Reavivados por Sua Palavra


MATEUS 16, Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
10 de fevereiro de 2018, 0:30
Filed under: Sem categoria

“Se alguém quer vir após Mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-Me” (v.24).

Ao contrário dos líderes religiosos da época, Jesus era Alguém que estava sempre disponível a todos. Crianças, mulheres, publicanos, leprosos, fariseus, todos podiam ter acesso ao Mestre. Contudo, mesmo diante dos inúmeros milagres realizados e de Sua vida abnegada, o Seu ministério era constantemente criticado e ridicularizado pelos líderes judeus. Como agentes de Satanás, tentavam a Cristo (v.1) à semelhança da tentação no deserto a fim de que Ele usasse do poder divino para que o inimigo prontamente pudesse acusá-lo de usar dos atributos da divindade para aliviar o Seu fardo.

Jesus encontrou na Terra “uma geração má e adúltera” (v.4), muito difícil de lidar, dada a falta de conhecimento de Deus (Alguma semelhança com a nossa geração não é mera coincidência). Uma geração onde a doutrina de sua religião foi chamada por Cristo de perigosa: “Vede, acautelai-vos do fermento dos fariseus e dos saduceus” (v.6). Os discípulos haviam crescido ouvindo os seus líderes religiosos e aprendendo a olhar para eles com admiração. Sua religiosidade impecável era-lhes exemplo de santidade. Mas quando conheceram a Jesus e passaram a andar com Ele, Seus olhos começaram a se abrir para O perfeito Exemplo de santidade. Mesmo diante de tão imaturo e incrédulo grupo apostólico (v.7), o amor e a paciência do Salvador atravessava a capa que lhes ocultava o coração e lhes apontava o real significado de Suas palavras (v.11).

Cada passo dado por Jesus era completamente guiado pelo Pai e cada local visitado tinha um propósito específico. “Cesareia de Filipe” (v.13) era um lugar considerado pagão e envolto em mistérios. Conforme relatos históricos e descobertas arqueológicas, Cesareia também era uma espécie de refúgio das maiores autoridades da época. Foi ali que, reunindo Seus discípulos, Jesus lhes perguntou quem o povo dizia ser Ele e quem os próprios discípulos diziam que Ele era. Ali, no palco das atrações romanas e das idolatrias, Pedro declarou: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (v.16). E sua inspirada declaração lhe rendeu a sua própria bem-aventurança: “Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas Meu Pai, que está nos céus” (v.17).

Quando avançamos para a fala de Cristo no verso seguinte, nos deparamos com um jogo de palavras que tem sido causa de divergências doutrinárias: “Também Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha igreja” (v.18). Em grego, o nome Pedro, petros, significa “uma pedra pequena”, enquanto a palavra pedra, petra, significa “pedra maciça”. Era como se Jesus tivesse dito: “Tu és uma pedra pequena, mas sobre esta pedra maciça edificarei a Minha igreja”. Mas, então, que “pedra maciça” é essa? É a própria declaração que Pedro havia feito acerca de Cristo.

Veja o que o próprio Pedro afirmou: “Chegando-vos a Ele [Jesus], a pedra que vive, rejeitada, sim, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa… A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular” (1Pe 2:4 e 7). Em Efésios 12:20, Paulo escreveu: “edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo Ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular… no qual também vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito”. Pedro também afirmou tal verdade diante de uma turba de autoridades acusadoras: “Este Jesus é pedra rejeitada por vós, os construtores, a qual se tornou a pedra angular” (At 4:11). Percebem a quantidade de textos afirmando que Jesus é a pedra sobre a qual a igreja seria edificada, e não um ser humano falho e cheio de limitações? “E a pedra é Cristo” (1Co 10:4)! E sobre esta rocha, meus irmãos, “as portas do inferno não prevalecerão” (v.18) contra nós.

Precisamos estar sempre vigilantes quanto as entradas da alma. Satanás, um profundo conhecedor da mente humana, está constantemente à espreita de um deslize de nossa parte. Orgulhoso de sua recente vitória espiritual, o coração de Pedro engrandeceu-se a tal ponto de tentar tornar-se algum tipo de conselheiro de Cristo (v.22). Mas o seu semblante orgulhoso logo se transformou em semblante de vergonha e horror ao ouvir as mais duras palavras de sua vida: “Arreda, Satanás! Tu és para Mim pedra de tropeço, porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens” (v.23). Jesus não chamou Pedro de Satanás, mas deixou bem claro que suas palavras não mais tinham a ver com a revelação divina, e sim com a obra de Satanás de fazer com que Jesus desistisse de consumar a Sua missão de resgate da raça humana. Isso nos mostra o quão perigoso é baixar a guarda nem que seja por um instante.

Antes mesmo da cruz, Jesus motivou Seus discípulos a participar de Seu sofrimento. A busca por prestígio e por riquezas certamente não é encorajada em nenhum dos discursos e ensinamentos de Jesus, muito pelo contrário, Sua vida deixou um legado de altruísmo e humildade. Negar-se a si mesmo com certeza é a maior das lutas que enfrentamos todos os dias. Que sejamos casas espirituais (1Pe 2:5) edificadas sobre a Rocha, que é Cristo e, muito em breve, Jesus nos retribuirá com a recompensa eterna (v.27).

Bom dia, igreja fundada sobre a Rocha!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Mateus16 #RPSP


Deixe um comentário so far
Deixe um comentário



Comente:

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s



%d blogueiros gostam disto: