Reavivados por Sua Palavra


LUCAS 7 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
17 de março de 2018, 0:30
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“Por isso, te digo: perdoados lhes são os seus muitos pecados, porque ela muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama” (v.47).


À vista dos fariseus e demais líderes judeus, pecadores eram todos aqueles que, além de transgredir os mandamentos de Deus, não andavam segundo o rigor de suas tradições. De uma forma mais severa, os leprosos, os publicanos, os romanos e as meretrizes eram por eles considerados a imundície da sociedade. E o fato de Jesus não esquivar-Se em andar na companhia de tais pecadores, os incluindo como herdeiros da promessa, enchia de fúria o coração dos rabinos judeus.

A obra de Cristo era movida pela compaixão e pelo amor. Nada do que Ele falava ou fazia era desvinculado do poder que recebia através de Sua íntima comunhão com o Pai. A fé do centurião romano, a desesperança da viúva de Naim, a submissão e a gratidão da mulher “pecadora” (v.39), são exemplos claros de que todos são convidados a experimentar do amor de Jesus. Todos são bem-vindos. Se a graça divinal é um presente para quem não merece, então, você e eu também podemos desfrutar desse presente gracioso.

Contudo, encerrado em uma prisão, aquele que anunciara a chegada do Cordeiro de Deus, sentia-se oprimido pela dúvida. Ao pregador do deserto, restava apenas o desejo por saber de que seu ministério havia cumprido o propósito divino. Sobre este momento na vida de João Batista, declara Ellen White:

O isolamento foi a sorte que lhe coube. E não lhe foi dado ver os frutos de seus labores. Não teve o privilégio de estar com Cristo, e testemunhar do poder divino que acompanhava a maior luz. Não lhe foi concedido ver o cego no gozo da vista, o enfermo restabelecido e o morto ressuscitado. Não contemplou a luz que irradiava de cada palavra de Cristo, derramando glória sobre as promessas da profecia. O menor discípulo que viu as poderosas obras de Cristo, e Lhe ouviu as palavras, foi, nesse sentido, mais altamente privilegiado que João Batista e, portanto, diz-se ter sido maior do que ele” (O Desejado de Todas as Nações, p. 123).

Mesmo assediado por pensamentos que, por determinado momento, lhe tiravam a paz, o retorno de seus discípulos com a resposta de Jesus frente a tudo o que eles mesmos contemplaram, complementa Ellen White, “foi o suficiente… Compreendendo mais claramente agora a natureza da missão de Cristo, [João Batista] entregou-se a Deus para a vida e para a morte, segundo melhor conviesse aos interesses da causa que amava” (Idem, p. 121).

Seja por meio de “um vaso de alabastro com unguento” (v.37), ou simplesmente “com lágrimas” (v.44), seja com uma vida de privações ou apenas com um coração quebrantado pela dor da perda, Jesus não está preocupado com o que temos para oferecer a Ele, mas com qual intenção que o fazemos. A semelhança entre o “Não chores” (v.13) e “A tua fé te salvou” (v.50) está no fato de que Jesus sempre diz exatamente o que necessitamos ouvir. Simão, o fariseu, ofereceu um banquete a Jesus, mas o que estava por trás de sua oferta não era um coração sincero e contrito e, foi por esta razão, que Jesus o fez olhar para aquela que considerava indigna, mas cujo íntimo era todo amor. E, dos lábios de Cristo, Simão ouviu não o que queria, mas o que precisava ouvir: “Vês esta mulher?” (v. 44).

O amor de Jesus tem sido derramado de forma abundante e suficiente em toda a humanidade. Nossos “muitos pecados” (v.47) não podem limitar o seu poder de atuação, mas ao aceitarmos o perdão de Deus, impressionantemente, uma multidão de pecados é transformada em muito amor. Se a única coisa que você tiver para oferecer a Jesus for uma vida manchada pelo pecado, adivinha? Jesus está disposto a te receber e a te dizer: “Perdoados são os teus pecados” (v.48). Se você se considera muito indigno de estar diante de Jesus, é para os indignos que Ele diz: “Afirmo-vos que nem mesmo em Israel achei fé como esta” (v.9). Se o pranto roubou a sua voz, Ele te diz: “Não chores!” (v.13). Não perca o privilégio de ouvir a voz do seu Pastor, pois para as Suas ovelhas, Ele jamais será “motivo de tropeço” (v.23), e sim Aquele que as conduzirá aos pastos verdejantes da eternidade.

Feliz sábado, ovelhinhas de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Lucas7
#RPSP


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