Reavivados por Sua Palavra


JOÃO 4 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
7 de abril de 2018, 0:30
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“Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para Seus adoradores” (v.23).


Sabendo de como Seu ministério havia sido divulgado entre os fariseus, Jesus achou por bem retirar-Se “para a Galileia” (v.3). Ao chegar em cidade samaritana, enviou Seus discípulos “para comprar alimentos” (v.8) e sentou-Se junto à “fonte de Jacó” (v.6). Havia um propósito especial para Ele ficar sozinho naquele momento. Por volta de meio dia, aproximou-se do poço uma mulher samaritana. Ora, aquele horário não era o ideal para que alguém fosse à fonte buscar água, mas a intenção daquela mulher era a de, justamente, não encontrar ninguém.

Imagino-a vindo de longe e, ao avistar um homem judeu sentado junto ao poço, imediatamente voltar o seu rosto para o chão a fim de não encontrar o Seu olhar de reprovação. Contudo, o inesperado aconteceu: Ele falou com ela. Um judeu que zelasse por sua reputação jamais falaria com um samaritano, “porque os judeus não se dão com os samaritanos” (v.9). Após a divisão das tribos de Israel em Reino do Sul (Judá), sendo a capital em Jerusalém, e Reino do Norte (Israel), com a capital em Samaria, judeus e samaritanos tornaram-se inimigos declarados. Jesus, portanto, estava quebrando um protocolo nacional para transmitir uma mensagem de proporções mundiais.

Àquela atribulada alma, Jesus ofereceu a “água viva” (v.10), a fim de que fosse nela “uma fonte a jorrar para a vida eterna” (v.14). Ao ouvir tal promessa, o coração da samaritana se encheu de incontida esperança. Rechaçada por todos devido a sua má reputação, sua vida havia se tornado um fardo sobremodo pesado. Mas ao ouvir o pedido de Jesus, “Vai, chama teu marido e vem cá” (v.16), sentiu por breve momento a esperança transformar-se em desilusão, pois imaginou que seria desprezada ao contar a verdade. Então, cabisbaixa e sem querer expor o seu vergonhoso e desastroso “currículo” amoroso, se deteve a apenas três palavras: “Não tenho marido” (v.17).

A grande surpresa foi que aquele Estranho não só continuou falando com ela, como também resumiu a história de sua vida e respondeu com benevolência à sua constrangedora declaração. Jesus quebrou a barreira que a impedia de abrir o seu coração e sua inquietação sobre o lugar de adoração (v.20) redundou em uma das mais significativas declarações de Cristo à humanidade. Adorar “o Pai em espírito e em verdade” (v.23) não tem que ver com um lugar, mas em confiar tão logo na Palavra de Deus a ponto de deixar “o seu cântaro” (v.28) para trás, sua antiga vida, os “fantasmas” do passado, e ser, de agora em diante, um atalaia do Senhor.

Ao declarar aos homens de Sicar: “Vinde comigo e vede” (v.29), o resultado foi que “muitos samaritanos daquela cidade creram” em Jesus, “em virtude do testemunho da mulher” (v.39). De uma mulher desprezada a uma pregadora da verdade. De uma atribulada samaritana a uma verdadeira adoradora do Deus vivo. Como chamou aquela mulher, Jesus tem chamado a todos, independente de como estejam. Foi quando pensava que sua vida não fazia mais sentido; quando caminhar sob o pior calor do Oriente havia se tornado uma rotina; quando dependia emocionalmente de um homem que não a assumia publicamente, que o Sol da Justiça brilhou em sua vida, que a Água da Vida foi suficiente para lhe saciar a sede da alma.

Inconscientemente, aquela mulher samaritana fez o que Jesus disse aos Seus discípulos: “erguei os olhos e vede os campos, pois já branquejam para a ceifa” (v.35). Ela tirou os olhos do chão da vergonha para olhar nos olhos dos que eram alvo do amor de Deus. Ela encarou “àqueles homens” (v.28) com tanta convicção que, prontamente, creram em seu testemunho. A verdadeira adoração consiste numa declaração pública da fé daqueles que agradam a Deus. Muitos estão oferecendo a oferta de Caim (Gn 4:3) iludidos por um cristianismo apostatado que nada tem a ver com o “Assim diz o Senhor”. Entre o altar ensanguentado e o altar ornamentado ficam com a beleza deste último, esquecendo-se que foi esta “bela” oferta que Deus reprovou (Gn 4:5).

Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores” (v.23), à semelhança de Abel, terão de enfrentar a fúria daqueles que outrora eram seus irmãos. Deus nos chamou para anunciarmos que está próximo o reino dos céus e, como nos dias que antecederam o dilúvio, diz o Senhor: “O Meu Espírito não agirá para sempre no homem” (Gn 6:3). É tempo de deixarmos para trás os cântaros de nossa velha vida e com santa ousadia apressar “a vinda do Dia de Deus” (2Pe 3:12). De levarmos as pessoas a Jesus de forma que elas mesmas testifiquem que Ele “é verdadeiramente o Salvador do mundo” (v.42). O verdadeiro adorador não é aquele cujas obras agradam as multidões, “mas aquele que faz a vontade de Meu Pai” (Mt 7:21). Quem declarou isso? Jesus Cristo!

E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (Rm 13:11).

Feliz sábado, verdadeiros adoradores do Deus vivo!

Desafio do dia: Escreva uma oração em forma de carta para Jesus. Em seguida, ore por seus 5 amigos.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#João4
#RPSP


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