Filed under: Amor de Deus, Espírito Santo, fé, paz | Tags: caminho, chamado, Espírito Santo, fé, paz, paz interior, verdade, vida
Comentário devocional:
Pessoalmente, este capítulo significa muito para mim. Deus usou o verso 1 para revelar Jesus para mim, e usou o verso 27 para confirmar o meu chamado para o ministério.
Eu fui ateu por cerca de 5 anos e então comecei a acreditar em um “Poder Superior”. Então, eu me matriculei na Southern Adventist University [Universidade Adventista do Sul], e uma das matérias que escolhi fazer era Doutrinas Cristãs. Eu estava interessado em saber mais sobre a religião cristã, uma vez que eu já conhecia outras religiões do mundo. O primeiro tema em sala de aula foi a importância da Palavra de Deus. A segunda lição foi sobre Deus Pai. Não tive nenhum problema com as duas primeiras aulas, mas a terceira, que focou em Deus, o Filho, realmente me incomodou! Por que tanta ênfase em Jesus?
“Quem é esse Jesus? E o que é que isso tem a ver comigo?”, eu me questionava. Um dia eu fui passear no bosque da escola, parei junto à maior árvore, e fiquei perguntando a Deus estas duas questões vez após vez. Então ouvi uma voz: “Tome sua Bíblia, Eu quero lhe dizer uma coisa”. Eu peguei a minha Bíblia, orei, e com os meus olhos ainda fechados, a abri com o dedo sobre João 14:1. Este verso respondeu às minhas duas perguntas! “Credes em Deus, crede também em mim” (ARA). Naquele momento eu recebi Jesus em meu coração e coloquei a minha fé nEle como meu Deus e Salvador.
O verso 27 também é um dos meus favoritos. Eu sempre estivera à procura de paz na minha vida, mas nunca conseguia encontrá-la. Como Deus estava me chamando para o ministério pastoral, tarde da noite eu Lhe contei todos os medos quanto a esse chamado. Mais uma vez Ele falou comigo: “Abra a sua Bíblia para que eu possa lhe dizer algo.” Orei, e com os olhos ainda fechados, coloquei meu dedo sobre João14:27. Através daquele verso Deus me disse: “Chris, você tem a minha paz (o Espírito de Jesus), portanto não tenha medo. Então eu disse “SIM!” ao chamado para me tornar um pastor. Alguns anos mais tarde, o mesmo Professor que me ensinara sobre Jesus, ordenou-me ao Ministério do Evangelho.
Em João 14: 6, Jesus disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida.” Jesus é a instrução de Deus para a humanidade: acerca de Seu amor, Seu modo de agir, verdade e vida.
Senhor, quero aprender a obedecer as Tuas instruções diárias. Através do Espírito Santo, ajuda-me a dizer SIM para todas as orientações de Jesus.
Christopher Bullock
Pastor em Atlanta, Georgia.
Estados Unidos da América.
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jhn/14/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: João 14
Comentário em áudio
Filed under: bens materiais, bom senso, caráter, cuidado de Deus, dinheiro, equilíbrio, escolhas, fé | Tags: bens materiais, confiança em Deus, dinheiro, tesouro
Comentário devocional:
Era a maior multidão que havia se reunido até então. Tantas pessoas se reuniram para ver Jesus que um quase pisoteava o outro (v 1). Neste ambiente, um homem forçou caminho para chegar até Jesus com um pedido importante que, se atendido, iria lhe dar segurança financeira. Ele reclamou: “Mestre, dize a meu irmão que divida a herança comigo” (v 13 NVI).
Talvez seu irmão mais velho não quisesse lhe dar uma parte do espólio de seu falecido pai. Jesus ajudou muitas vezes aqueles que tinham sofrido injustiças dos outros. Assim, a resposta de Jesus surpreendeu a todos: “Homem, quem me designou juiz ou árbitro entre vocês?” (v 14 NVI). Por que Jesus negou assumir o papel de juiz e lhe respondeu do modo como fez? Porque Jesus não tinha sido nomeado para arbitrar os casos judiciais entre as pessoas. Ele está dizendo aqui: “Eu não sou um juiz para lidar com seu caso financeiro; Eu estou aqui para julgar o coração das pessoas”. Jesus julgou o homem pela sua ganância, não pela questão da herança entre ele e seu irmão.
E para certificar-se que a multidão entendera Seu ponto, Jesus lhes ensinou uma verdade fundamental: “Cuidado! Fiquem de sobreaviso contra todo tipo de ganância; a vida de um homem não consiste na quantidade dos seus bens” (v. 15 NVI).
Jesus conta então a história de um homem que planejava ampliar seus celeiros para armazenar suas grandes colheitas. Mas Deus lhe disse: “Insensato! Esta mesma noite a sua vida lhe será exigida. Então, quem ficará com o que você preparou?” (v 20). Jesus então concluiu: “Assim acontece com quem guarda para si riquezas, mas não é rico para com Deus”(v 21 NVI) .
Uma vez que Deus é o Criador de tudo, Ele pode nos prover qualquer coisa que precisamos. Se realmente acreditamos nisso, iremos seguir o conselho de Jesus em Lucas 12:22-34 para buscar em primeiro lugar o reino de Deus e não nos preocuparmos com nossas necessidades físicas. Jesus diz: “Não se preocupe”, porque “o Pai sabe que vocês precisam delas” (v 30 NVI).
Jesus conclui com um chamado para que seus ouvintes vendessem suas coisas e ajudassem os pobres. O resultado será um tesouro no céu que não pode ser destruído, porque “onde estiver o seu tesouro, ali também estará o seu coração” (v 34 NVI). Em essência, Jesus está dizendo: “Aquilo que você valoriza determina o seu futuro.” Deus valoriza pessoas. Ele estava disposto a resgatá-los com Sua própria vida.
As suas posses são realmente valiosas quando elas são usadas para atender às necessidades das pessoas a quem Jesus ama.
Douglas Jacobs, D.Min.
Professor do Ministério e Homilética
School of Religion, Southern Adventist University
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/luk/12/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: Lucas 12
Comentário em áudio
Comentário devocional:
Por que a fé de um centurião romano em Cafarnaum fez Jesus se maravilhar e chamá-la de a maior fé que havia encontrado? Anciãos dos judeus tinham pedido a Jesus para curar o servo do centurião, porque ele “ama a nossa nação, e construiu a nossa sinagoga” (Lc 7:4 NVI). Quando Jesus se encaminha para curar o servo, o centurião envia um apelo diferente: “Senhor … não mereço receber-Te debaixo do meu teto. Por isso, nem me considerei digno de ir ao Teu encontro. Mas dize uma palavra e o meu servo será curado”(Lc 7:6, 7 NVI).
Somos tentados a pensar que somos dignos de receber a cura de Jesus por causa do que temos feito. O centurião reconheceu sua indignidade e baseou seu pedido no poder da Palavra de Jesus. Seu servo não precisava de presença e toque de Jesus. Jesus era o Senhor do Universo, Ele tinha autoridade sobre tudo, incluindo a doença do empregado: “Pois eu também sou homem sujeito a autoridade, e com soldados sob o meu comando. Digo a um: Vá, e ele vai; e a outro: Venha, e ele vem. Digo a meu servo: Faça isto, e ele faz”(Lc 7: 8 NVI). Jesus maravilhou-se com a fé do centurião. Quando os mensageiros voltaram para a casa do Centurião, encontraram o servo completamente curado.
No dia seguinte, Lucas nos diz, Jesus mostrou que Sua Palavra poderia conquistar a própria morte, ressuscitando o filho de uma viúva em Naim (Lucas 7:11-17). Quão grande é a sua fé no poder da Palavra de Deus? Você está disposto a parar de depender de suas próprias obras e confiar sua salvação à Palavra de Jesus?
Quando os discípulos de João Batista disseram a ele o que Jesus tinha feito, João enviou uma mensagem a Jesus, mas não foi uma mensagem de fé: “És tu aquele que haveria de vir ou devemos esperar algum outro?” (Lucas 7:19 NVI). Às vezes as pessoas mais próximas de Jesus têm maior dificuldade de confiar em Sua palavra. Se João podia duvidar, então qualquer um pode ser tentado a duvidar de Deus e de Sua Palavra. Na verdade, quanto mais tempo alguém tem sido um cristão, maior pode ser a tentação de duvidar. Peça a Deus para dar-lhe a fé do centurião.
Lucas 7 termina com uma mulher “pecadora” interrompendo a festa de Simão, ungindo os pés de Jesus com perfume caro. Jesus usa com tato uma parábola de dois devedores para mostrar a Simão que tanto ele como a mulher eram pecadores necessitados do perdão. Enquanto você lê esta história questione qual a sua resposta a Jesus e a outros pecadores. A mulher que ungiu os pés de Jesus reconhecia que ela era uma pecadora e veio a Jesus para pedir perdão. Simão, o fariseu, respondeu a Jesus oferecendo-lhe o prestígio de uma refeição com ele. Ele se sentiu insultado que uma mulher pecadora viesse sem ser convidada à sua festa.
Ao reconhecermos a nossa própria pecaminosidade, ao nos achegarmos a Jesus com fé pedindo perdão, estenderemos o perdão que recebemos aos demais pecadores.
Douglas Jacobs
Professor do Ministério e Homilética
School of Religion, Southern Adventist University
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/luk/7/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Lucas 6
Comentário em áudio
Filed under: fé, gratidão | Tags: adoração, amor a Deus, confiança em Deus
3 enviou alguns dos anciãos dos judeus. Consciente da costumeira atitude dos judeus para com os gentios (ver com. de Mt 7:6), o centurião não sabia como Jesus responderia ao pedido de alguém que não pertencia a Seu povo… e temia ser rejeitado. … Possivelmente, os “anciãos” pertencessem à sinagoga que Jesus frequentava quando estava em Cafarnaum. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 829.
4 com instância. Do Gr. spoudaios, “intensamente” ou “com urgência”. A questão era que o homem estava prestes a morrer. CBASD, vol. 5, p. 830.
5 é amigo do nosso povo. Parece que o centurião era um “prosélito da porta”, alguém que cria no verdadeiro Deus e nos princípios da fé judaica, mas não aceitava a circuncisão, o sinal da aliança (ver com. de Gn 17:10, 11), nem praticava o ritual cerimonial da religião judaica. CBASD, vol. 5, p. 830.
6 não sou digno. Como Pedro (5:8), este gentio reconhecia a grandeza de Jesus. Ele provavelmente temia que Jesus cresse que ao entrar na casa de um gentio Ele se tornasse um judeu cerimonialmente impuro (p. ex., At 11:1-3). Andrews Study Bible.
É muito interessante comprovar que Jesus e os líderes judeus, frequentemente em completo desacordo, afirmassem ambos, a dignidade de um gentio. É claro que os motivos deles não eram os mesmos: os “anciãos” aprovavam as obras do centurião; Jesus aprovou sua fé. … É raro um líder ser estimado igualmente por pessoas de partidos ou ideais diferentes. É raro um professor ser honrado por todos os seus estudantes, tanto os que recebem notas baixas quanto os bem avaliados. É raro um pastor apreciado por todos os segmentos em sua congregação. CBASD, vol. 5, p. 831.
7 será curado. O centurião parecia perceber que tudo o que era necessário era Jesus querer que o servo fosse libertado da doença. CBASD, vol. 5, p. 831.
8 também eu sou homem sujeito à autoridade. O centurião reconheceu, do que ouviu, que Jesus representava a autoridade e o poder celestiais do mesmo modo que ele, um oficial do exército, representava o poder e a autoridade de Roma. CBASD, vol. 5, p. 831.
9 Jesus admirou-se. Só duas vezes está registrado que Jesus se admirou: aqui, por causa da fé, em Nazaré, por causa da incredulidade (Mc 6.6). Bíblia de Estudo NVI Vida.
10 encontraram curado o servo. Tal cura traria esperança aos leitores do evangelho de Lucas, que não poderiam entrar na presença física de Jesus para serem curados. Andrews Study Bible.
11 dirigia-se Jesus. Desta forma começa a segunda grande viagem missionária pelas cidades e vilas da Galileia, possivelmente durante o início do outono de 29 d.C. (ver com. de Mt 4:12; 5:1; Mc 1:39). A segunda viagem começou em Cafarnaum, a sede de Jesus durante Seu ministério na Galileia. … Tendo Jesus formalmente inaugurado o reino da graça divina, com a indicação dos doze (ver com. de Mt 5:1), e tendo proclamado a lei fundamental e o propósito do reino no Sermão do Monte, então empreendeu Sua segunda viagem pela Galileia para demonstrar, por preceito e exemplo, a natureza de Seu reino e a extensão dos benefícios à humanidade. CBASD, vol. 5, p. 833.
12 único. Do gr. monogenes, “único” ou “único de uma espécie” (ver com. de Jo 1:14). CBASD, vol. 5, p. 834.
12-13 Uma viúva seria dependente de seu filho para suprir as suas necessidades, e agora ela não tinha nenhum. Andrews Study Bible.
13 vendo-a, o Senhor. Gr kurios. Jesus é descrito [por Lucas] como aquele que, de fato, tem o poder de banir a morte e a tristeza (cf 1Co 15.55-57). Bíbia Shedd.
O Senhor Se compadeceu. O motivo para ressuscitar ao filho único da viúva não foi outro senão o próprio amor compassivo de Cristo. É impossível saber quantas vezes recebemos um benefício imerecido, devido apenas ao amor de Deus (cf Mt 5.45). Bíblia Shedd.
14 tocou o esquife. O esquife, um caixão aberto como o corpo envolto em linhos, era levado à frente do cortejo fúnebre (ver DTN, 318). Nos templos bíblicos, um “esquife” era feito de vime. CBASD, vol. 5, p. 834.
Uma violação das regras judaicas de pureza ritual (Nm 19:16) que ao invés de trazer contaminação a Jesus, trouxe o poder de Jesus ao homem. Andrews Study Bible.
14, 15 Que Jesus levantou mortos, isto é testemunho na apologia de Quadrato endereçada a Adriano (125 d.C.). Afirma que os restaurados continuaram vivos além dos dias de Jesus, até aos próprios tempos do autor. Bíblia Shedd.
16 Grande profeta. Recorda a profecia de Moisés em Dt 18:18-19 (ver tb At 3:19-23). Andrews Study Bible.
Deus visitou o Seu povo. A ressurreição do defunto foi prova suficiente de que Deus visitara Seu povo. Bíblia Shedd.
19 Aquele que estava para vir. Deus permite que sobrevenham momentos de perplexidade mesmo a Seus servos mais dignos e confiáveis, a fim de fortalecer sua fé e confiança. Às, vezes, quando é necessário para o desenvolvimento do caráter ou para o bem da causa de Deus na terra, ele os permite passar por experiências que parecem sugerir que os esqueceu. Assim ocorreu quando Jesus pendia na cruz (ver Mt 27:46; DTN, 753, 754) e com Jó (ver Jó 1:21; 13:15). CBASD, vol. 5, p. 835.
23 não se ofende (NKJV). Não se afasta de Jesus porque os Seus atos não se conformam com suas ideias preconcebidas. Andrews Study Bible.
26 João era único no sentido de que a ele fora dada a honra singular de preparar o caminho ao Senhor. Andrews Study Bible.
28 o menor no reino de Deus é maior do que ele. Ironicamente, João nunca pôde testemunhar as obras d Jesus ou participar nos triunfos de Sua ressurreição e obras através da igreja. Andrews Study Bible.
30 mas os fariseus e os intérpretes da lei rejeitaram, quanto a si mesmos, o desígnio de Deus. “O livre arbítrio dá ao homem a capacidade de anular o propósito divino de dar-lhe a salvação” (Plummer). Bíblia Shedd.
31 presente geração. Na maioria, seguiu aos líderes que rejeitaram o convite divino por meio de João e Jesus. Bíblia Shedd.
Como crianças que ficam sentadas na praça. As pessoas tinham rejeitado tanto a Jesus quanto a João Batista, mas por razões diferentes – como crianças que não querem participar de uma brincadeira alegre nem de um evento tristonho. Não queriam associar-se a João quando seguia as regras mais rigorosas, nem a Jesus quando se relacionava livremente com todo tipo de pessoas. Bíblia de Estudo NVI Vida.
35 a sabedoria é justificada por todos os seus filhos. Filhos da sabedoria são aqueles que reconhecem a sabedoria de Deus e a declaram justa e verdadeira. Andrews Study Bible.
36 lugar à mesa. Era costume reclinarem-se sobre divãs à mesa, com os pés para trás. Assim, seria fácil para a mulher regá-los com lágrimas e ungi-los. Bíblia Shedd.
37 pecadora. So sentido de mulher de má reputação, uma prostituta. Bíblia Shedd.
alabastro. Pedra cara, macia o suficiente para ser escavada. Andrews Study Bible.
39 Se este fora profeta. Simão ouvira que Jesus era profeta, mas a maneira acolhedora de Jesus [à pecadora] o decepcionou. Bíblia Shedd.
Jesus ironicamente demonstra que ele é realmente um profeta por conhecer e responder à crítica silenciosa de Simão. Andrews Study Bible.
46 óleo. A hospitalidade de Simão era insignificante comparada à gratidão ilimitada de Maria. CBASD, vol. 5, p. 841.
47 perdoados … muito amou. O amor que Maria sentia por Cristo era resultado do perdão já concedido a ela antes desta ocasião. … Simão amava pouco a Jesus, pois seus pecados não foram perdoados. Como Nicodemos, ele não se considerava um pecador em necessidade do perdão divino. CBASD, vol. 5, p. 841.
A doutrina católica romana afirma que o tributo de amor merece o perdão (contritio caretate forata). Mas é o contrário – a parábola ensina que reconhecer o perdão é que produz o amor. Não foi o amor que salvou a mulher, mas a sua fé (50). Bíblia Shedd.
48 perdoados são os teus pecados. Aos olhos do Céu, ela não era mais uma pecadora porque já lhe havia sido concedido o perdão. Andrews Study Bible.
50 vai-te em paz. O presente do indicativo, no Gr, descreve um estado de permanente paz com Deus e no próprio coração. Bíblia Shedd.
Filed under: confiança em Deus, fé, testemunho | Tags: Anunciação, João Batista, Maria, Zacarias
Comentário devocional:
Lucas escreve o seu Evangelho para um novo cristão chamado Teófilo, com o objetivo de que ele tivesse certeza das coisas que lhe haviam sido ensinadas (Lc 1:4). Tente ler o Evangelho de Lucas como se você fosse Teófilo, abrindo a carta de Lucas pela primeira vez. Pergunte a si mesmo como cada história contada por Lucas lhe traz argumentos “para que tenhas a certeza” que Jesus é o seu Salvador. Lucas chama seu Evangelho “um relato ordenado” (Lucas 1:3 NVI) da vida de Jesus. Sua ordem é um pouco diferente de Mateus ou Marcos, mas, no geral, ainda é cronológica.
Ela começa com o justo e velho sacerdote chamado Zacarias, que duvida da boa notícia do arcanjo Gabriel de que sua esposa Isabel, que já havia passado da idade fértil, dará à luz um filho, a quem eles devem chamar João, que vai anunciar a vinda de um Salvador (Lucas 1:5-25). Em seguida, Lucas contrasta a dúvida de Zacarias com a fé de uma jovem virgem, Maria, que crê quando Gabriel, seis meses depois, diz a ela que ela vai conceber através do Espírito Santo e dar à luz o Salvador, Jesus (versos 26-39 ).
Zacarias tinha todos os motivos para acreditar e Maria tinha todas as razões para duvidar das palavras de Gabriel. Gabriel apareceu a Zacarias, no lado direito do altar do incenso, o lado que indicava favor. Como sacerdote, Zacarias conhecia a história de Sara dando a Abraão um filho, mesmo sabendo que ela tinha passado da idade fértil. Mas, como Abraão, o sacerdote Zacarias duvidou da promessa de Deus, perguntando a Gabriel, “Como posso ter certeza disso?” (Lc 1:18 NVI).
A nossa facilidade ou dificuldade para acreditar tende a influenciar a nossa fé na capacidade de Deus. Gabriel aconselhou Zacarias a não se demorar nas impossibilidades, mas, sim, na promessa de Deus: “Sou Gabriel, o que está sempre na presença de Deus. Fui enviado para lhe transmitir estas boas novas” (Lc 1:19 NVI) .
Por outro lado, quando Gabriel veio atá Maria, ele lhe pediu para acreditar em algo que nunca tinha acontecido antes, um nascimento virginal. Maria simplesmente perguntou: “Como acontecerá isso, se sou virgem?” (Lc 1:34 NVI). Após a explicação de Gabriel, Maria respondeu: “que aconteça comigo conforme a tua palavra” (Lc 1:38 NVI).
Ao ler Lucas 1, pergunte-se se você realmente acredita que “nada é impossível para Deus” (verso 37 NVI). Se, como Zacarias, você é tentado a duvidar das promessas de Deus, se algumas coisas parecem impossíveis de acreditar, procure por áreas em sua vida em que o poder de Deus já trabalhando.
Na circuncisão de seu filho, Zacarias obteve toda a prova que precisava. Então, quando eles lhe pediram para dar nome a seu filho, ele escreveu com confiança o nome que Gabriel já tinha dado antes: “O nome dele é João” (verso 63 NVI).
Ore para que Deus lhe dê fé para também acreditar nas Suas promessas e na promessa da Segunda Vinda de Jesus.
Douglas Jacobs
Professor de Ministério e Homilética
Universidade Adventista do Sul
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/luk/1/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Marcos 10
Comentário em áudio
Filed under: fé, milagres, oração, relacionamento, religião viva | Tags: fé, milagres de Jesus, oração, relacionamento espiritual, vitória
Comentário devocional:
O relato de Marcos difere dos outros três evangelhos. Todo o seu foco está sobre o poder de Deus. Na mente de Marcos, a melhor maneira de demonstrar o grande poder de Deus é mostrar o que Ele é capaz de fazer. Por isso, as páginas que ele escreveu estão cheias de poderosas obras – milagres – em muito maior número do que os milagres registrados pelos outros evangelistas.
Os milagres registrados em Marcos estão cheios de vitórias sobre o inimigo. Você pode achar um pouco estranho eu dizer isso, mas é por isso que eu amo Marcos. E este capítulo ilustra o que eu quero dizer.
Descendo as encostas da montanha, onde Pedro, Tiago e João tinham recebido o retrato de uma “mini Segunda Vinda”, Jesus descobriu um pai muito perturbado. Este homem buscava uma demonstração do poder de Deus, em benefício de seu filho possuído pelo demônio.
Os discípulos, que tinham permanecido na base da montanha, não estavam à altura da tarefa. Agora a necessidade do pai é canalizada a Jesus nesta questão embaraçosa: “se podes fazer qualquer coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos.” (Mc 9:22 NVI). Jesus então transformou a questão do desejo do pai em uma exibição externa de poder em convocação à fé interior.
Fé e entrega devem preceder o poder! Jesus procurou chamar o pai em um relacionamento eterno com a Divindade: “Se você pode crer, todas as coisas são possíveis ao que crê” (Mc 9:23 NKJV). A resposta do pai foi imediata, ao ele gritar: “Senhor, eu creio. Ajuda a minha incredulidade!” (Mc 9:24 NKJV).
Esta é a oração perfeita! É a que brota de um coração sincero, quebrado, e desesperado. Esta é a oração que você e eu devemos fazer. Muitas vezes nos achegamos a Deus buscando bênçãos e não relacionamento. Deus está nos convidando a entrar em um relacionamento experimental com Ele e a partir deste relacionamento virá o poder. Deus está procurando um povo a quem Ele possa confiar o grande poder da Chuva Serôdia. E não vai concedê-lo a alguém que não esteja totalmente entregue a Ele. Você está?
Não importa que dificuldades estejam ocorrendo em sua vida neste exato momento, clame a Deus, busque-O de todo o seu coração, submeta a Ele todos os aspectos de sua vida, e Ele responderá a você com o poder.
Jim Ayer
Vice-Presidente Rádio Mundial Adventista
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mrk/9/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: Marcos 9
Comentário em áudio
Comentário devocional:
É objetivo do inimigo manter a nossa atenção sobre as pequenas coisas da vida, em lugar do que é realmente importante: o nosso relacionamento com o Criador do universo. “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (João 17: 3, ARA). Muitas coisas chamarão a sua atenção nesta vida. Diversas “pequenas coisas” surgirão para distraí-lo, impedindo-o de estabelecer um relacionamento de amizade com Cristo. Algumas pessoas, entretanto, reconhecem a sua imensa necessidade e decidem que nada as impedirá de buscar a Jesus.
A mulher siro-fenícia era uma dessas pessoas. Ela tinha ouvido falar de Jesus e estava determinada a obter a ajuda dEle para sua filha possuída por um demônio, independentemente do que teria de suportar. Não demorou muito para ela perceber que o Diabo estava trabalhando por meio dos doze discípulos. Todos eles disseram para Jesus despedi-la (Mt 15:23). E durante algum tempo, até mesmo Jesus pareceu ignorar os seus pedidos de ajuda.
Mas esta filha do Rei não desistiria da bênção almejada apesar dos empecilhos plantados em seu caminho. Sua filha precisava de um milagre: libertação do demônio que a possuía! Ela juntou cada pedacinho de amor que tinha por sua filha, toda promessa de Deus que conhecia e os lançou aos pés de Jesus, de forma que Ele não poderia simplesmente desprezá-la. Ela sabia que até mesmo pequenos cães eram alimentados com o que sobrava da mesa da família e insistiu na petição, confiando no amor e no poder de Jesus. Então o Mestre olhou para ela e disse: “Podes ir; o demônio já saiu de tua filha.” (v. 29 ARA).
Alguém já disse uma vez que se você quiser ter sucesso, “Mantenha em primeiro lugar aquilo que deve estar em primeiro lugar.” Creio que Jesus incluiu a história dessa mulher para que você e eu não desistamos daquilo que é importante.
Você quer ter sucesso em coisas celestiais? Quer permanecer na companhia de Jesus, independentemente das circunstâncias? Então não deixe que nada lhe distraia de aceitar a Jesus e permanecer em Sua companhia.
Jim Ayer
Vice-Presidente Rádio Mundial Adventista
Conferência Geral
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mrk/7/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Marcos 7
Comentário em áudio
Filed under: acontecimentos finais, fé, Tempo do Fim | Tags: segunda, vigiar, Volta de Jesus
Comentário devocional:
Após a descrição da Segunda Vinda e dos sinais que a anteciparão, Jesus dá uma série de ilustrações para destacar certas coisas a respeito da Segunda Vinda em si. Esta série de comentários começa em Mt 24:32 e continua através de Mateus 25.
Dois temas importantes se destacam nestas declarações. Primeiro é o tema da data da vinda e a surpresa associada. Se por um lado ninguém sabe o dia nem a hora (24:36), por outro podemos saber que o tempo de Sua vinda está próximo (24:32-35).
Apesar de podermos saber da proximidade, muitos serão pegos de surpresa (24:39) e Ele virá para eles em um momento inesperado (24:44). Relacionado com este momento inesperado, alguns pensarão que o retorno está demorando e não farão uma preparação adequada (24:45-51; 25:1-13). Estas parábolas que citam o atraso nos dão a chave para não sermos pegos de surpresa. O servo que trabalha fielmente para promover os interesses do patrão, não terá qualquer angústia ou surpresa quando do seu retorno.
A segunda ênfase temática envolve a mensagem básica do julgamento. As referências a Noé e ao dilúvio, os servos fiéis em contraste com os servos infiéis (Mt 24:36-51), juntamente com as parábolas das 10 virgens, dos talentos e da separação das ovelhas e dos bodes, todas elas apontam para uma grande separação dos justos e dos perversos através de um processo de julgamento. As duas parábolas acerca dos servos apontam mais claramente ao juízo investigativo. O mestre ou rei vem, inspeciona e avalia, investiga e, em seguida, decreta uma sentença de recompensa ou punição. Várias parábolas são apresentadas uma após a outra as quais enfatizam esse tema do julgamento.
Fica evidente que Jesus não está ensinando que todos serão salvos (universalismo). Além disso, é muito claro que Deus julga e acerta contas com cada pessoa individualmente. Quem crê em Jesus não será julgado – os Seus méritos apagam suas faltas (Jo 3:18). Este se envolverá com os negócios do Rei, multiplicando talentos e tratando outros servos com dignidade e graça.
Esta é a forma de nos prepararmos para a segunda vinda: manter vivo nosso relacionamento com Deus através do Espírito Santo (azeite das virgens). Este envolvimento com o Espírito nos motivará e capacitará a estarmos ativamente engajados na construção do reino como servos do Mestre e Rei.
Stephen Bauer, Ph.D.
Professor de Teologia e Ética
Universidade Adventista do Sul
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mat/25/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Mateus 25
Comentário em áudio
Comentário devocional:
Este capítulo nos traz algumas preciosas percepções sobre o ministério de Jesus. Numa noite, Jesus convidou a Pedro, Tiago e João para O seguirem até o alto de uma montanha. Ao chegaram lá, Jesus afastou-se, orou e então apareceu a Eles com a glória que tinha originalmente no Céu. O Seu rosto resplandecia como o sol, e Seu manto era tão brilhante como a luz. Jesus deu aos discípulos um vislumbre de Sua divindade para fortalecê-los em suas provações e ministério.
Logo após, eles vêem Moisés e Elias conversando com Jesus. Sabemos que Cristo havia ressuscitado Moisés dos mortos e o levado para o Céu mais de mil anos atrás (Judas 9), e que para lá Elias havia sido trasladado e levado em uma carruagem de fogo centenas de anos antes (2 Reis 2: 11,12). Ao ver Moisés e Elias vivos, os discípulos receberam uma representação visual da certeza da vida eterna. Moisés representava aqueles que seriam ressuscitados na Segunda Vinda de Cristo e Elias aqueles que seriam trasladados. Enquanto na terra, Moisés e Elias tinham sido colaboradores de Cristo e depois de levados para o Céu, continuaram a compartilhar Seu anseio pela salvação dos seres humanos. Agora eles tinham vindo, não para anunciar o reinado de Jesus como Rei dos reis, mas para incentivá-lo e consolá-lo, porque antes da coroa deve vir a cruz. Então os discípulos ouviram o Pai dizer: “Este é o meu Filho amado, escutai-O” (v. 5, NVI).
Na outra parte deste capítulo vemos os discípulos na parte inferior da montanha tentando, sem sucesso, curar um menino possuído pelo demônio. Quando Jesus e os três discípulos, se aproximaram, o pai do menino implorou a Jesus para curar seu filho, o que Jesus fez facilmente. Chama-nos a atenção nesta seção do capítulo o questionamento dos discípulos a Jesus do porquê não terem conseguido expulsar o demônio. Jesus explicou que não era só por causa de sua falta de fé, mas pela falta de cuidado com o que consideravam a sagrada obra a eles confiada. Ao invés de fortalecer a sua fé por meio da oração, quando Jesus e os três companheiros discípulos estavam na montanha, eles estavam cheios de inveja e se demorando em suas queixas pessoais. Para ter sucesso no conflito com os maus espíritos, eles devem vir para o trabalho com uma disposição diferente. Sua fé deve ser fortalecida por meio da oração, jejum e humilhação de coração. Que lição para nós, hoje! Eles devem ser esvaziados de si mesmos e ser totalmente dependente de Deus (O Desejado de Todas as Nações p. 302-303).
Jack J. Blanco, Th.D.
Professor Emérito
Universidade Adventista do Sul
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mat/17/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Mateus 17
Comentário em áudio
Filed under: adoração, cuidado de Deus, fé | Tags: cegueira espiritual, fé
Comentário devocional:
Neste capítulo, vemos que os fariseus não estavam ouvindo com o coração. O foco deles eram suas tradições e rituais. Sem isto eles se sentiam perdidos. Jesus então os chama de “guias cegos”. Nesta passagem Jesus nos lembra que devemos manter nossas mentes e corações abertos para Ele. Distrações são inevitáveis, mas não devemos permitir que a mídia, gadgets, tradições e outras coisas feitas pelo homem nos distraiam do que é real e definitivamente mais importante. Devemos estar abertos à direção do Espírito de Deus.
Jesus encontra a mulher cananéia e primeiro fala com ela da forma que um homem judeu falaria com uma pessoa estrangeira. Da forma que ela, uma não-judia, esperava. Jesus fez isso para testar sua fé. Ela clama a Jesus: “Senhor, ajuda-me!” (v. 25 NVI). Jesus pode ler o coração da mãe e sabe que ela realmente acredita em Deus e no Seu poder. A sua fé e esperança ornaram possível a realização do milagre. Sua fé em Jesus traz a cura para sua filha. Que incrível promessa de Jesus: “Seja conforme você deseja.” (v. 28)! Quando nossa esperança e fé em Jesus tiverem esta intensidade, nós também testemunharemos grandes milagres.
Eu nunca jejuei por mais de um dia. Não consigo imaginar uma multidão ficar sem comer por 3 dias só para estar perto de Jesus. Mas quando você está na presença do Filho de Deus, obviamente esta é uma experiência totalmente diferente. Eu posso apenas imaginar a maneira como eles ouviram atentamente as palavras sobre o amor perfeito e perfeita liberdade por meio de Jesus. Esta era a mensagem que eles precisavam ouvir. Homens, mulheres e crianças, dos mais diversos níveis da sociedade, O seguiram e foram totalmente envolvidos por Suas palavras. Após 3 dias, Jesus alimentou as multidões, através de um milagre. Ele toma sete pães e alguns peixinhos e ora ao Pai. Os alimentos se multiplicaram e não apenas todas as pessoas foram alimentadas, mas sobraram ainda sete cestos.
Mais uma vez, e por meios grandiosos, somos lembrados de que Jesus cuida de nossas necessidades físicas, assim como de nossas necessidades espirituais. Tendo a Jesus, temos tudo que realmente necessitamos.
Joey Norwood Tolbert
Cantora e compositora cristã
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mat/15/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Mateus 15
Comentário em áudio