Reavivados por Sua Palavra


LUCAS 10 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
20 de março de 2018, 0:30
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“Naquela hora, exultou Jesus no Espírito Santo e exclamou: Graças Te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim foi do Teu agrado” (v.21).


Além de Seu pequeno grupo composto por doze discípulos, Jesus também “designou outros setenta; e os enviou de dois em dois” (v.1), como uma espécie de embaixadores que precederia a entrada de Cristo em cada cidade. Antes de partirem, as primeiras duplas missionárias receberam as devidas instruções. Sendo treinadas pelo próprio Jesus, a primeira lição, em tom de advertência, foi a de que setenta era pouco à vista da grande obra que tinham pela frente. “Rogai” (v.2), ou seja, peçam, insistam, perseverem em oração a fim de que Deus “mande trabalhadores para a Sua seara” (v.2).

A lição que se segue não tem nada de motivacional: “Ide! Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos” (v.3). Ora, lobos matam ovelhas para devorá-las sem piedade, logo, mais uma vez Jesus afirma que segui-Lo requer renúncia e confiança de que, como nosso bom Pastor, Ele jamais irá nos faltar. Em cada casa que entrassem, em cada cidade que colocassem os pés, a paz de Cristo deveria ser o seu cartão de visitas, a cura, uma cortesia e a pregação do evangelho, o aval de que ali Cristo seria bem-vindo.

Infelizmente, não foi assim que sucedeu a todas as cidades. A rejeição à mensagem do evangelho foi destacada por Jesus em três cidades específicas: Corazim, Betsaida e Cafarnaum. Esses lugares, como todos os demais, foram abençoados com a paz de Cristo e com a realização de muitos milagres, mas, ao ouvirem a pregação do evangelho, seus habitantes mostraram que seus interesses estavam acima do reino de Deus. Aceitaram os milagres, mas rejeitaram o Senhor dos milagres.

Entretanto, apesar da aceitação do evangelho não ter sido unânime, aqueles setenta retornaram a Jesus “possuídos de alegria” (v.17). O poder que haviam recebido foi capaz de subjugar “os próprios demônios” (v.17). Cristo, porém, procura mudar o foco de sua alegria, destacando a queda de Satanás que, expulso do Céu, jamais tornará para lá. Ao passo que eles possuem seus nomes arrolados nos céus. O nosso maior motivo de alegria não deve estar nas realizações que, por sinal, não vêm de nós mesmos, mas na certeza de que servimos a um Deus que, por meio de Jesus Cristo, escreveu o nosso nome nos registros celestiais.

Deus não escolhe por mérito, mas tem revelado os mistérios do reino dos céus “aos pequeninos” (v.21), isto é, aos “humildes de espírito” (Mt 5:3). O conhecimento de Deus não é condicionado a capacidade humana de recebê-lo, mas ao reconhecimento de sua incapacidade. Os orgulhosos e soberbos jamais irão experimentar Deus se antes não Lhe entregarem o coração a uma real mudança. Donos de um coração enganoso e “desesperadamente corrupto” (Jr 17:9), precisamos estar em atitude de constante vigilância a fim de que jamais caiamos na armadilha de pensar que somos capazes de dominá-lo.

Os intérpretes da Lei pensavam ser os donos da razão. De fato, eram estudiosos da Palavra e conheciam o caminho da vida, mas a ausência da prática os tornava apenas conhecedores. De que serve, por exemplo, um médico que conhece toda a teoria da medicina, mas que nunca a colocou em prática? O conhecimento da verdade não pode ficar limitado ao seu possuidor, ele deve ser manifestado através do amor altruísta. A compaixão não é ver, sentir pena do sofrimento alheio e passar “de largo” (v.32) mas ver, aproximar-se e ser um instrumento de Deus para aliviar a dor do outro.

Hoje, Jesus nos convida a sermos Seus imitadores, cuidando das feridas do corpo e da alma de nossos semelhantes. A sermos hospedeiros daqueles que Ele tem colocado em nosso caminho. E a única coisa que Ele nos pede é: “Cuida deste homem”, cuida desta mulher, cuida desta criança, cuida deste jovem e, “Eu to indenizarei quando voltar” (v.35).

Que o amor de Deus derramado em nosso coração por meio do Espírito Santo (Rm 5:5) nos conduza à prática do evangelho, mas que a nossa maior alegria não esteja no que fazemos aqui, e sim no privilégio imerecido de fazer parte da lista de convidados para as bodas do Cordeiro. Demos sempre “Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor” (Rm 7:25)!

Bom dia, salvos pela graça maravilhosa de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Lucas10
#RPSP


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