Reavivados por Sua Palavra


JOÃO 15 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
18 de abril de 2018, 0:30
Filed under: Sem categoria


“Eu sou a Videira, vós, os ramos. Quem permanece em Mim, e Eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem Mim nada podeis fazer” (v.5).


A ilustração da videira não foi algo exclusivo do discurso de Cristo. O profeta Isaías também usou desta parábola para descrever a situação moral e espiritual do antigo Israel: “Porque a vinha do Senhor dos Exércitos é a casa de Israel” (Is 5:7). Porém, a descrição do profeta nem se compara ao perfeito símbolo apresentado por Jesus. Israel havia se rebelado contra Deus. “Ele esperava que desse uvas boas, mas deu uvas bravas” (Is 5:2). Jesus então Se apresenta como “a Videira verdadeira” (v.1) e aponta Seus discípulos como sendo os ramos. E todo ramo que permanece em Cristo, “esse dá muito fruto” (v.5).

Na agricultura, ramos que não dão fruto são ramos que só prejudicam a produtividade da planta, mas devem ser removidos com cuidado para que, ao retirá-los, os ramos bons não sejam atingidos. Observem que, na vida espiritual, o “Pai é o agricultor” (v.1). Cumpre a Ele julgar o destino de cada ramo. Portanto, quando Ele corta algum ramo, Ele o faz sem o risco de atingir os demais. Quanto ao ramo que dá fruto, Ele o limpa, “para que produza mais fruto ainda” (v.2).

A obra de limpeza também requer cuidados que podem ser dolorosos e invasivos, mas que são necessários a fim de que haja constante crescimento. Tiago bem descreveu este processo: “Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes” (Tg 1:2-4).

A prova que nos aguarda ou que já está diante de nós não tem a ver com coisas ou pessoas, mas com fidelidade aos preceitos divinos. Assim como Sadraque, Mesaque e Abede-Nego tiveram de passar pela fornalha de fogo ardente pela firme obediência aos dois primeiros mandamentos do Decálogo (Êx 20:3-6), eis que o inimigo já está acendendo as fogueiras da última perseguição.

O que definirá se os ramos são bons ou são ruins será exatamente a atitude daqueles que, à semelhança dos jovens hebreus na corte babilônia, não temerem as consequências porque confiam nAquele que prometeu: “quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti” (Is 43:2). O teste do amor a Deus sempre foi a obediência. Foi assim no Éden, no dilúvio, no monte Moriá, na trajetória de Israel. Toda a Escritura revela que o amor gera obediência e o discurso de Jesus não foi diferente: “Se guardardes os Meus mandamentos, permanecereis no Meu amor” (v.10). “Vós sois Meus amigos, se fazeis o que Eu vos mando” (v.14). “Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros” (v.17).

Assim como a lei revela o nosso pecado e necessidade de um Salvador, a vinda do Messias também foi uma forma de assinalar os nossos pecados (v.22). Se a vida de Cristo é o nosso perfeito exemplo, o qual devemos seguir, precisamos permanecer nEle e nEle buscar toda a força vital necessária para sermos ramos frutíferos para a glória do Pai (v.8). Este processo requer renúncia do eu e completa dependência de Deus, pois que amar como Cristo amou certamente redundará em ser perseguido como Ele foi (v.20). Paulo exprimiu esta verdade em sábias palavras de instrução ao jovem Timóteo: “Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2Tm 3:12).

Amados, “amar como Jesus amou” pode não ser tão poético quanto à letra da canção. Quando o povo do advento verdadeiramente amar como Cristo nos amou, isto causará uma reação em cadeia que abalará o mundo na última grande sacudidura. Quem antes era adepto de uma simples cortesia, mas que não revelou fruto digno de arrependimento, se unirá às fileiras dos perseguidores que odiarão o povo de Deus “sem motivo” (v.25). Mas se levantará um povo conduzido pelo “Espírito da verdade” (v.26) tão firme na Videira e tão constante em produzir bons frutos, que dará testemunho de Jesus ainda que severamente provado.

O verdadeiro amor não é aquele que conquista o mundo, e sim aquele que permanece ainda que o mundo o odeie. “Lembrai-vos” (v.20) de que a vitória final será dos fiéis: “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap 2:10).

Bom dia, fiéis amigos de Jesus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#João15
#RPSP


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