Reavivados por Sua Palavra


DANIEL 02 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
10 de fevereiro de 2021, 0:45
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“Então, foi revelado o mistério a Daniel numa visão de noite; Daniel bendisse o Deus do céu” (v.19).

Era apenas o segundo ano de seu reinado, e Nabucodonosor já experimentava o apogeu de sua nação, uma superpotência do mundo antigo. Sua fama correu o mundo e os reis da Terra lhe eram submissos. De uma forma extraordinária, um reino antes considerado de pouca importância, conquistou “o poder, a força e a glória” (v.37). Quando o profeta Isaías, por exemplo, profetizou acerca de Babilônia, ainda não era algo concreto para Israel pensar que esta nação tomaria as rédeas do mundo em suas mãos. Babilônia, porém, tornou-se a capital da Terra e, Nabucodonosor, o rei que Deus levantou a fim de estabelecer o Seu juízo sobre os povos. A este mesmo rei, o Senhor revelou o futuro das nações até os “últimos dias” (v.28). Através da imagem gráfica de “uma grande estátua […] de extraordinário esplendor” (v.31), o Senhor mostrou ao rei a história da humanidade até ao tempo do fim.

Cercado de magos, encantadores e feiticeiros (v.2), considerados os sábios do reino, Nabucodonosor declarou a sua imposição e ameaça: “Uma coisa é certa: se não me fizerdes saber o sonho e a sua interpretação, sereis despedaçados, e as vossas casas serão feitas monturo” (v.5). No antigo Oriente os sonhos eram considerados previsões divinas e existiam pessoas dedicadas apenas a interpretá-los. Tanto é que, ainda hoje, na cultura muçulmana, os sonhos são levados muito a sério, e milhares de relatos correm o mundo sobre muçulmanos que têm se convertido ao cristianismo através de sonhos e visões; algo que tem crescido absurdamente nos últimos anos. Mas, ao contrário destes, o rei de Babilônia não lembrava de seu sonho e, perturbado por sabê-lo e entendê-lo, tomou uma decisão tão firme quanto a de Daniel no capítulo anterior.

Já decidido a cometer um verdadeiro genocídio da classe dos sábios, o rei não esperava que dentre estes houvesse quem daria um fim ao seu desespero. Nabucodonosor sabia que seu sonho se tratava de uma revelação e a proposta de Daniel, de forma “avisada e prudentemente” (v.14), veio até ele como um fio de esperança. Unidos em oração, “Daniel e seus companheiros” pediram “misericórdia ao Deus do céu sobre este mistério” (v.18). “Então, foi revelado o mistério a Daniel numa visão da noite” (v.19), e, após uma oração de gratidão proferida pelo profeta, este demonstrou compaixão ao pedir a Arioque que poupasse a vida dos “sábios da Babilônia” (v.24), pois que ele já tinha uma resposta favorável para apresentar ao rei.

A maneira como Daniel foi anunciado à presença do rei revela a poderosa lição de que Deus não está com a maioria, Deus está com os humildes de coração, ainda que sejam poucos ou apenas um. Enquanto Arioque disse, referindo-se a Daniel: “Achei um” (v.25), Daniel disse a Nabucodonosor: “há um Deus no céu” (v.28). Enquanto os sábios caldeus tentaram enganar o rei com “palavras mentirosas e perversas” (v.9) ostentando a sabedoria que não possuíam, Daniel revelou a humildade de um verdadeiro servo do Altíssimo: “E a mim foi revelado este mistério, não porque haja em mim mais sabedoria do que em todos os viventes, mas para que a interpretação se fizesse saber ao rei, e para que entendesses as cogitações da tua mente” (v.30).

Em apenas um capítulo da Bíblia, encontramos a revelação precisa sobre a história dos maiores impérios mundiais e o futuro glorioso de “um reino que não será jamais destruído” (v.44). “A cabeça de fino ouro” (Babilônia), “o peito e os braços de prata” (Medo-Pérsia), “o ventre e os quadris, de bronze” (Grécia), “as pernas, de ferro, os pés, em parte, de ferro, em parte, de barro” (Roma), compõem a profecia que fielmente encontrou seu cumprimento na história mundial. Culminando nos tempos dos “artelhos dos pés” (v.42), ou seja, os países da Europa, que, tantas vezes tentaram unir forças “mediante casamento” (v.43), percebemos o perfeito cumprimento profético, posto que “o ferro não se mistura com o barro” (v.43).

O capítulo dois de Daniel exalta a fidelidade de Deus e Seu controle no curso da história, ainda que o homem tente usar seus próprios meios ignorando o que está escrito. Babilônia foi conquistada pelos medos e os persas; estes, foram conquistados pelos gregos; e os gregos foram derrotados por Roma. Vários casamentos foram feitos a fim de estabelecer uma aliança política entre as nações da Europa, mas todos fracassaram em seus propósitos. Provas inquestionáveis da veracidade das Escrituras e da sabedoria de “um Deus no céu, O qual revela os mistérios” (v.28) e faz saber aos Seus servos o que é importante para o fortalecimento da nossa fé e aperfeiçoamento de nosso relacionamento pessoal com Ele. Lembre-se de que Deus revelou tão grande mistério a um rei pagão, o qual veremos mais adiante, foi tremendamente provado até tornar-se como “fino ouro” (v.32).

Meus amados irmãos, estamos vivendo no desfecho de um sonho revelado há mais de dois mil e quinhentos anos. Como estamos perto do tempo em que a pedra “cortada sem auxílio de mãos” (v.34) porá fim ao reino do príncipe deste mundo! Não serão guerras, não será uma arma nuclear, não serão pandemias ou qualquer manifestação da natureza que acabará com este planeta em ebulição. Mas “A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular” (1Pe.2:7). E a pedra é Cristo (1Co.10:4). Breve o reino de Cristo será estabelecido de uma vez por todas. Esta é uma mensagem que não deve ser calada. Uma profecia não somente informativa, mas salvífica. Em tempos de ameaça e perseguição, Daniel e seus amigos confiaram em Deus e o Senhor os honrou. Em meio à Babilônia atual, escolhamos servir a Deus e confiar em Sua provisão, e, certamente, Ele nos guardará até que venha o Seu reino eterno. Perseveremos, amados, pois logo estaremos em casa! Vigiemos e oremos!

Bom dia, cidadãos do reino que não terá fim!

* Oremos pelo derramamento do Espírito Santo e pela proclamação do evangelho do reino em todo o mundo.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Daniel2 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


3 Comentários so far
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Bom dia irmã Rosana G. Barros! Que a maravilhosa graça e a paz de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo estejam com você!
Lendo vosso comentário sobre Daniel 2, vi que você entende que o rei Nabucodonosor se esqueceu do que havia sonhado, sendo que esse seu entendimento é de acordo com o Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia – CBASD e com uma Lição de Escola Sabatina que trata sobre o Livro do Profeta Daniel.
De minha parte, nunca consegui entender de onde se consegue tirar esta conclusão do aludido texto bíblico, que expõe claramente que o rei não queria contar o seu sonho aos sábios de seu reino, não porque houvesse se esquecido do sonho, mas tão somente porque ele o considerou de tamanha importância e lhe deixou sobremaneira perplexo, que tal rei, temendo ser enganado com palavras falsas sobre a interpretação do sonho, resolveu não contá-lo por entender que o sábio que fosse capaz de interpretar o sonho também seria capaz de contá-lo, e, assim, o rei poderia confiar que o interprete estaria falando a verdade.
Além disso, em nenhum momento o texto bíblico dá a entender que o rei havia se esquecido do sonho sonhado, mas que tal sonho o impressionou sobremaneira que o deixou perturbado devido ele rei não saber o que tal sonho poderia significar.
Gosto bastante de seus comentários e tenho o hábito de compartilhar com outros.
Que o Senhor, nosso Deus, continue abençoando seu ministério!
Um abraço fraternal,
Antonio dos Santos Neto
IASD de Valença do Piauí-PI

Comentário por Antonio dos Santos Neto

Boa noite irmão Antônio,

Considere a seguinte citação do livro Patriarcas e Profetas:

Nabucodonosor teve um sonho singular, pelo qual “seu espírito se perturbou, e passou-se-lhe o seu sono”. Mas embora a mente do rei estivesse profundamente impressionada, foi-lhe impossível, quando despertou, recordar as particularidades PR 250.1″

Comentário por Ivan Barros

Ok!

Comentário por Antonio dos Santos Neto




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