Filed under: Sem categoria
LEVÍTICO 13 – Deus é poderoso para curar qualquer doença; porém, Ele também é totalmente sábio para orientar-nos como e quando lidar com certas doenças. “Lepra” é a palavra mais próxima para traduzir ao português o que poderia ser hanseníase, morfeia e/ou qualquer outra infecção da pele.
Essas doenças revelam a deterioração que o pecado faz na raça humana. Elas apresentam efeitos terribilíssimos que o mal tem causado no mundo. O pecado está em intensas atividades em todas as áreas, corroendo física, mental e espiritualmente ao ser humano.
Em síntese, o capítulo apresenta os seguintes pontos:
1. Diagnóstico de um caso de “lepra” (vs. 1-8);
2. Diagnóstico de um caso antigo de “lepra” (vs. 9-17);
3. Diagnóstico de “lepra” por úlcera/tumor ou queimadura (vs. 18-28);
4. Diagnóstico da “lepra” situada na cabeça ou na barba (vs. 29-44);
5. As vestes dos leprosos (vs. 45-59).
A lepra tornava imunda a uma pessoa descente; portanto, deveria isolar-se, afastada de sua casa e familiares. “As leis relativas à lepra nos ensinam que o pecador está enfermo e condenado a morte solitária” (Lislie Hardinge e Frank Holbrook).
O pecado é uma praga, e a lepra apenas ilustra essa desgraçada doença.
• Assim como a “lepra” manchava o corpo, o pecado manha a alma.
• Assim como a “lepra” contaminava a pele, o pecado contamina o coração.
• Assim como a “lepra” consumia as extremidades, o pecado consome nossa consciência.
• Assim como a “lepra” apodrecia membros do corpo, o pecado apodrece a moral humana.
• Assim como a “lepra” levava suas vítimas à morte, o pecado também mata suas vítimas.
O capítulo apresenta rituais de purificação da contaminação da lepra. Os sacerdotes tinham papel fundamental nisso. Tal purificação resultava em restauração.
O princípio é válido para nós: Ao estarmos contaminados com a praga do pecado, carcomidos pela intensa capacidade de depravação moral, carecemos de um sacerdote que nos atenda, purifique e restaure. Somente em Cristo encontramos tal Sacerdote.
Cristo cura qualquer doença!
A purificação da contaminação da lepra do pecado, oriunda do plano de salvação concretizado em Cristo, promove nossa santificação. Por conseguinte, “a busca da santidade sob a orientação do Espírito Santo de Deus é obrigatória para o cristão crescer verdadeiramente na plenitude de Cristo”, afirma Roland K. Harrison.
“Senhor… purifica-nos… santifica-nos. Amém!” – Heber Toth Armí.
Filed under: Sem categoria
2 lepra. A palavra ocorre muitas vezes nos caps. 13 e 14. v. tb 22.4; Nm 5.2. Trata-se de um grupo de doenças que demonstram defeitos visíveis que serviriam de símbolos apropriados de contaminação – como também no caso do mofo (cf. 47-49). … Os sintomas descritos e o fato de que podem alterar-se rapidamente (v. 6, 26, 27, 32-37), demonstram que essas doenças não eram a hanseníase clássica. Incluem a várias outras doenças, bem como erupções cutâneas sem sequelas graves. A palavra [heb] traduzida por “lepra” pode também significar “mofo” (v. 47; 14:34; e esp 14.57). Bíblia de Estudo NVI Vida.
A lepra é muitas vezes usada na Bíblia como uma ilustração do pecado porque o pecado é contagioso e destrutivo e leva à separação. Life Application Study Bible.
na sua pele. A lepra era comum no Egito, nos tempos antigos. Sem dúvida, foi lá que Israel teve o primeiro contato com a doença. Deus havia prometido protegê-los contra as doenças do Egito, se eles O obedecessem (Êx 15:26). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 823.
será levado. Se isso acontecesse a uma pessoa, ela deveria seria levada à presença de Arão ou a um dos sacerdotes para ser examinada. A expressão “será levado” implica a relutância natural da pessoa de ir por si mesma, sabendo o que poderia significar para si e para a família o fato de estar contaminado. CBASD, vol. 1, p. 823.
praga de lepra. A palavra “lepra” deriva de uma palavra que significa “golpear”, “castigar”. A lepra era, portanto, “um castigo”. Os judeus consideravam uma pessoa leprosa como alguém castigado por Deus. Em Israel, no passado, a lepra era considerada o mais terrível dos flagelos. Pensava-se ser castigo divino por algum mal praticado. Quem quer que fosse atingido por ela – príncipe ou camponês – era excluído da sociedade e alvo de pouca simpatia ou compaixão, alguém banido. CBASD, vol. 1, p. 823.
ou a um de seus filhos. Não era necessário que o sumo sacerdote fizesse o exame. De acordo com o Talmude, os levitas não podiam ministrar os ritos sacerdotais por causa de imperfeições no corpo, podiam servir como examinadores.
será levado. Se isso acontecesse a uma pessoa, ela deveria seria levada à presença de Arão ou a um dos sacerdotes para ser examinada. A expressão “será levado” implica a relutância natural da pessoa de ir por si mesma, sabendo o que poderia significar para si e para a família o fato de estar contaminado. CBASD, vol. 1, p. 824.
3 O sacerdote lhe examinará. Ele devia examinar a área infectada, pois podia ou não ser lepra. Havia dois sinais básicos aos quais devia atentar: pelos brancos nas manchas e depressão na pele. Normalmente os judeus têm cabelos escuros ou pretos. Onde se manifestavam os dois indicadores, a pessoa era considerada impura.
será levado. Se isso acontecesse a uma pessoa, ela deveria seria levada à presença de Arão ou a um dos sacerdotes para ser examinada. A expressão “será levado” implica a relutância natural da pessoa de ir por si mesma, sabendo o que poderia significar para si e para a família o fato de estar contaminado. CBASD, vol. 1, p. 824.
11 lepra inveterada (ARA; NVI: “crônica”). CBASD, vol. 1, p. 824.
45, 46 Se fosse realmente leproso, o homem deveria aparecer como quem está de luto, e recluir-se em quarentena, Jó 2.7-8. … Com o desenvolvimento posterior das sinagogas, foram admitidos ao culto num lugar à parte. Entravam no local de culto antes dos demais adoradores, e saíam depois que a congregação deixava o recinto. Bíblia Shedd.
45 As vestes do leproso … serão rasgadas. Um leproso usava roupas de luto e devia agir como se a morte já o tivesse vencido. Rasgar as roupas era um sinal costumeiro de calamidade e profunda tristeza (Jó 1:20; 2:12; Mt 26:65). … O leproso devia morar sozinho, e sob nenhuma circunstância podia entrar na cidade. ele dependia da caridade alheia para viver. CBASD, vol. 1, p. 825.
Filed under: Sem categoria
Comentário devocional:
Após a “queda” (Gn 3), todos os seres humanos passaram a ser mortais e sujeitos à morte por causa do pecado (Rm 6:23). Certas coisas, chamadas de “impuras”, estavam associadas com o ciclo nascimento-morte. Estas incluíam sangue, sêmen e outros fluídos de órgãos reprodutivos, pele em deterioração [lepra] e, por fim, cadáveres. Estas coisas não eram, necessariamente, impuras em si, mas se enquadravam numa categoria que enfatizava o estado físico de pecaminosidade que termina em morte. Portanto, a impureza deveria ser separada das coisas sagradas. Nos dias de hoje, quando o templo terreno não mais existe, o ritual de purificação é desnecessário. No entanto, o registro do sistema de purificação do santuário nos ensina ainda hoje a respeito da natureza de nossa relação com Deus.
Após o parto, a mãe sangrava por várias semanas, tornando-se impura nesse período. Talvez pelo fato de uma menina poder nascer com sangue em sua área genital, nesse caso a mãe levaria a impureza da bebê por duas vezes mais tempo do que se tivesse um menino. A ênfase aqui na impureza do sexo feminino não quer desvalorizar as mulheres em relação aos homens, que poderiam também ter muitas impurezas (Lv 15).
Para completar sua purificação, a mãe tinha que oferecer sacrifícios, incluindo uma “oferta pelo pecado.” Isto é melhor traduzida como “oferta de purificação”, porque ela não havia cometido um ato de pecado e não precisava de perdão.
Roy Gane
Andrews University
Também disponível em: http://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/biblia/lev/12 e https://www.facebook.com/ReavivadosPorSuaPalavra
Texto original: http://www.revivalandreformationorg/bhp/en/bible/lev/12 e http://revivedbyhisword.org/en/bible/lev/12/
Tradução: JQuimelli/GQuimelli
Texto bíblico: Levítico 12
Comentário em áudio
Leituras da semana do programa Crede em Seus Profetas: Parábolas de Jesus, cap.14
Filed under: Sem categoria
LEVÍTICO 12 – A vida humana deriva da vida divina. Não haveria vida se não houvesse Deus. A morte é resultado do pecado. O pecado desconecta o ser humano da fonte da vida, e, isso resulta em interrupção/cessação da vida.
O salário do pecado é a morte. Para qualquer pecado, a morte é a sentença. Santidade não combina com pecaminosidade. Deus é intolerante ao pecado. O pecado opõe-se a Deus e Deus opõe-Se ao pecado.
Assim, este capítulo revela a graça divina frente à desgraça humana caída na lama do pecado. A mulher foi a primeira a pecar, deveria ter morrido antes de induzir o homem a fazer o mesmo; contudo, é a mulher que tornou-se Eva, mãe de todos os viventes. Ambos deveriam morrer, mas recebem de Deus a graça de gerar filhos/vida.
Assim, quando a mulher gerava vidas/filhos, seja menino ou menina, ela deveria levar um cordeiro de um ano ao santuário para ser sacrificado/morto e um pombinho ou rolinha para expiação do pecado (v. 6). Se a mulher fosse pobre e não tivesse condições de levar um cordeiro, deveria oferecer dois pombinhos ou duas rolinhas (v. 8).
Sem exceção, deveria haver morte após o nascimento de toda criança.
Além disso, havia um ritual de purificação da mulher, não da criança quando nascesse.
1. Se fosse menino, a mulher deveria se resguardar por sete dias, e depois mais 33 dias deveria ficar em casa e não tocar nada sagrado.
2. Se fosse menina, a mulher deveria se resguardar por 15 dias, e depois mais 66 dias deveria ficar em casa e não tocar nada sagrado.
Nisso consiste o cuidado gracioso de Deus à mulher. Com essa lei ela esta estava livre para descansar das exaustivas atividades diárias quando recuperava suas forças. Também, Deus limitava as visitas que pudessem contaminá-la quando estava num período de maior risco de contrair infecções. Além de ser um momento de reflexão sobre como alguém que merece morte, gerava vida.
• “A declaração de impureza desempenha, portanto, uma função religiosa, simbólica e higiênica” (Merril F. Unger).
• “As normas do parto neste capítulo mostram o terno cuidado de Deus pelas mães. As mulheres, com certeza, ocupam um lugar de honra nos planos de Deus” (Francis D. Nichol).
Por tudo isso, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí #rpsp #rbhw
Filed under: Sem categoria
1 Disse mais o Senhor. O capítulo precedente trata da impureza ocasionada pelo contato com várias criaturas “imundas”. Os capítulos 12 a 15 lidam com a impureza pessoal, tanto física quanto cerimonial, que não envolve transgressão moral. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 820.
2 imunda (ARA; NVI: impura). A impureza provinha do sangramento (v. 4, 5, 7), e não do nascimento. Bíblia de Estudo NVI Vida.
O fluxo de sangue depois do parto tornava uma mulher imunda (vs. 4-5, 7). A perda de sangue poderia levar à morte, o que ilustra a relação da impureza com a morte ou com a ameaça de morte (caps. 11-16, nota). Biblia de Genebra.
Deus abençoou a reprodução humana ao dizer: “Sejam férteis e multipliquem-se!” (Gn 1:18, NVI). Essa bênção continuou sendo válida após a queda em pecado (Gn 9:1), mas porque o pecado resulta em morte (Rm 6:23), cada novo nascimento é mortal(Rm 5:12). Ao chamar de “impuros” os aspectos masculinos e femininos da reprodução humana que envolvam fluxos de sangue ou de sêmen de órgãos genitais (menstruação, emissão noturna e relação sexual [veja tb Lv 15; Dt 23:10-11], assim como o próprio nascimento, Deus não está condenando esses eventos como pecado [ou pecaminosos] – são coisas simples que precisam de rituais para tratar com elas. Andrews Study Bible.
4 do seu sangue. Os seis primeiros dias após o parto eram críticos para a mãe, pois havia considerável perda de sangue. Depois de uma semana, considerava-se que a crise havia passado. Durante 33 [ou 66] dias, a mãe não podia ir ao santuário ou participar de cerimônias religiosas. Não devia assistir a qualquer cerimônia pública [ver razão no comentário do v. 7]. Era a mãe, e não a criança considerada impura. CBASD, vol. 1, p. 820.
5 Sendo que havia perda de sangue no nascimento de uma criança, aplicavam-se as leis da purificação, 15.16-18. Biblia Shedd.
O texto não explica por qual razão o nascimento de uma filha tornava a mãe duas vezes mais imunda do que o nascimento de um filho. Talvez uma filha, como uma mãe em potencial, estivesse mais sujeira à impureza do que um filho. Biblia de Genebra.
A razão para um período de impureza maior mais longo do que no caso do nascimento de menino não é dada aqui e em nenhum outro lugar. CBASD, vol. 1, p. 820.
O fato de que as mulheres se tornavam mais impuras do que os homens não as desvaloriza enquanto pessoas; elas simplesmente desempenham um papel especial na reprodução. Andrews Study Bible.
6 por holocausto. Não era a mãe que devia oferecer o sacrifício. ela apenas deveria levar a oferta ao tabernáculo e entregá-la ao sacerdote, que a oferecia em seu lugar. Ela também levava uma oferta pelo pecado que o sacerdote oferecia por ela. … Na ocasião do nascimento, parece haver uma ênfase intencional mínima sobre o pecado, e a oferta exigida era simplesmente um sacrifício simbólico. Não havia confissão ou imposição de mãos. CBASD, vol. 1, p. 820.
7 fazer propiciação por ela… que ficará pura. A mãe precisava de “expiação” no sentido de remover sua impureza, mas ela não precisava de perdão (contraste com 4:26, 31), porque ela não havia pecado ao dar à luz um filho. Andrews Study Bible.
7 ela será purificada. Nos tempos antigos, as mulheres não tinham muita alegria na vida. Elas faziam a maior parte no trabalho árduo que cabia aos homens. Isso ainda acontece em muitos países, onde tanto o trabalho de casa quando o de campo são feitos pelas mulheres. Dava-se pouca consideração por ocasião do parto e, na verdade, elas eram tratadas de modo desumano, conforme o costume. Foi sob tais condições que Deus fez provisão para as mães de Israel, prescrevendo-lhes um período de relativo repouso e isolamento durante algumas semanas. elas deviam desfrutar repouso e calma, enquanto recuperavam as forças. As normas do parto neste capítulo mostram o terno cuidado de Deus pelas mães. As mulheres, com certeza, ocupam um lugar de honra no plano de Deus. Algumas se tornaram líderes e outras, profetizas. Através das provações da vida receberam o cuidado protetor de Deus e foram convidadas a levar a Ele suas perplexidades (ver DTN, 512). Todos devem dar às mães a devida honra. CBASD, vol. 1, p. 820, 821.
8 se as suas posses não lhe permitirem… duas rolas ou dois pombinhos. A mais célebre das ofertantes pobres é a própria mãe de Jesus, Lc 2.24. Bíblia Shedd.
Filed under: Sem categoria
Comentário devocional:
Vida santa inclui a alimentação. Deus não diz por que alguns animais são puros e permitidos para serem comidos, enquanto outros não. O fato de alguns animais serem declarados impuros sugere que estão associados à morte. Em qualquer caso, o Senhor espera que as pessoas confiem e obedeçam, mesmo quando não saibam as razões específicas. No entanto, ele fornece a razão geral: estar em harmonia com Sua natureza santa (Lv 11:44-45).
Algumas partes de Levítico 11 tratam da impureza ritual temporária de um animal morto. Estas instruções não têm aplicação hoje. Contudo, as distinções básicas entre animais puros e impuros nunca dependeram da existência de um santuário terrestre (cf. Gn 7-8). Daniel, vivendo na Babilônia, longe do templo destruído, entendeu que o fato de utilizar-se de comida impura entraria em conflito com sua própria santidade (Dan 1). Assim como Daniel, os cristãos devem ser santos em todas as áreas da vida (1 Pedro 1:15-16).
Uma fonte de água era imune a impureza de carcaças de animais (Lv 11:36), porque era uma fonte de pureza. Da mesma forma, quando Jesus estava aqui na terra, Ele poderia livremente entre em contato com pessoas impuras, porque Ele é a fonte da pureza, vida e cura. Ele também pode manter-nos moralmente puros enquanto levamos Seu toque de cura a um mundo poluído.
Roy Gane
Andrews University
Também disponível em: http://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/biblia/lev/11 e https://www.facebook.com/ReavivadosPorSuaPalavra
Texto original: http://www.revivalandreformationorg/bhp/en/bible/lev/11 e http://revivedbyhisword.org/en/bible/lev/11/
Tradução: JQuimelli/GQuimelli
Texto bíblico: Levítico 11
Comentário em áudio
Leituras da semana do programa Crede em Seus Profetas: Parábolas de Jesus, cap.14
Filed under: Sem categoria
LEVÍTICO 11 – Fumar e beber são pecados? No processo de consagração/santificação muitos desconsideram o item alimentação. Para Deus é relevante.
Muitos que afirmam serem servos de Deus absorvem culturas mundanas quando Deus espera que vivam a cultura celestial neste mundo contaminado pelo pecado.
Cristãos aceitam que o apóstolo Pedro tenha citado Levítico 11:44-45 referente ao imperativo divino sobre ser santo como Deus (I Pedro 1:15-16); mas esquecem de aderir ao regime alimentar prescrito pelo Deus que exige santidade (Levítico 11:2-43).
As leis sobre animais puros e impuros/imundos, referente ao que pode e ao que não pode comer (vs. 46-47) não são mosaicas. Moisés não é o autor destas leis, mas apenas o transmissor. Quem, então, as inventou?
O versículo 1 declara que Deus comunicou estas leis a Moisés e a Arão. Assim, declaradamente a Bíblia revela que é o próprio Deus Criador dos seres humanos e dos animais que liberou comer algumas carnes e proibiu muitas outras.
Comer carne de porco e seus derivados como bacon, toicinho, calabresa, mortadela, etc. tanto quanto comer camarão, lagostas, frutos do mar, etc. ou garça, coruja, gavião, etc., ou repteis, contamina o templo do Espírito Santo, pois tais carnes são abomináveis/repugnáveis a Deus.
Princípio espiritual: O que é abominável a Deus deve ser também para seus seguidores (vs. 12-13, 20, 23, 41-43). Toda carne imunda ingerida torna qualquer indivíduo imundo perante Deus.
Considere atentamente:
1. O texto sagrado não deixa implícito que a restrição alimentar imunda esteja ligado à saúde ou higiene, mas deixa explícito que tem a ver com santidade.
2. Como a Palavra de Deus não caduca e nem é exclusiva a um povo especial, a graça destas orientações alimentares destina-se a todos os que atentam para a revelação divina.
3. Estudada com atenção esta porção das Sagradas Escrituras percebe-se que a preocupação de Deus vai além da contaminação física; alcança a contaminação interior, a alma humana. Consequentemente, afeta/deteriora a espiritualidade.
4. Especialistas no estudo da Bíblia declaram que “é historicamente inimaginável que Jesus tenha ensinado coisas contrárias às leis alimentares da Torah” (David J. Rudolph).
Não considere insignificante o que Deus considera importante.
O gosto pessoal/paladar nunca deve estar acima da vontade divina. Jamais devemos desprezar/ignorar/rejeitar qualquer palavra que sai da boca de Deus.
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
Filed under: Sem categoria
1-47 A distinção entre limpo e impuro era conhecida antes do Sinai (Gên. 7:2; 8:20). Aqui ela é dada enquanto parte das regulamentação da alimentação e saúde de Israel. Veja também Deut. 14:3-21. As leis de Lev. 11 sobre animais limpos e imundos [não limpos] introduzem a segunda principal seção de Levítico, na parte que trata com sacrifício, expiação e justificação. A colocação dos itens alimentares nesta seção sugere que santidade não é somente um estado espiritual. Passagens bíblicas mostram que existem dois tipos de impureza: a permanente ou natural (veja por exemplo Gên. 7:2, 3; Lev. 11:13-19; compare com Deut. 14:12-18; Lev. 20:25-26), e a adquirida ou temporária/cerimonial (veja, por exemplo, Lev. 11:40; 12:1-8; 15:1-33). A impureza de animais não limpos para servirem de comida em Lev. 11 não é contagiosa. Nenhuma provisão é feita na Bíblia para remover este tipo de impureza (Andrews Study Bible).
2 animais que comereis. Este capítulo trata das impurezas dos animais enquanto que os capítulos 12-15 se referem a impurezas de origens humanas (Andrews Study Bible).
O cap. 11 tem um paralelo muito próximo em Dt 14.3-21, mas é mais amplo. … A distinção entre alimentos puros e impuros remontava aos dias de Noé (Gn 7.2). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Os princípios apresentados neste capítulo foram estabelecidos por Deus para proteger aqueles que O amam e escolheram servi-Lo, contra o uso de alimentos nocivos que podem prejudicar o organismo. Em alguns exemplos, não é possível identificar os animais aqui nomeados. Nota-se que há dúvida quanto a isso. No entanto, algum grau de incerteza não chega a ser um problema intransponível para o cristão que propõe em seu coração não contaminar o templo de Deus e que deseja fazer tudo para a Sua glória (1Co 10:31). Para essa pessoa, os princípios aqui apresentados são suficientes. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, vol. 1, p. 814.
3 unhas fendidas. Esta passagem estabelece as diferenças entre os animais permitidos (“limpos”) e proibidos (“imundos”) de acordo com sua estrutura física, comportamento ou modo de se moverem, de maneira que o povo facilmente os identificasse. Comparar v. 9, com respeito aos peixes (“barbatanas e escamas”) e v. 20, sobre insetos voadores (“anda sobre quatro pés”) (Andrews Study Bible).
4 vos será imundo. Todo animal foi criado “bom” (Gên. 1). Mas aqui “imundo” ou “impuro” significam que aos humanos não é permitido comê-los (Andrews Study Bible).
As criaturas listadas aqui como “imundas” são, do ponto de vista higiênico, impróprias como alimento (DTN, 617; T2, 96; ver Gn 9:3). CBASD, vol. 1, p. 814.
6 a lebre. Cientificamente falando, a lebre não rumina porque não é equipada para isso, mas mastiga o alimento de tal modo que parece estar mastigando […] mas é imunda porque não tem as unhas fendidas. CBASD, vol. 1, p. 815.
Os movimentos muito evidentes da mastigação do coelho [e da lebre] levaram-no a ser popularmente classificado co os ruminantes. Bíblia de Estudo NVI Vida.
rumina. Não se considera aqui o problema da precisão científica, pois as Escrituras usam a linguagem do povo de sua época. No modo de pensar das pessoas da época, a lebre ruminava. Quando dizemos que o sol “se põe”, ninguém considera ser um erro científico, pois estritamente falando, o sol jamais se põe. […] A Bíblia não deve ser criticada por usar expressões comuns à época de sua escrita (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).
7 o porco. De todos os animais proibidos pela lei, o porco era considerado o mais imundo (ver Is 65:3; 66:17). Não cabe aqui discutir extensamente como é noviço ingerir a carne de porco. Para o cristão, é suficiente enfatizar a atitude de Deus em relação a isso. Deve haver algo muito nocivo sobre o uso da carne de porco ou Deus não falaria como Ele falou. Ele criou o porco e sabe tudo sobre esse animal, e, por saber, proíbe seu uso como alimento. Cristo não tinha os porcos em alta conta ou não teria permitido a destruição de dois mil deles (Mt 8:31, 32; Mc 5:13). […] Dois homens foram curados mental e fisicamente, mas à custa de dois mil porcos. Cristo valorizou mais as pessoas; os homens, no entanto, pensavam o contrário. Embora muitos possam considerar a carne do porco como aceitável na dieta, Deus a desaprova para esse fim. Deus não muda (Ml 3:6); e é certo que os porcos não mudaram sua natureza. É bom seguir o conselho divino (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).
8 Deus proibiu estritamente comer da carne de certos animais “impuros”. Para tornar isso bem claro, ele proibiu até que fossem tocados. Ele queria que Seu povo fosse separado dessas coisas que ele havia proibido. Muitas vezes nós flertamos com a tentação, racionalizando que ao menos nós estamos tecnicamente guardando os mandamentos de não cometer pecado. Mas Deus quer que nos separemos totalmente de todo o pecado e de situações tentadoras. Life Application Study Bible.
13 Das aves. Nenhuma regra geral é dada para distinguir as aves limpas das imundas. As vinte mencionadas levam a inferir que todas as outras são permitidas. Alguns comentaristas creem que a lista de vinte não pretende ser exaustiva, mas refere-se apenas àquelas aves conhecidas dos hebreus. O quebrantoso e a águia marinha. Estas aves são predadoras e, portanto, inaceitáveis como alimento (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).
14 segundo a sua espécie. Esta expressão indica todos os membros dos tipos básicos, dos quais somente um é mencionado (ver v. 15, 16, 22) (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).
22 Os insetos aqui mencionados eram usados como alimento nos tempos antigos, assim como ainda o são hoje no Oriente. Eram preparados de várias formas. Geralmente eram lançados ainda vivos em água fervente, com sal, e a cabeça, asas e pernas eram tiradas. Depois eram assados, tostados, cozidos ou fritos para uso imediato, ou então eram desidratados, defumados, e armazenados. Eram comidos com sal, especiarias e vinagre. Em alguns mercados orientais, hoje, locustas secas são vendidas por peso ou porções amarradas em maço (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).
23 todos os outros insetos que voam. O fato de muitos insetos serem transmissores de doenças é motivo para o cuidado escrupuloso que se deve ter após o contato com eles (v. 23-25) (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).
25 será impuro. Para poder adorar, o povo deveria estar preparado. Alguns atos de desobediência, alguns atos naturais (como o nascimento, menstruação ou sexo), ou alguns acidentes (como tocar um morto ou alguém doente) que fariam uma pessoa cerimonialmente impura e, portanto, proibida de participar de adoração. Isso não implicava que havia pecado ou havia sido rejeitada por Deus, mas garantia que toda adoração era feita decentemente e em ordem. Este capítulo descreve muitas das ocorrências intencionais ou acidentais que desqualificariam uma pessoa para a adoração até que ela fosse “limpa”. Uma pessoa deveria estar preparada para a adoração. De modo análogo, não podemos viver de qualquer maneira durante a semana e depois corrermos para a adoração…Devemos preparar-nos através do arrependimento e purificação. Life Application Study Bible.
27 Completamente sem casco, como o gato, o cachorro, etc. Bíblia Shedd.
36 fonte ou cisterna… será limpa. Tal fonte de pureza não poderia ser contaminada. Este princípio explica do porque Jesus podia tocar pessoas impuras sem se contaminar (Mat. 8:3; Lucas 8:43-48); Ele era uma fonte de pureza (Andrews Study Bible).
39 Se morrer algum dos animais que vos é lícito comer. A proibição contra tocar um cadáver se aplica também à carcaça de animais cuja carne podia ser comida (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).
40 quem do seu cadáver comer. Daqui se infere que alguém poderia comer a carne de um animal que morresse por si mesmo. A lei proibia estritamente que se usasse a carne de um animal despedaçado por feras no campo (Êx 22:31). Os sacerdotes não podiam comer nada que morresse por si mesmo ou que fosse despedaçado por outros animais (Lev 22:8). No entanto, podia haver casos em que a carne era comida, talvez por ignorância ou por necessidade econômica. Como essa atitude se tornava uma questão de impureza cerimonial, havia um ritual de purificação. A proibição contra ingerir o que havia sido despedaçado por feras se devia, sem dúvida, ao fato de o sangue permanecer na carcaça, sem ser escoado (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).
41 abominação. Heb sheqec. Tudo aquilo que é ofensivo a Deus e contrário ao Seu plano de proporcionar ao povo escolhido uma vida agradável a Ele… Não se proíbe nenhuma qualidade de frutas ou de vegetais. Bíblia Shedd.
44 É muito significativo para se entender as relações do povo de Israel com Deus, que o motivo para não se comer aqueles alimentos não era um tabu baseado no medo, antes era um desejo de honrar a Deus, cuja mão era vista na história nacional. A obediência àquelas regras os separava para o serviço de Deus, para assim os tornar o povo santo com quem o Senhor habitava. Bíblia Shedd.
44, 45 sereis santos, porque Eu sou santo. Os israelitas deveriam imitar a santidade de Deus, que não se mistura com impureza. Daniel e seus amigos obedeceram a esta ordem divina evitando uma alimentação impura, mesmo quando estavam longe do templo, e Deus, em resultado, os abençoou (Dan. 1:8-20). A distinção básica entre animais permitidos e proibidos, que Noé conhecia muito antes de Israel existir (Gên. 7:2, 8; 8:20), é atemporal, ao invés de ser limitada a regulamentações cerimoniais destinadas a proteger a santidade do santuário/templo (Andrews Study Bible).
A palavra “santo” significa “separado” ou “colocado à parte”. Somente Deus é intrinsecamente santo. Por natureza, ele é majestoso, tremendo e puro. … Jesus Cristo, o Mediador da nova aliança (Hb 8:6; 9.15; 12.24), também requer a perfeição (Mt 5.48). Mas ele provê santidade ao novo Israel mediante o Seu perfeito sacrifício, que removeu, para sempre, os pecados do seu povo (Hb 9-10), como também por intermédio do Seu Santo Espírito, que inscreve as leis morais de Deus em seus corações (2Co 3.3; cf Jr 31.31-34). Sem essa santidade, ninguém será a Deus. Bíblia de Genebra.
Há uma íntima ligação entre a santidade e os hábitos de alimentação; portanto, santidade inclui obediência às leis de Deus que se relacionam ao ser físico (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).
A santidade é o tema principal de Levítico, e soa como um refrão (em várias formas) pelo livro inteiro (e.g., v. 45; 19.2; 20.7, 26; 21.8, 15; 22.9, 16, 32). A palavra “santo” aparece muito mais vezes em Levítico que em qualquer outro livro da Bíblia. Israel devia ser totalmente consagrado a Deus. A santidade devia ser manifestada em todos os aspectos da sua vida, de tal maneira que toda a vida tivesse uma certa qualidade cerimonial. Por causa de quem Deus é e do que ele tem feito (v. 45), Seu povo deve dedicar-se plenamente a Ele (cf Mt 5.48). V. Rm 12.1. Biblia de Estudo NVI Vida.
Existe mais neste capítulo que somente comer adequadamente. Estes versos provem uma chave para entender todas as leis e regulamentos em Levítico. Deus queria que Seu povo fosse santo (colocado à parte, separado, diferente, único), como Ele é santo. Ele sabia que havia somente duas opções: ser separado e santo ou estar comprometido com seus vizinhos pagãos e se corromper. Essa é a razão deles terem sido chamados para fora do idólatra Egito e estabelecidos à parte como uma nação única, dedicada a adorar somente a Ele e a viverem de maneira moral. Essa também é a razão porque Ele lhes concedeu leis e restrições para ajudá-los a se tornarem separados – socialmente e espiritualmente – dos povos pagãos que encontrariam em Canaã. Os cristãos também são chamados a serem santos (1 Pe 1:15). Semelhantemente aos israelitas, nós devemos nos manter espiritualmente separados da impiedade do mundo, mesmo vivendo e até esbarrando com não crentes todos os dias. Não é tarefa fácil ser santo em um mundo não santo, mas Deus não nos pede que façamos isso por nossas próprias forças. Através da morte de Seu Filho, Ele irá “apresentá-los diante dele santos, inculpáveis e livres de qualquer acusação” (Cl 1:22, NVI). Life Application Study Bible.
Filed under: Sem categoria
As leis dietéticas dadas por Deus não são, como muitos supõem, simplesmente negativas e proibitivas. Deus pretende que Seus filhos tenham o melhor alimento, o “trigo mais fino” (Sl 81:16; 147:14). Aquele que criou todas as coisas sabe o que é melhor para Suas criaturas. Ele criou tudo e, de acordo com o Seu conhecimento, dá conselhos e recomendações. “Nenhum bem sonega aos que andam retamente” (Sl 84:11). O que Deus proíbe não é arbitrariamente, mas para o bem dos ser humano. As pessoas podem desdenhar dos conselhos divinos, no entanto, a experiência e os resultados demonstram Sua sabedoria. […]
Alguns insistem que Deus está mais interessado na alma do que no corpo, e que os valores espirituais são superiores aos físicos. Isso é verdade. Porém, deve-se lembrar que o corpo e o físico estão ligados intimamente. O que afeta um afeta poderosamente o outro, e não é fácil dizer onde começa um e acaba o outro. Embora concordemos que a dimensão espiritual seja de suprema importância, não pensamos que o corpo deve ser negligenciado. Esse pensamento era a filosofia de certos “santos” medievais que mortificavam o corpo em benefício do espírito, mas isso não é o plano de Deus. Ele uniu o corpo e o espírito para benefício de ambos. […]
O corpo tem alguma influência sobre o pensamento? Certamente. Todos sabem que bebidas alcoólicas afetam tanto o pensamento quanto as ações. Desvirtua o julgamento e tende a deixar o usuário irresponsável. A mente ébria não funciona como quando está sóbria, as faculdades não trabalham normalmente e todas as reações são retardadas. Se o ébrio dirige um automóvel, torna-se uma ameaça para os outros e um assassino em potencial (ver Lv 10:9) […]
As leis dietéticas de Deus não são regras arbitrárias que privam o ser humano da alegria de comer. Ao contrário, são leis seguras e sensíveis que, se seguidas, farão bem em manter saudável o corpo ou mesmo em recuperar a saúde. Em resumo, os alimentos que Deus aprova são os que as pessoas descobriram ser os melhores, e o desacordo não está nos alimentos aprovados, mas nos proibidos. […]
Os estatutos dietéticos foram dados a Israel no passado e adaptados às suas condições. A maioria dos judeus aderiu aos mesmos por mais de três mil anos. A condição física dos judeus testemunha o fato de que essas normas não são obsoletas ou ultrapassadas, uma vez que o objetivo delas é formar um povo singularmente livre das enfermidades que assolam a humanidade. Apesar das perseguições e provações que os judeus sofreram como nenhuma outra nação na face da terra e durante um longo período, pode-se dizer que, de modo geral, eles são um povo resistente. Esse fato pode ser explicado, pelo menos em parte, pela obediência às leis dietéticas em Levítico 11.
As leis comunicadas a Israel no Sinai lidavam com todos os aspectos de seu dever para com Deus e para com o semelhante. Essas leis podem ser classificadas como se segue:
- Moral. Os princípios expressos no decálogo refletem o caráter divino e são imutáveis como o próprio Deus (ver Mt 5:17, 18; Rm 3:31).
- Cerimonial. Essas leis dizem respeito ao sistema de culto que prefigurava a cruz, e, portanto, expiraram por ocasião da crucifixão (Cl 2:14-17; Hb 7:12).
- Civil. As leis civis aplicavam os amplos princípios dos dez mandamentos à economia do antigo Israel como nação. Embora esse código tenha se tornado inoperante depois que o antigo Israel deixou de ser uma nação, e apesar de a nação não ter sido restaurada a não ser como o moderno estado não teocrático de Israel, os princípios fundamentais da justiça e da equidade ainda são válidos.
- Saúde. Os princípios dietéticos de Levítico 11, em conjunto com outros regulamentos sanitários, foram dados pelo sábio Criador, a fim de promover a saúde e a longevidade (ver Êx 15:26; 23:25; Dt 7:15; Sl 105:37; PP, 378). Como se baseiam na natureza e nas exigências do corpo humano, esses princípios não poderiam de modo algum ser afetados pela cruz ou pelo desaparecimento de Israel como nação escolhida. Os princípios que contribuíram para promover saúde há 3,5 mil anos produzirão os mesmos resultados hoje.
O cristão sincero considera seu corpo o templo do Espírito Santo (‘Co 3:16, 17; 6:19, 20, ARC). Valorizar esse fato o levará, entre outras coisas, a comer e a beber para a glória de Deus, ou seja, regulamentar sua dieta de acordo com a revelada vontade de Deus (1Co 9:27; 10:31). Assim, para ser coerente, o crente deve aceitar e obedecer aos princípios ordenados em Levítico 11.
CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 817-819.
Filed under: Sem categoria
Um capítulo muito triste: a morte de dois sacerdotes que não diferenciaram o sagrado do profano
1-20 O Senhor, que havia aceitado o sacrifício de Arão (9.23-24), rejeita agora o ministério dos filhos deste, Nadabe e Abiú. Os outros filhos de Arão, Eleazar e Itamar, embora sinceros, também falharam nas suas primeiras tarefas (vs. 16-20). Os hesitantes primeiros passos dos levitas caracterizariam a sua história e conduziriam à profecia de Malaquias sobre um sacerdócio purificado (Ml 3.1-5). Bíblia de Genebra.
1 incensário. Vasos cerimoniais que continham brasas vivas, usadas para queimas incenso (v. 16, 12, 13; 2Cr 26.19; Ap 8.3, 4). Bíblia de Estudo NVI Vida.
fogo estranho. Fogo não autorizado, fogo profano (Andrews Study Bible).
Fogo comum. … No pátio da tenda da consagração, havia fornos onde os sacerdotes preparavam sua comida, e pode ser que Nadabe e Abiú tomaram o fogo desse lugar. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 809.
O primeiro fogo que acendeu a lenha do sacrifício de Arão como sacerdote, foi ateado por Deus [6.13]. Esta origem sobrenatural do fogo sobre o altar serve para nos ensinar que se um sacrifício pode ser feito pelo homem, é só a graça de Deus que o consome, que o torna aceitável, que faz dele um meio de expiação. Nenhum fogo feito pelo homem poderia ser usado no altar do Senhor, e por isso mesmo é que era tão importante que os sacerdotes conservassem sempre acesa a chama que veio a existir de maneira tão notável. O pecado de oferecer sacrifícios com “fogo estranho”, fogo ateado por homens e não por Deus, foi justamente o que provocou a morte de Nadabe e Abiú. … Há quem infira do verso 9 que Nadabe e Abiú cometeram sua ofensa fatal quando estavam sob influência de bebida inebriante, o que dá mais sentido a proibição absoluta aos descendentes de Arão de beberem qualquer bebida fermentada antes de entrarem para os seus deveres sagrados do Tabernáculo (Bíblia Shedd).
2 saiu fogo de diante do Senhor. Comer o alimento dos sacrifícios estando impuro (7.21) ou entrar no Santo dos Santos sem a aprovação divina poderia levar à morte (16.2). O mesmo fogo divino que consumira o sacrifício inaugural, provendo expiação para o povo (9.24), consome agora aqueles que se aproximaram do altar divino de maneira desautorizada. Assim, a mesma ira divina contra o pecado, que caiu sobre Cristo no Seu sacrifício vicário pelo Seu povo, cairá sobre aqueles que rejeitarem esse sacrifício e, mesmo assim, tentarem se aproximar de Deus com seus pecados (Hb 10.26-31). Bíblia de Genebra.
morreram diante do Senhor. A nova comunidade precisava tomar consciência de que ela existia para Deus, e não o inverso. Bíblia de Genebra.
3 falou Moisés a Arão: Isto é o que o Senhor disse: Mostrarei a minha santidade naqueles que se chegam a Mim. A afirmação à qual Moisés se refere é provavelmente a de Êxodo 19:22: “Os sacerdotes, que se chegam ao Senhor, se hão de consagrar, para que o Senhor não os fira.” Aparentemente os filhos de Arão não haviam se consagrado. A consagração ao sacerdócio não havia operado mudança no coração deles; eles eram apenas pessoas “comuns”. A disposição flexível e indulgente de Arão estava na raiz do problema. Sua consciência deve tê-lo perturbado ao pensar em sua fraqueza alguns meses antes [no episódio do bezerro de ouro]. Deus o havia perdoado verdadeiramente e aceitara sua oferta pelo pecado; mas os resultados de sua fraqueza não foram evitados pelo arrependimento. ele se acomodou. CBASD, vol. 1, p. 809.
6 desgrenheis … rasgueis. Esses eram sinais de luto (13.45). Os sumos sacerdotes eram proibidos de lamentar mesmo os seus mais chegados parentes (21.10-16), pois uma consagração total a Deus significa separação completa da morte. Bíblia de Genebra.
Arão e seus filhos não deviam fazer isso, pois pareceriam estar em desacordo com o juízo divino. CBASD, vol. 1, p. 809.
7 não saireis Para juntar-se aos enlutados (v. 21.11, 12). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Como sacerdotes ungidos por Deus, Arão e seus filhos tinham a obrigação de colocar o serviço de Deus em primeiro plano, não podendo interrompê-lo, nem mesmo por causa de um enterro de algum entre seus filhos ou irmãos, Mt 8.21-23 (que aplica a vocação a cada crente) (Bíblia Shedd).
Quando o povo o viu sair calmo e controlado, soube que a trágica perda dos dois filhos não enfraquecera a fé de Arão em Deus. Pode ser que não tenham entendido, mas a compostura de Arão acalmou-lhes os receios e restaurou-lhes a fé. CBASD, vol. 1, p. 810.
10,11 Esta passagem (em conjunto com 19:1, 2) mostra o foco de Levítico. Os Dez mandamentos, registrados em Êxodo 20 eram as leis fundamentais. Levítico explicava e suplementava estas leis com muitas outras orientações e princípios que ajudavam os israelitas a colocá-las em prática. O propósito das leis de Deus era ensinar ao povo como distinguir o certo do errado, o sagrado do comum. A nação que vivia as leis de Deus deveria, obviamente, ser colocada à parte, dedicada a Seu serviço. Life Application Study Bible.
10 para fazerdes diferença. Vinho e bebida forte podem entorpecer as faculdades de modo que a pessoa perca a clara distinção entre o certo e o errado, entre o santo e profano e entre o puro e o impuro. … naquela condição, eles não viam qualquer diferença. Fogo era fogo, não era? Deus, porém, examinou o coração dos dois e viu o que ninguém podia ver. Havia uma diferença. De modo semelhante, o primeiro dia da semana é tão bom quanto o sétimo dia, pelo raciocínio humano – exceto pela ordem de Deus; e isso faz uma diferença vital, a diferença entre a vida e a morte. CBASD, vol. 1, p. 810.
entre o santo e o profano. A distinção entre o santo (sagrado) e o profano (comum) era cuidadosamente mantida (v. Ez 22.26; 42.20; 44.23, 48.14, 15). Bíblia de Estudo NVI Vida.
imundo. Não no sentido de sujo, mas sim de impureza cerimonial, Mq 2.10 (Bíblia Shedd).
16-20 O sacerdote que oferecia a oferta pelo pecado deveria comer uma porção do animal e queimar o restante (6:24-30). Moisés ficou irado porque Eleazar e Itamar queimaram a oferta pelo pecado mas não comeram nada dela. Arão explicou a Moisés que seus dois filhos não sentiram ser apropriado comer do sacrifício após seus dois irmãos, Nadabe e Abiú terem sido mortos por sacrificar de forma errada. Moisés então entendeu que Eleazar e Itamar não estavam querendo desobedecer a Deus. Eles estavam simplesmente com medo e contrariados com o que acabara de acontecer com seus irmãos. Life Application Study Bible.
19 e tais coisas me sucederam. Talvez em referência à morte dos seus dois filhos mais velhos (v. 2), por causa dos quais jejuava, enlutado. Ou, possivelmente, ocorrera algo que o deixara cerimonialmente impuro [p. ex., tocar os corpos mortos]. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Ao fazerem sua primeira oferta pelo pecado, Arão e seus filhos se omitiram de comer a parte que lhes pertencia, e assim fazendo, demonstraram uma aparente indiferença para com o seu dever de se identificarem com o ofertante no seu pleito diante de Deus, 4.3; 6.26; 7.26; 8.14. Esclarecendo sua atitude, Arão se defendeu nos seguintes termos: tais coisas me sucederam, isto é, estava se recordando dos acontecimentos daquele dia, da morte dos seus filhos, e estava na incerteza de se, naquela circunstância, poderia ser realmente considerado digno de cumprir sua missão sacerdotal, de ser mediador entre o povo e Deus, quando membros de sua própria família tinham provocado a ira de Deus ao ponto de serem fulminados (Bíblia Shedd).