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LEVÍTICO 7 – Por mais simples ou estranhas que sejam as formas de Deus revelar grandiosíssimas verdades para nós, apreciá-las, aceitá-las e praticá-las certamente trará importantes benefícios inimagináveis a nossa vida, família, sociedade, etc.
“O livro de Levítico, sem dúvida, é um dos mais negligenciados do AT, exatamente porque os cristãos de hoje não conseguem ver sua importância para a vida atual. Quando, porém, se percebe que seus principais temas ou ideais – a santidade de Deus, Sua aliança com Seu povo e as consequentes exigências de um viver santo – são eternos e irrevogáveis, torna-se imediatamente clara a pertinência do livro” (Eugene H. Merrill).
Este capítulo fala o ritual que os sacerdotes deviam seguir para…
1. A oferta pela culpa (vs. 1-10);
2. As ofertas pacíficas (vs. 11-21);
3. Gordura e sangue dos animais sacrificados (vs. 22-27);
4. A porção destina a eles, os ministros do santuário (vs. 22-38).
Leia todos os 38 versículos deste sétimo capítulo de Levítico. São palavras divinas que não perdem a validade.
“Qual a essência do ritual religioso na Bíblia?” – perguntou Gordon J. Wenham. Ele mesmo responde: “Ele é o meio de comunicação entre Deus e o homem, uma peça de teatro realizada em um palco e assistida por espectadores humanos e divinos. Os rituais do Antigo Testamento expressam visivelmente, e não verbalmente, as verdades religiosas. Eles são o equivalente antigo da televisão”.
Deus é santo, logo pode tornar coisas comuns em santas. A oferta entregue a Ele deve ser santa, e o ritual, santíssimo (v. 1). Por isso, as ordens são claras, os limites detalhadamente esclarecidos (vs. 2-35). Após importantes revelações, Moisés concluiu as orientações referentes aos rituais do santuário (vs. 36-38).
1. Diante da culpa resultante de nossos erros, falhas e defeitos, temos um Deus preocupado com nossa condição;
2. Diante de nossa situação complicada devido à consequência de nossos maus procedimentos, temos um Deus disposto a oferecer um plano para absolver-nos da condenação pelo pecado;
3. Diante de nossa maligna pecaminosidade, temos um Deus que promove santidade visando libertar-nos de nossas atrocidades;
4. Diante de tantas coisas imundas e perversas deste mundo, Deus tem ministros que auxiliam àqueles que anseiam por comunhão com Ele.
Deus oferece salvação gratuitamente desde antigamente. Temos razões suficientes para reaviver-nos espiritualmente!
Avancemos! – Heber Toth Armí.
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6 Todo varão entre os sacerdotes a comerá: no lugar santo a comerá. Cada sacerdote, mesmo que tivesse algum defeito físico que lhe impedisse o desempenho dos deveres sacerdotais, podia comer “o pão do seu Deus, tanto no santíssimo como do santo” (Lv 21:22, 23). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 801.
11-21 ofertas pacíficas (ARA; NVI: oferta de comunhão). Havia três tipos de ofertas pacíficas: 1) Ofertas de ações de graça, que eram feitas para relembrar com gratidão as misericórdias alcançadas; 2) As ofertas votivas [votos], promessas feitas no sentido de trazer uma oferta, se certa aspiração fosse atendida; 3) Ofertas voluntárias, que se distinguiam das votivas por não haver uma promessa anterior, e das de ações de graça, por não se referirem a alguma bênção específica alcançada. Bíblia Shedd.
Cristo oferece aos crentes, espiritualmente, a Sua própria carne para ser comida (Jo 6.54-58). Na carne e no sangue de Cristo, os crentes encontram vida eterna e têm comunhão com o Pai. Por meio dessa comunhão, os crentes são transformados cada vez mais na imagem de Cristo (2Co 3.18). Bíblia de Genebra.
12-15 Ofertas por gratidão eram apresentadas como agradecimento pelo livramento de enfermidades (Sl 116.17), da aflição (Sl 107.22) ou da morte (Sl 56.12), ou por uma bênção recebida. Bíblia de Estudo NVI Vida.
12 obreias (ARA; NVI: “pães finos”). Heb raqiq, um bolo de forma, feito de uma camada fina, 2.4; 8.26; Êx 29.2, 23; Nm 6.15, 19. bolos. Heb hallah, pães que se perfuravam em cima, na hora de assar. A palavra vem da palavra halal, “furar”. O seu peso era de 3,5 kg (duas dízimas de um efa, 24.5). Bíblia Shedd.
13 pão levedado (ARA; NVI: com fermento). Esse regulamento não contradizia a proibição em 2.11 ou em Êx 23.18, visto que a oferta aqui referida não era queimada no altar. Bíblia de Estudo NVI Vida.
A levedura (um resto de massa apodrecida), se usava comumente nas festas sociais, e era permitida nas ofertas de ações de graça, sendo que estas eram a expressão espontânea da dedicação de vidas que nunca eram totalmente isentas de pecados e males. Bíblia Shedd.
14 de toda a oferta, trará um bolo. Um de cada tipo de obreia, bolo e pão era a porção dos sacerdotes. Bíblia Shedd.
Ou seja, um bolo dentre os dez que em geral eram trazidos. O bolo era dado ao sacerdote, que devia movê-lo diante do Senhor. Isso era feito levantando-se e abaixando-se diante do altar de ofertas queimadas ou movimentando-o para frente e para trás; desse modo, primeiro o bolo era apresentado ao Senhor e, então, dado ao sacerdote. CBASD, vol. 1, p. 801.
15 a carne do sacrifício … se comerá no dia de seu oferecimento. Essa ordem não teria sido dada sem uma boa razão. Promovia a higiene, encorajava o relacionamento social e a liberalidade para com o pobre. Das três razões, as medidas higiênicas eram as mais importantes. Em um país de clima quente era difícil conservar os alimentos perecíveis íntegros por qualquer período de tempo. … Se o ofertante tentava manter o alimento por mais de dois dias, a putrefação provavelmente ocorria. … [Se fosse] impossível ao ao próprio ofertante consumir a carne do animal em um ou dois dias, naturalmente ele convidava outros para partilhá-la consigo. Esta era a intenção de Deus (Dt 12:11, 12, 17, 18; 16:11). Assim, a ocasião, além de solene, era uma feliz reunião familiar (Sl 42:4; Is 30:29). A presença dos convidados levitas atribuía à reunião um toque de dignidade e provia oportunidade de instrução. As riquezas do mundo são distribuídas de forma desigual. Alguns têm menos do que precisam e outros têm mais. Deus ordena que os que têm partilhem com os que não têm. CBASD, vol. 1, p. 801.
A proibição aplicava-se também à Páscoa(Êx 12.10). Bíblia de Estudo NVI Vida.
… assim a generosidade, a caridade e o cuidado dos aflitos, fariam parte da festa, para completar uma verdadeira ceia sacrificial, de bom grado para Deus e para os homens. Bíblia Shedd.
16 voto. Pessoas em situação difícil poderiam fazer votos prometendo algo a Deus caso Ele atendesse às suas orações (Gn 28.20-22; 1Sm 1.11; 2.21). Normalmente, esses votos eram acompanhados por uma oferta pacífica no momento de serem feitos e, depois, novamente, ao serem atendidos. Bíblia de Genebra.
20 se alguma pessoa, tendo sobre si imundícia [ARA; NVI: estando impuro], comer a carne do sacrifício pacífico… Israelitas com impurezas rituais físicas (ver notas nos caps. 11-15) não podiam entrar em contato com coisas santas, porque esta impureza estava associada com morte, que resulta do pecado (Rm 6:23). O Deus santo é o Criador da vida e queria que o povo entendesse claramente que a morte é estranha a Ele e a tudo conectado a Ele. Muitas religiões aceitam a morte como natural.A Bíblia, contudo, ensina que a morte não é natural, malévola, e foi introduzida por um inimigo (Gn 3; Ap 12:9). Andrews Study Bible.
… será eliminado do seu povo. Esta punição, aplicada pelo próprio Deus, significa que a pessoa seria cortada de sua linhagem familiar [seria excluída da linhagem de sua família]. Isto podia significar que a linha de descendentes daquele indivíduo iria cessar [ser interrompida] de forma que a pessoa nem mesmo seria lembrada porque não haveria ninguém para levar o seu nome. O fato de que a punição iria além da morte explica como alguém poderia ser tanto apedrejado até a morte como “cortado” (Lv 20.2-3). O Messias sofreu a “segunda morte” de ser cortado (Dn 9:26), mas porque Ele é inocente e levou o pecado por outros, Ele retornou dos mortos de onde não há retorno e viu Seus descendentes (ver Is 53:10). Andrews Study Bible.
23 Não comereis gordura. Esta ordem repetida com frequência baseia-se na explicação de que “toda gordura é do Senhor” (Lv 3:16). A gordura de animais mortos naturalmente ou caçados por predadores poderia ser usada para outros propósitos, mas não como alimento (Lv 7:24). CBASD, vol. 1, p. 801.
26 Não comereis sangue. Esta expressão se refere ao ato de comer carne cujo sangue não foi drenado (1Sm 14.33). A razão dessa proibição é dada em 17.11 e Gn 9.4. Bíblia de Genebra.
Desde que o derramamento de sangue representava perda de vida (Gn 9.4), e que o sangue assim derramado era usado somente para a expiação, nunca se podia comer ou beber. Esta proibição se referia somente ao uso do sangue como alimento, e não deve ser considerada uma lei contra a transfusão de sangue, o que é uma operação médica para salvar vidas. Se queremos atribuir-lhe algum sentido espiritual, seria apenas o de ilustrar a santidade do sangue de Cristo, derramado em nosso favor para que tenhamos a plenitude da vida mediante Seu sacrifício supremo. Bíblia Shedd.
29 sacrifício pacífico. As ofertas pacíficas foram discutidas amplamente no capítulo 3. Aqui alguns detalhes são dados. CBASD, vol. 1, p. 801.
30-36 oferta movida. A parte da oferta que os sacerdotes moviam era deles. O movimento de ida e volta para o altar simbolizava a oferta do sacrifício a Deus e seu retorno aos sacerdotes. Estas ofertas ajudavam a manter o sacerdotes que cuidavam da casa de Deus. O Novo Testamento ensina que os ministros deveriam ser mantidos pelas pessoas a quem eles servem (1Co 9:10). Nós devemos dar generosamente àqueles que ministram por nós. Life Application Study Bible.
35 Esta é a porção de Arão … e de seus filhos. A ênfase no capítulo 7 é sobre a parte que pertencia aos sacerdotes. Deus ordenou uma provisão liberal para o Seu ministério e pretendia que cada israelita compreendesse a responsabilidade de mantê-lo. Isso mantinha o sacerdócio em elevada estima entre o povo. Muito do que era doado revertia aos sacerdotes. CBASD, vol. 1, p. 802.
37, 38. Resumo dos caps. de 1 a 7. Bíblia de Estudo NVI Vida.
37 A oferta da consagração se referia à oferta apresentada na cerimônia em que os sacerdotes foram introduzidos no cargo (8:22). Life Application Study Bible.
38 Deus deu a Seu povo muitos rituais e instruções a seguir. Todos os rituais em Levítico deveriam ensinar valiosas lições ao povo. Entretanto, com o passar do tempo o povo se tornou indiferente a estes riruais e começou a perder contato com Deus. Quando os rituais de sua igreja começarem a parecer secos, tente redescobrir o significado e propósito originais atrás deles. Seu louvor será revitalizado. Life Application Study Bible.
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LEVÍTICO 6 – Não há ninguém inocente, mas todos podem beneficiar-se do perdão. A culpa pode ser banida da alma de todo aquele que busca a Deus.
Os primeiros sete versículos deste capítulo aludem ao tema do capítulo anterior. O Senhor lembra a cada pecador que Ele providenciou e aceita uma oferta quando assumimos nossa responsabilidade pelas nossas atitudes, pelo mal que provocamos aos outros, ainda que intencional ou não.
Os versículos seguintes referem-se a leis ritualísticas que os sacerdotes deveriam seguir no quesito ofertas. O pecador não deveria ofertar de qualquer jeito, nem o sacerdote seguir seus próprios critérios de intercessão. Havia…
• A lei do holocausto (vs. 8-13);
• A lei da oferta de manjares (vs. 14-23);
• A lei da oferta pelo pecado (vs. 24-30).
Ampliando mais a visão do conteúdo destes primeiros capítulos de Levítico, observe que os três primeiros capítulos tratam das ofertas queimadas, os capítulos 4 e 5 apresentam-nos ofertas pelas diferentes culpas; então, os capítulos 6 e 7 apresentam aos ofertantes a importância do ritual realizado pelos sacerdotes, assim que a oferta do ofertante.
Estes capítulos estão interligados e não podemos compreendê-los bem sem perceber que tamanha ligação.
Após mostrar que ninguém é inocente, nem mesmo o ignorante, neste livro Deus passa a revelar a necessidade de reparar perante Ele a transgressão contra Seu caráter. E, então, apresenta que sem a ministração sacerdotal, os pecadores jamais poderão ser atendidos no santuário; ou seja, o pecador, indubitavelmente, carece de um intercessor.
Além de reparar erros cometidos contra alguém, nenhum pecado seria realmente reparado sem ser confessado a Deus; pois, no fim das contas, todo pecado resulta de um estado em rebelião contra Deus.
Reflita:
1. O fogo contínuo representa Cristo continuamente diante do Senhor intercedendo pelo pecador que, arrependido, se rende em total consagração ao Criador (vs. 8-13);
2. O ato de sacrificar como o de comer no santuário deveria ser considerado santíssimo aos sacerdotes e Sumo sacerdote (vs. 14-23);
3. O ato do sacerdote comer a carne na qual se transferia o pecado tornava-o portador do pecado de quem fora perdoado, isso fez Cristo ao assumir nosso pecado após viver de forma impecável (vs. 24-30).
Deus deseja que, tanto Seu povo quanto Seus ministros se santifiquem.
Abandonemos o pecado e reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Comentário devocional:
As instruções em Levítico 6:8 a 7:38 suplementam informações sobre sacrifícios dos capítulos anteriores. O fogo sagrado que consumia os sacrifícios, aceso pelo próprio Deus (Lv 9:24), deveria continuamente queimar no centro da adoração israelita. Centelhas de origem humana não poderiam adequadamente representar o sacrifício do Salvador. Para salvar-nos do fogo divino da “segunda morte” (Ap. 20), Cristo foi consumido em nosso lugar pelo sofrimento da separação do Seu Pai (Mt 27:46), o que aquele fogo representava.
A oferta pelo pecado era santa, mas se algo do sangue dessa oferta respingasse na roupa de um sacerdote ou do ofertante durante o abate da vítima, o sangue deveria ser lavado da roupa, indicando que ele carregava uma espécie de impureza do pecador (compare com Lev. 11:25, 28, 35; Números 31:23-24). De fato, o tabernáculo/templo era contaminado quando aspergido pelo sangue da oferta pelo pecado, consequentemente o tabernáculo tinha de ser purificado no Dia da Expiação (Lv 16).
Em outro lugar, Levítico proíbe trazer impureza em contato com a santidade de Deus (Lv 7:20-21). Mas, na remoção dos pecados do povo, ao libertar o ofertante “do seu pecado”, Deus assume a responsabilidade dessas faltas por meio do sacrifício santo, simbolizando Cristo. O bom sangue de Cristo retira e afasta de nós os nossos pecados, assim como o sangue em nossos corpos remove os resíduos.
Somos lavados pelo sangue do Cordeiro!
Roy Gane
Andrews University
Estados Unidos
Também disponível em: http://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/biblia/lev/6 e https://www.facebook.com/ReavivadosPorSuaPalavra
Texto original: http://www.revivalandreformationorg/bhp/en/bible/lev/6 e http://revivedbyhisword.org/en/bible/lev/6/
Tradução: JQuimelli/Gquimelli
Texto bíblico: Levítico 6
Comentário em áudio
Leituras da semana do programa Crede em Seus Profetas: Parábolas de Jesus, cap.14
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1-7 Aqui descobrimos que roubar envolve mais do que somente retirar algo de alguém. Encontrar algo e não devolvê-lo ou recusar devolver algo emprestado são outras formas de roubo. Estes são pecados contra Deus e não apenas contra seu vizinho, um estranho ou um grande negócio. Se você obteve algo irregularmente, então confesse seu pecado a Deus, peça desculpas ao proprietário e devolva os itens roubados – com juros. Life Application Study Bible.
A transgressão contra o próximo requer a restauração do valor perdido mais o acréscimo da “quinta parte” (v. 5) e a oferta de um sacrifício a Deus (cf. Mt 5.24). Bíblia de Genebra.
2 cometer ofensa contra o Senhor. De ma’al, “agir dolosamente”, “agir de má fé”. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 796.
negar ao seu próximo. A negação de uma verdade ou a mentira aqui descrita é, primeiramente, uma transgressão contra Deus e depois um pecado contra o próximo. … No caso de mentir conscientemente e ainda reter o que pertencia a outro era uma dupla transgressão – roubar e mentir. O ofensor seria culpado de pecado deliberado. CBASD, vol. 1, p. 796.
o que este lhe deu em depósito. Ou “em parceria” (KJV), como sociedade ou contrato. Em sociedade, o cristão deve exercer uma constante vigilância para que cada sócio receba o que lhe é devido; e, em contrato, deve haver fiel desempenho de ambas as partes no acordo. Não deve haver intenção de enganar, nem levar vantagem em falhas, mas sim um cuidado zeloso pelos interesses do outro sócio. Se assim não for feito, o homem que transgride é culpado. CBASD, vol. 1, p. 796.
3 tendo achado o perdido, o negar com falso juramento. De algum modo, isto é mais sério do que os casos precedentes, pois a pessoa não apenas mente, mas firma sua mentira por meio de juramento legal ou não. Em ambos os casos, ela é culpada de jurar falsamente. CBASD, vol. 1, p. 796.
Ver Dt 22.1-3. Bíblia de Estudo NVI Vida.
4 restituirá aquilo que roubou. A restituição é parte vital do que Deus requer da pessoa que deseja se livrar da culpa do pecado. Nesses casos, convicção do pecado, tristeza e confissão sozinhas não são suficientes. Todos esses são passos desejáveis em direção ao reino, mas não bastam. Eles devem ser acompanhados de arrependimento tão profundo e completo que a alma culpada não descanse até fazer todos os esforços a fim de retificar o erro praticado. Isso, em muitos casos, inclui restauração e devolução com juros do que foi tomado, bem como todo esforço necessário para corrigir o erro. Os frutos dignos de arrependimento mencionados por João incluíam restituição (Mt 3:8). CBASD, vol. 1, p. 797.
5 jurou falsamente. A mentira é um dos pecados mais comuns hoje e, aos poucos, está se tornando respeitável. … A Bíblia é clara quanto ao assunto da verdade e não aceita menos que isso. Deus é “o Deus da verdade” (Is 65:16; Sl 31:5; Dt 32:4). … A paixão pela verdade deve motivar o cristão. Ele é o representante do Deus da verdade e não deve levantar falso testemunho de modo algum. Deve amar a verdade acima de tudo, pois é a verdade que o liberta (Jo 8:32). … Uma pessoa cheia do amor da verdade será verdadeira em todos os relacionamentos. Ela odiará e desprezará toda pretensão e hipocrisia; seus motivos jamais serão questionáveis. … Terá a reputação de alguém cuja palavra é digna de confiança. CBASD, vol. 1, p. 797, 798.
6.8 – 7.36. Tendo falado aos leigos a respeito das leis dos sacrifícios, Moisés agora se dirige aos sacerdotes, especialmente sobre o direito deles sobre uma partilha nos sacrifícios. Bíblia de Genebra.
9 holocausto. Cristo, o sumo sacerdote da nova aliança, ofereceu o derradeiro holocausto em Seu corpo; ele estava inteiramente consagrado a Deus, sofrendo a morte pelo pecado e provocando a morte do crente para o pecado (Rm 6.2-7). Bíblia de Genebra.
11 O sacerdote tinha a obrigação de limpar as cinzas do altar, depois de ter oferecido um holocausto, usava, para isso, vestes especiais, calças e túnica de linho, laváveis, que se usavam tão-somente para o contato direto com o altar. Quando removia as cinzas pela manhã, deixava-as ao lado altar, trocava suas vestes, colocando suas roupas normais de sacerdote, e depois removia as cinzas para algum lugar “limpo” (e não para um depósito de lixo, que seria considerado impuro), fora do arraial. Bíblia Shedd.
12 O holocausto [oferta totalmente queimada] era apresentada de manhã e de tarde por toda a nação (veja Êx 29:38-43). Life Application Study Bible.
As ofertas contínuas, que se ofereciam duas vezes por dia, sem falta, eram uma expressão da dedicação de Israel ao seu Deus. Bíblia Shedd.
12, 13 Mantenha-se aceso o fogo no altar, não deve ser apagado (NVI). O primeiro fogo que acendeu a lenha do sacrifício depois da consagração formal de Arão como sacerdote, foi ateado por Deus, 9.24. Essa origem sobrenatural do fogo no altar serve para nos ensinar que se um sacrifício pode ser feito pelo homem, é só a graça de Deus que o consome, que o torna aceitável, que faz dele um meio de expiação. Nenhum fogo feito pelo homem poderia ser usado no altar do Senhor, e por isso mesmo é que era tão importante que os sacerdotes conservassem sempre acesa a chama que veio a existir de maneira tão notável. O pecado de oferecer sacrifícios com “fogo estranho”, fogo ateado pelos homens e não por Deus, foi justamente o que provocou a morte de Nadabe e Abiú, 10.1-2.O holocausto [oferta totalmente queimada] era apresentada de manhã e de tarde por toda a nação (veja Êx 29:38-43). Bíblia Shedd.
O fogo santo no altar deveria se manter queimando porque foi Deus quem o acendeu. Isso representava a eterna presença de Deus no sistema sacrifical. Mostrava ao povo que somente pelo favor gracioso de Deus seus sacrifícios poderiam ser aceitáveis. O fogo de Deus está presente na vida de cada crente, hoje. Ele acende o fogo quando o Espírito Santo vem viver em nós e cuida disso de modo que cresçamos na graça ao andarmos com Ele. Quando nos tornamos cientes de que Deus habita em nós, temos confiança em nos achegarmos a Ele por perdão e restauração. Life Application Study Bible.
13 o fogo arderá continuamente. O próprio Deus alimentava esse fogo (Lv 9:24). Os judeus afirmam que o fogo queimou continuamente até o cativeiro babilônico. … Manter o fogo aceso requeria grande suprimento de madeira. Os sacerdotes ajuntavam a lenha uma vez por ano e convidavam o povo a ajudá-los. CBASD, vol. 1, p. 798.
14 oferta de manjares (ARA; NVI: oferta de cereal). Assim como a oferta de manjares representava os frutos da obediência, ela também prenunciava a vida de Cristo em perfeita obediência e gratidão a Deus. Bíblia de Genebra.
18 Todo varão.Esta expressão se restringe aqui aos homens que serviam no culto do tabernáculo. Antes de atingirem a idade de 30 anos, os homens não podiam entrar no lugar santo, Nm 4.3, 23, 30, 39. Bíblia Shedd.
28 vaso de barro … vaso de bronze. Um vaso de louça não vitrificada absorveria alguns sucos, não podendo ser lavado ao ponto de ficar bem limpo, como o bronze. Bíblia Shedd.
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LEVÍTICO 5 – Geralmente o ser humano tem um lugar na memória que não compartilha com ninguém, guarda exclusivamente para si. É possível que alguns desses segredos sejam situações vergonhosas, humilhantes; ou, podem ser pecados secretos, acariciados mas escondidos.
Escondido das pessoas, mas não de Deus. Não dá para esconder nada dEle. Ações corretas com intenções equivocadas estão abertas diante de Deus; todavia, Deus mesmo oferece uma saída para estes pecados ocultos.
1. Quem não confessar um pecado visto por alguém, levará na alma o peso da culpa (v. 1);
2. Quem tocar, sem que ninguém veja, em algo imundo, será culpado e carregará a imundície em si daquilo em que tocou (vs. 2-3);
3. Quem ocultar verdades será culpado de pecado (v. 4).
Para estes pecados ocultos tem um procedimento para obter perdão divino; o qual resulta em reconciliação com Deus. A oferta pelo pecado revela que o pecado é terrível, e o pecador merece ser punido; contudo, Deus tem um plano para que o culpado seja absolvido (vs. 5-13). Deus leva em consideração cada situação: aqui, a situação financeira determinará a oferta do pecador.
Ainda é possível pecar por ignorância em relação às coisas sagradas (vs. 14-16) ou desobedecer mandamentos de Deus sem saber (vs. 17-19). Pecar por ignorância é pecado que exige a morte; contudo, Deus providenciou um mediador e um sacrifício para reparar o erro e eliminar a culpa. Baseado na Sua misericórdia e graça, Deus dá oportunidade do transgressor livrar-se da desgraça causada por ele.
O sacerdote mediador e o sacrifício apontam para Cristo em Sua missão de salvar o transgressor e culpado diante de Deus. A obra de Cristo é salvar aquele que merece a morte. A função da revelação visa convencer de nossa terrível situação e mostrar que ao reconhecer nossa miséria diante de Deus obteremos dEle misericórdia e salvação.
Se você passar a 80km por hora onde deveria ter passado a 50km por hora e um guarda de trânsito te parar para dizer que uma lei de trânsito foi infringida e você alegar não ter visto a placa (embora estivesse lá), esse argumento não te livrará da multa.
Ignorância não justifica pecados. Ser ignorante não é solução, é a perdição. Portanto, conheça a Cristo e Seu plano de salvação! – Heber Toth Armí.
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Comentário devocional:
Em Levítico 4, as ofertas pelo pecado cobriam pecados não intencionais, aqueles cometidos sem que se tenha consciência deles.
Levítico 5:1-13 estende a cobertura para quem intencionalmente não se apresentasse como testemunha de um crime (v. 1) ou deixasse de passar pela purificação ou de cumprir um juramento (versos 2-4).
Quando uma pessoa (homem ou mulher) reconhecia que havia pecado, o indivíduo carregava culpa suscetível de punição, até que a confessasse a Deus (não a um sacerdote), e oferecesse uma oferta pelo pecado. Então Deus (não o sacerdote), que é quem sabe quando o arrependimento é genuíno, escolhe perdoar.
Em Levítico 5:14 a 6:7, as ofertas de transgressão expiam os pecados graves de sacrilégio: mau uso de algo santo que pertence a Deus (como o dízimo), ou deliberadamente abusar do santo nome de Deus em um juramento falso, para enganar outra pessoa. Como tais pecados traziam benefício econômico ilícito, o pecador devia restaurar o valor devido a Deus ou à outra pessoa, acrescentando uma multa de 20%, antes de trazer uma oferta pela culpa (compare Mat. 5:23-24).
Mesmo quando endireitamos as coisas da melhor maneira que podemos, ainda precisamos do sacrifício de Cristo.
Quando sentimos nossa culpa mas não podemos identificar o nosso pecado (Lv 5:17-19), podemos deixar o nosso fardo com Jesus!
Roy Gane
Andrews University
Estados Unidos
Também disponível em: http://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/biblia/lev/5 e https://www.facebook.com/ReavivadosPorSuaPalavra
Texto original: http://www.revivalandreformationorg/bhp/en/bible/lev/5 e http://revivedbyhisword.org/en/bible/lev/5/
Tradução/adaptação: JQuimelli/Gquimelli
Texto bíblico: Levítico 5
Comentário em áudio
Leituras da próxima semana do programa Crede em Seus Profetas: Parábolas de Jesus, cap.14
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1-6 Estes versículos tratam dos pecados de omissão, de inadvertência e de precipitação. Os casos em vista são: (a) o pecado de negligenciar testemunho (v. 1). (b) o pecado do contato com qualquer coisa imunda (vs. 2-3); (c) o pecado de fazer juramentos precipitados (v. 4). Bíblia de Genebra.
1 a voz da imprecação. Ou seja “uma imprecação pública”. O cenário é uma cena judicial em que testemunhas são chamadas a depor. Alguém se recusa a testemunhar e é declarado culpado. às vezes, há deveres desagradáveis que se prefere evitar, mas que devem ser cumpridos. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 792.
2 quando alguém tocar alguma coisa imunda. As pessoas dos tempos antigos não tinham o conhecimento médico e sanitário disponível hoje. Não havia como saber que, ao ter contado com certas doenças, podia-se contrai-las e contaminar outros. Assim, o único princípio seguro era evitar tudo o que fosse suspeito. Transgredi-lo podia levar a uma epidemia. Como medida preventiva, esse princípio ainda é válido. CBASD, vol. 1, p. 793.
4 quando alguém jurar temerariamente. Isso não se refere à conversação, mas à solene confirmação de uma promessa a ser cumprida ou para refrear-se de fazer certas coisas. … Se uma das partes contratantes se esquecesse da promessa feita pelo juramento, ou se a repudiasse, quando mais tarde de conscientizasse da quebra do acordo, então seria culpado. Quebrar a palavra é um pecado flagrante do nosso tempo e parece aumentar cada vez mais. Os cristãos devem se precaver disso. CBASD, vol. 1, p. 793.
Você, alguma vez, já efetuou um juramento de fazer ou não fazer algo e então percebeu o quão insensata sua promessa foi?O povo de Deus é chamado a manter sua palavra, mesmo que tenha feito promessas difíceis de cumprir. Jesus advertiu contra juramentos (no sentido de fazer votos ou promessas) quando Ele disse: “Seja o seu ‘sim’, ‘sim’, e o seu ‘não’, ‘não’; o que passar disso vem do maligno” (Mt 5.37, NVI). Nossa palavra deveria ser suficiente. Se achamos que temos que reforçá-la com um juramento, algo está errado com nossa sinceridade. A única promessa que estamos desobrigados a cumprir são promessas que levam ao pecado. Uma pessoa sábia e auto controlada evita fazer promessas precipitadas. Life Application Study Bible.
5 confessará. O ofertante tinha de confessar a Deus o seu pecado para receber o perdão. Bíblia de Estudo NVI Vida.
O inteiro sistema de sacrifícios não poderia auxiliar o pecador a não ser que ele trouxesse o seu sacrifício com uma atitude de arrependimento e um desejo de confessar o pecado. Hoje, por causa do sacrifício de Cristo na cruz, não temos que fazer sacrifícios de animais. Mas é ainda vital que confessemos o pecado, porque a confissão mostra reconhecimento da realização do pecado, percepção da santidade de Deus, humildade perante Deus e desejo de se afastar do pecado (Sl 51.16, 17). Mesmo a morte de Jesus será de pouco valor para nós se não nos arrependermos e O seguirmos. É como a vacina contra uma perigosa doença – não nos será útil se não entrar em nossa corrente sanguínea. Life Application Study Bible.
11 um jarro da melhor farinha como oferta pelo pecado. Esse ritual para uma pessoa que não poderia oferecer nem mesmo um par de pássaros era uma oferta de purificação que substituía o sacrifício de um animal (compare Hb 9:22 – “quase todas as coisas são purificadas com sangue” (NVI). Não era uma simples “oferta de grãos” (Lv 2). Andrews Study Bible.
Ele não devia por azeite ou incenso sobre a oferta, pois se tornaria uma oferta de cereais. Sem esse elemento, era uma oferta pelo pecado. … Aqui há uma situação incomum: uma oferta pelo pecado sem sangue derramado. Mas, há também outra coisa surpreendente: ofertas pelo pecado nunca eram colocadas sobre o altar. Por uma questão de ênfase, Deus repete: “é oferta pelo pecado”. Como explicar a diferença no ritual que Deus permite aqui? De acordo com Hebreus 9:22, “sem derramamento de sangue não há remissão” do pecado. Essa é a regra. Levítico 5:11-13 apresenta uma exceção à regra geral. Nem todas as coisas, mas “quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue” (Hb 9:22). O fato é que, neste caso, uma oferta pelo pecado sem sangue efetuava a expiação, e isso provavelmente explique o “quase”. … jamais pode haver real remissão do pecado fora do sangue de Cristo. Se assim fosse, Sua morte seria em vão; porém, no tipo [modelo] havia casos em que a remissão e a purificação se efetuavam sem o imediato derramamento de sangue. CBASD, vol. 1, p. 794.
15 ofensa. Heb. ma’al, “engano”, “infidelidade”, “quebra da Lei”. Aqui se aplica a pecados públicos, danos cujo valor podia ser calculado. Bíblia Shedd.
nas coisas sagradas do Senhor. As “coisas sagradas do Senhor” são as primícias, os dízimos, as ofertas e o que mais pertencesse ao Seu serviço. A transgressão aqui considerada envolvia reter ou diminuir, ou seja, pagar menos do que era devido. CBASD, vol. 1, p. 794.
16 oferta pela culpa. Em heb, é uma palavra só: ‘asham, que quer dizer “culpa” no sentido de danos e estragos, e também é o nome técnico do tipo de sacrifício que a culpa requer. Cristo é o único que cumpre completa e satisfatoriamente tudo aquilo que é previsto nesta oferta, imputando-nos Sua justiça, cf 2 Co 5.21, onde a palavra “pecado” tem exatamente o sentido de ‘asham. A profecia de Isaías usa a mesma palavra para a obra de Cristo, Isa 53.10. Bíblia Shedd.
17-19 Conforme indica a frase “ainda que não o soubesse” (v. 17), esses versículos concernem à pessoa que suspeite ter transgredido a lei divina, ou à pessoa que não tenha certeza a esse respeito. É um remédio sacrifical para aqueles que tem uma consciência inquieta. Nesse caso, não há qualquer exigência de reparação, pois a natureza do delito é incerta. Bíblia de Genebra.
17-19 e fizer contra algum de todos os mandamentos. A segunda situação é muito parecida com a primeira (v. 14-16), mas diz respeito à prática de coisas proibidas. Tais coisas, embora não especificamente mencionadas, provocavam o desagrado de Deus. CBASD, vol. 1, p. 794.
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“A maneira mais comum de o Espírito de Deus convencer os pecadores é pelo uso da Lei. É ela que, confortavelmente assentada na consciência, de modo geral quebra em pedaços as rochas. Mais especialmente, é essa parte da Palavra de Deus que é rápida e poderosa, cheia de vida e energia e mais afiada que uma espada de dois gumes.”
John Wesley(1703-1791)
Teólogo e evangelista inglês, fundador do metodismo
(Citado na Bíblia Evangelismo em Ação Vida)
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Comentário devocional:
Os sacrifícios de Levítico 1-3 eram voluntários, mas quando imperfeições humanas poderiam afetar o santuário de Deus ou coisas santas associados a ele, as ofertas pelo pecado e pela culpa (Lv 4-5) eram obrigatórias. O holocausto era o sacrifício expiatório básico (Jó 42:8; Lev 1:4), mas o Senhor estabeleceu, adicionalmente, as ofertas do pecado e culpa para lidar com casos específicos.
A função da oferta pelo pecado, melhor chamada de “oferta de purificação”, era purificar os ofertantes de pecados menores (normalmente não-intencionais) e de impurezas físicas rituais (Lev 12, 14-15). As impurezas físicas não eram atos de pecado, mas representavam o estado humano de mortalidade resultante do pecado.
De maneira exclusiva, o sangue de um sacrifício pelo pecado era colocado sobre os chifres, ou seja, os pontos mais altos do altar do incenso (quando o sumo sacerdote ou a comunidade como um todo pecava) ou do altar exterior (em todos os outros casos). Isso mostrava a importância do sangue, que resgatava a vida do ofertante (Lv 17:11) e apontava para Cristo, que viria e proveria “redenção, pelo Seu sangue” (Ef 1:7) e daria “a Sua vida em resgate de muitos” (Mt 20:28).
Cristo não só oferece o perdão para os nossos atos de pecado, mas também a cura do nosso estado de mortalidade resultante do pecado (comparar Sl 103:2-3) para que possamos desfrutar da vida eterna (Rm 6:23).
Roy Gane
Andrews University
Estados Unidos
Também disponível em:http://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/biblia/lev/4 e https://www.facebook.com/ReavivadosPorSuaPalavra
Texto original: http://www.revivalandreformationorg/bhp/en/bible/lev/4 e http://revivedbyhisword.org/en/bible/lev/4/
Tradução/adaptação: JQuimelli/GQuimelli
Texto bíblico: Levítico 4
Comentário em áudio
Leituras da próxima semana do programa Crede em Seus Profetas: Parábolas de Jesus, cap.14