Reavivados por Sua Palavra


Levitico 2 – Comentários selecionados by jquimelli
11 de outubro de 2015, 13:22
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oferta de manjares (ARA; NVI: oferta de cereal). Mais precisamente, apresentar “uma oferta de cereal [minhah] como uma oferta [qorban, ver Lv 1:2]”. … A expressão “oferta de manjares”, minhah, de Levítico 2, indica uma oferta de cereais, consistindo de flor de farinha ou grão preparado de várias formas, mas nunca envolvendo carne, como o termo “manjar” pode indicar hoje. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 776.

Feita de grãos de cereal ou de farinha fina [flor de farinha]. Se assada ou cozida, consistia em bolinhos ou biscoitos feitos na panela, no forno ou numa assadeira. Era a única oferta sem sangue, mas devia acompanhar o holocausto (v. Nm 28.3-6), a oferta pelo pecado (v. Nm 6.14, 15) e a oferta da comunhão (v. 9.4; Nm 16.17). … Um punhado de farinha devia ser queimado no altar com as ofertas acompanhantes, e o restante devia ser assado sem fermento e comido pelos sacerdotes nas suas refeições santas (6.14-17). … O adorador não devia comer nada da oferta de cereal, e os sacerdotes não deviam comer nada das próprias ofertas de cereal, que deviam ser totalmente queimadas (6.22, 23). Bíblia de Estudo NVI Vida.

Dentre as ofertas de manjares [cereais] públicas, o “pão da proposição” [ou da presença] era a principal. A cada sábado era posto na mesa, no primeiro compartimento do santuário. … O pão da proposição era oferecido através de uma “aliança perpétua” (Lv 24:8). Era um testemunho sempre presente da dependência de Deus por parte de Israel, para a vida e o sustento. Também representava a promessa contínua de que Deus sustentaria Seu povo. Uma libação [oferta de bebida] acompanhava o sacrifício da manhã e da tarde (Êx 29:40; Nm 15:5). … A oferta de bebida era derramada no lugar Santo “ao Senhor”. Não há muita diferença entre a mesa da proposição mencionada no AT e a mesa do Senhor no NT (ver Lc 22:30; 1Co 10:21). O pão é o corpo de Cristo, partido por nós. A taça é o novo testamento em Seu sangue (1Co 11:24, 25). O pão da presença é símbolo dEle, que vive “para interceder” por nós, o “pão vivo que desceu do céu” (Hb 7:25; Jo 6:51). CBASD, vol. 1, p. 776.

A oferta de cereal … lembrava o povo de que sua comida vinha de Deus e que portanto eles deviam suas vidas a Ele. … A ausência de fermento simbolizava a ausência de pecado e o óleo simbolizava a presença de Deus. Life Application Study Bible NVI.

A flor de farinha é o produto da cooperação entre Deus e o homem. … Deus dá talentos a cada pessoa de acordo com sua capacidade de usá-los. Alguns tem mais de um talento, mas ninguém tem menos de um. Deus não se agrada quando o ser humano devolve a Ele apenas o que dEle recebeu, levando apenas a quantidade de sementes que lhe foi confiada. Deus quer que a pessoa plante o grão, cultive-o e o colha, remova todas as partículas estranhas e imperfeitas, triture-o entre as duas pedras do moinho, esmagando toda a vida que há nele, e então o apresente como a “fina flor da farinha”. Ele espera que cada talento seja aperfeiçoado, refinado, enobrecido. … A flor de farinha representa o trabalho do homem, seus talentos consagrados e aperfeiçoados. A farinha é apenas o grão triturado. Antes de ser moído, o grão é capaz de perpetuar-se, de transmitir vida; porém, depois de moído, torna-se aparentemente inútil. Jamais poderá ser plantado outra vez, pois a vida que havia nele foi esmagada…. Dar a própria vida é o meio pelo qual uma vida mais elevada se perpetua. A morte o enriqueceu, glorificou-o e o tornou útil ao homem. Poucas vidas são de valor real e permanente até que sejam feridas e esmagadas. É nas experiências profundas e escuras da existência que as pessoas se encontram com Deus. É quando as águas cobrem a alma que o caráter é construído. Tristeza, decepções e sofrimento são servos competentes de Deus. Os dias escuros trazem chuvas de bênçãos, possibilitando à semente a germinação. É assim que ela cumpre a sua missão e produz frutos. … O sofrimento … suaviza o espírito e prepara a alma para uma compreensão mais profunda do verdadeiro significado da vida. Inspira simpatia pelos outros, leva a caminhar mansamente diante de Deus e dos homens, traz humildade. CBASD, vol. 1, p. 776 – 778.

memorial. Somente um punhado de oferta de manjares era queimado; o resto ia para o sacerdote (v. 3). Tais ofertas constituíam uma parte importante da renda de um sacerdote. Bíblia de Genebra.

3 O que ficar da oferta. A oferta de manjares era na realidade um presente aos sacerdotes, pois eles recebiam tudo, exceto a porção “memorial”. Eles deveriam dividir sua própria porção entre si mesmos e cada um receberia a mesma quantidade (Lv 7:10). CBASD, vol. 1, p. 777.

a porção memorial. Assim como Deus reservava uma porção “memorial” de cada oferta de manjares para Si mesmo, também Ele reserva uma porção memorial da nossa renda e do nosso tempo. Um décimo de nossa renda pertence a Deus. “Todas as dízimas … santas são ao Senhor” (Lv 27:30). Do mesmo modo, o sétimo dia pertence a Ele. Nesses aspectos a igreja cristã falha lamentavelmente. Poucos reconhecem a exigência de Deus em relação a isso. eles agem como se o que possuem pertencesse a si mesmos, quando, na realidade, são meros mordomos. Julgam-se liberais quando dão dinheiro para a causa de Deus, porém a quantia de sua liberalidade não se equipara à parte que, de direito, pertence ao Senhor, e não a eles. Do mesmo modo, muitos falham na observância do sábado. As horas do sábado são sagradas; nelas, devemos fazer o trabalho de Deus e não o nosso. CBASD, vol. 1, p. 778.

parte santíssima. Por essa razão, os sacerdotes deviam comê-la na própria área do santuário, e não alimentar suas famílias com ela (6.16-18). Bíblia de Estudo NVI Vida.

11 nenhum fermento  e mel. O fermento é símbolo da corrupção [apodrecimento]. Jesus disse: “acautelai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia” (Lc 12:1). … O mel, do mesmo modo que o fermento, era usado para levedar, especialmente na preparação do vinagre. Os intérpretes associam, geralmente, o mel aos desejos da carne, que podem, de fato, ser prazerosos, mas contêm em si elementos de corrupção e são destrutivos à vida espiritual. CBASD, vol. 1, p. 778.

Fermento causa um processo de fermentação e mel facilmente entra em fermentação. Algo que fermenta está em processo de decomposição, e decomposição está associado com morte. A morte está em oposição à santidade divina porque resultado do pecado (Rm 6.23). Mas os animais sacrificais colocados no altar eram santos, mesmo os que estavam mortos, porque representavam a Cristo (Jo 1:29). Ofertas de grãos também representavam a Cristo, que é o “pão da vida” (Jo 6:35, 48) no sentido que Ele sustém a vida de Seu povo. Andrews Study Bible.

13 sal. Em sua propriedade de preservar, o sal é o contrário do fermento e do mel. Seu significado simbólico é simples: a purificação e a preservação dos princípios da santidade e da verdade jamais devem faltar em nossas relações de aliança com Deus. CBASD, vol. 1, p. 779.

O sal é um bom símbolo da atividade de Deus na vida de uma pessoa, porque ele penetra, preserva e auxilia na cura. Deus quer ser ativo em sua vida. Deixe Ele se tornar parte de você, penetrando cada aspecto de sua vida, preservando você do mal em volta e curando você de seus pecados e deficiências. … Em países árabes um acordo era selado com um presente de sal para mostrar a solidez e permanência do contrato. Em Mt 5:13 os crentes são chamados a ser “o sal da terra”. Deixe que o sal que você usa todo dia te lembre que você faz parte do povo da aliança de Deus, que ativamente ajuda a preservar e purificar o mundo. Life Application Study Bible NVI.

14 espigas verdes (ARA; RSV: “Grão novo de espigas verdes”). Colhidas no campo antes de amadurecer; até hoje se tostam ao fogo, para depois retirar os grãos. Bíblia Shedd.

O grão moído pode tipificar jesus, que foi ferido por nós e por cujas feridas fomos sarados (Is 53:5). As várias ofertas de manjares apresentam Cristo como o doador e mantenedor da vida, Aquele por quem “vivemos, nos movemos e existimos” (At 17:28). Assim como as ofertas queimadas significavam consagração de vida, as ofertas de manjares significavam a consagração dos recursos do adorador. A dedicação dos recursos deveria vir após a consagração da vida. Não há provisão no evangelho para a dedicação da vida sem a dedicação dos bens. Os dois devem ir juntos. Combinados, constituem um completo sacrifício que agrada a Deus, “um cheiro suave ao Senhor” (Lv 1:9, ARC). A ideia da mordomia precisa ser enfatizada. Há pessoas que levam o nome de Cristo e, em alto e bom som, professam santidade e devoção, mas suas obras não correspondem à sua profissão. Suas bolsas estão firmemente amarradas, os apelos não são ouvidos e a causa de Deus padece. Esses precisam compreender que a consagração completa de uma vida inclui também a consagração dos bens. … As ofertas de manjares estão repletas de lições espirituais para a alma consagrada. Tudo deve ser dedicado a Deus; tudo o que somos deve ser colocado sobre o altar. “Lançai fora o velho fermento, para que sejais nova massa, como sois, de fato, sem fermento” (1Co 5:7). “A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um” (Cl 4:6). “Tende sal em vós mesmos e paz uns com os outros” (Mc 9:50). Finalmente, no serviço de Deus, não podemos substituir os planos e métodos dEle por nossas próprias invenções, ainda que sejam doces como mel ao nosso próprio paladar. CBASD, vol. 1, p. 779.



Levítico 2 by jquimelli
11 de outubro de 2015, 1:00
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Comentário devocional:

Levítico 1-7 fornece instruções para cinco tipos básicos de sacrifício: holocaustos, grãos, paz, pecado e ofertas pela culpa. Estes diferem entre si, pois de alguns a carne podia ser comida pelos sacerdotes (apenas holocaustos não podiam ser comidos) e outros pelos ofertantes (somente ofertas pacíficas podiam ser comidas). Diferiam ainda onde os sacerdotes colocariam o sangue (geralmente nos lados do altar, mas sacrifícios pelo pecado somente sobre os chifres do altar). Por que essa diferença?

Porque nenhum sacrifício animal isoladamente poderia simbolizar a riqueza do sacrifício de Cristo! Por exemplo, Ele foi totalmente consumido (holocausto), mas podemos participar espiritualmente de Deus (oferta de paz). Como alguém poderia, literalmente, “comer” o que é “totalmente queimado”? Itens de grãos e de bebida, muitas vezes acompanhavam carne para fazer uma doação de alimentos (compare Gn 18:6-8; Nm 15). Cereais podem representar Cristo, “o Pão da Vida” (Jo 6:35; Mt 26:26).

Em Levítico 2, uma oferta de cereais sem sangue ou carne é considerada um sacrifício, porque envolve a transferência de algo para o domínio sagrado de Deus, para Seu uso. Isto explica como Paulo podia exortar os cristãos a apresentarem seus “corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus”, em seu culto racional (Rm 12:1).

Nós não precisamos morrer a fim de sermos totalmente consagrados. Podemos ser “sacrifícios vivos”, oferecendo nossas vidas a Deus para o Seu serviço.

Roy Gane
Andrews University
Estados Unidos

Também disponível em:http://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/biblia/lev/2 e https://www.facebook.com/ReavivadosPorSuaPalavra
Texto original: http://www.revivalandreformationorg/bhp/en/bible/lev/2 e http://revivedbyhisword.org/en/bible/lev/2/
Tradução/adaptação: JQuimelli/GQuimelli 
Texto bíblico: Levítico 2
Comentário em áudio
Leituras da próxima semana do programa Crede em Seus Profetas: Parábolas de Jesus, cap.14



Levítico 2 – Comentários pr Heber by jquimelli
11 de outubro de 2015, 0:45
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Nem toda oferta era de animais. Também, nem toda oferta tinha que ver com morte, sacrifício, sangue, etc. Deus recomendou outras para serem oferecidas no altar.

Esboço:

• Oferta de manjares (vs. 1-3);
• Oferta de manjar assado (vs. 4-11);
• Oferta das primícias (vs. 12-16).

Para tais ofertas, a farinha deveria ser da melhor qualidade, misturada com óleo; um punhado seria misturado com incenso e logo queimado sobre o altar. O restante ficava com Arão e seus filhos.

Outro detalhe, os pães usados como oferta deveriam ser com farinha de primeira, misturada ao óleo, mas nunca conter fermento.

Seja na frigideira, seja na assadeira, qualquer preparo para Deus deveria ser de farinha da melhor qualidade. Toda oferta jamais deveria conter fermento.

Nem fermento ou mel deveria ser queimado perante o Senhor; embora o mel pudesse ser oferecido como primícias, mas nunca queimado.

Todas as ofertas de cereal deveriam ser oferecidas com sal. Os grãos novos deveriam ser esmagados, empapuçados com óleo: uma parte o sacerdote queimaria juntamente com incenso como memorial e aroma agradável prepara para Deus.

1. As ofertas de manjares eram um reconhecimento de soberania divina e mordomia, uma homenagem do pecador ao Criador.
2. O fermento não deveria fazer parte do ritual de ofertas porque na Bíblia ele representa ao pecado, e a oferta não deveria ser defeituosa.
3. O sal e os primeiros frutos estavam relacionados com a aliança do povo com Deus, lembrando que o compromisso com Deus devia reger a vida inteira.
4. O azeite é símbolo do Espírito Santo, a farinha deveria conter azeite e/ou ungida com azeite lembrando que a vida e as atividades diárias devem ser regidas pela consagração, as ações humanas não devem estar desvinculadas com as de Deus.

Uma vida de dedicação a Deus nunca deve estar divorciada de atitudes de devoção constante. Uma entrega pela metade não é entrega de verdade. Uma submissão parcial a Deus não é submissão total, portanto, tal vida nunca será um aroma agradável ao Autor da vida.

Tudo o que temos e somos deve ser entregue, dedicado e consagrado a Deus. O trabalho, a família, a comida, a casa, tudo… Deus requer uma total santificação de todo aquele que anseia a bênção de Sua santa presença. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.




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