Filed under: Sem categoria
DANIEL 3 – Percepção espiritual e equilíbrio religioso são fundamentais à vitória em qualquer situação. Pessoas desprovidas de percepção não enxergam o perigo ou não distinguem o certo do errado. E, sem equilíbrio religioso, crentes tornam-se apáticos ou fanáticos.
Quase todo o povo de Deus estava exilado na Babilônia. Todos foram convocados para celebrar civil e religiosamente a megalomaníaca Babilônia. Exilados e livres de todos os lados compareceram na festa comemorativa.
A estátua era uma adulteração do sonho dado por Deus a Nabucodonosor, extrapolação da interpretação concedida através do jovem Daniel, em atendimento à oração por auxílio à vida de Daniel e seus amigos. No sonho, só a cabeça de ouro representava Babilônia; porém, a estátua fora feita inteiramente de ouro, além de não sugerir a pedra do sonho.
Adorar a estátua implicava reconhecer a eternidade de Babilônia e seus deuses, compactuar com a perversão dos planos divinos e ignorar a esperança do reino de Deus. Quase todos os judeus condescenderam e sacrificaram sua religião; somente três jovens permaneceram firmes em face da ameaça de serem queimados vivos na fornalha ardente.
Reflita: Por que Sadraque, Mesaque e Abde-Nego não cederam à pressão da massa ou à má influência do povo de Deus? Eles corriam perigo e poderiam, até, justificar sua atitude! Afinal, sem eles quem estaria na corte pagã brilhando nas trevas do pecado?
Qual segredo da firmeza deles?
• Percepção espiritual;
• Equilíbrio religioso.
Eles ganharam isso pela…
• …Consagração do corpo a Deus (Daniel 1);
• …Comunhão perseverante (Daniel 2).
Provavelmente sabiam que “o apetite pervertido faz com que o cérebro enfraqueça, de modo que os homens não possam pensar com argúcia e clareza, nem idear planos que levem ao êxito as coisas temporais; e muito menos poderão pôr um intelecto culto em suas transações religiosas. São incapazes de distinguir as coisas sagradas e eternas das que são comuns e temporais” (Ellen G. White).
Adoração adulterada. Decreto de morte. Idolatria. Rejeição aos princípios divinos. União do poder político com o religioso… – os ingredientes de Daniel 3 estão presentes em Apocalipse 13. Inclusive a promessa de Isaías 43:2 vista na vida dos três hebreus se cumprirá em Apocalipse 13.
Apenas quem tiver percepção espiritual e equilíbrio religioso não cederá à pressão do poder que intentará destruir aos fieis antes do advento de Cristo. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
Filed under: Sem categoria
TEXTO BÍBLICO DANIEL 2 – Primeiro leia a Bíblia
DANIEL 2 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
DANIEL 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
COM. VÍDEO PR ADOLFO SUÁREZ(link externo)
COM. VÍDEO PR VALDECI JÚNIOR (link externo)
COM. VÍDEO PR EVANDRO FÁVERO(link externo)
COM. VÍDEO PR WEVERTON CASTRO E EQUIPE (link externo)
COM. VÍDEO PR RONALDO DE OLIVEIRA (link externo)
COM. VÍDEO PR MICHELSON BORGES (link externo)
Filed under: Sem categoria
Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/dn/2
Como um dos conselheiros e sábios do rei, Daniel e seus amigos enfrentariam uma terrível execução se não conseguissem contar a Nabucodonosor não apenas o que ele sonhou, mas também sua interpretação. Nessa emergência, como era seu costume, Daniel buscou a Deus em oração. Considere como Deus respondeu a essa oração além do que Daniel poderia ter pedido ou imaginado:
1. Daniel foi capaz de dar ao rei a resposta à sua pergunta, revelando o presente e o futuro tanto ao rei Nabucodonosor, como para futuros leitores.
2. A intervenção de Deus salvou a vida de Daniel e seus amigos, assim como do restante dos conselheiros do rei.
3. A resposta de Daniel demonstrou aos caldeus e a Nabucodonosor que Deus sabe tudo – passado, presente e futuro.
4. A verdade da palavra de Deus expôs a todo o reino que os adivinhos e feiticeiros eram falsos e enganadores.
Hoje, nossa confiança não deve estar em políticos, falsos profetas ou governos terrenos, mas no Rei Jesus – Rei dos reis e Senhor dos senhores para sempre! Os reinos terrestres passarão. Presidentes de nações virão e irão. Nossas esperanças devem se concentrar, não em um governo governado por um partido político, mas na Nova Jerusalém, nosso verdadeiro lar.
Cindy Tutsch
Editora do blog, RevivalandReformation.org
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1098
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
Filed under: Sem categoria
2017 palavras
1 sonho. Os antigos consideravam os sonhos com temor, tratavam-nos como revelações de suas divindades, e buscavam descobrir sua verdadeira interpretação. … Deus se aproximou do rei Nabucodonosor por meio de um sonho porque, evidentemente, esse era o meio mais eficaz de impressionar a mente dele com a importância da mensagem transmitida, ganhar a confiança e assegurar a cooperação dele. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 843, 844.
2 feiticeiros. A lei mosaica ordenava pena de morte sobre os que praticavam magia negra (Lv 20:27; cf. 1Sm 28:9). CBASD, vol. 4, p. 844.
4 aramaico. Do heb ‘aramith. A família real e a classe governante do império eram caldeus do sul da mesopotâmia e falavam aramaico. Portanto, não é de se surpreender que os cortesãos do rei falassem com ele em aramaico e não em babilônico, a língua da população nativa da Babilônia. CBASD, vol. 4, p. 844.
Como os astrólogos tinham diferentes antecedentes, comunicaram-se em aramaico, idioma que todos entendiam. Daqui ao fim do cap. 7, a narrativa inteira está escrita em aramaico. Esses seis capítulos tratam de questões de importância para as nações gentílicas do Oriente Médio, tendo sido escritas em idioma que todas elas conseguiam entender. Os cinco últimos capítulos (8-12), no entanto, voltam ao hebraico, porque tratam de assuntos de interesse especial para o povo escolhido. Bíblia de Estudo NVI Vida.
5 uma coisa é certa. O sonho era tão importante para ele e seu império, que a única prova da exatidão das interpretações era consultar os sábios para verificar se estes poderiam contar primeiro os sonhos do rei. Bíblia Shedd.
O assunto me tem escapado (ACF). O sonho foi tirado do rei propositadamente, para que os sábios não lhe dessem uma falsa interpretação (ver FEC, 412). CBASD, vol. 4, p. 844.
despedaçados. Literalmente, “desmembrados”. Eles seriam cortados membro por membro (ver 2 Macabeus 1:16; Josefo, Antiquidades, xv.48). Tal crueldade era comum no mundo antigo. Os assírios e os babilônios eram famosos pela severidade e barbaridade com que tratavam seus ofensores. CBASD, vol. 4, p. 844.
13 buscaram a Daniel. O rei e os próprios sábios não chamaram Daniel e seus três amigos, assim como médicos especialistas, diante de uma enfermidade do rei, também não consultam colegas inexperientes e recém-formados. É infundada a suposição de que o treinamento de Daniel incluísse cursos sobre exorcismo e adivinhação. CBASD, vol. 4, p. 845, 846.
16 Foi Daniel ter com o rei. Visto que Daniel não tinha sido consultado previamente, o rei deve ter julgado justo dar-lhe uma oportunidade. E seu contato prévio com esse jovem judeu cativo [Dan 1:18-20], com certeza Nabucodonosor tinha ficado impressionado positivamente com a sinceridade de Daniel. A fidelidade prévia de Daniel nas pequenas coisas abriu as portas para as maiores. CBASD, vol. 4, p. 846.
18 para que pedissem misericórdia ao Deus do céu. Daniel e seus amigos podiam se aproximar de Deus com fé e confiança porque, até onde sabiam e podiam, eles viviam conforme sua vontade revelada (ver 1Jo 3:22). Tinham a consciência de estar onde Deus queria que estivessem e faziam a obra que o Céu desejava. Se na experiência anterior tivessem comprometido seus princípios e sucumbido às tentações que os rodeava na corte, não poderiam ter esperado uma intervenção divina tão direta nesta crise. A experiência deles contrastava-se com a do profeta de Judá que, por sua desobediência, perdeu a proteção divina (1Rs 13:11-32). CBASD, vol. 4, p. 846.
Daniel bendisse. Ao receber a revelação divina, a primeira atitude de Daniel foi louvar o Revelador de segredos, um exemplo digno para todos que recebem bênçãos do Senhor. CBASD, vol. 4, p. 846.
22 trevas. Aquilo que o ser humano é incapaz de ver … (ver Sl 139:12; 1Jo 1:5). CBASD, vol. 4, p. 847.
24 não mates os sábios. Os ímpios não sabem o quanto devem aos justos. Contudo, com frequência os ímpios ridicularizam e perseguem aqueles a quem deveriam agradecer pela preservação de sua vida. CBASD, vol. 4, p. 847.
25 achei. A posição de Arioque no palácio dependia do favor do rei, e por isso tomou todo o crédito para si mesmo. Bíblia Shedd.
27-30 Antes que Daniel dissesse mais qualquer coisa ao rei, ele deu créditos a Deus, explicando que ele não saberia o sonho pela sua própria sabedoria, mas somente porque Deus lho havia revelado. Quão facilmente nós recebemos créditos pelo que Deus faz por nós! Isto rouba a Deus a honra que somente a Ele pertence. Em vez disso, deveríamos ser como Daniel, e conduzir as pessoas a Deus para que lhe demos glória. Life Application Study Bible Kingsway.
33 barro. … vaso ou pedaço de barro, em vez do barro em si do qual se formam esses objetos. … “barro de oleiro” ou “cerâmica”. CBASD, vol. 4, p. 848.
38 tu és a cabeça. Nabucodonosor era a personificação do império neobabilônico. As conquistas militares e esplendor arquitetônico de Babilônia se deviam, em grande parte, a suas proezas. CBASD, vol. 4, p. 849.
De ouro. Usou-se ouro em abundância para embelezar Babilônia. Heródoto descreve com profusão de termos o resplendor de ouro nos vários templos sagrados da cidade. A imagem do seu deus, seu trono, a mesa e o altar eram feito de ouro… O profeta Jeremias compara Babilônia a uma taça de outro (Jr 51:7). Plínio diz que as vestes dos sacerdotes eram entrelaçadas com ouro. CBASD, vol. 4, p. 849.
39 Depois de ti, se levantará outro reino. O fato de que um reino viria após a cabeça de ouro de Nabucodonosor indica que a cabeça também representava um reino, que incluía Nabucodonosor (605-562 aC) e vários governantes neo-babilônicos menores que se seguiram a ele (562-539 aC). Andrews Study Bible.
Esse segundo reino da profecia é, às vezes, chamado de império medo-persa porque começou como uma coligação da Média e da Pérsia. Ele incluía o mais antigo império medo e as novas aquisições do conquistador persa, Ciro. … Em 553 ou 550 aC, Ciro, que tinha se tornado rei da Pérsia como vassalo do império medo, derrotou Astíages, da Média. Assim os outrora subordinados persas se tornaram o poder dominante no que havia sido o império medo. … Mas o antigo prestígio da Média refletiu-se na frase “medos e persas”, aplicada aos conquistadores de Babilônia nos dias de Daniel e mesmo depois (Et 1:19; etc.). … Anos antes, sob inspiração divina, o profeta Isaías descreveu a obra de Ciro (Is 45:1). CBASD, vol. 4, p. 850, 851.
O último rei do império persa foi Dario III (Codomano), que foi derrotado por Alexandre nas batalhas de Grânico (334 aC), Isso (333 aC) e Arbela ou Gaugamela (331. aC). CBASD, vol. 4, p. 851
Inferior ao teu. Esta inferioridade, representada pelo valor decrescente dos metais … poderia se referir à glória de sua capital (Babilônia é lendária), cultura, e especialmente, dignidade moral, à medida que os governantes humanos se tornaram progressivamente mais corruptos, arrogantes e rebeldes contra Deus. Andrews Study Bible.
Um terceiro reino. A palavra hebraica para Grécia é Yawan (Javã), que é o nome de um dos filhos de Jafé. … Quando se pensa na Grécia antiga visualiza-se principalmente a era áurea da civilização grega, sob a liderança de Atenas, no 5º século aC. Esse florescimento da cultura grega aconteceu após o período de maior esforço unido das cidades-estados autônomas: a exitosa defesa da Grécia contra a Pérsia por volta da época da rainha Ester … . [A denominação] “Grécia” (Dn 8:21) não se refere às cidades-estado autônomas da Grécia clássica, mas ao reino macedônico posterior que conquistou a Pérsia. A Macedônia, uma nação consanguínea situada ao norte da Grécia propriamente dita, conquistou as cidades gregas e as incorporou pela primeira vez a um estado forte e unificado. Alexandre, o Grande, depois de ter herdado de seu pai o recém expandido reino grecomacedônico, se pôs em marcha para estender o domínio macedônico e a cultura grega em direção ao Oriente, e venceu o império persa. CBASD, vol. 4, p. 851.
de bronze. Ver com. [CBASD] sobre 2Sm 8:8. Os soldados gregos se distinguiam por suas armaduras de bronze. Seus capacetes, escudos e machadinhas eram feitos de bronze. CBASD, vol. 4, p. 851, 852.
o qual terá domínio sobre toda a terra. O império de Alexandre foi conhecido por sua vasta extensão. Mas “toda a terra” não se refere à totalidade do planeta. Nem significa “o mundo conhecido de então”. … os impérios em Daniel 2 eram aqueles que controlavam a terra de Israel. Andrews Study Bible.
A história registra que o poder de Alexandre se estendeu sobre a Macedônia, Grécia e o império persa, incluiu o Egito e se expandiu pelo Oriente até a Índia. Foi o império mais extenso do mundo até aquela época. CBASD, vol. 4, p. 852.
40 quarto reino. Esta não é a etapa posterior quando o império de Alexandre se dividiu, mas o império seguinte [Roma], que conquistou o império macedônico. Daniel representa as monarquias helenísticas, as divisões do império de Alexandre, por meio dos quatro chifres do bode que simboliza a Grécia (Dn 8:22), não por um animal separado (comparar com as quatro cabeças do leopardo). … Desde então [após conquistar Cartago e dominar o mediterrâneo ocidental], Roma primeiro dominou e depois absorveu, um a pós outro, os três reinos que restaram dos sucessores de Alexandre (ver com. de Dn 7:6) e, assim, tornou-se o poder mundial seguinte, depois do império de Alexandre. Esse quarto império foi o que mais durou e o mais extenso dos quatro, sendo que, no 2º século da era cristã, estendia-se desde a Grã-Bretanha até o Eufrates. CBASD, vol. 4, p. 852.
será forte como o ferro. Entre 168 e 30 aC, Roma conquistou os reinados gregos nos quais o império de Alexandre foi dividido (comparar 8:8, 22). Roma foi o mais forte e o que durou mais dos reinos representados na estátua de Daniel. Andrews Study Bible.
Roma conquistou seu território pela força ou pelo medo que inspirava seu poder armado. CBASD, vol. 4, p. 852.
41 o reino será dividido. O imperador romano Constantino dividiu o império em duas partes: a ocidental e a oriental (326 dC). A parte ocidental [capital Roma] caiu perante os bárbaros e foi dividido nos vários países da Europa, diferentes em poder. A parte oriental do império romano continuou como Império Bizantino, conquistado pelos muçulmanos em 1453 dC. Andrews Study Bible.
Barro de lodo. No 5º século d.C., Roma tinha perdido sua força e tenacidade de ferro, e seus sucessores eram fracos, como a mistura de barro com ferro. CBASD, vol. 4, p. 853.
Haverá nele alguma coisa da firmeza do ferro. Esses reinos bárbaros diferiam grandemente em poder militar, como declara Edward Gibbon quando se refere às “poderosas monarquias dos francos e visigodos, e os reinos dependentes dos suevos e burgúndios”. CBASD, vol. 4, p. 853.
misturar-se-ão com semente humana (ARC). Muitos comentaristas aplicam isso aos matrimônios da realeza. …podem também se tratar de uma indicação geral de migrações de população, mas que mantém fortes vínculos com o nacionalismo. CBASD, vol. 4, p. 853.
não se ligarão. Tentativas de unir em um império as diferentes nações que surgiram do quarto poder fracassaram. Temporariamente, algumas partes se uniram, mas a união não se provou pacífica ou permanente. … No final, Satanás conseguirá uma união temporária de todas as nações (Ap 17:12-18; cf Ap 16:14; GC, 624), mas esta será breve, e num curto período os elementos que a compõem se votarão um contra o outro (GC, 656; PE, 290). CBASD, vol. 4, p. 853, 854.
44 subsistirá para sempre. Finalmente, a estabilidade e a imutabilidade virão quando o próprio Deus, no fim dos tempos, estabelecer Seu reino, que jamais será destruído (v. 44). CBASD, vol. 4, p. 843.
46 o rei … se inclinou. Do aramaico segad, palavra que normalmente parece indicar adoração verdadeira. … Segad é usado no cap. 3 para descrever a adoração à imagem de outro exigida pelo rei, mas recusada pelos hebreus. CBASD, vol. 4, p. 854.
oferta de manjares e suaves perfumes. Aparentemente o rei tentou tratar Daniel como se fosse divino (comparar At 14:11-18), embora louvasse o Deus de Daniel (v. 47). Andrews Study Bible.
47 vosso Deus é o Deus dos deuses. Nabucodonosor, que chamava seu principal deus, Marduque, de “senhor dos deuses”, reconhece que o Deus de Daniel é infinitamente superior a qualquer dos deuses babilônicos. … O rei, ano a ano, recebia novamente seu reinado de Marduque no festival de ano novo. … Embora fosse imperfeito o conceito de Nabucodonosor sobre o verdadeiro Deus, ele teve prova irrefutável de que o Deus de Daniel era infinitamente mais sábio do que todos os sábios e deuses de Babilônia. CBASD, vol. 4, p. 855.
49 a pedido de Daniel, constituiu… Daniel não se iludiu com as grandes honras que lhe foram conferidas. Ele se lembrou de seus companheiros. Eles tinham compartilhado seus momentos de oração (v. 18), e também compartilhariam a recompensa. CBASD, vol. 4, p. 855.
Filed under: Sem categoria
“Então, foi revelado o mistério a Daniel numa visão de noite; Daniel bendisse o Deus do céu” (v.19).
Era apenas o segundo ano de seu reinado, e Nabucodonosor já experimentava o apogeu de sua nação, uma superpotência do mundo antigo. Sua fama correu o mundo e os reis da Terra lhe eram submissos. De uma forma extraordinária, um reino antes considerado de pouca importância, conquistou “o poder, a força e a glória” (v.37). Quando o profeta Isaías, por exemplo, profetizou acerca de Babilônia, ainda não era algo concreto para Israel pensar que esta nação tomaria as rédeas do mundo em suas mãos. Babilônia, porém, tornou-se a capital da Terra e, Nabucodonosor, o rei que Deus levantou a fim de estabelecer o Seu juízo sobre os povos. A este mesmo rei, o Senhor revelou o futuro das nações até os “últimos dias” (v.28). Através da imagem gráfica de “uma grande estátua […] de extraordinário esplendor” (v.31), o Senhor mostrou ao rei a história da humanidade até ao tempo do fim.
Cercado de magos, encantadores e feiticeiros (v.2), considerados os sábios do reino, Nabucodonosor declarou a sua imposição e ameaça: “Uma coisa é certa: se não me fizerdes saber o sonho e a sua interpretação, sereis despedaçados, e as vossas casas serão feitas monturo” (v.5). No antigo Oriente os sonhos eram considerados previsões divinas e existiam pessoas dedicadas apenas a interpretá-los. Tanto é que, ainda hoje, na cultura muçulmana, os sonhos são levados muito a sério, e milhares de relatos correm o mundo sobre muçulmanos que têm se convertido ao cristianismo através de sonhos e visões; algo que tem crescido absurdamente nos últimos anos. Mas, ao contrário destes, o rei de Babilônia não lembrava de seu sonho e, perturbado por sabê-lo e entendê-lo, tomou uma decisão tão firme quanto a de Daniel no capítulo anterior.
Já decidido a cometer um verdadeiro genocídio da classe dos sábios, o rei não esperava que dentre estes houvesse quem daria um fim ao seu desespero. Nabucodonosor sabia que seu sonho se tratava de uma revelação e a proposta de Daniel, de forma “avisada e prudentemente” (v.14), veio até ele como um fio de esperança. Unidos em oração, “Daniel e seus companheiros” pediram “misericórdia ao Deus do céu sobre este mistério” (v.18). “Então, foi revelado o mistério a Daniel numa visão da noite” (v.19), e, após uma oração de gratidão proferida pelo profeta, este demonstrou compaixão ao pedir a Arioque que poupasse a vida dos “sábios da Babilônia” (v.24), pois que ele já tinha uma resposta favorável para apresentar ao rei.
A maneira como Daniel foi anunciado à presença do rei revela a poderosa lição de que Deus não está com a maioria, Deus está com os humildes de coração, ainda que sejam poucos ou apenas um. Enquanto Arioque disse, referindo-se a Daniel: “Achei um” (v.25), Daniel disse a Nabucodonosor: “há um Deus no céu” (v.28). Enquanto os sábios caldeus tentaram enganar o rei com “palavras mentirosas e perversas” (v.9) ostentando a sabedoria que não possuíam, Daniel revelou a humildade de um verdadeiro servo do Altíssimo: “E a mim foi revelado este mistério, não porque haja em mim mais sabedoria do que em todos os viventes, mas para que a interpretação se fizesse saber ao rei, e para que entendesses as cogitações da tua mente” (v.30).
Em apenas um capítulo da Bíblia, encontramos a revelação precisa sobre a história dos maiores impérios mundiais e o futuro glorioso de “um reino que não será jamais destruído” (v.44). “A cabeça de fino ouro” (Babilônia), “o peito e os braços de prata” (Medo-Pérsia), “o ventre e os quadris, de bronze” (Grécia), “as pernas, de ferro, os pés, em parte, de ferro, em parte, de barro” (Roma), compõem a profecia que fielmente encontrou seu cumprimento na história mundial. Culminando nos tempos dos “artelhos dos pés” (v.42), ou seja, os países da Europa, que, tantas vezes tentaram unir forças “mediante casamento” (v.43), percebemos o perfeito cumprimento profético, posto que “o ferro não se mistura com o barro” (v.43).
O capítulo dois de Daniel exalta a fidelidade de Deus e Seu controle no curso da história, ainda que o homem tente usar seus próprios meios ignorando o que está escrito. Babilônia foi conquistada pelos medos e os persas; estes, foram conquistados pelos gregos; e os gregos foram derrotados por Roma. Vários casamentos foram feitos a fim de estabelecer uma aliança política entre as nações da Europa, mas todos fracassaram em seus propósitos. Provas inquestionáveis da veracidade das Escrituras e da sabedoria de “um Deus no céu, O qual revela os mistérios” (v.28) e faz saber aos Seus servos o que é importante para o fortalecimento da nossa fé e aperfeiçoamento de nosso relacionamento pessoal com Ele. Lembre-se de que Deus revelou tão grande mistério a um rei pagão, o qual veremos mais adiante, foi tremendamente provado até tornar-se como “fino ouro” (v.32).
Meus amados irmãos, estamos vivendo no desfecho de um sonho revelado há mais de dois mil e quinhentos anos. Como estamos perto do tempo em que a pedra “cortada sem auxílio de mãos” (v.34) porá fim ao reino do príncipe deste mundo! Não serão guerras, não será uma arma nuclear, não serão pandemias ou qualquer manifestação da natureza que acabará com este planeta em ebulição. Mas “A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular” (1Pe.2:7). E a pedra é Cristo (1Co.10:4). Breve o reino de Cristo será estabelecido de uma vez por todas. Esta é uma mensagem que não deve ser calada. Uma profecia não somente informativa, mas salvífica. Em tempos de ameaça e perseguição, Daniel e seus amigos confiaram em Deus e o Senhor os honrou. Em meio à Babilônia atual, escolhamos servir a Deus e confiar em Sua provisão, e, certamente, Ele nos guardará até que venha o Seu reino eterno. Perseveremos, amados, pois logo estaremos em casa! Vigiemos e oremos!
Bom dia, cidadãos do reino que não terá fim!
* Oremos pelo derramamento do Espírito Santo e pela proclamação do evangelho do reino em todo o mundo.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Daniel2 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
O melhor aluno não é aquele que só tira boa nota visando aprovação, é aquele que é aprovado no céu por colocar a sabedoria de Deus acima do conhecimento humano.
“Se o Senhor for sempre colocado diante dos alunos como Aquele a Quem devem procurar em busca de conselho, como fez Daniel, dEle receberão conhecimento e sabedoria. Tornar-se-ão todos, então, condutos de luz” afirmou Ellen G. White.
Embora a escola frequentada por Daniel não aplicasse tal princípio, ele o aplicava e o deixou como legado a professores e alunos.
Daniel 2 prova que a declaração final de Daniel 1 é verdadeira. O maior monarca de então teve um sonho e nenhum dos sábios conseguiu atender aos seus pedidos; exceto Daniel, que se destacou na escola secular por ser fiel ao Deus do Céu.
Observe este esboço realizado por Stephen R. Miller, intitulado “O sonho de Nabucodonosor”:
1. Circunstâncias do sonho (v. 1);
2. A incapacidade dos intérpretes pagãos:
• Convocação aos intérpretes (vs. 2-4);
• Petição impossível (vs. 5-9);
• Incapacidade admitida (vs. 10-11);
• Drástica consequência (vs. 12-13).
3. Intervenção de Daniel:
• Consulta e petição (vs. 14-16);
• Uma revelação (vs. 17-19);
• Uma oração (vs. 20-23);
• Audiência com o rei (vs. 24-30).
4. O sonho revelado:
• A grande estátua (vs. 31-33);
• A grande pedra (vs. 34-35).
5. Interpretação do sonho:
• Significado da estátua (vs. 36-46);
• Significado da grande pedra (vs. 44-45).
6. Resposta de Nabucodonosor (vs. 46-49).
O objetivo de Deus era mais amplo que revelar 25 séculos de história. Sua intenção era mais nobre do que mostrar o início e o fim dos impérios mundiais. O ápice de Seu propósito era tornar-Se conhecido e apresentar Seu reino eterno, pacífico e infalível.
A ênfase da visão da estátua não está nos impérios mundiais, mas no reino celestial regido pelo soberano Universal. Nabucodonosor e seus súditos precisavam dessa informação para se preparar para o futuro. E nós também. Essa matéria nenhuma escola secular ou livro didático oferece, conquanto dela todos careçam, até os grandes monarcas.
Aprendamos que…
• …“os reinos do mundo, ao mesmo tempo em que são fortes como o ferro, são vulneráveis como o barro. O Reino de Cristo, entretanto, é indestrutível, eterno, e vitorioso” (Hernandes Dias Lopes).
• …Babilônia, Medo-Persa, Grécia e já Roma passaram. Aguardamos o segundo advento de Cristo!
Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
Filed under: Sem categoria
TEXTO BÍBLICO DANIEL 1 – Primeiro leia a Bíblia
DANIEL 1 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
DANIEL 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
COM. VÍDEO PR ADOLFO SUÁREZ(link externo)
COM. VÍDEO PR VALDECI JÚNIOR (link externo)
COM. VÍDEO PR EVANDRO FÁVERO(link externo)
COM. VÍDEO PR WEVERTON CASTRO E EQUIPE (link externo)
COM. VÍDEO PR RONALDO DE OLIVEIRA (link externo)
COM. VÍDEO PR MICHELSON BORGES (link externo)
Filed under: Sem categoria
Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/dn/1
Não deve ter sido uma decisão fácil para Daniel e seus três amigos recusarem a generosa hospitalidade do rei do império mundial da Babilônia e pedirem uma dieta baseada em vegetais. Mas Daniel e seus amigos estavam dispostos a sacrificar a honra mundana, riqueza, posição, poder – até a própria vida – pelo Deus que eles amavam mais do que qualquer coisa.
Por que Daniel e seus amigos foram tão bem-sucedidos em seus exames acadêmicos, pontuando dez vezes mais que o segundo colocado? Sua conquista não foi por acaso. Certamente não foi sorte e nem mesmo um milagre. Aqui está segredo:
1. Eles firmemente decidiram permanecer fiéis a Deus e, por Sua força, cumpriram a resolução feita.
2. Eles exerceram total dependência do poder de Deus. Esses jovens pediram a Deus que os ajudasse e eles acreditaram que Ele o faria. Em seguida, eles estudaram para glorificar a Deus por meio de sua diligência.
3. Eles foram muito cuidadosos com o que escolheram para comer e beber. Eles se recusaram a dar uma mordida ou sorver qualquer coisa destrutiva para sua saúde.
Essa história não é apenas de um passado remoto e desconectado conosco. Ela também pode ser a sua história se você confiar e obedecer a Deus, como Daniel o fez. Você e eu somos motivados em nossas escolhas a ser completamente leais a Deus pelas marcas dos pregos nas mãos de Jesus.
Cindy Tutsch
Editora do blog, RevivalandReformation.org
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1097
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
Filed under: Sem categoria
1585 palavras
O Senhor usou Daniel e seus amigos, e os milagres associados a eles, para impressionar uma série de reis do fato de que Ele estava no comando e que deveriam dar contas a Ele. Central ao livro está o tema de que Deus é soberano sobre todas as nações, mesmo quando Seu povo é oprimido e que Ele, por fim, livrará aqueles que Lhe forem fiéis. Este tema é explicitamente introduzido em 2:20-23 e enfatizado nos capítulos 4-5 pela repetição do conceito: “o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens” (4.17; comparar com vv. 25, 32; 5.21). Os capítulos 4-5 formam o centro de uma estrutura simétrica (quiástica):
A. Problema: O templo e o povo de Deus conquistados (cap. 1)
…B. Sonho de Nabucodonosor de quatro reinos (cap. 2)
……C. Amigos de Daniel livrados da fornalha de fogo (cap.3)
………D. Nabucodonosor humilhado pela sentença divina;
………D’. Belsazar humilhado pela sentença divina (caps. 4-5);
……C’. Daniel livrado da cova dos leões (cap. 6)
…B’. Visão de Daniel de quatro reinos (cap. 7)
A’. Solução: O templo de Deus restaurado e Seu povo libertado (caps. 8-12)
Os capítulos externos (1:1-2:4a; caps 8-12) da estrutura literária foram escritos em hebraico. Mas os capítulos internos (2:4-b – 7:28) estão em aramaico … Nabucodonosor pertencia ao povo caldeu do sul da Mesopotâmia (hoje Iraque), que havia conquistado Babilônia. O aramaico se tornara a língua internacional, portanto o uso dela por Daniel implica que a mensagem de 2:4-7:28 era dirigida tanto para os gentios quanto para os judeus (comparar com Jer 10:11, o único verso dos outros profetas escrito também em aramaico). Andrews Study Bible.
As profecias de Daniel estão estreitamente relacionadas às do livro do Apocalipse. Na verdade, o Apocalipse trata do mesmo tema, mas dá ênfase especial ao papel da igreja cristã como povo escolhido de Deus. Dessa forma, detalhes que parecem obscuros no livro de Daniel são em geral esclarecidos quando observados no livro de Apocalipse. A parte da profecia que se refere aos últimos dias, Daniel teve ordem de fechar e selar, até “o tempo do fim” (GC, 356), quando , por meio de estudo diligente do livro, o “saber” de seu conteúdo se multiplicaria (Dn 12:4). … João foi especificamente instruído: “Não seles as palavras da profecia deste livro, porque o tempo está próximo” (Ap 22:10). Assim, para se ter uma interpretação mais clara de qualquer parte do livro de Daniel que seja obscura, deve-se estudar cuidadosamente o livro de Apocalipse. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 828.
1 no ano terceiro do reinado de Jeoaquim. 605 aC. Andrews Study Bible.
A destruição foi completada alguns anos mais tarde, no ano 586 aC nos reinados de Jeoaquim, Joaquim e Zedequias, 2 Rs 24.1-25.10. Bíblia Shedd.
2 O Senhor lhe entregou. Segundo foi profetizado por Jeremias, Jr 27.1-8. Bíblia Shedd.
Judá foi exilado para a Babilônia por desobedecer à palavra de Deus no tocante à guarda da aliança, aos anos sabáticos e à idolatria. (v. Lv 25.1-7; 26.27-35; 2Cr 36.14-21). Na primeira deportação (605 aC) estava Daniel, e na segunda (597), Ezequiel. Aconteceu uma terceira deportação em 586, quando os babilônios destruíram Jerusalém e o templo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
alguns dos utensílios da Casa de Deus. Mais tarde foram todos. Bíblia Shedd.
O templo permaneceu em pé até 586 aC. Mas Nabucodonosor levou alguns dos itens mais valiosos e os depositou no tesouro de suas divindades. Isto introduz conflito entre o Deus verdadeiro e o poder do homem. Andrews Study Bible.
3 linhagem real. Daniel era um jovem de alta estirpe, um nobre. Bíblia Shedd.
8 resolveu Daniel … não contaminar-se. Porque Daniel resolveu permanecer fiel ao Senhor, ele não poderia permitir ser absorvido pela cultura babilônica de modo que conflitasse com a santidade, incluindo comer carne de espécies “imundas” (Lev 11; Dt 14; comparar com Gên 7:2, 8-9, 20). Havia problemas adicionais com a dieta babilônica: a carne poderia vir de animal sufocado, com sangue não adequadamente drenado (Gên 9:4; Lev 17:10-12; comparar com At 15:20, 29) e a comida e bebida poderiam ter sido oferecidos a ídolos (comparar com Num 25:2; At 15:20, 29). Andrews Study Bible.
Tinha suas convicções, e as manifestou com coragem. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Deus honrou esses jovens por causa de seu firme propósito de fazer o que era certo. Para eles, a aprovação de Deus era mais estimada do que o favor do homem mais poderoso da terra; mais estimada que a própria vida (ver CRA, 31). Essa firme resolução não nasceu com a pressão das circunstâncias imediatas. Desde a infância, esses jovens foram treinados com hábitos de estrita temperança. CBASD, vol. 4, p. 837.
É mais fácil resistir à tentação se você firmou suas convicções bem antes da chegada da tentação. Daniel e seus amigos tomaram a decisão de serem fiéis às leis de Deus antes de se depararem com as iguarias do rei, então eles não hesitaram em manter suas convicções. Nós teremos problemas se não tivermos decidido previamente onde está o limite. Antes que tais situações surjam, firme suas convicções. Então, quando a tentação vier, você estará pronto para dizer não. Life Application Study Bible Kingsway.
12 Experimenta, peço-te, os teus servos. Daniel empregou bom juízo ao oferecer uma alternativa em vez de rebelar-se. Bíblia de Estudo NVI Vida.
dez. Muitas vezes tinha o significado simbólico de conta completa. Bíblia de Estudo NVI Vida.
legumes. Do heb. zero’im, “alimento derivado de plantas”, como cereais e vegetais. De acordo com a tradição judaica, frutas vermelhas e tâmaras também se incluíam neste termo. CBASD, vol. 4, p. 837.
legumes … e água. Esta dieta vegetariana resolveria todos os problemas religiosos. Além disso, ela foi notadamente mais saudável, razão pela qual se Daniel e seus companheiros foram autorizados a nela continuar (v. 15).Andrews Study Bible.
17 Deus deu o conhecimento e a inteligência em toda cultura e sabedoria. Com a ajuda de Deus, Daniel e seus amigos dominaram os escritos babilônicos a respeito da astrologia e da adivinhação mediante sonhos. Mas nos testes cruciais de interpretação e de predição (ver 2.3-11; 4.7), toda a literatura pagã mostrou-se inútil. Só mediante a revelação especial da parte de Deus (2.17-28) Daniel conseguiu interpretar corretamente. Bíblia de Estudo NVI Vida.
A instrução que Daniel e seus três amigos receberam foi também um teste de fé. O saber dos caldeus estava aliado a práticas idólatras e pagãs, e misturava ciência e magia, conhecimento com superstição. Os aprendizes hebreus se mantiveram distante dessas coisas. Não se sabe como evitaram conflitos; mas, apesar das influências más, eles se apegaram à fé de seus pais, como demonstraram claramente os eventos posteriores. Os quatro aprenderam as habilidades e ciências dos caldeus sem adotar os elementos pagãos mesclados com as mesmas. CBASD, vol. 4, p. 837.
19 Era o exame conduzido pelo próprio rei, para verificar a cultura geral dos rapazes selecionados para contribuir à glória do seu império. Esta cultura confunde-se com as artes mágicas. Bíblia Shedd.
20 dez vezes mais. Uma expressão que quer dizer “muito melhor”.Andrews Study Bible.
Do que todos os mágicos e encantadores. Por meio de uma descrição posterior das habilidades de Daniel, feita pela mãe de Nabucodonosor, sabe-se que Daniel era conhecido como um homem capaz de “declaração de enigmas e solução de casos difíceis” (Dn 5:12). As perguntas feitas a eles podem ter incluído explicação de enigmas, que era diversão favorita nas cortes do antigo Oriente. O exame também pode ter incluído a solução de problemas matemáticos e astronômicos, matérias em que os babilônios eram mestres, conforme revelam documentos, ou uma demonstração da habilidade de ler e escrever a difícil língua cuneiforme. A sabedoria superior de Daniel e de seus companheiros não era resultado de sorte ou destino, ou mesmo de um milagre, como em geral se entende. Os jovens se aplicaram com diligência e consciência aos estudos, e Deus abençoou os esforços deles. O verdadeiro êxito em qualquer empreendimento é assegurado quando se combina esforço humano com o divino. O esforço humano por si só de nada vale, e o poder divino não torna desnecessária a cooperação humana (ver PR, 486, 487; cf PP, 214). CBASD, vol. 4, p. 839.
Encantadores. Adivinhação, magia, exorcismo e astrologia eram comuns entre os povos antigos; mas, em alguns lugares como Babilônia, eram praticados por homens da ciência [métodos de previsão descritos: haptoscopia/exame de fígados; quiromancia/mãos; lecanomancia/óleo na água; belomancia/flechas sacudidas]. … É um erro supor que os sábios de Babilônia eram apenas adivinhos e magos. Embora fossem habilidosos nessas artes, eram também eruditos no verdadeiro sentido da palavra. … como na Idade Média. … Os encantadores e adivinhos da Antiguidade se aplicavam também a estudos estritamente científicos. Seu conhecimento astronômico tinha atingido um surpreendente nível de desenvolvimento. … Os astrônomos eram capazes de predizer eclipses lunares e solares mediante cálculos. Sua habilidade matemática era bastante desenvolvida. Eles empregavam fórmulas cujo descobrimento em geral é atribuído erroneamente aos gregos. Além disso, eram bons arquitetos, construtores e médicos. Eles encontravam por meios empíricos a cura para muitos males. Deve ter sido nessas áreas de conhecimento e habilidade que Daniel e seus três amigos superaram os encantadores, astrólogos e eruditos babilônios. CBASD, vol. 4, p. 840.
Como os cativos sobreviveram em uma cultura estrangeira? Eles aprenderam sobre a cultura, alcançaram a excelência em seu trabalho, serviram as pessoas, oraram pela ajuda de Deus e mantiveram sua integridade. Podemos nos sentir como estrangeiros sempre que experimentamos mudanças. As culturas estranhas ao nosso modo de pensar vêm de várias formas: um novo emprego, uma nova escola, um novo bairro. Podemos usar os mesmos princípios para nos ajudar na adaptação ao nosso novo ambiente sem abandonar a Deus. Life Application Study Bible Kingsway.
21 continuou. Ficou como oficial do Império até o ano 536 aC, o primeiro ano do rei Ciro. Sua última visão veio mais tarde. Bíblia Shedd.
Daniel ainda estava vivo no ano 537 (10.1), de modo que viu os exilados voltarem a Judá, saindo do cativeiro na Babilônia. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Filed under: Sem categoria
“Resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; então, pediu ao chefe dos eunucos que lhe permitisse não contaminar-se” (v.8).
Na primeira deportação dos exilados de Jerusalém para Babilônia, no terceiro ano “do reinado de Jeoaquim, rei de Judá” (v.1), estavam quatro jovens cujos princípios eram firmes e de fé inegociável. “Daniel, Hananias, Misael e Azarias” (v.6), deixaram nos registros da história a prova de que é sim possível permanecer fiel em meio à infidelidade. Levados para uma terra estranha e de cultura pagã, aqueles jovens de linhagem nobre foram apresentados à corte babilônica e aos seus mais diversos e estonteantes entretenimentos. Estima-se que Daniel tenha pisado em solo babilônico entre os seus quatorze e dezesseis anos de idade. Como entender, pois, a firmeza de caráter de Daniel e de seus amigos, e sua fidelidade aos princípios estabelecidos por Deus? A resposta está na educação do lar. Apesar da Bíblia não fazer referência quanto a seus pais, certamente, eles foram instruídos com zelo e ensinados na admoestação do Senhor. Sobre essa fundamental e importantíssima informação, escreveu Ellen White:
“Daniel e seus companheiros tinham sido educados por seus pais nos hábitos da estrita temperança. Tinham sido ensinados que Deus lhes pediria contas de suas faculdades, e que jamais deveriam diminuí-las ou enfraquecê-las. Esta educação fora para Daniel e seus companheiros o meio de sua preservação entre as desmoralizantes influências da corte de Babilônia” (Profetas e Reis, CPB, p.244).
Daniel e seus amigos foram, portanto, frutos de lares cristãos em harmonia com as orientações divinas. Diante de uma mesa farta das “finas iguarias do rei” (v.8) e da realidade de que tinham a chance de, pela primeira vez, experimentar a “liberdade” de comer e fazer tudo aquilo que seus zelosos pais os haviam ensinado a rejeitar, a atitude desses mancebos foi surpreendente e tornou-se um dos maiores testemunhos de fidelidade das Escrituras. Experimentados com a ração do Éden (Gn.1:29), aqueles jovens que já eram “sem nenhum defeito, de boa aparência, instruídos em toda a sabedoria, doutos em ciência” e “versados no conhecimento” (v.4), adquiriram melhor aparência e maior força “do que todos os jovens que comiam das finas iguarias do rei” (v.15).
Após o período estabelecido por Nabucodonosor, os quatro valorosos rapazes foram levados à sua presença (v.18). E Deus os capacitou de uma sabedoria e inteligência tão avançadas, que o rei “os achou dez vezes mais doutos do que todos os magos e encantadores que havia em todo o seu reino” (v.20), e o Senhor deu a Daniel “inteligência de todas as visões e sonhos” (v.17). Ou seja, Deus está disposto a derramar torrentes de sabedoria e de inteligência sobre os Seus filhos. Contudo, há um caminho a se percorrer. O mundo é guiado por Satanás a pensar da mesma forma que pensou o chefe dos eunucos: “por que, pois, veria ele o vosso rosto mais abatido do que o dos outros jovens da vossa idade?” (v.10). E deixamos de experimentar o pleno vigor de um corpo saudável e de uma mente clara e lúcida como resultado de uma dieta suficientemente completa.
O “garçom” maligno deseja destruir a sua vida e a vida de sua família, assim como iniciou sua obra no Éden. O “cardápio” de Satanás pode até parecer mais atrativo, mas, na realidade, não passa de um “prontuário” de enfermidades. Hoje, a maior desgraça de uma vida intemperante e de um lar desestruturado tem sido a destruição da mente humana. Através de um apetite desregrado e artificialmente estimulado, e de um estilo de vida desprovido de hábitos saudáveis, a mente é sobrecarregada e prejudicado o equilíbrio químico necessário para o seu bom funcionamento. E este declínio mental tem causado danos de maiores proporções, formando uma nova geração de pessoas mentalmente desequilibradas. É certo que nem todas as causas advém de uma vida desregrada, mas escolher viver um estilo de vida que glorifique a Deus pode ajudar, e muito, no processo de superação até mesmo de traumas.
Talvez você não tenha recebido uma educação cristã como aqueles jovens hebreus. Talvez você ainda precise experimentar um real relacionamento com Deus. Não se preocupe! Vá a Jesus, agora! Peça a Ele que mude a sua história. Acredite, Ele é especialista nisso. Há pouco mais de sete anos, eu permiti que o Espírito Santo iniciasse uma obra especial em minha vida e o testemunho de Daniel foi o que me fortaleceu a dar os primeiros passos em direção ao centro da vontade de Deus. Desde então, tenho experimentado as bênçãos diárias das fiéis promessas divinas. Ainda surgem covas de leões, e fornalhas são acesas, mas a certeza de que Jesus está comigo é inquestionável. Por experiência própria, decidir, “firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias” (v.8) do príncipe das trevas não é tarefa fácil, mas, sem dúvida, é a escolha mais sábia a ser feita, e, garanto, a mais feliz. Vigiemos e oremos!
Bom dia, fiéis servos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Daniel1 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100