Reavivados por Sua Palavra


ATOS 5 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
29 de abril de 2018, 0:30
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“E todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar e de pregar Jesus, o Cristo” (v.42).


Logo após a exposição da fidelidade de Barnabé, a Bíblia apresenta a infidelidade de Ananias e Safira. Tentando ludibriar os discípulos, a fim de parecerem generosos à causa, pensaram que passariam despercebidos. Mas aquela igreja que estava dando apenas os seus primeiros passos precisava ser cuidada com especial sebe a fim de que a boa obra não fosse interrompida. A cobiça daqueles dois certamente afetaria os demais como uma doença contagiosa, mas o resultado da iniquidade de ambos causou “grande temor a toda a igreja” (v.11), de modo que perceberam que do Espírito Santo, ou seja, “de Deus não se zomba” (Gl 6:7).

E os apóstolos seguiam operando “muitos sinais e prodígios… entre o povo” (v.12), de modo que “crescia mais e mais a multidão de crentes, tanto homens como mulheres, agregados ao Senhor” (v.14). As palavras e obras dos discípulos testemunhavam do poder de Deus e da veracidade da ressurreição de Jesus, tanto que até mesmo a sombra de Pedro curava os enfermos. Porém, onde há oração, comunhão e fidelidade, certamente haverá  luta, represália e inveja. Satanás logo arregimentou seus agentes na tentativa de impedir o avanço da sagrada obra. Tomados de inveja (v.17), os líderes judeus “prenderam os apóstolos e os recolheram à prisão pública” (v.18). Tola tentativa!

O que são grades e guardas à vista do poderoso Senhor dos Exércitos, o Comandante das hostes celestiais? Bastou apenas um anjo para que aqueles homens estivessem novamente em liberdade dizendo “ao povo todas as palavras desta Vida” (v.20). E voltando para o templo, eles ensinavam ao povo. Ora, uma vez presos, eles poderiam ter fugido ou ido pregar em lugares secretos, mas retornaram aonde seria mais provável que fossem presos novamente. Na verdade, eles não estavam preocupados quanto ao que lhes aconteceria, e sim empenhados em fazer a vontade de Deus.

Quando lemos a afirmação dos apóstolos de que “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (v.29) e que Deus concede o Espírito Santo “aos que Lhe obedecem” (v.32), algo fica muito claro: o batismo do Espírito Santo é outorgado aos obedientes. A intrepidez e coragem dos discípulos não vinham deles mesmos, mas do poder do Espírito Santo. E foi por este mesmo poder que, após serem açoitados, “se retiraram do Sinédrio regozijando-se por terem sido considerados dignos de sofrer afrontas por esse Nome” (v.41).

Tem sido muito fácil entitular-se “crente” hoje em dia. Frequentar uma igreja, se emocionar, dizer “Glórias e Aleluias”, fazer obras de caridade, nisto tem se resumido a vida cristã. Afinal, a maioria afirma, “Eu sou uma pessoa boa. Não mato, não agrido a ninguém, devolvo o dízimo e dou esmolas aos pobres. Está tudo certo”, enquanto o inimigo das almas tem vibrado com tal comodidade. Certa vez ouvi a seguinte frase: “Só se atira pedra em árvore que dá fruto”. E é verdade. Nem todos estão dispostos a ser alvo de perseguições e sofrimentos por amor a Cristo. E sobrevindo a primeira prova, logo é revelado o verdadeiro caráter que prefere desobedecer a sair da sua zona de conforto.

Quando ouço testemunhos de irmãos no Oriente Médio que estão colocando em risco a própria vida por amor a Jesus, e na maioria dos casos, perdendo a casa e a família por abraçar uma nova fé, me envergonho de minha condição. Mulheres que apanham de seus maridos e que são desprezadas por seus filhos e, ainda assim, manifestam um coração alegre por estar sofrendo “afrontas por esse Nome” (v.41). Não, eu não estou falando de testemunhos da igreja primitiva, mas da igreja contemporânea de Deus. Pessoas que não temem dar a própria vida por amor a Cristo e Seu evangelho de salvação.

Como bem falou Gamaliel, quando a obra é de Deus, nada pode destruí-la (v.39). Se pertencemos a Deus e a Ele verdadeiramente nos entregamos, “nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 8:38-39). Encaremos, hoje, as provações como oportunidades de sermos fortalecidos para a grande prova final “qual nunca houve”, confiando de que Aquele que nos guarda, “naquele tempo”, nos salvará (Dn 12:1).

Feliz semana, perseguidos “por esse Nome”!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Atos5
#RPSP


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