Reavivados por Sua Palavra


I CORÍNTIOS 10 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
17 de junho de 2018, 0:30
Filed under: Sem categoria


“Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (v.31).


De todo o ensinamento de Paulo, creio que o princípio contido neste versículo é a suma de suas epístolas. Tudo na vida do apóstolo se resumia a glorificar o nome de Deus. Ao utilizar relatos da história de Israel, procurou dirigir os olhos dos coríntios a enxergar através das alegorias do deserto, as mais ricas lições espirituais. Mesmo diante de manifestações sobrenaturais e da constante proteção divina, “Deus não se agradou da maioria” dos israelitas (v.5). A murmuração por alimento e água, a idolatria e a cobiça eram uma prova de que, apesar de todos terem saído do Egito, o coração de quase todos permanecia lá.

Foi “para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado” (v.11) que a história de Israel foi escrita com riqueza de detalhes. Podemos dizer que o Egito simboliza este mundo e seus prazeres temporários, e o deserto o caminho estreito, o único que conduz à terra prometida. No entanto, o fato de apenas estar no deserto não é sinônimo de salvação. Quando Cristo foi tentado no deserto, ele venceu o apetite, a cobiça e a idolatria, justamente o que levou milhares de israelitas a serem “destruídos pelo exterminador” (v.10). Debilitado, fraco e faminto, Jesus confiou na provisão do Pai, e revestido de Sua armadura, guerreou contra Satanás munido das mais potentes armas do cristão: oração, jejum e a Palavra de Deus.

“Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças” (v.13). No mundo espiritual, todo aquele que, como Cristo, passa pelo batismo, segue para a segunda etapa: o deserto. É justamente no deserto que a nossa fé é provada e o fogo das aflições demonstram quem é ouro e quem é escória. Paulo compara a coluna de nuvem e a travessia do Mar Vermelho com o batismo e logo depois relata alguns fatos que aconteceram a Israel no deserto. Através do maná e do manancial da rocha, o povo recebeu provas inequívocas do cuidado de Deus. Ainda que em lugar inóspito e desprovido das necessidades básicas, Deus promete dar sustento ao Seu povo se tão-somente nEle confiar. Porque “sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11:6).

Enumerando os pecados de Israel, Paulo declarou como em forma de mandamentos:

  1. “não cobicemos as coisas más” (v.6);
  2. “Não vos façais, pois, idólatras” (v.7);
  3. “E não pratiquemos imoralidade” (v.8);
  4. “Não ponhamos o Senhor à prova” (v.9);
  5. “Nem murmureis” (v.10).

Todos aqueles que se recusaram a abandonar tais pecados, não alcançaram a terra prometida. Confiando em seus corações enganosos, pensando estar de pé simplesmente pelo fato de estar no meio do povo de Deus, a esmagadora maioria caiu antes de chegar a Canaã.

Hoje vivemos no mesmo contexto. Sob um disfarce sutil e discreto, Satanás faz parecer que estamos seguros. Ele não está preocupado que abandonemos a igreja, mas que permaneçamos nela indiferentes à vontade de Deus; que nossos próprios interesses e vontades egoístas superem as coisas espirituais que de fato edificam. Que a oração, o jejum e o exame das Escrituras fiquem em segundo, terceiro ou em último plano, ou que sejam simplesmente ignorados. Então, nossa comida, nossa bebida, o que vestimos, o que falamos, o que contemplamos, o que ouvimos, deixam de ser considerados para a glória de Deus, e passam a ser rebaixados para a glória do nosso ‘eu’, nos impedindo de chegar à Canaã celestial.

“Não vos torneis causa de tropeço” (v.32), amados. Não busquemos o nosso “próprio interesse, mas o de muitos, para que sejam salvos” (v.33). “Porque nós, embora muitos, somos unicamente um pão, um só corpo; porque todos participamos do único pão” (v.17). Eis o nosso maná: Cristo Jesus. E todos bebemos da mesma “pedra espiritual”, “e a pedra é Cristo” (v.4). “Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios” (v.21). Portanto, “aquele que pensa estar em pé veja que não caia” (v.12). Servir a Deus requer renúncia e abnegação. Estamos dispostos a crucificar o nosso eu por amor a Jesus e aos nossos semelhantes? Nos desertos desta vida confie no Senhor, que Ele lhe “proverá livramento, de sorte que a [tentação] possais suportar” (v.13), então, chegarás seguro à eternal Terra Prometida.

Feliz semana, um só corpo em Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Coríntios10 #RPSP


Deixe um comentário so far
Deixe um comentário



Comente:

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s



%d blogueiros gostam disto: