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APOCALIPSE 5 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by jquimelli
25 de setembro de 2018, 0:20
Filed under: Sem categoria

1366 palavras

“O quinto capítulo do Apocalipse precisa ser mais profundamente estudado. Ele é da maior importância para os que haverão de participar da obra de Deus nestes últimos dias”(T9, 267; ver com. dos v. 7, 13).CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 852.

1 Livro. Do gr. biblion, “rolo”, “livro”. Nos tempos do NT, o tipo mais comum de livro eram os papiro, e, sem dúvida, é um “livro”como esse que joão vê aqui. O códice, ou livro de folhar unidas em uma das extremidades, só passou a ser usado por livreiros a partir do 2o. século. CBASD, vol. 7, p. 852.

Por dentro e por fora. Alguns comentaristas sugerem que esta passagem deveria ter uma vírgula depois da palavra “dentro”, em vez de após “por fora”. O significado seria que o “livro”fora escrito na parte de dentro e selado por fora. CBASD, vol. 7, p. 852.

Sete selos. Uma vez que o número sete simboliza perfeição (ver com. de Ap 1:11), esta declaração significa que o “livro” foi perfeitamente selado. Na verdade, ninguém, a não ser o Cordeiro, seria capaz de abri-lo (ver Ap 5:3, 5). Segundo Ellen G. White, a decisão das autoridades judaicas de rejeitar a Cristo “foi registrada no livro que João viu na mão dAquele que estava assentado no trono” (PJ, 294). Portanto, ao que tudo indica, o livro selado inclui mais do que um registro dos acontecimentos durante o per[iodo da igreja cristã, embora as profecias do Apocalipse estejam especificamente ligadas a ele (ver com. de Ap 6:1). CBASD, vol. 7, p. 852, 853.

Ninguém. Do gr. oudeis, “nenhum”, incluindo não só a raça humana, mas também todos os seres do universo. CBASD, vol. 7, p. 853.

Olhar para ele. Isto é, de lê-lo e revelar seu conteúdo. CBASD, vol. 7, p. 853.

Eu chorava muito. Estas palavras refletem a intensa reação emocional de João ao drama que se passava diante de seus olhos. O que ele viu e ouviu era real. CBASD, vol. 7, p. 853.

Leão da tribo de Judá. A imagem do leão significa força (Ap 9:8, 17; 10:3; 13:2, 5), e Cristo foi vitorioso no grande conflito contra o mal. É isso que Lhe dá direito de abrir o livro (ver com. de Ap 5:7). CBASD, vol. 7, p. 853.

Raiz de Davi. Davi foi o maior rei e herói militar d Israel. … Embora Cristo não tenha restaurado um reino literal aos judeus, Sua vitória no grande conflito contra Satanás restaurou o reino em um sentido infinitamente mais elevado. Portanto, do ponto de vista da presente passagem, este título é o mais adequado. CBASD, vol. 7, p. 853.

Venceu. Uma vez que ninguém mais em todo o universo podia fazer isso (v. 3), Sua vitória é única. Um anjo não poderia tomar o lugar de Cristo, pois a questão básica do grande conflito é a integridade do caráter de Deus, expressa em Sua lei. Nenhum anjo ou ser humano seria capaz de realizar essa vindicação, pois eles são sujeitos à Sua lei (ver PP, 66). Somente Cristo, que é o Deus cujo caráter é expresso pela lei, poderia realizar tal vindicação do caráter divino. Esse é o fato central da visão de Apocalipse 5. CBASD, vol. 7, p. 853.

Cordeiro. João acabara de ouvir Cristo ser chamado de leão e conquistador; mas, ao olhar, ele enxerga um cordeiro. Esse contraste indica que a vitória de Cristo não provém da força física, mas da excelência moral, pois, acima de todas as outras coisas, Ele é denominado “digno” (ver com. de Ap 5:2). Foi o sacrifício vicário de Sua vida sem pecado, simbolizado por um cordeiro sem mácula, em vez de qualquer demonstração de força, que O fez obter vitória no grande conflito contra o mal. CBASD, vol. 7, p. 854.

Como tendo sido morto. A fora verbal traduzida por “tendo sido morto”sugere que o sacrifício havia ocorrido no passado, mas seus resultados permaneciam. Portanto, embora a morte de Cristo se localize historicamente no passado, seus resultados para a raça humana permanecem eficazes (sobre Jesus como Cordeiro de Deus, ver com. de Jo 1:29). CBASD, vol. 7, p. 854.

Sete chifres. Sete significa perfeição. Os chifres podem ser interpretados como símbolos de força e glória (ver com. de Lm 2:3). Portanto, os sete chifres do Cordeiro indicam que Ele é perfeito em força. CBASD, vol. 7, p. 854.

Sete olhos. Símbolo de sabedoria e inteligência perfeitas. Estes olhos são identificados com os sete espíritos de Deus, expressão usada para se referir ao Espírito Santo (ver com. de Ap 1:4). João usa um símbolo diferente: “sete tochas” (Ap 4:5). CBASD, vol. 7, p. 854.

Veio, pois, e tomou. Literalmente, “veio, pois, e tem tomado”. Este é o ponto focal de Apocalipse 4 e 5. Cristo, ao tomar o livro da mão de Deus, fez aquilo que nenhum outro ser no universo seria capaz de fazer (ver com. do v. 5). Tal ato simboliza Sua vitória sobre o mal e, quando Ele o realiza, o grande hino antifonal [“tipo de canto … que consiste na alternância nas vozes, entre dois corpos corais”, wikipedia] de toda a criação ressoa através do universo (ver com. dos v. 9-13). CBASD, vol. 7, p. 854.

Novo cântico. O canto era novo no sentido de ser diferente de qualquer outro entoado antes. Esta expressão é comum no AT (ver Sl 33:3; 40:3; Is 42:10). Nesta passagem, … representa o novo cântico que surge de uma experiência única: a salvação por meio da vitória de Jesus Cristo (ver com. de Ap 5:5). CBASD, vol. 7, p. 855.

Digno és … porque … com o Teu sangue compraste para Deus. O coro celestial inicia reconhecendo que Deus foi defendido das acusações de Satanás mediante a vitória de Seu Filho. CBASD, vol. 7, p. 855.

Foste morto. A morte de Cristo possibilitou a salvação da humanidade. A obra da redenção vindica o caráter de Deus e é a base para a dignidade de Cristo (ver com. do v. 2). CBASD, vol. 7, p. 855.

10 Reinarão sobre a terra. O tempo do reinado sobre a Terra não é especificado aqui, mas os cap. 20 e 21 mostram que será após o milênio. CBASD, vol. 7, p. 855.

11 Muitos anjos. Em resposta ao testemunho dos quatro seres viventes e dos 24 anciãos, as hostes celestiais se unem em aclamação à dignidade do Cordeiro. Assim, Deus é vindicado perante os anjos, que, desde as primeiras acusações de Satanás no Céu, não haviam compreendido por completo Sua ação de banir o inimigo e salvar a raça humana. CBASD, vol. 7, p. 855.

Milhões de milhões e milhares de milhares. Com certeza, não há intenção de que este seja um número literal. Em vez disso, subentende uma multidão incontável. CBASD, vol. 7, p. 855.

Poder. Do gr. dunamis, neste caso, o poder de Deus em ação. A doxologia das hostes celestiais é sétupla. Uma vez que sete significa perfeição e é usado diversas vezes nesta visão e ao longo de todo o livro (ver com. de Ap 1:11), é possível que este louvor sétuplo sugira que o louvor do Céu é completo e perfeito. CBASD, vol. 7, p. 856.

Sabedoria. Do gr. sophia (ver com. de Tg 1:5). CBASD, vol. 7, p. 856.

13. Toda criatura. Isto é, todos os seres criados. O coro aumenta e em, resposta aos brados de louvor das hostes celestiais, toda a criação se une para adorar o Pai e o Filho. Cristo é o vencedor, e o caráter de Deus é vindicado diante de todo o universo (ver com. do v. 11). A que momento do grande conflito se referem as cenas retratadas em Apocalipse 4 e 5? Segundo Ellen G. White, o cântico foi entoado pelos anjos quando Cristo Se posicionou à destra de Deus, após a ascensão. (DTN, 834). Além disso, esse cântico será entoado pelos santos na inauguração da nova Terra e pelos remidos e anjos ao longo da eternidade (ver AA, 601, 602; GC, 671; T8, 44; cf. PP, 541; GC, 545, 678). Esta variedade de cenários sugere que a visão de Apocalipse 4 e 5 não deve ser interpretada como representação de um evento específico no Céu, mas como um retrato atemporal e simbólico da vitória de Cristo e da vindicação resultante do caráter de Deus. Ao se interpretar dessa forma, a visão pode ser considerada uma representação da atitude do Céu em relação ao Filho e a Sua obra desde a cruz, atitude que passa por um crescendo à medida que o grande conflito chega a seu clímax (sobre a natureza das visões simbólicas, ver com. de Ez 1:10). CBASD, vol. 7, p. 856.

Ao Cordeiro. Ver com. do v. 6. O Cordeiro é adorado aqui nas mesmas premissas que o Pai, indicando a igualdade entre os dois (ver Fp 2:9-11). CBASD, vol. 7, p. 856.


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