Filed under: Bíblia, consequências, Estudo devocional da Bíblia, Israel, Jeremias, profecias
Amigos, amanhã, segunda-feira, começaremos a ler Lamentações.
A guisa de introdução ao livro, postamos aqui os comentários de duas Bíblias de Estudo:
“O livro de Lamentações tem um tema principal: o sofrimento que sobreveio a Jerusalém quando Nabucodonosor capturou a cidade, em 586 a.C. Tanto o rei Zedequias como seus filhos, seus homens de confiança, o sumo sacerdote, e os líderes da cidade foram levados para o cativeiro. Depois os filhos do rei foram mortos, a cidade foi queimada juntamente com o templo; todos os objetos de valor foram levados embora, a muralha da cidade foi destruída, milhares de cativos foram levados, de maneira que a única coisa que restava na cidade e na terra ao redor era uma diminuta população dos mais pobres ignorantes.
“Numa série de elegias, o autor expressa sua inconsolável tristeza por causa da agonia e tristeza da cidade. O primeiro lamento descreve e explica as aflições, em termos gerais. O segundo descreve o desastre com maiores detalhes. Salienta que a destruição da cidade foi um julgamento de Deus contra o pecado. Alguns fatores profundos desse julgamento são elucidados na terceira lamentação. A quarta lamentação sublinha algumas lições que Jerusalém aprendera do julgamento. O quinto e último lamento (mais exatamente, é uma oração) descreve como os sofrimentos de Jerusalém levaram-na a lançar-se nos braços da misericórdia divina, e a esperar que o Senhor seja novamente gracioso para com Israel, agora purificada no cadinho da aflição. Visto que o livro de Lamentações trata do sofrimento como julgamento contra o pecado, o crente afligido pode encontrar na linguagem do livro a sua própria confissão, auto humilhação e invocação.
“O livro de Lamentações consiste em cinco poesias que seguem o padrão dos hinos fúnebres hebraicos. Cada versículo começa com uma letra do alfabeto hebraico, cada uma na sua ordem certa.
“Desde os tempos mais antigos, os judeus, e posteriormente, os cristãos, tem atribuído o livro de Lamentações à pena de Jeremias. Comentários da Bíblia Shedd.
“O autor de Lamentações compreende com clareza que os babilônios eram meros agentes do castigo divino, e o próprio Deus destruíra Sua cidade e Seu templo (1.12-15; 2.1-8, 17, 22; 4:11). Não foi, no entanto, arbitrária a atuação de Deus; o pecado desavergonhado que desafiava a Deus e a rebeldia que violava a aliança foram as causas principais do infortúnio do povo (1.5, 8, 9; 4.13; 5.7, 16). Embora fosse de esperar o choro (1.16; 2.11, 18; 3.48-51) e fosse natural o clamor por punição contra o inimigo (1.22; 3.59-66), o modo certo de reagir ao juízo é o arrependimento sincero, de todo o coração (3.40-42). O livro que começa com uma lamentação (1.1,2) termina acertadamente com arrependimento (5.21,22).
“No meio do livro, a teologia de Lamentações chega ao ápice ao focalizar a bondade de Deus. Ele é o Senhor da Esperança (3.21,24,25), do amor (3.22), da fidelidade (3.23), da salvação (3.26). A despeito de toda prova em contrário, “as suas misericórdias são inesgotáveis. Renovam-se cada manhã; grande é a Tua fidelidade” (3.22,23). Comentários da Bíblia de Estudo NVI Vida.
Assista a Introdução a Lamentações
As últimas palavras registradas de Jeremias estão em Jer 44:30. Os capítulos 45 a 51 haviam sido escritos por Jeremias, muitos anos antes da invasão e destruição de Jerusalém. O cap. 52, de acordo com Jer 51:64, teve outro autor, provavelmente Baruque, e é um epílogo histórico com objetivo de mostrar o cumprimento das advertências proféticas de Jeremias.
A Bíblia não registra o que aconteceu depois das últimas palavras de Jeremias no Egito. Temos apenas informações extrabíblicas, entretanto inconclusivas:
"A tradição judaica diz que, devido ao fato de Jeremias condenar seu destino, os judeus no Egito apedrejaram o profeta até a morte, embora de acordo com outras tradições ele tenha sobrevivido até a invasão de Nabucodonosor ao Egito e sido levado para Babilônia ou de volta a Judá, onde teve morte natural." Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 4, p. 547.
Ao completarmos a leitura de Jeremias, ficamos com um sentimento de profunda admiração pela coragem e determinação do profeta em proclamar uma mensagem impopular com risco da própria vida. E também uma tristeza muito grande porque toda a destruição e sofrimento do povo judeu podiam ser evitados se escutassem aos apelos do Senhor por um reavivamento e reforma.
Que o Senhor continue falando ao nosso coração, reavivando-nos pela Sua Palavra!
Jeferson Quimelli
Filed under: idolatria, pecado, profecias, Queda de babilônia | Tags: misericórdia
Comentário devocional:
Jeremias 51 (v. 3-4) diz: ” Não poupem os seus [de Babilônia] jovens guerreiros, destruam completamente o seu exército” (NVI). Ciro conquistou a Babilônia e matou o rei Belsazar, mas não destruiu a cidade de Babilônia e não matou o soldados.
A profecia de Deus é sempre condicional. Se o exército babilônico tivesse resistido e não se rendido aos medos, Ciro teria destruído todos os soldados babilônicos. A cidade da Babilônia continuou existindo até o tempo de Seleuco Nicator. Depois que ele construiu a cidade de Selêucia perto de Babilônia, seus habitantes se mudaram para Selêucia e a cidade de Babilônia se tornou afinal uma ruína como predito por Jeremias (v. 26, 29).
Uma das razões para a punição divina do reino da Babilônia foram as atrocidades desnecessárias cometidas contra Judá e a cidade de Jerusalém (v. 35). Deus usou os reis dos medos para lutar contra a Babilônia (v. 11). Esta mensagem é a repetição de Isaías 13:7. Deus permitiu que Babilônia punisse Judá, mas Babilônia não deveria cometer tamanha crueldade contra Judá, que continuava a ser o povo de Deus e seria perdoado por Ele (Jer 50:20). Eles oprimiram o povo de Judá e não os deixaram voltar à sua terra natal por 70 anos (Jer 50:33).
Outra razão foi o pecado cometido contra o Santo de Israel (v. 5). Os soldados babilônicos – que obviamente não eram sacerdotes – entraram nos lugares sagrados do templo de Deus em Jerusalém, e levaram muitos dos utensílios.
Nos versos 59 a 64 encerra-se a longa profecia contra Babilônia. No quarto ano do rei Zedequias, Jeremias confiou o livro (rolo) desta profecia contra a Babilônia ao sumo sacerdote (Jer 52:24) Seraías, pedindo-lhe que a lesse em voz alta quando todos estivessem na Babilônia, amarrasse nele uma pedra e o jogasse no rio Eufrates. Isso significava que Babilônia afundaria “para não mais se erguer” (v. 64 NVI).
Mesmo para Babilônia, a destruição da cidade foi adiada, pois o aviso era condicional. Da mesma forma Deus é clemente e misericordioso para conosco, esperando por nosso arrependimento para nos salvar de nossa condição pecaminosa.
Deus está sempre desejoso de nos conceder as Suas bênçãos. Existe algo em nós que O impeça de agir assim?
Yoshitaka Kobayashi
Japão
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/51/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Jeremias 51
Comentário devocional:
Os capítulos 50 e 51 de Jeremias são uma profecia contra o Império Caldeu Babilônico. Os caldeus eram os descendentes de Quésede, filho de Naor (irmão de Abraão) e Milca (Gênesis 22:22). Eles viviam inicialmente em Ur dos Caldeus e mais tarde de mudaram para o sul, conquistaram a cidade de Babilônia e fizeram dela sua capital.
Curiosamente, tanto os babilônios como os israelitas eram descendentes de Eber (Gênesis 10:25) e eram também chamados de “Ibri”, “hebreus” (Eber, terminando com i). O Deus da Bíblia é “o Deus dos hebreus” (Gn 14:13; Êxodo 3:18).
A palavra “caldeus” veio do grego chaldaioi. Eles falavam o aramaico que Daniel teve que aprender durante o cativeiro e que Esdras e Neemias falaram quando voltaram para casa na Palestina.
Na época de Abraão, havia poucos crentes no Deus dos hebreus. Algumas gerações mais tarde, no tempo de Jó, os caldeus saquearam os bens de Jó (Jó 1:17). Eles conquistaram a terra da Mesopotâmia, e fizeram da antiga cidade de Babilônia a sua capital. Eles adotaram a religião da Babilônia e adoraram ao deus “Marduque” (Jeremias 50:2, NVI).
Há uma história interessante sobre o nome da cidade de Babilônia. Quando os sumérios construíram torres e cidades, eles deram a uma cidade que tinha uma torre feita de tijolos o nome de Ka-dingirra que significa “porta de Deus”. Mais tarde, os acádios que conquistaram esta cidade a chamaram de Bab-ili, que também significa “porta de deus”. Após a confusão da linguagem, esta cidade foi chamada de Babel “porque ali o Senhor confundiu a língua de todo o mundo. Dali o Senhor os espalhou por toda a terra” (Gênesis 11:9, NVI).
O retorno de Israel do exílio babilônico (v. 4) foi profetizado para acontecer após o Império Babilônico cair, conquistado pelos medos e persas.
Na Bíblia Jeremias usa o nome “Babilônia” mais do que qualquer outra pessoa. Ele fala em nome do Senhor: “Preparei uma armadilha para você, ó Babilônia, e você foi apanhada antes de percebê-lo; você foi achada e capturada porque se opôs ao Senhor” (Jer. 50:24, NVI).
“Babilônia foi conquistada” (v. 2 NVI). Isaías também profetizou a respeito: “Caiu! A Babilônia caiu!” (Isaías 21:9 NVI). As razões para a queda da antiga Babilônia foi a sua adoração de ídolos (v. 2) e o orgulho acerca do seu poder. A cidade cairia “porque ela desafiou o Senhor, o Santo de Israel” (v. 29 NVI). A profecia de sua queda é repetida no Novo Testamento: “Caiu! Caiu a grande Babilônia!” (Apocalipse 18:2, NVI). A grande Babilônia também caiu pelos mesmos motivos: falsa adoração e orgulho.
Querido Deus, afasta de mim qualquer resquício de orgulho e apego a falsos deuses. Que a minha confiança e a minha alegria estejam somente em Ti. Amém.
Yoshitaka Kobayashi
Japão
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/50/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Jeremias 50
Filed under: correção, cuidado de Deus, desobediência, discernimento, escolhas, idolatria, profecias | Tags: arrependimento, confiança em Deus, escolhas, rebeldia
Comentário devocional:
O livro de Jeremias contém muitas profecias. Este capítulo é dirigido a cinco povos que tinham relações com o povo de Judá.
A primeira seção é a profecia contra a capital dos amonitas, que eram os descendentes de Ben-Ami, filho da filha mais nova de Ló. Eles viviam no lado oriental do rio Jordão. Os amonitas tinham seu próprio deus, Moloque, que significa “Rei Divino.” No tempo dos juízes os amonitas eram hostis contra os israelitas (Juízes 3:13). Eles ridicularizavam Israel, dizendo que Israel perdera o domínio da terra que havia sido concedida à tribo de Gade e agora o deus Moloque morava lá (v. 1). Eles trouxeram contra si o desagrado de Deus porque mostraram-se infiéis (v. 4) ao verdadeiro Deus.
A segunda parte deste capítulo é a profecia contra Edom. Os edomitas eram os descendentes de Esaú. Quando os israelitas estavam no Egito, a cidade de Temã, em Edom, era famosa por sua sabedoria. Deus, através do Seu Espírito atuou nas pessoas em Temã enquanto os israelitas estavam adorando ídolos no Egito (Josué 24:14). Infelizmente, Edom acabara se tornando como Sodoma e Gomorra (v. 18) porque os edomitas se deixaram enganar por seu orgulho e coragem (v. 16).
A terceira seção é a profecia contra Damasco, a qual era uma antiga cidade aramaica na beira do deserto que prosperara por causa de seu oásis fértil. Esta cidade teve verdadeiros adoradores de Deus, como Naamã e Hazael, no passado. No entanto, como eles haviam abandonado ao verdadeiro Deus, esta “cidade da alegria” (v. 25 NVI) de Deus seria abandonada.
A quarta seção é a profecia contra Quedar e Hazor. Quedar era filho de Ismael (Gên 25:14). A tribo de Quedar era famosa por suas ovelhas (v. 29) e seus arqueiros hábeis (Isaías 21:17). No tempo dos juízes Israel não foi capaz de conquistar a forte cidade canaanita de Hazor [provavelmente também ismaelita]. Mais tarde, Nabucodonosor, rei da Babilônia, conquistou ambas as cidades.
A quinta profecia é contra o Elão, terra a leste da Babilônia. Esta profecia foi cumprida quando o Elão tomou o lado dos babilônios, que mais tarde foram derrotados pelos assírios. Se os elamitas tivessem se arrependido, Deus os teria restaurado e os abençoado com prosperidade.
Todas as profecias mencionadas acima eram condicionais. Naquela época, Deus queria que as pessoas – individualmente e como um povo – se arrependessem e retornassem para Deus. Deus tem o mesmo desejo para nós hoje.
Yoshitaka Kobayashi
Japão
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/49/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Jeremias 49
Comentário devocional:
Este capítulo é uma profecia contra os moabitas, que eram os descendentes de Ló (Gên 19:37). Pedro o chama de “justo Ló” (2 Ped 2:7). Os moabitas viveram inicialmente no sudeste da Transjordânia e ocuparam a cidade de Ar, que estava no lado leste do Mar Morto (Deut 2:9).
Quando os israelitas quiseram ir para a terra de Canaã, os moabitas não lhes permitiram passar por suas terras. No entanto, Deus não permitiu que os israelitas lutassem contra os moabitas porque eles eram seus parentes (Deut 2:19).
Antes do tempo de Moisés, os moabitas adoravam o ídolo Quemos. Por causa disso Deus permitiu que os amorreus viessem e tomassem parte de suas terras (Núm 21:26). Mais tarde, no tempo de Moisés, Balaque, rei de Moabe, pediu a Balaão que amaldiçoasse Israel. Isto aconteceu quando os moabitas adoravam Baal-Peor e levaram os homens de Israel a fazer o mesmo (Núm 25:1-3).
Nos dias em que Jorão, o filho de Acabe, era o rei de Israel, Mesa, rei de Moabe se voltou contra Israel. Seu deus era Camos, e ele mesmo ofereceu seu filho a este deus em holocausto (2 Rs 3:27). Na guerra que se seguiu, Mesa, recusou-se a render-se a Israel. Então, Israel continuou a lutar contra os moabitas, e estes estavam em vias de serem exterminados. Foi quando Deus interveio, interrompendo a luta e permitindo que o remanescente dos moabitas retornasse para casa.
Aparentemente, não havia ainda chegado o momento para Deus exterminar os moabitas, mesmo sendo eles adoradores de ídolos, pois o Senhor queria que eles se arrependessem e voltassem para Ele.
No entanto, algumas cidades moabitas deveriam ser destruídas porque: (1) eles ainda adoravam o deus Camos (Jer 48:13); (2) Gabavam-se contra o Deus de Israel e escarneciam de Judá (v. 27, 29, 42); (3) diziam que o reino de Judá não era diferente de todas as outras nações, porque Judá havia sido destruída pelos babilônios (Ez 25:8), e (4) eles amaldiçoavam o povo de Judá e violavam suas fronteiras de Judá ( Sof 2:8).
A mensagem de destruição de Deus para Moabe era condicional. Ele enviou esta mensagem aos moabitas através de Jeremias para que eles se arrependessem e retornassem para o Senhor. Se os moabitas tivessem se arrependido, Deus os teria libertado da prisão espiritual da adoração de ídolos e restaurado (v. 47).
Muito antes dessa profecia por Jeremias, Rute, uma mulher moabita, creu em Deus, através da influência da vida piedosa de Noemi. Que possamos ser como Noemi e através da nossa vida piedosa influenciar os nossos vizinhos a crerem em Deus e serem fiéis a Ele como aconteceu com sua nora Rute.
Yoshitaka Kobayashi
Japão
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/48/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Jeremias 48
Filed under: graça, profecias, salvação, testemunho | Tags: misericórdia, rebeldia
Comentário devocional:
O capítulo 47 é uma profecia contra os filisteus. Originalmente, os filisteus viviam na ilha de Caftor (muito provavelmente a ilha de Creta). E alguns deles se mudaram para a costa da Palestina no Mar Mediterrâneo. Na época de Abraão e Isaque, os filisteus eram poucos em número e chegaram a conhecer o poder de Deus através de Abraão, “o profeta” de Deus (Gn 20:7). Inclusive, Abraão viveu por muitos anos em Berseba, na terra dos filisteus (Gn 21:33,34).
Depois que os israelitas saíram do Egito e se estabeleceram na terra de Canaã, os filisteus tinham crescido muito em número. Muitos dos vários povos do mar também haviam se mudado para a costa oriental do Mar Mediterrâneo. Alguns deles invadiram a Ásia Menor e destruíram o império hitita. Outro grande grupo desses povos do mar tentou invadir o Egito. No entanto, uma vez que a defesa egípcia era muito forte nesta época, desistiram e se juntaram aos filisteus que já estavam estabelecidos na Palestina.
No momento do estabelecimento dos israelitas na terra de Canaã, os filisteus já tinham estabelecido cinco cidades-estado de acordo com a modo grego de formar cidades. Essas cinco cidades tinham seus próprios governantes (Juízes 3:3). Quando a arca de Deus foi capturada pelos filisteus houve vários acontecimentos milagrosos entre eles (1Sm 5 e 6). Deus lhes deu provas suficientes para que cressem nEle como quando guiou as duas vacas que puxavam o carro com a arca para percorrerem o caminho até a cidade de Bete-Semes (1 Sam 6:12). No entanto, não há registro na Bíblia de que os filisteus tenham se arrependido e crido no Deus de Israel.
Após esta profecia o exército babilônico invadiu o território dos filisteus, vindo do norte, e o tornou uma parte do império babilônico.
Em nossa sociedade, hoje, também vemos pessoas que, à semelhança dos filisteus, recebem muitas oportunidades para acreditar em Deus mas, mesmo assim, recusam-se a acreditar nestas evidências. É difícil para nós conhecermos as razões destas descrenças. Porém se aproveitarmos as oportunidades e conhecimento que o Senhor nos concedeu nestes últimos tempos, podemos, ao demonstrar verdadeiro interesse por eles, testemunhar de nossa fé e de tudo que o Senhor tem feito por nós
Yoshitaka Kobayashi
Japão
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/47/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Jeremias 47
Filed under: profecias | Tags: concerto, Jeremias, profecias, promessas, Remanescente
Comentário devocional:
Este capítulo dá início a uma nova seção do livro de Jeremias (capítulos 46-51), com declarações proféticas acerca de várias nações e tribos.
Jeremias 46 está dividido em três seções: (1) os versículos 3-12: a palavra profética de Deus a respeito do exército de Faraó-Neco, que foi acampar ao norte junto ao rio Eufrates perto de Carquemis; (2) os versículos 14-24: a palavra profética de Deus sobre o rei babilônico Nabucodonosor, que viria e derrotaria os egípcios; e (3) os versículos 27-28: uma palavra de encorajamento de Deus para o Seu povo Israel.
Olhemos a primeira seção. Aqui Jeremias prediz a derrota do exército egípcio por Nabucodonosor junto ao rio Eufrates. A partir destes versos descobrimos que o exército egípcio incluía tropas mercenárias de Etíopes, Líbios e Lídios (v. 9). O exército era tão numeroso que parecia a inundação do rio Nilo sobre a terra (v. 8). Então o versículo 10 afirma que o próprio Deus iria intervir e ajudaria Nabucodonosor a derrotar o exército egípcio. Haveria tristeza na terra do Egito, porque os poderosos soldados egípcios seriam derrotados e falhariam em sua campanha militar (v. 11, 12). Essa profecia cumpriu-se no quarto ano de Jeoaquim, rei de Judá.
Na segunda seção, temos uma mensagem de Deus para os judeus que viviam no norte do Egito em lugares como Migdol, Mênfis e Tafnes. O texto original hebraico do versículo 15 pode ser traduzido assim: “Por que o deus Ápis fugiu?” (NVI). O significado é: “Por que o deus-touro egípcio fugiu sem ajudar o exército egípcio?” A seção refere-se ao exército da Babilônia, comandado por Nabucodonosor, como sendo tão poderoso quanto as montanhas de Tabor e Carmel na terra de Israel (v. 18); e se refere ao Egito como uma bezerra que não consegue nem mesmo afugentar moscas que a picam (v. 20). Menciona ainda que o exército babilônico viria contra o Egito com machados, como cortadores de lenha (v. 22, 23).
A terceira seção é uma profecia e um encorajamento aos Judeus que viviam no Egito e aos cativos na Babilônia para que retornassem à sua pátria Israel. Deus diz: “Quanto a você, não tema, meu servo Jacó! Não fique assustado, ó Israel! Eu o salvarei de um lugar distante, e os seus descendentes, da terra do seu exílio. Jacó voltará e ficará em paz e em segurança; ninguém o inquietará” (versículo 27, NVI).
Deus é verdadeiramente o Restaurador da relação de aliança que Ele tem com Seu povo. E como Ele agiu no passado, assim Ele agirá para com o povo de Deus hoje, quando o Senhor voltar e nos levar para casa.
Yoshitaka Kobayashi
Japão
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/46/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Jeremias 46
Filed under: Aliança, caráter de Deus, confiança em Deus, profecias, verdade | Tags: confiança em Deus, escolhas
Comentário devocional:
Quando o profeta Jeremias acabou de apresentar as palavras de Deus, os capitães dos judeus lhe disseram: “Você está mentindo! O Senhor não lhe mandou dizer que não fôssemos residir no Egito. Mas é Baruque, filho de Nerias, que o está instigando contra nós para que sejamos entregues nas mãos dos babilônios, a fim de que nos matem ou nos levem para o exílio na Babilônia” (v. 2 NVI).
Joanã e outros capitães de campo não acreditaram nas palavras de Jeremias. Eles tinham que admitir que Jeremias havia predito corretamente a destruição de Jerusalém e do reino de Judá, mas era difícil para eles acreditarem numa invasão do exército babilônico ao Egito.
Na história do Antigo Oriente Próximo nenhum exército da Mesopotâmia jamais havia viajado mais de 1600 km a pé, através do Crescente Fértil, para atacar o Egito. Então Joanã e os outros capitães de campo, tomaram todas as pessoas que estavam com eles, incluindo Jeremias e seu secretário Baruque, e rumaram para Tafnes, a leste do Delta do Nilo, no Egito. Sua mudança para o Egito era um “memorial da estultícia [loucura] de deixar os conselhos de Jeová pela sabedoria humana” (Profetas e Reis 461).
Então, Deus ordenou a Jeremias que profetizasse contra o povo de Judá com uma ação simbólica de enterrar grandes pedras na calçada de tijolos quadrangulares em frente da casa real egípcia. As pedras escondidas em frente da casa real egípcia simbolizavam os capitães dos judeus e o povo de Judá que vieram buscar refúgio sob a proteção do rei egípcio.
Jeremias, então, transmitiu ao povo o que o Senhor lhe dissera a respeito da destruição que o rei Nabucodonosor da Babilônia faria contra eles e os egípcios. Nabucodonosor iria ferir a terra do Egito, matar uma parte deles e levar algum deles para o cativeiro na Babilônia. Ele também iria quebrar as imagens dos ídolos no Egito.
“Um texto fragmentário que agora pertence ao Museu Britânico de Londres declara que Nabucodonosor levou a efeito uma expedição punitiva ao Egito no seu 37º ano (568-567 a.C.), durante o reinado do Faraó Amásis (v. Ez 29.17-20).” Comentários da Bíblia NVI Vida [nt].
O que podemos aprender com este capítulo? Desde o momento em que Deus fez um pacto com o povo de Israel, Ele sempre foi fiel ao Seu povo tentando resgatar a Si os infiéis, não desistindo facilmente deles. Ele sempre tentou manter o relacionamento com eles. Somos gratos porque Ele ainda manifesta este comportamento conosco, hoje.
Yoshitaka Kobayashi
Japão
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/43/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Jeremias 43
Filed under: consequências, correção, profecias | Tags: conselho de Deus, vontade de Deus
Comentário devocional:
Ismael e os outros dez altos funcionários do último rei Zedequias foram, aparentemente de forma pacífica, comer com Gedalias, em Mispá, e traiçoeiramente o mataram (v. 1,2). Mataram também os judeus e os soldados caldeus que estavam com ele (v. 3). Mostrou-se correto o relatório de Joanã a Gedalias que o alertava do plano de Ismael para matá-lo. No dia seguinte, Ismael matou também 70 das 80 pessoas que vinham de Siquém, Siló e Samaria trazer oferendas ao templo de Deus. Ismael e seus companheiros jogaram os corpos em uma cisterna, feita para resistir em tempos de guerra, de tal forma que a cisterna ficou totalmente cheia de corpos (v. 4-9).
Ismael, então, se retirou em direção à terra dos amonitas, levando “como prisioneiros todo o restante do povo que estava em Mispá” (v. 10 NVI). Quando chegaram ao açude de Gibeom, Joanã e seus homens os alcançaram, mas Ismael e oito de seus homens ainda conseguiram escapar para Amom (v. 11-15). Joanã e os demais capitães dos judeus então decidiram fugir para o Egito, porque temiam a reação dos babilônios por causa do assassinato de Gedalias, a quem os babilônios tinham deixado como governador da terra. E pararam perto de Belém, a caminho do Egito.
Isso tudo aconteceu porque Gedalias não consultou Jeremias, o profeta de Deus, para saber se era verdadeira a advertência, feita por Joanã, de que Ismael planejava assassinar o governador. Isto nos lembra a história de Josias, que fez muitas coisas boas para Deus por muitos anos, mas morreu porque não consultou Deus se deveria realmente lutar contra o exército egípcio (2 Crônicas 35:20-24).
O líder do povo de Deus deve ser sempre um homem piedoso, que busque a orientação de Deus. Este capítulo está repleto de acontecimentos terríveis que poderiam ter sido evitados se o líder Gedalias fosse um homem de oração ou mesmo um homem de coração humilde que consultasse a Deus, através de Jeremias, sobre o que deveria fazer. Se Gedalias tivesse orado e consultado o profeta sobre o que fazer, Deus teria lhe mostrado e protegido.
Senhor, impressiona-nos a sempre conhecer mais sobre a Tua vontade. Que estejamos prontos a seguir Tua vontade quaisquer que sejam as circunstâncias.
Yoshitaka Kobayashi,
Japão
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/41/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: Jeremias 41