Reavivados por Sua Palavra


MATEUS 12, Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
6 de fevereiro de 2018, 0:30
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“Quem não é por Mim é contra Mim; e quem Comigo não ajunta espalha” (v.30).


O contexto religioso daquela época exigia certos procedimentos (ou poderíamos chamar de constrangimentos) que se tornaram mais importantes do que o “Assim diz o Senhor”. Os sacerdotes, escribas e fariseus estavam sempre à espreita de transgressores e a guarda do sábado era o principal alvo de suas acusações. Separado pelo Criador como um dia especial de encontro com a obra prima de Sua criação (Gn 2:2-3), o sábado é o memorial eterno de que “em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há” (Êx 20:11). Foi estabelecido por Deus como um tempo santificado de descanso e de comunhão especial entre Ele e o homem e entre o homem e seus semelhantes. Infelizmente, o homem se esqueceu de tal bênção a ponto do Senhor mesmo ter de dizer: “Lembra-te” (Êx 20:8).

Com o fim de saciar a fome, os discípulos colheram espigas para comer em pleno sábado, o que lhes custou o célere julgamento dos fariseus. Seus corações estavam tão endurecidos, que para eles, colher algumas espigas no sábado era pecado, mas conspirar para tirar a vida de alguém não o era (v.14). Contudo, Aquele que não veio revogar a Lei e nem os Profetas, mas veio para cumprir; que veio para ensinar o homem como servir a Deus; que não veio para julgar, mas para salvar, esclareceu àquela “raça de víboras” (v.34) quem na verdade tem o poder de dizer o que é ou o que não é lícito se fazer aos sábados: O “Senhor do sábado” (v.8).

O sábado é um dia de cura, de restauração, de comunhão e de recriação. A cada sétimo dia da semana o Criador nos estende o privilégio de receber as Suas mais sublimes bênçãos e todo aquele que deseja seguir os passos de Jesus, deve andar como Ele andou, realizando as obras que Ele realizou. Dos relatos de Suas curas, boa parte delas foi realizada aos sábados. Como era Seu costume (Lc 4:16), aos sábados, Jesus pregava e ensinava nas sinagogas e atendia o povo em suas necessidades. “Lembra-te do dia de sábado” (Êx 20:8) não foi uma lei estabelecida para um povo antigo, e nem tampouco é uma sugestão de que dia devemos guardar, mas é um mandamento dAquele que criou a ordem natural das coisas e sabe exatamente o momento em que precisamos parar. É como uma placa de PARE. Se um veículo não obedece ao aviso corre o sério risco de sofrer um grave acidente ou de prejudicar alguém. E não escolhemos onde as placas devem ser colocadas, mas há um órgão superior que as colocam em lugares estratégicos visando a nossa segurança. O homem não foi criado em função da placa, mas a placa foi estabelecida com o fim de proteger o homem. Da mesma forma, o sábado é como uma placa de PARE, que Deus estabeleceu “por causa do homem, e não o homem por causa do sábado” (Mc 2:27). Compreendem a diferença?

O sábado não deve ser um motivo de divisões e desavenças, mas um meio de unir o povo de Deus num só propósito. Enquanto os líderes religiosos se reuniram para condenar a obra de Cristo e maquinar em seus corações um modo de tirar-Lhe a vida, Jesus saiu dali sendo seguido por muitos, “e a todos Ele curou” (v.15). Este é o real objetivo do santo sábado do Senhor. Não é um dia de condecorações (v.16) e de erguer bandeiras de quem é de Paulo ou de Apolo (1Co 3:4), mas é um tempo sagrado para erguer a ensanguentada bandeira do Príncipe Emanuel e mostrar ao mundo que ainda há um povo na Terra sendo guiado “pelo Espírito de Deus” (v.28).

Meus irmãos, não julguem mal a ênfase dada à mensagem do sábado, mas levem em conta de que os verdadeiros transgressores do sábado eram aqueles que afirmavam guardá-lo. E isto nos coloca em uma posição bastante preocupante e digna de séria reflexão. Jesus disse que aqueles que não ajuntam com Ele, espalham. Ou seja, pensam estar fazendo o que é correto quando ignoram o que realmente agrada a Deus: “Misericórdia quero e não holocaustos” (v.7). Você já parou para pensar que, muitas vezes, as suas obras sabáticas têm abafado a voz de Jesus a lhe dizer: “Estende a mão” (v.13)? Como esperamos oferecer o que nós mesmos não aceitamos? Como tirar bons tesouros de um coração que não tem tempo para parar e ouvir a voz do seu Criador? Precisamos, desesperadamente, de cura! Mas como seremos curados se não damos ouvidos Aquele que deseja nos curar?

Coloque, agora mesmo, a sua vida nas mãos do Criador. Não corra o perigo de blasfemar contra o Espírito Santo (v.31), que é a rejeição de Seu chamado. Jesus nos chama para fazermos parte de Sua família (v.50), uma grande família que, mesmo separada geograficamente, a cada sábado, segundo o costume de seu Mestre e Senhor, se une com um mesmo propósito: adorar “Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar e as fontes das águas” (Ap 14:7). Que o Espírito Santo preencha o nosso coração com o amor de Deus (Rm 5:5), para que a nossa boca fale palavras de justiça (v.37) e para que sejamos, à semelhança de nosso Salvador, abençoadores de nossos irmãos.

Bom dia, discípulos do Senhor do sábado!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Mateus12
#RPSP


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