Reavivados por Sua Palavra


O uso da Lei pelo Espírito Santo by jquimelli
13 de outubro de 2015, 4:32
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“A maneira mais comum de o Espírito de Deus convencer os pecadores é pelo uso da Lei. É ela que, confortavelmente assentada na consciência, de modo geral quebra em pedaços as rochas. Mais especialmente, é essa parte da Palavra de Deus que é rápida e poderosa, cheia de vida e energia e mais afiada que uma espada de dois gumes.”

John Wesley(1703-1791)
Teólogo e evangelista inglês, fundador do metodismo
(Citado na Bíblia Evangelismo em Ação Vida)



Levítico 4 by jquimelli
13 de outubro de 2015, 1:00
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Comentário devocional:

Os sacrifícios de Levítico 1-3 eram voluntários, mas quando imperfeições humanas poderiam afetar o santuário de Deus ou coisas santas associados a ele, as ofertas pelo pecado e pela culpa (Lv 4-5) eram obrigatórias. O holocausto era o sacrifício expiatório básico (Jó 42:8; Lev 1:4), mas o Senhor estabeleceu, adicionalmente, as ofertas do pecado e culpa para lidar com casos específicos.

A função da oferta pelo pecado, melhor chamada de “oferta de purificação”, era purificar os ofertantes de pecados menores (normalmente não-intencionais) e de impurezas físicas rituais (Lev 12, 14-15). As impurezas físicas não eram atos de pecado, mas representavam o estado humano de mortalidade resultante do pecado.

De maneira exclusiva, o sangue de um sacrifício pelo pecado era colocado sobre os chifres, ou seja, os pontos mais altos do altar do incenso (quando o sumo sacerdote ou a comunidade como um todo pecava) ou do altar exterior (em todos os outros casos). Isso mostrava a importância do sangue, que resgatava a vida do ofertante (Lv 17:11) e apontava para Cristo, que viria e proveria “redenção, pelo Seu sangue” (Ef 1:7) e daria “a Sua vida em resgate de muitos” (Mt 20:28).

Cristo não só oferece o perdão para os nossos atos de pecado, mas também a cura do nosso estado de mortalidade resultante do pecado (comparar Sl 103:2-3) para que possamos desfrutar da vida eterna (Rm 6:23).

Roy Gane
Andrews University
Estados Unidos

Também disponível em:http://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/biblia/lev/4 e https://www.facebook.com/ReavivadosPorSuaPalavra
Texto original: http://www.revivalandreformationorg/bhp/en/bible/lev/4 e http://revivedbyhisword.org/en/bible/lev/4/
Tradução/adaptação: JQuimelli/GQuimelli
Texto bíblico: Levítico 4
Comentário em áudio
Leituras da próxima semana do programa Crede em Seus Profetas: Parábolas de Jesus, cap.14



Levítico 4 – Comentários selecionados by jquimelli
13 de outubro de 2015, 0:30
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4.1 – 5.13 Com as palavras “Quando alguém pecar” (4.2), Moisés introduz a sua instrução aos leigos acerca das ofertas pelo pecado. … O pecado e a impureza tornam uma pessoa incapaz de estar na presença de Deus e poluem o santuário, impossibilitando a habitação de Deus ali. A oferta pelo pecado tem por função tratar desse aspecto do pecado, purificando tanto o pecador quanto o santuário. A característica diferenciadora das ofertas pelo pecado é o uso do sangue do sacrifício. Bíblia de Genebra.

1-35 Oferta pelo pecado. Este tipo de sacrifício era necessário para expiar pecados específicos [por ignorância]. O grau da culpa e a qualidade da oferta variavam de acordo com a posição e a responsabilidade do pecador. O pecado do sumo sacerdote era o mais grave, porque era ele quem representava a nação inteira. … o sacrifício pelo pecado incluía o ato de por uma parte do sangue da oferta diante do véu do santuário; a gordura era queimada no altar, mas o resto era queimado fora do arraial. Isto prefigurava a crucificação de Cristo fora da cidade de Jerusalém (Hb 13.12). A justiça de Deus requeria o castigo pelos pecados. Cristo levou esta culpa sobre Si na cruz. Agora Deus perdoa aqueles que, pela fé, aceitam o sacrifício que Cristo sofreu por eles (Is 53,6, 7; 1Pe 2.24; Rm 3.25, 26). Bíblia Shedd.

Quando alguém pecar. As oferta pelo pecado são mencionadas em ligação com a construção do tabernáculo e o estabelecimento do sacerdócio. Antes, somente ofertas queimadas eram oferecidas. As várias palavras usadas na Bíblia para definir e descrever o pecado contém os seguintes conceitos: 1. Pecado é desvio de um padrão definido, transgressão da lei de Deus (1Jo 3:1)[desvio de uma rota definida por uma linha reta]; 2. Pecado é não alcançar, é falhar em atingir o alvo da perfeição [flecha que não atinge o alvo]; 3. Pecado é desobediência [possível quando se conhece e se transgride a lei]; 4. Pecado é ofensa contra Deus. A pessoa pode pecar contra o próximo, mas a primeira e maior ofensa é contra Deus. Por isso, a confissão deve ser feita primeiramente a Deus. … Todo o santuário, incluindo os equipamentos, sacerdócio e ritual, dizia respeito ao pecado. Os serviços se voltavam para a desobediência humana e a necessidade de salvação. Não fosse o pecado, não haveria necessidade de um altar sobre o qual as vítimas fossem colocadas. Não haveria morte de animais, nenhum derramamento de sangue nem ministério de expiação. Sem dúvida, haveria um lugar onde se pudesse encontrar a Deus, mas o serviço seria de natureza diferente. A malignidade do pecado não está, necessariamente, nem somente no ato praticado. O mesmo pecado cometido por pessoas diferentes não é igualmente pecaminoso. A luz sempre traz responsabilidade. Um pecado idêntico cometido por uma pessoa ignorante e por alguém altamente civilizado deve ser considerado e julgado, em cada caso, de um ponto de vista diferente. Deus leva todas as coisas em consideração e mostra, neste capítulo, que faz provisão para isso. Desse modo, há certa gradação nas penalidades impostas por pecados cometidos por pessoas que ocupam diferentes posições. O que recebeu luz tem mais responsabilidade. …   Neste capítulo, quatro tipos de transgressores são considerados e cada um é tratado de acordo com sua posição. O pecado de uma pessoa importante afeta mais pessoas do que o de uma menos importante e, por isso, sua falta deve ser tratada com mais severidade. CBASD, vol. 1, p. 786, 787.

pecar sem intenção (NVI; ARA: pecar por ignorância).  Já aconteceu de você fazer algo de errado e só se aperceber disso mais tarde? Apesar de seu pecado não ter sido intencional, ele continua sendo pecado. Um dos propósitos das ordens divinas era fazer com que os israelitas se preocupassem com seus pecados não intencionais para que não os repetissem e que pudessem ser perdoados por eles. Os capítulos 4 e 5 de Levítico mencionam alguns desses pecados não intencionais e o modo pelo qual os israelitas poderiam ser perdoados por eles. Ao você conhecer mais das leis divinas, tenha sempre em mente que elas visavam ensinar e guiar o povo. Permita que elas tornem você mais atento e preocupado com o pecado em sua vida. Life Application Study Bible NVI.

Esta palavra não se refere [ou: este termo não se aplica] aos pecados dos insolentes e arrogantes, para os quais nenhuma expiação poderia ser feita. A pena imposta era morte (Nm 15.30, 31; Hb 5.2). O próprio fato de se exigir a expiação pelos pecados da ignorância demonstra que a ignorância não é uma desculpa adequada para a violação das leis de Deus. Ordena-se aos crentes que estudem as Escrituras (2Tm 2:15), e não se oferece nenhuma desculpa aos que se recusam a se instruir nos mandamentos de Deus. Tal falta é um pecado de omissão que precisa ser confessado, perdoado e abandonado 1Jo 1.9). Bíblia Shedd.

contra qualquer dos mandamentos. Isso se refere particularmente aos dez mandamentos, mas também inclui outras ordens de Deus. CBASD, vol. 1, p. 786.

3-27 Quatro classes de pecadores são enumeradas neste trecho: 1) Os sacerdotes, 3; 2) A congregação, 13; 3) O príncipe [NVI: líder], 22; 4) Os simples indivíduos de entre o povo, 27. Bíblia Shedd.

sacerdote ungido. O sumo sacerdote. Seu pecado tem como consequência imediata o “escândalo do povo” e requer expiação mediante o animal mais caro, um novilho. Bíblia de Genebra.

Jesus Cristo foi a oferta definitiva pelo pecado na Bíblia (Hb 9:25-28 diz o porquê). Life Application Study Bible NVI.

para escândalo do povo. Ou melhor, “tornando o povo culpado” (NTLH). … Embora como mensageiros de Deus repreendessem o povo por suas transgressões, quando oravam, eles se achegavam a Deus como se fossem um com o povo no pecado repreendido. Por isso eles dizem repetidamente “nós pecamos” e não simplesmente “eles pecaram”.  … O sumo sacerdote, em sentido especial, como a figura de Cristo, era o homem representativo. Ele representava todo o povo de Israel e carregava seus fardos e pecados. Ele levava a iniquidade das coisas santas e arcava com o julgamento de Israel. Quando ele pecava, Israel pecava. … Ele representava o povo; era o povo. Quando ele pecava, dele se exigia que trouxesse o mesmo sacrifício pelo pecado trazido quando toda a nação pecava. CBASD, vol. 1, p. 787.

6 As graves consequências do pecado de um sumo sacerdote são demonstradas pela necessidade da purificação do “véu do santuário” (o véu separava o Santo dos Santos do Santo Lugar, Êx 26.31-35). Bíblia de Genebra.

10 novilho. A palavra hebraica inclui tanto o macho como a fêmea. Nota rodapé NVI.

13 Se for toda a congregação de Israel que pecar sem intenção (NVI). Os indivíduos pecavam com frequência e apresentavam as ofertas requeridas, mas era raro que a nação, como um todo, pecasse por ignorância (ver v. 2, 6). CBASD, vol. 1, p. 790.

se fizerem, contra alguns dos mandamentos do Senhor, aquilo que não se deve fazer. Isso inclui todos os pecados, grandes e pequenos, mas refere-se principalmente aos chamados pequenos pecados. CBASD, vol. 1, p. 790.

17 molhará o dedo no sangue. Como o sacerdote usava somente um dedo ao ministrar o sangue, apenas uma pequena porção do sangue do novilho era usada. CBASD, vol. 1, p. 790.

20 expiação [kippur]. Da raiz hebraica kippêr [de onde vem yom kippur, “dia da expiação/perdão”], que significa “cobrir”. O pecado, com a sua culpa e o seu castigo, é apagado por um ato específico: a morte. Mas Deus permitiu a morte substitutiva de um animal, o qual tipificava o sacrifício de Cristo, o único que apaga as consequências eternas do pecado. Bíblia Shedd.

22 pecar. Ver também 2, 13 e 17. Em contraste com o holocausto, que não tinha ligações específicas com transgressões individuais, e simbolizava uma aproximação ao Deus santo, … os sacrifícios pelos pecados outorgavam a expiação por pecado específicos, pelos quais esses sacrifícios ofereciam uma “cobertura”, perdoando-se assim o pecado. Bíblia Shedd.

22-26. Um pecado cometido pelo líder de uma tribo ou clã não era tão séria ameaça contra a santidade da nação como os dois casos anteriores (vs. 3-21). Isso se reflete no fato de que ele era obrigado a oferecer somente um bode (v.  23), cujo sangue era então aplicado, não dentro, mas do lado de fora da tenda, no altar dos holocaustos (v. 25)! Bíblia de Genebra.

Entende-se por “príncipe” o líder de uma tribo ou o líder de uma divisão da tribo. Incluem-se aqui tanto líderes civis quanto religiosos – príncipes, capitães, chefes, governadores. … O príncipe … não se equiparava ao sumo sacerdote no conhecimento da lei, por isso a oferta que se exigia dele era menor do que no caso do sumo sacerdote. CBASD, vol. 1, p. 790.

25 sangue. Neste caso, o sacerdote não leva o sangue para o santuário, mas pega a vasilha e faz o procedimento no altar da oferta queimada. Ali, ele põe o sangue nos chifres do altar com seu dedo. CBASD, vol. 1, p. 790.

27 Se for alguém da comunidade que pecar sem intenção (NVI). O procedimento era o mesmo no caso de um príncipe, com exceção de que o homem comum devia trazer uma fêmea em vez de um macho. A fêmea era de algum modo inferior na escala de valor [menos caro] em relação ao macho e, portanto, era facilmente adquirida. CBASD, vol. 1, p. 791.

28, 32 trará por sua oferta uma cabra … uma cordeira. Um cordeiro era sempre mais barato que um bode, por esta razão esperava-se que um cordeiro como oferta de um pobre. É significativo que Cristo repetidamente falou sobre o Cordeiro de Deus. Ele é o sacrifício do homem pobre. O ritual, em todos os aspectos, era o mesmo do bode. CBASD, vol. 1, p. 791.

3-35 novilho – bode – cabra – cordeiro/cordeira. Uma provisão para uma escala graduada com relação ao valor das ofertas prescritas reflete tanto a justiça quanto a misericórdia de Deus. Em primeiro lugar, o valor do sacrifício apresentado se determinava pelo grau de responsabilidade do pecador e, em segundo, por sua disponibilidade de prover uma oferta. CBASD, vol. 1, p. 791.




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