Reavivados por Sua Palavra


I CORÍNTIOS 5 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
12 de junho de 2018, 0:30
Filed under: Sem categoria


“Mas, agora, vos escrevo que não vos associeis com alguém que, dizendo-se irmão, for impuro, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com esse tal, nem ainda comais” (v.11).


Este capítulo, sem dúvida, revela uma verdade muito delicada que nem todos estão dispostos a aceitar. Vivemos em uma época tão permissiva que certas atitudes que dantes causavam espanto, hoje já são consideradas de pouca importância. A exortação é considerada retrógrada e a repreensão logo é subjugada como um julgamento de alguém que deveria preocupar-se apenas com a própria vida. Entretanto, a igreja de Corinto estava tomada pela desunião e pelo mundanismo de uma forma tão preocupante que sérias providências deveriam ser tomadas a título de urgência.

Ao Se referir à igreja dos últimos dias, Jesus também não economizou palavras ao chamar o laodiceano de “infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu” (Ap 3:17). Contudo, Sua dura repreensão é seguida de um conselho e de palavras de amor de um Pai que repreende a quem ama e não desiste de nenhum de Seus filhos. De igual forma, Paulo procurava ser um pai espiritual para a igreja primitiva, e bem sabia que fazia parte de seu dever exortá-la também. Ele não disse que os cristãos devem cortar relações com os de fora da igreja, pois estes são o alvo de Cristo na pregação do evangelho. E sim que devemos nos afastar daquele que, “dizendo-se irmão” (v.11), apresenta um comportamento impuro, não confiável ou que tem prazer em falar da vida alheia.

Infelizmente, a Bíblia deixa bem claro que os que estão ao nosso lado, na esmagadora maioria das vezes, tornam-se nossos piores inimigos. Desde o início do pecado neste mundo, uma série de relatos torna esta estatística uma dura verdade. Quem matou Abel? Seu irmão Caim. Ismael e Isaque, irmãos e líderes de povos que sempre foram inimigos. Esaú e Jacó, brigando desde o ventre. Quem vendeu a José como escravo para os ismaelitas? Seus próprios irmãos. Quem perseguiu Davi a fim de matá-lo? Saul, aquele que dizia amá-lo e o próprio filho de Davi. Por quem Jesus foi morto? Pelos reclamos de Seu próprio povo. Pelas mãos de quem Estêvão foi apedrejado? De seus patrícios. Percebem? Paulo não nos convida a criarmos ruins suspeitas a respeito de nossos irmãos e a desconfiar de todos, mas orienta àqueles que são guiados pelo Espírito Santo a dar ouvidos à Sua voz quando ficar evidente “o fermento da maldade e da malícia” (v.8).

Realmente este é um assunto muito delicado, mas que tem a ver com salvação não somente nossa, mas daqueles que persistem no pecado. A expressão “entregue a Satanás” (v.5) não se refere a desprezar quem não aceita a repreensão, mas em que a sua prática não pode e não deve ser tolerada dentro do corpo de Cristo sem que este experimente os efeitos de suas más escolhas. A igreja de Deus deve ser composta por homens e mulheres que lutam contra o pecado e é esta igreja que Jesus vem buscar. E se alguns escolhem o caminho da dor e do fundo do poço, ainda ali Deus pode resgatá-los a fim de que sejam salvos “No Dia do Senhor [Jesus]” (v.5).

Todos os dias, precisamos fazer um autoexame e pedir que o Espírito Santo nos revele nossas más tendências e pecados escusos. Temos sido “os asmos da sinceridade e da verdade”, ou nossas palavras e ações revelam “o fermento da maldade e da malícia” (v.8)? As palavras de Paulo, antes de tudo, precisam ser uma aplicação pessoal. E bem mais do que ações externas, Deus sonda as nossas intenções, se realmente há sinceridade e verdade, ou malícia e maldade. Na igreja do Deus vivo deve haver ordem e decência  e é dever dos seus líderes o de orientar os membros a serem fiéis portadores das verdades eternas, ainda que correndo o risco de ser mal interpretados. Certamente, as ovelhas ouvirão a repreensão como a vara do Bom Pastor a lhes conduzir.

Lembremos do desfecho da vida de Ananias e Safira. Aparentavam boas intenções, mas Deus revelou a maldade de seus corações. Não há mais tempo de se brincar com o pecado, meus irmãos! Estamos às portas do Dia decisivo que revelará as nossas obras. Que o “Deus da paz [nos] santifique em tudo; e o [nosso] espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Ts 5:23). Amém!

Bom dia, “asmos da sinceridade e da verdade” (v.8)!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Coríntios5 #RPSP


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