Reavivados por Sua Palavra


APOCALIPSE 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by jquimelli
22 de setembro de 2018, 0:20
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2267 palavras

1 Éfeso. Nos dias de João, Éfeso era a principal cidade da província romana da Ásia e, posteriormente, se tornou a capital … Situava-se ao ocidente, no final da grande estrada que atravessava a Ásia Menor desde a Síria. … Na época em que o Apocalipse, Éfeso deveria ser um dos principais centros do cristianismo. … Sua localização central em relação ao mundo cristão como um todo torna ainda mais compreensível que sua condição espiritual seja característica de toda a igreja durante o período apostólico, que se estendeu até por volta do fim do primeiro século (c. 31-100 d.C.; ver Nota Adicional a Apocalipse 2 [Aplicação das mensagens às sete igrejas a sete períodos consecutivos da história da igreja, CBASD]). Esse período pode ser muito bem chamado de era da pureza apostólica, atributo extremamente desejável aos olhos de Deus. CBASD – Comentário Bíblico adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 821.

Anda. Uma descrição mais vívida do relacionamento entre Cristo e a igreja do que em Apocalipse 1:13, em que João diz que Cristo estava “no meio dos candeeiros”. CBASD, vol. 7, p. 822.

2 Conheço. A cada uma das igrejas, Cristo declara: “Conheço as tuas obras”. A advertência é de alguém que conhece plenamente os problemas de cada igreja e, por isso, é capaz de recomendar uma solução apropriada e eficaz. CBASD, vol. 7, p. 822.

Obras. De maneira mais específica, obras que revelam o caráter. Jesus conhece toda a vida e conduta da igreja. CBASD, vol. 7, p. 822.

Perseverança. Do gr. hupomone, “perseverança”, “tolerância [ativa, constante]”, literalmente, “permanecer debaixo”. CBASD, vol. 7, p. 822.

Não podes suportar. Muitas vezes, tanto hoje quanto no passado, a igreja se encontra propensa a “suportar” ou tolerar ensinos e práticas maléficas, supostamente em nome da paz. … A igreja de Éfeso foi elogiada por fazer uma distinção clara entre a verdade e o erro, tanto na doutrina quanto na vida, e por se posicionar firmemente contra o erro. CBASD, vol. 7, p. 822.

Homens maus. Isto é, os falsos apóstolos mencionados com detalhes em seguida. erros doutrinários graves se refletem, mais cedo ou mais tarde, em graves problemas de conduta. Aquilo que uma pessoa faz resulta daquilo em que ela pensa e crê (ver Pv 4:23; Mt 12:34; 1Jo 3:3). CBASD, vol. 7, p. 822.

Prova. A igreja de Éfeso havia investigado as declarações e os ensinos dos falsos apóstolos. Inácio, ao escrever no início do 2º século [anos 100 a 199] fala sobre o zelo dos cristãos efésios em rejeitar as heresias (Aos Efésios, ix.1). … Embora, a princípio, possa ser difícil identificar os erro sutis de seus ensinos, os mestres podiam ser reconhecidos “pelos seus frutos” (ver Mt 7:15-20). … O cristão sincero que é sensível às coisas espirituais recebe a promessa de que pode, caso queira, detectar o espírito não cristão e os motivos que impulsionam cada mestre do erro (ver com. de 1Jo 4:1; Ap 3:18). CBASD, vol. 7, p. 822, 823.

Se declaram apóstolos. Dentre as heresias mais graves que ameaçavam a igreja no fim do primeiro século estavam o docetismo e uma forma inicial de gnosticismo (sobre essas e outras heresias que assolaram a igreja apostólica, ver no vol. 5, p. 1007-1109; vol. 6, p. 38-46). … A situação de Éfeso, nesse período, relativa aos embates com falsos profetas, também se aplicava à igreja como um todo. CBASD, vol. 7, p. 823.

3 Suportaste. A igreja de Éfeso … suportava com perseverança a inevitável aflição causada por falsos mestres e a perseguição nas mãos de judeus e gentios fanáticos. CBASD, vol. 7, p. 823.

Por causa do Meu nome. Ver com. de At 3:16. Os seguidores de Cristo eram conhecidos por Seu nome e passaram a ser chamados de cristãos. Foi a fidelidade a esse Nome e a lealdade ao Senhor que os sujeitaram à perseguição por parte das autoridades romanas (ver p. 795, 796) e levaram ao sofrimento nas mãos daqueles que estavam propensos a subverter sua fé. CBASD, vol. 7, p. 823.

4 O teu primeiro. Este sentimento incluía amor por Deus e pela verdade, amor uns pelos outros como irmãos e pelas pessoas em geral (ver com. de Mt 5:43, 44; 22:34-40). CBASD, vol. 7, p. 823.

5 Moverei do seu lugar o teu candeiro. Ver com. de Ap 1:12. A igreja perderia o status de representante oficial de Cristo. CBASD, vol. 7, p. 823.

6 Nicolaítas. Uma das seitas hereges que assolavam a igreja de Éfeso e Pérgamo (ver v. 15) e talvez de outros lugares. Irineu identifica os nicolaítas como uma seita gnóstica. … no segundo século parece que os adeptos desta seita ensinavam que os atos da carne não afetavam a pureza da alma e, por isso, não tinham consequência alguma para a salvação. CBASD, vol. 7, p. 823, 824.

7 Ouça. Ouvir a Palavra de Deus só faz sentido se, a partir de então, a vida se conforma ao que foi ouvido (ver com. de Mt 19:21-27). CBASD, vol. 7, p. 824.

Às igrejas. A promessa aqui feita à igreja de Éfeso pertence também a todas as “igrejas” da era apostólica, representadas pela de Éfeso. E, embora fosse apropriada em particular a essas igrejas, também se aplica aos cristãos de todas as eras (ver com. de Ap 1:11). CBASD, vol. 7, p. 824.

Vencedor. O contexto (v. 2-6) revela que a vitória aqui mencionada se refere originalmente a vencer os falsos apóstolos e mestres que tentavam os cristãos a comer da árvore do conhecimento humano. Assim, é muito apropriado que a recompensa ao vencedor fosse o acesso à árvore da vida. CBASD, vol. 7, p. 824.

8 Esmirna. Durante muito tempo, pensava-se que este nome deriva de muron, uma goma aromática extraída da árvore árabe Balsamodendron myrrha. Essa goma era usada para embalsamar mortos e de modo medicinal como unguento ou bálsamo, e também era queimada como incenso … Depois, os eruditos passaram a favorecer a hipótese de que deriva do nome da deusa da Anatólia Samorna, que era adorada na cidade. Historicamente, o período da igreja de Esmirna pode ter se iniciado por volta do fim do primeiro século (c. 100 d.C.), estendo-se até cerca de 313 d.C., quando Constantino passou a apoiar a causa da igreja… Na verdade, as profecias dos cap. 2 e 3 não são, estritamente falando, temporais. As datas são sugeridas apenas para facilitar uma correlação aproximada da profecia com a história. CBASD, vol. 7, p. 824, 825.

Morto. Ver com. de Ap 1:18; 2:1. Para uma igreja que enfrentava perseguição e morte por sua fé, a ênfase na vida de Cristo teria grande importância. CBASD, vol. 7, p. 825.

Tribulação. A perseguição intermitente nas mãos de vários imperadores romanos caracterizou a experiência da igreja durante esse período. … A opressão política chegou ao auge sangrento sob o governo de Diocleciano (284-304) e de seus sucessores imediatos (305-313). Historicamente, o período representado pela igreja de Esmirna pode muito bem ser chamado de era do martírio. CBASD, vol. 7, p. 825.

Judeus. É provável que o termo esteja num sentido figurado; assim como os cristãos de hoje são, às vezes, chamados de Israel (ver Rm 2:28, 29; 9:6, 7; Gl 3:28, 29; 1Pe 29). Da forma que é usado aqui, sem dúvida, o termo se refere àqueles que afirmavam servir a Deus, mas, na verdade, serviam a Satanás. … Durante essa época, Tertuliano chama as sinagogas de “fontes de perseguição”. CBASD, vol. 7, p. 825.

Sinagoga de Satanás. Por ser um centro da vida judaica em comunidade, sem dúvida, a sinagoga (ver vol. 5, p. 44-46) era o local onde muitas conspirações eram tramadas contra os cristãos. O nome Satanás significa “acusador” ou “adversários” (ver com. de Zc 3:1; Ap 12:10). Esses centros judaicos se tornaram, literalmente, “sinagogas do acusador”. CBASD, vol. 7, p. 825.

Postos à prova. O imperador Trajano (98-117 d.C.) promulgou a primeira política romana oficial favorável ao cristianismo. … Ele ordenou que os oficiais romanos não fossem atrás dos cristãos. Todavia, caso lhe fossem levadas pessoas por outras ofensas e elas demonstrassem ser cristãs, deveriam ser executadas, a menos que se retratassem. Embora essa lei não vigorasse de maneira uniforme, ela continuou a existir até Constantino promulgar o edito da tolerância, em 313 d.C. Logo, durante dois séculos, os cristãos estiveram sujeitos a prisão e morte repentinas por causa de sua fé. Seu bem-estar dependia, em grande medida, do favor de seus vizinhos judeus e pagãos, que poderiam deixá-los em paz ou reclamar deles perante as autoridades. Isso pode ser chamado de perseguição permissiva. O imperador não tomava a iniciativa de perseguir os cristãos, mas deixava que seus representantes e as autoridades locais tomassem as medidas adequadas contra os cristãos. Essa política deixava os cristãos à mercê das várias administrações locais de onde moravam. Eles foram alvos de ataque principalmente em épocas de fome, terremotos, tempestades e outras catástrofes, pois seus vizinhos pagãos supunham que a recusa dos cristãos em adorar seus deuses ocasionava o derramamento da ira desses deuses sobre toda a Terra. … Os romanos observavam que o cristianismo estava crescendo em extensão e influência, através do império, e que era incompatível com seu estilo de vida. Percebiam que, com o tempo, o movimento acabaria destruindo o estilo de vida romano. Por isso, em geral, eram os imperadores mais capazes que perseguiam a igreja, ao passo que aqueles que levavam suas responsabilidades menos a sério se contentavam em não incomodar os cristãos. CBASD, vol. 7, p. 826.

Dez dias. Com base no princípio dia-ano de contagem dos períodos proféticos (ver com. de Dn 7:25), é interpretada como um intervalo de dez anos literais e aplicada ao período de perseguição imperial mais intensa (303-3132 d.C.). Foi iniciada por Diocleciano e continuada por seu associado e sucessor Galério. … Os governantes acreditavam que a igreja havia crescido tanto em força e popularidade dentro do império que, a menos que o cristianismo fosse deixaria de existir e o império se desintegraria. CBASD, vol. 7, p. 826, 827.

11 Segunda morte. Em contraste com a primeira morte, que põe um fim temporário á vida e da qual há ressurreição, “tanto de justos como de injustos” (At 24:15). A segunda morte é a extinção final do pecado e dos pecadores; dela não se pode ressuscitar (ver com. de Ap 20:14; cf. 21:8). CBASD, vol. 7, p. 827.

13 Trono de Satanás. Pérgamo havia se destacado em 29 a.C. por ser o local do primeiro culto a um imperador romano vivo. … Era um centro do pensamento helenista (greco-mesopotâmico) e da adoração ao imperador. Tinha muitos templos pagãos; por isso, sua designação como o trono de Satanás era bastante apropriada (ver p. 79). A extensão do período de Pérgamo na história da igreja pode ser considerada desde a época em que Constantino apoiou a causa cristã, em 313 d.C., ou de sua suposta conversão, talvez de 323 ou 325, até 539 (ver Nota Adicional a Apocalipse 2). Foi durante essa época que o bispo de Roma conquistou a liderança religiosa e, até certo ponto, política da Europa Ocidental (ver Nota Adicional Daniel 7), e quando Satanás Satanás estabeleceu seu “trono” dentro da igreja. O papado era uma mistura habilidosa de paganismo e cristianismo. Esse período pode ser chamado de era de popularidade. CBASD, vol. 7, p. 828.

14 Balaão. Ver Nm 22-24. A analogia com Balaão sugere que havia, em Pérgamo, pessoas cujo propósito era provocar divisão e levar ruína à igreja à igreja, incentivando práticas proibidas aos cristãos (ver com. de At. 15:29). CBASD, vol. 7, p. 828.

Coisas sacrificadas. Constantino … se dedicou à política de misturar paganismo e cristianismo tanto quanto possível, na tentativa de unir os elementos divergentes dentro do império, e com isso se fortalecer. A posição favorável e até mesmo dominante que concedeu à igreja a transformou em presa das tentações que sempre acompanham a prosperidade e a popularidade e a popularidade, Durante o governo de Constantino e de seus sucessores, que deram continuidade a essa política favorável, a igreja logo passou a ser uma instituição político-eclesiástica e perdeu muito de sua espiritualidade. CBASD, vol. 7, p. 829.

17 Pedrinha branca. Um dos costumes mais antigos era que os membros de um júri usassem uma pedra preta e outra branca para determinar absolvição ou condenação. CBASD, vol. 7, p. 829.

Nome novo. Na Bíblia, o nome de uma pessoa geralmente representa seu caráter. … Este versículo promete um “nome novo” para o cristão, isto é, um caráter novo e diferente, modelado com base no de Deus  (cf. Is 62:2; 65:15; Ap 3:12). CBASD, vol. 7, p. 829.

18 Tiatira. Quando aplicada à história cristã, a mensagem a Tiatira é particularmente apropria à experiência da igreja verdadeira durante a Idade Média (ver Nota Adicional a Apocalipse 2). As tendências iniciadas em períodos anteriores se tornaram dominantes durante a Idade Média. As Escrituras não estavam disponíveis ao cristão comum, e a tradição foi exaltada em seu lugar. As boas obras passaram a ser consideradas o meio para a salvação. Um sacerdócio terreno e humano obscureceu o sacerdócio verdadeiro e divino de Jesus Cristo (ver Nota Adicional a Daniel 7).  CBASD, vol. 7, p. 830.

20 Tolerares. A igreja estava em falta não só porque muitos se submeteram não só porque muitos se submeteram à apostasia, mas também porque não foi feito nenhum esforço para deter o avanço do mal. CBASD, vol. 7, p. 830.

Jezabel. Assim como Jezabel propagou a adoração a Baal em Israel (1Rs 21:25), alguma falsa profetisa da época de João estaria desencaminhando a igreja de Tiatira. A mensagem revela que, mais do que em Pérgamo (Ap 2:14), a apostasia era desenfreada. Aplicada ao período de Tiatira na história cristã, a figura de Jezabel representa o poder que causou a apostasia medieval (ver Nota Adicional a Daniel 7; ver com. de Ap 2:18; cf. Ap 17). CBASD, vol. 7, p. 830.

Praticarem a prostituição e a comerem coisas sacrificadas. Ver com. de Ap 2:14; cf. 2Rs 9:22. A acusação era, em primeiro lugar, à igreja local de Tiatira na história cristã, representa uma mistura do paganismo com o cristianismo (ver com. de Ez 16:15; Ap 17:1). Esse processo foi acelerado durante o governo de Constantino e seus sucessores. O cristianismo medieval absorveu, em grande medida, formas e práticas pagãs. CBASD, vol. 7, p. 830, 831.

23 Filhos. A fornicação de Jezabel era habitual, pois já tinha filhos. O provável sentido figurado é que ela havia conquistado adeptos comprometidos. CBASD, vol. 7, p. 831.

27 Cetro. O contexto sugere que o “cetro” aqui é tanto um símbolo de governo quanto um instrumento de punição. CBASD, vol. 7, p. 832.

28 Estrela de manhã. Isto é, o próprio Cristo (ver Ap 22:16; cf. 2Pe 1:19). CBASD, vol. 7, p. 832.


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