Reavivados por Sua Palavra


LUCAS 11 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
21 de março de 2018, 0:30
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“Repara, pois, que a luz que há em ti não sejam trevas” (v.35).


Creio que de todas as cenas observadas pelos discípulos, mais do que as curas e os milagres realizados, os momentos de comunhão de Jesus tenham sido os mais admiráveis. Apesar de geralmente Se retirar em lugares solitários para orar, por vezes também convidava Seus discípulos para desfrutarem do silêncio dos bosques e das montanhas. Ali, em raros intervalos longe da agitação das multidões, eles percebiam em Jesus as forças renovadas e um semblante sereno e calmo, que, em um desses momentos lhes comoveu o coração a pedir: “Senhor, ensina-nos a orar” (v.1).

A oração do Pai nosso não foi ensinada por Cristo a fim de que possamos sempre reproduzi-la com as mesmas palavras, mas Ele nos deixou uma oração modelo que envolve adoração, submissão, petição, arrependimento e confissão. De um modo didático, a parábola do amigo importuno revela que a oração deve ser constante e insistente. Pedir, buscar e bater são três ações que demonstram a natureza ativa da oração. Jesus orava e então curava. Orava e então pregava. Orava e então exortava. Percebem a ordem? E como Seus professos seguidores, a nossa maior necessidade e motivação para orar deve estar no fato de que necessitamos do Espírito Santo em nossa vida.

Muitos, infiltrados entre as multidões, não tinham o objetivo de tornar-se seguidores de Jesus, mas apenas expectadores de algum “sinal do céu” (v.16). A admiração de uns confundia-se com a descrença de outros e numa tentativa de lançar por terra as Suas obras, alguns O acusaram de ser um agente de Satanás. Por tamanha blasfêmia, Deus poderia tê-los consumido naquele exato momento e teriam o tão almejado sinal do céu. Mas ali e em tantas outras ofensas sofridas, Cristo demonstrou, na prática, o perdão da oração do Pai nosso, hoje tão levianamente recitado por lábios que ao mesmo tempo destilam ódio. “Pelo dedo de Deus” (v.20), ou seja, “pelo Espírito de Deus” (Mt 12:28), é que Jesus realizava todas as Suas obras e proferia cada palavra. Com que empenho não deveríamos nós pedir ao Pai que nos conceda o Seu Espírito!

A estratégia do inimigo, amados, é fazer de cada vida humana uma casa de demônios. Quando Jesus liberta uma alma do cativeiro de Satanás, não significa que uma vez salvo, salvo para sempre. É necessário haver uma atitude de constante vigilância a fim de que o nosso corpo seja “santuário do Espírito Santo” (1Co 6:19). Porque não pode haver qualquer comunhão entre a luz e as trevas. Uma vida que, diariamente, busca a santificação por meio da ação do Espírito Santo, mantém as portas do coração blindadas contra as ciladas do maligno. E foi a respeito destes que Cristo falou: “Antes, bem-aventurados são os que ouvem a palavra de Deus e a guardam!” (v.28). A ação do Espírito nos conduz a uma vida de obediência à semelhança de Cristo, que “foi obediente até à morte, e morte de cruz” (Fp 2:8).

Fomos chamados para resplandecer a luz de Cristo em sua plenitude. E isto implica em um processo diário de firme contemplação do “Autor e Consumador da fé, Jesus” (Hb 12:2), de buscar e pensar “nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra” (Cl 3:2). Porque é pela contemplação que “somos transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2Co 3:18). Ao ser julgado de negligenciar uma tradição judaica ao comer sem lavar as mãos, Jesus declarou, provavelmente, o Seu mais duro discurso, tornando o título dantes visto como admirável no adjetivo mais temido pelos professos cristãos, ao dizer: “Ai de vós, fariseus!” (v.43). A Sua firme exortação, porém, possuía o mesmo objetivo de cada palavra Sua: salvar.

O terrível perigo que nos cerca não é a violência ou a iminência de um desastre natural, mas é o adversário que “anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (1Pe 5:8). A Bíblia também afirma que a nossa luta não é contra pessoas, “e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal” (Ef 6:12). Mas creio que perigo maior seja o de confiar no próprio coração; de cair na armadilha maligna de manifestar um exterior impecável enquanto o “interior está cheio de rapina e perversidade” (v.39); de sentir-se ofendido com a verdade (v.45), mas deslumbrado com uma vida de hipocrisia (v.43).

Oh, amados, enquanto estivermos mais ocupados com o lavar das mãos ao invés do lavar do coração, jamais entenderemos o verdadeiro sentido de dever “fazer estas coisas sem omitir aquelas” (v.42)! A justiça e o amor de Deus só farão parte de nossa vida se o Espírito Santo habitar em nós. É Ele que nos convence da justiça (Jo 16:8) e derrama em nosso coração o amor de Deus (Rm 5:5). Oremos, oremos e oremos para que o Espírito do Senhor ilumine o nosso corpo, “sem ter qualquer parte em trevas” (v.36), porque, muito em breve, “contas serão pedidas a esta geração” (v.51).

Bom dia, santuários do Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Lucas11
#RPSP


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