autoridade e o direito de julgar o que não nos compete, mas precisamos usar de honestidade para com os nossos irmãos. Como bem pontua Warren Wiersbe: “Apesar de os cristãos não deverem julgar as motivações uns dos outros (Mt 7:1-5), nem seus ministérios (1 Co 4:5), certamente é esperado que sejamos honestos sobre a conduta uns dos outros… O pecado não deveria ser ‘varrido para debaixo do tapete’, pois, afinal, era de conhecimento geral até mesmo dos incrédulos de fora da igreja” (Comentário Bíblico Expositivo, NT1, p. 766).

Tentar mascarar o pecado professando piedade, como se um título religioso fosse suficiente é, no mínimo, uma ofensa aos olhos de Deus. Suas orações e louvores não passam de palavras espúrias para Aquele que é “Santo, Santo, Santo” (Ap 4:8) e que vem buscar uma igreja santa. Todos nós estamos na mesma condição: pecadores. O próprio Paulo confessou: “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (Rm 7:24). Mas o que fará a diferença entre pecadores e pecadores naquele grande Dia, será a nossa conduta e reação com relação ao pecado. Estamos vigiando, orando e nos esforçando por não cair em tentação? Ou simplesmente aprovamos ou somos indiferentes ao pecado, que acabamos perdendo a consciência espiritual que o reprova?

A lascívia praticada naquela igreja, comenta Warren Wiersbe, era cometida tendo por base “dois argumentos. Em primeiro lugar: ‘Todas as coisas me são lícitas’ (1 Co 6:12). Essa era uma expressão em voga em Corinto e tomava como base um conceito falso da liberdade cristã… O segundo argumento deles era: ‘Os alimentos são para o estômago, e o estômago, para os alimentos’ (1 Co 6:13). Consideravam o sexo um apetite a ser saciado, não uma dádiva a ser guardada e usada com cuidado” (Idem, p. 769). Portanto, amados, “Fugi da impureza” (v.18).

Disciplinar nunca foi e nunca será tarefa fácil. Os pais que o digam. Um pai ou uma mãe temente a Deus nunca tratará os erros dos filhos com negligência ou indiferença, mas fará o que estiver ao seu alcance para corrigi-los e mostrar-lhes, por preceito e por exemplo, como andar no caminho eterno. Quanto mais o Pai Celestial não procurará atuar no meio do Seu povo a fim de que Seus filhos sejam lavados, santificados e “justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus” (v.11).

Não encare a repreensão e a disciplina como ofensas que devem ser ignoradas. Peça a Deus sabedoria para aceitar a repreensão e também, quando preciso for, para repreender seu irmão “com espírito de brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado” (Gl 6:1). E ainda que, por vezes, alguns não tenham sabedoria para disciplinar, consideremos a possibilidade de ser um recado direto de Deus para a nossa salvação. Somos “santuário do Espírito Santo” (v.19), e fomos comprados por alto preço. “Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo” (v.20).

Bom dia, santuário do Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Coríntios6 #RPSP


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