Filed under: Espírito Santo, poder de Deus, salvação, vitória | Tags: confiança em Deus, coragem
Comentário devocional:
Este capítulo poderia ser chamado de “O fim de Gogue e Magogue” ou “A destruição das forças do mal”. O enorme exército que marcha contra Israel é destruído pela ação de Deus.
Poucos anos antes de Ezequiel receber esta visão, os inimigos – assírios e babilônios – chegaram à Palestina pelo Norte e Deus lhes permitiu que conquistassem Israel por causa de seu pecado. Gogue e Magogue, um inimigo maior ainda, também vem do norte. E Israel busca a Deus por salvação. Ezequiel mostra o poder das forças inimigas. Porém o exército de Deus demonstra um poder ainda maior. As armas capturadas de Gogue fornecem dois anos de lenha para o povo de Deus. Há tantos cadáveres dos soldados inimigos que são necessários sete meses para enterrá-los.
O resultado final de tudo isso retorna ao tema de Ezequiel: Israel entenderá que foi o próprio Deus que os enviou ao cativeiro e agora os levará de volta e os protegerá. Então as nações saberão que o Senhor é Deus (verso 20).
Além disso, o espírito de Deus será derramado sobre Israel (verso 29).
Não há inimigo tão grande, nenhum mal tão grande que Deus não possa derrotá-lo. Se, como Israel, você está cativo por causa de seu pecado, Deus é suficientemente grande e gracioso para salvá-lo e você vai ter a certeza de que Ele é Deus.
Jon Dybdahl
Universidade Walla Walla, EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/39/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Ezequiel 39
Comentário em áudio
Filed under: graça, profecias, salvação, testemunho | Tags: misericórdia, rebeldia
Comentário devocional:
O capítulo 47 é uma profecia contra os filisteus. Originalmente, os filisteus viviam na ilha de Caftor (muito provavelmente a ilha de Creta). E alguns deles se mudaram para a costa da Palestina no Mar Mediterrâneo. Na época de Abraão e Isaque, os filisteus eram poucos em número e chegaram a conhecer o poder de Deus através de Abraão, “o profeta” de Deus (Gn 20:7). Inclusive, Abraão viveu por muitos anos em Berseba, na terra dos filisteus (Gn 21:33,34).
Depois que os israelitas saíram do Egito e se estabeleceram na terra de Canaã, os filisteus tinham crescido muito em número. Muitos dos vários povos do mar também haviam se mudado para a costa oriental do Mar Mediterrâneo. Alguns deles invadiram a Ásia Menor e destruíram o império hitita. Outro grande grupo desses povos do mar tentou invadir o Egito. No entanto, uma vez que a defesa egípcia era muito forte nesta época, desistiram e se juntaram aos filisteus que já estavam estabelecidos na Palestina.
No momento do estabelecimento dos israelitas na terra de Canaã, os filisteus já tinham estabelecido cinco cidades-estado de acordo com a modo grego de formar cidades. Essas cinco cidades tinham seus próprios governantes (Juízes 3:3). Quando a arca de Deus foi capturada pelos filisteus houve vários acontecimentos milagrosos entre eles (1Sm 5 e 6). Deus lhes deu provas suficientes para que cressem nEle como quando guiou as duas vacas que puxavam o carro com a arca para percorrerem o caminho até a cidade de Bete-Semes (1 Sam 6:12). No entanto, não há registro na Bíblia de que os filisteus tenham se arrependido e crido no Deus de Israel.
Após esta profecia o exército babilônico invadiu o território dos filisteus, vindo do norte, e o tornou uma parte do império babilônico.
Em nossa sociedade, hoje, também vemos pessoas que, à semelhança dos filisteus, recebem muitas oportunidades para acreditar em Deus mas, mesmo assim, recusam-se a acreditar nestas evidências. É difícil para nós conhecermos as razões destas descrenças. Porém se aproveitarmos as oportunidades e conhecimento que o Senhor nos concedeu nestes últimos tempos, podemos, ao demonstrar verdadeiro interesse por eles, testemunhar de nossa fé e de tudo que o Senhor tem feito por nós
Yoshitaka Kobayashi
Japão
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/47/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Jeremias 47
Comentário devocional:
Como alguém consegue parar de pecar? Essa é uma pergunta que as pessoas tem feito há séculos. Passou a ser também a minha dúvida, levando-me quase ao desespero, logo depois que eu comecei a buscar sinceramente a vontade de Deus para a minha vida. Nesta busca comecei a escrever um diário de oração.
A história de George Mueller, um evangelista do século 19 que escrevia regularmente um diário de oração, atraiu minha atenção. Ele escrevia em um caderno a data em que fazia um pedido em oração e então anotava a data em que a sua oração era respondida. Este sistema simples permitiu-lhe documentar centenas de respostas à oração.
No começo eu me senti desconfortável em escrever à mão as minhas súplicas. Minha primeira oração foi muito simples: “Querido Deus, obrigado por este dia. Obrigado pela vida. Por favor, perdoe meus pecados. Por favor, salve meus pais, minha irmã e meus outros parentes. Ajuda-me a honrar-Te hoje. Amém”.
No dia seguinte, e nos próximos, eu me assentei para escrever a minha oração e escrevi exatamente as mesmas palavras. No quarto dia, eu comecei a pensar que aquela situação estava ficando ridícula. Eu estava pedindo pelas mesmas coisas todos os dias! Eu estava ficando entediado e me perguntava se Deus não estava sentindo o mesmo por conta de minhas repetições.
Então eu transformei o diário de oração em um diário onde eu compartilhava meus pensamentos mais profundos e também os meus pecados com Deus. Foi então que a angústia tomou conta de mim.
Uma década de vida egoísta tinha me deixado com uma mente espiritual mal disciplinada que oferecia fácil acesso à tentação. Ao longo das semanas, notei um padrão no meu diário de oração: Se eu tivesse cometido um pecado particular, ainda que pequeno, eu me arrependia de tê-lo cometido e pedia a ajuda de Deus para não cometê-lo novamente; mas eu acabava escrevendo que eu tinha cometido o mesmo pecado novamente! Minhas preces foram se tornando novamente repetitivas, e o mais triste para mim é que eu estava repetindo os mesmos pecados.
Finalmente, interrompi o meu diário de oração. Eu não podia suportar a dor de escrever sobre minha infidelidade vez após vez. Mas eu estava errado – nenhum de nós deve nunca desistir de lutar contra o pecado. Deus nos assegura que não precisamos ficar repetindo os mesmos pecados egoístas. Ele diz: “Voltem, filhos rebeldes! Eu os curarei da sua rebeldia” (v. 22 NVI). Esse não é somente um convite, é uma promessa!
“Querido Deus, por vezes, parece que eu não consigo sair da terrível situação de cometer o mesmo pecado vez após vez. Mas hoje eu me volto para Ti e me agarro à Tua promessa de me curar da minha apostasia. Voltarei a estudar a Bíblia e orar diariamente. Não vou desistir. Cura-me. Amém.”
Andrew McChesney
Jornalista na Rússia
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/3/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Jeremias 3
Filed under: salvação | Tags: amor, Israel, Jubileu, Messias, salvação pela graça
Comentário devocional:
O trompete de chifre de carneiro soa novamente! Desta vez não para alertar acerca de algum perigo (58:1), mas acompanhado de palavras que trazem alegria para o povo de Deus. Estas palavras são pronunciadas pelo Messias-Servo, cheio do Espírito do Soberano Governador do Universo, ao proclamar o “ano da graça do Senhor” (v. 2) ou o Ano do Jubileu.
A cada cinqüenta anos do calendário judaico se realizava um “jejum sagrado” de regozijo porque trazia liberdade, restauração e libertação para aqueles que tinham sido escravos ou se endividado por qualquer motivo. A chegada de “um ano de graça do Senhor” (v. 2) significava o ingresso na graça e libertação.
Estas palavras, porém, não se aplicavam apenas para Israel. O Messias–Servo está, na verdade, anunciando o Jubileu dos Jubileus. Cerca de 700 anos antes da Encarnação, Isaías disse ao mundo todo que o Messias nasceria na Terra. E, embora sendo completamente Deus (Is 8:8,10, 9:6), iria sujeitar Sua vontade em completa obediência ao Pai e ao Espírito (Is 50:4-9); Ele iria sofrer, morrer e ressuscitar (Is 52:13-53,12). Só então poderia o reino da graça ser anunciado – o tempo de libertação para toda a humanidade.
Jesus leu esta passagem no início do seu ministério público (Lc 4:17-19) dizendo que as palavras de Isaías se cumpriam naquele momento. Esta notícia maravilhosa que deveria ter sido bem recebida pelos ouvintes foi a razão de O tentarem matar por blasfêmia.
O Messias–Servo revela as armas do amor que Deus usa para recuperar o mundo das garras do inimigo cruel (Is 59:16 e seg.): pregar boas notícias, curar corações partidos, libertar cativos, confortar os que sofrem, reviver o espírito daqueles que estão desencorajados e com medo, restaurar o senso de auto-estima daqueles que foram abusados por muito tempo. Este é o Evangelho da Troca, isto é: em vez da dupla porção de punição (Is 40:2) que merecemos, Ele troca a nossa desgraça e vergonha por uma porção dupla de alegria eterna (Is 61:7).
Aqueles que recebem esta mensagem, por sua vez, tornam-se reparadores e restauradores de vidas quebradas. Tornam-se um reino de sacerdotes, uma nação santa, ministros do nosso Deus (v. 6), portadores das vestes da salvação fornecidas pelo próprio Jesus (v.10). Que maravilhoso privilégio!
Aleta Bainbridge
Sydney, Austrália
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/61/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Isaías 61
Comentário devocional:
Este capítulo é composto de duas seções: as más notícias e as boas notícias.
Primeiro, vamos às más notícias: Todos nós somos pecadores, culpados de quebrar a lei de Deus. Isaías fala acerca da enorme força que o pecado exerce sobre nós e da devastação que ele causa em nossos relacionamentos, especialmente nosso relacionamento com Deus. O pecado nos separa do Criador (v. 1-3).
Ao longo dos tempos os seres humanos têm tentado encobrir seus pecados sob o disfarce de rituais religiosos. Antes que possamos apreciar a Salvação, responder a ela, ansiar por ela, temos de perceber como o pecado é horrível. Isaías 59 retira a máscara para revelar a maldade insidiosa e desesperada do coração humano.
No entanto, vemos neste capítulo dois grupos de pecadores. O que os torna diferentes?
As pessoas descritas nos versos 4-8 são aqueles que rejeitam a Deus desafiadoramente. O profeta de Deus se afasta deles. São aqueles cujos pecados intencionais se endureceram em maldade. Eles não tem paz (v. 8).
Por outro lado, vemos um grupo de pessoas que reconhecem que são pecadores mas se entristecem por causa disso. Isaías se inclui no segundo grupo, assim como Esdras e Daniel o fizeram. “… buscamos claridade, mas andamos em sombras …, tateamos como quem não tem olhos … são muitas as nossas transgressões diante de ti, e os nossos pecados testemunham contra nós“ (v. 9-12a NVI). Não há, aqui, justiça própria ou negação da verdade. Eles pararam de fingir e admitem: “Não temos sido fiéis, temos nos revoltado contra ti e nos afastado de ti, o nosso Deus. Temos falado de crimes e de revoltas e temos feito planos para enganar os outros” (v. 13 NTLH).
Agora, as boas novas: para estes é estendida a promessa de Jesus: “Bem-aventurados os que choram” por seus pecados “porque serão consolados” (Mt 5:4 ARA).
Existe justiça nessa terra? O veredito do “Justo Juiz da Terra” é: “Não!” E temos que concordar! Não é preciso viver muito tempo neste planeta para percebermos que a vida não é justa. Quatro vezes neste capítulo (v. 4, 9,11,14), e muitas vezes ao longo do livro, Isaías lamenta este fato: a sociedade não tem mispat. Esta palavra hebraica para a justiça representa o modo como as coisas deveriam ser em uma sociedade governada por Deus e obediente à Sua Lei do Amor – o modo como Ele na criação planejou que as coisas fossem. A desobediência resulta num espírito de ilegalidade, de falta de justiça, de separação de Deus (e dos outros) que é representado por palavras como revolta, iniquidade, transgressão e pecado.
Deus fica consternado, cheio de fúria divina, quando vê o estado do homem nas garras deste inimigo cruel chamado pecado; quando vê a luta agonizante que Seus filhos têm consigo mesmos. Ele decide então ajudar a humanidade a qualquer custo (v. 15b, 16). Nosso Poderoso Guerreiro vem pessoalmente em nosso socorro. Ele usa a arma mais drástica e poderosa de todas – o amor! Na forma do Servo Sofredor que usa sua própria armadura (v.17; Ef 6:10-18), Ele vence de forma surpreendente: ele próprio fornece justiça e salvação para o livramento de Seu povo, restabelece a justiça e a misericórdia como o fundamento de Seu trono e com vingança e zelo castiga e destrói o mal (v. 17, 18).
Louvai ao Senhor, todos os povos reverenciem o Seu nome para sempre (v.19)! A aliança de Deus com o homem é eterna. Sua intervenção e envolvimento com os assuntos dos homens nunca cessam. Em todas as épocas Deus tem pessoas guiadas pelo Espírito, que proclamam a sua palavra (v.21). Com Deus, a libertação nunca será apenas uma coisa do passado; Sua maior intervenção ainda está por vir quando Ele exterminará o mal completamente e dará início ao seu reino de glória.
Aleta Bainbridge
Sydney, Austrália
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/59/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Isaías 59
Comentário devocional:
Neste capítulo, Deus Se dirige aos não conversos. O resultado do sacrifício de Jesus na cruz é que as portas estão agora abertas para que todas as pessoas, de todos os cantos do mundo, possam entrar em Sua família! Esta é uma bela maneira de fechar esta subseção de Isaías. É um convite para uma festa, para a alegria. A morte do Servo pagou o custo da festa.
Eu acredito que neste capítulo Deus está tentando nos fornecer os componentes necessários para nos aproximarmos daqueles que não conhecem o Deus do céu: convite e boas-vindas (v.1), uma revisão da condição humana (v.2), o foco sobre a pessoa de Cristo (v. 3-5) e o apelo para que busquem a Deus com base em Seu perdão (v.6-7).
Importante também é: o reconhecimento de que Deus não é o que podemos supor que Ele é (v. 8-9), o convite para ouvir a Palavra de Deus, pois ela é digna de confiança (v. 10-11) e a vida abundante que é possível com Cristo (v. 12-13).
Água, vinho, leite e pão (v. 1,2) representam as bênçãos da salvação. Deus convida a todos os “que não possuem dinheiro algum” para obtê-las e, a seguir, Ele diz: “venham, comprem e comam” (v. 1 NVI). Aqueles que não tem dinheiro algum são encorajados a comprar “sem dinheiro e sem custo” (v. 1 NVI). Ninguém pode pagar pela salvação que Jesus oferece – o que Ele oferece é inestimável, sem preço, custou a vida de Jesus. Qual poderia ser o preço do Filho de Deus, o Rei da glória, o Criador da terra? Ele não tem preço.
No entanto, somos instados a comprar. Cristo já comprou o resgate de nossas vidas por meio do Seu sangue derramado, isso a Bíblia deixa claro (Ap 5:9). O que significa, então, que devemos comprar a salvação? O próprio Jesus explicou isso, séculos depois de Isaías. É semelhante ao homem que encontrou um grande tesouro escondido num campo e ao homem que encontrou a pérola de grande valor: ambos venderam tudo o que tinham a fim de obter o que eles encontraram (Mt 13:44-46).
Significa que devemos estar dispostos a abrir mão de tudo o que nos é caro a fim de receber aquEle a quem nossa alma anseia. Tem mais a ver com desapego do que em ter poderes para comprar, como Jesus ensinou ao jovem rico.
O apelo de Deus é simples: “Busquem o Senhor enquanto é possível achá-lo; clamem por ele enquanto está perto. Que o ímpio abandone o seu caminho… Volte-se ele para o Senhor”(v. 6-7 NVI).
Você sabe onde está o tesouro. Você ainda não conhece a enormidade que ele vale, mas suspeita que será melhor do que tudo o que você já conheceu. Deus diz: não espere. Não se distraia com coisas menores. Apresse-se enquanto é dia, deixe tudo para trás para que você possa desfrutar já deste grande tesouro.
Os que fizerem isso “sairão em júbilo e serão conduzidos em paz; os montes e colinas irromperão em canto … e todas as árvores do campo baterão palmas” (v.12 NVI). Tudo ao seu redor será visto de maneira diferente; toda a natureza será vista como algo novo e vivo.
Vale a pena viver e amar a Deus nesta vida e ao longo dos séculos sem fim da eternidade. Venha para as águas… hoje!
Ron E M Clouzet
Seminário da Universidade Andrews, EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/55/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Isaías 55
Comentário devocional:
Podemos ver reproduzido ao longo de toda a Bíblia, na vida do povo de Deus, o tema do Grande Conflito: luz contra as trevas, bem contra o mal, carne contra espírito. Isaías 34, uma profecia contra Edom, também se insere neste contexto e, para melhor compreender seu significado, é útil rever um pouco de história.
Em Gênesis 25, encontramos a história de Isaque (filho de Abraão) e sua esposa Rebeca dando à luz a dois filhos gêmeos: Esaú e Jacó. A luta entre os dois irmãos começou no ventre da mãe e teve continuidade futura entre eles e suas descendências, que vieram a compor nações distintas.
Esaú desprezou o direito da primogenitura ao vendê-lo a Jacó por nada mais do que um prato de guisado vermelho. Edom, que significa vermelho, passou a denominar uma das nações dos filhos de Esaú (provavelmente ele era também ruivo) (ver Gên 25:30). Jacó levou a sério o direito de primogenitura e, mesmo não agindo de maneira nobre, fez de tudo para consegui-lo, com um alto custo: fuga, separação dos pais (provavelmente nunca mais viu a mãe), exploração na casa do tio.
Jacó tornou-se o pai de Israel, o povo escolhido de Deus, enquanto Esaú tornou-se o pai dos edomitas e de várias nações pagãs que tentaram destruir Israel.
Na época do Êxodo, Israel pediu ao rei de Edom a permissão para passar pacificamente por sua terra. Esta permissão foi recusada (ver Núm 20:14-21). Não muito tempo depois, os amalequitas (também descendentes de Esaú – ver Gên 36:12) foram os primeiros a fazer guerra contra os israelitas em sua jornada em direção a Canaã (Êx. 17:8).
Os edomitas foram por um tempo conquistados por Davi (2Sam 8:14) e mais tarde por Amazias (2Cr 25:11,12). Mas recuperaram a sua independência, anos mais tarde, durante o declínio do reino judeu (2Rs 8:20 e 16:6, NVI), fazendo, a partir daí, contínua oposição a Israel. Eles uniram armas com os caldeus quando Nabucodonosor capturou Jerusalém e, mais tarde, invadiram e dominaram o sul da Palestina, até Hebrom.
Edom prosperou por um tempo, mas sua destruição como nação foi selada, no entanto, por causa de sua contínua batalha contra o povo de Deus ao longo da história. Assim, rejeitaram a Deus e a Sua salvação e deveriam finalmente enfrentar um fim terrível. Em Isaías 34, encontramos a austera profecia de sua destruição (ver tb Ez 25:12,13).
Esta profecia cumpriu-se exatamente como predita. No entanto, ela possui um sentido mais amplo e terá o seu cumprimento futuro com a destruição no fim do mundo de todos aqueles que escolheram desprezar seu patrimônio espiritual e caminhar na direção contrária às leis de Deus. Naquele tempo, não haverá mais misericórdia e nem segunda chance.
Escolhamos hoje abraçar o dom da primogenitura espiritual, para que um dia, em breve, possamos desfrutar do novo céu e da nova terra.
Melodious Echo Mason
EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/34/
Traduzido por JDS/JAQ/GASQ
Texto bíblico: Isaías 34
Comentário devocional:
Em toda a Bíblia encontramos uma série de “ais” do Senhor para nós. A maioria desses “ais” são encontrados no livro de Isaías. Esses “ais” repreendem tudo, desde os pecados pessoais dos ímpios, ao orgulho dos justos e por estes chamarem o mal por bem. Isaías ainda diz “ai” para si mesmo quando reconhece que ele é um homem de lábios impuros. O estudo dos “ais” pode nos ajudar a não nos incluirmos em algum deles.
Nos capítulos anteriores imediatos, de Isaías 28 ao capítulo 31, Isaías profetizou “ais” contra Israel e Judá por sua rebeldia e orgulho. Agora encontramos Isaías proferindo um sério “ai” contra o rei Senaqueribe e o exército assírio que vieram saquear Jerusalém. Apesar do capítulo 33 parecer começar com uma nota negativa, é realmente um capítulo de esperança e misericórdia para Jerusalém. Embora Israel tantas vezes tenha caminhado em seu próprio conselho, e procurado pela ajuda de outras pessoas em vez de Deus, quando eles clamam por misericórdia, esta profecia lembra a eles (e a nós hoje) que Deus ainda ouve e responde a oração. De fato, somos informados neste capítulo que o reino que veio para saquear Jerusalém seria saqueado (v. 4). (Ver história detalhada em Isaías 36 e 37.)
Há uma mina de ouro neste capítulo, mas vamos nos concentrar no verso 14 e no que vem depois. Vendo como o Senhor resgata Israel da Assíria, os pecadores e hipócritas em Israel (incluindo os falsos professores de religião) clamam em angústia: “Quem de nós pode conviver com o fogo consumidor? Quem de nós pode conviver com a chama eterna?” (NVI). No Salmo 24:3 encontramos um grito semelhante: “Quem poderá subir o monte do Senhor? Quem poderá entrar no seu Santo Lugar?” (NVI).
A resposta vem nos versos seguintes às duas passagens: “Aquele que tem as mãos limpas e o coração puro, que não recorre aos ídolos nem jura por deuses falsos” (Sl 24:4 NVI). “Aquele que anda corretamente e fala o que é reto, que recusa o lucro injusto, cuja mão não aceita suborno, que tapa os ouvidos para as tramas de assassinatos e fecha os olhos para não contemplar o mal”(Isaías 33:15 NVI).
Como é que nós, seres humanos pecadores, podemos ter um coração puro? Como podemos nós, injustos desde o nascimento, andar retamente? Não podemos; Não sem Cristo. “Sem Cristo não podemos subjugar um único pecado nem resistir à menor tentação. É a conexão com um poder que é todo-poderoso que nos fará vencedores. Que todos que vem a Jesus andem em humildade e sintam diariamente que precisam de um poder fora e acima de si mesmo para amolecer seu coração de pedra; que ele precisa ser derretido como um metal para que a escória da autosuficiência possa ser consumida.” Signs of the Times, 10 de agosto de 1891, par. 2.
Louvado seja nosso todo-poderoso Senhor! Que Deus glorioso nós servimos! Arrependamo-nos e nos voltemos a Ele hoje para que Ele perdoe nossas iniqüidades e subjugue todos os nossos inimigos. Ao reconhecermos quem somos em comparação ao que nosso Deus é, torna-se cada vez mais evidente a nossa total incapacidade para cumprir as exigências divinas. Contudo, Isaías 33:22 resume tudo muito bem: ” Pois o Senhor é o nosso juiz, o Senhor é o nosso legislador, o Senhor é o nosso rei; é Ele que nos vai salvar.” (NVI).
Melodious Echo Mason
EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/33/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Isaías 33
Neste capítulo Isaías fala a respeito de Efraim, mas na verdade há uma sombra sobre Efraim que precisamos considerar. Existe um rei orgulhoso e existem bêbados em Efraim que são vencidos pelo álcool. Efraim é como uma flor de gloriosa beleza que está murchando (v. 1).
Quando Isaías disse isso, ele também tinha Lúcifer em mente o qual, apesar de sua beleza, tornou-se orgulhoso e foi expulso do céu juntamente com seus apoiadores. Isaías viu que o Senhor como uma tempestade poderosa os lançou para a terra com mão forte (v. 2d). O Messias expulsou a Lúcifer do céu, devido a sua maldade e no Juízo Executivo lidará de modo final e conclusivo com todo o mal. Sim, a coroa orgulhosa e os bêbados de Efraim murcharão e desaparecerão (v. 4) .
Na Era Messiânica o Senhor “será uma coroa gloriosa… para o remanescente do seu povo” (v. 5b, NVI). Cristo recuperará o que Adão e Eva perderam por meio das ações de Satanás. E no Juízo Final Ele julgará com “um espírito de justiça ” (v. 6, NVI). Infelizmente, pastores e sacerdotes, em flagrante contraste, acham-se “desorientados devido ao vinho… tropeçam quando devem dar um veredito” (v. 7, NVI).
Isaías pergunta então a quem o Messias ensinaria o conhecimento,a quem Ele explicaria a sua mensagem? (v. 9). Ele teria gostado de falar com pessoas bem informadas, mas teve que falar a “crianças desmamadas e a bebês recém-tirados do seio materno” (v. 9c, NVI). Cristo chamou discípulos incultos e os ensinou passo a passo. O método de ensino bíblico utilizado por Cristo é “regra e mais regra, um pouco aqui, um pouco ali” (v. 13, NVI).
Algumas pessoas tropeçariam na Rocha que é Cristo. O Messias, como atestado por Paulo em Romanos 9:33 e Pedro em 1 Pedro 2:6, é “uma pedra já experimentada, uma preciosa pedra angular para alicerce seguro” (v. 16, NVI). E agora Isaías fala sobre a salvação: “Aquele que confia jamais será abalado” (v. 16d, NVI). Este versículo é o centro do capítulo!
Cristo fará da justiça e do juízo a linha de medir do Juízo Investigativo (v. 17) . Deus não enviou o Seu Filho para se comprometer com o mal. Todas as mentiras serão varridas (v. 17).
Então Isaías usa uma ilustração da agricultura para reforçar o seu ponto. “É preciso moer o cereal para fazer pão; por isso ninguém o fica trilhando para sempre” (v. 28. NVI). Existe o tempo de semear e o tempo de colher. Da mesma forma, Deus não vai continuar semeando a Sua graça para sempre sem efetuar a colheita. Um dia o mal terá o seu fim e os bons terão a recompensa. Isaías louva o Senhor por Sua sabedoria e essas revelações (v. 29).
Querido Deus,
Faça com que acreditemos de todo o coração em tudo o que Tu nos tens dado e louvemos o Teu nome por Tuas providências a favor de nossa salvação. Amém.
Texto original em: www.revivedbyhisword.org/en/bible/isa/28