Reavivados por Sua Palavra


Levitico 11 by jquimelli
20 de outubro de 2015, 1:00
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Comentário devocional:

Vida santa inclui a alimentação. Deus não diz por que alguns animais são puros e permitidos para serem comidos, enquanto outros não. O fato de alguns animais serem declarados impuros sugere que estão associados à morte. Em qualquer caso, o Senhor espera que as pessoas confiem e obedeçam, mesmo quando não saibam as razões específicas. No entanto, ele fornece a razão geral: estar em harmonia com Sua natureza santa (Lv 11:44-45).

Algumas partes de Levítico 11 tratam da impureza ritual temporária de um animal morto. Estas instruções não têm aplicação hoje. Contudo, as distinções básicas entre animais puros e impuros nunca dependeram da existência de um santuário terrestre (cf. Gn 7-8). Daniel, vivendo na Babilônia, longe do templo destruído, entendeu que o fato de utilizar-se de comida impura entraria em conflito com sua própria santidade (Dan 1). Assim como Daniel, os cristãos devem ser santos em todas as áreas da vida (1 Pedro 1:15-16).

Uma fonte de água era imune a impureza de carcaças de animais (Lv 11:36), porque era uma fonte de pureza. Da mesma forma, quando Jesus estava aqui na terra, Ele poderia livremente entre em contato com pessoas impuras, porque Ele é a fonte da pureza, vida e cura. Ele também pode manter-nos moralmente puros enquanto levamos Seu toque de cura a um mundo poluído.

Roy Gane
Andrews University

 

Também disponível em: http://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/biblia/lev/11 e https://www.facebook.com/ReavivadosPorSuaPalavra
Texto original: http://www.revivalandreformationorg/bhp/en/bible/lev/11 e http://revivedbyhisword.org/en/bible/lev/11/
Tradução: JQuimelli/GQuimelli
Texto bíblico: Levítico 11
Comentário em áudio
Leituras da semana do programa Crede em Seus Profetas: Parábolas de Jesus, cap.14



Levítico 11 – Comentários pr Heber by jquimelli
20 de outubro de 2015, 0:45
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LEVÍTICO 11 – Fumar e beber são pecados? No processo de consagração/santificação muitos desconsideram o item alimentação. Para Deus é relevante.

Muitos que afirmam serem servos de Deus absorvem culturas mundanas quando Deus espera que vivam a cultura celestial neste mundo contaminado pelo pecado.

Cristãos aceitam que o apóstolo Pedro tenha citado Levítico 11:44-45 referente ao imperativo divino sobre ser santo como Deus (I Pedro 1:15-16); mas esquecem de aderir ao regime alimentar prescrito pelo Deus que exige santidade (Levítico 11:2-43).

As leis sobre animais puros e impuros/imundos, referente ao que pode e ao que não pode comer (vs. 46-47) não são mosaicas. Moisés não é o autor destas leis, mas apenas o transmissor. Quem, então, as inventou?

O versículo 1 declara que Deus comunicou estas leis a Moisés e a Arão. Assim, declaradamente a Bíblia revela que é o próprio Deus Criador dos seres humanos e dos animais que liberou comer algumas carnes e proibiu muitas outras.

Comer carne de porco e seus derivados como bacon, toicinho, calabresa, mortadela, etc. tanto quanto comer camarão, lagostas, frutos do mar, etc. ou garça, coruja, gavião, etc., ou repteis, contamina o templo do Espírito Santo, pois tais carnes são abomináveis/repugnáveis a Deus.

Princípio espiritual: O que é abominável a Deus deve ser também para seus seguidores (vs. 12-13, 20, 23, 41-43). Toda carne imunda ingerida torna qualquer indivíduo imundo perante Deus.

Considere atentamente:

1. O texto sagrado não deixa implícito que a restrição alimentar imunda esteja ligado à saúde ou higiene, mas deixa explícito que tem a ver com santidade.

2. Como a Palavra de Deus não caduca e nem é exclusiva a um povo especial, a graça destas orientações alimentares destina-se a todos os que atentam para a revelação divina.

3. Estudada com atenção esta porção das Sagradas Escrituras percebe-se que a preocupação de Deus vai além da contaminação física; alcança a contaminação interior, a alma humana. Consequentemente, afeta/deteriora a espiritualidade.

4. Especialistas no estudo da Bíblia declaram que “é historicamente inimaginável que Jesus tenha ensinado coisas contrárias às leis alimentares da Torah” (David J. Rudolph).

Não considere insignificante o que Deus considera importante.

O gosto pessoal/paladar nunca deve estar acima da vontade divina. Jamais devemos desprezar/ignorar/rejeitar qualquer palavra que sai da boca de Deus.

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



Levitico 11 – Comentários selecionados by jquimelli
20 de outubro de 2015, 0:35
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1-47 A distinção entre limpo e impuro era conhecida antes do Sinai (Gên. 7:2; 8:20). Aqui ela é dada enquanto parte das regulamentação da alimentação e saúde de Israel. Veja também Deut. 14:3-21. As leis de Lev. 11 sobre animais limpos e imundos [não limpos] introduzem a segunda principal seção de Levítico, na parte que trata com sacrifício, expiação e justificação. A colocação dos itens alimentares nesta seção sugere que santidade não é somente um estado espiritual. Passagens bíblicas mostram que existem dois tipos de impureza: a permanente ou natural (veja por exemplo Gên. 7:2, 3; Lev. 11:13-19; compare com Deut. 14:12-18; Lev. 20:25-26), e a adquirida ou temporária/cerimonial (veja, por exemplo, Lev. 11:40; 12:1-8; 15:1-33). A impureza de animais não limpos para servirem de comida em Lev. 11 não é contagiosa. Nenhuma provisão é feita na Bíblia para remover este tipo de impureza (Andrews Study Bible).

2 animais que comereis. Este capítulo trata das impurezas dos animais enquanto que os capítulos 12-15 se referem a impurezas de origens humanas (Andrews Study Bible).

O cap. 11 tem um paralelo muito próximo em Dt 14.3-21, mas é mais amplo. … A distinção entre alimentos puros e impuros remontava aos dias de Noé (Gn 7.2). Bíblia de Estudo NVI Vida.

Os princípios apresentados neste capítulo foram estabelecidos por Deus para proteger aqueles que O amam e escolheram servi-Lo, contra o uso de alimentos nocivos que podem prejudicar o organismo. Em alguns exemplos, não é possível identificar os animais aqui nomeados. Nota-se que há dúvida quanto a isso. No entanto, algum grau de incerteza não chega a ser um problema intransponível para o cristão que propõe em seu coração não contaminar o templo de Deus e que deseja fazer tudo para a Sua glória (1Co 10:31). Para essa pessoa, os princípios aqui apresentados são suficientes. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, vol. 1, p. 814.

3 unhas fendidas. Esta passagem estabelece as diferenças entre os animais permitidos (“limpos”) e proibidos (“imundos”) de acordo com sua estrutura física, comportamento ou modo de se moverem, de maneira que o povo facilmente os identificasse. Comparar v. 9, com respeito aos peixes (“barbatanas e escamas”) e v. 20, sobre insetos voadores (“anda sobre quatro pés”) (Andrews Study Bible).

4 vos será imundo. Todo animal foi criado “bom” (Gên. 1). Mas aqui “imundo” ou “impuro” significam que aos humanos não é permitido comê-los (Andrews Study Bible).

As criaturas listadas aqui como “imundas” são, do ponto de vista higiênico, impróprias como alimento (DTN, 617; T2, 96; ver Gn 9:3). CBASD, vol. 1, p. 814.

6 a lebre. Cientificamente falando, a lebre não rumina porque não é equipada para isso, mas mastiga o alimento de tal modo que parece estar mastigando […] mas é imunda porque não tem as unhas fendidas. CBASD, vol. 1, p. 815.

Os movimentos muito evidentes da mastigação do coelho [e da lebre] levaram-no a ser popularmente classificado  co os ruminantes. Bíblia de Estudo NVI Vida.

rumina. Não se considera aqui o problema da precisão científica, pois as Escrituras usam a linguagem do povo de sua época. No modo de pensar das pessoas da época, a lebre ruminava. Quando dizemos que o sol “se põe”, ninguém considera ser um erro científico, pois estritamente falando, o sol jamais se põe. […] A Bíblia não deve ser criticada por usar expressões comuns à época de sua escrita (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).

7 o porco. De todos os animais proibidos pela lei, o porco era considerado o mais imundo (ver Is 65:3; 66:17). Não cabe aqui discutir extensamente como é noviço ingerir a carne de porco. Para o cristão, é suficiente enfatizar a atitude de Deus em relação a isso. Deve haver algo muito nocivo sobre o uso da carne de porco ou Deus não falaria como Ele falou. Ele criou o porco e sabe tudo sobre esse animal, e, por saber, proíbe seu uso como alimento. Cristo não tinha os porcos em alta conta ou não teria permitido a destruição de dois mil deles (Mt 8:31, 32; Mc 5:13). […] Dois homens foram curados mental e fisicamente, mas à custa de dois mil porcos. Cristo valorizou mais as pessoas; os homens, no entanto, pensavam o contrário. Embora muitos possam considerar a carne do porco como aceitável na dieta, Deus a desaprova para esse fim. Deus não muda (Ml 3:6); e é certo que os porcos não mudaram sua natureza. É bom seguir o conselho divino (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).

8 Deus proibiu estritamente comer da carne de certos animais “impuros”. Para tornar isso bem claro, ele proibiu até que fossem tocados. Ele queria que Seu povo fosse separado dessas coisas que ele havia proibido. Muitas vezes nós flertamos com a tentação, racionalizando que ao menos nós estamos tecnicamente guardando os mandamentos de não cometer pecado. Mas Deus quer que nos separemos totalmente de todo o pecado e de situações tentadoras. Life Application Study Bible.

13 Das aves. Nenhuma regra geral é dada para distinguir as aves limpas das imundas. As vinte mencionadas levam a inferir que todas as outras são permitidas. Alguns comentaristas creem que a lista de vinte não pretende ser exaustiva, mas refere-se apenas àquelas aves conhecidas dos hebreus. O quebrantoso e a águia marinha. Estas aves são predadoras e, portanto, inaceitáveis como alimento (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).

14 segundo a sua espécie. Esta expressão indica todos os membros dos tipos básicos, dos quais somente um é mencionado (ver v. 15, 16, 22) (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).

22 Os insetos aqui mencionados eram usados como alimento nos tempos antigos, assim como ainda o são hoje no Oriente. Eram preparados de várias formas. Geralmente eram lançados ainda vivos em água fervente, com sal, e a cabeça, asas e pernas eram tiradas. Depois eram assados, tostados, cozidos ou fritos para uso imediato, ou então eram desidratados, defumados, e armazenados. Eram comidos com sal, especiarias e vinagre. Em alguns mercados orientais, hoje, locustas secas são vendidas por peso ou porções amarradas em maço (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).

23 todos os outros insetos que voam. O fato de muitos insetos serem transmissores de doenças é motivo para o cuidado escrupuloso que se deve ter após o contato com eles (v. 23-25) (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).

25 será impuro.  Para poder adorar, o povo deveria estar preparado. Alguns atos de desobediência, alguns atos naturais (como o nascimento, menstruação ou sexo), ou alguns acidentes (como tocar um morto ou alguém doente) que fariam uma pessoa cerimonialmente impura e, portanto, proibida de participar de adoração. Isso não implicava que havia pecado ou havia sido rejeitada por Deus, mas garantia que toda adoração era feita decentemente e em ordem. Este capítulo descreve muitas das ocorrências intencionais ou acidentais que desqualificariam uma pessoa para a adoração até que ela fosse “limpa”. Uma pessoa deveria estar preparada para a adoração. De modo análogo, não podemos viver de qualquer maneira durante a semana e depois corrermos para a adoração…Devemos preparar-nos através do arrependimento e purificação. Life Application Study Bible.

27 Completamente sem casco, como o gato, o cachorro, etc. Bíblia Shedd.

36 fonte ou cisterna… será limpa. Tal fonte de pureza não poderia ser contaminada. Este princípio explica do porque Jesus podia tocar pessoas impuras sem se contaminar (Mat. 8:3; Lucas 8:43-48); Ele era uma fonte de pureza (Andrews Study Bible).

39 Se morrer algum dos animais que vos é lícito comer. A proibição contra tocar um cadáver se aplica também à carcaça de animais cuja carne podia ser comida (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).

40 quem do seu cadáver comer. Daqui se infere que alguém poderia comer a carne de um animal que morresse por si mesmo. A lei proibia estritamente que se usasse a carne de um animal despedaçado por feras no campo (Êx 22:31). Os sacerdotes não podiam comer nada que morresse por si mesmo ou que fosse despedaçado por outros animais (Lev 22:8). No entanto, podia haver casos em que a carne era comida, talvez por ignorância ou por necessidade econômica. Como essa atitude se tornava uma questão de impureza cerimonial, havia um ritual de purificação. A proibição contra ingerir o que havia sido despedaçado por feras se devia, sem dúvida, ao fato de o sangue permanecer na carcaça, sem ser escoado (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).

41 abominação. Heb sheqec. Tudo aquilo que é ofensivo a Deus e contrário ao Seu plano de proporcionar ao povo escolhido uma vida agradável a Ele… Não se proíbe nenhuma qualidade de frutas ou de vegetais. Bíblia Shedd.

44 É muito significativo para se entender as relações do povo de Israel com Deus, que o motivo para não se comer aqueles alimentos não era um tabu baseado no medo, antes era um desejo de honrar a Deus, cuja mão era vista na história nacional. A obediência àquelas regras os separava para o serviço de Deus, para assim os tornar o povo santo com quem o Senhor habitava. Bíblia Shedd.

44, 45 sereis santos, porque Eu sou santo. Os israelitas deveriam imitar a santidade de Deus, que não se mistura com impureza. Daniel e seus amigos obedeceram a esta ordem divina evitando uma alimentação impura, mesmo quando estavam longe do templo, e Deus, em resultado, os abençoou (Dan. 1:8-20). A distinção básica entre animais permitidos e proibidos, que Noé conhecia muito antes de Israel existir (Gên. 7:2, 8; 8:20), é atemporal, ao invés de ser limitada a regulamentações cerimoniais destinadas a proteger a santidade do santuário/templo (Andrews Study Bible).

A palavra “santo” significa “separado” ou “colocado à parte”. Somente Deus é intrinsecamente santo. Por natureza, ele é majestoso, tremendo e puro. … Jesus Cristo, o Mediador da nova aliança (Hb 8:6; 9.15; 12.24), também requer a perfeição (Mt 5.48). Mas ele provê santidade ao novo Israel mediante o Seu perfeito sacrifício, que removeu, para sempre, os pecados do seu povo (Hb 9-10), como também por intermédio do Seu Santo Espírito, que inscreve as leis morais de Deus em seus corações (2Co 3.3; cf Jr 31.31-34). Sem essa santidade, ninguém será a Deus. Bíblia de Genebra.

Há uma íntima ligação entre a santidade e os hábitos de alimentação; portanto, santidade inclui obediência às leis de Deus que se relacionam ao ser físico (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).

A santidade é o tema principal de Levítico, e soa como um refrão (em várias formas) pelo livro inteiro (e.g., v. 45; 19.2; 20.7, 26; 21.8, 15; 22.9, 16, 32). A palavra “santo” aparece muito mais vezes em Levítico que em qualquer outro livro da Bíblia. Israel devia ser totalmente consagrado a Deus. A santidade devia ser manifestada em todos os aspectos da sua vida, de tal maneira que toda a vida tivesse uma certa qualidade cerimonial. Por causa de quem Deus é e do que ele tem feito (v. 45), Seu povo deve dedicar-se plenamente a Ele (cf Mt 5.48). V. Rm 12.1. Biblia de Estudo NVI Vida.

Existe mais neste capítulo que somente comer adequadamente. Estes versos provem uma chave para entender todas as leis e regulamentos em Levítico. Deus queria que Seu povo fosse santo (colocado à parte, separado, diferente, único), como Ele é santo. Ele sabia que havia somente duas opções: ser separado e santo ou  estar comprometido com seus vizinhos pagãos e se corromper. Essa é a razão deles terem sido chamados para fora do idólatra Egito e estabelecidos à parte como uma nação única, dedicada a adorar somente a Ele e a viverem de maneira moral. Essa também é a razão porque Ele lhes concedeu leis e restrições para ajudá-los a se tornarem separados – socialmente e espiritualmente – dos povos pagãos que encontrariam em Canaã. Os cristãos também são chamados a serem santos (1 Pe 1:15). Semelhantemente aos israelitas, nós devemos nos manter espiritualmente separados da impiedade do mundo, mesmo vivendo e até esbarrando com não crentes todos os dias. Não é tarefa fácil ser santo em um mundo não santo, mas Deus não nos pede que façamos isso por nossas próprias forças. Através da morte de Seu Filho, Ele irá “apresentá-los diante dele santos, inculpáveis e livres de qualquer acusação” (Cl 1:22, NVI). Life Application Study Bible.



Levítico 11 – Comentários adicionais by jquimelli
20 de outubro de 2015, 0:30
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As leis dietéticas dadas por Deus não são, como muitos supõem, simplesmente negativas e proibitivas. Deus pretende que Seus filhos tenham o melhor alimento, o “trigo mais fino” (Sl 81:16; 147:14). Aquele que criou todas as coisas sabe o que é melhor para Suas criaturas. Ele criou tudo e, de acordo com o Seu conhecimento, dá conselhos e recomendações. “Nenhum bem sonega aos que andam retamente” (Sl 84:11). O que Deus proíbe não é arbitrariamente, mas para o bem dos ser humano. As pessoas podem desdenhar dos conselhos divinos, no entanto, a experiência e os resultados demonstram Sua sabedoria. […]

Alguns insistem que Deus está mais interessado na alma do que no corpo, e que os valores espirituais são superiores aos físicos. Isso é verdade. Porém, deve-se lembrar que o corpo e o físico estão ligados intimamente. O que afeta um afeta poderosamente o outro, e não é fácil dizer onde começa um e acaba o outro. Embora concordemos que a dimensão espiritual seja de suprema importância, não pensamos que o corpo deve ser negligenciado. Esse pensamento era a filosofia de certos “santos” medievais que mortificavam o corpo em benefício do espírito, mas isso não é o plano de Deus. Ele uniu o corpo e o espírito para benefício de ambos. […]

O corpo tem alguma influência sobre o pensamento? Certamente. Todos sabem que bebidas alcoólicas afetam tanto o pensamento quanto as ações. Desvirtua o julgamento e tende a deixar o usuário irresponsável. A mente ébria não funciona como quando está sóbria, as faculdades não trabalham normalmente e todas as reações são retardadas. Se o ébrio dirige um automóvel, torna-se uma ameaça para os outros e um assassino em potencial (ver Lv 10:9) […]

As leis dietéticas de Deus não são regras arbitrárias que privam o ser humano da alegria de comer. Ao contrário, são leis seguras e sensíveis que, se seguidas, farão bem em manter saudável o corpo ou mesmo em recuperar a saúde. Em resumo, os alimentos que Deus aprova são os que as pessoas descobriram ser os melhores, e o desacordo não está nos alimentos aprovados, mas nos proibidos. […]

Os estatutos dietéticos foram dados a Israel no passado e adaptados às suas condições. A maioria dos judeus aderiu aos mesmos por mais de três mil anos. A condição física dos judeus testemunha o fato de que essas normas não são obsoletas ou ultrapassadas, uma vez que o objetivo delas é formar um povo singularmente livre das enfermidades que assolam a humanidade. Apesar das perseguições e provações que os judeus sofreram como nenhuma outra nação na face da terra e durante um longo período, pode-se dizer que, de modo geral, eles são um povo resistente. Esse fato pode ser explicado, pelo menos em parte, pela obediência às leis dietéticas em Levítico 11.

As leis comunicadas a Israel no Sinai lidavam com todos os aspectos de seu dever para com Deus e para com o semelhante. Essas leis podem ser classificadas como se segue:

  1. Moral. Os princípios expressos no decálogo refletem o caráter divino e são imutáveis como o próprio Deus (ver Mt 5:17, 18; Rm 3:31).
  2. Cerimonial. Essas leis dizem respeito ao sistema de culto que prefigurava a cruz, e, portanto, expiraram por ocasião da crucifixão (Cl 2:14-17; Hb 7:12).
  3. Civil. As leis civis aplicavam os amplos princípios dos dez mandamentos à economia do antigo Israel como nação. Embora esse código tenha se tornado inoperante depois que o antigo Israel deixou de ser uma nação, e apesar de a nação não ter sido restaurada a não ser como o moderno estado não teocrático de Israel, os princípios fundamentais da justiça e da equidade ainda são válidos.
  4. Saúde. Os princípios dietéticos de Levítico 11, em conjunto com outros regulamentos sanitários, foram dados pelo sábio Criador, a fim de promover a saúde e a longevidade (ver Êx 15:26; 23:25; Dt 7:15; Sl 105:37; PP, 378). Como se baseiam na natureza e nas exigências do corpo humano, esses princípios não poderiam de modo algum ser afetados pela cruz ou pelo desaparecimento de Israel como nação escolhida. Os princípios que contribuíram para promover saúde há 3,5 mil anos produzirão os mesmos resultados hoje.

O cristão sincero considera seu corpo o templo do Espírito Santo (‘Co 3:16, 17; 6:19, 20, ARC). Valorizar esse fato o levará, entre outras coisas, a comer e a beber para a glória de Deus, ou seja, regulamentar sua dieta de acordo com a revelada vontade de Deus (1Co 9:27; 10:31). Assim, para ser coerente, o crente deve aceitar e obedecer aos princípios ordenados em Levítico 11.

CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 817-819.




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