Reavivados por Sua Palavra


ROMANOS 12 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
3 de junho de 2018, 0:30
Filed under: Sem categoria


“E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (v.2).


Diante de um contexto onde a grande massa religiosa vivia da prática de estereótipos, Paulo roga para que todos experimentem uma mudança de hábitos que constitua em um culto racional que equivale à entrega do “corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus” (v.1). Fazendo a junção entre corpo e mente, o apóstolo mostrou que ambos estão inevitavelmente ligados e que não há como separá-los. Um depende do uso do outro e tem total participação no quesito adoração.

A conformidade ou aceitação de costumes que permeiam cada geração recebeu uma espécie de “contraste” deveras sublime: “a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (v.2). Paulo nos exorta à constante vigilância da mente através de nossa vida prática. Afinal de contas, não conformar-se com este século envolve o abrir mão de práticas e costumes que não condizem com a vida que o Senhor planejou para o homem. Através das entradas da alma, Satanás tem lançado inúmeras distrações e tentações que amortecem os nossos sentidos para as coisas espirituais e nos aprisionam às concupiscências deste mundo.

Corremos o perigo de até mesmo considerarmos nossos próprios atos religiosos como grande coisa, roubando a glória que só pertence a Deus. “Não pense de si mesmo além do que convém” (v.3) é um conselho contra o orgulho e a soberba. Paulo colocou a variedade de dons num mesmo patamar. A expressão dons espirituais já diz tudo. São “diferentes dons segundo a graça que nos foi dada” (v.6), ou seja, não vêm de nós, mas de Deus. A prática destes dons, portanto, deve ser equivalente a uma adoração de corpo e mente, todo o ser aos cuidados do Espírito Santo a fim de que a vontade de Deus prevaleça em nossa vida. Cada adorador deve estar em plena harmonia com o outro, como “um só corpo em Cristo e membros uns dos outros” (v.5).

Nesse ínterim, portanto, algumas virtudes são extremamente relevantes e indispensáveis na prática da vida cristã. E, como sempre, o amor aparece como a primeira da lista. Mais do que uma virtude, o amor deve ser um princípio fundamental posto em prática através do altruísmo e das demais virtudes. Ele é a essência de todos os demais e define a verdadeira religião, a religião de Cristo. É através do amor prático que o caráter de Cristo é impresso em nossa vida. Consequentemente, o mal passa a ser detestável; fazer o bem, nosso ardente desejo; a cordialidade, uma consequência inevitável; servir ao Senhor, um prazer que nos satisfaz; na tribulação, nos tornamos pacientes; “na oração, perseverantes” (v.12); as necessidades do próximo se tornam mais importantes do que as nossas; a hospitalidade, nossa alegria; a perseguição, uma oportunidade de abençoar quem não merece.

Não há lugar para o orgulho no coração daqueles que amam a Deus e desejam fazer a Sua vontade. Fazer separação entre corpo e mente como se um não tivesse relação com o outro no culto que prestamos ao Senhor é como querer que uma lâmpada acenda sem estar ligada à energia, ou que a energia mostre seus resultados sem que haja um receptor. Amados, nossa mente é o centro de controle do nosso corpo e nosso corpo é o resultado do que está cheia a nossa mente. E uma mente que é governada pelo Espírito Santo redunda em um corpo que manifesta as atitudes do caráter de Cristo.

Já senti na pele, e creio que você também, a sensação de impotência diante de uma injustiça. Ou o desejo de devolver na mesma moeda. Mas também já experimentei o incomparável prazer de vencer “o mal com o bem” (v.21). E pela experiência de quem já experimentou ambos os lados, posso garantir que não há nada melhor do que fazer o possível para ter “paz com todos os homens” (v.18). Retribuir o mal com o bem é a nossa grande oportunidade de sentir na pele um pouco que seja do que sentiu o nosso Salvador. É o privilégio de viver o amor em sua forma mais sublime. Portanto, não é algo de que devemos nos orgulhar, mas confessar o quão dependentes somos da Fonte de todo amor.

Seja a nossa adoração a Deus o resultado da plena união entre mente e corpo, e seremos aceitos no trono da graça como “sacrifício vivo, santo e agradável a Deus” (v.1).

Feliz semana, um só corpo em Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Romanos12 #RPSP


Deixe um comentário so far
Deixe um comentário



Comente:

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s



%d blogueiros gostam disto: