Reavivados por Sua Palavra


ATOS 1 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
25 de abril de 2018, 0:30
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“Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra” (v.8).


Por três anos e meio os discípulos receberam instrução da Fonte de toda a sabedoria. Andaram lado a lado com Jesus testemunhando todas as Suas obras e assimilando as Suas palavras. Na escola de Cristo aprenderam as mais ricas lições, os mais incríveis ensinamentos e o maior dos ofícios: o discipulado. Não foram simplesmente ensinados, mas preparados para perseverar até o fim ainda que severamente provados. O discípulo amado acrescenta um detalhe muito importante no final de seu evangelho. Na primeira aparição de Cristo a Seus discípulos, após Sua ressurreição, Jesus “soprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo” (Jo 20:22).

O grande desafio que os discípulos teriam de enfrentar envolvia uma série de barreiras: linguísticas, territoriais, religiosas e políticas. Somente mediante a intervenção divina obteriam êxito na missão de solidificar a igreja de Cristo. Foi “por intermédio do Espírito Santo” (v.2) que Jesus proferiu as últimas instruções a Seus discípulos. E seria por intermédio do Espírito que cumpririam a missão que lhes foi confiada: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28:19). “A promessa do Pai” (v.4), ou seja, o batismo “com o Espírito Santo” (v.5), logo se cumpriria, tornando simples “varões galileus” (v.11) em pregadores fluentes em outros idiomas.

Obedecendo à ordem do Mestre, os discípulos permaneceram em Jerusalém e dali não sairiam até que fossem capacitados para a obra global. “Todos estes perseveraram unânimes em oração, com as mulheres, com Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dEle” (v.14). Certamente, os momentos de oração com Jesus e o exemplo que lhes deixou, de especial comunhão com Seu Pai, os motivou a fazer da oração o seu combustível espiritual. Em preciosas reuniões de oração e sincera súplica, os fiéis se reuniam e, como Jó, confessavam: Nós Te conhecíamos só de ouvir, mas os nossos olhos Te viram, por isso abominamos o nosso eu e nos arrependemos no pó e na cinza! (Vide Jó 42:5-6). Um grande despertamento aconteceu e o coração tornou-se em boa terra para receber a chuva temporã.

Mas, em meio a uma “assembleia de umas cento e vinte pessoas”, “levantou-se Pedro no meio dos irmãos” (v.15) e propôs que um novo nome fosse indicado para ocupar o lugar de Judas, na décima segunda “cadeira” do grupo apostólico. Entre José, “cognominado Justo” (v.23) e Matias, sobre este último recaiu a sorte, “sendo-lhe, então, votado lugar com os onze apóstolos” (v.26). Não há nenhuma outra referência das Escrituras em que seja citado o nome de Matias. Notem que, novamente, Pedro toma a frente da situação. Mesmo que houvesse uma profecia acerca da substituição do traidor, esta substituição não deveria ser feita por Aquele que elegeu os demais? Creio na eleição realizada pelo próprio Jesus quando apareceu e fez cair por terra aquele que se tornaria o apóstolo dos gentios (At 9:4).

Quantas vezes nos achamos sábios demais para ficar calados, quando o silêncio seria a maior prova de sabedoria. Quantas vezes colocamos nossas especulações à frente da vontade de Deus e usamos o “Assim diz o Senhor” de forma equivocada ou imprudente. Oh, quanta longanimidade e misericórdia Deus tem nos concedido! Quanto amor por uma gente que insiste em tomar para si os méritos da imperscrutável inteligência divina! É lógico que Pedro ainda tinha uma longa estrada a percorrer no processo de transformação e santificação e as Escrituras deixam isso bem claro. Mas a natureza humana de Pedro, e a de qualquer outra pessoa, não significa que somos um caso perdido. Apesar dele mesmo, Pedro se uniu a outros seres humanos repletos de defeitos, e juntos reconheceram, na oração, a sua total dependência de Deus, recordando as palavras de Jesus, quando disse: “sem Mim nada podeis fazer” (Jo 15:5).

Diante de nós está um dever tão solene quanto o foi o da igreja primitiva. Há um mundo que precisa ser despertado do sono fatal e que geme pela expectativa de algo que não sabe explicar. A promessa do derramamento do Espírito Santo em nossos dias está se cumprindo em uma igreja invisível que, mesmo separada geograficamente, nunca esteve tão unida no firme propósito de cumprir o seu papel como “a igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade” (1Tm 3:15). É nosso dever diário pedir ao Pai que cumpra a Sua preciosa promessa em nossa vida, “e Ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra” (Os 6:3). “Porque é tempo de buscar ao Senhor, até que Ele venha” (Os 10:12). Perseveremos unânimes neste propósito sagrado!

Bom dia, batizados pelo Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Atos1
#RPSP


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