Reavivados por Sua Palavra


Ezequiel 44 by Jeferson Quimelli
10 de agosto de 2014, 0:00
Filed under: adoração, discernimento | Tags: ,

Comentário devocional:

A última parte do capítulo anterior (Ezequiel 43), que descreve o altar e sua consagração, e este capítulo apresentam normas relativas ao templo e ao sacerdócio. Em 43:12, Ezequiel falou da “lei do templo.” Embora o conteúdo do presente capítulo pareça ser diferente, seu conteúdo também pode ser enquadrado sob o título “a lei do templo.” 

A primeira seção do capítulo trata do príncipe (o governante secular), e do portão oriental. O portão leste, ou oriental deveria ser fechado para nunca mais ser aberto, pois foi por ali que Deus entrou no templo. Isso reforça Ezequiel 43:7 que diz que Deus nunca mais deixará o seu templo. Como este portão nunca voltará a ser utilizado por Deus como uma saída ele deverá ser fechado para sempre. Toda vez que um adorador entrar no templo e ver o portão leste fechado ele é lembrado da presença permanente de Deus com o Seu povo. 

O restante do capítulo trata daqueles que podem entrar no templo e também dos sacerdotes. A maioria das leis desta seção é semelhante às leis dadas em Levítico, especialmente nos capítulos 17-26. O princípio fundamental é encontrado em Levítico 19:2: “Sejam santos porque eu, o Senhor, o Deus de vocês, sou santo” (NVI). Os sacerdotes e essas leis tinham como objetivo ensinar ao povo a diferença entre o santo e o profano, o puro e o impuro. As pessoas que se aproximam de Deus devem ser santas, isto é, separadas do pecado e dos pecadores. 

O pecado do povo de Israel trouxe como conseqüência o juízo divino e a perda da presença de Deus. Na cidade restaurada, não deve haver qualquer pecado para que a presença de Deus possa permanecer ali. Todos os regulamentos apresentados no livro de Ezequiel existem para apoiar a santidade do povo e permitir a presença de Deus. 

Será que nós, hoje, estamos dando a devida importância à separação do pecado e a santidade de Deus?

Jon Dybdahl
Universidade Walla Walla, EUA

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/44/

Traduzido por JAQ/JDS


Texto bíblico: Ezequiel 44


Comentário em áudio



Ezequiel 43 – comentários selecionados by Jeferson Quimelli
9 de agosto de 2014, 6:43
Filed under: Sem categoria

1 este capítulo e o seguinte contém muitos ensinamentos que mostram o significado das medidas dadas nos capítulos anteriores. Bíblia Shedd.

2 do caminho do oriente, vinha. O profeta tinha visto a glória divina sair através da porta leste ou oriental do antigo templo (Ez 10:18, 19; 11:1, 23). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 799.

3 da visão que eu tive. Ver Ez 1:4-28; 3:12, 23; 10:15, 22. As várias revelações da glória de Deus para o profeta tiveram características semelhantes. CBASD, vol. 4, p. 799.
Ezequiel teve três visões da glória de Deus. A primeira lhe foi concedida para vocacioná-lo (1.1) e para fazê-lo obediente à visão celestial mesmo quando alguém não quis ouvi-lo (3.4-11; cf At 26.13-19). A segunda lhe foi concedida para revelar que a glória de Deus não habita com os idólatras (2Co 6.14-18), e que o templo seria destruído (8.1-9.22). A terceira visão revela a restauração desta nação à comunhão com Deus, mediante a revelação de Si mesmo onde Seu povo adora. Bíblia Shedd.

Vim destruir. As visões anteriores anunciavam a destruição de Jerusalém. CBASD, vol. 4, p. 799.

5 enchia o templo. Assim aconteceu quando o templo de Salomão foi consagrado (1 Rs 8.10-11); a mesma glória tinha acompanhado o tabernáculo que Moisés levantou no deserto (Êx 40.34-38). Antes de existir santuário algum, esta glória já apareceu numa sarça no deserto, na hora em que Deus chamou Seu profeta Moisés para libertar o povo de Israel e fazer dele um povo particularmente Seu (Êx 3.1 – 4.17). Esta glória se revela a cada crente em Cristo (Cl 1.26-27) através do Espírito de glória. Bíblia Shedd.

6 ouvi. A voz era, sem dúvida, a de Deus. Ela veio do templo, enquanto o “homem” ficou junto ao profeta no átrio interior. CBASD, vol. 4, p. 799.

7 com as suas prostituições. O templo anterior havia sido contaminado pela adoração a ídolos praticada dentro de seus recintos (2Rs 23:7; 21:4-7) [que poderia inclui a prostituição literal 2Rs 23:7; cf 1Rs 14:24; 15:12]. CBASD, vol. 4, p. 799.

Não contaminarão mais o Meu nome santo … com o cadáver de seu reis. Não há evidência histórica de que algum rei tenha sido sepultado na área do templo. Vários deles foram sepultados perto dali, na colina a sudeste (ver 1Rs 2:10; 11:43; 22:50; etc.). A LXX [Septuaginta, versão para o grego do AT] diz: “Ou pelos assassinatos de seus príncipes no meio deles”, o que talvez reflita o pensamento que o profeta pretendeu transmitir. CBASD, vol. 4, p. 799.

9 Agora, lancem eles para longe de Mim a sua prostituição. Este era um pré-requisito indispensável para que Yahweh habitasse entre o povo. CBASD, vol. 4, p. 799.
Considerando o que foi exposto acima (7-8), vê-se um templo que não dá mais lugar para as coisas profanas sequer ficar perto do recinto sagrado; isto visa especialmente a remoção par longe da idolatria descrita em 8.7-18 a qual foi a causa imediata da destruição do templo anterior, e que para o profeta é a mais indecente prostituição (cap 23). Bíblia Shedd.

10 filho do homem, mostra à casa de Israel este templo. Deus queria que considerassem cuidadosamente Seu plano, a fim de que isso se tornasse para eles um incentivo para abandonar os maus caminhos e aceitar as novas provisões. CBASD, vol. 4, p. 799.
Aqui se vê claramente que as medidas do templo seriam compreendidas pelos israelitas como uma mensagem da restauração, de santificação e de glorificação. Bíblia Shedd.

envergonhados. Ou “humilhados”. O propósito de mostrar ao povo o projeto do glorioso Novo Templo não era celebrar o retorno do Senhor, mas que eles reconhecessem a sua responsabilidade em Sua partida, se conscientizassem de que eram pecadores e que convidassem a presença de Deus como um ato da graça divina.Um foco equilibrado no santuário leva a uma consciência espiritual de pecado e graça. Andrews Study Bible.

12 Esta é a lei do templo. A “Torah” do Novo Templo. Esta seção [43:12 – 46:24] trata dos vários rituais envolvidos na adoração no templo restaurado, com foco nas modificações do ritual mosaico prescrito no Pentateuco. O retorno do exílio é um novo Êxodo (20:32-44), e Ezequiel é um novo Moisés, mostrando os “requisitos” [padrão] para a construção do santuário (ver Êx 25:9, 40) e a legislação concernente às varias adições e modificações necessárias no ritual do templo e no pessoal para os exilados que retornassem. As maiores aparentes contradições entre as “Torah” de Ezequiel e Moisés, como vigorosamente discutidas mais tarde, entre os rabinos, são encontradas em Ez 44:31; 45:18-20; e 46:6-7. Andrews Study Bible.

Lei do templo. Istp é, a chave do seu significado, que é a santificação, a separação para longe, da impureza (42.20). Bíblia Shedd.

13 altar. O altar (diagrama, Q), que ficava diante do templo, no centro do átrio interior, tinha uma escadaria (Ez 43:17), diferentemente do antigo (ver Êx 20:26). Esta ficava no lado leste, provavelmente para que o sacerdote que fazia o sacrifício ficasse de costas para o sol nascente, a fim de que não pudesse haver qualquer sugestão de adoração ao Sol (sobre a adoração divina à adoração ao Sol, ver com. de Ez 8:16). CBASD, vol. 4, p. 800.
Jesus Cristo é o altar, é o sacrifício, é o sacerdote que faz a oferta pelos pecados. As saliências ou reentrâncias de um côvado eram para os sacerdotes ficarem de pé durante o serviço religioso, visto que a lareira para as ofertas tinha seis metros de altura (13-17). Visto que nossas pessoas e nossos sacrifício não são aceitáveis perante Deus, sem que nossos pecados sejam perdoados mediante o sacrifício de Jesus Cristo, é claro que o altar que o tipifica leve sete dias na cerimônia de consagração (18-27) para fazer a purificação e a expiação (20 e 26). Todos os sacrifícios seriam acompanhados pelo sal, símbolo de preservação contra a corrupção (24). A graça de Cristo é o sal que deve acompanhar toda a nossa vida religiosa (Cl 4.6). Os sacerdotes só podiam ser da ordem de Zadoque (19) que quer dizer “justiça”. Todo o significado da obra do sacerdote se resume na pessoa de Jesus Cristo (Hb 7.1-28). Bíblia Shedd.

côvado. Aproximadamente 51 cm (20½”). Um côvado longo é quatro dedos maior do que o côvado hebraico ou egípcio comum, de 45 cm. Andrews Study Bible. [cf tb. CBASD, p. 790].



Ezequiel 43 by Jeferson Quimelli
9 de agosto de 2014, 0:00
Filed under: adoração, pecado | Tags: , , ,

Comentário devocional:

A primeira seção de Ezequiel 43 (versículos 1-12), que descreve o retorno da glória de Deus ao Templo, é realmente o clímax do livro. 

Em Ezequiel, o juízo de Deus sobre um Israel pecaminoso é vividamente retratado na dramática partida passo a passo da glória da presença de Deus do Templo. Isto é descrito em Ezequiel 10 e 11. Essa partida é invertida no capítulo 43 quando a glória retorna ao Templo restaurado, através do portão leste, o caminho pelo qual ela havia saído.

O templo reconstruído, descrito por Ezequiel nos capítulos 40-42, só se torna funcional quando Deus está presente, o que acontece em Ezequiel 43. Isto também estabelece a base para o restante do livro, onde são descritos os rituais do Templo, a cidade nova e a nova terra. O clímax de tudo isso é visto no nome da cidade: “O Senhor está aqui” (Ez. 48:35, NVI).

Esta mensagem é tão importante que o próprio Deus diz para Ezequiel declarar tudo isso para Israel. Então, no verso 10 é dada a razão para toda a descrição do templo: o templo restaurado tem como finalidade ajudar Israel a se envergonhar de seus pecados passados e arrepender-se e, então, seguir os estatutos e as leis dadas por Deus.

Estas belas considerações nos fazem refletir sobre algumas questões importantes para nós, hoje: quão importante para nós é a presença de Deus? Temos hoje edifícios e igrejas agradáveis, mas está Deus presente nelas? Permitimos que a graça restauradora de Deus, a presença amorosa de Deus, toque nossos corações e nos leve a ter vergonha de nossos pecados e a verdadeiramente adorá-Lo?

Jon Dybdahl
Universidade Walla Walla, EUA

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/43/

Traduzido por JDS/JAQ

Texto bíblico: Ezequiel 43 

Comentário em áudio 



Ezequiel 42 by Jeferson Quimelli
8 de agosto de 2014, 0:00
Filed under: profecias, reverência | Tags: , , ,

Comentário devocional:

Ezequiel continua a descrever detalhes acerca do templo, seus edifícios e serviços. 

O capítulo 42 trata especificamente de duas questões. Em primeiro lugar, fala acerca dos aposentos para os sacerdotes, (versos 1 a 14) e, em seguida, indica as dimensões dos muros exteriores (versos 15-20). Os sacerdotes eram essenciais para os serviços do templo e em Levítico foram dadas normas rígidas sobre a maneira como eles deveriam exercer suas funções e manter a santidade. Santidade significa separação das coisas comuns – tanto no comportamento quanto no vestuário.

Em Ezequiel, é repetido o convite para que os sacerdotes sejam santos. É interessante que o principal exemplo dado por Ezequiel diz respeito às vestes do sacerdote. Após deixarem o lugar santo e se dirigirem para a área comum os sacerdotes deveriam retirar suas vestes sacerdotais e colocar suas roupas de uso diário. Embora os detalhes do comportamento sacerdotal não devam necessariamente ser seguidos hoje, podemos concluir tirar disso que o respeito, a reverência e o senso do sagrado não devem ser perdidos. 

Deus é muito especial e deseja ser honrado em tudo que fazemos, mesmo através das roupas que usamos. Os crentes em Cristo são todos sacerdotes e também precisam ser santos (I Pedro 2:5,9).

As dimensões das paredes exteriores, que formam um quadrado com 500 côvados ou aprox. 250 metros de cada lado, nos levam a refletir sobre tamanho, simetria e equilíbrio. O templo com seu grande complexo é impressionante em sua aparência. É um projeto que incentiva os adoradores a refletirem sobre a grandeza e a santidade do Deus do universo, que está prestes a manifestar a Sua presença ali.

A descrição do futuro templo nos dá uma pequena idéia do quanto o nosso Deus valoriza a ordem e a atenção aos detalhes. Tudo o que Deus faz, Ele faz bem. Que exemplo para nós!

Jon Dybdahl
Universidade Walla Walla, EUA

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/42/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Ezequiel 42 

Comentário em áudio

 

Comentários selecionados:

1 átrio exterior. Os v. 1 a 14 descrevem as câmaras para os sacerdotes, ao norte e ao sul do templo. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 796.

2 cem côvados. Cerca de 50 metros. Segundo a LXX, esta é a medida do comprimento do edifício [das câmaras]. O comprimento é igual ao do edifício do templo (Ez 41:13). Aparentemente as câmaras estavam diretamente ao norte e ao sul do templo, e entre elas e o templo havia a área separada. CBASD, vol. 4, p. 796.

13 As câmaras destes dois lados tem seu uso definido; nunca mais as pessoas consagradas, nem as coisas dedicadas, teriam a possibilidade de se confundir com as coisas do mundo. Bíblia Shedd.

14 porão ali as vestiduras. As câmaras santas serviam como vestiários para os sacerdotes. CBASD, vol. 4, p. 797.

15 Acabando ele de medir o templo interior. O termo [templo interior] aqui se refere à área do templo, presumivelmente a tudo o que tinha sido medido até então. Ezequiel volta à porta leste exterior, onde a inspeção havia começado (Ez 40:6). CBASD, vol. 4, p. 797.



Planta sugestiva do Templo de Ezequiel by Jeferson Quimelli
7 de agosto de 2014, 23:50
Filed under: Bíblia | Tags: ,


Fonte: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 789. Casa Publicadora Brasileira. Todos os direitos reservados.



Ezequiel 41 by Jeferson Quimelli
7 de agosto de 2014, 0:00
Filed under: Israel, profecias | Tags: , , ,

Comentário devocional:

No capítulo 41, temos o início de uma descrição detalhada do templo e da cidade em torno dele, que se estende por vários capítulos. O capítulo 40 falou sobre os quatro portais que dão acesso ao pátio e diversas construções adjacentes, enquanto que neste capítulo Ezequiel fornece os planos e dimensões do próprio edifício do santuário.

Neste ponto, duas grandes questões parecem apropriadas: 1. Porque toda essa atenção aos detalhes da estrutura e suas dimensões? 2. Por que é tão importante para Ezequiel relatar todos esses detalhes ao longo de nove capítulos (40-48)? Será que os israelitas se interessariam por isso?

Em resposta à primeira pergunta, podemos dizer que a descrição detalhada faz da promessa de restauração algo concreto, tangível e real. As pessoas poderiam ver que Deus tinha em mente algo muito especial. Os detalhes deixam claro que a restauração que Deus está trazendo é maior e melhor do que a estrutura que eles tinham antes. O templo com a presença da glória de Deus – o Shekinah – era o centro das atividades de Deus para Israel e cada detalhe era significativo para o povo.

A segunda pergunta é mais difícil de responder. Tendo em vista que a descrição dada aqui não parece ter sido literalmente cumprida, como devemos interpretar esses capítulos? Muitas respostas diferentes foram dadas. A que eu prefiro tem duas partes. Em primeiro lugar, Deus restaurou Israel na esperança de que isso levasse a renovação, renascimento espiritual e fidelidade a Deus. Mas Israel não respondeu como Deus desejava e esta visão baseada nesta esperança não se cumpriu literalmente.

Em segundo lugar, mesmo que Israel tenha falhado, estão incorporados nesta visão princípios e detalhes que fazem parte da restauração final do povo de Deus. Essa é a razão por que encontramos no livro de Apocalipse tantas citações e referências ao livro de Ezequiel. 

Isso é importante para nós, porque Deus executará Seu plano de estabelecer novos céus e uma nova terra com uma Nova Jerusalém, independentemente de quantos homens e mulheres respondam. Estejamos entre aqueles que respondem positivamente ao Seu grande amor por nós.

Jon Dybdahl

Universidade Walla Walla, EUA.

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/41/

Traduzido por JDS/JAQ

Texto bíblico: Ezequiel 41 

Comentário em áudio 

 

 

Comentários selecionados:

1. ao templo. O termo designa aqui o lugar santo (ver 1Rs 6:17; 7:50). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 794.

pilares. Ficavam nos dois lados da entrada e tinham seis côvados (três metros) de espessura, como os muros (v. 5). CBASD, vol. 4, p. 794.

3 penetrou. Quer dizer “entrou além” para o Santo dos Santos (4). O profeta não foi levado junto, compare v. 1. As medidas da entrada referem-se à entrada deste lugar sagrado. Bíblia Shedd.

O anjo entra sozinho no lugar santíssimo. CBASD, vol. 4, p. 794.

4 Santo dos Santos. Um quadrado perfeito de 20 côvados, da mesma medida que o do templo de Salomão (1Rs 6:20). CBASD, vol. 4, p. 794.

Os lugares Santo e Santo dos Santos tinham as mesmas dimensões internas do que a do templo de Salomão. Andrews Study Bible.

5 paredes do templo. A espessura aqui dada (três metros) é a mesma que a do muro do átrio exterior (Ez 40:5). Essa espessura está de acordo com as grandes proporções da antiga arquitetura oriental. CBASD, vol. 4, p. 794.

8 pavimento elevado ao redor do templo. Isto é, o alicerce mais alto sobre o qual repousava o templo. Ao que parece, esta plataforma se estendia 2,5 m para além da parede externa das câmaras (v. 9, 11), formando um passeio do lado das câmaras. CBASD, vol. 4, p. 794, 795.

22 altar … de madeira. Tanto o altar de incenso (ver 23:41) quanto a mesa para o Pão da Proposição (ver Êx 25:23, 30; Lev 24:6). O fato de que os outros itens da mobília não serem mencionados não é uma indicação de que estavam ausentes; a visão destaca coisas que, de certa maneira, são diferentes do templo de Salomão. Andrews Study Bible.

25 palmeiras. Estas árvores sobrepujam as demais em longevidade, utilidade, altura, retidão, beleza, primando pelo seu poder de tirar alimento do deserto árido, e de alimentar em seu turno os viajantes e esgotados. É por isso que os dois enfeites tolerados no templo eram estes: os querubins que são a revelação da glória divina e as palmeiras que simbolizam o ser humano religioso, crescendo na luz da glória divina (2 Co 3.18), com raízes alimentadas pela Palavra de Deus (Sl 1.2-3), produzindo seu fruto pela comunhão com o Senhor Jesus Cristo (Jo 15.1-11). Bíblia Shedd.

26 janelas de fasquias [NVI: janelas estreitas]. Ou, janelas com treliças fixas. CBASD, vol. 4, p. 795.



1000 seguidores! by Jeferson Quimelli
6 de agosto de 2014, 21:39
Filed under: alegria, Estudo devocional da Bíblia, gratidão | Tags: , ,

Estamos em festa, porque ultrapassamos 1000 seguidores!
É uma bênção ter vocês como nossos companheiros nesta jornada abençoada!
Vocês são a nossa maior motivação. É uma honra trabalhar para o povo de Deus, que ama a Sua Palavra!
A Deus, que nos dá inspiração e força para o trabalho, toda honra e glória!

Equipe Reavivados



Ezequiel 40 by Jeferson Quimelli
6 de agosto de 2014, 0:00
Filed under: coragem, cuidado de Deus, fidelidade de Deus, Israel | Tags: , ,

Comentário devocional:

O capítulo 40 dá início à parte do livro de Ezequiel que descreve em detalhes os edifícios e os serviços do templo renovado e apresenta um layout da nova cidade e da terra em um Israel restaurado. 

À medida que a visão começa no capítulo 40 vários pontos introdutórios principais são apresentados. A visão é recebida no Dia da Expiação (22 de outubro de 573 aC), próximo ao fim do ministério de Ezequiel. Esse era o dia solene em que, anualmente, o santuário era purificado. Além da purificação do santuário, Ezequiel tem uma visão poderosa do novo e melhorado templo restaurado. A localização deste templo em uma montanha alta nos dirige a atenção para o Monte Sinai, onde a Lei e o modelo do tabernáculo foram dados originalmente. Neste monte um profeta anterior, Moisés, foi o porta voz de Deus que transmitiu ao povo os detalhes de como o tabernáculo do deserto deveria ser construído e agora Deus pede a Ezequiel que também seja o seu porta voz. 

Quando Ezequiel recebe a visão ele é instado a prestar muita atenção e fixar sua mente sobre os detalhes da visão porque sua tarefa é relatar tudo o que vê para o povo de Israel. Cativo na Babilônia e longe de sua amada Jerusalém e do templo, o povo de Israel precisa ser inspirado pela esperança. Eles precisam ouvir e ver esta imagem vívida acerca do que Deus quer fazer no futuro para eles. 

Quando olhamos para a nossa própria situação no mundo, precisamos deixar que Deus nos inspire com sua visão de um novo céu e uma nova terra que Ele tem reservado para nós.

Jon Dybdahl 
Universidade Walla Walla, EUA 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/40/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Ezequiel 40 

Comentário em áudio 

 

Comentários selecionados:

Os cap. 40 a 48 constituem uma única profecia, de caráter singular. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 787.

Esta visão é tríplice. A primeira parte revela o Templo ideal, cap 40-42, no qual as aspirações espirituais do povo de Deus se simbolizam pela arquitetura. A segunda parte, o Culto ideal, cap 43-46, no qual participam a glória de Deus,  o ministério dos sacerdotes, a contribuição do povo, e os ritos presididos pelo sumo sacerdote e pelo príncipe. A terceira parte revela a Nação ideal, cap 47-48, que tanto física como espiritualmente tem sua vida ao redor do culto no templo, de onde extrai sua alimentação, seu refrigério e sua inspiração. Bíblia Shedd.

Muitas interpretações tem sido dadas para a última visão de Ezequiel, incluindo (1) a visão literal, na qual este templo deveria ser realmente colocado em operação algum tempo depois do retorno de Israel do exílio; … (2) a futurista …; e a alegórica. … As evidências se ajustam melhor na visão literal, interpretada de acordo com os princípios dos cap. 38-39. A visão teria se cumprido literalmente pelo Israel histórico após seu retorno do exílio babilônico, se o povo, como nação, tivesse sido fiel em reclamar as promessas divinas feitas a eles a respeito de uma reforma espiritual. Andrews Study Bible.

É razoável supor que, para convencer o povo da certeza da promessa [do recomeço e da restauração], Deus tenha orientado o profeta a traçar uma planta exata do templo que devia ser o centro do culto da nova nação. Deus poderia simplesmente dizer ao povo que, no futuro, o templo deles seria reconstruído, mas isso seria um anúncio vago. Não haveria dúvidas quanto às intenções divinas se fossem apresentados cuidadosamente todos os detalhes da construção e do ritual. CBASD, vol. 4, p. 788.

1 no princípio do ano. Do heb. rosh hashanah, “cabeça do ano”. … É interessante notar que esta é a única ocorrência na Bíblia da frase rosh hashanah, nome que ainda hoje é dado pelos judeus ao Ano Novo, o dia 1º de tisri. CBASD, vol. 4, p. 787.

décimo dia. O décimo dia do sétimo mês é o Dia da Expiação. Ezequiel recebeu a visão de um santuário purificado/restaurado no mesmo dia em que o santuário era purificado anualmente (Lev 16). Andrews Study Bible.

3 um homem. Um anjo igual àqueles que tiveram o encargo de destruir o antigo templo profanado pela idolatria (9.2). Bíblia Shedd.

cordel. Usado para grandes medidas (47.3). Bíblia Shedd.

6-17 O que se deduz de tais medidas é a ordem, a decência e a simetria da casa de Deus;. Bíblia Shedd.

43 oblação. Heb korban, uma oferta voluntária (Mc 7.11). Bíblia Shedd.

46 filhos de Zadoque. Ezequiel distingue claramente entre os levitas em geral (muitos dos quais tinham serviços nos ritos do paganismo, Jz 17.7-13) e os descendentes do sumo sacerdote fiel, que servia nos tempos de Salomão (1 Rs 1.31-40). Os motivos para a distinção se dão em 44.10-16. Bíblia Shedd.



Ezequiel 39 by Jeferson Quimelli
5 de agosto de 2014, 0:00
Filed under: Espírito Santo, poder de Deus, salvação, vitória | Tags: ,

Comentário devocional:

Este capítulo poderia ser chamado de “O fim de Gogue e Magogue” ou “A destruição das forças do mal”. O enorme exército que marcha contra Israel é destruído pela ação de Deus.

Poucos anos antes de Ezequiel receber esta visão, os inimigos – assírios e babilônios – chegaram à Palestina pelo Norte e Deus lhes permitiu que conquistassem Israel por causa de seu pecado. Gogue e Magogue, um inimigo maior ainda, também vem do norte. E Israel busca a Deus por salvação. Ezequiel mostra o poder das forças inimigas. Porém o exército de Deus demonstra um poder ainda maior. As armas capturadas de Gogue fornecem dois anos de lenha para o povo de Deus. Há tantos cadáveres dos soldados inimigos que são necessários sete meses para enterrá-los.

O resultado final de tudo isso retorna ao tema de Ezequiel: Israel entenderá que foi o próprio Deus que os enviou ao cativeiro e agora os levará de volta e os protegerá. Então as nações saberão que o Senhor é Deus (verso 20). 

Além disso, o espírito de Deus será derramado sobre Israel (verso 29).

Não há inimigo tão grande, nenhum mal tão grande que Deus não possa derrotá-lo. Se, como Israel, você está cativo por causa de seu pecado, Deus é suficientemente grande e gracioso para salvá-lo e você vai ter a certeza de que Ele é Deus.

Jon Dybdahl

Universidade Walla Walla, EUA

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/39/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Ezequiel 39 

Comentário em áudio



Ezequiel 38 by Jeferson Quimelli
4 de agosto de 2014, 0:00
Filed under: cuidado de Deus, Israel, profecias | Tags: ,

Comentário devocional:

Quando Deus restaura Seu povo, as forças do mal se levantam contra ele. Nos capítulos 38 e 39, temos a história de uma grande aliança do mal que vem guerrear contra a nação restaurada de Israel, Vemos também como Deus lida com o problema. 

O líder dessa aliança contra Israel (contra Deus, na verdade) é chamado de Gogue e ele vem da terra de Magogue. Não sabemos muito sobre a pessoa de Gogue nem da localização de Magogue a não ser que a coalizão de forças encabeçada por ele virá do extremo norte. 

A Bíblia diz que isso acontecerá depois de muitos dias (versos 7, 8 e 16). Curiosamente esta terminologia de Gogue e Magogue é usada em Apocalipse 20:7 para o grande exército que se ajuntará contra Deus ao final dos mil anos. 

Muitas interpretações foram feitas sobre o real significado destes versos que não cabe discutir aqui, mas a idéia central é clara: antes da restauração final do povo de Deus, uma aliança do mal virá contra ele. Mas Deus não permitirá que eles tenham vitória sobre o Seu povo. 

O povo de Deus não deve se surpreender com a oposição do mal. Isto é inevitável em um mundo onde Satanás está ativo. O que deve ficar claro é que, assim como o juízo de Deus veio contra Gogue e Magogue, também virá contra as forças do mal ao final dos tempos. Neste conflito, não só o povo de Deus é salvo, mas o próprio Deus é glorificado e conhecido por quem Ele realmente é, mesmo aos olhos de muitas nações (v. 23). 

Quando isso acontecer, as pessoas saberão com certeza, como Ezequiel afirma repetidamente, que “Eu sou o Senhor.” Isto é o que Deus quer que todos nós saibamos, que Ele é o Senhor e que realiza tudo o que seja necessário para a salvação do Seu povo. 

Jon Dybdahl 
Universidade Walla Walla EUA 

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/38/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Ezequiel 38 

Comentário em áudio





Comentários selecionados:

Estes capítulos [38 e 39] formam uma unidade literária e contém uma profecia contra Gogue, da terra de Magogue. Andrews Study Bible.

1 O princípio [para determinar o que é imediato e o que é futuro ou escatológico nesta profecia] pode ser declarado da seguinte forma: As profecias com respeito à glória futura de Israel e de Jerusalém eram primariamente condicionais e dependiam da manutenção da aliança (ver Jr 18:7-10; PR, 704). Elas teriam um cumprimento literal nos séculos subsequentes se Israel tivesse aceitado totalmente os planos de Deus. O fracasso de Israel tornou impossível o cumprimento dessas profecias em seu propósito original. … Ezequiel 38 e 39 teria se cumprido literalmente depois que os judeus retornaram do exílio, caso eles tivessem atendido às condições apresentadas pelos profetas. Pelo fato de eles as haverem recusado persistentemente, a condição de prosperidade aqui retratada nunca se cumpriu. Consequentemente, não pôde haver o ataque combinado dos pagãos contra um povo que habitasse na prosperidade mencionada. A profecia terá uma aplicação futura? … tal aplicação pode ser estabelecida com certeza apenas por uma revelação subsequente. No NT, há apenas uma referência direta aos símbolos usados nesta profecia: Apocalipse 20:8. Nesta passagem, João diz como esta profecia, que teria se cumprido literalmente em época anterior, terá certo grau de cumprimento na luta final contra Deus empreendida pelas hostes dos ímpios, chamadas de “Gogue e Magogue”. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 773, 774.

2 contra Gogue. Gogue é um misterioso inimigo de Deus e Seu povo, cuja identidade não é clara, provavelmente de propósito. A predição do ataque e derrota de Gogue e seus aliados , contudo, nunca ocorreu na história, mesmo que possa ter ocorrido de forma parcial em algumas circunstâncias … em Cristo … na Igreja. De acordo com o livro de Apocalipse, esta profecia tem cumprimento específico , tanto ao tempo da Segunda Vinda de Cristo quanto ao final do milênio. Jesus é o vitorioso na última guerra (Apoc 17:14) e todo aquele que O escolhe, identifica-se e permanece com Ele, pode compartilhar de Sua vitória.  Andrews Study Bible.

Na verdade não é necessário encontrar um Gogue nos registros históricos. Gogue é muito provavelmente um nome abstrato pelo qual Ezequiel descreve o líder das hostes pagãs que fazem o ataque final a Israel após a restauração deste e numa ocasião em que o povo de Deus está desfrutando a prosperidade sob a condição de obediência. CBASD, vol. 4, p. 775.

Magogue. Visto que o prefixo hebraico ma– pode significar “lugar de”, é possível que Magogue aqui signifique simplesmente “terra de Gogue”. Bíblia de Estudo NVI Vida.

4 todo o teu exército.Do ponto de  vista militar, todas as vantagens pareciam estar com os que atacavam. No entanto, se Yahweh estava contra Gogue, Israel não tinha nada a temer. CBASD, vol. 4, p. 778.

O orgulho e a destruição de Gogue refletem muito de perto o orgulho e queda de Lúcifer, como descritas em Is 14:12-15 (compare com Ez 28:17-19). Andrews Study Bible.

5-6 O número sete [das nações] desempenham um papel significativo nesta profecia e no livro inteiro de Ezequiel, simbolizando complitude ou totalidade, e neste contexto específico aponta para uma conspiração universal, um plano mundial contra Israel.  Andrews Study Bible.

7 prepara-te. O profeta parece ironicamente encorajar Gogue a fazer os preparativos para a guerra e a reunir forças para que todos os inimigos de Deus pereçam juntos. CBASD, vol. 4, p. 779.

8 serás visitado. Quer dizer “atingido pela justiça divina”. Bíblia Shedd.

10 você maquinará um plano maligno [NVI]. Uma invasão seguida de saque (cf. v. 12). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Deus fará isto no sentido de permitir a Gogue executar os desígnios de seu coração perverso. CBASD, vol. 4, p. 779.

11 parte central do território. A palavra hebraica traduzida por “parte central” também significa “umbigo”, uma figura pitoresca da crença de que Israel era o elo vital entre Deus e o mundo (tb em 5.5). Bíblia de Estudo NVI Vida.

16 quando Eu tiver vindicado a Minha santidade. Na destruição de Gogue, o caráter de Deus seria completamente vindicado; da mesma forma, na destruição de Satanás e da vasta multidão de ímpios no final do milênio, a sabedoria, justiça e bondade de Deus serão plenamente vindicadas. CBASD, vol. 4, p. 780.

17 não és tu aquele de quem eu disse nos dias antigos, por intermédio dos Meus servos, os profetas de Israel? Uma declaração chave da profecia, que afirma que Deus, através de Seus profetas, falara em tempos anteriores a respeito de Gogue. Isto significa que Deus falara sobre ele de modo geral, porque em nenhum lugar no AT é mencionada uma profecia direta contra Gogue.  Andrews Study Bible.

Vista em seus aspectos mais amplos, a batalha aqui descrita é apenas a culminação da luta milenar entre os poderes do mal e o povo de Deus, e há frequente menção disso em profecias anteriores. A mais antiga vem do jardim do Éden, na maldição pronunciada sobre a serpente. … qualquer sucesso da parte do povo de Deus encontra a mais violenta oposição do adversário. CBASD, vol. 4, p. 780.

17-23 Aqui se percebe que esta profecia vai muito além de uma invasão física. É o dia do Senhor mencionado pelos profetas antigos, um dia de julgamento (Am 5.18). É a guerra final entre a luz e as trevas, na qual os partidários de Satanás serão lançados no abismo de fogo e enxofre (22 e Ap 20.7-10).  Bíblia Shedd.

19 terremoto. Assinalando a poderosa presença de Deus, que vem para derrotar totalmente o exército que invadia a sua terra. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Aqui está um aspecto para o qual os escritores do NT chamam a atenção. Eles falam das terríveis convulsões da natureza que precederão a vinda do Filho do homem. Jesus menciona o “bramido do mar e das ondas” e “homens que desmairão de terror”, não tanto por causa de alguma ameaça militar à segurança, mas porque toda a natureza parecerá estar fora de seu curso (Lc 21:25, 26; GC, 636). CBASD, vol. 4, p. 780.

21 a espada de cada um será contra o seu irmão. A coligação dos inimigos de Israel se voltará contra si mesma, assim como fizeram os exércitos que atacaram Judá nos dias de Josafá (2Cr 20.22, 23). Bíblia de Estudo NVI Vida.

22 grande pedras de saraiva. Isto encontra paralelo na sétima praga, quando pedras de cerca de um talento ampliarão a destruição em andamento (Ap 16:21). O “fogo” pode achar correspondente nos “relâmpagos” de Apocalipse 16:18. CBASD, vol. 4, p. 781.

A lista de armas divinas faz crer que Deus intervirá diretamente, sem o benefício de um exército terrestre. Bíblia de Estudo NVI Vida.

23 saberão que Eu sou o Senhor. à medida que o conflito se aproxima de seu clímax, os elaborados estratagemas do enganador serão desmascarados, e será revelada a debilidade e falsidade de suas reivindicações. Demônios e homens vão reconhecer que há apenas um que é supremo, e que seu modo de agir no grande conflito visava a promover o bem eterno de Seu povo e do universo em geral (ver GC, 671). CBASD, vol. 4, p. 781.