Reavivados por Sua Palavra


APOCALIPSE 1 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
23 de dezembro de 2021, 1:00
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TEXTO BÍBLICO APOCALIPSE 1 – Primeiro leia a Bíblia

APOCALIPSE 1 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)

APOCALIPSE 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

APOCALIPSE 1 – COMENTÁRIOS ADICIONAIS

Acesse os comentários em vídeo em nosso canal do Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)



APOCALIPSE 1 by Jobson Santos
23 de dezembro de 2021, 0:55
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Texto bíblico: Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/ap/1

O livro do Apocalipse, como o primeiro versículo indica, é uma revelação acerca de Cristo e vinda de Cristo, a qual Ele recebeu de Deus Pai (cf. João 8:28; 17:8). Aqui, como em todo o livro, recebemos vislumbres do Pai e do Espírito Santo (Ap. 1:4), mas é o próprio Jesus Cristo quem ocupa o lugar central. Jesus é tão maravilhoso que João mal consegue se conter. As imagens que O descrevem fluem de sua pena, uma após a outra.

A visão de João acerca de Cristo neste capítulo é uma das mais marcantes em toda a Bíblia. Jesus está vestido como nosso Sumo Sacerdote, caminhando entre sete candeeiros – as sete igrejas da Ásia Menor (v. 20), que por sua vez representam a Sua Igreja em todos os lugares e em toda a história cristã (v. 19).

A mensagem é clara. Jesus não Se esqueceu de nós. Ele nos gravou nas palmas das Suas mãos (Is 49:16). Ele não Se esqueceu de Sua Igreja. Os líderes da igreja – os ministros cristãos os quais são aqui chamados de “anjos” ou mensageiros e representados pelas sete estrelas (ver Obreiros Evangélicos, 13) – estão em Sua mão. Cristo é a Cabeça da Igreja. E, como o livro de Apocalipse deixa bem claro, Ele nos guiará até o fim. Pelo fato dEle ter vencido, pela Sua graça venceremos também e reinaremos com Ele na Terra renovada (Ap 22:5).

Clinton Wahlen, PhD
Diretor Associado do Instituto de Pesquisa Bíblica, EUA

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1414
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Luis Uehara



APOCALIPSE 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
23 de dezembro de 2021, 0:50
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624 palavras

1 Revelação. Do gr. apokalupsis, “descerramento”. “Revelação de Jesus Cristo” pode ser considerado o título que João deu ao livro. Este título nega categoricamente a ideia de que o Apocalipse é um livro selado, que não pode ser compreendido. Ele apresenta uma mensagem que Deus teve e tem o propósito de ajudar Seus servos na Terra a ouvir e guardar. Eles só podem fazer isso se a compreendem. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 803.

3 Aqueles que ouvem. Isto é, os membros de cada igreja. A NVI traz a expressão anterior no singular, “aquele que lê”, denotando que, em cada igreja, havia apenas um leitor, e muitos que ouviriam a leitura. A bênção que acompanhava a leitura do Apocalipse nas “sete igrejas” da província romana da Asia alcança todos os cristãos que lêem o livro com o desejo de adquirir uma compreensão mais perfeita das verdades por ele comunicadas. CBASD, vol. 7, p. 806.

4 Sete Espíritos. Em outras passagens do livro, os sete Espíritos são retratados como sete lâmpadas de fogo (Ap 4:5) e como os sete olhos do Cordeiro (Ap 5:6). A associação dos “sete Espíritos” com o Pai e com Cristo, como equivalentes doadores da graça e da paz, sugere que eles representam o Espírito Santo. É provável que “sete” seja uma expressão simbólica de Sua perfeição e também pode subentender a variedade de dons por meio dos quais ele trabalha nos seres humanos (ver ICo 12:4-11; cf. Ap 3:1). CBASD, vol. 7, p. 807.

10 Dia do Senhor. O dia do Senhor não pode ter sido um domingo, pois o primeiro dia da semana nunca foi observado como um sábado até vários séculos depois da ascensão de Cristo. Escritores bíblicos referem-se ao domingo como “o primeiro dia da semana”. Para os pagãos, era o dia do sol. Qual era o dia do Senhor? 1. O dia em que o Senhor chama de “Meu Santo dia” (Is 58:13). 2. Jesus é o “Senhor do Sábado” (Mc 2:28). Apocalipse Verso por Verso, Henry Feyerabend, p. 14.

11 Sete igrejas. A ordem em que as igrejas são citadas, tanto aqui quanto em Apocalipse 2 e 3, representa a sequência geográfica pela qual passaria um mensageiro levando uma carta de Patmos a essas cidades da província da Ásia. CBASD, vol. 7, p. 813.

13 Filho de homem. Do gr. hrdos anthrôpou. O texto grego desta passagem não tem artigo definido. Trata-se de uma tradução exata do aramaico kebar enash e parece ter o mesmo significado que tem em Daniel. Logo, aquilo que se comentou sobre kebar enash (Dn 7:13) também se aplica a huios anthrôpou. Está claro que Aquele a quem o título se refere é Cristo (Ap 1:11, 18). A expressão “o Filho do homem”, com artigo definido, é usada para Cristo mais de oitenta vezes no NT, ao passo que “Filho de homem”, sem o artigo definido, só se refere a Ele em dois outros casos no grego do NT (Ap 14:14 e Jo 5:27). CBASD, vol. 7, p. 816.

16 Sete estrelas. Este símbolo representa os “anjos”, ou mensageiros, enviados às sete igrejas (v. 20). CBASD, vol. 7, p. 817.

17 Não temas. Após a perda da força física, o profeta recebia força sobrenatural, normalmente por meio do toque de uma mão (Ez 2:1, 2; Dn 8:18; Is 6:6, 7). Muitas vezes, o visitante celestial deu a ordem “Não temas!”, a fim de dissipar os temores que naturalmente transbordam no coração humano quando confrontado com um ser celestial. CBASD, vol. 7, p. 818.

20 Mistério. Aqui o termo “mistério” é usado para se referir às sete “estrelas”, símbolo que ainda não fora explicado. O símbolo é chamado de “mistério” porque a interpretação estava prestes a se tornar conhecida. Logo, no Apocalipse, “mistério” é um símbolo prestes a ser explicado para aqueles que consentem em guardar as coisas reveladas no livro (Ap 17:7, 9), ou algo que Deus deseja lhes tornar conhecido. Os símbolos do Apocalipse também são chamados de “sinal” (Ap 12:1; 15:1). CBASD, vol. 7, p. 819.

 

Material Adicional:

1. O “Dia do Senhor” em Apocalipse 1:10 (Comentário Adventista, Bíblia Andrews e outros)

2. Comentários sobre Apocalipse 1 (Liçoes da Escola Sabatina 89/2, 96/3, Seminário Revelações do Apocalipse e outros)

3. Material adicional para estudo do Apocalipse (livros, cursos e vídeos)



APOCALIPSE 1 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
23 de dezembro de 2021, 0:45
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“Eis que vem com as nuvens, e todo olho O verá, até quantos O traspassaram. E todas as tribos da Terra se lamentarão sobre Ele. Certamente. Amém!” (v.7).

Desde que este livro se tornou conhecido no mundo, sua linguagem em sua maioria figurada e seus símbolos e palavras impactantes, têm causado reações diversas desde medo, curiosidade, expectativa, indiferença, mas também alegria e esperança para aqueles que encontram o verdadeiro conhecimento que advém desta profecia. Filmes, séries e quadrinhos incluem em sua trama cenas da profecia, mas não como está escrito, e usam a palavra Apocalipse como significado de morte e destruição. Do grego “apokálypsis”, Apocalipse significa “revelação” ou “ação de descobrir”, o que podemos perceber de forma bem clara já no início do livro: “Revelação de Jesus Cristo” (v.1). Esta obra, portanto, considerada pela maioria como envolta em mistério, nada mais é do que a revelação de Jesus “que Deus Lhe deu para mostrar aos Seus servos as coisas que em breve devem acontecer” (v.1).

De uma forma didática, Jesus revelou a João, “por intermédio do Seu anjo” (v.1), a história da igreja cristã e do mundo desde os tempos apostólicos até a volta de Cristo. A realidade das sete igrejas da Ásia figurava a situação do povo de Deus na Terra em momentos específicos da História. E não somente isso, mas também apontam para as dificuldades e perigos que acometem os cristãos podendo-os levar à ruína eterna caso não se arrependam, e o modo pelo qual Cristo espera encontrar o Seu povo quando Ele voltar. Aquele “que era, que é e que há de vir” (v.4) nos deixou este livro para que Seu povo possa ler, ouvir e guardar as coisas nele escritas, “pois o tempo está próximo” (v.3). Para tanto, necessitamos do Espírito Santo, aqui representado pelos “sete Espíritos” que se acham diante do trono de Deus (v.4), uma representação da plenitude do Espírito Santo, como está escrito: “Repousará sobre ele o Espírito do Senhor, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor” (Is.11:2).

Aquele “que nos ama, e pelo Seu sangue, nos libertou dos nossos pecados” (v.5), apareceu ao Seu amado discípulo quando este se achava confinado na ilha de Patmos, “por causa da Palavra de Deus e do testemunho de Jesus” (v.9). Segundo a tradição judaica, João foi enviado àquela ilha depois de muitas tentativas frustradas em tirar-lhe a vida. Não podendo silenciar pela morte o servo de Deus, seus algozes o lançaram para além-mar na tentativa de, finalmente, emudecer o último apóstolo vivo de Cristo. Mas a estratégia humanamente brilhante foi ofuscada quando “o Soberano dos reis da Terra” (v.5) apareceu em Sua glória e majestade ao idoso cativo. Foi enquanto João buscava encontrar conforto divino “no dia do Senhor” (Leia Êx.16:25; Êx.20:8-11; Is.58:13-14; Ez.20:12, 20; Mc.2:28), que seu coração acelerou e seus olhos foram abertos para ver e seus ouvidos para ouvir o que deveria escrever para que este registro sagrado estivesse em nossas mãos hoje.

A descrição de Jesus Cristo é semelhante a que encontramos nas visões de Daniel e de Ezequiel. Ou seja, Aquele que falava aos Seus profetas do Antigo Testamento foi o mesmo que Se manifestou a João. Aquele que manifestava a Sua glória no santuário terrestre, agora ministrava no santuário celeste “no meio dos candeeiros” (v.13). João teve uma visão de Jesus no lugar Santo do santuário. Pois a obra do pátio foi realizada com sucesso, posto que Ele esteve morto, mas eis que está vivo “pelos séculos dos séculos”, conquistando “as chaves da morte e do inferno” (v.18). O “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo.1:29) Se deu em sacrifício por nós e tornou-Se Sacerdote de Deus oficiando como nosso Intercessor. A doutrina do santuário está mais evidente e presente no livro de Apocalipse do que qualquer outro tema. Foi de lá, do tabernáculo de Deus não feito por mãos humanas (Hb.8:2), que Ele abriu Seus oráculos à compreensão de todo aquele que busca o conhecimento da verdade com inteireza de coração. Percebam que já no primeiro capítulo, temos a explicação dada pelo próprio Jesus sobre a significação de Seus símbolos: “Quanto ao mistério que viste na Minha mão direita e aos sete candeeiros de ouro, as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete candeeiros são as sete igrejas” (v.20).

Tendo em mente que o livro de Apocalipse é uma revelação do próprio Jesus, a fim de habilitar um povo preparado para o Seu segundo advento, tomemos para nós as palavras ditas a João: “Não temas” (v.17). Em meio ao caos destes últimos dias, Cristo coloca sobre nós a Sua mão direita e, pela revelação de Sua Palavra, deseja brilhar “como o sol na sua força” (v.16) em nossos corações. Semelhante a João, ainda que confinados neste mundo de pecado e cercados pelo mar da aflição, que busquemos, pelo poder do Espírito Santo, olhos e ouvidos espirituais a fim de sermos “bem-aventurados” (v.3) do Senhor, aguardando e apressando a nossa bendita esperança. Vigiemos e oremos!

Bom dia, servos de Deus!

* Compartilhe esta mensagem com seus contatos. Convide seus amigos e familiares para estudar conosco este sagrado e poderoso livro, em linguagem simples e compreensível. E, o mais importante, ore para que o Espírito Santo ministre esta obra.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Apocalipse1 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



COMENTÁRIO APOCALIPSE 1 – Pr. Heber Toth Armí by Jeferson Quimelli
23 de dezembro de 2021, 0:40
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APOCALIPSE 1 – O esboço do primeiro capítulo atiça nosso interesse:

1. Título e objetivo do livro (vs. 1-3):
· Há bênçãos para quem estuda Apocalipse.

2. Missiva introdutória (vs. 4-8):
· Após saudação, há uma tríplice expressão de louvor.

3. Vocação profética de João (vs. 9-20):
· Contém uma doxologia, uma profecia e uma autoproclamação da parte de Deus antes do apóstolo apresentar sua situação, o que ouviu e viu; depois recebe sua missão.

O Espírito Santo prepara-nos para a mensagem de João no Apocalipse. Observe o que escreveu Isaac Newton:
“Parece que há uma alusão ao Apocalipse na Epístola de Pedro e na aos Hebreus: Consequentemente, devem ter sido escritas antes desta. Tais alusões em Hebreus parecem-me o discurso referente ao Sumo-Sacerdote no Tabernáculo Celeste, o qual é simultaneamente Sacerdote e Rei, como era Melquisedeque; e as que se referem à Palavra de Deus como sendo afiada espada de dois gumes; o repouso milenar; a terra cujo fim é ser queimada, supostamente pelo lago de fogo; o julgamento e a viva indignação que devorará os adversários; a cidade celeste que tem alicerces cujo Construtor e Autor é Deus; a nuvem de testemunha; o monte Sião; a Jerusalém celeste; a grande assembleia; os espíritos dos justos que se tornaram perfeitos, etc.; a ressurreição; o abalo dos Céus e da Terra e sua mudança, para que um novo Céu, nova Terra e novo Reino que não pode ser abalado, possa ser estabelecido”.

“Já na primeira Epístola de Pedro, ocorre isto: ‘a revelação de Jesus Cristo’, expressão repetida duas ou três vezes (1Pd 1:7, 13; 4:13; 5:1); o sangue de Cristo como o ‘do Cordeiro que foi imolado, desde o princípio do mundo’ (Apoc. 13:8); a construção ‘espiritual’ no céu (Apoc. 21); e ‘uma herança incorruptível, e que não pode contaminar-se, nem murchar, reservada nos céus para nós, a quem o poder de Deus guarda, pela fé, para a salvação, que está preparada para se manifestar no último tempo (1Pd 1:4-5); o sacerdócio real (Apoc. 1:6; 5:10); o santo sacerdócio (Apoc. 20:6); o começo do julgamento na Casa de Deus (Apoc. 20:4, 12); e a igreja da Babilônia (Apoc. 17)”.

Não apenas estas cartas preparam-nos para o Apocalipse, mas toda a Bíblia o faz. Estudemo-lo avidamente para reavivarmo-nos espiritualmente! – Heber Toth Armí.



APOCALIPSE 1 – COMENTÁRIOS ADICIONAIS by Jeferson Quimelli
23 de dezembro de 2021, 0:30
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1:1 Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e, enviando-as pelo seu anjo, as notificou a seu servo João;

Revelação de Jesus – “Não é somente uma mensagem dEle, mas também sobre Ele e Sua obra. …o Apocalipse não somente é de Jesus, mas também sobre Ele.” – LES892, p. 6.

”O próprio Senhor revelou a Seu servo os mistérios contidos neste livro e propõe que seja aberto ao estudo de todos.” – Atos dos Apóstolos, p. 584.

“Deus Pai revelou a Jesus Cristo que, pelo Seu anjo revelou a João. A palavra revelação indica que o livro é aberto e deve ser pesquisado.” – LES892 , p. 5 e 6. (destaque acrescentado)

“Três coisas Importantes

“1. O Apocalipse não é um livro fechado. É a REVELAÇÃO, ou seja, um livro no qual Deus abre o maravilhoso tesouro de Seus mistérios e os torna  compreensíveis a Seus filhos. Basta conhecer a chave bíblica de seus símbolos, para fascinar-nos com a beleza de suas revelações.

“2. É a Revelação de Jesus Cristo. Você ficará emocionado ao perceber a beleza do Cristo do Apocalipse. Ainda mais: O Antigo Testamento profetizou acerca do Messias e os Evangelhos nos falam de Sua encarnação. Mas a não ser que conheçamos a revelação que Cristo faz de Si mesmo no Apocalipse, nossa compreensão da majestosa e sublime pessoa de Jesus será incompleta.

“3. O Apocalipse não só nos revela Cristo: também é a revelação de Jesus Cristo em outro sentido. Aí Jesus nos revela Sua doutrina. Sua vontade, Seus planos para Seus filhos no presente, no futuro imediato e no futuro eterno. .” – SRA/EP, p.13

“Jesus buscou o que outros escritores da Bíblia haviam dito sobre o tema. Seu método, sem dúvida, é o correto; permitir que a Bíblia se explique a si mesma.

“A chave que abre os mistérios do Apocalipse está no estudo do Antigo Testamento. Taylor G. Bunch diz que 27 livros dos 39 do Antigo Testamento são citados no Apocalipse, e dos 404 versículos, 276 são citações de outros autores bíblicos. Por isso é que o mistérios que envolve os símbolos do Apocalipse se torna claro quando estudamos outras passagens bíblicas sobre o tema. …

“Nos dias de Jesus, os teólogos tinham o Talmude, que era uma espécie de enciclopédia teológica contendo as explicações da tradição e dos teólogos. Nosso Senhor, porém, não lançou mão da teologia contemporânea nem da tradição, para entender as Sagradas Escrituras. Procurou na Bíblia a explicação que os crentes precisam.” – SRA/EP, p. 14 e 15.

“O conteúdo total do Apocalipse é uma revelação de Cristo acerca de Si mesmo. Ele é o Sumo Sacerdote que, tendo ganho a vitória sobre o pecado e a morte, pode conceder luz, força e livramento ao Seu povo. Ele é o Cordeiro vitorioso, no trono, como representante da humanidade e Salvador do mundo. Ele é também o Senhor do futuro. É o Rei vindouro, que levará Seus seguidores para o reino celestial e destruirá a todos que se identificam com o pecado.” – LES963, lição 1, p.5.

“Satanás está furioso porque a Santa Bíblia o desmascara (Apocalipse 12:10-12). Por isso tem tratado de disseminar a errônea idéia de que o Apocalipse é um livro incompreensível. Mas as Santas Escrituras nos dão a chave para entender os símbolos apocalípticos, pelo que se torna um livro aberto à compreensão do estudante sincero.” – SRA/EP, p.

Mostra a Seus servos – “Jesus falou em parábolas para que as entendessem somente aqueles que estavam relacionados com as coisas espirituais. Se o Apocalipse tivesse sido escrito numa linguagem literal, há muito que os inimigos de Deus o teriam destruído. Deus, na Sua sabedoria, apresentou Suas mensagens numa linguagem compreensível somente para ‘os Seus servos’ (Apocalipse 1:1.) .” – SRA/EP, p. 15.

                “Partes do livro de Daniel foram ‘seladas’ até o tempo do fim (Dan. 12:4). O livro do Apocalipse é, porém, um livro aberto que deve ser proclamado até os confins da Terra. Depois de 1798 foram desseladas as partes seladas do livro de Daniel, e elas têm sido proclamadas junto com o Apocalipse. Estes dois livros revelam que o tempo para a volta de Cristo ‘está próximo’.

As coisas que brevemente devem acontecer – “A mensagem de todo o livro do Apocalipse gira em torno do interesse pela prontidão diária para o encontro com o Senhor no fim do tempo. Em Apocalipse 1:1 e 3 é apresentada a idéia da proximidade. Foram mostradas a João ‘as coisas que em breve devem acontecer’, as quais eram urgentes, ‘pois o fim do tempo está próximo’.” – LES893, p. 183.

“Ao pensar nos eventos finais a ocorrerem no Planeta Terra, devemos focalizar em Quem está vindo, e não apenas no Que virá. Os eventos finais estão centralizados em Cristo e não nas crises.” – LES963, lição 10, p. 1.

“’A mais elevada de todas as ciências é a de salvar almas. A maior obra a que podem aspirar criaturas humanas, é a obra de atrair homens, do pecado para a santidade.’ – Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, pág. 398. Sem diminuir a importância de falar às pessoas sobre os eventos finais, deve ser reafirmado que para ganhar almas temos que apresentar esses acontecimentos de forma cristocêntrica.” – LES963, lição 10, p. 4A.

 

1:2 o qual testificou da palavra de Deus, e do testemunho de Jesus Cristo, de tudo quanto viu.

Testemunho de Jesus –  “…’testemunho’ que se origina com Jesus e é revelado a Sua igreja por intermédio dos profetas … o ‘testemunho de Jesus’ é definido como o ‘Espírito de profecia’…denotando que Jesus está testemunhando para a Igreja por meio da profecia” – SDABC, vol.7, p. 812, citado em LES892, p. 6.

 

1:3 Bem-aventurado aquele que lê e bem-aventurados os que ouvem as palavras desta profecia e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo.

A bênção para os que lêem – “Esta é a primeira das sete bem-aventuranças do livro. Traz-nos à lembrança as palavras de Jesus em S. Lucas 11:28: ‘Antes bem-aventurados são aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a guardam!’” – LES892, p. 7.

“A bênção divina está inseparavelmente ligada ao ato de ler e ouvir a Palavra de Deus e obedecer-lhe. Como Moisés lembrou a Israel nas fronteiras da Terra Prometida que ‘não só de pão viverá o homem, mas de tudo o que procede da boca do Senhor’ (Deut. 8:3), assim João lembra à Igreja nos últimos dias: absoluta confiança na Palavra de Deus é a única maneira de subsistir no tempo de angústia.” – LES892, p.7.

“…as seis outras bênçãos: Apoc. 14:13 Apoc. 16:15 Apoc. 19:9 Apoc. 20:6 Apoc. 22:7 e Apoc. 22:14” – LES892, p. 7

Lê…e guardam – “Uma passagem que se estude até que seu sentido fique claro e sua relação para com o plano da salvação se torne evidente, é de maior valor do que a leitura de muitos capítulos sem ter em vista nenhum propósito definido e sem adquirir nenhuma instrução positiva.” Caminho a Cristo, p.90.

Que ouvem as palavras – “Ouvir a Palavra de Deus significa não somente escutar a mensagem, mas também obedecer a suas recomendações. No sentido bíblico, ‘ter ouvidos’ é ser sensível à influência do Espírito Santo.” – LES892, p. 29.

Sete bênçãos – “O simbolismo do livro abrange sete espíritos, estrelas, candeeiros, igrejas, selos, trombetas e pragas. O número sete tem o significado simbólico de inteireza e perfeição. As sete bênçãos contém a plena manifestação da graça de Deus a Seu povo. – LES892, p. 7

 

1:4 João, às sete igrejas que estão na Ásia: Graça a vós e paz da parte daquele que é, e que era, e que há de vir, e da dos sete espíritos que estão diante do seu trono;

…que é, que era e que há de vir – “Deus é de eternidade a eternidade. Ele é O Eterno.” – Testimonies, vol. 8, p. 270, citado em LES892, p.9.

Sete Espíritos – “Não há sete Espíritos Santos. A obra perfeita do Espírito Santo, que é um só, é ilustrada pelo azeite nas sete ramificações do candelabro do santuário (Ver Zac. 4:1-6).” – LES892, p. 9.

 

1:5 e da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dos mortos e o Príncipe dos reis da terra. Àquele que nos ama, e pelo seu sangue nos libertou dos nossos pecados,

Jesus, testemunha fiel – “Jesus é a testemunha da verdade. Ele não somente possui a verdade, mas a personifica plenamente… . Quando a Bíblia chama a Jesus de Testemunha Fiel, ela se refere a Sua ligação especial com o Pai que O habilita a transmitir conhecimento direto sobre Deus.” – LES892, p. 9 e 10.

Jesus, primogênito dos mortos – “Este título é uma referência à ressurreição de Cristo. Por Sua ressurreição Jesus venceu a morte, oferecendo assim a imortalidade a todos os que crêem nEle. […] Jesus foi a pessoa suprema ou mais eminente a ser ressuscitada dentre os mortos.”- LES892, p. 10.

“Apocalipse 1:5 fala a respeito de nosso Senhor Jesus Cristo como ‘o primogênito dos mortos’, que na linguagem bíblica significa o mais importante, o primeiro ou preeminente. Considerando que Ele não foi o primeiro a morrer  nem tão pouco a ressuscitar (Moisés foi ressuscitado no Antigo Testamento), e que também não foi o primeiro ressuscitado a ascender ao Céu (o mesmo Moisés depois de ressuscitado ascendeu, como o demonstra o incidente do monte da transfiguração), torna-se evidente que o sentido é outro. A expressão é equivalente à que se usa referindo-se aos governantes quando se diz: ‘primeiro mandatário’ (ainda que tenha havido 200 mandatários antes dele). Outro exemplo: às vezes falamos da ‘primeira dama’. Não é a primeira (pois Eva foi a primeira dama que houve na terra), não obstante, por ser a esposa do presidente do país, se constitui na primeira dama em importância. A morte e a ressurreição de Cristo é a primeira em importância pois nos garante que haverá ressurreição e vida eterna para os crentes (I Coríntios 15:3; 20-23). Por isto é que Ele tem a preeminência (é o primogênito) dos mortos.” – SRA/EP, p. 69.

Jesus, príncipe dos reis da terra –  “…referência indireta ao Salmo 89, verso 27: ‘Fá-lo-ei, por isso, Meu primogênito, o mais elevado entre os Reis da Terra.’ Este salmo fala do concerto de Deus com Davi, e de Seus benefícios. No Apocalipse, esse título denota a vocação messiânica de Jesus.” – LES892, p. 10.

Jesus nos ama – “Jesus nos libertou de nossos pecados à custa de Sua própria vida. Ele não fez isto com relutância ou má vontade, mas voluntariamente, e com alegria no coração (‘O qual em troca da alegria que Lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia.’ Heb. 12:2.)” – LES892, P. 11.

“Muitos pensam que primeiro terão que limpar-se de seus pecados e depois alcançarão o amor de Deus. Isto é um erro. …

– Primeiro nos amou. Manchados como estávamos por nossos pecados. Depois, porque nos amava, nos lavou com Seu sangue, a maior prova do amor de Deus.” – SRA/EP, p. 78.

Em Seu sangue nos lavou dos nosso pecados

“Quando o soldado feriu o lado de Jesus estando Ele suspenso na cruz, brotaram duas diferentes correntes, sendo uma de sangue e outra de água. O sangue devia lavar os pecados dos que cressem em Seu nome, e a água devia representar aquela água viva obtida de Jesus e que dá vida ao crente.” – Primeiros Escritos, p. 209.

 

1:6 e nos fez reino, sacerdotes para Deus, seu Pai, a ele seja glória e domínio pelos séculos dos séculos. Amém.

Sacerdotes – “Pela graça divina e através dos méritos de Nosso Senhor Jesus Cristo, cada crente nEle é feito sacerdote, permitindo-lhe ir a Deus diretamente.” – SRA/EP, p. 21.

 

1:7 Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até mesmo aqueles que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém.

Eis que vem com as nuvens – “Assim como nosso Senhor Jesus Cristo é o personagem central do Apocalipse, a segunda vinda de Cristo em glória e majestade é o acontecimento mais importante deste livro profético. Cada cena do estremecedor drama profético do Apocalipse aponta para o retorno de Jesus. É a culminação do grande conflito entre o bem e o mal, e o momento em que Satanás será acorrentado e finalmente destruído. …

“Muito se admiram quando ouvem que Jesus voltará. Essa verdade, porém, está expressa no Pai Nosso, quando oramos: ‘Pai nosso que estás nos Céus, santificado seja o Teu nome. Venha o Teu reino’. E no credo, onde, falando de Jesus, diz: ‘está assentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, de onde virá a julgar os vivos e os mortos.’ O Senhor mesmo deu Sua palavra de honra ao prometer: ‘Virei outra vez’. (Ver S. João 14:1-3). …

“O retorno de Cristo em glória e majestade é também ‘a bem-aventurada esperança’ de toda a Bíblia (Tito 2:13). O Novo testamento se refere a ela num versículo a cada onze, e Moody dizia que na Bíblia toda há umas 2.500 referências. Uma das impressionantes descrições está em Apocalipse 19:11-16.” – SRA/EP, p. 39.

“Nenhum tema tem maior destaque no Novo testamento do que a Segunda Vinda de Cristo. Um verso em cada 25 fere este tema.” O Apocalipse Revelado, p. 14.

Todo olho O verá – “Não há nada de secreto nos relâmpagos, figura usada por Jesus para dizer que virá em forma pública [Mateus 24:23-27]. Isto se harmoniza com o que foi profetizado no Salmo 50:3-6, que diz: ‘Vem o nosso Deus e não guarda silêncio; perante Ele arde um fogo devorador, ao Seu redor esbraveja grande tormenta. Intima os céus lá em cima, e a terra para julgar o seu povo…’ A mesma realidade reflete Jeremias 25:30-35 onde diz: ‘O Senhor lá do alto rugirá, e da Sua santa morada fará ouvir a Sua voz… Chegará o estrondo até à extremidade da terra, porque o Senhor tem contenda com as nações…’ Em I Tessalonicenses 4:16, S. Paulo declara que ‘o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus,…’ Não há nada de secreto nem silencioso no mais espetacular acontecimento que este planeta verá: o retorno de Jesus. .” – SRA/EP, p. 40.

Os que O traspassaram – “Jesus assegurou a Caifás e aos membros do Sinédrio que eles ressuscitariam dentre os mortos para contemplar a Sua volta nas nuvens (Mat. 26:63 e 64). Todos os que tomaram parte em Seu injusto julgamento e crucifixão irão ressuscitar e testemunhar esse evento glorioso.”

“Abrem-se sepulturas, ‘e muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno’ Daniel 12:2. Todos os que morreram na fé da mensagem do terceiro anjo saem do túmulo glorificados, para ouvirem o concerto de paz, estabelecido por Deus com os que guardaram a Sua lei. ‘Os mesmos que O traspassaram’ (Apocalipse 1:7), os que zombaram e escarneceram da agonia de Cristo, e os mais acérrimos inimigos de Sua verdade e povo, ressuscitam para contemplá-Lo em Sua glória, e ver a  honra conferida aos fiéis e obedientes.

“Os que escarneceram de Sua declaração de ser Ele o Filho de Deus, estão agora mudos. Ali está o altivo Herodes, que zombou de Seu título real, mandando os soldados mofadores coroa-Lo rei. Estão ali os mesmos homens que com mãos ímpias Lhe colocaram sobre o corpo o manto de púrpura, e sobre a fronte sagrada a coroa de espinhos, e na mão, que não opunha resistência, um simulacro de cetro, e diante dEle se curvaram em zombaria blasfema. Os homens que bateram e cuspiram no Príncipe da vida, agora se desviam de Seu penetrante olhar, procurando fugir da subjugante glória de Sua presença. Aqueles que introduziram os cravos através de Suas mãos e pés, o soldado que Lhe feriu o lado, contemplam esses sinais com terror e remorso. ” – O Grande Conflito, p. 637 e 643.

A volta de Jesus – “Em forma pessoal, Atos 1:11 ‘…porque estais olhando para as alturas? Esse mesmo Jesus que dentre vós foi assunto ao Céu, virá do modo como O vistes subir.’ (Outra passagem iluminadora é I Tessalonicenses 4:16). b. Em forma real. São Tomé tocou o corpo real (glorificado) de Jesus ressuscitado (São João 20:24-49). Jesus ressuscitado disse que tinha corpo, carne e ossos, e assim subiu ao Céu. (São Lucas 23:36-43, 50, 51). A Santa Bíblia também diz em Atos 1:11: ‘Esse mesmo Jesus que dentre vós foi assunto ao Céu, há de vir do modo como O vistes subir.’ C. Em forma visível. Apocalipse 1:7 ‘Eis que vem com as nuvens e todo olho O verá…’ Sim, será em forma visível.” – SRA/EP, p. 40.

“No dia de Sua vinda, a última grande trombeta é ouvida, e há um terrível estremecimento da terra e do Céu. A Terra inteira, das mais elevadas montanhas às mais profunda minas, ouvirá. Tudo será atravessado pelo fogo. A atmosfera contaminada será purificada pelo fogo. Tendo o fogo cumprido a sua missão, os mortos que foram depositados na sepultura sairão – alguns para a ressurreição da vida, para serem arrebatados para o encontro com o seu Senhor nos ares – e alguns para contemplarem a vinda dAquele que desprezarem e que agora reconhecem como sendo o juiz de toda a Terra.” – Ellen G. White, Olhando para o Alto, p. 255, citado em LES892, p. 168 .

Não haverá arrebatamento secreto – “Alguns estudiosos contemporâneos querem dizer que a Bíblia ensina que os fiéis serão levados ao Céu através de um ‘rapto secreto’ sete anos do aparecimento glorioso de Cristo. O único rapto mencionado nas Escrituras ocorre quando Cristo e Seus anjos chegam. I Tessalonicenses 4:14 não quer dizer que Deus trará os justos do Céu quando vier. Significa que Ele tirará os justos das sepulturas, exatamente como Jesus saiu do túmulo ao ressuscitar após a crucifixão. Os ‘mortos em Cristo’ ressuscitarão, ‘porquanto o Senhor mesmo, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus’ (verso 16). Os justos não vêm acompanhando a Cristo em Seu grande e público retorno. Eles ressuscitam para estar com Ele por toda a eternidade.” – LES963, lição 13, p. 2.

 

1:8 Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso.

Alfa e Ômega – “…inteireza e amplitude, e tem o  mesmo significado que ‘o princípio e o fim, o primeiro e o último’ (ver SDABC, vol. 7, p. 734).  Ao ser aplicado diversas vezes a Cristo, esse título enfatiza a inteireza e a amplitude da mensagem profética do Apocalipse.” – LES892, p.12.

 

1:9 Eu, João, irmão vosso e companheiro convosco na aflição, no reino, e na perseverança em Jesus, estava na ilha chamada Patmos por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus.

João, companheiro na aflição – “João sofreu por sua fé. Na última década do primeiro século A.D., João, o discípulo amado, pastoreou as igrejas da Ásia Menor, e sua sede ficava em Éfeso. Posteriormente ele foi preso, levado a Roma, julgado pelo imperador Domiciano e lançado num caldeirão de azeite fervente. Foi tirado ileso de lá e exilado para a ilha de Patmos. Escrevendo aproximadamente cem anos mais tarde, Tertuliano, presbítero de Cartago, afirmou o seguinte: ‘Já que, além disso, está perto da Itália, você tem Roma, da qual nos chega às mãos a própria autoridade [dos apóstolos] …, onde o apóstolo João foi primeiro lançado, ileso, em azeite fervente, e enviado de lá ao seu exílio na ilha.’ – ‘Prescrição contra Hereges’, XXXVI; Ante-Nicene Fathers, III, 260.” – LES892, p. 18.

“João escreveu o livro de Apocalipse na rochosa ilha de Patmos (Apocalipse 1:9), que fica no mar Egeu [entre a Turquia e a Grécia, para onde havia sido desterrado por ordem do imperador Domiciano. Por causa de sua fé, foi obrigado a trabalhar nas minas. Naqueles dias Patmos servia como prisão de máxima segurança. João escreveu sob circunstâncias difíceis e desanimadoras.” – SRA/EP, p. 13.

Nota do Compilador: João foi o único apóstolo que teve morte “natural”.

 

1:10 Eu fui arrebatado em espírito no dia do Senhor, e ouvi por detrás de mim uma grande voz, como de trombeta,

Dia do Senhor – “Foi no sábado que o Senhor da glória apareceu ao exilado apóstolo. O sábado era tão religiosamente observado por João em Patmos como quando estava pregando ao povo nas cidades e vilas da Judéia.”  – Atos dos Apóstolos, p. 581

“…Certamente guardareis meus sábados; porquanto isso é um sinal entre mim e vós nas vossas gerações.” Êxodo 31:13.

“Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus…” Êxodo 20:10.

“Se desviardes o teu pé do sábado e de fazer a tua vontade no Meu santo dia…” Isaías 58:13.

“Jesus é o Senhor do sábado.” S. Marcos 2:28.

“O primeiro dia da semana só foi chamado ‘dia do Senhor’ bem mais tarde. […] ‘Embora esta expressão [dia do Senhor] ocorra conclusivamente nos escritos dos ‘Pais da Igreja’ com o significado de domingo, a primeira evidência conclusiva desse uso só aparece na última parte do segundo século, na obra apócrifa Evangelho Segundo Pedro (9, 12 …), onde o dia da ressurreição de Cristo é chamado ‘o dia do Senhor’. Visto que este documento foi escrito pelo menos três quartos de século depois que João escreveu o Apocalipse, ele não pode ser apresentado como prova de que a expressão ‘dia do Senhor’, no tempo do apóstolo João, se aplica ao domingo.’ – SDABC, vol. 7, p. 735.” – LES892, p. 20.

“Centenas de versículos nas Sagradas Escrituras ordenam a santificação do sábado. Muitos cristãos que respeitam o domingo já quiseram ter a satisfação de ler em sua Bíblia alguma declaração que dissesse ‘santificarás o domingo’, porém não a encontraram. …

“Sendo que não existe um só versículo que ordene guardar o domingo como dia santo de repouso, torna-se evidente que este é guardado exclusivamente por tradição, ao passo que centenas de versículos mandam observar o sábado. O decreto mais antigo, obrigando a guardar o domingo é pagão. Foi assinado por Constantino do dia de 7 de março do ano 321. …

“Os pagãos contemporâneos de São João tinham o ‘dia do senhor deus o Sol’ (o domingo). Porém os cristãos não adoravam o Sol, nem tão pouco o imperador. (Ex.: I Coríntios 8:5,6). Por isso é que São João foi exilado para a ilha de Patmos, sofrendo perseguição religiosa (Apocalipse 1:9). Esta é uma poderosa evidência de que São João não concordaria em render homenagem ao Sol nem observaria um dia de culto pagão. Para os cristãos o dia do Senhor é aquele que Jesus proclamou como Seu dia.” – SRA/EP, p. 63 a 65.

Ver Apêndice: “O Dia de Repouso no Novo Testamento.”

 

1:11 que dizia: O que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas: a Éfeso, a Esmirna, a Pérgamo, a Tiatira, a Sardes, a Filadélfia e a Laodicéia.

Sete igrejas – “Sabemos que as sete igrejas eram congregações literais na província romana da Ásia: ‘A ordem em que as igrejas são mencionadas aqui, bem como nos capítulos 2 e 3, representa a seqüência geográfica em que o mensageiro que levasse uma carta de Patmos chegaria a essas sete cidades na província da Ásia.’ – SDABC, vol. 7, p. 737, citado em LES892, p. 20.

“A profecia das sete igrejas pode ser aplicada de três maneiras:

A aplicação local considera as mensagens como sendo dirigidas às igrejas literais na Ásia Menor.

A aplicação histórica encara as mensagens como especialmente aplicáveis a sete períodos na história da Igreja. ‘Os nomes das sete igrejas são símbolos da Igreja em diferentes períodos da era cristã.  O número sete indica plenitude e simboliza o fato de que as mensagens se estendem até o fim do tempo, enquanto os símbolos usados revelam o estado da Igreja nos diversos períodos da história do mundo.’ – Atos dos Apóstolos, p. 585.” – LES892, p. 20

“A mensagem à Igreja de Laodicéia tem especial aplicação à Igreja nos últimos dias. A Igreja de Laodicéia era muito semelhante à Igreja contemporânea.” LES892, p. 44.

A aplicação espiritual considera todas as sete mensagens como conselhos espirituais para a Igreja em qualquer tempo. Ellen G. White aplica todas as sete mensagens a nós hoje em dia.” – LES892, p. 20.

“O fato de que o número total é sete denota que todas elas juntas representam a totalidade do conjunto de crentes no passado e no presente.” – LES892, P. 29.

“… as sete igrejas do Apocalipse não somente representam o desenvolvimento histórico da Igreja, mas também todo o conjunto de crentes em toda geração, desde o começo da Era Cristã até o fim do tempo. Todas as sete mensagens se aplicavam à Igreja Cristã universal do primeiro século, e todas as mensagens se aplicavam à igreja mundial hoje em dia.

Alguns cristão, hoje em dia, perderam o seu primeiro amor (Éfeso). Alguns enfrentam intolerância e perseguição (Esmirna). Alguns estão tolerando o erro e a apostasia (Pérgamo). Alguns estão cometendo imoralidade espiritual ao ficarem fascinados com o sistema religioso simbolizado por ´Jezabel´ (Tiatira). Alguns perderam aquela fé viva que atua pelo amor (Sardes). Alguns estão labutando fielmente para Cristo e confiando ao mesmo tempo no Seu ministério mediador e judicial (Filadélfia). Alguns estão espiritualmente mornos, satisfeitos consigo mesmos e inconscientes de que são ‘infelizes, miseráveis, pobres, cegos e nus’ (Laodicéia). Precisamos encarar com seriedade todas as sete mensagens no tempo presente.”  – LES892, p. 44.

“Cada mensagem se aplica a nós.” – LES892, p. 30.

 

Igreja Período histórico Significação Apresentação de Cristo Elogio(s) Repreensão Recompensa do vencedor
ÉFESO 1º século A.D. Igreja impassível. Segura as 7 estrelas e anda no meio dos 7 candelabros. Perseverança; boas obras. Pôs à prova os falsos mestres. Abandono do primeiro amor. Alimentar-se da árvore da vida.
ESMIRNA 100 A.D. a 313 A.D. Igreja perseguida. O primeiro e o último. Esteve morto e tornou a viver. Rica no sentido espiritual. Nenhuma! Não sofrer o dano da segunda morte.
PÉRGAMO 313 A.D. a 538 A.D. Igreja popular. Tem a espada afiada de dois gumes. “Conservas o Meu nome, e não negaste a Minha fé”. Aceitação de falsas doutrinas. Comer do maná escondido. Pedrinha branca com nome novo.
TIATIRA Idade Média até a Reforma.. Igreja que transige. O Filho de Deus. Olhos como chama de fogo. Amor, serviço, fé, perseverança, obras numerosas. Tolerava Jezabel. Autoridade sobre as nações; receber a estrela da manhã.
SARDES Pós-Reforma. Igreja morta. Tem os 7 Espíritos de Deus e as 7 estrelas. Alguns não contaminaram as suas vestiduras. Os membros têm nome de estarem vivos; mas estão mortos. Vestido de vestiduras brancas; nome não apagado do livro da vida.
FILADÉLFIA Grande Avivamento. Igreja missionária. O Santo. O Verdadeiro; Tem a chave de Davi. “Guardaste a Minha palavra, e não  negaste o meu nome. Nenhuma! Será coluna no templo de Deus; Nome de Deus escrito nele.
LAODICÉIA Atualidade. Igreja morna. O Amém, a Testemunha Fiel e Verdadeira. Nenhum! Morna;  acha que não precisa de coisa alguma. Sentar-se com Cristo no Seu trono.

 

Diagrama com os pontos principais das igrejas do Apocalipse – cf. LES892, p. 30, 31 e 44.

 

1:12 E voltei-me para ver quem falava comigo. E, ao voltar-me, vi sete candeeiros de ouro,

Sete castiçais/candeeiros – “…os sete castiçais […] são as sete igrejas.” Apoc. 1:20.

“Os candeeiros representam a Igreja de Cristo ao redor do mundo.” – LES892, p. 25

“Em Apocalipse 1:11-12, Jesus aparece entre os 7 candeeiros. … Apoc. 1:20 oferece-nos a chave: Os 7 candeeiros são as 7 igrejas. … estas representam 7 períodos do povo de Deus. Esta visão nos revela o enternecedor cuidado de Jesus por Seus filhos em seu jornadear entre Sua congregação através dos tempos.

“Ao analisarmos as mensagens  das 7 igrejas, descobrimos que ali aparecem 7 descrições de Jesus, as quais salientam diversos aspectos de Sua incomparável pessoa e que, em conjunto, dão-nos uma visão magnífica de Cristo. .” – SRA/EP, p. 19

“Os sete suportes verticais de ouro, para lâmpadas, são rememorativos do candelabro com sete ramificações no lugar santo do santuário terrestre. O simbolismo é um pouco diferente no Apocalipse, porque Cristo não podia ser representado andando no meio de um só candelabro com sete hastes ou braços. Mas a comparação de Zacarias 4 com Apocalipse 1 revela que o significado é o mesmo. Os candelabros representam o povo de Deus, o azeite (a espada em Apoc 1:16) representa o Espírito Santo, que flui do coração de Cristo para os corações de Seu povo. (Ver Zac. 4:6; Efés. 6:17.) A luz do Seu amor e verdade brilha para o mundo por meio de Seu povo. (Ver S. João 8:12; S. Mat. 5:14.).” – LES892, p. 21.

Voltei-me … falava … vi – “Ao ler Apocalipse, notamos que Deus estava mostrando incidentes e fatos que o Seu servo via com os seus olhos e ouvia com seus ouvidos. Portanto, João, ao informar as visões, diz: ‘Eu vi’, ou ‘olhei’ e ‘ouvi’, ou algo semelhante, pelo menos 73 vezes. Em Apocalipse, Deus está apresentando acontecimentos, nações, movimentos religiosos e organizações em mensagens como em filmes com imagens e palavras. Diríamos hoje que Deus revelou o Apocalipse por meio de impressões audiovisuais. .” – SRA/EP, p. 15.

 

1:13 e no meio dos candeeiros um semelhante a filho de homem, vestido de uma roupa talar, e cingido à altura do peito com um cinto de ouro;

Manto (vestes talares) – “…longo manto azul usado pelo sumo sacerdote israelita em seu ministério diário no Lugar Santo. (Ver Êxo. 28:4 e 31; 29:5; 39:22).” – LES892, p. 22

Cinto de ouro – “O peito do sumo sacerdote israelita era coberto pela estola sacerdotal, pelo cinto de ouro dessa estola e pelo peitoral…(Ver Êxo. 28:6-8 e 15.) – LES892, p. 22.

Filho do homem – “João viu a Cristo, nosso sumo sacerdote. Utilizando expressões figuradas do Antigo Testamento, João retrata a natureza sumo-sacerdotal da obra de Cristo no santuário celestial. Sua visão de Cristo tem notáveis semelhanças com as visões de Cristo em Daniel 7 e 10. […] Como Sumo-Sacerdote celestial, Ele tem autoridade para perdoar-lhe os pecados (I S. João 2:1). Purifica-o de todo pecado (Heb. 9:11-14) e aplica-lhe os méritos de Seu sacrifício (Heb. 8:1-3). Intercede constantemente por você (Heb. 7:25).” – LES892, p. 22.

Jesus andando no meio dos castiçais – “Conquanto seja sumo sacerdote e mediador no santuário celestial, é apresentado andando de um para outro lado entre as Suas igrejas terrestres. Com infatigável desvelo e ininterrupta vigilância, observa para ver se a luz de qualquer de Suas sentinelas está bruxuleando ou se extinguindo.” – Atos dos Apóstolos, p. 585 e 586.

 

1:14 e a sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve; e os seus olhos como chama de fogo;

 

1:15 e os seus pés, semelhantes a latão reluzente que fora refinado numa fornalha; e a sua voz como a voz de muitas águas.

 

1:16 Tinha ele na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois gumes; e o seu rosto era como o sol, quando resplandece na sua força.

 

Sete estrelas – “…as [sete] estrelas são os anjos das sete igrejas,…” – Apoc. 1:20.  “Que representam as sete estrelas? Os dirigentes da Igreja.” – LES892, p. 26. “No Novo Testamento, a palavra grega para ‘anjo’ às vezes se refere a mensageiros humanos. Em S. Mateus 11:10; S. Lucas 7:24; 9:52 e S. Tiago 2:25 ela foi traduzida dessa maneira.” – LES892, p. 25.

Ver também comentário sobre Apoc. 2:1.

Espada de dois fios – “O azeite (a espada do verso 16) representa o Espírito Santo, que flui do coração de Cristo para os corações de seu povo.” – LES892, p.21.

“A espada simboliza o Espírito Santo (Efés. 6:17; comparar com Heb. 4:12). O Espírito usa a Palavra de Deus para trazer vitalidade espiritual aos que confiam em Jesus. Jesus promete amparar-nos com Seu Espírito e Palavra. Esta promessa se encontra em muitas partes da Bíblia. (Ver Isa. 26:3; Sal. 55:22.) Quando o Senhor põe em nós o Seu Espírito somos habilitados a andar em Seus caminhos e guardar Seus mandamentos (Ezeq.. 36:27). Os membros da Igreja remanescente guardam os mandamentos de Deus porque estão constantemente recebendo de Jesus a dádiva do Espírito Santo. (Ver Apoc. 12:17.) Enquanto permitirmos que Jesus reine em nosso coração pelo Espírito Santo, Satanás não terá poder sobre nós. (Ver I Cor. 10:13.)” – LES892, p. 25

Rosto como o sol – majestade de Jesus – “No Apocalipse, Cristo não aparece como fraco nem indefeso, nem como o incompreendido. É a revelação de Jesus Cristo como majestoso Rei dos reis que, com Seu poder, abre o caminho e as portas da salvação e nos coloca diante da própria presença de Deus, o Pai.

“Nos três primeiros Evangelhos, faz-se menção 25 vezes de que Jesus falava com autoridade; com poder. Os últimos três versículos do Evangelho Segundo São Mateus dizem que o Cristo ressuscitado apresentou-se como tendo ‘todo poder no Céu e na Terra’. E esta é justamente a gloriosa realidade de Jesus, que o Apocalipse nos revela: Ele é o centro; o Alfa e o Ômega; o primeiro e o último; o que venceu a Satanás nos Céus, venceu-o na cruz e o destruirá no final do grande conflito entre o bem e o mal; o que venceu a morte e vive pelos séculos dos séculos. Jesus é o eterno Todo-poderoso.

“Tem-se dito, muitas vezes, que o poder corrompe os governantes. Deve-se isto, sem dúvida, às motivações não santificadas do coração humano. Com Cristo, porém, não acontece o mesmo, por causa de Seus motivos santificados, e o Apocalipse revela isto.” – SRA/EP, p. 20;

 

1:17 Quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último.

 O primeiro e o último “Assim como o Pai, Jesus tem existência eterna. […] Os mesmos característicos divinos possuídos pelo Pai são partilhados pelo Filho. João foi confortado pela certeza de que o Ser que lhe apareceu não era outro senão o eterno Filho de Deus, o qual, como o “EU SOU” do Antigo Testamento, guiara e instruíra o Seu povo. (Ver Êxodo 3:14.).” – LES892, p. 23 e 24.

 

1:18 Eu sou o que vivo; fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre! e tenho as chaves da morte e do inferno.

Tenho as chaves da morte e do inferno – “A ressurreição espiritual e a ressurreição literal são possíveis em virtude da morte e ressurreição de Cristo. Jesus retém ‘as chaves do reino dos Céus’, mas Ele as partilha conosco. É aquele que ressuscita os que estão espiritualmente mortos, e tirará finalmente os justos mortos da sepultura. Sua graça também nos habilitará a revelar Seu amor a outros, para que, pelo nosso testemunho, sejam levados a desfrutar as bênçãos do reinos da graça e, por fim, o reino da glória.” – LES892, P. 24.

“A ressurreição de Cristo demonstra que Ele tem poder sobre a vida e a morte (Apocalipse 2:8) e nos dá garantia do Seu poder para salvar (São João 10:17).” – SRA/EP, p. 23

“Ao cortar os inúmeros laços emotivos (conscientes e inconscientes) de nosso relacionamentos, a morte produz um vazio e uma sensação de carência difíceis de serem igualados. A morte é a última e maior frustração humana…

“A morte inocente e a ressurreição de Cristo resolvem o problema da morte do pecador. ‘Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna’ (São João 3:16).” – SRA/EP, p. 67

Inferno – “A sepultura” – LES892, p. 87.

 

1:19 Escreve, pois, as coisas que tens visto, e as que são, e as que depois destas hão de suceder.

Coisas que são e as que hão de suceder – “Jesus disse a João que lhe estavam sendo reveladas as coisas que são e ‘as que depois destas hão de vir’ (Apoc. 1:19); mostra que começariam no tempo de João e se desenvolveriam progressivamente. Até quando? A revelação chega até a 2ª vinda de Cristo. Ex.: Apoc. 1:7. Os fato de os outros períodos proféticos de 7 do Apocalipse (por exemplo: os 7 selos, as 7 trombetas) culminarem com a Segunda Vinda de Cristo fortalece a interpretação de que as 7 igrejas são etapas sucessivas que começam com a época dos apóstolos e terminam com a Segunda Vinda de Cristo. O cumprimento histórico dos símbolos confirmaria esta interpretação.

“Como interpretar as datas? As 7 igrejas não são etapas proféticas cronológicas com datas exatas, como ocorre com as 70 semanas e os 2.300 dias; por isso, poderia haver alguma elasticidade para dizer quando acaba um período e começa outro. Alguém disse que assim como é difícil dizer quando terminou a noite e começou o dia e, contudo, são dois períodos diferentes. As fases das 7 igrejas são perfeitamente identificáveis, apesar de poder existir alguma flexibilidade de datas.” – SRA/EP, p. 34.

“A maioria dos livros do Novo Testamento são cartas que foram escritas pelos santos apóstolos a várias congregações, e que o cristianismo aceita como Palavra autorizada de Deus para nossa época. Mas existe algo que faz do Apocalipse um livro sagrado realmente singular. É a revelação de Jesus Cristo, expressa em cartas enviadas a sete igrejas situadas na Ásia com instruções para elas e com mensagens proféticas aplicadas a sete períodos específicos da história da igreja.

“Ao mesmo tempo contêm mensagens universais que produzem a edificação espiritual do crente.” – SRA/EP, p. 33.

 

1:20 Eis o mistério das sete estrelas, que viste na minha destra, e dos sete candeeiros de ouro: as estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete candeeiros são as sete igrejas.

Sete estrelas – Ver comentários sobre Apoc. 1:16 e 2:1.

 

Referências abreviadas:

LES892 – Battistone, Joseph J. – Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

LES963 – Gulley, Norman R. – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1996, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

SRA/EP – Belvedere, Daniel – Seminário As Revelações do Apocalipse, Edição do Professor, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987.

 

 




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