Reavivados por Sua Palavra


MATEUS 20, Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
14 de fevereiro de 2018, 8:14
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“Assim, os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão últimos [porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos]” (v.16).

A parábola que inaugura este capítulo é uma das mais admiráveis parábolas de Jesus. Seu contexto expressa o desejo de Deus de conceder a recompensa eterna a todos. Ela expressa a maravilhosa e infinita graça de Deus, que não escolhe por mérito. Um Deus que não Se cansa de chamar e que insiste até o último instante. Para Ele, o importante é a salvação e não o tempo de serviço. A Sua justiça não é equivalente à justiça humana, mas em que Cristo veio à Terra e deu a “Sua vida em resgate por muitos” (v.28).

Temos uma ideia distorcida acerca do plano da salvação porque, geralmente, queremos compará-lo com as recompensas transitórias deste mundo. Nada aqui pode ser comparado ao que o Senhor tem preparado para os Seus escolhidos. A eleição de Deus não significa que Ele escolheu uns para a salvação e outros para a perdição. De forma alguma! A eleição significa a aceitação do candidato ao reino dos céus. E, para isso, Deus não recompensará apenas aqueles que mostraram mais serviço, mas todos os que aceitaram ao Seu chamado.

Após a Sua ascensão, em Sua aparição “junto do mar de Tiberíades” (Jo 21:1), Jesus interrogou a Pedro se este realmente O amava. Logo depois, o apóstolo voltou os olhos para João, o discípulo amado, e “perguntou a Jesus: E quanto a este?” (Jo 21:21). A resposta de Cristo foi clara e objetiva: “Se Eu quero que ele permaneça até que Eu venha, que te importa? Quanto a ti, segue-Me” (Jo 21:22). É exatamente isto que o Salvador nos diz hoje: “Se Eu quero salvar o pobre, o rico, o são, o doente, que te importa? Quanto a você, segue-Me”.

O preço que Deus pagou para lhe resgatar foi o mesmo que Ele pagou para o meu resgate. E o Seu maior desejo é o de pagar “o salário” (‘v.8’) a todos de forma igualitária. Mas os últimos, aqueles que somente nos últimos instantes do dia atendem ao Seu chamado, recebem do Senhor uma atenção especial pois que, à semelhança dos dois cegos de Jericó, estavam cegos e ao abrirem-se os olhos, não vêem outro caminho a seguir a não ser Jesus (v.34).

Amados, em Sua oração sacerdotal, em que Jesus intercedeu por nós, eu destaco hoje as seguintes palavras: “a fim de que todos sejam um” (Jo 17:21). O desejo de receber um salário maior ou de uma posição privilegiada com relação aos demais, não vem de Deus e não está em harmonia com o ensino de Jesus. Muito pelo contrário, o Seu exemplo de serviço e de “dar a Sua vida” (v.28) para resgatar quem não merece deveria nos levar a levantar, todos os dias, o mesmo clamor dos dois cegos: “Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de nós!” (v.31).

Hoje, Jesus está nos perguntando mais uma vez: “Que quereis que Eu vos faça?” (v.33). Que a nossa resposta não seja a ambição por uma posição de destaque (v.21), e sim que seja: “Senhor, que nossos olhos se abram para compreender a Tua Palavra. Que eles se abram para olharmos o nosso semelhante com compaixão. Que eles se abram para contemplar-Te em Tua criação. Que nossos olhos se abram para que possamos sempre seguir os Teus passos”. E ainda que aqui encontremos resistência (v.31), muito em breve, Jesus abrirá os nossos olhos para vê-Lo nas nuvens do céu e nunca mais perdê-Lo de vista.

Bom dia, escolhidos para a salvação!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Mateus20 #RPSP


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Deus te abençoe. Amada…

Comentário por Antônio Augusto Zoppi




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