Reavivados por Sua Palavra


MALAQUIAS 3 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
27 de abril de 2021, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Eis que Eu envio o Meu mensageiro, que preparará o caminho diante de Mim; de repente, virá ao Seu templo o Senhor, a quem vós buscais, o Anjo da Aliança, a quem vós desejais; eis que Ele vem, diz o Senhor dos Exércitos” (v.1).

De todas as promessas feitas pelo Senhor ao Seu povo Israel, certamente, a chegada do Messias era a mais aguardada. Na verdade, desde o Gênesis, os filhos de Deus aguardavam o Descendente da mulher que esmagaria a cabeça da serpente (Gn.3:15) e viria para estabelecer o Seu reino de justiça (Jd.14). Contudo, o conceito de Deus como o Senhor dos Exércitos, “poderoso nas batalhas” (Sl.24:8) foi confundido com a figura de um grande guerreiro que destruiria as nações da Terra conservando somente Israel como povo salvo. Esta ideia tornou-se bastante difundida e consistente, de forma que “o Anjo da Aliança” (v.1) que diziam tanto buscar e desejar foi desprezado e considerado por muitos como um blasfemo e herege.

Porque era tão importante que a última mensagem profética fosse dirigida, em parte, de uma forma particular, aos líderes espirituais da nação? Porque eles eram os formadores de opinião e mestres da Lei do Senhor. Tudo o que o povo, inclusive as crianças aprendiam, era resultado da interpretação dada pelos rabinos da época. Se eles ensinavam que o Messias viria como um líder militar liderando Israel contra o império romano, os meninos já cresciam com essa expectativa. Com o passar dos anos, o sentimento de vingança contra aqueles que os oprimiam tornou-se mais intenso do que o desejo de ver o Messias. De forma que não puderam reconhecer no amoroso Carpinteiro de Nazaré o seu Libertador, Aquele que veio libertar o mundo do jugo do pecado.

No tempo de Sua primeira visitação, o Senhor tornou “o deserto em açudes de águas e a terra seca, em mananciais” (Is.41:18), através de João Batista, o mensageiro que preparou o caminho diante de Cristo e que soube reconhecê-Lo imediatamente quando O viu: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo.1:29). Notem que o livro de Malaquias é repleto de questionamentos por parte de Israel, como quem tenta se justificar diante de Deus: “Em que desprezamos nós o Teu nome? (1:6); Em que Te havemos profanado? (1:7); Em que O enfadamos?” (2:17). E o capítulo de hoje apresenta o questionamento, creio eu, mais conhecido deste livro: “Em que Te roubamos?” (v.8). Não é interessante o último livro do Antigo Testamento, do último profeta antes do Messias, falar sobre dízimos e ofertas?

Na verdade, o livro de Malaquias fala sobre a fidelidade cristã como uma característica essencial na vida daqueles que servem a Deus, diferenciando-os dos perversos: “Então, vereis outra vez a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não O serve” (v.18). E de todas as maneiras em que essa diferença pode ser vista, certamente o uso de nossos recursos e se eles são devolvidos ao Senhor como as primícias de nossa renda, revelam onde está o nosso coração. A devolução dos dízimos e das ofertas é também um símbolo do plano da redenção. Podemos comparar o dízimo ao esforço humano aliado ao poder divino. A oferta voluntária representa a maior das ofertas já realizadas: a morte de Jesus na cruz. E assim como dízimos e ofertas devem andar juntos, jamais seríamos salvos se Jesus não tivesse Se dado como oferta por nós.

Portanto, a nossa fidelidade financeira não se trata apenas de uma “ajuda” para a pregação do evangelho. Até porque Deus é o dono do ouro e da prata, lembram (Ag.2:8)? Mas é o meio divino mais eficaz de nos livrar da “raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores” (1Tm.6:10). A nossa fidelidade matrimonial, financeira ou em qualquer aspecto da vida, no entanto, não deve jamais ser a causa, mas a consequência da salvação. Deve ser uma oferta “agradável ao Senhor” (v.4); as “justas ofertas” (v.3) de um coração purificado como a prata e refinado como o ouro (v.3).

Assim como João Batista veio em cumprimento do que a seu respeito estava escrito (Mt.11:10), nós fomos chamados para semelhante missão: “É necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis” (Ap.10:11). “Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a Terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap.14:6). Amados, uma vida fiel nunca pode ser o resultado do esforço humano, por mais bem intencionado que seja. Se este não estiver aliado ao poder divino e à maravilhosa graça de Cristo, podemos até dar “o dízimo da hortelã, do endro e do cominho”, mas negligenciaremos “os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas coisas sem omitir aquelas!” (Mt.23:23). Se perseverarmos em olhar para Jesus a cada dia, o Espírito Santo imprimirá o Seu fiel caráter em nós e seremos para Ele o Seu “particular tesouro” (v.17). Vigiemos e oremos!

Bom dia, particular tesouro do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Malaquias3 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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Comentário por Jairo Castello

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Comentário por Jeferson Quimelli




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