Reavivados por Sua Palavra


LUCAS 4 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
14 de março de 2018, 0:30
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“E ensinava nas sinagogas, sendo glorificado por todos” (v.28).


Jesus, logo após o Seu batismo, “cheio do Espírito Santo”, “foi guiado pelo mesmo Espírito” ao deserto (v.1). Durante quarenta dias, Ele permaneceu em jejum e oração, “sendo tentado pelo diabo” (v.2). De três formas Satanás tentou persuadir a Cristo: tentando-O através do apetite, das riquezas e poder, e da presunção. Derrotado, o inimigo se retirou até que tivesse novamente “momento oportuno” (v.13). Jesus, então, “no poder do Espírito Santo” (v.14), inicia o Seu ministério público e ensinava nas sinagogas.

Segundo o Seu costume” (v.16), isto é, conforme Lhe ensinara seus pais terrestres, a cada sábado Jesus ia à sinagoga (igreja) a fim de adorar e ensinar. Suas palavras tinham uma entonação diferente. Seu rosto, iluminado pela presença do Espírito Santo, transmitia paz e segurança. As pessoas tinham prazer em ouvir-Lhe a voz e em estar em Sua companhia, de forma que “todos na sinagoga tinham os olhos fitos nEle” (v.20). Como era maravilhoso ouvir as Escrituras sendo lidas por Ele! O povo se maravilhava “das palavras de graça que Lhe saíam dos lábios” (v.22). Mas uma pergunta inquietava o coração de todos: “Não é este o filho de José?” (v.22).

A afirmação de Jesus sobre a aplicação profética do texto de Isaías a Seu respeito começou a provocar-lhes a incredulidade, e o Seu discurso, de palavras de graça, tornaram-se em palavras de ofensa e de blasfêmia. E os mesmos que, antes, O glorificavam, “ouvindo estas coisas, se encheram de ira” (v.28), a ponto de quase matarem a Jesus com as próprias mãos. “Jesus, porém, passando por entre eles, retirou-Se” (v.30), indo para Cafarnaum.

A aplicação feita por Cristo sobre a viúva de Sarepta e sobre Naamã feriu o orgulho nacional de Israel como nação eleita de Deus. Era inconcebível colocar um estrangeiro em posição mais privilegiada do que os filhos de Abraão. Um sábado após o outro, o povo estava acostumado a ir à igreja para ouvir o que lhe era agradável. Os Salmos e as profecias que apontavam para Israel como a menina dos olhos de Deus (Sl 17:8), eram seus textos favoritos. Ao Jesus apresentar-lhes a tônica de que a salvação não é apenas para Israel, tornou-Se para eles uma espécie de inimigo do Estado, a ponto de rejeitarem Aquele que até os demônios reconheciam como “o Santo de Deus” (v.34).

O fato de existirem aproximadamente mais de quarenta mil denominações cristãs diferentes aponta para a realidade de que, como aqueles judeus, a maioria também não está disposta a ouvir a verdade, mas somente aquilo que lhe é agradável. Como num restaurante “self-service”, existem opções para todos os gostos, onde a Bíblia é “servida” conforme a vontade do público. Desprezando o testemunho de Jesus, esquecem que do batismo Ele foi levado ao deserto, e, na primeira dificuldade, dão as costas ao evangelho indo em busca de facilidades. Ora, é muito bom ouvir que Deus é amor, e, de fato, Ele é. Mas ouvir que Ele nos chama a uma vida de renúncia e que Ele trará juízo sobre os desobedientes, tem causado na maioria o mesmo sentimento que impulsionou o povo a ferir e matar muitos profetas e atentar contra a vida do próprio Jesus.

Entretanto, sabem o que é pior, amados? É que esta mesma disposição esteja ocorrendo em nosso meio. E muitos pregadores da justiça têm sido perseguidos e desprezados simplesmente por pregar uma mensagem dura demais de ser ouvida. Desde o tempo dos pioneiros, nunca houve na história da igreja um despertamento tão grande sobre a urgente necessidade de reavivamento e reforma. Fazer parte da igreja da profecia não é sinônimo de salvação, meus irmãos, só aumenta a nossa responsabilidade. Jesus simplesmente direcionou os olhos do povo para enxergar verdades negligenciadas. E não esqueçamos de um detalhe que faz toda a diferença: Ele fez isso “no poder do Espírito” (v.14). Não tenhamos medo, portanto, de falar a verdade, ainda que a maioria não a aceite. Lembremos de Noé, de como foi desprezado por seus conterrâneos, mas que, “pela fé”, perseverou em fazer a vontade de Deus “para a salvação de sua casa”, tornando-se “herdeiro da justiça que vem da fé” (Hb 11:7). Perseveremos, pois, pela fé, em nome de Jesus, “no poder do Espírito” (v.14) e alcançaremos o mesmo galardão.

Bom dia, “igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade” (1Tm 3:15)!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Lucas4
#RPSP


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Amém! Deus seja louvado!

Comentário por Rafael Denis




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