Reavivados por Sua Palavra


LUCAS 14 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
24 de março de 2018, 0:30
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“Pois todo o que se exalta será humilhado; e o que se humilha será exaltado” (v.11).


Em qualquer lugar que Jesus fosse, era observado. Suas ações eram tão diferentes das atitudes dos líderes judeus que era praticamente impossível vê-Lo e não ser atraído a Ele. Mas o sábado era o dia em que Seus passos eram minuciosamente observados. Não curava a fim de afrontar os rabinos judeus, mas de ensinar-lhes o verdadeiro sentido da guarda do sétimo dia. O sábado deve ser o ápice do amor a Deus e ao próximo. Não é um dia de severidade e legalismo, mas de bênção e restauração.

Interessante observar como o mundo cristão enfatiza a bênção do casamento ilustrando o primeiro casal do Éden antes do pecado. Ali, Deus celebrou a primeira união entre um homem e uma mulher, e até hoje o casamento é considerado uma instituição estabelecida por Deus. Contudo, que dificuldade é fazer o homem lembrar-se da segunda instituição criada por Deus antes do pecado: o descanso semanal no sétimo dia. É tão difícil, que é o único mandamento do Decálogo em que o Senhor inicia dizendo: “Lembra-te” (Êx 20:8). Ele não precisou dizer: “Lembra-te de honrar teu pai e tua mãe” (Apesar de que hoje em dia deveria ser lembrado mesmo!), nem disse: “Lembra-te de não matar”. Mas Ele disse: Lembra-te do sábado porque é um dia santo. Eu o separei para que você descanse em Mim assim como Eu lhe dei o exemplo após os seis dias da criação do mundo.

Quando Jesus perguntou aos fariseus: “É ou não é lícito curar no sábado?” (v.3), era como se dissesse: Lembrem-se que o sábado é um dia de celebração e não de condenação; que é um dia altruísta e não egoísta (v.5). Jesus não transgrediu o quarto mandamento da Lei de Deus, pois Ele não pecou, já que o pecado “é a transgressão da Lei” (1Jo 3:4). Assim como o Pai descansou no sétimo dia a fim de nos dar exemplo, Jesus também nos deixou exemplo de como este dia santo deve ser um dia dedicado a Deus e a fazer o bem aos nossos semelhantes. Os líderes religiosos haviam transformado este dia em um fardo que nem eles mesmos conseguiam carregar.

Provavelmente, todo o contexto deste capítulo se deu num dia de sábado. E ainda naquele banquete, Jesus reparou “como os convidados escolhiam os primeiros lugares” (v.7). Ou seja, cada um desejava honra maior do que o outro, numa disputa insensata de prestígio pessoal. Estavam diante do Verbo (Jo 1:1), diante dAquele que fez o sábado por causa do homem (Mc 2:27), para que desfrutasse de um dia especial com o seu Criador. No entanto, o que lhes ocupava a mente era a exaltação própria. Enquanto roubavam para si a glória do Senhor, acusavam Jesus de ser um transgressor. Que insanidade!

Meus irmãos, corremos o sério risco de estarmos agindo da mesma forma sem nem nos darmos conta. De pensarmos que em breve estaremos comendo “pão no reino de Deus” (v.15), quando estamos rejeitando hoje o convite do Senhor do reino. Defendemos a guarda do sábado com unhas e dentes, vamos à igreja, vestimos nossa melhor roupa, realizamos um culto impecável e voltamos para casa para dormir (afinal, o sábado é um dia de descanso!), ou oferecemos almoços fartos, ou participamos de longas reuniões que nos fazem chegar ao final do sábado esgotados e precisando de um novo repouso.

De fato, temos vivido, na essência, as bênçãos sabáticas? Temos realmente seguido o exemplo do Senhor do sábado? Enquanto os fariseus observavam quem estava vestido adequadamente para o sábado, se havia a presença de alguém importante do povo, se havia algum “pecador” desobedecendo às suas tradições sabáticas, se o comportamento inadequado do irmão seria levado à comissão, Jesus observava se havia alguém que precisasse de cura, se algum coração afligido pela culpa necessitava de perdão, se a incoerência de alguns precisava ser advertida com brandura, se corações resistentes precisavam ser chamados novamente. Este foi o exemplo que Ele nos deixou. O sábado é um dia de renúncia do eu. É, portanto, a nossa oportunidade de vencer o egoísmo e de aprender de Cristo, para que iniciemos cada nova semana com um coração manso e humilde (Mt 11:29).

Um sábado polido de rituais não impressiona o coração de Deus, mas ao que se humilha indo à Sua presença mesmo que não faça parte da “lista de convidados” para os banquetes desta terra, encontra o olhar do amor, a mão da cura e o convite para o banquete original. Será o sábado como Jesus observou que servirá de sinal profético e prova final para o povo de Deus. E “bem-aventurado” (v.14) serás “se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do Senhor, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs” (Is 58:13). Então, “a tua recompensa… tu a receberás na ressurreição dos justos” (v.14).

Feliz sábado, humildes de espírito!

Desafio do dia: Separe um momento de especial comunhão com o seu Criador e peça que o Espírito Santo te use neste dia como instrumento de salvação na vida de alguém.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Lucas14
#RPSP


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Valeu. DEUS TE ABENÇOE.

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