Reavivados por Sua Palavra


Mateus 12 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
13 de novembro de 2014, 0:00
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1 espigas. Poderia ser qualquer cereal, talvez trigo ou cevada. É interessante notar que todas as acusações feitas contra os discípulos de Cristo, conforme registradas no livro de Mateus, estavam relacionadas de uma forma ou de outra ao alimento (ver Mt 9:14; 15:2, etc.). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 410.

2 o que não é lícito. O Antigo testamento não proíbe apanhar grãos no sábado, para comer. os discípulos não eram agricultores empregados na obra da colheita. A objeção dos fariseus estava baseada numa tradição oral, que não levava em conta o verdadeiro propósito de Lei. Bíblia de Genebra.

O quarto mandamento (Êx 20.8-11; Dt 5.12-15) ordenou o descanso no sábado, e Êx 34.21 especificou que não deveria haver colheita neste dia. As leis expandidas, como encontradas na Mishnah judaica (ver nota em Mc 7:8), lista 39 categorias de trabalho que eram proibidos aos sábados. A colheita de grãos era uma delas. Alguns rabis desencorajavam caminhar por um campo de cereais se o grão estivesse já na altura do tornozelo; se o tornozelo de alguém acidentalmente batesse num grão durante a caminhada, isto poderia ser considerado como colheita. Jesus e Seus discípulos não somente caminharam pelo campo de grãos, mas eles colheram, debulharam e comeram. Andrews Study Bible.

sábado. O sábado é um símbolo da soberania de Deus sobre todo o universo criado (Êx 20.8). Recorda a redenção que Deus propicia a Seu povo (Dt 5.12) e é uma representação da esperança de descanso eterno, na consumação (Hb 4.9). Jesus como senhor do sábado cumpre todos os aspectos do significado do sábado (Cl 2.16-17). Bíblia de Genebra.

4 pães da presença. Todos os sábados, 12 pães frescos deviam ser depositados sobre uma mesa no Lugar Santo (Êx 25.30; Lv 24.5-9). os pães velhos eram comidos pelos sacerdotes. Bíblia de Estudo NVI Vida.

6 Quem é maior. Para os judeus, o templo era mais sagrado que qualquer outra coisa na Terra. Contudo, Cristo afirma que Ele é maior até mesmo que o templo, uma afirmação audaciosa. Ele é “maior que o templo”, Ele é “Senhor do sábado”, uma das mais sagradas instituições religiosas (Mt 12:8). Cristo indica que tanto o templo quanto o sábado foram ordenados ao serviço do ser humano, não o contrário. CBASD, vol. 5, p. 410.

7 misericórdia quero. Novamente citando Os 6.6 (cf. 9.13), Jesus condena o mau uso da Lei pelos fariseus. O sábado foi dado por Deus como auxílio para a humanidade, porém os fariseus perverteram este propósito, colocando o sábado contra os que estavam em necessidade e fazendo dele um peso (Mc 2.27). Bíblia de Genebra.

8 Senhor do sábado. A questão em debate com os fariseus não era se o sábado deveria ou não ser observado ou abolido. Em nenhum lugar no NT existe qualquer declaração de que Jesus aboliu a observância do sábado do sétimo dia. A questão em foco era como o sábado deveria ser observado e quem era a autoridade para determinar isto. … Todos mandamentos do sábado no AT focavam criação e redenção (Gn 2:1-3; Êx 20:8-11; 21:2-3; 31:12-17; Lv 25:1-22; Dt 5:12-15; 15:1-6). Os sábados não deveriam se tornar um fardo; em vez disso deveriam se tornar restauradores – uma volta à restauração edênica. Andrews Study Bible.

10 curar no sábado. Os rabinos proibiam a cura no sábado, a não ser que houvesse motivo para acreditar que a vítima morreria antes do dia seguinte. Obviamente, o homem com a mão atrofiada não corria esse risco. Bíblia de Estudo NVI Vida.

9-14 Outro exemplo do senhorio de Cristo sobre o sábado. Novamente, no Antigo Testamento, não há proibição para curar no sábado e é sempre lícito fazer o bem. Jesus não ensina que o sábado é abolido com a vinda do reino, pois Ele não veio para destruir a lei, mas para cumpri-la (5.17, nota). O problema não estava na observância do sábado por parte dos fariseus, mas na interpretação errada deste mandamento por parte deles, tornando um peso aquilo que deveria ser um prazer. Bíblia de Genebra.

14 Já no meio do Seu ministério surge a ameaça contra a vida de Jesus. Bíblia Shedd.

16-21 advertindo-lhes, porém, que O não expusessem à publicidade. Is 42.1-4 é citado como uma explicação do porque Jesus pediu às pessoas que não dissessem quem Ele era. Ele veio proclamar e estabelecer a justiça, mas não por uma exibição do poder, nem por liderar um movimento político-militar. Uma vez que o papel do Messias era tão mal entendido entre o povo, Jesus tinha de refrear o entusiasmo mal orientado que estava prestes a explodir. Bíblia de Genebra.

23 Filho de Davi. O fato de que muitos ouviam a Cristo com prazer (ver Mc 12.37), O reconheciam como um grande Mestre (ver Jo 3:2) e mesmo um profeta (ver Mt 21:11) não significa necessariamente que O aceitassem como o Messias. Seus muitos milagres acenderam a chama da esperança no coração deles de que Ele pudesse ser o Messias …, mas as ideias preconcebidas de como o Messias deveria ser … apagava quase de imediato a débil chama. CBASD, vol. 5, p. 412.

24 os fariseus, ouvindo isso. A tênue esperança do povo sobre jesus como o possível Messias (ver v. 23) enfureceu os fariseus. Marcos fala desses fariseus como “os escribas, que haviam descido de Jerusalém” (Mc 3:22), provavelmente espiões enviados pelo Sinédrio para observar e relatar a respeito de Cristo … Esses inimigos astutos de Jesus não podiam negar que um milagre genuíno tinha sido realizado, pois o homem curado passou “a falar e a ver” (Mt 12:22). Quanto maior a evidência da divindade de Jesus, maiores a raiva e o ódio deles, o que levou alguns a cometer o pecado imperdoável (ver com. dos v. 31, 32). CBASD, vol. 5, p. 412.

27 por quem os expulsam vossos filhos? Obviamente alguns fariseus declaravam ser capazes de exorcizar espíritos maus, ou Jesus não teria apresentado isso como um fato. … No AT, alunos das escolas dos profetas eram chamados de “filhos dos profetas” (2Rs 6:1, ARC). CBASD, vol. 5, p. 413.

29 do valente … sem primeiro amarrá-lo. Por Sua vitória sobre Satanás no deserto (4.10, nota) e por exorcizar demônios, Jesus demonstrou que tinha amarrado o “valente” e que Satanás estava sem poder para impedir a vinda do reino. Amarrar Satanás era um símbolo da era messiânica na literatura apocalíptica judaica (ver também Ap 20.2). Bíblia de Genebra.

roubar-lhe os bens. Cristo veio para libertar os cativos de Satanás, em primeiro lugar, da prisão do pecado (ver com. de Lc 4:18) e, finalmente, da prisão da morte (ver Ap 1:18). Ao expulsar demônios, Cristo estava tirando as vítimas de Satanás, isto é, seus “bens”. CBASD, vol. 5, p. 413.

sem primeiro amarrá-lo. Quem vai amarrar um “valente” precisa ser mais valente ou forte do que ele (ver Lc 11:22). Apenas Deus é mais forte que Satanás. … Os milagres de Cristo testificam não de Sua aliança com Satanás, mas da guerra contra ele (DTN, 406). CBASD, vol. 5, p. 413.

31 blasfêmia contra o Espírito. Este é tradicionalmente conhecido como o “pecado imperdoável”. O contexto desta declaração (11:24, 28, 32) sugere que o pecado imperdoável que os fariseus estavam cometendo era atribuir a Satanás (Belzebu), ao invés de ao Espírito Santo, o poder através do qual Jesus realizou Seus milagres. Deste fato podemos extrapolar que a essência deste pecado é recusar deliberadamente reconhecer o trabalho do Espírito e, portanto, do próprio Jesus. Sob tais circunstâncias a salvação através de Jesus é impossível. … É importante destacar que se alguém está preocupado se ele ou ela cometeu o pecado imperdoável, é quase certo que este estágio não foi alcançado. Tal dor de consciência significa que o Espírito Santo está ainda agindo na pessoa. Andrews Study Bible.

A blasfêmia contra o Espírito Santo, ou o pecado imperdoável, consiste da resistência progressiva à verdade, culminando numa decisão final e irrevogável contra ela, de forma deliberada no pleno conhecimento de que, ao fazer isso, decide-se buscar o caminho oposto à vontade divina. A consciência é cauterizada pela resistência contínua às impressões do Espírito Santo, e quem está nessa situação dificilmente percebe que tomou uma decisão fatal. Para uma pessoa assim, não há como decidir agir em harmonia com a vontade de Deus (ver DTN, 324). Portanto, se a pessoa sente o temor de ter cometido o ‘”pecado imperdoável” significa que, na verdade, não o cometeu. … A desobediência deliberada e persistente a Deus finalmente se torna um hábito que não pode ser abandonado (ver DTN, 324;….). CBASD, vol. 5, p. 414.

não será perdoada. Não porque Deus não esteja disposto a perdoar, mas porque quem comete este erro não deseja ser perdoado, e esse desejo é vitalmente necessário para o perdão. A pessoa prejudicou severamente sua linha de comunicação com o Céu, a fim de que não fosse mais incomodada com os chamados de advertência do Espírito Santo. CBASD, vol. 5, p. 414.

31-32 A noção do “pecado imperdoável” tem provocado ansiedade desnecessária. Qualquer que foi convencido de pecado pelo Espírito (Jo 16.8) e agora crê na verdade não pode ter cometido esse pecado. Bíblia de Genebra.

33 a árvore. Conforme torna evidente o contexto, Jesus de refere a Si mesmo. A cura do endemoniado cego e mudo (v. 22) foi o “fruto” e ninguém poderia negar que o “fruto” era “bom”. … Com frequência, o AT compara alguém, ou um povo, a uma árvore (ver com. de Jz 9:8-10; Sl 1:3; Is 56:3; Dn 4:10).[Ver tb. Jo 15:5-8.] CBASD, vol. 5, p. 415.

36-37 Na Bíblia, os pecados verbais tais como a mentira, a fofoca ou os insultos são condenados tão severamente como o adultério e o assassinato (5.22, 37; 2Co 12.20; 1Tm 1.10; Tg 3.6; Ap 21.8). Bíblia de Genebra.

36 frívola. Literalmente “que não trabalha”, “improdutiva”, “inútil” e, portanto, como neste caso, “perniciosa”. Ao acusarem a Cristo de expulsar demônios em nome do príncipe dos demônios (v. 24), os fariseus tinham mentido deliberadamente. CBASD, vol. 5, p. 415.

38 sinal. Tendo em vista o notável milagre que acabara de ser realizado (Mt 12:22, 23; DTN, 321), o pedido por um “sinal” (ver p. 204; ver com. de Lc. 2:12) não passava de um insulto. Indicava que o que acontecera não era um milagre  e insinuava sutilmente que Cristo ainda não tinha dado nenhuma evidência que atestasse suas pretensões sobrenaturais. CBASD, vol. 5, p. 416.

Para confirmar a obra de Jesus, haveria o maior portento de todos: Deus ressuscitaria a Seu Filho da sepultura, maior sinal do que aquele que serviu para a conversão de Nínive (39-41). Bíblia Shedd.

40 três dias e três noites. Incluindo pelo menos parte do primeiro e do terceiro dia, modo judaico comum de calcular o tempo. Bíblia de Estudo NVI Vida.

grande peixe. A palavra grega não significa “baleia”, mas “criatura marítima”, i.e., algum grande peixe. Bíblia de Estudo NVI Vida.

41 ninivitas. O “sinal do profeta Jonas” (v. 39) consistia não só do fato de ter saído de forma milagrosa do “ventre do grande peixe”, mas também de seu ministério exitoso entre o povo de Nínive, capital da antiga Assíria (ver DTN, 406). CBASD, vol. 5, p. 417

porque se arrependeram. …os ninivitas “se arrependeram” a despeito de Jonas não ter realizado milagres. Aceitaram sua mensagem pela autoridade que demonstrava, porque atingiu o coração deles (ver Jn 3:5-10).  CBASD, vol. 5, p. 417.

42 a rainha do Sul. Em 1Rs 10.1 é chamada rainha de Sabá, país a sudoeste da Arábia, agora chamado Iêmen. Bíblia de Estudo NVI Vida.

43-45 A menos que o Espírito Santo resida no coração, os espíritos ímpios podem entrar nele (Rm 8.9). Se as pessoas não se entregarem ao Rei cujo poder já experimentaram, seu estado final será pior do que se o reino nunca tivesse vindo (Hb 6.4-6). Bíblia de Genebra.

Esse conselho (v. 43-45) se aplica em especial àqueles que ouviram a mensagem do evangelho com prazer, mas não se entregaram ao Espírito Santo (DTN, 323). Estes ainda não tinham cometido o pecado imperdoável, e Jesus lhes advertiu a não fazê-lo… No caso de uma doença, as recaídas resultam numa condição bem mais grave do que a original. A força física, já diminuída em grande parte, torna-se impotente diante do renovado ataque da enfermidade. A recaída com frequência se deve ao fato de o paciente não perceber sua fraqueza física e confiar demais em si mesmo. Ao nos recuperarmos da doença do pecado, devemos confiar totalmente nos méritos e no poder de Cristo. CBASD, vol. 5, p. 417.

44 vazia, arrumada e ornamentada. A condição da “casa”, isto é, a pessoa, restaurada à situação antes de o demônio se estabelecer ali. A religião cristã não consiste basicamente em se abster do mal, mas em aplicar a mente e a vida de forma inteligente e diligente ao que é bom. O cristianismo não é uma religião negativa que consiste de várias proibições, mas uma força positiva e construtiva para o bem. Não é suficiente que demônios, quer literais ou simbólicos, sejam expulsos do coração e da mente; o Espírito de Deus deve entrar na vida e ser posto no controle do pensamento e da conduta (ver 2Cr 6:16; Ef 2:22). Não é suficiente odiar o mal; devemos amar e cuidar do que é bom (ver Am 5:15; 2Ts 2:10; ver com. de Mt 6:24). … Essa parábola é uma advertência solene contra simples melhorias; não é suficiente evitar o mal, devemos ativamente buscar “as coisas lá do alto” (Cl 3:1, 2). CBASD, vol. 5, p. 418.

46 Sua mãe. Embora, sem dúvida, estivesse preocupada com seu filho, Maria tinha fé nEle,uma fé não compartilhada pelos irmãos de Jesus (ver Jo 7:5). Foi ideia deles, não dela, impedir que Cristo trabalhasse mais em favor do povo (ver DTN, 321). Esperavam que Ele se rendesse ao apelo persuasivo de Maria, pois não criam que Ele os ouviria (cf. DTN, 87). CBASD, vol. 5, p. 418

Seus irmãos. Os escritores do evangelho deixam claro que esses eram filhos de José de um casamento anterior. CBASD, vol. 5, p. 418.

48 quem é Minha mãe […]? Está claro que Jesus era dedicado à Sua mãe. (ver Jo 19:26, 27). Seu ponto de vista do dever dos filhos para com os pais também é claramente apresentado claramente em Seus ensinos (ver Mc 7:9-13), O que Ele quer dizer com essa indagação é que mesmo aqueles mais íntimos e mais queridos para Ele não tinham o direito de interferir na Sua obra ou dizer como devia ser realizada (cf Mt 16:23; ver com. de Lc 2:49). CBASD, vol. 5, p. 419.

46-50 Jesus não tinha a mínima intenção de exaltar Sua mãe à posição de uma divindade. Bíblia Shedd.

50 Meu irmão. Jesus faz uma aplicação pessoal ao usar esses substantivos no singular. Todos os que reconhecem a Deus como Pai são membros de “toda família, tanto no Céu como sobre a terra” (Ef 3:15). Os laços que unem os cristãos ao Pai celestial e uns aos outros são mais fortes e verdadeiros, até que laços de sangue, e mais duradouros. Eis uma clara negativa de que os cristãos devam dar atenção especial a Maria (ver com. de Lc. 11:28). CBASD, vol. 5, p. 419



Chuva para São Paulo by Jeferson Quimelli
25 de outubro de 2014, 19:53
Filed under: Espírito Santo, oração, salvação

Amigos,

Deus tem nos impressionado fortemente a orarmos por chuvas para São Paulo.

Como sabem, a disponibilidade do abastecimento de água desta cidade chegou a um nível crítico, em vias de causar uma tragédia, principalmente aos mais pobres, justamente os que mais sofrem quando tragédias acontecem.

Além disso, a seca em São Paulo e em todo o Sudeste não é somente de chuva literal. Há enorme necessidade entre nós da chuva do Espírito. O materialismo (uma das formas de idolatria) tem se tornado o deus deste século.

Assim, convidamos a todos a orarmos por chuva para São Paulo. Não apenas a chuva física, mas também a chuva espiritual de que tanto carecemos.

#chuvaparaSaoPaulo



Zacarias 4 by Jobson Santos
18 de outubro de 2014, 0:07
Filed under: Espírito Santo | Tags: , , , , ,
Comentário devocional:

Zacarias vê um candelabro de ouro com sete lâmpadas, que são alimentadas pelo óleo de duas oliveiras. O anjo deu a Zacarias o significado, “‘Não por força nem por violência, mas pelo meu Espírito’, diz o Senhor dos Exércitos” (v. 6, NVI). O Senhor estava dizendo que a reconstrução do templo não seria realizada pelo poder do homem, mas pelo poder de Deus.

Quando Zorobabel e Josué olharam para a sua situação comparando-a com o templo construído por Salomão, que contraste! A fundação que eles estabeleceram para a reconstrução era muito menor. Salomão tinha grandes recursos de trabalhadores e de ouro, prata e bronze. Eles tinham escassez de tudo. Eles jamais poderiam ficar a altura do mobiliário do templo de Salomão. Ele tinha paz e a ajuda de seus vizinhos, enquanto eles tinham constante oposição. Sob a perspectiva humana a reconstrução do templo era uma impossibilidade.

O mobiliário do templo de Salomão, cheio de simbolismo, tinha sido levado embora, mas as realidades simbolizadas pelo mobiliário não tinham ido embora. Deus não tinha ido embora. Ele estava com eles. “Não despreze o dia de pequenos começos”, é a mensagem para aquele que se dispõe a trabalhar para o reino. “A montanha de dificuldade será superada e você vai colocar a pedra angular, concluindo o que foi começado”. A obra de Deus tem sido realizada pelo esforço humano aliado ao poder do Espírito Santo. Isso aconteceu vez após vez na história da igreja.

As duas oliveiras vistas por Zacarias simbolizam os dois “ungidos”, literalmente, “filhos do óleo fresco”, que estão diante do Senhor de toda a terra, Josué e Zorobabel. Como as lâmpadas produzem luz? Elas dão luz pelo óleo que as alimenta. E comumente o óleo do Espírito é obtido através da leitura da Palavra de Deus.

“A palavra de Deus é uma lâmpada e uma luz” para o mundo todo. O Espírito Santo, simbolizado pelo óleo, inspirou homens a escreverem as mensagens que Deus lhes deu. Conforme as pessoas lêem ou ouvem a palavra, o Espírito Santo faz com que alcance sua mente e coração. Assim a palavra viva os desperta para a vida.

Ao dar atenção a mensagem profética de Deus, Zorobabel tornou-se “Reavivado pela Palavra” e assim foi capaz de completar a sua missão. Deus fará o mesmo por nós ao estudarmos diariamente a Bíblia e suplicarmos para sermos “Reavivados por Sua Palavra”.

David Manzano
Pastor aposentado
Estados Unidos

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/zec/4/

Traduzido por JDS

Texto bíblico: Zacarias 4

Comentário em áudio

 



Miqueias 5 by Jeferson Quimelli

Comentário devocional:

“O restante de Jacó estará no meio de muitos povos, como orvalho do SENHOR, como chuvisco sobre a erva, que não espera pelo homem, nem depende dos filhos de homens” (Mq 5:7, ARA). O plano de Deus é que seus filhos fiéis se constituam um grupo que exerça uma influência positiva sobre a terra, como orvalho ou chuvisco que traz vida à erva seca.

Note que o remanescente não é importante apenas por ser o povo fiel de Deus, mas principalmente pela missão que tem a desempenhar. O remanescente sem a sua missão não é o remanescente. 

O remanescente do tempo do fim tem a missão profética de anunciar as três mensagens de Apocalipse 14, um solene convite ao mundo para que esteja em harmonia com Deus e seus propósitos. Ele representa a Deus em meio ao outros povos.

Ser parte do remanescente não é apenas pertencer a um clube, mas ter uma tarefa a cumprir. 

Que Deus nos ajude a buscarmos a plenitude do Espírito Santo a fim de representá-Lo corretamente às pessoas da nossa geração. Fazendo assim, pelo Seu poder, cumpriremos a missão que Deus nos confiou e estaremos prontos para subir com Cristo quando Ele vier nas nuvens do céu!

Gordon Bietz
Presidente da Southern Adventist University

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mic/5/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Miqueias 5 

Comentário em áudio  



Amós 8 by Jeferson Quimelli
20 de setembro de 2014, 0:00
Filed under: arrependimento, correção, Espírito Santo, Israel | Tags: , ,

Comentário devocional:

A visão da cesta de frutas de verão neste capítulo mostra a rápida ruína de Israel. Os opressores são chamados a prestar contas por abusar dos pobres; sua destruição é anunciada, um momento que será para eles de grande luto (vv. 4-10). Fome da Palavra de Deus é a punição para um povo que segue outros deuses (vv. 11-14).

O objetivo da visão do cesto de frutos de verão era mostrar que o povo estava maduro para o julgamento. A longanimidade divina de Deus resultou apenas na continuidade do pecado. Israel estava pronto para ser levado para o cativeiro semelhante a um pássaro preso numa gaiola ou num cesto. Nada mais poderia ser feito pela safra inteira de frutas porque já era tempo da colheita (v.2). O tratamento a ser dado aos frutos será de acordo com o tipo de fruto produzido.

O povo será entregue aos inimigos de guerra. Haverá cadáveres por toda a terra de Israel e as canções que trouxeram prazer ao perverso serão transformadas em lamentações (v.3). As riquezas não serão de nenhuma valia àqueles que oprimiram os outros e eles perceberão que a sua vida de pecado trouxe juízos divinos sobre eles (v.4).

Muitas pessoas da terra de Israel ficavam ansiosos para que a festa religiosa da Lua Nova ou o sábado passassem, mostrando que observavam estes dias apenas formalmente, sem o verdadeiro espírito de devoção. 

Eles estavam ansiosos para enriquecer através da falsidade e do engano (v.5). Ao comprarem o pobre por uma moeda de prata e o necessitado por um par de sapatos novos, mostravam que negavam a justiça aos pobres a fim de obterem até mesmo pequenos benefícios para si mesmos (v.6). 

Por isso, o Senhor prometeu enviar Israel ao cativeiro (v.7). A terra irá tremer como o mar agitado e todos irão chorar (v.8). O sol se porá ao meio-dia, a terra se escurecerá em plena luz do dia (v.9). Todos se vestirão de sacos e rasparão as cabeças em sinal de luto; sua tristeza será severa e amarga (v.10).

Como consequência de tanta rebeldia o Espírito Santo deixará de falar ao coração dos impenitentes e então haverá grande fome da Palavra de Deus. As pessoas irão por todas as direções em busca de Sua palavra, mas será tarde demais; eles não serão capazes de evitar os julgamentos (v.11). Mesmo os jovens cheios de energia se tornarão impotentes quando o Senhor trouxer os seus juízos sobre a terra.

O que acontece aqui não é que o amor de Deus será retirado do pecador, mas que o pecador se tornou tão endurecido em suas iniquidades que não deseja abandonar seus maus caminhos, deseja apenas escapar das consequências . É importante notar que esta experiência de Israel se repetirá um pouco antes da segunda vinda de Jesus Cristo. 

Busquemos a Deus e Sua Palavra enquanto ainda temos oportunidade. 

Deepati Vara Prasad, Ph.D.

Watchman Publishing House, Índia



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/amo/8/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Amós 8 

Comentário em áudio 



Amós 2 by Jeferson Quimelli
14 de setembro de 2014, 0:00
Filed under: consequências, Espírito Santo | Tags: , , , , , ,

Comentário devocional:

Deus através do profeta Amós, adverte Moabe (vv. 1-3), assim como fizera a outras nações (Amós 1); Ele também expõe os pecados de Judá (vv. 4-5) e finalmente começa a Sua acusação contra Israel:

(1) Os israelitas do norte estavam envolvidos em injustiça, opressão e prostituição (vv. 6-8); (2) eles eram ingratos para com Deus, apesar de Suas misericórdias temporais e espirituais (vv. 9-12); (3) por isso, seu juízo viria de maneira certa, sem qualquer possibilidade de escape (vv. 14-16).

Por três ou quatro transgressões, ou seja, pela multiplicidade de sua maldade e seus pecados, Deus decide enviar fogo sobre Moabe para consumir os palácios de Queriote, sua capital. Moabe perecerá junto com seu rei e príncipes (vv. 1-3).

Porque Judá rejeitou a lei do Senhor, seus palácios também seriam destruídos pelo fogo (vv. 4-5). Esta profecia foi cumprida pelos babilônios sob Nabucodonosor, em 586 aC (2 Rs 25:8, 9; Jer 17:27; Os 8:14). Tendo o conhecimento da lei de Deus, a responsabilidade de Judá diante de Deus era incomparavelmente maior do que o das outras nações. A vida de mentiras e idolatria vivida por uma geração se tornou o padrão da próxima geração (v. 4). A sentença de Judá revela a imparcialidade de Deus. Deus não faz acepção de pessoas: aquele que pecar, morrerá.

Agora, preparando um clímax para a série de mensagens do restante do livro, Amós com força total denuncia Israel por injustiça, crueldade, incesto, luxo e idolatria, na predição mais longa do capítulo (vv. 6-16). Israel estava cometendo injustiças sociais – subvertendo o juízo por dinheiro, condenando por ninharias e oprimindo de várias formas o pobre. O caminho dos justos era pervertido (v. 6, 7).

Mesmo os humildes, pacíficos, despretensiosos, e geralmente piedosos se tornavam orgulhosos, auto-confiantes, e não sentiam necessidade de Deus em suas vidas. O Santo Nome do Senhor era foi profanado pelos crimes horríveis que eles praticavam à vista das outras nações.

O Senhor repreendeu Israel por sua ingratidão pela graça e bondade que Ele lhes havia mostrado ao livrá-los da escravidão egípcia, dando-lhes a terra de Canaã (v. 10) e por desprezarem a palavra profética dos nazireus e profetas suscitados por Deus, aos quais chegaram a desvirtuar seu ministério (vv. 11, 12).

Por recusarem a repreensão, toda a segurança que julgavam ter seria como o chão em terremoto diante da destruição; todo talento de guerra seria inútil.Ninguém, nem o mais forte ou o mais corajoso poderia defender seu território e se salvar (vv. 13-16).

Judá e Israel gradualmente se afastaram de Deus por não dar atenção à Sua voz transmitida pela Sua Palavra e pelos profetas. Que isto não aconteça conosco. “Quando fecham os ouvidos para não ouvir a Palavra de Deus, as pessoas fecham a avenida pela qual o Espírito Santo tem acesso à alma.” (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1062.)

Senhor,
dá-nos um espírito sempre disposto a ouvir e a obedecer.

Deepati Vara Prasad, Ph.D.
Watchman Publishing House, Índia

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/amo/2/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Amós 2

Comentário em áudio  



Comentário selecionados:

queimou os ossos do rei de Edom. Algo dessa luta se descreve em 2Rs 3.5-27. As rivalidades se desenvolveram a tal ponto que, não havendo possibilidade de conseguir prender ou matar o rei inimigo, abriu-se o túmulo de um rei morto, para o ultrajar profanando seus ossos. Bíblia Shedd.

Com o intuito de privar o espírito do rei do repouso que, segundo a crença popular generalizada, resultaria de um sepultamento adequado. Bíblia de Estudo NVI Vida. 

Pode ter acontecido durante o tempo em que os edomitas se aliaram a Jorão e Josafá, na liga contra Mesha, rei de Moabe (ver 2 Rs 3:7, 9). … Jerônimo cita um relato, na tradição judaica de que, depois desa guerra, os moabitas, em vingança pela ajuda que Edom deu aos israelitas, desenterrou o corpo do rei edomita, a fim de profanar seus ossos. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1059, 1060.

2 trombeta. Do heb shofar, um chifre de carneiro. CBASD, vol. 4, 1060.

4 Judá. Os pecados nacionais dos povos vizinhos foram denunciados por Amós neste grande discurso público feito em Betel; agora chega a vez da nação gêmea, antes de se tratar da própria nação de Israel, dos próprios ouvintes de Amós que até então estavam gostando da mensagem. Este discurso introdutório (1.1 – 2.16) abriu o caminho à verdadeira mensagem de Amós: o apelo à nação do norte. Bíblia Shedd.

A condenação de Judá não se baseia simplesmente nas expectativas de um concerto universal similar ao de Noé, mas, ao invés disso, pelo concerto especial entre Deus e Seu povo escolhido. Andrews Study Bible.

Os pecados de Judá contrapunham-se, quanto ao tipo, aos das demais nações. Essas nações violaram as leis em geral reconhecidas pela humanidade, mas Judá desobedeceu à lei revelada por Deus. Bíblia de Estudo NVI Vida. 

lei. Do heb torah, nome geral para todo o corpo de mandamentos e preceitos, tanto morais como cerimoniais. CBASD, vol. 4, 1060.

andaram. Uma expressão comum do AT para designar determinada conduta moral e espiritual (ver 1Rs 15:26, 2Rs 8:18; Ez 23:31). CBASD, vol. 4, 1060.

6 o justo. Provavelmente os que não estavam endividados, não havendo, por isso, motivo legítimo de vendê-los como escravos (cf. Lv 25.39-43).Bíblia de Estudo NVI Vida. 

7 pai e filho possuem a mesma mulher [NVI]. Era rigorosamente proibido um pai e um filho terem relações com a mesma moça ou mulher. Bíblia de Estudo NVI Vida. 

[Se a mulher fosse a nova esposa do pai, ela seria como mãe para o filho; se fosse esposa do filho, seria como filha para o pai.] 

7 suspiram sobre o pó da terra sobre a cabeça dos pobres. É evidente que a cobiça era o pecado que assediava Israel. … A cobiça levou à opressão dos pobres. Esta expressão parece representar o desejo dos opressores de ver os pobres humilhados até o pó, ou de colocá-los em condição tão miserável que os necessitados colocariam pó sobre a cabeça (ver Js 7:5, 6; Jó 2:12). CBASD, vol. 4, 1060, 1061.

profanam. Literalmente, “a fim de profanar”, ou “com o propósito de profanar”. Estes delitos contra o Senhor não foram cometidos por ignorância, mas de forma deliberada e intencional, em espírito de desafio e rebeldia. CBASD, vol. 4, 1061.

Meu Santo Nome. Como os crimes eram cometidos pelos que se chamavam povo do Senhor, eles desonraram a Deus entre os gentios (ver Lv 20:1-3; Ez 36:16-23; Rm 2:24). CBASD, vol. 4, 1061.

8 roupas tomadas como penhor. A lei proibia tomar a capa de alguém como penhor durante a noite (Êx 22.26, 27; Dt 24.12, 13), e a de uma viúva não podia ser tomada em circunstância alguma (Dt 24.17).Bíblia de Estudo NVI Vida. 

Estas roupas eram capas largas usadas pelos pobres durante o dia e com as quais se cobriam à noite. Se elas fossem empenhadas a outro, como uma promessa, deviam ser devolvidas ao cair da noite … O profeta denuncia os de coração duro, pessoas que retinham essas peças de vestuário como suas próprias, em violação da lei. CBASD, vol. 4, 1061.  

vinho dos que foram multados. O dinheiro injustamente recolhido dos pobres gastava-se na compra de vinho para as festas imorais. Bíblia Shedd.

A LXX [Septuaginta ou Versão dos Setenta] diz: “E beberam o vinho obtido pela estorsão”.  CBASD, vol. 4, 1061.

9 o amorreu. Uma tribo de Canaã, talvez a mais adiantada, simbolizando aqui todos os tipos de habitantes originais de Canaã, cuja pujança era semelhante à das árvores que cresciam na sua terra. Bíblia Shedd.

15 Sem harmonia com a vontade de Deus, nenhuma escapatória terá êxito. Bíblia Shedd.



Joel 2 by Jeferson Quimelli

Comentário devocional:

O profeta Joel escreve sobre o “Dia do Senhor”, que há de vir sobre o seu povo e faz  um convite ao arrependimento, reavivamento e reforma. Depois de descrever a terrível invasão de gafanhotos e dos exércitos estrangeiros, o profeta diz: “Então o Senhor mostrou zelo por sua terra e teve piedade do seu povo.” (2:18). E também transmite promessas de libertação, sustento, uma chuva próxima (temporã) e uma mais distante (serôdia) (2:23), e restauração (2:25-27).

A profecia tem três aplicações: (1) ao antigo Israel que vivia no tempo dos profetas (ver Ez. 39:29); (2) ao Israel espiritual (a igreja) no tempo do Pentecostes, quando o Espírito Santo foi derramado sobre o seu povo (Atos 2:16-21); e (3) para os últimos dias da história da Terra (GC 611, AA 54-55).

A terminologia aqui aponta para “os sobreviventes, para aqueles a quem o Senhor chamar.” (2:32b NVI). Israel foi chamado para ser o remanescente no contexto imediato da profecia, mas eles não se arrependeram e assim não experimentaram o reavivamento e a reforma prometidos. A profecia condicional não foi cumprida no tempo deles. Após a morte de Cristo e com o início da igreja primitiva a promessa foi estendida ao Israel espiritual. Durante o Pentecostes milhares responderam ao derramamento do Espírito Santo e ao testemunho de Pedro e dos primeiros apóstolos. Este foi o início da primeira chuva espiritual (temporã) (AA 54).

Hoje, enquanto aguardamos a breve volta de Jesus, somos convidados a experimentar a chuva do Espírito Santo dos últimos dias (serôdia). Esse derramamento do Espírito Santo será mais abundante do que o anterior e fará com que filhos e filhas profetizem, velhos tenham sonhos e jovens tenham visões. Até os servos e as servas experimentarão este poder (2: 28-29). 

A profecia para o tempo final é tão condicional como a profecia foi ao antigo Israel. “E todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (2:32a NVI). “Todos os que consagram alma, corpo e espírito para Deus será receberão constantes novas dotações de poder físico e mental” (DTN, 287).

Estamos prontos para receber o Espírito Santo ou estamos satisfeitos e complacentes com o nosso estado espiritual atual? Temos consagrado a Deus o nosso corpo e a nossa mente? O que existe na minha ou na sua vida que precisa ser entregue a Deus a fim de que Ele possa fazer em nossas vidas o que Ele prometeu? Jesus está voltando! O maior presente que Ele prometeu é o Seu Espírito. A sua vida está cheia do Espírito Santo? 

Martin Klingbeil
Southern Adventist University

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/joe/2/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Joel 2

Comentário em áudio



Daniel 5 by Jeferson Quimelli

Comentário devocional:

Todos nós conhecemos os eventos da última noite do império babilônico: uma festa regada a muito vinho com todos os nobres da Babilônia, no auge de uma guerra, com os inimigos persas à porta da cidade fortaleza que se achava inexpugnável. O espírito de busca ao prazer de Belsazar seguia a expressão comum na época: “comamos, bebamos, porque amanhã morreremos” (Is 22:13 NVI) – como uma profecia. No auge da orgia, quando todos já estavam altamente embriagados, Belsazar, o anfitrião, manda vir as taças que haviam sido tomadas do templo de Jerusalém para que nelas bebessem em homenagem aos deuses da Babilônia.

Neste momento, dedos de uma mão de forma humana escrevem misteriosa inscrição na parede do palácio, dando fim, de vez, às festividades e deixando todos atônitos e tremendo de medo. 

Tendo os sábios falhado em ler as inscrições e dar o seu sentido, a rainha mãe (mãe de Belsazar e esposa de Nabonido, adorador da lua e que se refugiara na cidade de Tema) lembra Belsazar de Daniel. O profeta, desde os tempos de seu avô, Nabucodonosor, mostrara capacidade de “interpretar sonhos e resolver enigmas e mistérios” (v. 12 NVI), tendo convivido e influenciado todos os famosos reis babilônicos. Daniel, agora com 83 anos, é trazido até eles. O porte nobre, digno e seguro do ancião contrasta com o estado deplorável, confuso e amedrontado dos jovens que até há pouco se divertiam sem limites. Daniel relembra a história que a família real conhecia muito bem: a loucura de seu avô após sua arrogante grandeza e sua cura, numa lição divina de humildade e assim, de forma sutil e diplomática, repreende a postura de Belsazar.

As palavras na parede lidas por Daniel, MENE, MENE, TEQUEL, PARSIM (mina, mina, shekel, upharsin, plural de peres) eram medidas persas de peso ou dinheiro*, mas que também se referiam às expressões: “numerar”, “pesar” e “cortar/dividir” ou “persas”. Para um bom entendedor babilônico, estas palavras expressavam a condenação do império.

Apesar de honrar a Daniel, concedendo a ele as honras de chefe de estado, como terceiro no reino, abaixo apenas de si e de seu pai, Nabonido, Belsazar não demonstrava arrependimento verdadeiro. Seu espírito, embriagado, não mais respondia ao Espírito de Deus, demonstrando apenas culpa.

Naquela mesma noite, o general medo Gubaru, que mais tarde passou a se chamar “Dario, o medo”, o governante mencionado em Daniel 6, tomou a cidade fortificada de Babilônia a partir do leito seco do desviado rio Eufrates, e entrou pelas portas internas, abertas pelos sacerdotes do deus Marduque, deixados de fora das festividades, de acordo com textos cuneiformes. A profecia de vida de Belsazar e seus nobres se cumpriu à risca: todos morreram naquela noite.

Belsazar recebera todas as informações e oportunidades para seguir e adorar o Deus verdadeiro, o Deus dos hebreus e de Daniel. Certamente conhecia as histórias do sonho da estátua e da fornalha, situações de crise e morte para os hebreus, transformada em livramento e exaltação. 

Mas informação apenas não basta para um coração arrogante e determinado a fazer sua própria vontade, à revelia da voz do Espírito em sua consciência. É necessária humildade e entrega diária para que Deus possa operar a salvação em nós. Caso contrário, da consciência endurecida restará apenas a culpa. E culpa não traz benefício algum. Somente serve para induzir ao suicídio. É isto que cometemos em nossa vida quando nos afastamos de Deus. Como aconteceu com Belsazar.

* algo como “dólar, dólar, penny e meio dólar”, cf Andrews Study Bible.

Querido Deus,

que as bênçãos que recebemos não nos impeçam de reconhecer que Tu és a fonte de toda boa dádiva. E que com espírito humilde, possamos reconhecer que a Tua presença em nossa vida é a maior de todas as bênçãos que podemos  receber.

Koot van Wyk

Universidade Nacional de Kyungpook, Coreia do Sul

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/dan/5/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Daniel 5

Palestra sobre Daniel 5



Ezequiel 39 by Jeferson Quimelli
5 de agosto de 2014, 0:00
Filed under: Espírito Santo, poder de Deus, salvação, vitória | Tags: ,

Comentário devocional:

Este capítulo poderia ser chamado de “O fim de Gogue e Magogue” ou “A destruição das forças do mal”. O enorme exército que marcha contra Israel é destruído pela ação de Deus.

Poucos anos antes de Ezequiel receber esta visão, os inimigos – assírios e babilônios – chegaram à Palestina pelo Norte e Deus lhes permitiu que conquistassem Israel por causa de seu pecado. Gogue e Magogue, um inimigo maior ainda, também vem do norte. E Israel busca a Deus por salvação. Ezequiel mostra o poder das forças inimigas. Porém o exército de Deus demonstra um poder ainda maior. As armas capturadas de Gogue fornecem dois anos de lenha para o povo de Deus. Há tantos cadáveres dos soldados inimigos que são necessários sete meses para enterrá-los.

O resultado final de tudo isso retorna ao tema de Ezequiel: Israel entenderá que foi o próprio Deus que os enviou ao cativeiro e agora os levará de volta e os protegerá. Então as nações saberão que o Senhor é Deus (verso 20). 

Além disso, o espírito de Deus será derramado sobre Israel (verso 29).

Não há inimigo tão grande, nenhum mal tão grande que Deus não possa derrotá-lo. Se, como Israel, você está cativo por causa de seu pecado, Deus é suficientemente grande e gracioso para salvá-lo e você vai ter a certeza de que Ele é Deus.

Jon Dybdahl

Universidade Walla Walla, EUA

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/39/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Ezequiel 39 

Comentário em áudio



Ezequiel 37 by Jeferson Quimelli
3 de agosto de 2014, 0:00
Filed under: Espírito Santo | Tags: , , , ,

Comentário devocional:

O remanescente de Israel estava cativo na Babilônia quando recebeu a mensagem divina de restauração (Ez 36). A desilusão e o choque pelo cativeiro e a recente queda de Jerusalém fizeram nascer a dúvida no coração do povo: Deus realmente retirará a nação do cativeiro? Será que essa renovação de Israel realmente vai acontecer? Deus responde a essas perguntas com uma mensagem cheia de efeitos visuais e sonoros.

A cena de abertura é um vale de ossos muito secos. Deus testa a fé do profeta, perguntando se esses ossos secos podem viver. Ezequiel diz que só o Senhor sabe a resposta. E esta resposta do Senhor vem sob a forma de uma ordem para que Ezequiel profetize aos ossos secos para que vivam. Deus diz que irá colocar carne sobre os ossos e respiração e vida nesses novos corpos.

Ezequiel obedece e, em meio a um grande barulho dos ossos batendo uns nos outros, estes revivem e passam a ser um exército vivo (verso 10).

O significado é claro. A nação de Israel que estava morta seria trazida de volta à vida pelas ações de Deus e seria recolocada em sua própria terra. Através da mensagem dos ossos secos todos saberão que o Senhor é Deus.

Mais do que isso, na segunda cena, dois pedaços de madeira separados um do outro seriam unidos novamente. Eles representam o reino do Sul (Judá) e o reino do Norte (Israel), que seriam reunidos sob o reinado de um novo Davi. As duas nações, antes separadas, seriam novamente tornadas uma só.

Em nosso mundo imperfeito, é fácil reparar no pecado que nos rodeia e, talvez, até mesmo na aridez espiritual existente entre o povo de Deus. Ficamos indagando se esses ossos secos espirituais podem ser trazidos de volta à vida. Assim como perguntou a Ezequiel, Deus pergunta a você e a mim: “você acredita que esses ossos podem viver?” Eu acho que Deus aguarda ansiosamente que acreditemos que Ele pode fazer com que os ossos secos espirituais do século 21 possam ressuscitar pelo Seu poder!

Jon Dybdahl
Universidade Walla Walla, EUA

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/37/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Ezequiel 37

Comentário em áudio

 

Comentários selecionados:


Uma das principais visões de Ezequiel. Bíblia de Estudo NVI Vida.

O cap.37 consiste de duas partes: a visão os ossos secos (v.1-14) e um ato simbólico que prediz a futura união de Israel e Judá. … O simbolismo, em sua totalidade, pretendia descrever como os eventos teriam se desenrolado, tanto nesse período como posteriormente, caso os judeus tivessem cooperado com Deus e cumprido Seu plano para eles. No entanto, a incredulidade e a desobediência frustraram o propósito divino. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4. p. 770.

ossos. O v. 11 interpreta-os como símbolo da condição de Israel no exílio. Bíblia de Estudo NVI Vida.

2 enorme número de ossos. Simbolizam a comunidade inteira dos exilados. Bíblia de Estudo NVI Vida.
sequíssimos. Isso indica que fazia muito tempo que já não tinham vida e enfatiza a impossibilidade de que revivessem. CBASD , vol. 4. p. 771.

5 espírito. Do heb ruach, que representa a energia divina que anima os seres vivos. Quando Deus soprou nas narinas do ser humano o fôlego de vida (Gn 2:7), não proporciona simplesmente o oxigênio que encheu os pulmões de Adão, mas comunicou vida,.  CBASD , vol. 4. p. 771.

9 profetiza. O objetivo do ato de profetizar é, invariavelmente, fazer alguém escutar a palavra de Deus. … A palavra traduzida por “pregação” é “ouvir”, no original. Bíblia Shedd. 

11 toda a casa de Israel. Aqui vem a aplicação imediata da mensagem: os prisioneiros israelitas, sem nenhuma força política, haveriam de formar uma nação; sem nenhuma força moral, iam vencer a idolatria e formar uma religião pura. Isto se faria não por força, nem por poder, porém pelo Espírito do próprio Deus (Zc 4.6). Bíblia Shedd.
O Espírito Santo interpreta então a visão simbólica. A intenção primária era, sem dúvida, ilustrar a restauração da nação, ou da “casa de Israel”, cujas condições na época era apropriadamente simbolizadas por esses ossos secos. … O plano divino original de uma restauração que culminaria na ressurreição não foi alcançado pelo Israel literal. Aquilo que Deus teria efetuado pela nação de Israel será então cumprido por meio do novo Israel. Sendo que as circunstâncias se alteraram, certos aspectos da profecia mudaram. Os escritores do NT informam como essas profecias, que deviam ter-se cumprido antes, serão finalmente aplicadas (ver p. 21-25 [desta referência]) Esses escritores descrevem claramente o tempo e as circunstâncias da ressurreição final (Jo 5:28, 29; 1Ts 4:16, 17; Ap 20:1-5; etc.). CBASD , vol. 4. p. 771.

12 ó povo Meu. Este grupo é o povo do cativeiro, nada tendo a ver com os rebeldes que viviam tramando idolatria e política internacional, nos anos anteriores à queda de Jerusalém, e que já agora não mais existiam; a estes, Deus nunca chamou de “povo meu”. … Antes da queda de Jerusalém,Deus manda Ezequiel falar “ao teu povo”, porque Deus não o reconhecia mais como povo particular Seu [nota de Ez 34.17]. Bíblia Shedd.

16 José. Era um dos filhos naturais de Israel [Jacó], mas visto que Levi era pai dos sacerdotes e levitas, e não contava como uma tribo, ambos os filhos de José, Efraim e Manassés, deram seu nome a uma tribo. Efraim passou a ser a maior tribo das que se separaram e por isso o seu nome, muitas vezes, já representava o reino destas dez. Bíblia Shedd.

21 e os congregarei. O primeiro passo no cumprimento das promessas divinas seria a restauração de Israel do cativeiro entre os pagãos. Este remanescente devia consistir daqueles que aproveitaram a disciplina do exílio e se tornaram espiritualmente renovados. Uma vez que o reavivamento, que era um pré-requisito, nunca foialcançado, nem antes nem depois do retorno liderado por Zorobabel, o cumprimento destas promessas foi postergado. Deus fez por Israel tudo o que a desobediência do povo Lhe permitiu fazer, mas eles permaneceram rebeldes. Portanto, Ele acabou rejeitando-o como um povo. O desenrolar da promessa divina aqui e nos versículos seguintes aplica-se ao que teria ocorrido se os propósitos de Deus tivessem se cumprido. CBASD , vol. 4. p. 771.

24 Meu servo Davi. Assim como em 34.23 o governante messiânico vindouro é chamado Davi, porque seria um descendente de Davi e faria a favor de Israel o que Davi fizera – só que mais plenamente. Bíblia de Estudo NVI Vida.

25 para sempre. “Tivesse Israel permanecido leal a Deus e este glorioso edifício [o templo de Salomão] teria permanecido para sempre, como perpétuo sinal de especial favor de Deus a Seu povo escolhido” (PR, 46). “Houvesse Israel, como nação, preservado a aliança com o Céu, Jerusalém teria permanecido para sempre como eleita de Deus” (GC, 19). Citados em  CBASD , vol. 4. p. 772.

26 paz. [Heb shalom] Mais do que uma existência livre de conflitos;é um tranquilo bem estar da pessoa, nação ou país. Andrews Study Bible.