Reavivados por Sua Palavra


MATEUS 15, Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
9 de fevereiro de 2018, 0:30
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“Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim” (v.8).


Assistindo a um vídeo de um canal cristão (Camelo na Agulha), de uma forma bem humorada ele apresenta a triste realidade de um grupo de pessoas o qual denominou de “ministério da crítica”. São aqueles cuja atenção está sempre voltada para criticar a atitude alheia. Jesus deparava-Se constantemente com este “ministério”. Ao comerem sem antes lavar as mãos várias vezes, conforme “a tradição dos anciãos” (v.2), os discípulos foram acusados de transgressão. A réplica de Jesus não foi uma devolução na mesma moeda, mas uma advertência quanto ao que os escribas e fariseus julgavam como prioridade.

Enquanto criticavam o comer sem lavar as mãos, transgrediam o quinto mandamento da Lei de Deus (Êx 20:12). A prática da tradição denominada “Corbã” (uma espécie de oferta especial) foi condenada por Jesus pelo fato de tal tradição ser colocada acima da Palavra de Deus (v.6). Muitos daqueles líderes religiosos negligenciavam o cuidado para com seus pais idosos, com o discurso: “É oferta ao Senhor aquilo que poderias aproveitar de mim” (v.5). E o que o nosso irmão chamou de “ministério da crítica”, Jesus chamou de “ministério da hipocrisia”.

Será que o nosso cristianismo tem sido, de fato, a prática do puro Evangelho? Ou temos vivido um evangelho à moda de Hitler, visando criar uma “raça” de “santos” hipócritas, condenando todos os demais como miseráveis hereges de “raça” inferior? Somos portadores de verdades eternas, e diante de tamanha responsabilidade, a nossa maior obra e urgente necessidade é a da comunhão com Deus. Adquirir conhecimento da Palavra sem conhecer a Deus torna-se hipocrisia. Mas buscar conhecer a Deus através de um relacionamento diário com Ele, examinando as Escrituras e através de uma vida de oração, é vida eterna (Jo 17:3).

O relato sobre o pedido da mulher siro-fenícia é uma prova de que Deus tem uma igreja invisível espalhada pelos quatro cantos da Terra e que, no devido tempo, assim como foi com Noé e sua família, ouvirá o Seu último chamado. Multidões têm clamado: “Senhor, socorre-me!” (v.25). Percebam que enquanto os discípulos não pediram para que Jesus desse atenção àquela mulher, Ele permaneceu calado. E que Ele estava sentado quando as multidões levaram os enfermos “e os largaram” aos Seus pés (v.30). Este detalhe nos revela o que Cristo esperava de Seus discípulos e o que Ele espera de cada um de nós, hoje. Que sejamos veículos de Deus encaminhando as pessoas até Ele.

Não lhe parte o coração pensar que milhares de pessoas estão sofrendo hoje sem saber que direção tomar? Estão famintas de Deus, mas não sabem como saciar sua fome. Jesus está nos dizendo, agora mesmo: “Tenho compaixão desta gente” (v.32). E o que faremos? Diremos, como os discípulos que foram testemunhas oculares da primeira multiplicação, que não temos como alimentar as multidões (v.33)? Ou simplesmente confiaremos que Jesus usará o pouco que temos para a glória de Deus?

Amados, eu passei muitos anos considerando que o meu cristianismo era verdadeiro quando eu nem conhecia a Jesus. Mas quando Ele me encontrou e eu passei a experimentá-Lo em minha vida todos os dias, eu posso afirmar que não há maior alegria do que esta. Da zona de conforto, fui levada ao deserto, que se não fosse Jesus a me dizer constantemente: “Filha, Eu já venci por você. A Minha graça te basta!”, eu não teria suportado. Ellen White diz que “as ações formam hábitos, os hábitos formam o caráter, e pelo caráter é decidido nosso destino para este tempo e para a eternidade” (Parábolas de Jesus, p. 356).

Precisamos formar o hábito da comunhão diária. Jesus anda e senta perto de nós, mas Ele jamais invadirá o território de nosso livre arbítrio. Quando compreendermos que como povo do advento o nosso primeiro serviço deve ser a renúncia do eu e a devoção diária a Deus, então o Espírito Santo será derramado com poder jamais visto e ser-nos-á dado “pão” suficiente para alimentar o mundo.

A escolha é nossa: “ministério da crítica” ou ministério de Cristo?

Bom dia, discípulos do ministério de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Mateus15
#RPSP


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