Reavivados por Sua Palavra


I CORÍNTIOS 14 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
21 de junho de 2018, 0:30
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“Contudo, prefiro falar na igreja cinco palavras com o meu entendimento, para instruir outros, a falar dez mil palavras em outra língua” (v.19).

Não foi sem razão que Paulo iniciou o seu discurso sobre o dom supremo destacando o dom de línguas (1Co 13:1). Entre os crentes, este tornou-se uma espécie de atestado do batismo pelo Espírito Santo, um termômetro de espiritualidade. Antes de Sua ascensão, Jesus outorgou a Seus discípulos a missão da pregação do evangelho em “todas as nações” (Mt 28:19). E para que fosse cumprida, no Pentecostes foram capacitados pelo Espírito a falar em outros idiomas, de sorte que cada um os ouvia em sua “própria língua materna” (At 2:8). O problema é que os coríntios haviam perdido o foco para o qual o dom foi concedido, e o estavam usando com a finalidade de exibição própria.

Após destacar o amor como o maior dos dons, Paulo classifica o dom de profecia acima dos demais, discorrendo, em minúcias, o verdadeiro objetivo do dom de línguas. Nem todos recebiam este dom. E os que recebiam, ao invés de procurar campos em que pudessem exercê-lo, detiam-se em sua igreja de origem proferindo palavras “ao ar” (v.9), não contribuindo em nada “para a edificação da igreja” (v.12). Diante de tal incoerência, o apóstolo tomou por base o dom de profecia como uma necessidade superior, um pilar fundamental para o crescimento do corpo de Cristo. Profetizar significa transmitir uma mensagem divina através da atuação do Espírito Santo. Nem sempre acontece no campo do sobrenatural ou do prenúncio, mas também pode ter a função de edificar, exortar e consolar (v.3).

A ideia contemporânea de que o dom de línguas seja algo sem sentido ou uma condição de êxtase espiritual onde um “dialeto” desconhecido é falado (e até gritado) como uma forma de estabelecer graus de espiritualidade, é um tanto imaturo e totalmente antibíblico. O mesmo se dá em interpretar o dom de profecia como “revelações” absurdas que, não poucas vezes, têm resultado em escândalos no meio cristão. “Irmãos, não sejais meninos no juízo; na malícia, sim, sede crianças; quanto ao juízo, sede homens amadurecidos” (v.20). Basta um atencioso e despretensioso estudo das Escrituras para perceber que o dom de profecia é um dom de alto grau de responsabilidade e que as línguas como um dom do Espírito Santo tratam-se dos idiomas existentes e que, dada a variedade de idiomas e a ordem dada por Cristo de ser pregado o evangelho ao mundo, tal dom, sem dúvida alguma, visava “a um fim proveitoso” (1Co 12:7).

Além do mais, falar em outro idioma constitui um sinal para os incrédulos e não para os crentes (v.22). Uma coisa é certa: a liturgia da igreja de Corinto estava em total estado de confusão. Paulo teve que organizá-la, desde o decoro das mulheres com o uso do véu e o silêncio na igreja, até a forma correta de cear e de estabelecer a organização do culto. Pois “Deus não é de confusão, e sim de paz” (v.33). A proibição dada por Paulo à participação das mulheres nos cultos não possui teor taxativo, mas, como no caso do véu, outra forma de preservar as mulheres cristãs de Corinto e “todas as igrejas dos santos” (v.33) de críticas desnecessárias.

Amados, Deus é um Deus que prima pela ordem e pela decência. Ordem no sentido de planejamento, e decência, no discernimento. Planejar sem discernir resulta em frustração. E discernir sem planejar resulta em confusão. Ambos devem preceder o culto de adoração a Deus. Olhemos para a semana da criação e contemplemos o exemplo inconfundível do planejamento e discernimento do Senhor ao criar o mundo e tudo o que nele há. Observemos o plano da redenção e como Jesus observou tudo conforme planejado “desde a fundação do mundo” (Ap 13:8). A nossa espiritualidade não pode ser medida pela realização de um bom culto, mas, certamente, todos os que aguardam o bendito advento prezarão por prestar a Deus um “culto racional” (Rm 12:1), procurando, “com zelo, o dom de profetizar” (v.39), “sendo tudo feito para edificação” (v.26).

Portanto, “procurai progredir para a edificação da igreja” (v.12) e que os dons espirituais que lhe forem concedidos exerçam grande influência para a glória de Deus e avanço de Sua obra.

Bom dia, profetas dos últimos dias (Leia Jl 2:28)!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Coríntios14 #RPSP


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