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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/sl/42
“Se você tem um senso de necessidade em sua alma, se tem fome e sede de justiça, isso é uma evidência de que Cristo tem operado em seu coração … Não precisamos procurar saciar nossa sede em correntes rasas; pois a grande fonte está logo acima de nós, de cujas águas abundantes podemos beber livremente, se nos aproximarmos um pouco mais do caminho da fé. ” (O Maior Discurso de Cristo), p. 19.
O salmista canta sobre dias de lágrimas passados com pessoas que questionavam e ridicularizavam de sua fé em Deus. Sua alma estava em tumulto, mas ele mostra como podemos transformar a depressão e os medos em alegria e louvor. Em meio aos problemas, deveríamos refletir sobre a bondade e a misericórdia de nosso Senhor. O autor não se demorou nas profundezas das ondas escuras, mas começou a recordar os tempos em que Deus estava com ele. Cantar ao Senhor em meio a provações e tristezas é a maneira mais fácil de encontrar conforto. Ele aprendeu isso e louvava ao Senhor por meio de cânticos. Muitos dos Salmos refletem as lutas mais íntimas de Davi e mostram que ele continuamente se voltava para Deus em busca de forças.
Deus deseja que também tragamos nossas preocupações para ele. Somente Ele é a nossa esperança e alegria. Então sorria e cante louvores a Deus. Ele será o brilho do seu semblante!
Cheri Holmes
Enfermeira, Lynden, Washington EUA
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=765
Tradução: Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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SALMO 42 – Neste mundo deprimente ansiamos por um Deus onipotente. Vivemos como que num deserto causticante, os relacionamentos estão distantes, a vida em si parece uma farsa. Os sorrisos são para as câmeras e selfies.
Quanto mais difíceis as coisas, mais ansiamos por algo melhor. Isso é natural. O que não é natural é ansiar pelo Deus verdadeiro, isso é sobrenatural. Quando isso acontece certamente é obra do Espírito Santo em nós.
Inspirado por esse Espírito, o salmista escreveu o salmo em apreço; do qual destacamos os seguintes pontos:
1. O anseio por Deus é somente por alguém apaixonado por Ele, que prefere estar em Sua presença antes que em qualquer outro lugar.
2. A crença que declara perturba aos que a rejeitam; assim o crente é ridicularizado pelos incrédulos como se fossem escórias da sociedade.
3. A maior tristeza que pode sentir um filho de Deus é quando está sendo insultado por sua crença e fidelidade a Deus.
4. Uma das perguntas mais humilhantes para um crente é quando acontece alguma coisa de ruim e o questionam: Onde está o teu Deus? Onde está o teu Deus que não faz nada por ti? Onde está o teu Deus que não faz nenhum milagre para te libertar?
5. Muitas vezes, como Davi, só temos a lembrança de que, no passado, Deus operou em prol de nossa satisfação e alegria.
6. Apesar das acusações, das críticas e zombarias ainda podemos perceber a misericórdia de Deus. Por isso, podemos orar apesar das dificuldades.
7. Uma das maiores graças de Deus concedidas a nós é a possibilidade de orarmos e conectarmo-nos a Ele apesar das oposições e das circunstâncias adversas.
8. As dificuldades são meios de criar oportunidades para falarmos com Deus, nos elevar-nos da lama da desgraça para a Rocha segura.
9. Há situações em que devemos falar conosco mesmo relembrando quem é Deus e o que Ele é capaz de fazer a fim de acalmar nossa alma aflita!
10. Nossas lágrimas e angústias neste mundo devem despertar em nós um anseio cada vez maior por Deus e Sua providência: a salvação em Cristo Jesus!
Deus é nosso refúgio. A oração é a estrada que nos leva a tal refúgio. Quanto mais orarmos, melhor! “Senhor, reaviva-nos!” – Heber Toth Armí.
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“Contudo, o Senhor, durante o dia, me concede a Sua misericórdia, e à noite comigo está o Seu cântico, uma oração ao Deus da minha vida” (v.8).
Precisamos de três coisas essenciais para viver. A primeira delas é o ar. Sem respiração não há vida. A segunda é a água. Somos movidos por este “combustível” natural. E a terceira, e não menos importante, é o alimento. O alimento traz energia e força para o nosso corpo. Porém, se o ar que respiramos não é de boa qualidade; se a água que bebemos é contaminada; se a nossa alimentação é desregrada, corremos o sério risco de sofrer complicações que podem até gerar a morte.
Abrindo o Livro II de Salmos, encontramos o ar (v.1), a água (v.2) e o alimento (v.3). As três necessidades essenciais para a vida. Os filhos de Corá suspiravam por Deus. Conforme o dicionário, suspirar significa “respiração forte e prolongada ocasionada pela dor”. Ou seja, o anelo era tão grande pela presença de Deus, que chegava a ser doloroso. Percebem que trata-se de um cenário de alguém que sofre de saudades? “Quando irei e me verei perante a face de Deus?” (v.2).
Quando esperamos em Deus, também passamos em nossa vida por períodos de angústia. Geralmente lembramos de como era boa alguma fase de nossa vida (v.4) e suspiramos por aquele momento especial ao lado de pessoas especiais. Sentir saudades, contudo, de Alguém que nunca vimos, é resultado de uma vida de íntima comunhão com Ele. Pois todo aquele que se achega a Deus com inteireza de coração, deseja ardentemente encontrá-Lo.
Oh, amados, precisamos praticar a respiração da alma, como está escrito: “Orai sem cessar” (1Ts.5:17)! Precisamos respirar (orar) profundamente e de forma prolongada como quem sente dor no coração. Precisamos aprender a clamar, a suspirar por Deus; a sentir saudades de um Deus que nunca vimos, mas, como Jó, cremos que em breve O veremos: “Vê-Lo-ei por mim mesmo, os meus olhos O verão, e não outros; de saudade me desfalece o coração dentro de mim” (Jó 19:27).
Precisamos sentir sede do Deus vivo e permitir que Ele supra esta nossa necessidade assim como supriu a mulher samaritana junto ao poço (Jo.4:15). Precisamos abandonar os cântaros da ilusão e parar de procurar água em poços secos, para sermos saciados pela Água da Vida (Jo.7:37).
Por fim, precisamos nos alimentar do Pão do Céu (Jo.6:51) e regar Seus pés com lágrimas de arrependimento (Lc.7:44). Ele nos deixou a Sua Palavra para que possamos dela obter os nutrientes espirituais para responder aos que nos “dizem continuamente: O teu Deus, onde está?” (v.3, 10), que “não retarda o Senhor a Sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, Ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe.3:9).
As misericórdias do Senhor acabaram de se renovar em nossa vida. Ao anoitecer, louve “ao Deus da minha vida” (v.8) e da sua vida. Em tempo sobremodo solene e às vésperas do glorioso retorno de Cristo, que possamos buscar o ar, a água e o alimento divino, eis o que nos moverá a esperar em Deus (v.5, 11) a sentir saudades dEle (v.1) e a amar a Sua vinda (v.2; 2Tm.4:8). Vigiemos e oremos!
Feliz semana, todos os que amam a volta do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo42 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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545 palavras
O Salmo 42 é um lamento comovente de Davi, “um fugitivo a quem se procurava prender, encontrando ele refúgio nas rochas e cavernas” (Ed., 164), exilado da casa de Deus, onde tinha encontrado alegria em participar dos serviços sagrados. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 827.
2 minha alma. Ou, “eu” (ver com. do v. 16:10). CBASD, vol. 3, p. 827.
tem sede. A ilustração adquire mais significado pelo fato de as terras onde Davi foi fugitivo serem demasiado quentes no verão e a água, escassa. Animais selvagens com frequência impediam o tímido cervo de se aproximar da pouca água disponível. CBASD, vol. 3, p. 828.
do Deus vivo. A intensa necessidade que o salmista sentia de Deus é enfatizada neste salmo e no seguinte pelas cuidadosas invocações do nome de Deus. CBASD, vol. 3, p. 828.
perante a face de Deus. A ideia e estar na presença de Deus é bastante enfatizada neste salmo (ver Sl 43:5; Êx 34:24; Dt 16:16; 31:11). O santuário era considerado como um lugar especial onde o ser humano se encontrava com Deus. CBASD, vol. 3, p. 828.
3 alimento. Do hel. lechem, “pão”. CBASD, vol. 3, p. 828.
4 Lembro-me destas coisas. No exílio Davi recorda os momentos em que adorava na casa de Deus com a congregação daqueles que se regozijavam na presença de Deus. Estas lembranças tornavam seu sofrimento ainda mais insuportável. Pode ser demasiado triste lembrar-se de momentos felizes. Por outro lado, lembrar-se das providências divinas pode fortalecer o sofredor. CBASD, vol. 3, p. 828.
5 Por que… ? O v. 5 constitui o refrão do poema (repetido com poucas modificações no v. 11; e no Sl 43:5). Ao considerar essas lembranças tão agradáveis, Davi censura a si mesmo por estar tão triste. CBASD, vol. 3, p. 828.
Espera em Deus. Ver Sl 25:3; 27:14; Lm 3:24. O se humano busca consolo em si mesmo, sendo que a única esperança está em Deus. CBASD, vol. 3, p. 828.
ainda. Quando se confia em Deus, a Seu tempo, ele fará com que tudo acabe bem. CBASD, vol. 3, p. 828.
6-11 Os v. 6 a 11 constituem a segunda estrofe da elegia. O poeta resume sua tristeza, mas de uma forma mais tranquila. CBASD, vol. 3, p. 828.
6 outeiro de Mizar. O monte era provavelmente um dos menores da cadeia Hermom, de onde nasciam as águas do Jordão. CBASD, vol. 3, p. 828.
7 Um abismo chama outro abismo. O salmista parecia estar numa parte do país onde se podia ouvir o som da neve do monte Hermom se derretendo e formando cataratas que desciam por montes e vales. CBASD, vol. 3, p. 828.
catadupas. Na LXX [versão grega do Antigo Testamento] katarrat, termo do qual deriva a palavra catarata. Talvez o salmista esteja se referindo às impetuosas águas do Jordão, principalmente na época da cheia. CBASD, vol. 3, p. 829.
ondas. As grandes ondas representam a tristeza que abate a alma do salmista, principalmente por causa do exílio da casa de Deus. CBASD, vol. 3, p. 829.
8 Contudo. Em meio ao desânimo, Davi vê um raio de esperança. Deus mostrará Seu amor. Assim como o Senhor controla as poderosas torrentes da natureza, ele controlará as forças da aflição e ajudará Seu servo a sobreviver às mesmas. CBASD, vol. 3, p. 829.
misericórdia. Do heb. chesed, que neste caso pode ser traduzido por “amor divino” (ver Nota Adicional ao Salmo 36),
9 Digo. A esperança na bondade de Deus faz com que o salmista continue pedindo a Deus para explicar a razão de seu sofrimento. CBASD, vol. 3, p. 829.