Reavivados por Sua Palavra


ZACARIAS 10 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
20 de abril de 2021, 0:45
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“Pedi ao Senhor chuva no tempo das chuvas serôdias, ao Senhor, que faz as nuvens de chuva, dá aos homens aguaceiro e a cada um, erva no campo” (v.1).

Em Seu infinito amor, Deus criou o mundo em perfeita harmonia. Tudo na criação seguia as leis instituídas para o seu pleno funcionamento e desenvolvimento. Com a entrada do pecado, porém, iniciou-se um processo de desequilíbrio e gradual destruição. A começar pela corrupção do coração humano, houve uma resposta sequencial da natureza, que passou a revelar traços do mal que fizeram nossos primeiros pais chorar. A queda das folhas secas, a selvageria entre os animais e o murchar das flores foram os primeiros indícios de que até as coisas inanimadas estavam destituídas da glória que outrora fazia do mundo recém-criado uma tela sem defeitos do Soberano artista.

A cada centenário, Adão contemplava o envelhecimento da Terra e, como ninguém, sofria pelo contraste com o lugar de onde fora expulso com sua mulher. Então, chegou a geração de Noé, tão degradada em princípios e tão destituída de valores, que lançou sobre o mundo todo uma maldição sem precedentes, necessitando de uma intervenção divina. A Terra antes regada somente pelo orvalho foi completamente inundada e devastada pela força das águas do firmamento e das profundidades. A partir daí, os elementos do planeta deixaram de funcionar como no princípio e passaram a necessitar de algo mais, como as chuvas, a fim de manter a vida.

Como no princípio Deus deixou a natureza como uma evidência de “Seu eterno poder, como também [da] Sua própria divindade” (Rm.1:20), assim também os fenômenos naturais têm sido usados como símbolos de Suas fiéis promessas, da aliança dEle com o Seu povo (Gn.9:13), bem como formas de revelar à humanidade provas inequívocas de Seu controle sobre tais manifestações da natureza (1Rs.18:45; Mt.8:26). A chuva temporã e a chuva serôdia são eventos imprescindíveis para que haja o crescimento da planta e uma boa colheita. Através da analogia com o tempo das chuvas serôdias, o profeta anunciou que estava próximo o tempo da colheita. Não a colheita dos frutos da terra, e sim aquela espiritual de um povo que passaria “o mar de angústia” (v.11), mas que seria fortalecido e amparado pelo seu Deus.

A aliança do Senhor apresentada primeira vez a Adão e Eva (Gn.3:15), reafirmada em Noé (Gn.9:12), replicada a Abraão (Gn.17:7) e confirmada em Israel (Gn.28:14), foi cumprida em Jesus Cristo (Jo.19:30), “a pedra angular” (v.4), o Senhor da aliança eterna. Desde a Sua ascensão aos Céus, Ele não nos deixou sem auxílio à mercê das dificuldades deste mundo, mas Sua obra precedeu a obra do Consolador, “o Espírito da verdade” (Jo.15:26). Comparada à chuva, a vinda do Espírito Santo começou a derramar suas primeiras gotas na igreja cristã primitiva e está aumentando de intensidade nesses últimos dias, quando se aproxima o “tempo das chuvas serôdias” (v.1), quando o trigo precioso será colhido para os depósitos celestiais e o joio lançado “na lama das ruas” (v.5).

Está chegando o tempo, amados, e ouso afirmar que já começamos a vislumbrar suas primeiras evidências, em que o aguaceiro da chuva do Espírito será derramado sobre “cada um” (v.1) que por ele aguardava e clamava. Tempo em que “o Senhor dos Exércitos tomará a Seu cuidado o rebanho” (v.3), e fará dele “o Seu cavalo de glória na batalha” (v.3). Tempo das mais severas lutas, mas das mais poderosas vitórias, “porque o Senhor está com eles” (v.5). Tempo que dos “lugares remotos” (v.9) da Terra, Deus unirá aqueles que espalhou “por entre os povos” (v.9) em uma só fé, um só coração, a fim de reuni-los na celebração final.

Estamos vivenciando o cumprimento profético em que “os ídolos do lar falam coisas vãs” e mesmo os considerados mais sábios “oferecem consolações vazias”, deixando “o povo como ovelhas, aflito, porque não há pastor” (v.2). Necessitamos retornar ao Éden, e contemplar nos indícios da criação a poderosa e fiel promessa do breve retorno de Jesus. Somente pelo poder do Espírito viveremos aqui como peregrinos que “manifestam estar procurando uma pátria […] uma pátria superior, isto é, celestial” (Hb.11:14, 16). Quando o planeta ainda era uma criança, Enoque já vislumbrava e ansiava a nossa bendita esperança: “Eis que veio o Senhor entre Suas santas miríades” (Jd.14). Clamemos pelo Espírito Santo como chuva serôdia! Só assim, plenos do poder do alto, a aliança eterna nos alcançará, e a nossos filhos, fazendo-os se alegrar e se regozijar ao ver o Senhor retornar “com poder e muita glória” (Mt.24:30).

Entregue-se, agora, aos cuidados do Consolador que faz cair a Sua última chuva, e, ao raiar da manhã gloriosa, “a vossa tristeza se converterá em alegria […] o vosso coração se alegrará, e a vossa alegria ninguém poderá tirar” (Jo.16:20, 22). Pois o conhecimento da verdade redundará em alegria eterna. “Quem sai andando e chorando, enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes” (Sl.126:6). Vigiemos e oremos!

Bom dia, criados para a eternidade!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Zacarias10 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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