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TIAGO 3 – A fala é um dom natural dado por Deus, porém, para que seja usada sobrenaturalmente para o bem é preciso submetê-la à sabedoria verdadeira originada no Céu.
Jesus declarou: “Por suas palavras você será absolvido, e por suas palavras será condenado” (Mateus 12:37).
Tiago disse: “Ele nos gerou pela palavra da verdade, para que sejamos como que os primeiros frutos de tudo que Ele criou”, portanto, “meus amados irmãos, tenham isto em mente: Sejam todos prontos para ouvir, tardios para falar e tardios para se irar…” (Tiago 1:19).
Precisamos urgentemente da sabedoria do capítulo 3, o qual deve ser lido, relido, estudado e interiorizado em nosso coração e mente. Observe como Merrill F. Unger o coloca no contexto da fé:
1. A fé morta manifestada na parcialidade (2:1-9);
2. A fé morta resulta em juízo (2:10-13);
3. A fé morta é inútil (2:14-20);
4. A fé viva prova o homem justo (2:21-26);
5. A fé viva e a influência da língua:
· Nossa grande responsabilidade por aquilo que dizemos (3:1-2);
· A exemplificação do poder da língua (3:3-5).
6. A fé viva e a perfídia da língua:
· A natureza indisciplinada (3:6-8);
· As imprevisíveis incoerências (3:9-12).
7. A fé viva e a sabedoria:
· Sabedoria terrena (3:13-16);
· Sabedoria celeste (3:17-18).
O uso da língua (vs. 1-12) e a prática da sabedoria (vs. 13-18) estão intimamente ligados. Pedrito U. Maynard-Reid explica:
· …os dois tipos de sabedoria analisadas nos versículos 13-18 competem pelo uso da língua; o mau uso dela (vs. 1-12) assinala que a sabedoria falsa exerce domínio (vs. 14-16).
· …as duas seções estão marcadas pelo contexto de um espírito de discórdias, disputas e dissensões. Tiago 3:1-12 apresenta a língua como raiz de todos esses males. Os versículos 13-17 mostram que a falta de paz e solidariedade numa comunidade deve-se a que a sabedoria falsa reina soberanamente. O contrário também é verdade, onde houver sabedoria pura e verdadeira, haverá paz e unidade.
Para clarear isso, Tiago faz três coisas:
· Primeiro, identifica como pessoa sábia aquela que atua corretamente (v. 13), não a que diz fazer o certo.
· Segundo, descreve os sinais, a natureza, e os resultados da sabedoria falsa (vs. 14-16) como vícios diabólicos.
· Terceiro, estabelece sete características da verdadeira sabedoria (vs. 17-18) como virtudes da verdadeira piedade.
“Senhor, controla nossa língua” – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO TIAGO 2 – Primeiro leia a Bíblia
TIAGO 2 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
TIAGO 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/tg/2
Vivamos de acordo com a Escritura que diz: “Ame o seu próximo como a si mesmo” (v. 8). Se procedemos assim, podemos estar confiantes de que estamos vivendo a lei do amor, vivendo como Jesus vivia. Se tratamos os outros como inferiores, com parcialidade ou preconceito simplesmente por causa de sua história ou status, é evidente que estamos vivendo em oposição à lei do amor. É tolice pensar que podemos quebrar um pequeno mandamento e ainda assim estar em harmonia com a lei. Se você rasgar ou manchar uma parte de uma peça de vestuário, todo o vestuário fica arruinado. Assim é com os mandamentos.
Se utilizamos somente palavras – quando ações são necessárias – mostramos que não conhecemos verdadeiramente a Cristo (vs. 15, 16). Por exemplo, quando ocorre um desastre e os necessitados vem a você e à sua comunidade suplicando por auxílio e tudo o que você diz é: “Não se preocupe, vou orar por você, vá em paz”, de que valeram suas palavras? Que benefício elas trouxeram? Infelizmente, tais palavras vazias mostram que não conhecemos a Jesus.
Deus é compassivo. Ele valoriza demais os relacionamentos. Seu amor é ação. É uma realidade viva, ativa. Se chamamos a nós mesmos de cristãos, somos chamados a ser as Suas mãos e pés neste mundo. Jesus praticava aquilo que pregava. E nós, também praticaremos?
Robin Pratt
Ministério da Criança e da Família
Associação da Carolina, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1394
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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621 palavras
Tiago está nos lembrando de que não devemos assumir o nome de Jesus Cristo e ao mesmo tempo mostrar favoritismo para com algumas pessoas em detrimento de outras. Como poderemos ficar com a consciência tranquila se mesmo no ambiente de culto tratamos melhor uma pessoa bem vestida, rica, do que uma pessoa humilde, com roupas simples, a quem praticamente ignoramos (vs. 1-11)? Robin Pratt, em: https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/06/08/
1 Meus irmãos. Essa expressão comum é bastante adequada, devido à ênfase dada neste caso ao princípio da igualdade. Se os membros de igreja se guardarem “incontaminados do mundo” (Tg 1:27), evitarão discriminação com base em riqueza ou pobreza. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 563.
9 Pecado. Ao mostrar deferência ao “rico” é provável que os cristãos pensassem que cumpriam a lei do amor. Mas essa mesma lei mostra que pecaram ao serem parciais ao tratar as pessoas. CBASD, vol. 7, p. 566.
Transgressores. Do gr. parabatai, literalmente, “aqueles que se desviam do caminho [verdadeiro]”. CBASD, vol. 7, p. 566.
10 Culpado de todos. Para transgredir a lei, seja civil ou religiosa, não é necessário violar todas as leis; um erro apenas é suficiente. A questão básica está na lealdade à autoridade. Uma violação apenas é o bastante para revelar a disposição do coração. “Um vidro, mesmo que atingido num só ponto, é considerado um vidro quebrado. A lei não é um conjunto de dez pinos, um dos quais pode ser derrubado enquanto os outros permanecem em pé. A lei é uma unidade: o amor. Violá-la em um ponto é violar o amor como tal, ou seja, toda a lei”. CBASD, vol. 7, p. 566.
12 Falai. Em suma, o apóstolo exorta seus irmãos na fé a se esforçarem na prática diária de falar e fazer o que está em harmonia com a lei de Deus. A afirmação de Tiago de que somos responsáveis por nossas palavras e nossos atos é característica dele, e é outra alusão aos ensinos de Cristo (Mt 12:36, 37). CBASD, vol. 7, p. 567.
16 Qual é o proveito disso? Essa fé vazia é inútil para os que precisam de ajuda material,
bem como para o membro de igreja que perde outra oportunidade de ajudar a Cristo, representado pelos “mais pequeninos” (Mt 25:41-45). CBASD, vol. 7, p. 568.
17 Se não tiver obras. Assim como a autenticidade das boas intenções para com os pobres e necessitados só pode ser demonstrada por meio de obras, a fé não pode se provar genuína sem obras. Fé sem o fruto das obras cristãs é apenas nominal, carente do princípio de vida que rege as ações do coração (Rm 2:13). CBASD, vol. 7, p. 569.
19 Tremem. Do gr. phrisso, “arrepiar-se”, “estar horrorizado”, “tremer”. Os demônios estão convencidos da existência de Deus, tanto que tremem ao pensar no castigo no dia do juízo (2Pe 2:4). CBASD, vol. 7, p. 569.
22 Operava juntamente. Do gr. sunergeõ, “cooperar com”. Este versículo marca o clímax lógico da argumentação sobre a relação entre fé e obras. O objetivo principal de Tiago não é defender a importância das obras, mas a união completa da fé genuína e dos atos cristãos. Ninguém pode encarar por vontade própria problemas e perigos, a menos que tenha uma fé firme. A fé verdadeira produz grandes obras. CBASD, vol. 7, p. 570.
26 Fé. Ou suposta fé, pois, separada das obras não é fé genuína. Aceitação intelectual ou a convicção baseada num credo pode existir sem boas obras, mas não a fé operante, que coopera com os planos de Deus para a restauração do ser humano. CBASD, vol. 7, p. 571.
Morta. Não havia nada de morto na fé de Abraão ou de Raabe, nem na de nenhum dos outros heróis da fé honrados em Hebreus 11. Pela fé, eles obedeceram. Membros da igreja apenas nominais, sem testemunho pessoal que reflete o ministério de Cristo a seu favor, são como meros corpos sem vida. CBASD, vol. 7, p. 571.
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“Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos” (v.10).
No evangelho segundo Mateus, vimos que as primeiras palavras de Jesus no sermão do monte, foram estas: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mt.5:3). A continuação da carta de Tiago aos cristãos espalhados por todo o mundo, enfatiza a lição deixada pela bem-aventurança inaugural do sermão da montanha. Olhando para Cristo, ele fez uma retrospectiva daquele sermão, destacando a humildade, o amor fraternal livre de acepções e a verdadeira obediência aos olhos de Deus, através de uma fé prática.
Incomodava Tiago o fato de ainda haver diferenças entre os irmãos, de modo que se comportassem exatamente como os de fora, tratando de forma desigual ricos e pobres. O menosprezo para com os desfavorecidos sociais era totalmente contrário à lei que afirmavam guardar. Intitulado por Tiago de “lei régia” (v.8), o amor ao próximo estava voltando a se equiparar ao patamar dos líderes judeus, perigo sobre o qual Jesus mesmo advertiu: “Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus” (Mt.5:20). Honras e privilégios eram dados a uns e, a outros, o descaso e a indiferença. Falavam de amor cristão, mas, na prática, não passava de um jogo de interesses.
Lembram quem é o destinatário desta carta? Você e eu. É muito fácil lê-la pensando que foi escrita para os cristãos daquela época. Mas tê-la em mãos e pensar que é para você e para mim, causa um impacto bem diferente, não é mesmo? Notem que Tiago encheu este capítulo de perguntas retóricas. Jesus também fez muitas perguntas e, muitas vezes, suas respostas também eram perguntas reflexivas. Elas nos fazem olhar para dentro de nós e percebermos o nosso pecado. A acepção de pessoas não ficou no passado, ela continua. E dar mais atenção a uns em detrimento de outros é uma ferida que ainda aflige a igreja de Deus.
Ainda no sermão da montanha, Jesus afirmou: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir” (Mt.5:17). Tiago também utilizou de argumento semelhante ao exortar-nos à obediência a todos os dez mandamentos. Além de denominar o amor ao próximo de lei régia, ele também denominou o Decálogo de “lei da liberdade” (v.12), pela qual todos seremos julgados um dia. Mas “até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra” (Mt.5:18). Ainda vivemos debaixo do mesmo céu e sobre a mesma terra, portanto, a nossa fé em Cristo deve continuar se manifestando através de uma vida de obediente serviço, pois “a fé sem obras é morta” (v.26).
“Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras?” (v.14). Adianta um homem possuir uma perfeita oratória enquanto maltrata a sua esposa e filhos em casa? Do que vale uma mulher de aparência piedosa, mas de língua perversa? Há coerência em alguém que se diz cristão, enquanto trai o seu cônjuge? Deus, em Seu grande amor e infinita misericórdia, estabeleceu uma lei composta não de dez sugestões, mas de dez mandamentos cujo conteúdo é tão santo quanto o Seu próprio caráter. O Supremo Legislador pensou em nosso bem-estar eterno quando a esculpiu em duas pedras. Em uma delas, Ele estabeleceu como deseja ser amado (Êx.20:3-11), e na outra, como devemos amar ao nosso próximo (Êx.20:12-17).
Gosto muito da ilustração de um rosto sujo. Como Tiago mesmo disse no capítulo anterior, a lei de Deus funciona como um espelho. Ela mostra a nossa sujeira, o nosso pecado. Mas a escolha é nossa de cometer a insensatez de apenas contemplar e ignorar o que estamos vendo ou admitir que precisamos da ajuda de Cristo. Porque ninguém, em sã consciência, limpa o que está sujo com o espelho. Somente Jesus, a água da vida, pode nos purificar de todo o pecado. Deseja você, como Abraão, ser “chamado amigo de Deus” (v.23)? Abraão creu e obedeceu (v.21). Jesus confirmou esta verdade, quando falou aos Seus discípulos: “Vós sois Meus amigos, se fazeis o que Eu vos mando… Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros” (Jo.15:14 e 17). Seja a nossa vida uma manifestação do amor de Deus “derramado em nosso coração pelo Espírito Santo” (Rm.5:5). Eis a verdadeira obediência! Vigiemos e oremos!
Bom dia, amigos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Tiago2 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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TIAGO 2 – Após sair da incredulidade, Tiago passou a crescer na espiritualidade. A incredulidade impede o indivíduo de possuir fé viva (Marcos 6:3-6; João 7:1-20). Mesmo possuindo algum tipo de fé, se for morta, consequentemente será inútil e desprovida de valor salvífico.
Não há vantagem na incredulidade, embora incrédulos se gabem de serem descrentes. Também não existe nenhuma recompensa valiosa em rejeitar a verdade bíblica, contudo, indivíduos desprovidos da fé viva regozijam-se em sua ignorância enfadonha.
Após Jesus ressuscitar garantindo a salvação aos que nEle creem, apareceu vivo aos 11 apóstolos, a 500 crentes, a Tiago e também a Paulo (I Coríntios 15:1-8). Provavelmente, neste momento, Tiago rendeu-se a seu irmão, reconhecendo ser mais que mero irmão, mas seu Senhor, o Messias.
Após converter-se, Tiago esteve no Pentecostes entre os apóstolos (Atos 1:14); depois, recebeu a visita do apóstolo Paulo (Gálatas 1:18-19).
A dedicação de Tiago à Igreja Cristã fez dele o…
• …líder da Igreja de Jerusalém, o presidente do primeiro concílio eclesiástico do cristianismo (Atos 15:13-21; Gálatas 2:1, 9-10) e,
• …supervisor da igreja judaica cristã (Gálatas 2:12; Atos 21:18-25).
Sua carta provavelmente tenha “sido redigida bem no início da vida da igreja apostólica, antes do concílio de Jerusalém em 49 d.C.”, comenta a Bíblia Andrews.
No segundo capítulo encontram-se preciosos ensinamentos:
1. …Ser rico na fé merece mais respeito que ser rico em bens materiais, portanto, não se deve honrar uns e desprezar outros. Amar é mandamento bíblico, e, quem ama respeita a todos igualmente. Esse tema é tão sério que é isso que contará no julgamento divino (vs. 1-13).
2. …A fé do crente deve ser radicalmente diferente da fé dos demônios. Precisamos aprender da fé transformadora que tiveram Abraão e Raabe e rejeitar a dos demônios, que, embora sejam crentes, não são transformados (vs. 14-26).
Reflita:
• Tiago caracteriza àqueles que abandonam a incredulidade e passam a agir pela fé.
• Embora o diabo creia em Deus sua crença não tem valor algum.
• O Antigo Testamento é base para a fé no Novo Testamento.
• Se ateus não creem como os demônios, eles estão num nível inferior de crença.
• Incrédulos, ricos e pobres precisam ser amados para serem atraídos a Cristo.
• Tiago tem autoridade teológica e experimental para tratar da essência da fé!
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO TIAGO 1 – Primeiro leia a Bíblia
TIAGO 1 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
TIAGO 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/tg/1
Tiago termina o primeiro capítulo de sua carta com uma poderosa analogia de um homem olhando no espelho. “Aquele que ouve a palavra, mas não a põe em prática, é semelhante a um homem que olha a sua face num espelho” (Tiago 1:23).
Assim como você pode ver claramente seu reflexo em um espelho limpo, ser convencido pela Palavra de Deus nos mostra nosso verdadeiro caráter. Devemos olhar no espelho da Palavra de Deus para descobrir defeitos em nosso caráter. Mas, e se encontrarmos todos esses defeitos e dissermos a nós mesmos: “Não há nada de errado?” E se olhássemos no espelho e víssemos sujeira e manchas cobrindo nossas roupas e rostos e simplesmente continuássemos com os nossos afazeres? É como ser “um ouvinte da Palavra e não um praticante”.
Deus nos deu instruções claras e nos mostrou o que fazer e como reparar as falhas. Ele sinceramente Se preocupa conosco e não quer que fiquemos envergonhados. O que faremos? Iremos ignorar a sujeira em nossos rostos, ou pediremos a Deus que nos ajude a nos lavarmos e nos limparmos?
Manu Ramos
Estudante, Academia Adventista dos Grandes Lagos, Michigan, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1393
Comentário rodadas anteriores: https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/06/07
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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562 palavras
1 Servo. Do gr. doulos (Rm 1:1). Com simplicidade, Tiago se autodenomina “servo”, em vez de “apóstolo”, título que sem dúvida deve ter usado com propriedade. Embora fosse um obreiro respeitado do reino de Cristo na Terra, refere-se a si mesmo apenas como “servo”. Esse é um exemplo digno a todos que possuem responsabilidades na igreja. Não existe honra maior do que ser um servo de Deus. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 546.
3 Provação. Do gr. dokimion, “probante”, “que testa”. Esta palavra se refere não apenas à provação da fé cristã, mas mais precisamente ao atributo de fé que a torna vitoriosa sobre os problemas da vida. Os papiros usam esta palavra para descrever o “ouro genuíno”, isto é, o ouro que passa por uma prova e é tido por genuíno. A frase “a provação da vossa fé” pode assim descrever a fé que é provada. CBASD, vol. 7, p. 548.
6 Nada duvidando. Quem pede “com fé” não hesita, como quem não está seguro se Deus atenderá ou não seu pedido. A fé genuína confia em Deus, e o crente descansará na certeza de que suas necessidades serão supridas rapidamente, visto que Deus tudo sabe. A fé genuína está acima da prova do tempo ou da circunstância, fazendo com que nossa fidelidade a Deus seja firme e de propósito imutável. CBASD, vol. 7, p. 550.
14 Cada um é tentado. Se Deus não é a fonte da tentação, surge a pergunta inevitável: “Quem ou o que é a fonte?” O apóstolo enfatiza que a fonte do pecado não está fora do ser humano, mas dentro dele. CBASD, vol. 7, p. 555.
17 Do alto. Isto é, de Deus. Deus opera por meio dos seres humanos e, conquanto seus pensamentos sejam verdadeiros, Ele revelará uma parte da verdade mais plena que anseia que o ser humano compreenda. CBASD, vol. 7, p. 556.
19 Pronto para ouvir. Embora membros de igreja já tenham nascido de novo por meio da Palavra (v. 18), isso não os exime de continuarem ouvindo-a. Embora esse seja evidentemente o principal sentido da frase, seu significado com certeza inclui também a sugestão geral de que as pessoas deveriam ser mais prontas a ouvir do que a falar. CBASD, vol. 7, p. 557.
22 Praticantes. Não é suficiente lembrar o que ouvimos ou mesmo ser capaz de ensiná-lo a outros. Devemos, sistemática e persistentemente, praticar a “palavra da verdade” (v. 18) em nossa vida. Desse modo, o apóstolo Tiago concorda perfeitamente com os ensinos de Paulo: “Porque os simples ouvidores da lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados” (Rm 2:13). CBASD, vol. 7, p. 559.
26 Enganando. Nenhum engano é mais lamentável do que enganar-se a si próprio. Uma demonstração externa de justiça pode ganhar elogios das pessoas, que olham para a aparência exterior (l Sm 16:7). O coração deve ser motivado pela “lei perfeita” (Tg 1:25), para que possa viver com mansidão (v. 21) diante de Deus e das pessoas. CBASD, vol. 7, p. 561.
27 Sem mácula. Os fariseus dependiam das formas de ritual visíveis para se manterem imaculados, mas por dentro estavam cheios de impureza moral (Mc 7:1-23). Tiago aponta para um tipo bem superior de evidência externa de “religião pura”. CBASD, vol. 7, p. 561.
Do mundo. Assim como existe hoje o “mundo” é sinônimo de princípios maus e práticas contrárias à vontade divina (Jo 17:14-16). O cristão verdadeiramente convertido evitará qualquer pensamento ou ato que permita que a imundícia do mundo o contamine. CBASD, vol. 7, p. 562.
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“Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que O amam” (v.12).
Dirigindo-se ao Israel de Deus espalhado pelo mundo, Tiago inaugurou a sua epístola com palavras de ânimo e motivação em um período em que a igreja primitiva estava sofrendo por sua fidelidade. Após o Pentecostes, uma severa oposição se abateu sobre a comunidade cristã, de forma que muitos foram mortos e outros tiveram que deixar suas casas e partir para lugares desconhecidos. Nesse tempo, o dom de línguas mostrou os seus resultados, pois que os cristãos receberam do Espírito Santo a capacidade de se comunicar e pregar o evangelho em outros idiomas. Tiago entendeu que a perseguição, a escassez de recursos e as constantes ameaças poderiam ser fatores de risco à fé comum. As “várias provações” (v.2), contudo, compreendidas conforme a sabedoria do alto, seriam um poderoso instrumento para fortalecer a igreja de Deus, e não o contrário. Tanto os irmãos de condição mais humilde quanto os ricos deveriam ter boa consciência diante de Deus e dos homens, buscando viver a fé com perseverança.
Diferente da provação, que promove uma fé resistente e perseverante, a tentação é uma promoção ao pecado. E “cada um é tentado pela própria cobiça” (v.14). Satanás e seus anjos se valem exatamente daquilo que acorrenta o homem à sua fraqueza. “Deus não pode ser tentado pelo mal e Ele mesmo a ninguém tenta” (v.13). Existem coisas e situações que para nós não faz a mínima diferença, pois não nos interessam. Outras, porém, mexem diretamente com nossas fraquezas, podendo representar um sério risco à queda. Alguns, pensando ter adquirido força para vencer um mal, se colocam em situação vulnerável a fim de provar que são fortes o suficiente para vencer. “Não vos enganeis, meus amados irmãos. Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes” (v.16-17). Aquele que “nos gerou pela palavra da verdade” (v.18), jamais iria nos submeter ao mal. Pelo contrário, Ele nos concede força e fé firme para dizer não às ciladas do Maligno e, como Cristo, vencer pelo infalível poder das Escrituras: “Não tentarás o Senhor, teu Deus” (Mt.4:7).
A realidade do mundo atual nem se compara com o que os cristãos primitivos tiveram que passar. É verdade que ainda existem lugares no mundo onde ser cristão é passível de morte, mas a nossa realidade, principalmente ocidental, é a de ainda gozarmos de liberdade religiosa. Essa liberdade é uma bênção por um lado, mas por outro também pode ser uma maldição, no sentido de que a tranquilidade gera comodidade, e a comodidade, letargia. Ficamos satisfeitos com uma religião rasa, cerimonialista e de modo a atender as nossas necessidades pessoais. O problema é que uma religião formal jamais nos dará o poder de recusar as ofertas e as sugestões do diabo. Somente pela Palavra em nós implantada, recebemos poder para a salvação (v.21). Foi assim que, no deserto, Jesus venceu Satanás pela autoridade das Escrituras. E esta vitória também pode ser a nossa se seguirmos os passos de nosso Mestre, sendo “praticantes da Palavra e não somente ouvintes” (v.22).
“Mas aquele que considera, atentamente, na lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte negligente, mas operoso praticante, esse será bem-aventurado no que realizar” (v.25). Tiago trata sobre fé e obras de forma tão clara e tão compreensível, meus irmãos! É simples: ouvir e não praticar é igual a nada. A tentação só vai deixar de ser tentação quando no lugar da cobiça houver arrependimento e conversão. Quando dependermos de Deus como um bebê depende dos cuidados de sua mãe, então começaremos a viver a “religião pura e sem mácula” (v.27). Olharemos para os nossos semelhantes com o olhar de Cristo. E venceremos as tentações com o método de Cristo: jejum, oração e estudo da Bíblia. Peçamos ao Espírito Santo que, pela intimidade com as Escrituras Ele nos conceda a sabedoria e a fé de que tanto necessitamos para suportar as provações e vencer as tentações. Vigiemos e oremos!
Bom dia, meus amados irmãos!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Tiago1 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100