Reavivados por Sua Palavra


MATEUS 9, Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
3 de fevereiro de 2018, 0:30
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“Vendo Ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor” (v.36).


Mal havia chegado em “Sua própria cidade” (v.1), e foi levado à presença de Jesus “um paralítico deitado num leito” (v.2). Era evidente, diante das testemunhas oculares, que aquele homem desejava a cura física. Mas o Leitor de corações sabia que a cura física seria apenas um paliativo para o que ele realmente necessitava. E vendo-lhe a angústia que o maltratava mais do que a própria enfermidade, Jesus proferiu as palavras de cura: “Tem bom ânimo, filho; estão perdoados os teus pecados” (v.2). Se aquele homem tivesse voltado para sua casa novamente carregado, ainda assim, voltaria glorificando o nome de Deus. Mas a cura de sua enfermidade seria uma prova da autoridade de Cristo “para perdoar pecados” (v.6) perante os corações petrificados pelo orgulho.

De todos os milagres, o maior milagre que Cristo realizava por onde passava era o do perdão. Em cada vista restaurada, em cada leproso purificado, em cada endemoninhado liberto, em cada chamado realizado (v.9), a Sua voz, o Seu toque, o Seu olhar diziam: “Alegra-te! Eu te perdoei!”. A maior alegria do Salvador era a de estar rodeado de pessoas; de assentar-Se à mesa com “publicanos e pecadores” (v.10). O Seu “consultório” era onde estavam “os doentes” (v.12). O Seu lema era: “Misericórdia quero e não holocaustos” (v.13) (e continua sendo o mesmo!). A obra de Cristo é a de salvar pecadores. Ser justo mediante esforços próprios não passa de justiça imprestável (Is 64:6). Justo é aquele a quem Deus chama de justo (Gn 6:9, Jó 1:8, Mt 1:19, Hb 11:4). Percebem a diferença?

Os meios que Deus nos deixou para que possamos manter comunhão com Ele, quando usados fora do contexto, ou como um fim em si mesmos, perdem por completo a sua validade. O estudo da Bíblia, a oração e o jejum são ferramentas imprescindíveis para que possamos estabelecer um relacionamento íntimo com Deus, contudo, não são artigos de mostruário de santidade e nem certificado de garantia de justificação (era esta a justiça dos escribas e fariseus). Desde os nossos primeiros pais, a promessa é de que Jesus seria o nosso libertador (Gn 3:15). Não temos participação no plano da salvação. Nada do que façamos ou deixemos de fazer, muda o fato de que Cristo já pagou o preço de nosso resgate. A graça ilimitada nos confere “o mistério da piedade: Aquele que foi manifestado na carne foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória” (1Tm 3:16).

Se permitirmos que Ele nos dê um novo coração; que transforme o odre velho em odre novo (v.17), nem a morte silenciará a nossa fé (v.18). Diariamente, estenderemos nossas mãos com o fim de apenas tocar as vestes de justiça do único que é verdadeiramente Justo (v.21; 1Jo 2:1). Mesmo tomados de cegueira por tanto tempo, do coração renovado romperá o intenso clamor diário: “Tem compaixão de [mim], Filho de Davi!” (v.27). O maior milagre que Jesus deseja realizar em nossa vida é o milagre do perdão. O profeta Isaías afirma esta necessidade e o apóstolo Paulo a confirma: “Eu te ouvi no tempo da oportunidade e te socorri no dia da salvação; eis, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação” (Is 49:8; 2Co 6:2).

Assim como o foi com o paralítico de Cafarnaum, Jesus deseja nos curar de dentro para fora. São estes os trabalhadores que Ele convoca para a Sua seara (v.37). Roguemos, pois, “ao Senhor da seara” (v.38), que esta obra tenha início em nosso coração e, certamente, ela será naturalmente manifestada em nossa vida para a glória de Deus (v.8).

Feliz sábado, alvos do perdão divino!

Desafio do dia: Visite alguém que esteja enfermo. Seja um trabalhador da seara de Deus.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Mateus9
#RPSP


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