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Reavivados por Sua Palavra
Publicado por Heber Toth Armí
LEVÍTICO 10 – Deus quer ensinar-nos grandes e preciosas lições; para isso requer nossa atenção devotada a Sua divina Palavra, a Bíblia Sagrada.
Russel Norman Camplin destaca dois pontos deste capítulo:
1. Nadabe e Abiú morrem diante do Senhor (vs. 1-11);
2. Direções sobre as coisas santas (vs. 12-20).
Eleazar e Itamar não cumpriram uma determinada regra, deixando Moisés furioso; mas, Arão o acalma explicando o ocorrido (vs. 12-20). Por outro lado, o desrespeito e negligência espiritual de Nadabe a Abiú atraíram instantaneamente o julgamento divino (vs. 1-11).
Cuidado com fogo estranho, pois, perante Deus ele provoca mortes. Fogo estranho é fervor demoníaco na ministração das coisas sagradas; é atitude errada perante Deus. É religiosidade que atrai pessoas, mas ofende a Deus. É o culto que parece verdadeiro, mas é falso.
No primeiro dia de trabalho no santuário, dois sacerdotes filhos de Arão cometeram um sacrilégio, oferecendo a Deus fogo não ordenado, por estarem embriagados. Não se deve considerar comum aquilo que é sagrado.
Não estar sóbrio e compenetrado na ministração do serviço a Deus atrai terríveis maldiçoes.
Atenção!
• O sexo é sagrado.
• O sábado é sagrado.
• A Bíblia é sagrada.
• O dízimo é sagrado.
Mesmo sabendo disso, muitos agem como Nadabe e Abiú. A pergunta que não quer calar é por que muitos estão profanando coisas sagradas e não estão caindo mortos na atualidade.
A resposta é: A morte instantânea de Nadabe e Abiú revela o fim daqueles que arrogantemente brincam com as coisas sagradas como se fossem banais. Quem brinca com fogo estranho se queimará diante do fulgurante fogo do Senhor.
O Santuário era a explanação do plano da salvação antes da encarnação de Cristo. Adulterá-lo ou manipulá-lo indisciplinadamente implicava em profanação do único método de salvação existente no Universo. Por isso, Leslie Hardinge e Frank Holbrook afirmam que,
Nadabe e Abiú “usaram esse fogo estranho para ter acesso a Deus. Isto não constituiu um erro insignificante. Era na realidade a rejeição do meio de expiação provido por Deus e o estabelecimento de seu próprio sistema de salvação […]. Os filhos de Arão não tinham o direito de introduzir seu próprio sistema de acesso a Deus”.
Este capítulo é um alerta! Deturpar o santuário equivalia a adulterar Jesus! Deus não deixou por menos! – Heber Toth Armí.
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Comentário devocional:
Nadabe e Abiú nunca teriam cometido aquele pecado fatal se não tivessem primeiro se intoxicado pelo uso de vinho. Por causa da intemperança eles se desqualificaram para o sagrado cargo. Quando substâncias intoxicantes são usadas a consciência perde sua sensibilidade para o pecado e um processo de fortalecimento da iniquidade certamente se estabelecerá, não fazendo distinção entre o comum e o sagrado.
Aqueles que afirmam que Cristo veio para revogar a lei de Deus e acabar com o Antigo Testamento consideram a era judaica como das trevas, e falam da religião dos hebreus como constituída de meras formas e cerimônias. Mas isto é um erro. Cristo não era apenas o líder dos hebreus – o Anjo em quem estava o nome de Jeová, mas foi Ele quem deu a Lei para Israel. Em meio à terrível glória do Sinai, Cristo declarou a todas as pessoas os dez preceitos da lei de Seu Pai. Foi Ele quem deu a Moisés a lei gravada na pedra.
É a voz de Cristo que nos fala através do Antigo Testamento.
Jack Blanco, autor de The Clear Word
com insights de Patriarcas e Profetas, pp. 359-366
Também disponível em: http://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/biblia/lev/10 e https://www.facebook.com/ReavivadosPorSuaPalavra
Texto original: http://www.revivalandreformationorg/bhp/en/bible/lev/10
Tradução: JQuimelli/GQuimelli
Texto bíblico: Levítico 10
Comentário em áudio
Leituras da semana do programa Crede em Seus Profetas: Parábolas de Jesus, cap.15
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1-24 A consagração de Arão e de seus filhos levou oito dias e culminou na oferta dos seus primeiros sacrifícios e na manifestação da glória de Deus (9.23-24). Bíblia de Genebra.
As três partes essenciais do capítulo são: 1) Os mandamentos, 1-7; 2) A execução dos mandamentos, 8-22; 3) A aprovação divina pronunciada sobre aquilo que havia sido feito, 22-14. Bíblia Shedd.
4 Arão, tipificando Jesus Cristo na sua posição de sumo sacerdote, não podia tipificá-lo em matéria de santidade, visto que tinha, em primeiro lugar, que buscar a expiação pelos seus próprios pecados, Hb 5.1-3. Bíblia Shedd.
7 faze expiação por ti. Antes de Arão poder fazer expiação por seu povo, ele precisava fazer expiação por si próprio. O sacerdócio e santuário israelita tinha sérias limitações. Cristo, por outro lado, é imortal, sem pecado e divino. Portanto, Ele é um Sumo Sacerdote muito maior em um santuário melhor no Céu (Hb 7-10). Andrews Study Bible.
10 como o Senhor ordenara. O simbolismo exigia que tudo fosse feito exatamente como Deus havia prescrito. Arão, portanto, não cometeu erro algum. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 807.
11 a carne e o couro queimou fora do arraial. Simbolizava a expiação completa; completa mediação caía sobre o substituto, e a expiação não era completada até que o sacrifício fosse completo e inteiramente consumido, Hb 13.11-13. Bíblia Shedd.
Os sacerdotes não poderiam comer de sua própria oferta de purificação. Andrews Study Bible.
15 a oferta do povo. Depois de terminar de oferecer o sacrifício por si mesmo, Arão procedeu ao ritual das ofertas pelo povo. CBASD, vol. 1, p. 807.
22 Arão levantou as mãos. O povo observava interessado. As pessoas tinham visto Arão sacrificar por si mesmo e viram-no fazê-lo por elas também. Depois disso, Arão levantou as mãos em direção a elas e as abençoou. Foi um momento solene e feliz, pois Deus aceitou as ofertas. CBASD, vol. 1, p. 807.
abençoou. A bênção arônica, bênção tríplice, é registrada em Nm 6.23-26*. Cf. a tríplice bênção apostólica de 2Co 13.14. Bíblia de Estudo NVI Vida.
23 A glória do Senhor na nuvem, e o fogo que dEle procedeu (24), era uma confirmação pública da aceitação divina do ministérios sacerdotal e da eficácia das ofertas. Cf também Êx 40.34; 2 Cr 7.1. Bíblia Shedd.
24 saindo fogo de diante do Senhor. Ao consumir o primeiro conjunto de sacrifícios ofertado por Arão e seus filhos (compare 1 Rs 18:38-39), Deus mostrou que os aceitou como Seus sacerdotes. O fogo do Senhor saiu do santuário onde Sua presença havia feito residência. Quando Moisés estabeleceu o santuário, Deus Se moveu para ele (Êx 40:34-35) antes de ele ter sido consagrado por rituais (Lv 8). Deste modo, Ele mostrou que Seus movimentos não dependiam da ação humana. Andrews Study Bible.
O fogo tem sido considerado um símbolo sagrado por quase todos os povos e por quase todas as religiões. Como símbolo ilustra muitas verdades bíblicas. O fogo foi empregado por Deus não somente para oferecer a Sua proteção divina (Nm 9.16) como também para ser o instrumento da Sua justa vingança (Dt 4.24; Hb 12.29), e um símbolo do Espírito Santo (Is 4.4; At 2.3). … O fogo nos dá a ideia de algo que consome; que purifica e que derrete e, decerto, simboliza algo da santidade de Deus: "o nosso Deus é fogo consumidor", Hb 12.29; Dt 9.3. Bíblia de Genebra.
Esse fogo poderia ter consumido Moisés, Arão e todo o povo (Lv 10:1, 2); ao invés disso, ele consumiu as ofertas sobre o altar. Deus cumprira a promessa (v. 4, 6). De acordo com a tradição judaica, o fogo aceso naquela ocasião foi preservado até a destruição do templo de Salomão e talvez depois disso. Deus aceitou a obra humana. O santuário havia sido dedicado e consagrado e também os sacerdotes. Todos os preparativos foram feitos para o serviço que continuaria por mais de 1.400 anos e seria, então, transferido para o santuário celestial. CBASD, vol. 1, p. 807.
Como demonstração de Seu poderoso poder, Deus enviou fogo … para consumir a oferta de Arão. O povo caiu no solo em admiração. Algumas pessoas se questionam se Deus realmente existe porque elas não conseguem ver Suas atividades no mundo. Mas Deus se encontra em atividade no mundo hoje do mesmo modo como estava no mundo de Moisés. Aonde um corpo de crentes está ativo por Ele, Deus tende a não mostrar Seu poder na forma de poderosos atos físicos. Em vez disso, Ele trabalha para transformar o mundo através desses crentes. Quando você percebe isso, você começará a ver atos de amor e fé aonde eles são nada mais do que sobrenaturais. Life Application Study Bible.
*A bênção arônica: "22 O SENHOR disse a Moisés: 23 ‘Diga a Arão e aos seus filhos: Assim vocês abençoarão os israelitas: 24 ‘O SENHOR Te abençoe e te guarde; 25 O SENHOR faça resplandecer o Seu rosto sobre ti e te conceda graça [ARA: "tenha misericórdia de ti"]; 26 O SENHOR volte para ti o Seu rosto e te dê paz’. 27 "Assim eles invocarão o Meu nome sobre os israelitas, e eu os abençoarei." (Nm 6:22-27).
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LEVÍTICO 9 – Deus santifica para a ação, não para a preguiça. Deus purifica para que o ex-impuro ministre contra o pecado, auxiliando outras pessoas a livrarem-se do mal.
Após uma semana de consagração, Arão e seus filhos tomaram seus postos com os anciãos na ministração dos rituais do santuário (v. 1). Quem foi perdoado por Deus será agente de perdão àqueles que preocupam-se com a consequência de seus atos impuros e sofrem pelo peso da culpa.
1. A submissão plena à vontade de Deus objetivando eliminar o pecado, cria condições para que Deus responda com Sua presença (vs. 2-7);
2. A submissão plena às orientações de Deus quanto à purificação visando executar intercessão em prol de perdão, salvação e consagração do próximo, atrai a manifestação da glória divina (vs. 7-22);
3. A submissão total perante Deus leva o consagrado a abençoar o povo de Deus; por conseguinte, Deus manifesta-Se mostrando satisfação, e o povo cheio de alegria prostra-se em adoração (vs. 23-24).
C. S. Lewis disse: “Se você está à procura de uma religião que o deixe confortável, definitivamente eu não lhe aconselharia o cristianismo”. O sangue faz parte da religião instituída por Deus. A consagração dos sacerdotes e do povo estava ligada ao sangue, muito sangue.
• Sangue foi trazido pelos filhos de Arão após imolar o bezerro da oferta pelo pecado (vs. 8-9);
• Sangue foi derramado na base do altar, resultando numa poça de sangue (v. 9);
• Sangue foi aspergido/borrifado ao redor do altar após o holocausto (v. 9).
• Sangue foi aspergido/borrifado ao redor do altar novamente após ter degolado o boi e o carneiro em sacrifício pelo pecado do povo (v. 18).
Como você imagina que o povo assistia o ambiente sagrado ficando todo ensanguentado? Não há nada de romantismo e belo nestas cenas, apenas que isso produzia relacionamento do povo com Deus e a glória de Deus Se manifestava em aprovação.
1. Deus não mudou, Ele quer manifestar Sua glória e presença a Seu povo no presente como fizera no passado.
2. Deus quer compromisso radical (submissão total) com Ele, por isso deu Jesus para ser o Cordeiro real para derramar Seu sangue a fim de livrar-nos do mal.
Sangue produz nojo; mas, o perdão de Deus resulta em alegria! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí #rpsp #rbhw
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Comentário devocional:
Após a consagração do santuário e de seus sacerdotes, estes estavam prontos para servir a Deus. Arão e seus filhos oficiaram seus primeiros sacrifícios, que foram aceitos pelo fogo divino (Lv 9; comparar 1 Reis 18:38-39).
Em outras partes do antigo Oriente Próximo, divindades (representadas por seus ídolos) eram trazidas para seus novos templos em rituais realizados por seres humanos. Mas o Deus de Israel mudou esta prática. Ele passou a residir no tabernáculo (Êxodo 40:34-35), antes de quaisquer rituais terem sido realizados lá. Desta forma, ele enfatizou que sua presença real, viva, habitava entre o Seu povo. Ao contrário de um ídolo, Ele poderia chegar ou ir (compare Ezequiel 9-11), quando Ele desejasse.
Antes de realizar sacrifícios para o resto da comunidade, os sacerdotes tinham que oferecer sacrifícios por si mesmos, pois eles eram falhos como todos os outros. Assim, eles representavam as pessoas perante Deus, ao mesmo tempo em que O representavam para o povo. Cristo, a quem o serviço ritual apontava, é a única escada entre nós e Deus (compare João 1:51). Ele viveu entre nós e experimentou os mesmos tipos de tentações que enfrentamos, portanto Ele compreende perfeitamente nossas lutas. Mas Ele não pecou, e por isso Ele não precisava de expiação para si mesmo (Hb 4:15; 7:26-28). Seu sacrifício é apenas para nós.
Roy Gane
Andrews University
Também disponível em: http://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/biblia/lev/9 e https://www.facebook.com/ReavivadosPorSuaPalavra
Texto original: http://www.revivalandreformationorg/bhp/en/bible/lev/9 e http://revivedbyhisword.org/en/bible/lev/9/
Tradução: JQuimelli/GQuimelli
Texto bíblico: Levítico 9
Comentário em áudio
Leituras da semana do programa Crede em Seus Profetas: Parábolas de Jesus, cap.14
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LEVÍTICO 8 – Talvez teu pecado seja tudo o que você tem, portanto, pedir para abandoná-lo seja pedir tudo de você. Contudo, ter “tudo” sem Deus é o mesmo que não ter nada; e ao ter “nada” com Deus vive-se a sensação de que se tem tudo; pois, Deus é tudo que desesperadamente precisamos.
Neste capítulo Deus apresenta-nos a consagração de Arão e seus filhos.
Arão foi quem auxiliou o povo na adoração ao bezerro de ouro, o qual deveria ter impedido tamanha idolatria. Contudo, Deus não descartou Arão! Entretanto, não ignorou seu pecado; pelo contrário, cada detalhe de sua consagração visava arrancar o pecado de seu coração. Deus quer fazer o mesmo conosco.
Após convocar toda a congregação para assistir o cerimonial de santificação (vs. 1-4), destaca-se quatro pontos fundamentais para que acontecesse a consagração:
1. Lavar-se, primeiro ato de purificação (vs. 5-6);
2. Vestir-se com roupas especiais (vs. 7-9);
3. Ungir o santuário onde aconteceriam os rituais (vs. 10-11);
4. Ungir os sacerdotes antes de realizarem ritos sagrados (12-13).
Porém, isso não é tudo. A consagração vai além destes ritos, estes apenas introduziram a santificação. Aquele que, no passado, fizera um bezerro de ouro para o povo, deveria, agora, colocar as mãos sobre a cabeça de um touro de verdade, e então ver a sua morte e seu sangue derramado na base do altar com um pouco colocado com o dedo nas suas pontas (vs. 14-17).
Ainda não é tudo. Dois cordeiros foram apresentados, um como oferta queimada (vs. 18-21), outro para oferta de ordenação ao sacerdócio com pães sem fermento (vs. 22-29). Sangue foi colocado na orelha, polegar do pé e da mão direitas.
Isso ainda não era suficiente. Óleo da unção foi aspergido com sangue do altar sobre as vestes dos que ministrariam o santuário, os quais comeram parte da carne e dos pães para ordenação; tudo conforme Deus ordenou (vs. 30-36).
Eliminar o pecado não é coisa simples; entretanto, quem ama a Deus entrega-se a Ele para ser purificado/santificado totalmente!
Consagrar-se a Deus é a renúncia absoluta do pecado. Talvez por isso muitos prefiram dizer “NÃO” à consagração. Abrir mão do pecado parece arriscado para quem não sabe o que realmente significa ser consagrado; porém, quem se arrisca, será perdoado!
“Senhor, consagra-nos!” – Heber Toth Armí.
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Comentário devocional:
O tabernáculo, com o seu mobiliário e sacerdotes, estava fisicamente pronto. Mas isso não era suficiente para que ele funcionasse como o palácio divino. Para estar apto a receber o Senhor, ele deveria ser feito santo, como Ele é santo. Toda a santidade vem de Deus, então somente Ele poderia consagrar o santuário, que refletia o superior santuário celeste “não feito por mãos humanas” (Hb 8:2, 5).
Esta consagração foi simbolizada por uma série de rituais, que incluíam o uso do óleo da unção e sacrifícios especiais, e foi presidida por Moisés como representante de Deus.
Para ordenar os descendentes masculinos de Arão, como a elite dos servos de Deus perante a comunidade, Moisés colocou o sangue do sacrifício da ordenação em suas orelhas direitas e polegares das mãos e pés. Isso mostrava que cada sacerdote havia recebido graça divina que o permitia cumprir sua responsabilidade de vida ou morte, para servir a Deus em benefício do seu povo. Essa graça divina fluía, em última análise, do sacrifício de Cristo.
Hoje não há uma elite divinamente sancionada de sacerdócio cristão à parte do sacerdócio de Cristo, através do qual o povo de Deus deve aproximar-se do Senhor (Hb 4, 7-10). O “sacerdócio real” humano inclui todos os cristãos como ministros de Deus (1Pe 2:9-10).
A surpreendente e maravilhosa graça de Deus [Amazing Grace] capacita homens e mulheres a obedecerem ao mandado de Cristo de ministrar para a salvação de outros (compare Mt 28:19-20).
Roy Gane
Andrews University
Também disponível em: http://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/biblia/lev/8 e https://www.facebook.com/ReavivadosPorSuaPalavra
Texto original: http://www.revivalandreformationorg/bhp/en/bible/lev/8 e http://revivedbyhisword.org/en/bible/lev/8/
Tradução: JQuimelli/GQuimelli
Texto bíblico: Levítico 8
Comentário em áudio
Leituras da semana do programa Crede em Seus Profetas: Parábolas de Jesus, cap.14
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1-36 As instruções para a consagração dos levitas são executadas (Êx 29). A repetição e a perfeição dos sacrifícios (Êx 29.35-37) e o esplendor das vestes de Arão (vs 7-9) apontam para a importância do sumo sacerdócio. O sumo sacerdote representava Israel perante Deus. Bíblia de Genebra.
A consagração dos sacerdotes. Nenhum homem era, por si mesmo, digno de se aproximar de Deus, e daí a necessidade de sacerdócio mediador. Esse sacerdócio era um dom de Deus (Nm 18.7), já que o próprio Deus escolhia e vocacionava os sacerdotes, 8.4,5; Hb 5.4. O sacerdote era um tipo [modelo] de Cristo, nosso único e verdadeiro Mediador, Hb 8.1; 1 Tm 2.5. Bíblia Shedd.
Por que Arão e seus filhos precisaram ser purificados e separados? Apesar de todos os homens da tribo de Levi terem sido dedicados ao serviço de Deus, somente os descendentes de Arão poderiam ser sacerdotes. Somente eles tinha a honra e responsabilidade de executar os sacrifícios. Esses sacerdotes tinham de se purificar e dedicar a si mesmos antes que pudessem auxiliar o povo a fazer o mesmo. A cerimônia descrita em Levítico 8 e 9 foi sua cerimônia de ordenação. Arão e seus filhos foram lavados com água (8:6), vestido com trajes especiais (8:7-9) e ungidos com óleo (8:12). Eles colocaram suas mãos sobre um novilho enquanto esse era morto (8:14) e sobre dois carneiros enquanto eram mortos (8:18, 19, 22). Isso mostrava que a santidade vinha de Deus somente, não da função sacerdotal. De modo similar, não somos purificados por nosso posicionamento espiritual. Purificação espiritual provém somente de Deus. Não importa quão alta a nossa posição ou por quanto tempo a temos ocupado, dependemos de Deus para vitalidade espiritual. Life Application Study Bible.
2 Arão, e seus filhos. Cf Êx 29. Esta foi a cerimônia da consagração, que depois passou a ser usada para todos os sacerdotes. Notemos que havia uma distinção implícita entre os sacerdotes (Arão e seus filhos) e o resto dos levitas. A tribo de Levi, como um todo, foi separada especificamente para o serviço religioso, mas somente os descendentes de arão eram os sacerdotes que oficiavam nos cultos do Tabernáculo e (mais tarde) do Templo, em Jerusalém, Nm 1.47-54. Veja também a distinção entre sacerdotes e levitas na Parábola do Bom Samaritano, Lc 10.25-37.
2, 3 Por que sacerdotes eram necessários em Israel? Em Êxodo 19:6, os israelitas foram instruídos a serem uma raça de sacerdotes. … O sistema sacerdotal foi uma concessão à inabilidade do povo, por causa do pecado, de se encontrar e se relacionar com Deus individualmente e corporativamente. Em Cristo, essa sistema imperfeito foi transformado. O próprio Jesus Cristo é nosso Sumo Sacerdote. Agora [Nova Aliança/Novo Testamento] todos os crentes podem se aproximar de Deus através dEle. Life Application Study Bible.
6 mandou-os banhar-se com água. Na bacia de bronze (cf. v. 11) no pátio do tabernáculo (v. Êx 30.17-21). Bíblia de Estudo NVI Vida.
7 sobrepeliz (ARA). NVI: “manto”.
8 Urim e Tumim. Estas palavras significam, respectivamente, “luz” e “perfeição”. Embora não se refira de forma específica ao urim e ao tumim pelo nome, Josefo fala de pedras “brilhantes” no peitoral do sumo sacerdote, “brilho”, diz ele, que havia deixado de ser visto há dois séculos, devido à iniquidade prevalecente (Antiquidades, iii.8.9). Por meio destas duas pedras, Deus revelava Sua vontade. Uma auréola de luz em volta do urim era sinal de aprovação divina nas questões apresentadas diante dEle, e uma nuvem que ensombrava o tumim era sinal de desaprovação (PP, 351). Para exemplo disso, ver 1 Samuel 23:9-12; 28:6; 30:7 e 8. O peitoral era para as vestes do sumo sacerdote o que o propiciatório era para o santuário. Em ambos, Deus revelava Sua glória e vontade (cf Êx 25:22; Sl 80:1; Is 37:16). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 700 [sobre Êx 28:30].
O uso de Urim e Tumim não se menciona depois do reinado de Davi, a não ser na época da volta do Cativeiro em Babilônia, 538-333 a.C., quando a falta de sacerdotes com Urim e Tumim era considerada uma irregularidade grave, Ed 2.63; Ne 7.65. Bíblia Shedd.
9 mitra (ARA). NVI: “turbante”.
10 Moisés tomou o óleo da unção. Moisés oficiou, como se ele fosse um sacerdote, pela consagração do santuário e dos sacerdotes através do óleo de unção sagrado e um grupo especial de sacrifícios de sangue. Séculos após um “Ungido” (Heb “Messias”; grego: “Cristo”) especial daria início ao santuário celestial e seu ministério celestial ao oferecer Seu próprio sangue (Dn 9:24-26; Hb 5:5-10; 13:10-12). Andrews Study Bible.
11 sete vezes. Este número simbolizava a perfeição [cf. nota em 4.6]. Bíblia de Estudo NVI Vida.
12 Qual o significado da unção de Arão como sumo sacerdote? O sumo sacerdote tinha responsabilidades especiais que nenhum outro sacerdote tinha. Somente ele podia entrar no lugar Santíssimo [Santo dos Santos] do tabernáculo no Dia da Expiação para fazer expiação pelos pecados da nação…. O sumo sacerdote era uma figura de Jesus Cristo, nosso Sumo Sacerdote (Hb 7:26-28). Life Application Study Bible.
13 atou-lhes as tiaras (ARA). NVI: “colocou-lhes gorros”.
16 redenho do fígado (ARA). NVI: “lóbulo do fígado” [ou: gordura que está sobre o fígado].
23 O sangue derramado sobre a orelha, o polegar da mão direita e o polegar do pé direito do sacerdote simbolizavam sua consagração completa para ouvir, ensinar e observar a Palavra de Deus. Bíblia Shedd.
26 obreia (ARA). NVI: “pão fino”.
30 óleo… sangue. Os sacerdotes da Antiga Aliança [Antigo Testamento] eram ungidos com óleo e com sangue, representando respectivamente duas bênçãos que haveriam de ser derramadas sobre o povo de Deus com a vinda de Cristo: A unção do Espírito Santo e o sacrifício expiatório, que não dependem de cerimônias físicas, mas são o fruto da obra de Cristo naqueles que O aceitam. Bíblia Shedd.
36 Arão e seus filhos fizeram “tudo o que Deus tinha ordenado” (NVI). Considerando as muitas listas detalhadas de Levítico, essa foi uma façanha notável. Eles sabiam qual a vontade de Deus, como Ele queria que ela fosse executada e com qual atitude deveria ser executada. Isso pode servir de modelo para o quão cuidadosamente devemos obedecer a Deus. Deus deseja que sejamos um povo completamente santo, não uma aproximação disso. Life Application Study Bible.
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Transcrevo aqui trechos do Comentário Bíblico Adventista, de rica aplicação à vida prática de sacerdotes, sejam leigos ou oficiais.
2 Toma Arão, e seus filhos. Cronologicamente este capítulo segue o último capítulo de Êxodo no qual a construção do tabernáculo é registrada. Os sete capítulos seguintes contém as instruções precisariam seguir antes de começar o ministério no santuário. A primeira qualificação para o sacerdócio veio para Arão e sua descendência. Os registros genealógicos foram mantidos com muito cuidado (2Cr 31:16-19).Alguém que não pudesse comprovar legalmente pertencer à descendência de Arão não podia exercer o ofício sacerdotal (Ed 2:62; Ne 7:64). A segunda qualificação dizia respeito à integridade física. Qualquer deformidade ou ferimento era suficiente para impedir um filho de Arão de se aproximar do altar e até mesmo de entrar no santuário. A linhagem de Arão [entretanto] dava-lhe o direito de receber suporte. Ele poderia comer a porção dos sacrifícios destinada aos sacerdotes e receber uma parte dos dízimos (Lv 21:17-23). O sacerdote devia ser, além disso, livre de qualquer impureza cerimonial e abster-se de vinho e bebida forte (Lv 10:8-10).
A função especial dos sacerdotes era aproximar-se de Deus em favor do povo (Lv 10:3; 21:17; Nm 16:5). deviam mediar entre o Deus Santo e o povo pecador; portanto, eles mesmos deviam ser santos. A questão da santidade é repetidamente enfatizada na descrição da obra sacerdotal. O sumo sacerdote, em que se centra o sacerdócio, é chamado de o “santo do SENHOR” (Sl 106:16). Na lâmina de ouro puro atada à mitra estavam escritas as palavras: “Santidade ao SENHOR” (Êx 28:36)….
Antes, porém, que o sacerdote e seus filhos pudessem iniciar a ministração no santuário, eles eram solenemente separados para a tarefa. Arão devia ser ungido com o óleo santo e seus filhos deviam aspergir o óleo na porta da tenda da congregação, onde ocorria a inauguração. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 803-804.
6 e os lavou. Este é o símbolo da regeneração (Tt 3:5). Eles não podiam lavar a si mesmos, pois o estado de pureza que Deus exigia era algo que não podiam fazer por si mesmos. Outra pessoa deveria lavá-los.
Enquanto os dois irmãos procediam a lavagem, a mente de ambos devia se ocupar do significado e da importância do que estavam fazendo. Era muito mais do que um banho comum; era a purificação espiritual. Arão não podia purificar a si mesmo do pecado. Alguém deveria fazê-lo por ele. CBASD, vol. 1, p. 804.
7 Vestiu Arão da túnica. Após a lavagem, vinha a investidura de Arão com as vestes santas e a insígnia do ofício. Este também era um ato simbólico, por isso não lhe era permitido vestir a si mesmo. … Ele devia aprender que nada que pudesse fazer podia ser aceitável a Deus. devia aprender a lição da completa dependência. Era Deus que o preparava para o serviço. Era Deus vestindo-o com a justiça divina (Sl 132:9). CBASD, vol. 1, p. 804.
10 ungiu o tabernáculo. Antes de ungir Arão, Moisés ungiu o tabernáculo e seus móveis, incluindo a arca, de acordo com a ordem de Deus (Êx 30:26-29). CBASD, vol. 1, p. 804.
12 derramou do óleo. Depois de ungir o tabernáculo e seus móveis, Moisés ungiu Arão. A unção foi sua coroação como sumo sacerdote (ver Lv 21:12; cf Zc 6:11-13). A unção foi tão copiosa que o óleo escorreu pela barba e pelas vestes de Arão (Sl 133:2). CBASD, vol. 1, p. 804.
22 o carneiro da consagração. A cerimônia com o carneiro da consagração foi o último ato na consagração de Arão e seus filhos. Com a dedicação completa, eles estavam investidos de autoridade para desempenhar os vários serviços sacerdotais de mediação. CBASD, vol. 1, p. 805.
23 sobre a ponta da orelha direita. A aplicação do sangue na orelha direita significava consagração ao serviço de Deus. Assim, Arão devia atender diligentemente às ordens de Deus e fechar os ouvidos para o mal. Essa é uma lição útil também para pastores e leigos. Esses devem dar ouvidos ao Senhor, pois “o obedecer é melhor que sacrificar, e o atender, melhor que a gordura de carneiros” (1Sm 15:22). CBASD, vol. 1, p. 805.
sobre o polegar da mão direita. A aplicação do sangue sobre o polegar direito de Arão significava que cada ato seu devia ser justo. A mão faz o trabalho do dia a dia, vários atos externos, a prática da justiça. Se Cristo foi dito: “Eis aqui estou, para fazer, ó Deus, a Tua vontade” (Hb 10:7). “A minha comida consiste em fazer a vontade dAquele que Me enviou”, disse Jesus (Jo 4:34). CBASD, vol. 1, p. 805.
o polegar do seu pé direito. Aplicar sangue sobre o polegar do pé tinha um significado semelhante. Significava andar na luz, correr para atender aos deveres estabelecidos por Deus, defender a verdade e a justiça. Cada faculdade do ser deve ser dedicada a Deus. CBASD, vol. 1, p. 805.
aspergiu Moisés o resto do sangue sobre o altar. O altar recebia mais atenção do que qualquer outra parte do santuário. Sem dúvida, isso se devia à importância da expiação, pois cada sacrifício desempenhava um papel importante. CBASD, vol. 1, p. 805.
31 ali a comereis. Esta refeição ritual concluía a cerimônia de consagração. CBASD, vol. 1, p. 805.
35 sete dias. O serviço do dia terminara, mas Arão e seus filhos podiam sair somente depois de sete dias [muito provavelmente de um sábado a outro]. Este era um tempo de estudo, oração e meditação para praticar o ritual muitas vezes a fim de não cometer nenhum erro quando chegasse o tempo de oficiar. CBASD, vol. 1, p. 805.
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Andrews University
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Texto original: http://www.revivalandreformationorg/bhp/en/bible/lev/7 e http://revivedbyhisword.org/en/bible/lev/7/
Tradução: JQuimelli/GQuimelli
Texto bíblico: Levítico 7
Comentário em áudio
Leituras da semana do programa Crede em Seus Profetas: Parábolas de Jesus, cap.14